História Ele - Capítulo 27


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Drama, Linguagem Imprópria, Nudez, Romance, Sexo, Trama
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Palavras 2.376
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 27 - Enfim, sós!


Fanfic / Fanfiction Ele - Capítulo 27 - Enfim, sós!

- Não! – ele apressou-se. – Quero que o meu noivo durma comigo. Nós não vamos ficar em quartos separados.

Ela se virou e o encarou. – Eu não tinha pensado nisso – colocou a mão na cintura pensativa. – Por que não falou nada, June? – indagou, chamando a atenção do outro, que se virou, a encarando.

- Eu... eu... – ele ergueu as sobrancelhas, gaguejando.

- Ele deve ter ficado intimidado por você. Sei bem como é quando começa a organizar as coisas e dar ordens – Chris falou e June apenas assentiu. – Você vai dormir comigo no último quarto do corredor. Faça o favor de levar suas coisas para lá – ordenou, no mesmo tom autoritário que Cristine usou quando fazia as arrumações na casa, e June assentiu, segurando o riso. Mãe e filho se pareciam mais do que se davam conta.

- Sim, senhor. Eu farei o que manda – sorriu.

- Desculpe ter interferido no espaço de vocês – Cristine desculpou-se. – Eu apenas ainda não me acostumei com essa coisa de Chris ser noivo. E com ele doente, só pensei no conforto e... – ela riu, desconfiada.

- Tudo bem – June sorriu. – Eu vou pegar as coisas dele que estavam no hospital, e esqueci no carro – disse, se afastando e deixando mãe e filho sozinhos.

- Mãe... como pode? – Chris fez uma cara de incredulidade.

- Eu realmente não pensei, e ele não falou nada. Apenas aceitou tudo o que eu determinei, sem questionar, sem dar nenhum palpite – ela deu de ombros. – Eu só queria arrumar tudo para que você ficasse bem. Essa coisa de ter um filho comprometido é novo, apesar de você não se desgrudarem, eu me esqueço às vezes que...que vocês têm intimidade. Não lembro dessa parte de dormir, acordar... a  propósito, você não ficou com disfunção, ficou? – indagou curiosa, erguendo uma sobrancelha.

- Mãe... – ele arregalou os olhos. – Não acredito que está me perguntando se estou impotente.

- Meu filho, estou apenas preocupada com o seu futuro com um homem como June. Ele é bonito e chama a atenção das mulheres por onde passa.

- Não. Eu não estou disfunção erétil – ele respondeu, tímido. – Vou ver o meu quarto - saiu rápido da cozinha, em sua cadeira, antes que a mãe perguntasse mais algum detalhe íntimo de sua vida.  

- Eu sei que ele foi seu primeiro... -  ainda a ouviu dizer, rindo, e respondeu do corredor.

- E único... – terminou rindo, e entrou no quarto, com cama adaptada, na altura ideal para passar, sem dificuldade, da cadeira para ela e vice-versa. Tirou os tênis e se sentou nela, deitando em seguida. Era macia e confortável. Fechou os olhos e relaxou. Poucos minutos depois sentiu o corpo duro e quente de June sobre o seu e a boca procurando a sua, com desejo e fome. Foi um beijo intenso e carnal.

Chris se sentiu duro, imediatamente, e apertou a cintura do outro, o puxando mais para si, necessitando do roçar dos corpos. June afastou as pernas do rapaz, e se colocou entre elas, esfregando-se na rigidez dele.

- A mamãe acha que o filhinho puro dela precisa de privacidade – murmurou no ouvido do mais novo, lascivo e devasso, o fazendo rir e gemer.

- Eu só preciso de você dentro de mim – respondeu, baixo e  entregue. June deslizou a mão pelo agasalho do rapaz, o erguendo e tirando em seguida, beijando a clavícula, peito e abdômen de Chris, que apenas gemia baixo, e enfiou os dedos nos cabelos do outro, o guiando pelo seu corpo, ansioso por mais. - Preciso tanto – murmurou, enquanto a língua ousada do mais velho traçava o caminho do umbigo ao baixo ventre do outro, descendo a calça devagar.

A porta se abriu, de repente.

- O jantar está... Meu Deus... – a mãe disse, virando-se de costas imediatamente – Desculpem, eu... eu... Meu Deus... – saiu apressada, fechando a porta atrás de si, com um baque surdo, enquanto os dois encaravam a porta de olhos arregalados, parados na posição em que estavam anteriormente.

Chris jogou a cabeça contra o travesseiro, com um suspiro exasperado, e June deitou o rosto no baixo ventre dele, e gargalhou, sem conseguiu se conter.   

- Não ria, ela se assustou. Preciso ir lá pedir desculpas, ou melhor, precisamos – Chris puxou um pouco os cabelos do outro, que reclamou.

- Eu não vou pedir desculpas – June negou. – Porque aí quem ficará com vergonha serei eu – afirmou e o rapaz revirou os olhos, embora ele não visse.

- Ok, eu passo a vergonha toda sozinho. Me deixe sair da cama – pediu.

- Não pode ir agora. Está excitado – provocou, sorrindo e acariciando o membro rígido dele, por cima do moletom, enquanto voltava a passar a língua em seu corpo.

- Eu...eu tenho de ir – o rapaz disse, mas já sem nenhuma convicção. 

- Depois... Deixe-a primeiro esquecer o que viu – o mais velho sorriu, descendo o moletom e a boxer, e abocanhando o outro, que esqueceu totalmente o que tinha de fazer e se entregou a ele.  

Vários minutos depois, Chris encontrou a mãe no terraço, olhando a paisagem. – Mãe... você... está bem? – perguntou, tímido, parando sua cadeira diante dela.

- Desculpe, Chris. Eu não devia ter entrado no quarto sem bater. Estou tão envergonhada. Meu filho cresceu, vai casar e eu não posso mais invadir seu  quarto de repente, sob pena de ver cenas eróticas – riu nervosa. - Minha cabeça ainda funciona com um Chris apenas focado em trabalhar e estudar, que dizia que não tinha tempo para namorar – assumiu.

- Eu dizia isso – ele riu. – Eu tinha medo de gostar de alguém e não saber flertar ou conquistar. Essa era a verdade. Mas com June... foi tudo tão... diferente. Ele me conquistou sem eu perceber e quando vi, não tinha mais saída.

- Ele também me conquistou assim – a voz de June se fez ouvir e ele colocou as mãos sobre os ombros de Chris, parando atrás dele. – Desculpe a cena, Cristine. Foi culpa minha. Uma brincadeira fora de hora, levada pela saudade – deu de ombros, sorrindo. – Eu devia ter trancado a porta, antes de tentar seduzir o seu filho – brincou.

- Eu fui imprudente. Peço desculpas aos dois. Pelo que vejo meu filho já está bem recuperado – riu, levando os dois a fazerem o mesmo. – Já está na hora de eu voltar para casa.

- Mãe... – ele pediu.

- Chris, você não precisa mais da mamãe aqui o tempo todo. Tem June para cuidar de você. E eu estou tempo demais longe do meu marido. Também sinto falta – apontou. – Não posso ficar passeando de jato particular todos os fins de semana às custas do seu noivo. É hora de ir para casa. Eu voltarei sempre que puder, para vê-los.

- É por causa do que viu? – perguntou envergonhado, sentindo as mãos carinhosas de June massagearem seus ombros.

- Não. Eu apenas vi que você está bem - ela afirmou. – Amanhã eu vou para casa – determinou.

- Se é o que quer realmente, eu providenciarei o avião. Mas acho que poderia ficar até o fim da semana, pelo menos.

- Não. Prefiro ir logo. Falei a Duran sobre o que vi, e ele disse que poderíamos estar fazendo o mesmo – ela riu.

- Mãe, contou para o Duran? – Chris arregalou os olhos e cobriu o rosto com as mãos, em seguida. – Meu Deus, minha vida íntima está em plena divulgação.

- Depois do que ele disse, se pudesse iria hoje mesmo – ela voltou a rir.

- Se quiser... – June a encarou solícito, e ela assentiu.

Uma hora depois, se despediam de Cristine no hangar onde o jato estava guardado. – Tem certeza, mãe?

- Sinto falta dele. Não fui antes, porque queria ver como ficaria instalado na casa e achava que poderia precisar de mim. Mas eu já havia dito a June que pretendia voltar para o Novo México – falou e ele confirmou com um aceno de cabeça. - Tenho Duran, e há ainda o meu trabalho. Estou em licença há mais de dois meses, e sabe como são as coisas. Já devem estar dizendo que estão me favorecendo por ser esposa de um dos médicos do hospital.

- Eu entendo – Chris disse. Ela beijou sua testa e depois a de June, que se abaixou um pouco para que ela o fizesse.

- Cuide direitinho do meu filho, e não o canse demais – brincou.

- Não se preocupe. Tenha em mente que ele me cansa mais do que eu a ele. É tão jovem... – brincou e Chris bateu nele.

- Ei, eu estou aqui – falou, enrubescendo.

Quando o avião decolou, June abaixou-se atrás de Chris e disse em no seu ouvido. – Enfim, sós!

E o rapaz se lembrou de quando chegaram à casa de praia em Honolulu, só os dois, sem ninguém para atrapalhar. E sorriu. – Vamos para casa – falou sorrindo.

Jantaram a comida deliciosa que Cristine havia preparado. June arrumou a mesa com cuidado, colocou velas e deixou tudo à meia-luz. O clima ficou íntimo e agradável.

Ele tomou um vinho, enquanto Chris tinha suco de uva. Além de não gostar muito de bebidas alcóolicas, o rapaz tomava sua medicação, que o impediria de ingerir álcool. Mas isso não o deixou menos inebriado por seu noivo, que o seduziu com beijos e carícias, no tapete da sala, após o jantar.

- Deveríamos ir para a cama – June murmurou, seminu, sobre o corpo de Chris, que ele já havia despido completamente. – Seria mais confortável para você, sweet – ele falava, mas seu corpo não obedecia, apenas se esfregava mais contra o do rapaz, que gemia, ansioso.

- Não... não pare agora, por favor – foi uma súplica, que June não resistiria. Chris deslizou as mãos pelo corpo do mais velho, para tirar sua boxer, o deixando arrepiado e excitado. – Quero você aqui, agora.

Estavam nus, pele contra pele, bocas se encontrando e as línguas em uma mistura ardentemente em desejo e fome. June se esforçava para não machucar Chris, sob seu corpo, e ergueu suas pernas em seus ombros, o invadindo com o máximo de cuidado que pode, lutando para manter o controle, pois o que queria era tomá-lo com luxúria e força. Mas isso ficaria para outro dia, quando seu garoto estivesse mais forte e curado.

Chris gemeu, em deleite, sentindo-se preenchido e satisfeito a cada golpe que o outro dava em seu corpo, atingindo seu ponto de prazer. Aquilo era mágico. Era louco. Era demais e ele sentiu seu orgasmo se aproximar, tão depressa, que teve vergonha do quanto havia sido rápido.

Queria retardar mais, porém, não tinha forças. E quando June acariciou seu membro, rígido, entre seus corpos, ele sabia que não conseguiria se segurar e gozou sobre seu abdômen, gemendo alto, como não podia fazer quando estava no hospital.

O outro estocou mais forte e mais rápido e Chris achou que iria explodir de tanto prazer, chamando por June, declarando seu amor por ele, em uma mistura de sentimentos e sensações que os deixam embriagados. Sentiu os jatos quentes o invadirem e June também gemia alto, procurando sua boca e a tomando em um beijo apaixonado e satisfeito. – Eu não quero mais nada nessa vida. Só você – o mais velho declarou, quando libertou sua boca.

Chris sorriu, de olhos fechados, exausto e saciado, por hora. Acariciou os cabelos do outro, que deitou o rosto em seu peito, ouvindo seu coração acelerado. – Eu também só quero você – retrucou.

Naquela noite dormiram juntos e abraçados na cama de casal. Chris se sentiu finalmente em casa, ao lado de June. Era bom saber que estavam ali apenas os dois.

Mas a manhã seguinte foi assustadora para ele, quando abriu os olhos e se viu sozinho em um quarto estranho. O medo o tomou e ele gritou. – JUNE!

O outro entrou correndo no quarto, de moletom e camiseta, com um pano de prato enxugando as mãos. Se sentou ao lado dele na cama, vendo seu olhar perdido e assustado.

– Ei...calma. Eu estou aqui – disse, o abraçando e sentindo sua respiração acelerada, às portas de uma crise de ansiedade. – Talvez tenha esquecido, mas estamos em casa. Saiu do hospital ontem à tarde, e dormimos aqui, juntos, ontem à noite. Essa será a nossa casa durante o tempo em que estiver fazendo seu tratamento – explicou, percebendo o outro acalmar-se, à proporção que falava.

- Eu...eu esqueci. Desculpe. Já lembro de ontem – falou, desconfiado e um pouco envergonhado, por ter gritado.

June, o encarou, pegando seu rosto entre as mãos. – Não tem importância. Amei que a primeira coisa que tenha gritado, quando se viu sozinho e assustado, tenha sido o meu nome – admitiu. – Porque eu estou aqui para você – disse e o beijou. Chris o apertou em um abraço, precisando do contato para se sentir seguro.

- Fiquei apavorado.

- Já passou. Eu fiz um café da manhã saboroso para você. Vamos? – convidou, se levantando e colocando a cadeira ao lado da cama, que estava erguida a 40° para seu conforto.

Comeram as guloseimas, que June aprendeu a preparar com Chris durante o tempo em que ficaram em Honolulu, e o rapaz ficou contente com isso. O incidente da manhã foi esquecido e não falaram mais naquilo. A rotina de exercícios se manteve naquele dia e nos outros que se seguiram.

Na primeira semana, June foi com Chris todas as manhãs, para a fisioterapia. O rapaz dirigia seu próprio carro, tirava e colocava a cadeira sobre o banco do passageiro, enquanto June se sentava atrás, para que ele se acostumasse com sua rotina.

O mais velho não disse nada, mas tinha medo de ele se esquecer do caminho ou para onde estava indo ou voltando, o que não aconteceu em nenhum dia.

Na segunda semana ele o deixou ir sozinho, mas contratou alguém para acompanhá-lo de longe, sem que soubesse, pois não teria paz de espírito se o deixasse à própria sorte.

Chris estava feliz e se saía melhor nos exercícios. Estava mais forte e ganhava massa muscular, com o constante trabalho de braços na cadeira de rodas, e os exercícios na terapia. Não estava mais magro e abatido.

Aos poucos voltava a velha forma e beleza, o que não era o mais importante para June, mas agradava ver seu garoto voltar aos poucos a quem era, antes do ocorrido na Suécia, pouco mais de três meses antes.



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