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História Ele - Capítulo 1


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Notas do Autor


...

Capítulo 1 - Capitulo único


2:00h 

Pela terceira vez naquela madrugada, ele se via perdido da imensidão da escuridão que pairava sobre seu quarto.

 As pequenas frestas de luz que entravam pela janela, se mostravam mais significativas naquele mundo do que a sua própria presença.

 A cada momento uma nova lágrima se formava em seus olhos, e ele se perguntava se pelo menos aquilo ele fazia direito. 

Uma, duas, três, quatro, cinco... era a sexta vez naquele dia que pensava se era realmente necessário que ele estivesse vivo. 

A tela brilhante que lhe levava a mundos diferentes era a única que poderia afastar esses pensamentos, só que, já fazia algum tempo que isso não funcionava mais. 

Era a quarta vez que tentava inutilmente se sufocar com o travesseiro, nem isso ele conseguia fazer direito.

 Seu cérebro lhe mandava gritar, porém, seu cérebro lhe mandava fazer tanta coisa, não era agora que o escutaria, talvez quando tivesse uma ideia melhor do que atrapalhar os outros que se encontravam em sua casa. 

Pular de um penhasco.


se afogar.


Tem uma faca na cozinha.


Tem um estilete na gaveta.

 Tem uma corrente no armário.


 Tem remédios em cima da geladeira.


Tem carros passando na rua.



 Seus pensamentos lhe custavam mais do que tempo, inclusive, ainda era 2:04, quatro minutos para tantos pensamentos, isso não deveria ser saudável.


 Sanidade

 Sua psicóloga diz que ele tem, e que de certo modo, está saudável, talvez devesse deixá-la falar com os outros, normalmente quem fala é o mais “normal”.

 

Se ele perguntasse para sua mãe algo como “posso me matar? Ou você vai ficar muito triste?” ela provavelmente riria. 

Pra eles tudo é uma brincadeira


 Então finalmente ele sai do quarto, e vai ao banheiro, evitando olhar pro espelho. 

É doloroso ver que como ele se sente não é nada parecido com que ele é. 

Talvez, só uma olhada. 

Péssima ideia

Mais lágrimas escorrem pelo rosto, desta vez, ele não quer saber se está fazendo direito. 

Ele quer parar. 

O chão do banheiro é gelado. 

Lhe faz lembrar de quando dormiu ali, por medo de um monstro que nunca existiu, mas, talvez, esse monstro seja ele mesmo, e o medo, seja de ver que ele não como é.

 Quatro.

 É a quarta vez que se pega perdido na imensidão de seu quarto. 

O escuro o deixa assim.

 Grande, infinito.

 Três, quatro, cinco, seis, sete, oito. 

 Não quer sair dali, porque sabe bem oque vai escutar

“Bom dia minha filha”

Não é isso que ele queria escutar...

Será que já poderia voltar a dormir?



Notas Finais


desculpem pelo... bom
desabafo?
eu... só senti vontade de escrever e....
é, é isso
boa noite e
bebam água :)


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