História Ele - Capítulo 29


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Drama, Linguagem Imprópria, Nudez, Romance, Trama
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Palavras 2.444
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 29 - Não vou esperar mais nenhum dia


Fanfic / Fanfiction Ele - Capítulo 29 - Não vou esperar mais nenhum dia

Ver Chris de pé, não tinha preço. Seu sorriso largo e emocionado, quase o fez chorar, mas June respirou fundo e sorriu junto com ele. O rapaz estava de muletas. Elas se prendiam em seus braços e ele andava devagar. No início com mais dificuldade, mas  logo pegou o jeito, e começou a se mover com mais desenvoltura pela sala de fisioterapia.

Chris o assustou naquela manhã. Saiu para a terapia e ligou, cerca de duas horas depois, pedindo que June fosse até ele com urgência. Não disse o que estava acontecendo, apenas pediu, com a voz ansiosa, e desligou.

Ele largou tudo o que estava fazendo, pegou o carro e saiu em disparada, preocupado, nervoso. Chris era sua prioridade, sua vida. E se algo estivesse causando problemas a ele, moveria céu e terra para resolver. Quem ficasse no seu caminho deveria começar a rezar.

Entrou no prédio de reabilitação como uma bala. O rosto sério, punhos fechados e maxilar contraído, pronto para enfrentar qualquer problema por Chris. Abriu a porta da sala de exercícios... e lá estava ele... de pe.

Chris levantou o rosto, com seu melhor sorriso, o mais lindo e radiante sorriso de felicidade. – Tã nã!... Eu estou andando! – exclamou. – Não é legal? Eu sei que preocupei você, o chamando daquela maneira. Mas eu queria fazer uma surpresa – começou a se desculpar, sem nunca conseguir parar de sorrir largo.

June o encarou chocado. Ver Chris de pé era... era... mágico. Seu rosto sério deu lugar a um sorriso largo também, que se igualou ao do rapaz. Ele abriu os braços e o chamou até onde estava e Chris, como uma criança, andou para os seus braços.

- Meu amor, eu...eu nem sei o que dizer – June realmente estava sem palavras e, segurar as lágrimas estava sendo difícil, quando Chris passou um dos braços em volta do seu pescoço, soltando uma das muletas no chão.

- Só diga que me ama – o rapaz murmurou em seu ouvido. – E que sabia que eu conseguiria.

- Mas eu sempre soube, sweet - respondeu docemente – enlaçando a cintura do rapaz. – Sempre soube que conseguiria. Eu amo tanto você, não tem ideia do quanto – suspirou. Os dois se encararam.

- Pode chamar o juiz de paz. Eu quero casar com você hoje – Chris disse, olhando nos seus olhos.

- De verdade? Jura? Mas você...

- Juro. Não vou esperar mais nenhum dia. Prometi para mim que me casaria com você no dia em que eu andasse e é o quero vou fazer. Eu quero casar com você hoje!

- Mas, Chris... os preparativos, sua família...

- Eu só quero casar com você – o rapaz respondeu, irredutível. – Se você quiser, é claro – apressou-se.

- Claro que eu quero, sweet. Eu...eu vou ligar para o juiz, agora – falou rápido, rindo. Chris o apertou no abraço e o beijou. Foi um beijo apaixonado e agradecido.

- Chris... ainda não terminamos os exercícios – o terapeuta os interrompeu, com um pigarro leve, e suas palavras quase sussurrada, como se não quisesse atrapalhá-los.

O rapaz se virou sorrindo, ainda com o braço em volta do pescoço do outro. – Eu esqueci. Mas eu tinha de beijar meu noivo de pé. Faz um bom tempo... e... sabe... nós vamos nos casar... hoje – contou.

- Hoje? – o homem arregalou os olhos. – Você não havia me dito.

- Decidimos agora. Eu e June nos casaremos hoje, porque eu já posso andar. Vamos ao juiz e nos casaremos assim que acabar a fisioterapia – afirmou convicto.

O homem olhou para June, que apenas sorriu e assentiu.

- Então, vamos apressar um pouco esses exercícios – falou, pegando a muleta que estava no chão e a estendendo para Chris, que apoiou-se na outra e, somente então, tirou o braço do pescoço de June, a encaixando em seu braço. Ele saiu andando devagar, junto com o homem.

June pegou seu celular, ainda com o coração acelerado, e fez alguns telefonemas, sempre acompanhando de longe Chris se exercitar. Andar sem muletas, se segurando na barra fixa. Sentar e mover as pernas, exercitar-se continuamente, suando e cansando, mas nunca parando e sempre com um sorriso no rosto.

Quando o treinamento do dia foi encerrado, Chris se aproximou dele, em sua cadeira de rodas, com as muletas presas na parte traseira dela.

- Vamos para casa? Preciso de um banho – apontou

- Sim. Vamos para casa. Eu sigo você no meu carro. Tomamos banho e vamos ao Centro.

- Ao Centro?

- Sim, o juiz está à nossa espera – o mais velho respondeu.

- Já? – Chris sorriu.

- Não era o que queria? Eu sempre atenderei seus pedidos, sweet. Sem contar que por mim...

- Eu sei, dream – Chris riu feliz. – Eu sei que por você já estaríamos casados desde o dia em que me pediu em casamento.

- Mesmo que eu tentasse não daria tempo de sua família chegar. Se quiser esperar até amanhã...

- Não. Eu não quero esperar nem mais um dia.

- Sei que está se esquivando de um casamento com festa e cerimonial – June riu e Chris riu também.

- Não precisamos de nada disso. Quero apenas oficializar o que temos e pronto. Porque sei que é o que quer. Não é?

- Sim. Eu quero me casar com você.

- Então é o que faremos hoje – Chris sorriu, singelo.

O casamento foi simples e rápido, no cartório. Usavam jeans e camisas brancas. Chris estava de pé, em suas muletas. A cadeira havia ficado no carro. June sabia que ele ainda não podia andar durante muito tempo, porque era cansativo. Mas o rapaz quis assim e o fez. Depois saíram lado a lado, felizes e realizados.

Voltaram para casa e June pediu comida, enquanto Chris deitava no sofá, exausto. – Minhas costas doem um pouco – reclamou.

- Mais tarde farei massagem nelas para você – o mais velho afirmou.

- Obrigado, meu marido – o rapaz disse, com simplicidade, fechando os olhos.

O mais velho deitou seu corpo sobre o dele, aproximando seus rostos até os narizes se tocarem. – Diga de novo...

Chris riu, divertido, abrindo os olhos marotamente. – Obrigado, meu marido – repetiu em tom manhoso.

- Mais uma vez – pediu em um murmúrio excitado, esfregando-se contra o rapaz.

- Obrigado, meu marido. Meu marido lindo e sedutor, que quer começar a nossa noite de núpcias – brincou.

- Sim, eu quero... quero fazer amor com o meu marido. É tudo novo, sweet. Somos pessoas diferentes agora. Você agora é Christopher Fixer Barns, meu marido.

- E você é June Barns Fixer, meu marido – respondeu, com olhos brilhantes.

O beijo que se seguiu foi quente e ardente. June queria seu marido com amor e ansiedade. – Vamos para a cama, sweet – pediu e o rapaz assentiu, se deixando ser carregado nos braços até lá.

June o despiu devagar e com carinho, sendo despido da mesma maneira. Se exploraram, se beijaram, demoraram muito nos carinhos e carícias. Não tinham pressa. Só queriam se sentir, se dar prazer.

O sexo foi intenso, sensual e cheio de promessas. Quando Chris enlaçou as pernas em volta dos quadris de June, ele sentiu vontade de chorar. Era apenas bom demais ver seu garoto voltar, aos poucos, ao que era antes, sentir suas pernas o pressionando, o puxando para si. Há meses não tinha aquilo.

O êxtase pareceu mais perfeito naquela noite. Apaixonados, casados, entregues. Eles se amaram por horas e se deixaram levar pelo prazer de várias maneiras, excitados, inebriados, casados.

- Amo você, meu marido.

- Também, amo você, meu marido.

Se declaravam e riam como bêbados. Estavam felizes e nada, nem ninguém os separaria.  

- June... os dois comiam na cama, tarde da noite. – Eu não devia ter assinado algum contrato ou algo do gênero antes de casar com você? Para resguardar seus bens? – Chris se lembrou.

- Não vejo necessidade – ele deu de ombros, ganhando uma garfada de frango, oferecida pelo marido. – Eu confio em você e tudo o que é meu, agora é seu também, sweet.

- Mas eu não quero o que é seu – franziu o cenho.

- Tarde demais, você comprou o pacote fechado – ele riu, se divertindo com aquilo.

- Não quero que pense que casei com você para dar o golpe do baú – o rapaz se preocupou.

- Eu não penso. Sei muito bem como você age e o que pensa sobre méritos. Mas... agora é o meu marido e eu tenho direitos e deveres com você. Como, por exemplo, eu quero pagar a sua faculdade – falou.

- Não – o rapaz largou o talher e ficou sério. – Não quero que faça isso.

- Chris... o tempo está passando e você não vai poder trabalhar enquanto não ficar totalmente restabelecido. Mas pode estudar. Está perdendo tempo por puro orgulho. Sweet... nosso orgulho nos afastou uma vez. Não deixe que ele comprometa seu futuro agora – pediu, brando.

O rapaz ficou calado e cabisbaixo por um tempo e quando encarou o marido, tinha olhos marejados. – Sei que tem razão – admitiu. – Mas... eu tenho uma parte do dinheiro no banco. Posso dar a você e... depois... eu pago o restante.

- Não tem de me pagar nada, Chris – ele respondeu. – E esse dinheiro, quero que use no seu dia a dia, já que não aceita o meu.

- Aceito que coloque combustível no carro, que eu também aceitei sem reclamar – se defendeu.

- Já é um começo. Mas eu quero que aceite mais. Você não sabe, mas já me deu tanto... Chris, eu não era assim. Você me deu sentimentos, me deu uma vida nova. Por que eu não posso dar a você um pouco do que tenho?  

- Eu...eu fico... ahhh. Eu tenho vergonha – assumiu. – Tenho medo de parecer um explorador, um gigolô, aos olhos dos outros. Não quero explorar você.

- Eu não me importo com o que os outros pensam de nós. Quem me conhece sabe o quanto você me fez e faz bem e entende o que temos. É o que me basta. Ignore o restante do público, por favor. Vamos viver apenas para nós – pediu, afastando a bandeja e encarando o outro de frente. – Somos casados agora. Você não está arrependido, está?

Chris o encarou, inseguro, mas logo sorriu. – Eu nunca me arrependeria de casar com o homem que amo. Sei que tem razão e... e eu vou fazer isso. Vou viver para nós dois e só. Não pensarei no que os outros podem achar, porque não me interessa. A mim, interessa apenas o que você acha – respondeu.

- Eu acho que amo você e que farei tudo o que estiver ao meu alcance para fazê-lo feliz.

- Eu também amo você, meu marido – Chris sorriu e o beijou.

***

 “Olá Cristine, Duran, Lilibeth...”, June falou, diante da tela do computador.

“Que notícia importante foi essa que teve de reunir a todos aqui?”, a mãe de Chris perguntou, sorrindo. “E, onde está Chris?”, ficou séria de repente. “É algo sobre ele que quer contar? Aconteceu alguma coisa com meu filho?”, indagou nervosa.

“Não aconteceu nada de errado, mãe”, Chris surgiu na tela, aparecendo do lado de June, andando em suas muletas, repentinamente e sorrindo.

“Meu Deus... ele está andando”, Lilibeth levou a mão à boca, chocada.

“Que maravilha, Chris!”, Duran ficou exultante e Cristine chorou.

“Meu filho... você... Meu Deus... que surpresa maravilhosa”, ela balbuciou, entre lágrimas.

Chris sorriu largo, afastou a cadeira de June um pouco e sentou no seu colo, diante da tela. “Então...mas essa não é a única novidade que temos para mostrar”, disse, erguendo a sua mão esquerda e a de June, entrelaçadas.

“Nós nos casamos ontem”, June contou e os três gritaram, cobriram as bocas, e pularam, do outro lado, os fazendo gargalhar, com a crise de euforia que desencadearam com a notícia.

“Vocês...casaram? Simplesmente casaram ontem?”

“Sim, eu disse a mim mesmo que no dia em que voltasse a andar eu me casaria com June. Ontem eu tive firmeza suficiente para andar, nós fomos ao cartório e nos casamos”, Chris explicou.

“E não pensou em chamar a sua mãe?”, ela reclamou.

“Não daria tempo, mãe”, ele revirou os olhos.

“Chris sendo vidaloka. Pensei que não fosse viver para ver isso. Meu amigo agora é um homem casado. Estou tão feliz por vocês”, Lilibeth apontou, sorrindo largo.

“Meu marido não é vidaloka. Ele é um cara certinho”, June brincou, rindo, com o cenho franzido. “O mais certinho que eu conheço”.

“Eu lembro”, a mãe levantou uma sobrancelha.

“Mãe...”, o rapaz ergueu as suas sobrancelhas. “Por favor...”

“Sua mãe me contou... seus danadinhos”, Lilibeth apertou os olhos.

“Meu Deus...”, Chris revirou os olhos. “Mãe, você está proibida de espalhar essa história para mais alguém”.

“Eu contei para as minhas amigas”, ela riu.

“MÃE...” , ele gritou, arregalando os olhos e June escondeu o rosto nas costas de Chris, rindo descontroladamente.

“Ora, eu estava apenas ilustrando, quando contava que você não era um inválido. Que vocês tinham uma vida sexual normal...”, ela deu de ombros.

- Me lembre de nunca mais voltar ao Novo México – o rapaz disse, enrubescido, virando-se para June, que tinha lágrimas nos olhos de tanto rir. – Nunca mais vou ter coragem de olhar para as pessoas. Minha mãe falou da minha vida sexual para a cidade inteira.

“Só para as minhas amigas do hospital, do clube do livro e...”

“MÃE...”, ele interrompeu e todos gargalhavam de seu desespero.

- Meu marido, me defenda – pediu a June.

"Em sua defesa, posso dizer que sim, minha sogra, seu filho tem uma  vida sexual totalmente normal e ativa... muito ativa", falou, rindo.

“Desconsiderem tudo o que ele falou”, Chris pediu, vermelho e nervoso.

“Amo que ainda seja tímido, mesmo sendo vidaloka”, Lilibeth elogiou.

“Adeus... eu não consigo mais falar com vocês”, Chris desligou a chamada de vídeo apressadamente.

- June... – chamou, sentando mais confortável no colo do marido. – Era para me defender – reclamou, fazendo um bico.

- Eu defendi – ele riu e o puxou em um beijo repentino. – Você tem uma vida sexual normal e quente. E eu quero você agora, aqui nessa cadeira – pediu rouco, em seu ouvido.

- Não sei se consigo – murmurou, excitado, entre beijos.

- Claro que consegue. Eu ajudo você.

Foi o suficiente para o rapaz sentir a segurança que precisava e os dois se entregarem as necessidades lascivas que tinham, um pelo outro. Depois de se despirem, Chris montou no colo do marido e ele o desceu sobre sua rigidez, o fazendo gemer alto.

Ele o segurou e ajudou com os movimentos, sentindo seu controle se perder aos poucos cada vez que o rapaz rebolava em seu colo. – Isso... isso é muito bom...- murmurou no ouvido do mais novo. – Amo você, meu marido.

- Eu também amo você, meu marido.


Notas Finais


Então... acho que o próximo será o último capítulo.
Como eu disse antes, era para ser uma história bem pequena, apenas para dar um destino legal ao June, que havia perdido sua paixão. Mas acabou ficando maior do que eu pensei, porque eu me encantei pelo casal e fui escrevendo e escrevendo. June e Chris são diferentes, mas terminaram se amando e estão superando as diferenças para ficarem juntos. Não é uma vida de verdade, é meio conto de fadas. Mas quando a gente ama a vida parece meio conto de fadas quando se está perto da pessoa, não é mesmo?! Então... até amanhã, no último capítulo de ELE...


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