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História Ele. - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Parte dezesseis.


Os globos oculares de Vincent quase pulam para fora quando eu lhe faço a pergunta; não que ele não estivesse chocado antes, até por que estava vendo um cadáver, mas agora é diferente, agora ele vai interferir nele. Não entendo seu completo choque, pois, ele já matou antes, mas agora é diferente, agora é tortura. “Diga. Qual é sua parte favorita?” Repito a pergunta. Quase desando a rir quando vejo sua testa suar e sua mão tremer. Está no mais completo horror, apavorado e desesperado; talvez até enojado, mas não me importo muito.

“Por que… porquê?” Ele pergunta. “Oras, é um presente! Ande! Escolha!” Grito e ele se assusta, abaixando a cabeça e apontando com a mão direita; para a cabeça! “Boa escolha! Agora vá lá buscar seu prêmio!” Digo e ele encara profundamente meus olhos. Seus olhos estão marejados, mas ainda exibem um brilho incomparável; provavelmente tirado totalmente do ódio, mas não ligo. “Você é um monstro… vou fazê-lo.” Eu sei que fará; penso.

Ele lentamente se aproxima da mulher e toca, em sequência, em sua própria testa, ombros; do esquerdo para o direito e em sua própria boca. Ele tem o vazio em seus olhos agora; perfeito. Delicadamente, ele passa as mãos por minhas ferramentas: uma faca? Não, ele não escolhe essa. Uma moto cerra? Não, também não é essa. Enfim ele se decide por um machado; se apega com certa morbidez ao objeto, na verdade. Ele deixa o machado ao lado de sua vítima. Sem jogá-lo; com calma e paz, o coloca no chão.

Leva suas mãos aos próprios cabelos e, com movimentos cheios de classe, temores e calmaria, enrola os fios medianos, deixando que algumas mechas lisas escapem, e os amarra, em um nó simples, bem no topo da cabeça. Levanta as mangas da blusa de malha que eu o dei, assim como a bainha da calça jeans. Tudo com calma e tranquilidade, como se não fosse nada, mas eu sei o que vai acontecer. Ele é tranquilo; essa é uma situação tranquila, mas em segundos se transformará no caos humanos. A destruição da criação divina de Deus!

Ele pega o machado, o levanta bem no alto e deixa uma lágrima escorrer pela bochecha esquerda, antes de começar o show. Ele dá um grito desconcertante e dá a primeira machadada na cabeça da mulher. Seu rosto se transforma em uma expressão do terror agonizante e ele, sem qualquer calma, classe ou temor, retira o machado da cabeça da miserável, fazendo um som úmido de alguma coisa nojenta abrindo, e espirrando sangue doce e novo em seu rosto. Ele inspira e expira pesadamente, olha para mim com aqueles olhos arregalados cheios de dores e temores, e termina sua tarefa, enfiando o machado no pescoço novamente, aterrando-o até o cabo. Agora ele não é humano.

Não fez isso por emoção, como no caso da mulher do belo sorriso, e sim por pura vontade. Mesmo que eu tivesse o forçando, ele não reclamou nem sequer uma vez. Ele não é mais humano, assim como eu também não sou. Agora estamos juntos, sem motivos para nos separarmos; unidos. Ambos somos crias de demônios agora. “Como se sente?” Pergunto quando ele se senta na escada, ofegante. “Um desgraçado… Ela devia ter família.” Ele responde. Eu me sento ao seu lado e digo:

“Mortos não tem família.” Ele olha sério para mim e eu bato em suas costas levemente. Me levanto e ando até o armário. Destranco o mesmo e pego um dos potes de vidro; o maior. “O que é isso tudo?” Ele pergunta. Eu dou um sorriso fechado e respondo, sabendo da reação que despertará nele: “São meus troféus, exceto esse. Esse é seu.” A reação esperada acontece e ele fica extremamente surpreso. Não posso me conter e solto uma gargalhada baixa.

Encho o pote com álcool e pego a cabeça. “Ficou bem rente.” Digo, vendo que a maioria do sangue daquela cabeça está em Vincent. Forço um pouco a cabeça para dentro do pote e acabo soltando um pequeno gemido. Enfim o prêmio entra e eu coloco o pote, fechado, no armário; trancando-o novamente, claro. “Você é doente!” Ele diz e eu digo, seguindo de uma gargalhadinha: “Mas agora você também é!”

Ele se cora bastante e sai do porão. “Vou tomar banho. Lavar as roupas com água-oxigenada, eu sei.” Ele diz, enquanto sobe as escadas. “Foi divertido, mas no final de tudo você terá que limpar tudo!” As vozes dizem e, infelizmente, então certas! Limpo tudo como sempre faço e em seguida vou me limpar. Termino tudo e ligo para o infeliz do Piere. Vincent está incrivelmente agitado agora; é realmente engraçado!

Em pouco tempo Piere chega e, após eu atender a porta, ele entra audaciosamente. “Você, hein, Edgar! Acabei de sair daqui!” “Tenho mercadoria boa.” Digo, diretamente. Ele me olha de canto de olho e eu entendo; quer que eu busque o corpo. Me dirijo para o porão e carrego o corpo falecido da menina para a sala. Quando chego no cômodo, meu ódio surge novamente.

A cena surge em minha frente: Piere segurando o queixo de Vincent e aproximando seu rosto do dele; Vincent intensamente corado e tremendo. “Esse filho da puta!”



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