História .ele era verde, e eu amarelo - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jaemin, RenJun
Tags Hp!au, Miss-psycho, Para @mesaya, Renmin
Visualizações 74
Palavras 2.041
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, Magia, Shonen-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente, voltei com mais uma renmin <3'
A pedido da minha bebê, porque só ela pra me fazer escrever fic com nct aaaa
Enfim, é dedicado a mesaya como sempre, mas espero que todos gostem ><


a capa da história foi retirada do google

Capítulo 1 - 00:: unique


 

 

 

   Não éramos rivais nem nada, diferente dos alunos das outras casa, eu me sentia confortável ao lado de um Slytherin; as pessoas costumavam julgar pela cobra em seu brasão, como se em Slytherin fossem todos ruins, tsc. Eles não conheciam-no como eu, não poderiam abrir suas enormes bocas para o julgar. Nós da Hufflepuff sabemos diferenciar uma coisa da outra, nós aceitamos a todos respeitando-os como iguais. Jaemin era um Slytherin, um como todos os outros, com sua aura gelada, o calculismo presente em seus atos e toda aquela arrogância de um Sangue-Puro. Na Jaemin lembrava muito aos seus antepassados. Lembrava-me também a qualquer outro Slytherin de marca registrada.

 

  Quando eu o conheci na Estação nove três quartos, quando ainda éramos crianças conhecendo o mundo fora das saias de nossas mães, ele era apenas um pirralho mimado, de cabelos cobrindo os olhos e roupa escura. Havia ali uma expressão de seriedade e olheiras fundas, como se tivesse a pouco tempo chorado. Para mim ele era uma criança normal, sem charmes ou glamour, como as demais ao meu redor; porém, para meu pai, aquele era o tipo de pessoa que não deveríamos nos aproximar. Meu pai, prepotente e Gryffindor. Ditador de primeira mão, um ser que ameaçava o próprio filho de expulsão, caso não fosse mais um herdeiro da casa dos leões, dizendo o tipo de pessoas que devemos ficar longe.

 

      Não vou mentir, aquilo me deu mais vontade de conhecer Jaemin aquela época, a vontade aumentou mais ainda quando ele fora enviado para Slytherin. Por obra de Merlin, ou como os trouxas dizem por aí, “Destino”, eu não caí na casa dos leões. Fui enviado para Hufflepuff, parece que para o Chapéu Seletor, Huang Renjun é um ser leal, justo e que não teme a dor. Eu gosto da forma como isso soa, combina comigo para falar a verdade. Enfim, conhecer Na Jaemin não foi algo fácil, ele era traiçoeiro como uma cobra e escorregadio quanto um lagarto. Me enjoava  o quão assustado Jaemin se tornava perto de tantos alunos, e isso fazia com que muitos se sobrepusesse acima dele, como autoridade. Intimidadores. No entanto, ele conseguia se esquivar com maestria, como se coisas daquele tipo fossem natural.

 

    Foram dois anos apenas observando aquele garoto, descobrindo sua falta de amigos e laços, descobrindo que ele era o mais inteligente de todos e que nunca sorria, nem mesmo quando recebia as cartas de seus pais. Dois anos apenas observando-o e aprendendo, até que fui pego; Jaemin era tão observador quanto eu, me pegou no ato de observação, mas não me constrangi aquela época. lembro-me de ter sorrido para ele quando nossos olhos entraram em contato pela primeira vez. Ele não sorriu de volta, mas desviou os olhos escuros para outra direção, foi um gesto novo e isso só me fez notar sua vergonha e confusão.

 

    Depois daquilo, eu dei o passo de iniciar uma conversa, ainda éramos tão pequenos e infantis. Jaemin não sorria, não falava e pouco olhava para mim, enquanto eu tagarelava ao seu lado, e lhe enchia de comidas que eu ganhava dos Elfos domésticos do Castelo. Ele era tão frio e pequeno, como um feto réptil. Mas então o pequeno sorriso veio, fora curto, mas perceptível. Lembro-me de ter dito algo sobre minha família, e que ele demonstrou grande interesse e depois daquilo eu passei a conhecer o verdadeiro Jaemin.

 

       Jaemin é doce como chocolate, mas que também pode ser meio-amargo, ele tem fases como a Lua, e cheiros de rosa. E tal como ela, é tão leve e macio como pétalas avermelhadas tanto quanto perigoso como espinhos; de fato ele sabe ser gentil e educado, ele aprendeu isso sozinho, pois sua família não concordava com a gentileza, mas Jaemin era gentil. Ele me mostrava uma fase que ninguém conhecia, que sequer imaginavam existir.

 

       Nós passamos a nos conhecer melhor, a nos falar e contar segredos que nunca contamos para ninguém. Nosso ponto de encontro era a torre de Astronomia, Jaemin gostava daquele lugar, era calmo e ele conseguia pensar. Era onde estávamos agora, olhando para o céu estrelado, que volte-e-meia cai uma estrela cadente.

 

       ー Renjun?  ー Sua voz era sempre tão baixa e melodiosa, abri um pequeno sorriso o olhando de canto dos olhos, vendo que ele não me olhava, pelo contrário, tinha seus olhos fechados.  ー O que está pensando? Ficou mudo de repente

 

       Deixei um suspiro escapar por meus lábios, virando-me para olhá-lo melhor, a brisa de verão fazia seus cabelos escuros bagunçar completamente, enquanto sua pele do rosto ficava cada vez mais corada. Ao não receber minha resposta, Jaemin abriu seus olhos lentamente, se acostumando com a luz das lamparinas que eu havia conjurado e sorriu suave, me olhando de volta, arqueando a sobrancelha.

 

         ー Tem algo lhe incomodando?

 

      Na verdade todo esse monólogo em observação de Na Jaemin, fora para chegar a uma conclusão sentimental. Há muito tempo, bem antes de Jaemin aceitar que seríamos sim amigos, eu já vinha me sentindo estranho em sua presença ou em apenas observá-lo, eu estava me sentindo doente, com sintomas que eu nunca havia sentindo antes. Eu não tinha muitos amigos próximos o suficiente para me ajudar com esse “probleminha”, então eu fui procurar em livros, mas também não encontrei. Fui finalmente saber o que estava se passando comigo em uma das revistas teen que a minha irmã lia. É, eu estava perdidamente apaixonado por Na Jaemin, e não era estranho ter aquele sentimento. Não para mim.

 

    Desde que me descobri apaixonado por Jaemin a sensação de que eu posso perder a amizade dele a qualquer momento me atormenta. Vejam bem, ele é um Slytherin, e por mais que o mundo Bruxo não tenha os preconceitos que os trouxas tem, ele é de uma família tradicional, uma família que exige herdeiros. Nós já estamos no último ano, depois da escola cada um seguirá seu próprio caminho. Por esse motivo eu me recuso a demonstrar ou contar o que eu sinto por ele; pelo menos manter nossa amizade saudável para que daqui uns anos a gente possa se encontrar novamente em um bar qualquer, onde vamos olhar pra trás e lembrar do quão idiota nós somos.

 

   ー Não é nada, só estava pensando que… É o nosso último ano juntos e que eu irei sentir falta das sua inteligência irritante. ー Dei de ombros, soltando uma curta risada, enquanto ele revira os olhos em um ato tão comum ao qual eu já estava acostumado. Jaemin suspirou e olhou para frente, mordiscando os lábios, parecia querer me contar algo, mas se mantinha controlado ー Desembucha, garoto. Sabe que não podemos guardar segredos um do outro, foi nosso trato.

 

  Ele era igual a todos os Slytherin, revestido com uma máscara que escondia muito bem seus sentimentos, e ele o estava fazendo agora. Não posso mentir, tenha medo do que ele esconde, Jaemin nunca me contou muito de sua família, mas eu sabia que seus pais trabalhavam no ministério da magia, e que ele era filho único. Ele nunca namorou ou sentiu-se interessado por alguém, a vida dele estava na escola e em seu o meu melhor amigo.

 

  Naquele momento quando seus olhos miraram o meu de forma contida eu soube que algo estava errado, e isso me preocupava. Toquei seu ombro o incentivado a me contar o que estava acontecendo, e por fim ele tomou coragem para desabafar.

 

    ー Acho que estou apaixonado. ー Disse de uma vez, me deixando surpreso e decepcionado ao mesmo tempo. Meu coração deu um salto dentro do peito e eu não sabia se saia correndo ou se o ajudava, pois ele estava com uma face tão assustada e desesperada quanto a minha deveria estar ー Eu nunca me senti assim antes, e é confuso. Não. Na verdade eu acho que sempre me senti assim, porém, agora as coisas estão ficando cada vez mais forte.

 

    Sabe quando você leva um soco na cara e cai direto pro chão? Esse é o meu sentimento agora, escutar de Jaemin que ele estava apaixonado desde sempre por alguém me machucava, porque de alguma forma era assim que eu me sentia por ele. Desviei meus olhos para nossa frente e respirei fundo, todo aquele momento melancólico estava me sufocando, e para melhorar ainda a nossa situação triste e constrangedora o tempo fechou-se, transformando as nuvens em gotas grossas de água. Bufei e dei as costas para janela, cruzando meus braços.

 

   ー Não é o fim do mundo se apaixonar por alguém, Jaemin.

 

      Eu não pude ver, mas eu sabia que ele estava de cabeça baixa, brincando com os dedos. Era um ato de puro nervoso, eu o conhecia tão bem. Conhecia Jaemin melhor do que a mim mesmo,  era tão estranho, mas ao mesmo tempo reconfortante saber um pouco de tudo sobre a pessoa que você gosta.

 

   ー E se eu estiver apaixonado por um amigo, não seria o fim do mundo?

 

    Admito que minha cabeça deu um giro enorme, cujo eu senti meu pescoço estalar com a brutalidade do meu ato repentino; mas não é todo dia que seu melhor amigo, que apenas tem somente você como amigo, diz estar apaixonado por um amigo. Eu devo ter expressado bem a minha confusão, pois Jaemin olhou-me daquele jeitinho metido de todo os Slytherin e depois soltou uma risadinha frouxa, levando a mão para o lado de fora da janela e deixando-a molhar com a água da chuva.

 

  ー Você é um pouco lerdo, Renjun, alguém já te disse isso? ー Me perguntou debochando do meu sofrimento, é claro que já me disseram isso, Jaemin mesmo vive me dizendo o quão lerdo eu sou. Mas como eu iria suspeitar que logo ele, o menino de gelo estava apaixonado.

 

  ー Tá querendo dizer que você gosta de mim?

 

 ー É, acho que to. ー Deu de ombros, com a maçãs do rosto corando levemente, um pequeno sorriso nasceu em seus lábios, enquanto ele se virava para me olhar. ー Não faz muito tempo, acho que começou ano passado, sabe? Quando eu vi, já estava imaginando nós dois juntos de uma forma a mais que simples amigos.

 

   Talvez eu tenha passado tanto tempo tentando ser o melhor amigo que ele precisava, passando tanto tempo observando suas reações e atitudes, e o defendendo dos outros alunos, que me esqueci de conversar sobre essas coisas com ele. Jaemin é como tantos outros Slytherins por ai, ele veste uma máscara de confiança e esconde seus sentimentos, eu consigo o decifrar facilmente, mas agora mesmo fui pego desprevenido por essa confissão. E pensar que eu estava quase entrando em um colapso nervoso de tanta ansiedade, e frustrações, por não achar seguro me confessar para ele.

 

  E o maldito Slytherin foi lá e fez o contrário de tudo que eu pensei, talvez eu esteja errado em dizer que todos os Slytherin são iguais, Jaemin abre toda uma exceção ao qual eu e muitos outros estavam acostumados.

 

   ー Renjun, essa é a hora que você me beija, cara. ー Disse, sem delongas e relaxando os ombros. Era possível notar o nervosismo em sua expressão, talvez ele estivesse pensando que eu não o correspondo ou alguma coisa do tipo. Tsc, Jaemin se você soubesse.

 

    ー Calma, eu tava’ pensando.

 

    Ele sorriu e revirou os olhos, e antes mesmo que eu parasse para pensar novamente ele selou nossos lábios. Ele ainda me olhava e eu fazia o mesmo. Seus lábios eram quentes e macios, estavam meio molhados, talvez por ele ter passado a língua ali antes de me beijar. Deixei os monólogos de lado e fechei os olhos, me entregando ao beijo inocente, de dois adolescentes bobos e apaixonados.

 

  Não posso dizer com certeza que depois disso nós teríamos um final feliz. Eu era um amarelo e ele um verde, essas cores apesar de se complementar muito bem, não eram bastante vistas juntas. Uma coisa é a gente se dar bem na escola como amigos, a gente fazia a diferença. Outra coisa é começar um relacionamento não padrão do lado de fora da escola. Não por sermos homens, e sim por sermos de casas totalmente opostas.

 

   Mas quer saber, eu não me importo de enfrentar toda uma sociedade, desde que meu lugar seja sempre ao lado de Jaemin.

 


Notas Finais


Bom, desculpa qualquer erro e até a próxima <3'


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