História Ele é o Quinto (Yoonmin e Namjin) - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7
Personagens D.O, Jackson, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kai, Lay, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, Tao, V, Xiumin
Tags Bts, Fanfic, Hobi, Hope, Hoseok, Jeon, Jhope, Jimin, Jin, Jung, Jungkook, Kim, Kook, Kookie, Min, Minie, Namjin, Namjoon, Park, Policial, Tae, Taehyung, Taekook, Taekookhope, Vhope, Vhopekook, Vkookhope, Yoongi, Yoonmin
Visualizações 998
Palavras 5.058
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Biscoitinhooooooooooooooossssssssssss

Eu de volta, não me matem obrigada haushuahsuhauhs

Como sempre, correria, mas eu consegui fazer mais até do que eu pensei que fosse, e como está na reta final, não quis cortar o capítulo, então ele está grande sim.

Reconhecem essa capa? Sim? Sim? Quero teorias ali em baixo, obrigada ♥

Operação ENI finalizada. Tudo bom?

Apreciem.

Capítulo 29 - Operação; Só mais uma peça


Fanfic / Fanfiction Ele é o Quinto (Yoonmin e Namjin) - Capítulo 29 - Operação; Só mais uma peça

Busan, Distrito, Sala de Operações Táticas II, Quarta-feira 14:14h

POV HOSEOK

O dia tinha sido uma bagunça. Metade do distrito e do andar que eu comandava estava correndo de um lado para o outro procurando escutas e montando planos táticos para que nada desse errado, ou se desse errado, pudessem amparar meus detetives para que não se machucassem muito. Eu passei o dia revisando o plano com eles na Sala Vinte e Três, e confesso que estava mais estruturado do que eu pensei que fosse estar.

O problema geral foi manter isso o mais discreto possível, para que ninguém fora do andar soubesse, e mesmo assim, ainda tínhamos pessoas que trabalhariam com isso e corria grande risco de serem agentes duplos. Não queria Jackson ou Lay no meio disso tudo, mas era impossível, meu departamento precisava do dele e sem requerimento, não tínhamos nada. O problema? Eu imaginava que eles iriam abrir a boca para o ENI, então montei o mais sigiloso possível e entreguei apenas aquilo que não prejudicaria os meninos.

Já passava das duas da tarde e eu tinha bebido mais de cinco copos de café expresso, logo eu estaria preferindo mascar os grãos, mas eu não me importava muito com a minha saúde momentânea, enquanto meus homens estivessem correndo perigo, eu não podia sequer respirar bem.

Entrei na sala de treinamento tático onde eles estavam colocando as escutas, os cabelos diferentes chegaram a me causar estranheza, mas não ficaram feios com isso. Eles nunca ficariam feios.

- Como estamos?

- Suando frio. - respondeu Yoongi.

É claro que estavam, quem não estaria?

- Vai dar tudo certo, Yoongi, você vai ver. Estão com escutas?

- Sim, todos nós. - disse Jin. - São invisíveis, você pode nos revistar se quiser.

Com um aceno de cabeça, revistei Jin que tinha aberto os braços esperando uma vistoria, e não encontrei nada, sequer dava para sentir que estavam com coletes debaixo da roupa.

- Ótimo, a previsão é de chuva, então...

- Tudo é à prova d'água. Não se preocupe, chefe.

- Quer horas é a operação?

- Seis e quarenta e cinco, o sol já vai estar baixo pela época do ano. Vamos nos passar por homens de rua, ficar nos bares a tarde toda e beber um pouco, é o perfil de quem eles pegam para ajudar no descarregamento. - respondeu Namjoon.

- Vamos garantir que seremos chamados, e quem não for pode entrar invisível.

- Tudo bem, Jimin. Eu conto com vocês pra tudo isso dar certo, OK? Boa sorte, eu vou ficar falando com vocês quando achar oportuno, não precisam realmente responder, é que eu vou me sentir melhor assim.

- Tudo bem, chefe. - Jimin sorriu.

- Estamos prontos, senhor. - Jungkook anunciou a sua chegada. - Eles já podem ir.

Com um suspiro pesado, abracei-os forte, um por um, enquanto desejava toda a sorte do mundo para eles. Eram treinados, mas meu coração estava apertadinho com isso. Só precisava que desse certo, Deus, e que eles não se machucassem.

- Confio em vocês. - disse convicto.

 

Busan, Rua das Docas, Algum Bar da Rua Das Docas, Quarta-feira 17:47h

POV YOONGI

Sentado na calçada com um copo de qualquer coisa alcoolica, joguei algumas pedrinhas para cima e depois as apanhei, jogando-as para longe depois. Quando vi alguém se aproximar, bebi um longo gole e fiz o que sempre vi meu pai fazer.

- Merda de vida...

- Hey você. - chamou um homem alto de roupas pretas, aquela típica cara de malandro.

- Que é? - perguntei impaciente e com voz embriagada.

- O que tá fazendo?

- Bebendo e reclamando da vida. Não posso mais, não?

- Tá a fim de um serviço?

Encarei o rapaz por baixo da viseira do meu boné. - Depende... quanto eu vou ganhar?

- Trinta mil won. Metade agora e metade depois de feito.

- Aonde é?

- Nas docas, é só descarregar um container.

- Ah... - me levantei cambaleante. - É só carregar, certo? Dali pra lá.

- É. Você não viu nada nem sabe de nada.

- Por trinta mil eu descarrego até dois.

- Você está com mais alguém?

- Não. Se precisar de mais alguém, acho que tem um bêbado ali naquela rua, mas... se ele aguenta eu não sei.

- Ah. Tudo bem. - foi tudo que ele disse.

Eu segui o homem pelo caminho inverso que ele tinha feito para me encontrar, e depois de algum tempo nós chegamos até onde alguns outros estavam espalhados, sentados em alguns lugares perto de alguns containers vermelhos e pretos.

- Todo mundo espera aqui. Logo a encomenda chega e vocês ajudam a descarregar.

- Não é nada ilegal, não, né? - perguntou um homem afastado. Não sabia quem era, mas ali já tinha identificado Jimin e suas roupas pretas rasgadas, Jin com uma touca vermelha na cabeça e Namjoon que tinha um cigarro nos lábios, apagado.

- Não. Mas e se fosse? Tem algum problema com isso?

- Não, eu...

- Se tiver, pode ir embra, não quero medrosos aqui.

- Eu preciso do dinheiro. - ele disse, se encolhendo.

- É claro que precisa... mais alguém?

Todos ficaram quietos. No ponto na minha orelha, Hoseok dizendo que tudo ia ficar bem. Minhas mãos suavam frio dentro das luvas, apesar de por fora parecer sonolento e entediado. Jimin estava de cara fechada em um canto, uma ótima cicatriz desenhada pela equipe de disfarces cortava a sua bochecha, pegando parte do queixo e Namjoon tinha cara de um dos cafetões falidos de New York. O único que parecia realmente um mendigo, com suas roupas rasgadas e rosto sujo, era Jin. Jin era tão bonito que tiveram que sujar seu rosto para que pudesse se parecer com um de nós no disfarce e, mesmo assim, se olhasse muito, podia ver os traços finos do rosto do mais velho.

Agora, só nos restava esperar.

 

Busan, Distrito, Salas de Segurança, Quarta-feira 17:52

POV XXXXX

- Não é possível que eles não deixaram rastros. Não é possível. NÃO É!

Quase joguei meu notebook pela janela da minha sala quando, pela milésima vez, não tinha encontrado nada nos registros que pudesse indicar onde a turminha de Yoongi estaria. Que merda. Bebi um pouco de café, completamente irritado; ia precisar mesmo pedir ao Jackson que ele roubasse o notebook do Namjoon? Bati a cabeça contra a mesa, porra Namjoon, seja útil.

Mais de cinco minutos depois, uma pequena notificação no meu notebook; o IP do Namjoon tinha acabado de ser ativo e as informações que eu precisava começaram a aparecer na tela preta de letras verdes. Logo os arquivos de texto começaram a ser gerados e eu abri para verificar, lendo tudo rapidamente e quase me engasgando com o café.

- Puta que pariu... eles vão morrer.

 

POV ZITAO

Era hoje. Finalmente. Esmagados como formiguinhas que eram, esse era o plano; depois de anos humilhado, tratado como lixo, como sombra de Chong, como um qualquer... finalmente, eu teria a minha vingança.

Trancado na jaula como um qualquer, olhava o teto tentando não contar os segundos, mas era difícil, já devia passar das cinco e logo o carregamento chegaria. Como eu queria ver isso. Ouço passos e viro meu rosto para ver, então um sorriso se abre nos meus lábios ao ver a figura alta dele andando por ali.

- Ora, ora, ora... visitinha?

- Sim, faz bem rever os amigos, não faz?

Eu ri do sarcasmo dele. Com certeza, ele estava esperando apenas a ordem de Eni para me matar como tinha feito com todos os outros, como tinha feito com Chong.

- Vá à merda. Você nunca foi meu amigo.

- Verdade. Mas temos um mesmo propósito, certo? Todos nós estamos, direta ou indiretamente, presos a ele, a isso tudo e ao que vai acontecer em alguns minutos.

O desgraçado apoiou as mãos nas grades, se inclinando para mim. Como um assassino tão frio podia ser ao mesmo tempo tão bonito e tão carismático. Mas eu conhecia seu carisma frio, seus olhos profundos num castanho riscado de amarelo âmbar, sua sede de sangue espalhado pelo chão, seu desprezo pela humanidade, pelas pessoas, seus sentimentos superiores. Éramos ratos para ele, pequenos e indefesos, que ele usava em seu laboratório mental para alimentar suas cobras.

- Só podemos esperar agora. - eu disse por fim.

- Esperar, esperar, esperar... - ele disse de forma impaciente. - Esperar mais o que? Eni matar os policiais ou os policiais matarem o Eni? Me poupe da sua esperança, deixe isso pro Hoseok. A operação vai ser um fracasso.

- Fracasso? - perguntei e o homem riu.

- Eles estão entre os carregadores, vão dar voz de prisão quando tiverem com o carregamento nas mãos. Eni vai estar lá, eles querem pegá-lo. - ele riu mais uma vez. - Tão ingênuos... chega a ser sexy. - ele estalou a língua.

- Vai dar certo.

- Não vai, pequeno gafanhoto, não vai dar certo, sabe porque? O Eni sabe que eles estão lá, ele está esperando que eles façam isso, está armado como nunca esteve e todos os outros homens ali são capangas dele. - ele deu um maldito sorriso bonito. - Ele sempre soube. Os policiais foram obedientes como cordeiros novos indo pro abate, sem sequer reclamar. E acham que estão fazendo boa coisa.

- Como ele sabe? - me alarmei, ele não devia saber, eles não deviam saber.

- Eu. Eu contei, como um bom amigo do Eni.

- Maldito... MALDITO!!!!

- Shhhhhh... abaixa a bola, vai. Seja um bom garotinho, Zitao, e chame o Jackie aqui, conte o que eu contar a você agora e ajude no que eu não posso ajudar.

Com essas palavras ele disse seu plano resumidamente, de forma muito rápida, porque era assim que ele contava as coisas que não podia. Ao terminar, ele sorriu mais uma vez.

- Vocês têm meia hora. Se puder esperar um minuto até que eu suma e religue as câmeras de segurança... eu preciso... matar alguém. Sentiria falta do Yoongi, Zitao? - ele sorriu de forma psicótica. - Eu acho que não...

E assim ele se foi. Tudo que eu tinha planejado simplesmente se foi com ele, ficando apenas o meu desespero para aquele momento. Morto, Yoongi seria morto, e tudo estava acabado neste pequeno fato. O que eu faria agora? Deixaria que ele morresse? Seguiria com o plano? O que tinha acontecido de tão errado na minha vida pra eu terminar em uma situação dessas?

Ouvi passos no corredor, e depois um assovio de qualquer música velha, era o guarda que voltava, contente com sua mão molhada pelo rapaz que tinha acabado de sair dali. É claro que ele era um corrupto como tantos outros ali, mas não podia me atentar a isso agora.

- Hey, guarda. GUARDA! CHAME O JACKSON WANG. CHAME O POLICIAL WANG. AGORA.

- CALE A BOCA, HUANG.

- AGORA, CHAME, CHAAAAMEEEEEE.

Irritado, o homem pegou o rádio e arrumou a estação, disse qualquer coisa e me mostrou o dedo do meio.

- Já está vindo.

meu coração parecia querer sair pela boca. Ouvi passos apressados e o terno preto do loiro esvoaçar até mim.

- Disse que era urgente, se eu vim aqui à toa...

- O assassino vai matar o Yoongi. E não tem nada que eles possam fazer sem a gente.

- O que...

- Ele contou tudo, Jack, tudo, ele disse sobre o plano inteiro pro Eni e agora ele vai matar todos os que estão lá. NÃO VAI SOBRAR NINGUÉM!

- Caralho...

- Você precisa me ajudar.

- Eu? Eu já me meti nisso tudo muito mais do que eu queria, e muito mais do que eu devia, também. Eu não vou fazer mais nada, sinto muito.

- Ele vai matar o Namjoon. Você quase morreu protegendo ele desde que tudo isso aconteceu, e agora, faltando tão pouco, vai deixar ele morrer?

Olhei para o rapaz que, pela primeira vez, estava realmente pensativo sobre isso. Ele sempre tentou deixar Namjoon o mais longe disso tudo, e nunca exitou sequer uma vez em proteger a vida do rapaz, mas pela primeira vez ele estava pensando.

- Vou.

- Você não é esse monstro. Você não é. VOCÊ NÃO É IGUAL A ELE. – gritei.

Os olhos do rapaz se encontraram com os meus, havia dor neles, uma dor que eu não podia supor, eu não podia sequer suportar. Eles ardiam em chamas escuras, completamente consumido por um remorso que eu não podia entender. Ele tinha feito suas escolhas, mas... havia se arrependido delas. Era evidente, pulsava em si. Ele levantou a cabeça para cima e fechou os olhos com força.

- Deus, eu espero de verdade que essa coisa de autosacrificio leve pro céu... e se não levar... eu espero reinar na porra do inferno.

Ele veio até mim. – Vamos foder com essa operação, e dessa vez, vai ser com força. Abre a cela. – ele disse para o guarda.

- Não posso.

- ABRE. A PORRA. DA CELA. OU EU ESTOURO. A TUA. CARA.

A contra gosto, o homem abriu a cela e Jackson colocou uma algema nas minhas mãos que estavam em frente ao meu corpo.

- Eu não vou.

- Não vai o caralho, você vai comigo, e agora, até pro inferno se ficar de bobeira. E se o Hoseok acabar com a minha vida, ele vai ter que acabar com a sua também.

E fui arrastado dali. Aonde Jackson passava, as pessoas davam passagem e se encolhiam no cantinho, talvez porque ele parecia realmente irado com tudo aquilo, ou talvez porque ele estava gritando o Hoseok o tempo inteiro. Quando chegamos, finalmente na sala de operações táticas onde todos estavam, ele abriu a porta com um estrondo gigantesco.

- QUE PORRA É ESSA? – perguntou Hoseok.

- Essa porra, Hoseok... é o seu homem salvando os seus outros três.

 

POV JACKSON

E foi exatamente assim que eu entrei na sala do meu chefe de departamento. Preso eu já seria, o que eu podia fazer era não deixar homicídio e máfia entrar no meu processo; sorri para Hoseok, provavelmente alguma coisa psicótica porque ele simplesmente fechou a cara.

- O que quer?

- Impedir que seus homens morram.

- E como acha que vai fazer isso?

- Você tem dez minutos pra me deixar agir, ou eu não vou conseguir impedir isso. Eles morrem, todos morrem, e ENI ainda sai livre. Seus homens não tem nada além de um pendrive que o Jin deixou com Jungkook hoje de manhã, e eu posso dizer, as informações ali estão codificadas, e eu posso facilitar a vida do biscoito quebrando o código em dois segundos.

- O que?

- ENI está no carregamento errado, o navio certo está do outro lado do porto, sendo descarregado exatamente no mesmo momento, por homens de confiança do homem, e se vocês não fizerem o certo... ele está só esperando pra amassar a cabeça dos seus homens como se faz com baratas no chão de um beco escuro.

Ele me olhou como se o tivesse socado. E indiretamente, foi sim.

- O que quer?

- Assumir a operação no início e ir até lá depois.

- Nem fodendo.

- Seus homens vão morrer. – eu disse pausadamente. – é uma armadilha, eles sabem que estão os três ali, vai ser uma desova tão rápida que vocês não vão ter tempo sequer de chegar lá.

Hoseok parecia pensar, mas não tínhamos tempo pra pensar. Eu precisava inclusive que encontrassem o Lay, aquele filho da puta ia precisar me ajudar.

- Tudo bem.

- O QUE?? – Jungkook gritou. – Ele é um agente duplo! Hoseok!!!!

- Um agente duplo que escolheu o lado de vocês. Me ajuda a te ajudar, biscoito, me ajuda.

Bufando e a contra-gosto, ele se virou novamente para os computadores. Hoseok me deu o headset que usava e eu pude ouvir os homens conversando.

- Queridos amigos, vamos mudar um pouquinho de estação. Com vocês agora, com o melhor do pop music Korean festival, eu, tio Jackson. – disse com uma voz de locutor de rádio universitária. – Vocês só não estão mais fodidos porque eu resolvi ajudar. É uma armadilha, é uma desova e vocês são os corpos que eles querem que encontremos amanhã de manhã. Mas eu não vou deixar, Okay? Vamos lá.

Hoseok sentou do meu lado. Peguei meu celular e liguei rapidamente para Lay.

- Lay, é o Jackie. Fudeu muito. Eu preciso que você vá até as docas e siga com o plano. Não pergunta muito, eu não tenho ideia ainda. Só vai, tá OK? Se você fizer alguma palhaçada eu vou arrancar o seu coração e comer cru.

Desliguei. Eu era desses exagerados mesmo, mas não me importava muito.

- Você tem um plano? – Jungkook me perguntou.

- Quando vocês souberem a história inteira... vocês vão cair pra trás.

Abri o canal com os rapazes novamente.

- Então, pequenas donzelas, vamos lá. Estou vendo vocês pela câmera do capuz do Jin. Jin, pode olhar para a sua esquerda? Estão vendo o homem com as luvas pretas? As luvas até metade dos dedos, o codinome é Josh, ele é canhoto e manca da perna esquerda, cuidado com ele, tem um soco muito forte e carrega uma pequena arma na cintura. O de boné cinza eu não lembro o nome, mas ele é mais traiçoeiro do que o próprio ENI, então cuidado, ele usa armas brancas e sabe fazer estrago com elas. Pode virar para o outro lado agora? Aquele de sobretudo é o Beni, eu já quebrei o ombro direito dele, ele fica tentando protege-lo numa luta corporal, então a esquerda dele fica mais alta. Cuidado com o soco de direita, é conhecido como quebra ossos.

- Como você conhece todos eles e todas as fraquesas dele?

- Me prenda depois, Hoseok. Eu sou um deles. Agora... Os capangas do Eni devem chegar, o mais alto deles é o assassino, tomem muito cuidado com ele e não o percam de vista, enquanto o ENI faz o discursinho bobo de como tudo isso começou, ele vai tentar pegar o Suga e mata-lo antes mesmo dele saber o motivo. Não deixem. Estou tentando colocar o Lay no melhor lugar que tem, ele vai tentar envenenar os homens do ENI.

Com raiva, mas entendendo que era como dava pra ser feito, Hoseok se levantou e sentou umas cinco vezes do meu lado e eu estava pronto pra mandar ele aquietar quando me dei conta que ele ainda era meu chefe e eu já estava fodido o suficiente. Peguei o telefone e liguei para o Lay.

- Como está?

“Eu cheguei, mas o prédio está fechado”.

- Arromba.

“Caralho, eu não ia arrombar um prédio.”

- Agora você vai. Prende esse celular em algum lugar, você vai ficar em contato comigo agora. Pode colocar ele no sistema pra mim, Jungkook?

- Posso.

O rapaz pegou meu telefone e plugou alguns cabos nele.

- Pronto. Estou ouvindo você.

“ENI ainda não chegou, mas está no horário dele chegar. Ele não se atrasa. Contou tudo pra eles, Jackson?”

- Vou fazer uma cartinha formal depois e assinar com meu lindo nome e uma foto preto e branca com números coloridos. Consegue ver eles?

“Estou na sacada que vimos. Ainda sem movimentação.”

- Aonde seus homens estão, Hoseok?

- Quinta com a Hee, sexta com a Hee e espalhados pelos bares das docas.

- Coloca todos os homens que puderem no lado oeste das docas, um cargueio chamado Camille vai atracar. Coloque alguns dos seus homens no lado norte também, os outros lados estão fechados por pesca e já tem muitos navios ali. Pode ser que eles tentem fazer o Camille atracar em outro ponto depois de agirmos.

- Ouviram o homem. Vão, vão VÃO. – ele dispersou os homens.

- Lay, posição.

“Você por cima, sempre.”

- Não essa, idiota. O que está vendo?

“Um carro preto SUV. Está vindo em dureção às docas, está em baixa velocidade, placa 2055 EO."

- Certo, é o nosso homem. Jungkook, você tem as câmeras mapeadas de lá?

- Tenho.

- Joga na tela pra mim, por favor? – abri o áudio para os policiais. – Queridos amigos, turbulência. Eni está chegando.

Ouvi Hoseok prender a respiração.

- O que vocês tem sobre Seng Hirosaka?

- O dossiê completo dele, mas não temos nada comprovando nada.

- Sabem que é um exportador multimilionário que perdeu o pai há pouco e tem um filho assassinado numa briga de rua, certo?

- Sim.

- Então vocês têm tudo do homem. Tudo que poderiam ter. E é isso que vai explicar o porque chegamos até aqui.

 

Busan, Qualquer Lugar Das Docas, quarta-feira 18:51h

POV YOONGI

Estava entrando em desespero depois de todas aquelas informações. Jackson estava cuidando da operação, me pergunto o que o Hoseok tinha ouvido para deixar uma barbaridade dessas acontecer. Olhei para meus amigos discretamente, mas estavam tão assustados quanto eu e Namjoon estava completamente lívido.

Recebemos a informação que ENI estava chegando e meu coração parou de bater. Era uma armadilha desde o começo e se não fosse o Jackson avisar... Deus...

- Hey vocês. Vamos.

O tal Beni seguiu primeiro, e formamos um meio círculo ali no meio enquanto o carro chegava, um enorme SUV. Um homem alto de cabelos raspados dos lados  saiu de lá, um terno impecavelmente preto com riscas de giz de um tom vermelho escuro, que combinava com a camisa de seda vermelha e o lenço no bolso da mesma cor. Os sapatos lustrados bateram no chão e ele passou as mãos pelos cabelos loiros; o homem de não mais de um e setenta e cinco sorriu de lado, um cigarro pendendo dos lábios finos. Ele lentamente tirou os óculos escuros, mesmo que já fosse noite e seus olhos frios numa lente de contato cinza clara me causaram um frio na espinha.

Era ele, o mandante de tudo, na minha frente. ENI.

 

- Ora, ora, que bons ventos nessa noite. – a voz soou calma e fria. – Acho que teremos bons carregamentos, sim? Pois vejam... Obrigado por aceitarem descarregar meus pertences, senhores. – ele sorriu, apagando o cigarro.

O homem era forte, mas não muito, lembrava um pouco Namjoon, mas era mais baixo. Ele desabootou um dos botões do paletó, sustentando o sorriso. Vi alguns homens saírem de dentro da SUV, três pra ser mais exatos, um deles mais alto que todos e eu não pude ver o seu rosto, estava tapado pelo boné, óculos de lente esverdeada e uma blusa que lhe tapava o queixo.

- A noite não está linda? – ele perguntou, mas ninguém respondia. Ele olhou para cima, para o céu, e contemplou a lua crescente por alguns segundos antes de olhar para nós novamente. – A lua está perfeita... é a mesma lua daquele dia, não é mesmo, Min Yoongi?

E o meu coração parou.

- Não vamos ser tão frios um com o outro, Yoongi... – ele andou de um lado para o outro. – Somos íntimos. Você acabou com a minha vida, e eu vou acabar com a sua.

Sinto alguém me empurrar e arrancar o meu boné, o sorriso do homem aumentou ao ver meu rosto.

- Seu rosto de pânico é tão... interessante, pequeno.

- Quem é você?

- Que afronta... Hirosaka. Seng Hirosaka. Você pode dizer aos seus amigos que se aproximem... só tem eles aqui. Os outros são meus homens.

Contra a vontade, eles se aproximaram de mim.

- Revistem. – ele ordenou.

Rudemente, fomos revistados, e não encontraram nada.

- Se não tem nada... tem reforços. Vasculhem a área.

A superioridade daquele homem me enojava.

- Quem é você e porque eu destruía sua vida?

- Se você não lembra... eu vou te fazer lembrar. Prendam eles.

Alguns homens que estavam ali e se aproximaram, mas não seria tão fácil assim. O primeiro que encostou em mim teve alguns dedos quebrados ao virar sua mão com força, mas outro me acertou a nuca covardemente; tentei não deixar que ninguém me prendesse, me debati o quanto podia e vi os outros fazerem o mesmo antes de sentir meus cabelos serem segurados violentamente por alguém maior do que eu. Meu rosto estava doendo com os socos que tinha tomado e sentia o gosto metálico na boca; senti então uma coisa fria no meu pescoço, e então todo o barulho cessou. Era o assassino e ele tinha uma lâmina no meu pescoço.

- Podemos conversar como pessoas civilizadas agora, e não como galos numa rinha de rua?

Engoli em seco. Podia ver o desespero nos olhos de Jimin, Namjoon estava para cair aos prantos e Jin estava tão sério que seu rosto parecia gesso. Os três foram colocados de joelhos enquanto a pessoa ainda me segurava com firmeza, podia sentir o aço agora quente contra minha pele febril por tudo que estava acontecendo.

- Não os machuque. Se é a mim que você quer, você já tem.

- Mas eles são a minha cerejinha do bolo, pequeno Yoongi...

Ele veio até mim e senti o aperto afrouxar a lâmina também se foi, mas no lugar, a mão grande e fria do homem se apossou do meu rosto, me segurando para olhar em seus olhos.

- Você matou o meu filho. Matou a minha esposa. Você... tirou o que eu tinha de mais precioso, Yoongi... e agora eu vou tirar o que é mais precioso de você. Pela segunda vez.

- Seu filho? – perguntei com dificuldade.

- Seng Jaensoo. Dois de dezembro de dois mil e treze, uma e vinte e oito da manhã. Um carregamento de cocaína, um grande carregamento, e você é claro era o responsável por não deixar esse carregamento chegar. Meu filho era o dono do carregamento, ele revendia nos meus bares, nas minhas zonas, nas minhas casas de jogos. Você? Um policial ávido por promoção, armou o cerco, fechou meu filho e os amigos dele em uma caixinha, como agora, uma cruel caixinha... você bateu nele, na briga que teve, pela arma ela disparou. Disparou nele. Morreram sete homens naquela noite,  dois policiais e cinco homens do meu filho. A bala que o acertou no peito foi periciada como sendo da sua arma. Você o matou.

- Foi uma operação. Seu filho tinha que ser preso e ele veio por cima de mim, ele queria a minha arma, eu não podia...

- MEU FILHO MORREU. Você o matou. Você. Sua arma, suas mãos. Você. A minha esposa o amava mais que tudo, e eu a amava mais que tudo. Ela adoeceu. Uma mulher linda, belíssima, definhou até lhe cair os cabelos, até a vida escorrer de seus dedos finos, até que foi diagnosticada com anemia profunda. E ela morreu. Por sua causa.

- Eu não tenho culpa. Eu não tive culpa. A arma disparou.

- EU NÃO ME IMPORTO. Você vai pagar. Eu matei o Chong e agora vou matar seus amigos na sua frente. E olha só... um passarinho me disse que temos mais um amor aqui... Jimin, certo? O Park.

- DEIXA ELE IR. DEIXA ELES IREM.

- Que inocência, Yoongi... eles vão morrer, na sua frente. De novo.

Não, não não...

- Vamos começar pelo seu amiguinho, Kim Namjoon. O que acha, Yoongi?

- FICA LONGE DELE.

O homem olhou para o capanga e sorriu. – faça as honras.

E ele levantou o braço com uma lâmina pequena. Eu não podia sequer respirar.

 

POV JACKSON

- Posição, Lay.

“Estou com eles na mira.”

- Se você acertar o primeiro, vai ter vinte segundos pra acertar todos os outros.

“Eu sou o melhor atirador da Coreia, querido.”

- Faz eles atirarem agora. – disse Jungkook.

- Sem reforços não vai adiantar. Qualquer coisa que eles suspeitarem, eles vão ter menos de um minuto até que o assassino mate todos eles. – disse, olhando tudo no monitor de uma vez.

- E os reforços?

- Chegando. – Hoseok disse, apreensivo. – Mais alguns minutos. Eles precisam aguentar.

- Eles vão, eles vão... – eles precisavam. – O veneno que o Lay tem na arma vai manter eles paralisados por algumas horas, vocês poderão prendê-los assim que chegarem lá. CADÊ OS REFORÇOS, RASTREIEM.

- Quinhentos metros. – disse Jungkook.

- Mais um minuto, Lay. Mais um minuto, rapazes.

Vejo o movimento do outro, não podia mais esperar.

- Lay, atire antes que ele machuque o Namjoon.

“Mas e os reforços?”

- QUE SE FODA OS REFORÇOS, ELE NÃO PODE ENCOSTAR NO NAMJOON.

“Um... dois... alvo. Sucesso. Um, dois, alvo, sucesso.”

E um a um, eles foram caindo.

 

 

POV YOONGI

Antes mesmo que ele pudesse levantar o braço, vi o corpo do homem amolecer e então cair.

- É uma armadilha?!

Um a um eles foram caindo; outros homens de preto apareceram, incertos do que deviam fazer com tudo aquilo, mas a ordem foi uma só.

- MATEM TODOS ELES. – Eni gritou.

Fui arrastado dali para um local mais escuro e mais afastado, podia sentir a respiração do homem atrás de mim. Era minha morte, era meu fim. Pelo menos não seria na frente de Jimin ou de Namjoon.

- Você me deve a sua vida. – ouvi o homem dizer e eu conhecia aquela voz. Deus, eu conhecia aquela voz. Não podia ser...

Me soltando, o homem foi até os capangas e pegou um por um, cortando a garganta deles com a mesma maestria que eu vi ele cortar Chong. Todos que chegavam sequer perto dele eram apenas fatiados, como inúteis mortais.

- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO??             

Com uma rasteira, ele derrubou o homem no chão e a cravou a lâmina com toda a força no ombro do homem, prendendo-a inclusive no chão; ele não conseguia mais se soltar. Andando sem pressa alguma, ele passou por mim novamente.

- Você me deve a sua vida. Mais vezes do que pode contar, Yoongi.

E ele saiu andando, desaparecendo na escuridão do mesmo jeito que da outra vez enquanto o homem se debatia gritando no chão e eu encarava o nada. Eu conhecia aquela voz. Trabalhava comigo no distrito, me dava bom dia, conversava comigo, me irritava. Deus, era ele, estava tão perto o tempo todo...

Minha mente parecia ter explodido. Tudo fazia sentido de uma vez só ao mesmo tempo que nada mais fazia. As sirenes foram ouvidas. Estava acabado, e não foi por minha causa. Era muito maior que eu.

Eu era apenas mais uma peça.


Notas Finais


Eis o motivo do ENI.

Calma, eu vou explicar tudo nos capítulos seguintes hasuhuahsuhaush mas é isso, o ENI queria destruir Suga a nível profissional, mas não conseguiu porque o Chong não deixou, então foi pro lado pessoal. O filho era traficante e foi morto, a esposa morreu por tristeza. E o ENI resolveu fazer da vida dele um inferno como tinha sido a dele.

Então, o que acharam?? Não vi nenhuma teoria assim hein... haushauhsuhaush alguém chegou sequer perto disso? Me conta!!!!!!

Gostaram? Me deixem saber.

♥♥ 2beijo


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