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História Ele não está tão a fim de você - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


OIE

Capítulo 3 - Pior do que está não fica


Assim que começou o primeiro tempo da aula de Ecologia, Minho viu a oportunidade para tirar um cochilo. Havia rolado na cama a noite inteira sem saber o que responder a Jisung e acabou por deixá-lo no vácuo, o que fazia com que se sentisse mais fracassado ainda, pois além de não conseguir conversar direito com ele pessoalmente se saia pior por mensagem. Mas o cochilo acabou por ficar para mais tarde, quando seu celular começou a tocar atraindo o olhar furioso do professor. Lee sorriu sem graça pedindo permissão para atender do lado de fora, o professor apenas abanou a mão e deu seguimento a explicação. 

– O que foi Jeongin? – indagou escutando várias vozes gritando do outro lado da linha.

– Vem aqui na quadra, rápido.

E desligou. Soltando um suspiro impaciente, Minho praticamente correu atravessando todo o prédio de Medicina até chegar ao lado de fora e continuar correndo pela área externa até chegar a porta do ginásio. Quando viu Han no grupo, sentiu sua alma sair do corpo e de repente toda a preocupação que tinha acendido em si ao ver Changbin e Seungmin discutirem prestes a sair no tapa sumiu e deu lugar ao nervosismo de encarar o mais novo após a vergonha da noite anterior. 

Aproximou-se do grupo composto por Jeongin que tentava a todo custo segurar o Seo pelos ombros, Jisung por sua vez falhava miseravelmente em impedir que Seungmin partisse para cima do menor, ao menos tempo que gritava para Hyunjin ajudá-lo, e como sempre o Hwang havia entrado em desespero e seu rosto espantado anunciava “mal funcionamento”.  

– É tudo culpa sua! – esbravejou Changbin apontando para o recém chegado Minho, que apenas levantou os braços em rendição – Não ousem chegar perto do Jeongin, ok? Eu acabo com vocês. 

Changbin se soltou dos braços do amigo de forma brutal e saiu batendo o pé para o refeitório. E MInho continuava sem entender o que acontecera ali. 

– Alguém poderia, por favor, me dizer o que foi esse circo? – questionou o Lee chamando a atenção de todas para si. 

– Changbin hyung me encontrou conversando com Seungmin e Hyunjin, e eles começaram a discutir depois do hyung dizer que Seungmin é uma pessoa ruim e que eu não deveria nem respirar perto dele. – explicou Jeongin cabisbaixo. 

– O que é tudo mentira, convenhamos. – comentou o Kim – Prometi a mim mesmo que não perderia mais meu tempo com esse idiota, mas ele mereceu ouvir umas poucas e boas. 

Minho franziu o cenho curioso. Tinha conhecimento de que Seungmin e Changbin tinham vizinhos a vida toda, e melhores amigos até o primeiro ano de faculdade quando de repente ninguém mais os via juntos e o Seo se mudou do apartamento que dividia com o Kim para ocupar a vaga que tinha no de Chan. O mais novo nunca tocara no assunto e parecia bem resolvido com isso, no entanto, agora havia se mostrado mais abalado do que nunca. O que de fato rolou para separar amigos de uma vida toda? 

– Se ele disse isso, algum motivo teve. – comentou, arrependendo-se logo em seguida vendo o olhar enraivado do Kim cair sobre si. Espantou-se mais ainda ao se dar conta de como Seungmin era esquentadinho. 

– Escuta aqui, éramos como irmãos, mas ele preferiu acreditar nos outros do que em mim que estive ao lado dele a vida toda. – contou Seungmin – Se quiser saber, procure ouvir da boca dele, porque para mim essa história já morreu. 

Ele saiu sendo seguido pelo quase-namorado para o outro lado do jardim, Jeongin seguiu para o lado contrário indo para o bloco de Jornalismo e Artes, deixando Jisung e Minho sozinhos se encarando em um silêncio desconfortável. 

– Tudo bem? – indagou Jisung sorrindo amigavelmente. 

– Sim e você? – respondeu falhando em esconder o nervosismo.

– Você me mandou mensagens ontem...  – comentou Han.

“Não! Não! Mil vezes não! Me pergunte sobre desmatamento, horóscopo, ou até mesmo política brasileira, mas não traga esse fiasco a tona.”, pensou o mais velho. 

– Mandei? – fingiu-se de desentendido, e Jisung riu o fazendo sorrir também. O sorriso do loiro além de bonito, era contagiante.

– Você é engraçado hyung, vamos sair um dia. – piscou o loiro antes de sair a procura dos amigos. 

Minho observou a silhueta do outro até sumir próximo ao bloco de Ciências Sociais com um sorriso bobo passeando pelos lábios. A cada dia que passava ele se encontrava mais a fim ainda do mais novo e não sabia como, nunca haviam interagido mais do que cumprimentos pelas áreas comuns na faculdade ou quando iria tirar alguma dúvida no grêmio. Jisung tinha um ar diferente quando não estava correndo de um lado para o outro atarefado. Ansiava para ter outras oportunidades de conhecê-lo melhor.

[...]

A cada três tempos de aula havia um intervalo de meia hora para os alunos descansarem antes de ter mais três aulas. Aquele era apenas o primeiro intervalo e Minho já se sentia cansado o suficiente para querer que desse 14 horas para que ele pudesse ir embora, mas infelizmente ainda eram 9 e meia da manhã. Não tinha visto Jeongin desde o incidente de mais cedo, já Changbin tinha dito que iria para biblioteca estudar, então dessa vez seriam apenas ele e um Chan curioso perguntando incessantemente o que tinha acontecido e por que ele não havia sido chamado.

– Estou ofendido, Minho. Me sentindo traído, pelos meus próprios amigos. – diz Chan pondo as mãos no peito fingindo sentir uma dor profunda  – Mas tudo bem, a gente cria filho para o mundo, não é mesmo? Não querem falar comigo, seu hyung que cuida de vocês todos os dias? Ok, está tudo ótimo. Tudo sob controle. 

– Acabou o drama? – indagou o Lee risonho – Vou explicar. 

Assim que Minho terminou de contar tudo que presenciou nos mínimos detalhes, o mais velho soltou um riso nasalado e disse: 

– Changbin é tão cabeça dura. – balançou a cabeça em negação – Quando ele se mudou lá para casa, Woojin me disse que o irmão mais novo dele queria falar comigo e me surpreendi ao ver Seungmin sentado no meu sofá. Me contou sobre sua amizade, que tinha acabado naquela mesma semana, com Changbin e que o namorado dele não era lá essas coisas e que foi por isso que eles brigaram e o Binnie saiu de casa. 

– O que Hyungu tem a ver com isso? – o Lee estava confuso, Hyungu, até então, tinha sido um cara legal. 

– Ele traiu o Changbin diversas vezes e continua traindo. – o espanto tomou conta da face de Minho – Seungmin não me disse o que exatamente aconteceu, mas disse que sempre alertou o amigo que sempre preferia ficar do lado do namorado, mesmo que todas as vezes o Kim tivesse provas. E é por isso que ninguém apoia esse relacionamento.

– Misericórdia. – foi tudo o que saiu da boca de Minho – O buraco é bem mais embaixo do que eu pensei. 

– Mas e o Jisung, hein? Chama ele para sair amanhã. – sugeriu balançando as sobrancelhas com um sorriso sugestivo no rosto.

– Amanhã você e o Woojin vão jantar na casa da mãe dele, Changbin vai sair com Hyungu. – disse e Chan indagou onde estava o problema – Quem vai ficar com Innie? 

– É verdade. –  exclamou, mas logo pareceu se lembrar de algo – Ele tem 19 anos, por que a gente está preocupado com isso? 

– Porque da última vez que ele ficou sozinho esqueceu a torneira da pia aberta e alagou o apartamento. – relembrou Minho.

– Depois a gente resolve isso. 

[...]

Woojin tinha saído do trabalho e insistiu em buscá-los na faculdade, tinha deixado Changbin na casa do namorado e assim que deixou Minho e Jeongin em casa, seguiu com Chan para a casa de sua mãe. Atravessaram o saguão em silêncio em direção ao elevador principal, subiram para o 3º andar onde residiam no apartamento 305. O silêncio do saguão até o elevador se seguiu até entrarem no apartamento e Jeongin dizer que não precisava se preocupar com o jantar que ele iria se deitar e com fé acordava amanhã. 

Lee apenas assentiu fazendo um breve carinho no cabelo do mais novo e se deitou no sofá, ligou a televisão e começou a passar os canais procurando algo interessante para assistir. Seu celular jogado no espaço ao seu lado vibrou e a tela acendeu mostrando que havia uma nova mensagem. E para a surpresa de Minho, era Jisung. 

@j.one: nossa vai me deixar no vácuo mesmo

@leeknow: desculpa na vdd eu não sabia oq responder 

@j.one: bom poderia me responder se quer sair comigo tipo assim agora

@leeknow: agora?????

@j.one: é agora mesmo nesse exato momento ou eu posso ir na sua casa pq digamos q eu esteja perto

@leeknow: só um minuto

Era tudo ou nada. Tinha a faca e o queijo na mão, só precisava se certificar de que Jeongin estava dormindo bem e confirmar para Jisung ir visitá-lo. Bom, era o que o Lee pensava. Na escuridão que abrangia o cômodo, apenas a luz do poste que entrava pela janela aberta iluminava a silhueta do garoto. As cortinas voavam e batiam de volta na janela e na parede com a força do vento, então decidiu fechar a janela e ligar o ar-condicionado. Com tudo feito e pronto para sair do quarto, estranho o fato de que mesmo que o Yang tivesse um sono pesado quando estava cansado, ele estava quieto demais, não havia se movido desde que Minho entrara no quarto. Se aproximou da cama e logo riu desacreditado. O mais novo tinha fugido pelas escadas de emergência pela lateral do prédio enquanto ele jurava que Jeongin estava dormindo.

@leeknow: jisung socorro

@j.one: oq houve? tá passando mal? 

@leeknow: jeongin fugiu de casa

@j.one: meu pai do céu 

@leeknow: e agora oq é q eu faço jisung? 

@j.one: sei lá 

@leeknow: ajudou pra caralho hein 

@j.one: desculpa ai 

No mesmo segundo a campainha tocou e Minho correu para a porta, pensando que talvez Jeongin tinha percebido a burrada que fez e voltado para casa. No entanto, era Jisung com um moletom três vezes maior que ele, sorridente.

– Como você chegou aqui tão rápido? – indagou confuso. 

– Felix se mudou para o andar de baixo, quem sabe eu venha morar com ele. O salário de garçom não é dos melhores. – explicou sem tirar o sorriso do rosto – Bom, já que você está sozinho, não quer vir jantar com a gente? Quer dizer, na verdade você vai fazer e a gente ajudar porque nós dois na cozinha não dá certo. 

– E Jeongin? Ainda não sei onde ele está. – lembrou, saindo apartamento e trancando a porta. Ainda estava com a mesma roupa que fora para faculdade, mas já era tarde demais para inventar de tomar banho.

– Ah sim, Felix me disse que Seungmin disse a ele que iriam sair hoje para fazer sei lá o que. – contou Jisung apertando o botão do elevador diversas vezes como se fosse chegar mais rápido do 10º andar ao 3º. 

– Então você está me dizendo que Jeongin está em um encontro com o casal 20? – questionou tentando assimilar o que tinha acabado de escutar. A resposta fora positiva.

– Ai Jisung eu estou passando mal. – choramingou dramático – Seungmin tem comportamentos estranhos, Hyunjin é meio… não sei, as vezes ele dá uma pane no sistema. 

– Relaxa hyung, podia ser pior, não sei como, mas sempre dá para piorar. – sorriu amigável acariciando o ombro do mais velho. 

“Realmente, pior do que está não pode ficar.”, pensou e logo as portas do elevador abriram a sua frente. 

E ficou.

 


Notas Finais


não deem fuga crianças isso é errado
até sexta ou sábado


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