História Electra Heart - Castiel (Amor Doce-Amour Sucré) - Capítulo 13


Escrita por:

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Bia, Boris, Castiel, Dakota, Kentin, Leigh, Lysandre, Melody, Nathaniel, Priya, Rosalya, Violette
Tags Alexy, Ambre, Amor Doce, Amor Doce Fanfic, Armin, Castiel, Castiel Fanfic, Castiel Hentai, Castiel Hot, Dake, Docete, Hentai, Hot, Kentin, Kentin Fanfic, Kentin Hentai, Lysandre, Lysandre Fanfic, Lysandre Hentai, My Candy Love, Nathaniel, Nathaniel Hentai, Novela, Romance, Rosalya
Visualizações 176
Palavras 5.008
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Hentai, Musical (Songfic)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aaaaaaa eu sei que eu demorei muito me perdoem por favor. Eu estava estudando muito e não tive tempo pra trazer uma att, entrei de férias ontem e prometo que vou compensar vocês! Quem sabe eu consiga postar um cap dia sim, dia não, ein?

EU ODEIO O NOVO SISTEMA DE PA/CASH, FIQUEI UM FUCKING MÊS SEM JOGAR SÓ PRA JUNTAR DINHEIRO, EU VO EXPLODIR A BEEMOOV!!!

O CAPÍTULO ESTÁ GRANDE PORQUE VOCÊS MERECEM!!! UMA BOA LEITURA PQ ESSE CAPÍTULO PROMETE, MEUS AMORES.

Capítulo 13 - Eleventh Chapter - Obsessions


Fanfic / Fanfiction Electra Heart - Castiel (Amor Doce-Amour Sucré) - Capítulo 13 - Eleventh Chapter - Obsessions

C A P Í T U L O  O N Z E 

"Nós temos obsessões, quero apagar todos os pensamentos desagradáveis que me incomodam todos os dias de cada semana. Nós temos obsessões, você nunca me disse o que te fez forte e o que te fez fraco." - Obsessions (Marina Diamandis)

- Não tem jeito, Electra! Isso é chato demais. - Reclamou Castiel enquanto cruzava os braços em alinhamento com o seu peito e eu ri da do seu ar de desistência. Temos um teste de História sobre a Revolução Francesa amanhã e Valerie me pediu para ajudar o garoto de cabelos vermelhos a estudar, porém ele está muito defensivo, como se mal quisesse tentar. 

Estávamos os dois no quarto de Castiel e eu estava curiosamente confortável com a situação, o quarto de alguém me parecia algo muito pessoal, como um covil de segredos. Talvez eu tivesse essa impressão porque meu quarto sempre esteve rodeado de pinturas de minha autoria em todos os lugares, mas sinceramente não sei. O cômodo possuía as paredes pintadas em cinza, pôsteres das mais clássicas até as mais atuais bandas de rock, decoravam as paredes, deixando o local mais ousado, era totalmente a cara de Castiel. Em sua larga cama, um lençol vermelho e sua guitarra da mesma cor ali repousava. O quarto dele era até bem arrumado, mais arrumado que o meu, o que me fez ficar até envergonhada de mim mesma. Afastando-me de meus pensamentos, voltei a minha atenção ao aprendizado de Castiel, ou a tentativa dele. 

- Ah para, não é tão difícil de entender... - Comentei enquanto encarava Castiel e então ele bufou, ainda com os braços cruzados. - Vamos, me diga o que aprendeu. - Eu disse determinada enquanto virava o meu corpo em sua direção, ajeitando-me na cadeira em uma posição confortável. 

Castiel olhou para os lados e dirigiu a sua mão lentamente até a mesa onde se encontravam os livros de História, entre outros materiais escolares como marcadores de texto, lápis e canetas. Ele pegou numa caneta e começou uma espécie de brincadeira com ela por entre os seus dedos, naquele típico malabarismo de um baterista e sua baqueta. Eu o observei atenta, enquanto ele parecia estar organizando em sua cabeça, toda a matéria que eu pacientemente o expliquei durante toda a noite. 

- Vejamos, os burgueses queriam mais prestígio social e os pobres queriam melhores condições de vida... - Ele começou inseguro enquanto me encarava e eu assenti, indicando-o que estava no caminho certo. - ... Então o caso acabou numa assembléia que se dividiu em três partidos que mais tarde foram derrubados, tornando-se o governo daquele cara, hum... - Castiel continuava os malabarismos com a caneta enquanto mordia o lábio, tentando se lembrar o nome de um dos mais famosos imperadores e eu ri um pouco com a situação. Era um tanto adorável, vê-lo a se esforçar, por mais que no início a má vontade pairasse a sua aura pesadamente. 

- Napoleão Bonaparte, Castiel. - Eu disse num sorriso moderado e o garoto dos cabelos vermelhos deixou os malabarismos para bater com a caneta em sua cabeça, como se estivesse frustrado por ter esquecido um ponto tão crucial da Revolução Francesa. 

- Você pinta e ainda é boa em História, Filosofia, Sociologia e Geografia. Tem algo que não saiba fazer?! - Ele disse em tom de indignação em relação a minha aptidão quanto as matérias e eu ri levemente. Castiel continuava sério, então eu resolvi contá-lo uma pequena história. 

- Escute, eu era péssima em matemática, até que um professor me ensinou a enxergá-la de forma mais conceitual e não tão lógica e complicada. - Comecei enquanto pousava a minha mão sob o braço de Castiel, fazendo com que ele pousasse o seu olhar em mim, direcionando toda a sua atenção para a minha sentença. Peguei numa régua que havia na bancada de Castiel que media um total de trinta centímetros. - Está vendo essa régua? Ela só mede trinta centímetros porque um dia alguém denominou que isso valeria trinta centímetros. Mas trinta centímetros não seria a mesma coisa que trinta quilômetros, que não é a mesma coisa que 30 metros, que não é a mesma coisa que polegadas. E isso não significa que alguma dessas medidas está errada, são bases de medidas diferentes, pontos de vista diferentes, números são apenas denominações sob um ponto de vista, assim como vemos em Filosofia, História e etc. - Eu o expliquei e Castiel soltou um risinho raso enquanto puxava as suas madeixas escarlate para trás. 

- Você é naturalmente inteligente para tudo, apenas admita, garotinha, é uma dádiva. - O garoto escarlate disse, fazendo-me sentir lisonjeada.

- Mas eu não acho que inteligência seja uma questão de se adequar a matérias escolares, acredito que seja algo bem mais além disso. - Respondi. Eu não achava muito educado desviar dos elogios de Castiel, até porque eles não eram muito frequentes, mas a ideia de inteligência baseada nesse tipo de aptidão, pra mim, parece uma ideia tão vazia. 

- Então, vai me dizer que sou inteligente? - Castiel perguntou irônico.

- Todo mundo é, mas do seu jeito... - Respondi breve e permanecemos em silêncio por alguns instantes.

Castiel me encarou como se estivesse procurando algo em meu rosto, parecia estar tentando, de alguma forma, me ler. E então eu me senti mais intimidada do que nunca sob o seu olhar. Pus as mãos sob o tecido grosso do meu suéter marfim, apertando-o com os meus dedos. Tentava me distrair daquele momento intenso, mas era impossível contando com aqueles mórbidos olhos cinzentos olhando diretamente para mim. Era como uma rua sem saída. 

- Você é uma garota bem desprendida de tudo não é, Electra? - A pergunta de Castiel quebrou o silêncio traumático entre nós dois, preenchendo o cômodo com a sua rouquidão atraente. O garoto escarlate mexia nas páginas do livro de História enquanto eu permaneci imóvel, perguntando a mim mesma, o que a pergunta do garoto significava exatamente. - Digo, não te vejo muito presa ao celular, tirando fotos e mandando mensagens a todo o tempo. É raro ver alguém assim, principalmente contando que você está em outro país. - Ele disse, pousando o seu olhar sobre mim novamente. 

Eu não sabia ao certo o que responder, eu tinha tanta mágoa guardada entre histórias e recaídas. Prometi a mim mesma e a minha mãe que tentaria recomeçar quando viesse para a Inglaterra, prometi que não pensaria nisso. Londres me deu uma perspectiva sobre pessoas e confiança, mas ainda sim eu não me sentia cem por cento confortável, por mais que soubesse que a minha reputação não me seguira até aqui. Então por aquele momento eu tentei não absorver todas aquelas energias ruins que me pairavam e finalmente renunciar daquela posição desgraçada na qual eu nunca concordei em estar. Naquele momento e para Castiel, eu seria apenas eu, apenas a Electra. Ele nunca me viu de forma diferente e não veria agora, eu precisava me convencer disso. 

Olhei para Castiel , porém meu olhar pairava o seu busto, eu não estava muito confiante para encará-lo nos olhos. Remexi-me sob a cadeira, tentando não demonstrar o quão insegura estava naquele momento, mas aquilo parecia impossível. Se pudesse me ver agora, juraria que meus olhos castanhos expressavam a dúvida e minhas sobrancelhas inevitavelmente cerradas complementariam o enredo com excelência. Então, eu respirei fundo, tomando a coragem de encarar o garoto escarlate nos olhos, rezando internamente para que sua chama me aquecesse daquela era glacial em meu interior. 

- Os poucos amigos que eu tinha se afastaram de mim faz um tempo... digamos que envolve minha ingenuidade, um garoto mau, uma decisão errada e a minha reputação. - Eu disse calmamente com um tom de voz baixo, porém não inaudível. Castiel não esboçou reações, apenas me olhou como se estivesse tentando me ler, tentando encaixar cada pista que eu dei de acordo com o que conseguia ver, em busca de uma hipótese. Hipóteses são perigosas, e eu sei disso melhor que ninguém. 

- Bom, por conta da sua ingenuidade, você se envolveu com um garoto mal e dentro desse relacionamento você tomou uma decisão errada e ele destruiu a sua reputação? É isso? Bom, é uma visão bem superficial do seu problema, mas baseado no que me disse eu não poderia ter pensado em algo melhor. - Castiel respondeu num sorriso reconfortante e eu respirei fundo.

Ele estava sendo deveras compreensivo e mesmo que eu não estivesse pronta para contá-lo a história explícita e sem cortes, senti nele algo que não havia sentido antes. Castiel havia me mostrado a sua compaixão e aquele era um lado sereno e intrigante dele, era como um oasis no meio do deserto e naquele momento eu me sentia bem por ele ter me mostrado o caminho até o seu oasis tão secreto a olho nu. Percebendo o meu silêncio, o garoto escarlate pôs as mãos sob os livros, fechando-os sutilmente. 

- Parece que acabamos... - Ele disse enquanto empilhava os livros no canto da bancada.

Eu permaneci imóvel, muito se passava pela minha mente, mas o pouco que meus lábios conseguiam expressar em palavras simplesmente não era suficiente pra mim, nem nunca seria. Uma vez me disseram que muitos pintores não eram bons com palavras ditas, pois o silêncio de suas pinturas era mais alto que qualquer som que as cordas vocais pudessem alcançar. E eu me convenci disso durante todos esses anos, escondendo os problemas obscuros nas cores em pastel e pondo as minhas fantasias resplandescentes por debaixo das cores lúgubres, ignorando os meus próprios medos, convencendo-me de que era normais. "Males da adolescência", dizem eles, pois agora eu digo que são males do ser humano. Agora eu tinha a certeza que precisava deixar simplesmente que todas as cores se misturassem.

- Eu me apaixonei por algo que achava ser real... - Comecei um pouco relutante e Castiel deixou de arrumar os livros para me encarar. O seu olhar expressava confusão e surpresa. Não sabia ao certo o porquê. talvez porque ele não esperava que, de fato, eu já tivesse entregado o meu coração a alguém, ou talvez porque não esperava que eu realmente o contaria o porquê da minha reguarda. 

É tão difícil deixar a armadura cair depois de tanto tempo, mas às vezes deixar ir, era menos doloroso do que continuar segurando. 

- Como assim? - Perguntou Castiel, voltando toda a sua atenção para mim.

- Tinha um garoto e... - Comecei, porém o Castiel me interrompeu.

- Ah, a história sempre tem que começar assim, não é? - Ele disse num sorriso sarcástico, porém ainda conseguia sentir a sua ternura. Estava com ele a tempo suficiente para compreender o seu senso de humor, então aquilo não me fez sentir acoada, mas mais confiante, mais familiar.

- É a maioria das histórias que começam assim não terminam bem, não é? - Perguntei irônica enquanto sorria timidamente e acomodava-me melhor em meu acento. Encarei o chão por alguns segundos, preparando-me para continuar minha fatídica história. - Enfim, o nome dele era Adrian e eu tinha meus dezesseis anos. Eu era nova na escola e muito tímida, até que eu vi esse garoto e ele era tão bonito, cobiçado e... sei lá, eu simplesmente senti a vontade de retratá-lo nas minhas telas. Depois de algumas semanas observando-o de longe, ele mesmo veio falar comigo, disse que percebeu que eu o estava observando e ficamos amigos. Talvez mais que amigos... - Eu fiz uma pausa para me recompor, relembrar tudo aquilo ainda me doía e me dava raiva de certa forma. Eu detesto lembrar o quanto amei Adrien, o quanto eu me submergi num amor que não era real e pensei que ele me compreendia.

Olhei inevitavelmente para as minhas mãos pousadas sob meu colo, estava acoada novamente. O rosto de Adrien oscilava em aparições na minha mente, proporcionando-me uma leve repulsa. E lá estava eu, acoada e desconfiada à deriva de Castiel novamente. Pus uma mecha de meu longo cabelo castanho para trás da minha orelha e respirei fundo afim de me acalmar, sem muito sucesso. De repente senti a mão de Castiel em meu queixo puxando-me a olhar para ele. Eu estava sentindo a angústia tomar conta de todo o meu tórax, enrijecendo o meu pescoço, estava a beira do choro, mas eu não queria chorar na frente dele, estava me sentindo tão idiota. 

- Pare com isso, Electra, não precisa me contar. - Ele pediu compreensivo enquanto movia a mão de meu queixo para as minhas bochechas, acariciando-as com uma delicadeza a qual eu não esperava. 

Eu queria entrelaçar os meus braços no tronco de Castiel, eu precisava desesperadamente de um abraço dele, mas não me prestaria a isso, então só desejei correr dali, estava tão envergonhada. 

- E-Eu... vou dormir. Me desculpa...- Eu disse pausadamente enquanto fingia estar ajeitando uma mecha de cabelo em meu rosto quando na verdade apenas enxugava uma lágrima que houvera escapado. 

Castiel não disse nada, apenas moveu a sua mão da minha bochecha ao meu pescoço e se aproximou de mim lentamente. Os seus olhos não deixavam de correr pelo meu rosto nem por um segundo, como se quisesse guardar cada detalhe do meu rosto, numa investigação irrelevante dos meus traços. Eu fechei os meus olhos fortemente quando senti os seus lábios molhados se unirem aos meus num toque leve e demorado. Percebi que aquilo era mais para um beijo de consolação e ternura, não havia intensidade nem calor, mas havia sentimento e por mais que essa não seja uma ação típica de uma amizade, eu senti que, de fato, ele estava apenas me confortando como um amigo, o meu melhor amigo. 

O garoto escarlate se afastou de mim e me olhou nos olhos, ele era sempre tão confiante diante de mim, que me fazia sentir patética.

- Dorme comigo. - Castiel pediu fazendo-me arregalar os olhos. - O que? Não seria primeira vez que dormiríamos juntos, adormecemos no sofá faz dois dias. - Ele disse naturalmente enquanto se levantava de sua cadeira e se virava de costas para mim.

Era verdade que havíamos adormecido juntos no sofá antes, ambos acordamos no meio da noite um pouco confusos e com uma manta aconchegante que a mãe de Castiel nos cobriu quando chegou do trabalho e nos encontrou naquele estado. Felizmente ela não fez nenhuma ressalva sobre isso, até porque a televisão permaneceu ligada e dava um evidente cenário de que estávamos apenas assistindo algo e acabamos por adormecer sem mais vertentes no desfecho. 

Intrigava-me a maneira como ele conseguia me fazer esquecer dos problema, num segundo eu estava basicamente desmoronando diante dele e no outro segundo eu já estávamos discutindo sobre onde eu iria dormir. A ideia de estar tão perto dele fisicamente me deixava com vontade de estar com ele dessa maneira, mas o meu desconforto me fazia transitar entre o não e o sim, mas eu conheço Castiel. Se eu disse não ele provavelmente nem iria aceitar. 

Voltando a minha atenção para o garoto escarlate, vi as suas mãos pairarem a barra de sua camisa e puxá-la para cima, fazendo-me arregalar os olhos. Era a primeira vez que eu o via sem camisa e definitivamente senti o meu rosto esquentar em vergonha. Não pude evitar olhar as suas costas despidas e os seus músculos tão bem definidos nela. Castiel virou o pescoço para me olhar e ao ver a minha expressão surpresa ele riu como de costume. era como se eu passasse o dia todo escutando as suas risadinhas sarcástica, aquilo já soava como música pra mim. 

- E o que a sua mãe vai achar de me ver saindo do seu quarto pela manhã? - Eu perguntei enquanto me levantava da cadeira. Castiel finalmente se virou de frente para mim e eu tive que me controlar para não encarar o sei peitoral, eu não queria dar deixas para que ele começasse com as suas piadinhas auto-enaltecedoras. 

- Ela não vai pensar nada, porque ela sabe que você se propôs a me ajudar em história, vai apenas pensar que adormecemos enquanto estudávamos. Além do mais, o quarto dela fica ao lado do meu, ela ouviria qualquer coisa e não vai pensar que estávamos transando aqui se esse é o seu medo, Electra... - Ele disse enquanto se aproximava mais de mim. Eu tinha a certeza de que ele só me propôs aquilo, pois queria me consolar no ápice da minha tristeza ao tentar contar o meu passado para ele, mas como sempre, ele transformava nossos momentos de pura ternura, numa grande sacanagem.

Castiel pôs as suas mãos nos meus braços e as desceu lentamente até as minhas mãos. Eu respirei fundo ao sentir o seu toque, tão quente sob a minha pele, e como eu queria estar perto dele, mas sentia que não era a hora.

- Hoje não, Castiel, acho que... eu preciso ficar sozinha. - Eu disse enquanto ele entrelaçava os seus dedos nos meus e puxava os meus braços para trás numa risada de satisfação, Castiel estava tentando me convencer.

Então ele prensou o seu peito contra mim e num movimento incompreensível por mim, eu me soltei de suas mãos as posicionei em seu peito enquanto me aproximava dos seus lábios com leveza. Ao perceber o que estava fazendo, deixei de tocá-lo e me afastei significativamente, ele estava me deixando louca.

- Merda... - Eu disse para mim mesma em voz alta e pude ouvir Castiel rir de mim mais uma vez essa noite. Ele brincava comigo como um gato brinca com o seu novelo de lã, mas ao mesmo tempo eu senti um ar tão protetor nele. - Boa noite, Castiel. - Eu disse mais ou menos recomposta enquanto me dirigia para a porta de saída de seu quarto. 

Já no corredor, achei um pouco grosseiro o fato de não tê-lo encarado enquanto estava saindo, mas não tinha mais forças para olhá-lo no dia de hoje, não depois de ter posto a mão em seu peitoral e quase tê-lo beijado de forma inconsequente. Já não me reconheço mais, quando estou com o garoto escarlate parece que meus maiores medos desaparecem, eu me sinto tão livre, mas ao mesmo tempo tão repreendida. Eu não consigo entender porque o meu coração bate mais rápido, porque eu tenho a vontade constante de tocá-lo e estar no seu abraço, porque eu fico receosa na frente da escola quando ele demora a aparecer, pois começo a imaginar na hipótese de ele ter voltado com a Ambre, porque eu começo a ter imaginações e pensamentos estranhos sobre "nós". Por que essas coisas acontecem? E por que eu me deixo levar por elas?

Estou começando a sentir falta de quando não nos dávamos bem. 

[...] No anoitecer do dia seguinte.

(Hear Jerusalem bells are ringing, roman Cavalry choirs are singing. Be my mirror, my sword and shield, my missionaries in a foreign field. For some reason I can't explain, I know Saint Peter won't call my name. Never an honest word, but that was when I ruled the world) "Ouço os sinos de Jerusalém tocando, corais da cavalaria romana estão cantando. Seja meu espelho, minha espada e escudo, meus missionários em um campo estrangeiro. Por algum motivo que não sei explicar, eu sei que São Pedro não chamará o meu nome. Nunca houve uma palavra honesta, mas isso foi quando eu dominava o mundo..."

Escutei Castiel cantar os últimos versos de sua última performance da noite enquanto tomava mais um gole do meu típico café forte. Toda a plateia aplaudiu o garoto que encontrava-se cada vez mais gratificado a cada público que conquistava, e de fato ele tinha uma presença de palco e um carisma difícil de não se perceber. No meio dos aplausos, ouvia-se o típico suspiro das garotas mais jovens que ali se encontravam. Digamos que Castiel já havia conquistado um pequeno público fixo de garotas que gastavam dinheiro no balcão da cafeteria apenas para ter um motivo para assistir as performances do meu garoto escarlate. Eu achava idiotice, mas Castiel havia se convencido de que eu estava com ciúmes e não pararia de me azucrinar com as suas ideias. 

- Obrigado, Blubird Coffee, vocês são incríveis! - Castiel agradeceu enquanto deixava o violão pousado no suporte e descia do palco.

Enquanto isso Viktor deixava um prato com um brownie sob a parte do balcão onde eu me encontrava, encarei-o confusa e ele logo se explicou.

- É por conta da casa. - Ele disse enquanto piscava para mim com apenas um olho e eu sorri para ele em agradecimento.

- Obrigada. - Respondi enquanto pegava no brownie que Viktor havia me dado e dava uma mordida no mesmo. Suspirei em satisfação ao sentir o gosto do chocolate se espalhar na minha boca. 

Tirei a minha atenção do brownie quando senti a doce presença de Castiel se agraciar diante de mim. Ele encostou um cotovelo no balcão de madeira escura e ajeitou a sua jaqueta de couro preto com a sua mão vaga enquanto direcionava a sua atenção ao Sr. Campbell, o dono da cafeteria, que se encontrava atrás do balcão a ajudar os garçons no expediente de hoje. O homem de meia idade atendia os clientes uma hora ou outra, o que era inevitável já que a clientela aumentou significativamente desde a contratação de Castiel. 

- Me vê uma água sem gás, por favor. - Castiel pediu educadamente e o Sr. Campbell assentiu.

- É pra já. - Ele respondeu simpático enquanto se dirigia ao refrigerador.

Castiel se atreveu a pousar o seu olhar sob mim e eu logo me enrijeci ao senti-lo, não havíamos conversado sobre os acontecimentos da noite passada e eu estou feliz com isso. Não estava a fim de tocar nesse assunto, principalmente sobre a maneira como eu saí de seu quarto. Então resolvi simplesmente falar sobre qualquer outra coisa. 

- Cantou Viva La Vida, eu não pensei que gostasse de Coldplay. - Comentei enquanto terminava de comer o meu brownie e Castiel me olhou com um pequeno sorriso. 

Logo o Sr. Campbell deixou a pequena garrafa d' água pedida por Castiel sob o balcão junto de um copo de vidro com um pouco de gelo e o garoto de cabelos vermelhos agradeceu, voltando a sua atenção para mim em seguida. 

- Eu diria que a minha experiência estudando Revolução Francesa com uma certa inquilina inter-cambista na minha casa, pode ter influenciado a minha escolha. - Ele respondeu e eu ri da maneira a qual ele se dirigiu a mim. Castiel abriu a garrafa d' água, despejando um pouco do seu conteúdo no copo de vidro e bebendo um gole em seguida.

- De qualquer forma, eu senti falta de te ouvir cantando Treacherous. - Questionei-o sobre não ter cantando a música que escreveu para mim. Castiel me encarou com o seu típico sorriso nos lábios e eu sorri também. Tinha a impressão de que estávamos um pouco diferentes desde ontem, mas não é como se não tivéssemos a mais bipolar das relações. Escutei algumas risadas femininas atrás de nós e olhei discretamente. - Eu acho que o seu fã-clube histérico quer falar com você. - Eu disse ironicamente e Castiel riu. 

- Elas são engraçadas, agem como se eu fosse um superastro. - Ele disse de forma debochada.

- Isso é porque elas querem ficar com você, mas confesse que você gosta de toda essa atenção. - Eu disse enquanto dei uma última golada em minha xícara de café e Castiel continuou concentrado em seu copo d' água.

- Eu confesso só se você confessar que está com ciúmes dessas garotas. - Ele disse divertido, agora deixando o seu copo sob o balcão e virando o corpo na minha direção. 

- Eu não tenho ciúmes de você, deixe de ser tão convencido! - Eu disse irritada sem olhá-lo e o garoto escarlate riu. 

- Adoro te ver brava, mas relaxa, garotinha... - Castiel aproximou os lábios do meu ouvido e eu estremeci em nervosismo. - Eu prefiro pintoras viciadas em Van Gogh e ouvintes de Winged Skull. - Ele terminou a sua sentença num sussurro e mordeu o lóbulo da minha orelha, deixando-me sozinha e indo falar com as tais garotas em seguida. Eu permaneci paralisada diante do balcão igual uma idiota sem reação alguma. 

Olhei para trás de leve, podendo ver Castiel cumprimentando o seu "fã-clube histérico". Voltando o meu corpo para o balcão novamente, pus os dedos no lóbulo da minha orelha, limpando a pouca saliva que Castiel havia deixado por ali e respirei fundo. Parecia que ele sabia que eu estava mais estranha desde ontem e está apenas me provocando, fazendo-me chegar ao limite. Pensei que fossem apenas os meus hormônios de adolescente gritando dentro de mim, mas era algo mais que isso, esse tipo de desejo eu já senti por outros rapazes mais vezes do que gostaria, mas com Castiel é diferente. É algo pior, quase como uma doença ou uma obsessão. Estava me sentindo doente, queria que isso parasse. 

- Electra? - Ouvi alguém me chamar e tocar a minha cintura ao mesmo tempo e assustei-me de leve. Ao me despertar de meus pensamentos, logo vi que tratava-se apenas Viktor. 

- Ah! Oi, Viktor. Perdão, eu estava meio pensativa, você disse alguma coisa? - Perguntei educadamente, ainda recuperando-me do devaneio. 

- Eu ia te fazer uma pergunta, tem que ser bem rápido porque ainda preciso voltar ao trabalho e bom... Eu espero não estar sendo inconveniente. - Eu cerrei as minhas sobrancelhas perguntando-me mentalmente o que teria de tão sério para Viktor fazer todo esse suspense.- Você e o Castiel tem alguma coisa, tipo... além de amizade? - Viktor executou a sua pergunta e eu gelei diante dele de imediato. 

- O que? Não! O que te fez pensar nisso, Viktor? Nós, nós somos  apenas amigos. - Eu disse, tropeçando entre as palavras. Temi que ele tivesse percebido algo, mesmo que eu e Castiel realmente não tivéssemos algo, propriamente dito, é estritamente proibido ter relações sexuais durante o intercâmbio e mesmo que nossos afetos não significassem isso, as pessoas poderiam tirar conclusões de que estamos dormindo juntos. 

- Ah, que bom porque eu queria saber se você não quer... sair comigo um dia desses. - Viktor perguntou e meus lábios abriram-se em surpresa inevitavelmente. Eu não fazia ideia do que responder, ou de como agir. Encarei Castiel por trás das costas de Viktor e respirei fundo, ainda sem saber o que dizer. 

- Viktor, eu... - Comecei, mas o garoto de cabelos negros me interrompeu. 

- Relaxa, olha... se você não quiser responder agora, ou se simplesmente não estiver interessada eu não vou ficar chateado. Eu só te achei uma garota muito amável e Lysandre me mostrou algumas das pinturas que você fez baseadas nas poesias dele e eu me encantei pelo seu talento, pensei que poderíamos nos conhecer melhor, quem sabe. - Ele disse de forma totalmente compreensiva enquanto tirava um papel de dentro do bolso de seu avental, dirigindo-o para mim logo em seguida. - Aqui está o número do meu celular, caso queira falar comigo até como amigo mesmo, não tem problema. Bom... eu tenho que voltar ao trabalho. Tenha uma boa noite, Electra. - Viktor terminou voltando a sua atenção para os clientes distribuídos nas mesas e eu assenti e peguei no pequeno papel, ainda sem saber o que dizer. Quer dizer, Viktor é um amor, mas... eu e ele? 

[...]

Estávamos eu e Castiel sentados lado a lado nas poltronas da divisória frontal do carro dele, em silêncio. Eu não conseguia tirar da cabeça o peso de agora ter que lidar com minha guerra interna sobre Castiel e agora com o pedido amável de Viktor, mas uma certeza eu tinha: Eu não quero ter algo mais com o Viktor, de forma alguma. Ele me deu completo espaço para que eu me decidisse e pareceu estar, de fato, interessado em mim como pessoa. Então eu encarei o garoto de cabelos vermelhos ao meu lado. Percebi a maneira como as luzes dos postes atravessavam a janela e oscilavam, refletindo no vermelho de seu cabelo e iluminando o seu rosto. Ao mesmo tempo, amassei o papel que ainda se encontrava na minha mão, pondo-o por debaixo do meu corpo afim de escondê-lo. 

- Já que você não vai falar nada, eu mesmo vou perguntar. O que você e Viktor estavam cochichando lá no balcão? - Castiel perguntou descontraído com a sua atenção voltada para o trânsito noturno e eu o olhei, um pouco insegura.

- Ele... ér... me chamou pra sair. - Eu respondi hesitante, mas Castiel permaneceu com a sua posição descontraída. 

- Por que estava tentando esconder isso de mim? - Ele perguntou sincero e eu acabei por fazer a mesma pergunta para mim mesma. 

- Ah, eu não queria esconder, só achei que não fosse algo importante. - Eu respondi enquanto voltava a minha atenção para a janela ao meu lado, encarando a paisagem das ruas escuras.

- E você vai sair com ele? - O garoto escarlate perguntou, agora com a voz um pouco mais rígida. Eu me atrevi a olhar para ele afim de ver a sua expressão, porém ele não estava muito diferente de alguns segundos atrás. 

- Bom... Viktor é meu amigo, mas sei lá. Não me encheu os olhos. - Eu disse enquanto me ajeitava na poltrona do veículo. Pude escutar Castiel soltar uma leve risada, deixando-me confusa do porquê. 

- Ah, então quer dizer que eu te enchi os olhos... - Ele disse num tom malicioso e eu revirei os olhos. É incrível a maneira como ele sempre encontra uma deixa para se auto-promover. 

- Você me enche o saco, isso sim! - Exclamei divertida enquanto dava um pequeno empurro em seu ombro. 

O pior é que aquela brincadeira tinha um pequeno fundo de verdade. Castiel não apenas me encheu os olhos, como passou a encher as minhas telas e consequentemente, está começando a preencher o meu coração e... tenho medo. 

 

 

 

 


Notas Finais


Parece que alguém está se apaixonando e sentindo um certo tesão pelo crush ein? kkkkkk

Não esqueçam do comentário, eu vou responder o que falta hoje, prometo, prometo, prometo.

Ps:: Estou viciada em BTS, não sei falar coreano e fico resmungando as músicas td errado kkkkjjjj. Será que me tornarei parte das army? Hahaha. Quem sabe.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...