História Ele - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Drama, Linguagem Imprópria, Nudez, Romance, Trama
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Ainda não sei o seu nome


Fanfic / Fanfiction Ele - Capítulo 3 - Ainda não sei o seu nome

- E qual nome do meu lindo e gostoso anjo da guarda? – ele perguntou, o puxando para o seu colo.

- Christopher Fixer, mas pode me chamar de Chris.

- Quantos anos tem, Chris?

- Tenho 20.

- O que faz nessa cidade? Lembro tê-lo ouvido que dizer dorme em um alojamento – franziu o cenho.

- Sou do Novo México. Estou juntando dinheiro para ir para a faculdade, talvez no Arizona, ainda não sei. Antes de você chegar eu dava aulas de surf durante o dia e trabalhava no bar à noite, mas depois que o vi não saí mais do hotel e tive até mais lucro, porque nunca mais parei de trabalhar – o rapaz riu.

- Não quero que trabalhe tanto... quero ficar com você o máximo de tempo que puder. Que fique no hotel comigo, podemos nos divertir nas suas folgas.

- Não posso ficar com você no hotel, porque sou funcionário – o rapaz o lembrou. 

- Então... porque não deixa este emprego e fica comigo como hóspede também? Acho que poderemos nos divertir muito mais – sugeriu.

- Eu nunca teria condições de pagar um hotel desses – o rapaz sorriu nervoso.

- Você não vai gastar nada, é tudo por minha conta. Vai tirar férias comigo. Será meu convidado, em meu quarto. O que acha? – ele abriu um sorriso largo.

- Eu não tenho certeza... quando pretende ir embora?

- Ainda não pensei nisso. Posso passar um mês, dois... três... Eu pagarei todas as suas despesas no hotel e... posso deixar um caixa para sua faculdade, quando for embora...

- Não quero o seu dinheiro – o rapaz franziu o cenho, aborrecido. – Eu posso voltar a dar aulas de surf por algumas horas durante o dia. Não é nada vinculado ao hotel e eu ainda poderei ficar com você a maior parte do tempo – sugeriu.

- Se prefere assim... não me oporei, contanto que fique comigo, no meu quarto.

O rapaz o encarou longamente, sério, como se ponderasse seu convite... até finalmente sorrir. - Está bem...posso ser um hóspede com você. Mas hoje eu ainda sou um barman, e tenho de correr, porque acho que já estou atrasado – falou, se levantando do colo do outro.

Ele também se ergueu e o enlaçou pela cintura. O rapaz era mais baixo do que ele, e mesmo com o corpo forte e bem torneado, ainda era menor e ele gostava disso. O segurou pela nuca e o beijou com desejo. – Vai dormir na minha cama esta noite? – murmurou em sua boca.

- Não... hoje não...

- Quando?

- Amanhã... depois que eu pedir minha demissão.

- Acho que posso esperar...

- Vamos... tenho de ir...

- Sim... vamos...

Os dois desceram correndo pela duna de mãos dadas, como dois adolescentes. Chris era alegre e brincalhão e em nada lembrava o barman sério que falava somente o ultranecessário atrás do balcão.

Quando chegaram ao bar, o rapaz teve de ir se trocar, e ele se sentou em seu lugar habitual, mas pediu apenas água e quando seu barman favorito surgiu atrás do balcão, com a camisa branca e avental preto, ele apenas sorriu.

Chris sorriu de volta quando viu que ele não estava bebendo seus tradicionais shots de tequila.

– Você não vai beber tequila hoje? – perguntou, ao se aproximar.

- Não... quero estar bem sóbrio para olhar você a noite toda – falou baixo, fazendo o sorriso do outro aumentar, formando covinhas em suas bochechas. Aquele rapaz era adorável.

Ele tomou coquetel de frutas sem álcool, uma receita que Chris havia inventado, e se mostrou saboroso, quando serviu com guarda-chuvinha colorido e algumas cerejas.

Quase não se falaram durante aquela noite, mas havia uma tensão sexual que somente eles sentiam. Os olhares se cruzavam e ele quase não conseguia resistir, quando via o rapaz passar a língua nos lábios, displicentemente, possivelmente uma mania que nem ele percebia que tinha, quando estava concentrando fazendo um drink.

Somente quando o bar encerrou suas atividades, o expediente de Chris acabou. Ele devia estar cansado, pois passou a noite inteira em pé, atrás daquele balcão, sem tirar sequer os 15 minutos que tinha de folga, a cada duas horas.  

Ele o aguardou do lado de fora e logo o rapaz voltou, em sua bermuda jeans e camisa branca, com seu sorriso leve. Saíram andando lado a lado em direção ao hotel.

- Você não devia ter ficado até tão tarde – o rapaz o censurou.

- Eu queria ficar perto de você. Agora, que finalmente o enxerguei, não quero perder nenhum minuto – ele admitiu.

- Acho melhor eu ir para o alojamento – Chris informou e ele segurou sua mão.

- Quero que suba comigo – pediu.

- Hoje não... – ele negou, mordendo o lábio inferior, nervoso.

- Por quê? Está com medo de mim? Não faremos nada que você não queira. Eu prometo – comprometeu-se.

- Ainda sou um funcionário. Se passar a noite no seu quarto, serei demitido por justa causa – explicou. – Amanhã...

Ele sorriu, compreensivo. – Amanhã... Mas, por hora, podemos ficar um pouco na praia? Ou está muito cansado?

O rapaz sorriu. – Podemos ficar na praia – concordou, puxando ele para o caminho oposto ao hotel.

Caminharam de mãos dadas por algum tempo e se sentaram próximo a algumas pedras lisas. Ele não conseguia mais ficar longe e puxou o rapaz em um beijo, sendo prontamente correspondido.

- Você... é quente e audacioso... exatamente como eu pensei que fosse – Chris murmurou em sua boca, a mão acariciando sua nuca.

- Por que achou que eu seria assim? – ele riu baixinho.

- Não sei... eu ficava imaginando. Via você tão grande e forte, seu rosto másculo...

- Você gosta de homens assim? – ele perguntou, sorrindo. Seus rostos estavam tão próximos, sentados lado a lado na área meio escura da praia.

- De você, sim... Eu... eu não tenho muita experiência – disse, abaixando o rosto, de repente envergonhado. – Talvez ache que é comum barmens ou garçons sairem com hóspedes, mas eu não sou assim.

- Eu não presumi nada, Chris. E saber que “não tem muita experiência”, apenas me deixa mais excitado, porque... eu já vivi um pouco mais do que você.

- É um homem experiente... – o rapaz definiu. – Quantos anos tem?

Ele sorriu. – Eu tenho um pouco mais experiência do que você, em algumas coisas. Não sei se quando disser minha idade ainda se sentirá atraído por mim – falou.

Chris enlaçou seu pescoço com os braços e o encarou, virando a cabeça um pouco de lado, quando questionou com certa inocência. – Por quê?

Aquele rapaz era apenas adorável, tudo o que havia sonhado em sua vida e havia encontrado no seu grande amor perdido, havia nele agora, apenas em uma dosagem mais doce ainda. Com a vantagem de ser bem jovem.

- Você já amou alguém, Chris? – perguntou, de repente, mudando de assunto.  

- Não... – foi sincero. – Tive apenas um quase-namorado, mas não chegou a ser amor, éramos mais amigos que se beijavam – ele riu, se lembrando.

Ele o beijou. Era impossível não querer beijá-lo depois de ouvir aquilo. Tinha quase certeza que...

- Você é virgem, Chris? – perguntou em meio ao beijo, e o rapaz apenas assentiu, e continuou a beijá-lo. – E quer se entregar a mim? – indagou em um sussurro, os lábios se tocando, e mais uma vez o rapaz apenas assentiu, voltando a beijá-lo. – Tem mesmo 20 anos? – questionou e Chris sorriu em sua boca, confirmando mais uma vez, apenas com um movimento de cabeça, antes de beijá-lo novamente, com desejo e doçura.

 - Eu pareço mais velho? – o rapaz perguntou, afastando-se um pouco dele, sem soltar seu pescoço, e ele riu.

- Não, sweet boy. Você parece mais novo, às vezes.

- Porque eu sou virgem? – perguntou, curioso.

- Talvez... Eu não esperava encontrar um garoto virgem e extremamente atraente quando vim para as Maldivas – ele deu uma risada.

- Você se importa? Isso é um problema? – o rapaz, o libertou do abraço e ficou quieto, abraçando as pernas encolhidas, parecendo preocupado e incomodado.

 Ele percebeu e se aproximou, colocando o braço em volta de seus ombros, protetoramente o puxando de encontro ao seu peito, onde ele recostou a cabeça. – Isso não é um problema. Eu tenho mais de 40 anos. Isso é um problema? – devolveu a pergunta. Eles não se encaravam, olhavam o mar escuro e salpicado de pequenas luzes das boias de segurança. Tudo era silêncio, enquanto ele acariciava o ombro do rapaz, sentindo o perfume dos seus cabelos.

- Isso não é um problema... – ele respondeu, parecendo mais tranquilo, e ele o apertou um pouco mais.

- Vamos fazer o que tivermos de fazer... ao seu tempo... Você vai dizer o que quer, eu terei paciência e calma. Não quero que fique preocupado com isso.

- Pensei que quisesse fazer sexo comigo – o rapaz disse, baixinho.

- E eu quero... claro que quero, você despertou em mim algo adormecido. Eu sinto imenso desejo por você. Mas... se você não quiser, nós não faremos. Porque o que importa é que você se sinta bem – explicou.

- Eu nunca pensei que fosse encontrar um cara como você – o rapaz suspirou, relaxando contra o seu peito.

- Um cara como eu? Um bêbado autodestrutivo? – ele riu divertido e o rapaz riu também, batendo de leve em sua perna.

- Não! Um cara compreensivo. Que não ficasse chocado por eu ainda ser virgem e quisesse a toda prova tirá-la de mim. Às pessoas tem muito preconceito com funcionários de grandes hotéis em paraísos como este. Acham que todos são garotos de programa, que se vendem por algumas rúpias.

- Já tentaram isso com você, sweet boy? – indagou preocupado.

- Sim... mas eu não estou à venda – explicou.

- Ainda bem – ele deu uma gargalhada e Chris gargalhou também, erguendo o rosto depois. E os dois se encararam longamente. – Você é uma grata surpresa nesta ilha, a qual eu vim para se esconder e me afundar na tristeza.

Os olhos verdes do rapaz brilharam. – Não quero que se esconda, nem que fique triste. Quero que fique feliz comigo, aqui.

- Eu vou ficar... – ele abriu um sorriso, e o beijou.

- Ainda não sei o seu nome – Chris falou. – No seu cartão eletrônico, você é apenas um número, o 2307.

- E como se referia, quando pensava em mim nas suas noite insones? O bêbado do 2307? – ele sorriu

O rapaz deu uma risadinha. – Qual o seu nome? – perguntou, não querendo responder à pergunta dele, que percebeu e o apertou mais em seus braços.

- Vamos... diga... eu não vou rir, nem ficar chateado. Quero apenas saber qual apelido criou para mim – pediu rindo, ouvindo o outro ainda rir.

- My dream... – o rapaz continuou a rir, mas cobriu o rosto com as mão, envergonhado.

- Eu sou o seu sonho, sweet boy? – perguntou, próximo ao ouvido dele, que assentiu.

- Eu sou seu garoto docinho? – Chris ergueu o rosto, de repente, e havia desejo em seus olhos.

- Sim, você é...meu garoto docinho, meu sweet boy. E eu adoro essa doçura que você tem. Estou me sentindo hipnotizado por você – admitiu.

- Você é o homem dos meus sonhos. E eu quero que continue assim,... que seja de verdade. Não quero que me decepcione – pediu.

- Eu não o decepcionarei, Chris.

- Eu confio em você.

Ele sorriu. – June... meu nome é June. Mas eu prefiro my dream – sussurrou, sorrindo maroto.

 


Notas Finais


Todo mundo acertou!
Claro! Eu também não estava escondendo. Não de verdade. Só deixei em suspenso para dar aquela sensação gostosa que a gente sente quando descobre que acertou algo. E que vocês gostam tanto, quando ficam conspirando em Opostos! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Espero que estejam gostando...
Beijins!!!!!!


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