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História Ele. - Capítulo 25


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Capítulo 25 - Parte vinte e cinco.


Estou entre Cameron e Alan e os dois estão falando alto em como era bom o tempo do colégio. Finalmente o garçon chega com nossas bebidas: dois G&T, para Cameron e Alan, e um vinho para mim. Bebo um gole grande do vinho de qualidade horrível e reclamo mentalmente pela minha situação atual.

Há uns minutos, enquanto andava de volta para casa, esbarrei neles e acabei sendo arrastado para este bar de quinta categoria, que fede a carne podre. “E então, Cameron, por que veio por essas bandas? Não mora longe?” Alan pergunta na sua indiscrição de sempre. “Me separei da minha mulher, cara! Ela voltou mais cedo de uma viagem e me viu chegar em casa com a roupa amarrotada logo de manhã.” Cameron responde, olhando em minha direção com um olhar perverso. Apenas lhe respondo com uma expressão fria que o faz voltar a atenção para Alan.

“Viu? Ele não terminou por você!” As vozes gritam em minha mente e eu tomo o segundo gole. “Você traiu, mano?” Alan pergunta como se Cameron tivesse ganhado na mega sena. “Traí…” Cameron responde, fingindo tristeza. “E quem era? Munique, aquela gostosa da escola?” “Era… a gente se encontrou depois de uns anos e ela 'tava com uma filha!” Cameron responde; ele realmente não responde se não o perguntarem!

“Nossa! A garota com quem você traiu ela deve ser muito gata!” Alan pegunta e, novamente, por que diabos eu tenho que aguentar pessoas assim? “É, realmente. A pessoa mais linda que eu já vi!” Cameron me olha sorrindo, mas eu mantenho minha postura curvada e meu olhar frio. “E você, Alan, o que faz por aqui?” “Quero arrumar uma casa aqui.” Tenho vontade de gritar um “não” e sair daqui, mas apenas tomo o quarto gole de vinho sem ao menos prestar atenção no resto de suas conversas.

Depois de algumas taças de vinho, enfim bato meu recorde e tomo a vigésima terceira taça. Acho que estou bêbado, pois minha taça aumenta e diminui de tamanho conforme eu me movimento. “Este cara já está bêbado, hein?” Alan comenta e Cameron apenas acena com a cabeça. O que diabos ele quis dizer com este aceno?

“Por que…” gaguejo. “Por que você está agindo educadamente se é tão agressivo na cama?” Pergunto dificilmente, pois, por algum motivo não consigo mover minha boca corretamente. “Nossa! Está bêbado mesmo! Vou levá-lo para casa!” Cameron tenta disfarçar. “Que gentileza a sua! Mas você sabe onde é a casa desse bebum?” Alan pergunta, por sua vez. Ei! Espera! Quem ele está chamando de bebum? Ele se acha demais! Eu odeio ele!

“Alan, seu desgraçado! Não deixe que esse cara me leve pra casa! Ele quer foder meu cu!” Digo, ainda dificilmente. Por que infernos não consigo falar corretamente? Que merda! “Vamos, amigo!” Cameron diz, me ajudando a levantar, já que minhas pernas não estão funcionando direito. Quem ele pensa que está chamando de amigo? Ah! Foda-se ele! Cadê Vincent? “Tchau, Alan!” Ele se despede do maldito.

Ele me leva apoiado em seu ombro por todo o caminho e, por mais que eu pergunte, ele não me responde sobre o porquê de me chamar de “amigo”. Finalmente chegamos a minha casa! Entramos e ele me senta no sofá. “Quer se divertir?” Cameron me pergunta, se apoiando por cima de mim. "Caralho, eu não 'tô tão bêbado assim! Você foderia alguém que não está consciente do que está acontecendo de verdade?” Resmungo, empurrando ele pra longe de mim e vomitando todo meu café-da-manhã no carpete.

Quando termino, limpo minha boca com as costas da mão e… porra, onde Vincent está? Me levanto com dificuldade do sofá e, cara, por que ele não me colocou na minha poltrona? Eu odeio esse sofá de merda! Mas eu tenho que achar Vincent agora! “Ei! Edgar!” Cameron grita escandalosamente, mas minha cabeça está doendo demais pra isso. “Cala a boca! Cala a merda da boca seu merdinha! Ah! Minha cabeça 'tá me matando… fica aí! Eu vou ali e já volto! Fica com a bunda aí!” Grito, pra ele não me seguir até o porão. O idiota obedece, esse retardado!

Ando devagar até a porta pro porão e, cacete, nunca foi tão difícil colocar uma chave num buraco! Chave no buraco… engraçado! Mas, enfim, consigo abrir a maldita porta. Vincent é muito estressado! Assim que abro a porta ele vem correndo até mim e me abraça, perguntando se eu estou bem e dizendo que eu demorei. “Estou bem…” murmuro, mas ele nem liga.

Ele me ajuda a andar até a cozinha, já que os móveis insistem em bater em mim! Gosto quando ele ajuda, mas, de qualquer forma, ele tenta ir embora depois! Eu impeço ele de ir, segurando seu braço, mas ele me pergunta se eu 'tô bêbado! “Eu não 'tô…” pauso minha fala pra arrotar. "Eu não 'tô bêbado, tá? Cameron vai dizer isso também, ele 'tá lá na sala!” “Ele está na sala?” Vincent pergunta irritadíssimo e eu apenas aceno, dizendo que sim.

Eu queria ficar com ele, mas ele se solta dos meus braços e vai pra sala! Ah! 'Tô tão mal! Eu não devia ter ficado com ele! Olha só pra mim, cara! 'Tô com tanto sono! Apoio minha cabeça na mesa da cozinha e tento dormir, mas eles começam a gritar da sala: “Você embebedou ele, só pra foder ele?” Vincent grita. “É, ué! Vai me dizer que nunca fez isso com a menina que você gosta! E não é como se você pudesse se meter, não é nada dele mesmo!” Cameron responde.

“Sou sim, sou o…” Vincent para de gritar de repente. “Ah! Você 'tá transando com ele? Você tá comendo ou dando para ele?” Cameron grita. Como esse filho da puta ousa falar assim com Vincent? Ele é meu alguma coisa! Não sei o que, mas sei que é alguma coisa! “Eu já 'tô irritado com ele! Mata ele!” As vozes dizem em uma voz legal… elas têm uma voz legal! Mas estão certas! Eu vou calar a boca desse merdinha!

Me levanto da cadeira enquanto eles continuam gritando, pego uma faca do faqueiro da cozinha, e ando até a sala. Meu coração 'tá batendo alto por algum motivo, e, porque minhas mãos estão soando tanto? Olho pro desgraçado e lembro de todas as merdas que ele já fez comigo: me comendo e me largando; se casando com uma mulher e traindo ela comigo; me comendo e me largando de novo. Eu sou meio trouxa, mas nada justifica isso! Ele pode até fazer isso comigo, mas não pode ser cruel com Vincent! Só eu posso!

Corro em sua direção com uma agilidade muito foda! Enfio a faca na sua barriga, rio e choro também, por algum motivo, enquanto sinto o sangue escorrer por minhas mãos e o ouço caindo no chão. “Espera, mas você não tinha uma regra de não matar homens?” As vozes dizem e, puta que pariu, estão certas! Mano… eu tenho que dormir, minha cabeça 'tá me matando!

“Quantas horas, Vincent?” Pergunto, andando até meu quarto. “Sete da tarde. Porquê?” Ele responde. Ando devagarzinho até minha cama, paro e respondo à sua pergunta: “É por que é hora do soninho…” Enfim caio desmaiado na cama.



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