História Ele - Capítulo 28


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Drama, Linguagem Imprópria, Nudez, Romance, Trama
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Palavras 2.203
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 28 - Tenho uma coisa para mostrar


Fanfic / Fanfiction Ele - Capítulo 28 - Tenho uma coisa para mostrar

Naquela tarde, June estava reunido com seus dois assessores, em Paris e Los Angeles, em uma videoconferência. Eles já haviam discutido sobre os negócios e apenas conversavam sobre quanto tempo ele inda ficaria longe.

- Eu realmente não sei. Meu noivo ainda tem muito o que fazer para conseguir ficar totalmente curado e eu não quero deixá-lo sozinho durante o tratamento.

- Ele não pode terminar o tratamento em Paris? – Silvy perguntou, sorrindo.

- Ou em Los Angeles? – indagou o outro assessor.

- Não sei...vou me reunir com o médico e o terapeuta. Sei que esse hospital é o melhor do mundo em reabilitação, só quero que ele fique bem.

- Onde ele está? – Silvy tinha curiosidade em conhecer  Chris, mas nunca o tinha visto.

- Já deve estar voltando da fisioterapia. Ele dirige o próprio carro adaptado. Assim se sente independente.

- E você tem tempo para trabalhar um pouco – o assessor falou.

- Sim, mas nunca diga isso na frente dele. Vai achar que está me atrapalhando, e não está – ele avisou, com um sorriso no rosto. OS assessores tinham de admitir que aquele rapaz havia mudado June. Ele sorria mais, mesmo com todo o problema de saúde pelo qual o seu noivo passava, e parecia mais...humano.

De repente a porta do escritório se abriu e um cadeirante apressado o invadiu, com um sorriso perfeito e cabelos claros, desalinhados, caindo sobre os olhos. Chris estava de camiseta preta e calça de moletom, evidenciando os músculos inchados pelo esforço, e luvas de musculação, para não machucar as mãos nas rodas da cadeira.

Ele surgiu diante da tela dos assessores, com seus traços delicados e seu sorriso encantador, olhando para June com olhos verdes e brilhantes. Silvy entendeu imediatamente como ele havia conquistado aquele homem, até então, sem coração.

- Eu recebi cartas. Centenas de cartas. As pessoas da universidade me escreveram – ele tagarelava, parecendo feliz, até chegar ao lado de June, e parar abruptamente, abrindo mais os olhos, e percebendo o computador aberto e as imagens de pessoas do outro lado da tela. – Meu Deus, dream, desculpe, eu invadi sua reunião... – disse, envergonhado, enquanto o outro apenas sorriu, seduzido.

- Acho que vocês ainda não conhecem o meu noivo. Esse é Chris. Sweet, esses são meus assessores, Silvy, em Paris, e Paul, em Los Angeles.

- Desculpem atrapalhar a reunião de vocês – o rapaz disse, com as bochechas rubras, um sorriso bonito no rosto, e os olhos brilhando em ansiedade.

- Olá, Chris. Estou feliz em ver que está se recuperando – Silvy falou. Paulo apenas acenou, chocado com a beleza do rapaz.

- Você falou em cartas? O que aconteceu? – June perguntou deixando que seus assessores ouvissem a conversa.

- Chegaram ao hospital. Centenas de cartas da universidade, na Suécia. Pessoas desejando que eu fique bom, mensagens de fé e de amor. Os alunos que estavam lá, quando eu fui atacado, agradecendo por suas vidas. São tantas cartas. Eu não consegui abrir nem um terço. Mas... são lindas – ele contou, e seus olhos marejaram. – Eu fiz uma coisa boa. Eu ajudei pessoas, e elas dizem que eu fui um herói, um anjo.

- Mas você é um anjo e salvou a vida de pessoas, quando se jogou contra um homem armado e louco. Você foi um herói de verdade – June disse com doçura, encarando Chris com adoração, e Silvy enxugou rapidamente uma lágrima que escorreu por seu rosto. Aquele garoto não era apenas um anjo, ele fazia milagres também, pensou.

- Eu...eu não sabia – disse baixo.

- Vocês me dão licença. Já encerramos a reunião por hoje. Agora preciso atualizar este anjo sobre o bem que fez a algumas pessoas – ele sorriu e eles acenaram positivamente. Chris acenou para os dois, antes de June desligar o computador.

Eles não falavam sobre o dia da tragédia. Chris não se lembrava de nada. Mas naquela tarde, June lhe mostrou as imagens da segurança da universidade, que detalhava toda a trama, e ele havia conseguido ao longo da investigação.

Mostrou as reportagens de TV, e fotos do local. E somente então, Chris entendeu o que havia feito naquele dia, ficando chocado.

- Eu...podia ter morrido. Mas... por que eu fiz aquilo?  

- Eu não sei. Mas você é a pessoa mais altruísta que eu conheço e sempre pensa nos outros antes de si. Só se preocupou com as pessoas que estavam ali. E eu quase o perdi - Chris se aproximou mais dele, se esticando para abraçá-lo, e June o carregou em seu colo, o tomando nos braços. – Tive tanto medo de perder você, sweet – admitiu. – É tão bom senti-lo aqui comigo.

O restante da tarde foi de leitura de cartas. O saco enorme com elas havia sido colocado no banco traseiro do carro por um funcionário do hospital e June o pegou e os dois o despejaram sobre o tapete da sala e ficaram lá, lendo cada uma delas, e separando as que deveriam ser respondidas imediatamente, mesmo Chris afirmando que responderia a todas, em algum momento.

June contou a ele que, durante sua internação, a imprensa o procurou várias vezes, mas Cristine não aceitou que o importunassem e ele também achou melhor não o expor. O rapaz concordou, afirmando que nunca conseguiria dar uma entrevista diante das câmeras.

- Não quero me vangloriar do que fiz. Eu nem lembro de ter feito. Só quero responder essas cartas, porque elas estão cheias de amor e atenção por mim. São pessoas que queriam que eu ficasse bom e algumas me agradecendo por estarem vivas. Elas merecem uma resposta – explicou, sentado no tapete e recostado no sofá, ao lado do outro, que sorriu em sua direção.

- Quando eu penso que não posso amá-lo mais, eu simplesmente vejo o quanto você é doce e preocupado com as pessoas e ... sim, eu o amo muito mais agora – ele disse, dando um beijo no rapaz, que correspondeu.

- Eu invadi seu escritório sem pedir licença e atrapalhei sua reunião para que lesse cartas comigo – Chris riu, como uma criança. – Eu só atrapalho você.

- Eu não me importo. Quero que invada minhas reuniões todos os dias, com esse sorriso feliz. Silvy era louca para conhecê-lo. Vivia perguntando sobre você, desde que eu falei porque estava longe – ele gargalhou.

- Eu confesso que, no começo, quando você dizia ‘tenho de falar com Silvy’, ‘Silvy está me esperando, ‘Silvy vai me matar se eu não chegar no horário’... eu morria de ciúmes – o rapaz disse, envergonhado.

- Ciúmes? Da Silvy? – ele gargalhou mais uma vez, chegando mais perto de Chris e o puxando para o seu colo, o abraçando com carinho. – Eu só tenho olhos para você, sweet – respondeu com amor.

- June... – o rapaz ficou sério, de repente.  

- O quê?

- Acho que não consigo andar até o nosso casamento. O que acha de esperarmos mais um mês? – falou com voz entristecida.

- Isso é importante para você? Porque por mim posso chamar um juiz de paz agora e...

- ...nos casamos, eu sei – ele sorriu. - Mas é importante para mim, sim – voltou a seriedade. - Eu...eu não queria casar assim – admitiu. – Só um mês, por favor.

- Ok, um mês e meio com o tempo que ainda faltava. Nem mais um dia. Quero chamá-lo de meu marido antes de viajarmos para Paris.

- E nós vamos para Paris? – ele surpreendeu-se, franzindo o cenho.

- Sim, sweet. Eu moro em Paris. Tenho negócios em alguns países, mas minha base é na França, onde eu nasci.

- Você é francês? – Chris sorriu. – Não percebo seu sotaque.

- Estudei para isso. Meu pai não queria que eu tivesse sotaque, mas que falasse outras línguas com fluência e sem vícios do francês. Quando ele se foi, eu já falava dez idiomas fluentemente – contou e o rapaz arregalou os olhos.

- Dez? Você é bom nisso.

- Só queria atender as expectativas do meu pai. Como filho púnico, herdei todo o império que ele construiu, e hoje administro dali – apontou em direção a porta fechada – daquele escritório, porque não posso ficar longe de você um dia sequer – sorriu e o beijou castamente.

- Estou atrapalhando seus negócios – fez um biquinho. – Desculpe.

- Não faça assim que eu fico excitado – o mais velho mordeu o lábio inferior de Chris. – Adoro quando faz esse biquinho – falou rouco, o deitando nos tapetes e afastando as cartas. Subindo sobre o corpo do mais novo. – É tão sexy – murmurou, o beijando com desejo. - Você é a minha perdição, sweet.

- E você a minha...   

A partir daquele dia, todas as tarde, após voltar da fisioterapia, Chris respondia cartas. Escrevia durante duas ou três horas, até June o forçar a parar, com beijos e carinhos, se dizendo saudoso dele.

Eles viviam juntos com um casal e eram muito grudados e quase dependentes, embora tivessem atividades distintas em seu dia a dia. June deixava Chris fazer o que queria sozinho e raramente o rapaz pedia a sua ajuda.

Todos os dias ia a voltava sozinho para a terapia, embora um segurança o acompanhasse de longe, sem que soubesse. June ainda tinha medo de ele esquecer o caminho, ou furar um pneu, ou se machucar de alguma maneira. Seu protecionismo era grande, mas não podia evitar e apenas rezava para que Chris nunca descobrisse, nem precisasse dos serviços do homem.

Duas semanas da chegada das cartas, Chris entrou novamente no escritório de June no fim de sua reunião, mas desta vez estava calado e apenas ficou ao lado dele, com seu sorriso lindo e doce no rosto, os olhos brilhantes e cheios de vida. Acenou para Silvy, quando ela lhe acenou primeiro e permaneceu quieto, esperando a conversa se encerrar.

Quando todos se despediram, June virou-se para ele, curioso. – Por que essa carinha tão marota?

- Eu não atrapalhei nada, não é? Só não consegui esperar lá fora – o mais novo sorriu. – Tenho uma coisa para mostrar – abriu um sorriso.

- O que quer me mostrar, sweet? – indagou curioso.

- Tire os meus tênis – pediu e o outro sorriu, se ajoelhando na frente da cadeira de Chris, que sorria.

Ele tirou os tênis do rapaz com cuidado e depois as meias. O rapaz sorriu e moveu os dedos dos dois pés, diante dos seus olhos. – Vê? Eu consigo. Consigo mover os dedos. Eu os sinto! – falou com alegria incontida e June sentia seu coração explodindo em vê-lo feliz.

Levantou o rosto sorrindo largo e viu os olhos de Chris marejados. – Eu sabia que conseguiria. Você sempre consegue. É tão aguerrido, tão centrado em seus objetivos - elogiou.

- Ainda tenho um longo caminho. Mas... eu sinto meus dedos – riu, deixando lágrimas descerem pelo rosto.

June o abraçou e o beijou. – Nunca me canso de dizer que amo você, Chris. Estou muito orgulhoso de você.

- Me leve para cama... vamos comemorar – o rapaz murmurou, lascivo, em seu ouvido, enlaçando os braços em seu pescoço, com força. O mais velho se levantou e o carregou no colo, obedecendo seu pedido. Foi uma tarde de comemoração naquela casa.  

- June... acorde... preciso da minha cadeira – Chris disse baixinho próximo ao outro.

- Hummm – o outro estava preguiçoso, de olhos fechados.

- Você deixou a minha cadeira no escritório – ele reclamou, baixinho. – Preciso dela.

- O que quer, sweet? – perguntou, voltando-se para ele com olhos sonolentos e cabelos bagunçados, naquele fim de tarde.

- Preciso ir ao banheiro, antes que molhe a cama – avisou e June sorriu.

- Posso levá-lo ao banheiro – disse, se levantando e o carregando nos braços. O deixou sentado no vaso e saiu, para buscar a cadeira, porque Chris exigiu.

Haviam criado uma rotina sem vergonha ou desculpas. Sabiam até onde podiam ou tinham de ir. Se entendiam bem e o mais jovem não reclamava de nada, apenas aceitava e se esforçava para melhorar.

- Pronto, aqui está a sua cadeira – voltou ao banheiro com ela, ainda nu.

- Vamos tomar banho? – Chris sugeriu. - Deixe-a do lado de fora. Tem um homem grande e viril que pode me carregar – brincou, com um sorriso ladino.

O outro devolveu o sorriso. – Acho que um banho pode ser bom.

- Como daquela vez, no hospital. No dia em que consegui ficar sentado. Lembra? Nunca mais você fez assim – reclamou manhoso, fazendo bico.

- Meu Deus, sweet. Já pedi para não falar assim. Você me deixa louco – falou entredentes, o agarrando e erguendo em seus braços, o sentando no balcão da pia e afastando suas pernas para ficar ali.

- Adoro quando fica louco...por mim – o mais novo sorriu excitado. June fez o que Chris pediu. Ele sempre faria. No sexo ou fora dele, sempre daria o que o rapaz lhe pedisse, porque o amava com devoção.

Naquela noite, jantaram em um restaurante perto de casa e passearam lado a lado na volta para casa. June a pé e Chris em sua cadeira. – Me empurre, meus braços estão cansados – o mais novo reclamou baixo, e ele riu, indo para trás da cadeira e o levando.

Não se importaria de fazer aquilo o resto da vida, mas sabia que Chris ficaria triste se não voltasse a andar, então pedia a Deus que ele conseguisse fazê-lo, pois só queria vê-lo feliz.



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