História Ele é a minha Pérola Negra - Capítulo 4


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekhyun, Chanyeol, Exo, Park Yoora
Visualizações 29
Palavras 2.378
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiiii! E aí, galerinha, tudo bom? Obrigado à quem me acompanhou até agora, mas, infelizmente, esse é o último capítulo de "Ele é minha Pérola Negra". Quero agradecer de coração a linda @sayuuneko que sempre me acompanha nas minhas novas histórias e sempre deixa comentários lindos e que me incentivam bastante! Esse capitulo foi muuuuuito dificil conseguir escrever, porque me deu uma dor no coração, ai... Chanyeol sempre me definindo.

Alguém quer que eu escreva algo com outro shipp? Se quiserem, é só me pedir ali embaixo e eu vou providenciar!

Enquanto isso, boa leitura!

Capítulo 4 - Going Crazy.


– Senhor Park, por favor, se acalme. – Dizia a enfermeira daquela instituição, enquanto o garoto de fios bagunçados se debatia contra aquele quarto tão branco que o fazia ter dores de cabeça.

– ARGH! PORQUE EU ESTOU AQUI? EU PRECISO IR PARA CASA, O BAEKHYUN ESTÁ ME ESPERANDO! – O rapaz gritava alterado, chegando a arrancar alguns fios de sua cabeça, logo tendo a presença de mais dois enfermeiros fortes que o tentavam sedá-lo para o acalmarem por um tempo. A visão do garoto se escureceu e ele adormeceu quase instantaneamente, sendo colocado com cuidado sobre a cama. A enfermeira conversou com os dois colegas de trabalho, um pouco assustada, dizendo que tinham que contatar alguém da família.

Mais tarde, Yoona, irmã de Chanyeol anunciou a sua presença na clínica e foi direto ao balcão, se pronunciando gentil, apesar do nervosismo aparente. Ela e a família estavam cientes do que acontecera nos últimos quatro anos que o mais velho estava ali, mas ao parecer da enfermeira que cuidava especialmente dele, nos últimos dias ele estava mais agitado e mais irritado, portanto, mais forte em suas reações. Tanto que já havia quebrado parte dos objetos que compunham seu quarto durante aquela estadia. – Onde ele está? – Ela pediu com a voz doce, mas ansiosa e insegura.

– Me acompanhe, por favor. – Pediu a enfermeira com um sorriso gentil. – Pode entrar. – Ela disse dando passagem ao quarto, onde Chanyeol estava encolhido no canto, no chão. Ele chorava silencioso e mal se movia daquela posição infantil de abraçar as pernas e com o olhar perdido em um ponto qualquer, mas quando seus orbes se encontraram, ele correu até a irmã, a abraçando.

– Yoona... – As lagrimas quentes escorriam por seu rosto agora com mais facilidade enquanto tinha os braços carinhosos ao redor de si, o tentando acalmar. – Me tira daqui, por favor, o Baek- – Fora impedido de continuar quando sua irmã levantou o olhar choroso para ti. – Onde ele está? – Ele choramingou.

A senhorita Park tocou gentilmente o rosto do irmão afim de secar suas lagrimas e encostou a testa na dele, pedindo baixinho para que ele se acalmasse. – Channie... O Baekhyun já não está mais aqui faz quatro anos.

– NÃO! – Ele gritou em desespero, se afastando. – É claro que ele está, ele voltou pra mim, o novo nome dele é Hae Yejin, você mesma o viu no Café aquele dia! Porque está fazendo isso comigo?

Ele a bombardeava com perguntas e afirmações, novamente levando as mãos aos fios e os bagunçando ainda mais, frustrado. Seu choro tornava-se cada vez mais alto, suplicante, machucado, e a irmã já não aguentava mais vê-lo naquela situação tão horrível, só que nada podia fazer. O melhor amigo do rapaz estava morto, afinal. Ela reuniu as palavras em sua cabeça antes de dizer. Tentava soar de um modo calmo e gentil, mas não havia outra realidade para aquilo ser dito. – Channie... Ele faleceu naquele acidente. Quem morreu, não pode voltar. Você está fazendo tratamento psiquiátrico há quatro anos. Acabou desenvolvendo uma psicose diante do trauma de perder o Baekhyun, mas isso só você pode se ajudar.

– Não, não, não... Não. Não! – Ele se alterou mais uma vez, mas voltou ao canto do quarto onde permanecia a maior parte do seu tempo e socou a parede com força, gritando novamente. A dor excruciante tomava conta de seu ser, e ele sentia seu coração destruído ainda mais toda vez que a irmã dizia que Baekhyun estava morto. – Ele voltou pra mim... Eu sei que ele voltou, nós até-

– Channie! Não era ele quem estava com você! – A irmã se pronunciou, o tom alterado, mas não menos sofrido. Ele a fitou. – Você nunca esteve mais íntimo com o Baekhyun, e ele nunca voltou! Quem estava com você, era... Eu. – Sua voz morreu ao final da frase, mas percebeu que Chanyeol a escutara, tanto que seus orbes grandes se arregalaram ainda mais.

- Não pode ser... – Ele respondeu num fio de voz, tentando assimilar as suas lembranças, mas quanto mais pensava, mais doía sua cabeça e mais falta ainda ele sentia do garoto moreno.

– Se acalma – Pediu a garota, se aproximando do outro em passos lentos até estar em sua frente, o envolvendo pelas laterais do corpo em um abraço gentil e apertado. – Eu sinto muito que você tenha que passar por isso, mas não podemos fazer nada. – Ela tornou a dizer, baixinho.

– Porque... Como assim, era você? – Ele perguntou até inocente. Retribuiu o abraço e escondeu o rosto na curvatura do pescoço da irmã.

– A sua realidade psíquica se tornou outra, meu anjo. – Ela dizia. Havia aprendido um pouco de psiquiatria durante esses anos, e até havia começado a cursar o curso de medicina com intenção em se formar na mesma área, porque queria um dia, salvar seu irmão de todas aquelas situações horríveis por quais ele passava todos os dias. – Eu estava na sua casa aquele dia que você foi ao Café, porque você não estava bem na noite anterior.

– Então, pelo menos o Café...? – Ele a cortou, confuso.

– Sim, o café você chegou a abrir, mas só trabalhou nele por dois meses. – E ela o fitou, puxando-o pela mão até se sentarem sob o colchão macio. – Você estava crente que o Baekhyun tinha voltado e me ligou desesperado e eu corri até o Café pra ver o que havia acontecido. – Ela continuou, calma, tendo toda a atenção de Chanyeol em si. – O garoto loiro, Hae Yejin, realmente existe. Mas ele não é o Baekhyun. Você viu nele seu melhor amigo porque eles se parecem... Mas aquele loiro nunca foi o Baekkie. E ele até deixou de ir ao Café depois que você correu atrás dele, falando coisas que o deixou assustado.

Todas aquelas informações estavam difíceis de serem digeridas pelo Park mais velho, e mais uma vez ele sentiu as gotas nublarem a sua visão, mas se manteve firme, fungando vez ou outra; os olhos vermelhos e as olheiras profundas de quem mal dormia, a tristeza estampada na feição, e então Yoona continuou.

– Eu fui dormir na sua casa pra cuidar de você. Quando você chegou, eu tinha acabado de fazer uma prece ao Baekhyun, e no começo eu não entendi porque você estava agindo daquela forma... mas você consegue entender o quanto me machuca te ver assim? – Era ela agora quem tentava conter as lagrimas, chegando a limpar o rosto várias vezes e suspirar. – Eu queria poder fazer qualquer coisa que te desse alguma felicidade, e quando você me beijou, eu quase o parei. Mas percebi que aquilo poderia ser uma dessas formas. Eu trocaria de lugar com você se eu pudesse!

Chanyeol estava perplexo diante daquela confissão. Então ele estava mesmo alucinando que estava com Baekhyun, e que tudo que aconteceu desde que conhecera Hae Yejin era obra da sua cabeça? Ele estava louco ou estava literalmente lunático?

– Yoona... – Chamou baixo, falhado e grave, mas sem olhar para ela. A irmã o observou confusa, mas demonstrando prestar atenção. – Vá embora. – Ele pediu.

– Channie. – Ela respondeu surpresa.

– Vá embora, por favor. – Tornou ele. Sua cabeça estava uma confusão imensa e ele sentia tudo girar. Tinha uma expressão que Yoona não soube definir, porque ele não demonstrava qualquer reação, que não fossem aquelas palavras frias. – VÁ EMBORA! – Ele se excedeu, mais por não conseguir controlar o nervosismo e a rapidez com que seus batimentos cardíacos avançavam, tanto que suas mãos tremiam e ele se levantou da cama, tornando a se esconder contra a parede do canto do quarto.

A jovem se levantou a contragosto. Ela temia deixar o irmão sozinho naquele momento, pois algo lhe dizia que ela deveria insistir em tentar qualquer coisa, mas, respeitando o espaço que Chanyeol precisava naquele momento, ela apenas desejou que ele ficasse bem, e lhe disse um último “eu te amo”, antes de deixar o aposento.

A garota apertou o passo, chorando pelos corredores da instituição até a entrada do lugar e se acolheu em seu carro. Ficou por longos minutos com as mãos presas ao volante, sem sair do lugar. Discou alguns números conhecidos, de sua mãe, e contou a experiencia dessa vez e a mãe aconselhou a filha a ir onde ela estava. Quando se sentiu mais calma, Yoora deu a partida dali.

 

Já era finalzinho da tarde e Chanyeol tomou os remédios trazidos pela enfermeira e aceitou a refeição que ganhara, mesmo que não tivesse um pingo de fome.

Estava deitado em sua cama, observando um ponto qualquer no teto; a expressão aparentemente calma, mas a confusão ainda permanecia em sua cabeça que estava ao ponto de explodir de tanto pensar. Ele relembrava de todo o trajeto. Desde que conhecera Baekhyun, desde que se percebeu apaixonado pelo mesmo, e desde o acidente. Sua mente também o programou para lembrar da possível psicose que desenvolveu, mas aquilo tudo lhe parecia tão real. Não queria aceitar que estava doente e louco.

O cair da noite apontou na pouca claridade da janela do quarto, ele não quisera nem ao menos dar uma volta no jardim. Seus olhos marcados imploravam descanso, mas ele não conseguia dormir.

“O que está morto, está morto. Não pode voltar a vida.”

Aquelas palavras soavam como um mantra em sua mente e um novo choro contido se fazia presente. – Baekkie... – Ele chamou, sentindo todo aquele auto controle se dissipando e tomando conta de seu corpo em ansiedade e uma nova tremedeira.

No canto do quarto que sempre costumava ficar, uma luz muito clara machucou a sua visão pela escuridão do quarto, o fazendo cerrar os olhos e até mesmo esconde-los enquanto se acostumava com tal claridade, e quando o fez, novamente sentiu-se à beira da loucura. Baekhyun estava ali. Não com o sorriso bonito que costumava enfeitar seus lábios, não com a tez clarinha e sem manchas, mas sim, a pele machucada devido ao acidente, os olhos fundos e inchados e o lábio inferior levemente partido em um pequeno corte. As roupas ensanguentadas, e seus cabelos desgrenhados com filetes de sangue, como se tudo tivesse acabado de acontecer. – Chan.

Chanyeol escondeu o rosto com o travesseiro. Ele não iria cair nessa de novo, de que estava vendo Baekhyun ali, e ele gritou contra a almofada afim de abafar o som. – Você não está aqui, você é só mais uma obra da minha cabeça!

– Chanyeol! – O garoto moreninho tornou a chama-lo, se aproximando e o rapaz deitado apenas maneava o corpo de um lado para o outro em negação. – Eu estou aqui, veja! – E o mais velho sentiu um toque sutil sobre seu braço, olhando espantado e assustado quase de imediato para aquele fantasma. – Chan... – O garoto tornou a chamar, e o mais alto, então, devagar, se sentou na cama.

– Baek? – Indagou surpreso, como se quisesse se convencer de que o outro estava mesmo ali. O fantasma sorriu minimamente e se sentou ao lado do amigo. Chanyeol, em um impulso, tentou abraça-lo, mas o atravessou e isso o assustou novamente.

– Calma. – Pediu o outro. – Não posso te tocar, mesmo que eu quisesse... – O menor disse, cabisbaixo e triste.

– O q-que está f-fazendo aqui? Por que está aqui?

– Eu... Sinto sua falta, Yeollie. Eu queria estar com você, mas eu não posso. Eu não posso seguir o meu caminho, você tem que me deixar seguir o meu caminho. – Ele dizia calmo, mas a cada palavra proferida, era uma nova lágrima que marcava o rosto do maior, que negava com a cabeça.

– Não... Não, por favor, não... Me perdoa, foi tudo minha culpa, mas eu não quero te deixar. Eu te amo! – Respondeu em desespero.

– Yeollie, não... – Baekhyun sentia gotas sutis descerem pela sua face e negou diante do argumento sobre sua morte. A culpa não era de nenhum deles, era daquele homem bêbado que dirigia. O moreninho esticou a mão, em menção de tocar o rosto alheio, vez ou outra conseguindo sentir a textura da pele sob seus dedos, quando a mesma não passava por si. – Eu preciso ir, mas eu também preciso te dizer algo. Na verdade, eu preciso te responder a sua declaração.

Chanyeol sentiu que não sabia mais o que era respirar diante daquelas últimas palavras. Não queria se lembrar daquele dia, não queria aceitar a morte do amigo e não queria se lembrar que acabou transando com a própria irmã, mas ainda assim, seus olhos fitavam o menor dele em expectativa.

– Seu sentimento... Ele sempre foi correspondido. Eu também te amo, Chanyeol. Me perdoe por não ter tido tempo de dizer. Eu sempre te amei.

A essa altura, o rapaz de orelhas salientes não chorava, mas não por não querer, mas porque sentia que não conseguia mais chorar, que havia esgotado seu cote de lágrimas. Ele fechou os olhos, sentindo seu peito se aquecer diante da declaração de seu amor, mas quando tornou a abri-los, Baekhyun já não estava mais ali. Ele observou ao redor em desespero, procurando pelo outro, mas não havia sinal algum de quem o mesmo sequer estivera ali.

Cansado e ainda mais apaixonado por Baekhyun, ele tomou uma decisão que não teria volta. Ele respirou fundo, tomando coragem. Pegou o grande lençol que tinha em sua cama e se levantou, indo até a janela. Amarrou uma das pontas com força contra a grade lateral, e observou ao redor daquele cômodo mais uma vez, como se ainda sentisse a presença do Byun ali, e, corajoso e obstinado, disse para o lugar vazio. – Nós vamos ficar juntos. Se você não pode voltar pra mim, então eu vou até você.

Antes que perdesse a pouca coragem que se instalou em si, Chanyeol empurrou a madeira da janela, a abrindo completamente. Subiu no criado mudo e apoiou a mão contra a parede para ter equilíbrio, e assim que estava estável naquele cubículo que formava a janela, sentou-se sobre ela e envolveu a outra ponta do lençol ao redor de seu pescoço, sentindo o vento frio da noite beijar a sua face. “Não! Pare, não faça isso!” Ele escutou, e mesmo que a voz fosse conhecida, ele a ignorou, e por fim, se jogou daquela janela, permanecendo pendurado e se debatendo por alguns instantes pela falta de oxigênio. Seus olhos se fecharam lentamente, e aos poucos ele não sentia mais a dor do enforcamento, e sim, a leveza e a serenidade que tanto desejava, ao ter o seu último suspiro.


Notas Finais


Bom, foi isso, pessoinhas! Obrigado novamente aos favoritados e aos comentários! Espero que tenham gostado desse final mesmo que tenha sido um pouco... trágico. Mas é isso aí.

Até a próxima!


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