História Ele é virgem - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Taehyung (V)
Tags 3shot, Taekook, Threeshot, Vkook
Visualizações 298
Palavras 1.800
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


2/3

Capítulo 2 - Ele não é conservador


Pelo lado feliz da situação, aqueles dois eram particularmente verdadeiros gênios da música. Suas habilidades quase sempre úteis salvaram outro trabalho da não existência.

Mas o que Taehyung realmente queria que fosse salvo naquele dia era o assunto de sua vida amorosa das garras de Jungkook. Assim, ele não teria vontade de sair correndo da sua paz no banco do lado de fora do campus quando viu o amigo se aproximar com seu sorriso irritante. Infelizmente, se corresse, Junkook iria atrás, ele sabia. Passou por isso alguns meses antes e foi uma cena digna de meme.

— Então, está pronto para mudar? — Jungkook sentou-se ao lado de Taehyung.

— Com certeza — respondeu com certa ironia. Ao visto, Jungkook não entendeu a entonação, ou não quis entender.

— Antes, me diz, por que você nunca...?

Taehyung suspirou pesado. Não tinha como fugir dessa vez, ele percebeu. Mas se fosse para entrar naquela experiência desconfortável, que fizesse direito. Ou seja, com sinceridade.

— Talvez porque eu não me envolva com ninguém. Nunca tive um relacionamento sério e fujo toda vez que as coisas parecem ficar mais íntimas.

— Por quê?

— Eu não sei — mentiu. Era incrivelmente difícil ser sincero sobre aquilo com outra pessoa quando ele não era nem consigo mesmo. Porém, Jungkook estava mais sensível às mentiras alheias do que nunca.

— Eu acho que você sabe, sim.

— Certo, eu vou contar uma vez: eu tinha uns treze anos quando me apaixonei pela primeira vez. Lisa, da minha classe de música, mais velha. Eu nunca cheguei a contar, foi um longo ano sendo um trouxa. Então, eu assisti a cena do beijo dela com meu arqui-inimigo da época. Foi outro longo ano sendo um trouxa.

— Então, você sofreu com o primeiro amor e nunca tentou mais nada com ninguém desde então porque evita passar pelo mesma coisa outra vez — o mais novo concluiu.

— Basicamente.

— Mas, isso não é um bicho de sete cabeças, Tae. A não ser que você seja um conservador ou algo do tipo, não precisa estar em um relacionamento sério para perder a virgindade. Você é um conservador?

— O quê? Não.

— Eu respeito se for, é sua escolha... — insistiu, Jungkook.

— Eu não sou um conservador, Jungkook — Taehyung fez cara de tédio.

— Ótimo, então. Vai ser bem mais fácil — o garoto bateu as mãos e levantou, deixando o Kim com um ponto de interrogação na testa. — Te pego às nove, esteja pronto.

— Como é? Jungkook, o que você pretende?!

— Só confia, Tae — Jungkook piscou e o gesto despertou a raiva do amigo que levantou num pulo, indignado.

— Jungkook! — falou mais alto mas o mais novo já estava decidido, pronto para seguir seu rumo.

— E leve camisinha — disse por sobre o ombro antes de se afastar de vez. Um pouco alto demais, Taehyung percebeu ao ver uma garota que passava por perto mandar-lhes um olhar chocado.

Perto das nove horas, Jungkook estava à porta da casa do amigo. Taehyung não estava exatamente pronto, havia acabado de sair do banho e não tinha intenção alguma de se arrumar, muito menos sair do conforto de sua residência. Ele considerou uma invasão o que aconteceu. Mal conseguiu acompanhar, com o raciocínio já lento. Só sabia que às nove e meia estava tão bonito, cheiroso e bem arrumado quanto Jungkook, sendo empurrado para a calçada pelo mesmo.

— Eu não sou obrigado! — Taehyung protestou, embora agora já estivesse longe de casa para voltar.

— É sexta à noite, estamos indo pra uma festa... Qual o seu problema?!

— Qual o seu problema? — corrigiu com certa irritação. Na verdade, total irritação proveniente de um nervosismo sinistro. — Ainda não entendi como uma festa vai me ajudar.

— Você é burro ou se faz? — Jungkook perguntou a sério e recebeu um empurrão. — Porra, Taehyung, o que mais tem em uma festa dessas além de gente querendo se entupir de álcool, é gente querendo transar. Encontre uma garota que corresponda seu olhar, bebam e conversem por dois minutos, dancem por quatro, se peguem por três e vai com Deus!

— Eu tenho que repensar minhas amizades — ele murmurou.

Uma caminhada depois, os dois estavam dentro de uma casa enorme, com Jungkook repetindo as mesmas instruções. Casa em que Taehyung nunca esteve na vida. Na verdade, nem Jungkook. Mesmo que não participasse de tais festas com a frequência que aconteciam, o mais novo conseguia convite para todas, só precisava querer. E, nesses casos, ele sabia escolher.

Na cabeça de Jungkook, era uma tarefa simples. Para Taehyung, era constrangedor e estranho. Não negou nenhum dos copos servidos pelo amigo, mas o nervosismo não o deixou mesmo depois que o álcool atingiu sua corrente sanguínea.

— Você só tem que relaxar, tá legal? — Jungkook falou.

— Fácil falar.

— Esquece tudo, não pensa. Só vai! Agora, pelo amor da mãe do guarda, vai logo porque eu não tenho a noite toda!

Ele foi, mais para parar de ouvir as acusações do amigo por não estar aproveitando a festa do que para qualquer outra coisa. A garota escolhida chamava-se Kelly, uma morena intercâmbista. Foi uma escolha de Jungkook que alegou conhecê-la.

E foi um tremendo fracasso.

As três vezes que Taehyung tentou acabaram como um verdadeiro fiasco. 

Primeiro, estragou tudo com a tal Kelly porque sentiu Jungkook o encarando sem parar, o que lhe acarretou uma crise de riso que assustou a garota. Não só ela como algumas pessoas ao redor. Depois, ferrou tudo quando decidiu conversar com uma outra garota sobre os assuntos mais aleatórios e nada a ver que podia escolher. O papo durou longos quinze minutos. Ele acabou com um novo contato no celular e um "você é fofo". Por fim, Jungkook decidiu resolver ele mesmo...

— Olha, ele é meio bosta, mas é bonitinho! — se intrometeu na conversa horrível que Taehyung estava tendo com uma loira.

Jeon estava um pouco bêbado, aquilo era um fator a ser levado em consideração. Mas, no fim das contas, o que ganharam naquela noite foi um lamentável fracasso. Falharam vergonhosamente naquela missão, era fato.

— O que vale é a experiência — Jungkook disse na manhã seguinte, enquanto Taehyung comia e reclamava no banco à sua frente.

— Uma experiência bosta?! Obrigado, mas já tenho suficiente dessas.

— Caralho, parece até que caiu da cama hoje — Jeon reclamou e recebeu a encarada mortal de Taehyung.

— Porque eu caí! Você me empurrou!

O mais novo não lembrava, mas de fato foi o que acontecera. O Kim acordou no chão do próprio quarto enquanto Jungkook havia dominado sua cama.

— Não é engraçado! — Taehyung levantou revoltado ao ver o amigo gargalhar. — Jungkook, você não quer se retirar?

— Não — disse simples, como se a pergunta não tivesse sido retórica. Então, suspirante, levantou do lugar onde estava para seguir Taehyung até o sofá. — Temos um problema a resolver.

— Temos?

— Pelo visto, seu problema com aproximação com garotas é bem pior do que eu pensava. Antes de sairmos de novo, precisa mudar essa péssima abordagem.

— Ou, ou, ou! — Taehyung estendeu a mão para fazê-lo aquietar, com certo desespero. — Como assim sairmos de novo? Nem fudendo, Jungkook!

— Tem que deixar essa zona de conforto, Tae! Fale sério agora, você não quer deixar de ser virgem e mudar essa vida amorosa que, segundo você mesmo, é um lixo?

— O que você sugere? — Jungkook sorriu abertamente com a pergunta. Aquilo era o "sim" do Kim.

— Primeiro: nada de conversar sobre filmes. Sério, Taehyung, quem conversa sobre Titanic no meio de uma balada?!

— É um assunto rico!

— Você não quer um assunto rico! Você quer um papo curto que a conquiste.

Taehyung gargalhou alto com toda aquela baboseira.

— Sobre o que eu deveria falar, oh, grande pegador?

Jungkook ignorou o apelido sarcástico e pensou por alguns instantes, levando a mão ao queixo enquanto buscava em sua memória informações sobre a noite anterior. Chegou a uma conclusão simples:

— Quer saber, não fale nada.

— Ótimo...

— Apenas chegue perto e a chame para dançar. Faça alguns elogios e seja legal. Eu sei que é difícil para você fingir ser legal mas... — Jungkook parou a zoação com o soco que levou no braço.

— Se foder!

— Certo. Vamos lá, tente comigo.

— Quê? — Taehyung gargalhou alto. — Sem chance.

— Tá, eu começo — Jeon deu de ombros. 

Taehyung apenas observou o amigo levantar, ir até a entrada e voltar de um modo épico demais para conseguir segurar a risada. Jogando o cabelo e andando relaxadamente, o mais novo se jogou ao lado do Kim, quase em cima dele.

— E aí?

— Ah, não! — Taehyung disse, tentando com muita dificuldade cessar o ataque de riso.

— Vamos dançar?

Ele levantou e puxou Taehyung que não levantaria por vontade própria. Dali o que sucedeu foi uma sessão de instruções por parte do mais novo, desde os passos de dança até a entonação da voz. Por sua vez, o Kim tentou não rir por mais hilário que fosse — até mesmo Jungkook caiu na gargalhada em certos momentos.

Cinco minutos depois, o mais velho estava repetindo toda a cena que fora representada por Jungkook. Na teoria, aquilo deveria ajudar Taehyung a melhoras suas táticas de guerra, lê-se: de paquera. Na prática, estava sendo um show de micos dos dois que Jimin pagaria para assistir e filmar.

— Olhe para mim, olhe meus atos, eu quero atitude — Jungkook sibilou enquanto eles davam passos ritmados, de frente um para o outro. Suficientemente perto para Taehyung saber que o amigo cheirava naturalmente bem. — Me mostre sua atitude, Tae!

— Que atitude?! — perguntou, meio irritado meio apavorado. Jungkook tentando representar uma garota já era estranho, tentando representar uma garota dando em cima de Taehyung era assustador.

Sem aviso prévio, Jungkook envolveu a própria mão na cintura do Kim e o puxou para si. Quase ao mesmo tempo, ele girou seus corpos de forma que deixou Taehyung com as costas contra a parede e o quadril contra o do Jeon.

— Atitude, Tae — Jungkook balançou as sobrancelhas com um sorriso, enquanto o amigo ainda o olhava com olhos arregalados.

Agindo rápido, tanto com a mente quanto com seus movimentos, Taehyung trocou as posições. Foi uma surpresa e tanto para Jungkook que agora, estava entre a parede e o Kim.

— Atitude, Kook — ele sorriu. Logo que se recuperou, o amigo acompanhou o gesto, com um quê de orgulho evidente.

— Muito bom.

Afastaram-se quando perceberam o constrangimento no silêncio. Jungkook foi para a própria casa poucos minutos depois, podia estar sempre dormindo fora, mas ainda tinha pais a quem dar satisfações e tranquilizar. Taehyung ficou com a ordem de se arrumar decentemente e a promessa de volta do Jeon.

Durante seu banho, ele finalmente se permitiu pensar sobre o que aconteceu naquela sala. Porque aparentemente a súbita ação do amigo lhe causou mais confusão interna do que surpresa em si. E toda a diversão pareceu ter algo diferente do que o usual. Não entendia, mas não sabia se seria bom entender. Apenas torcia para o outro não ter percebido seu coração acelerado. Nem sua excitação.


 


Notas Finais


Se você gostou, eu fico feliz.
Precisava dizer isso só porque não consigo deixar notas finais vazias hashuahsuha'
~XO, Bona :3


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