História Electra Heart - Castiel (Amor Doce-Amour Sucré) - Capítulo 15


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Bia, Boris, Castiel, Dakota, Kentin, Leigh, Lysandre, Melody, Nathaniel, Priya, Rosalya, Violette
Tags Alexy, Ambre, Amor Doce, Amor Doce Fanfic, Armin, Castiel, Castiel Fanfic, Castiel Hentai, Castiel Hot, Dake, Docete, Hentai, Hot, Kentin, Kentin Fanfic, Kentin Hentai, Lysandre, Lysandre Fanfic, Lysandre Hentai, My Candy Love, Nathaniel, Nathaniel Hentai, Novela, Romance, Rosalya
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Palavras 3.707
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Hentai, Musical (Songfic)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


EU SEI QUE EU DEMOREI, NÃO ME MATEM, POIS TENHO EXPLICAÇÕES! LEIAM AS NOTAS FINAIS

Capítulo 15 - Twelfth Chapter - Guilty (Parte Dois) "O Céu Escondido"


C A P Í T U L O  D O Z E  ( P A R T E  D O I S )

"E quando você começa a sentir a agitação, Uma dor de cabeça rubra, um rubor dolorido E você se rende ao toque, você saberá. Eu posso te mostrar, você não vê o que está encontrando? Isso é um paraíso escondido." - Heaven In Hiding (Halsey)
 

C A S T I E L 

- Por favor, Castiel, pode ir. Eu estou bem, eu juro, depois que eu tomo o remédio eu volto ao normal. - Implorou Electra enquanto se contorcia de leve em sua cama, procurando por uma posição confortável. Entretanto eu não conseguia simplesmente deixá-la por ali sem respostas concretas do que havia acontecido. A morena não queria me dizer o porquê de toda aquela angústia e eu via nos olhos que aquela crise de ansiedade havia um motivo mascarado. 

Nossa noite não havia durado tanto quanto havíamos planejado, quando percebi que havia algo de errado no semblante de Electra, eu fui ao seu encontro por intuição, podendo encontrá-la chorando e agonizando no chão do corredor do anfiteatro. Sem muita cerimônia, a minha primeira reação foi tirá-la do chão e aquela já seria a segunda vez que eu teria de segurar a morena daquela forma. Ela estava pálida e sem muita força física, tentava se convencer de que conseguiria ficar de pé sem a minha ajuda, mas não obteve o êxito esperado. Electra agia de forma inconsequente e relutante, ao mesmo tempo que parecia estar perdida em meio aquela situação. 

O pouco que ela se limitava a falar era para que eu voltasse lá pra dentro, que ela apenas precisava de um momento sozinha para se recompor, mas aquilo claramente não era verdade. Eu me senti tão mal por estar presenciando um momento tão vulnerável dela, e só de pensar que ela já havia sofrido algo similar quando a deixei sozinha pelas ruas de Londres semanas atrás, o meu coração apertou. Carreguei Electra em meus braços como se ela fosse a coisa mais frágil do mundo, entretanto ela parecia. Mesmo assim, quando chegamos ao andar de baixo, ela havia me convencido de que podia andar sozinha, feito que, de fato, ela já era capaz. 

Algumas poucas pessoas que não estavam assistindo ao concerto, perguntaram-nos se havia algo de errado com a Electra e se ela precisava de ajuda. Eu percebi que havia uma pequena equipe de primeiros socorros instaurada no local e meu primeiro reflexo seria pedi-los alguma orientação sobre a situação da garota apoiada em meu ombro, porém ela foi mais astuta e mesmo com a voz um pouco arrastada, respondeu-os que estava tudo bem e que ela estava apenas enjoada. Eu ia me pronunciar, mas Electra me lançou um olhar que me implorava para não dizer nada, e eu acabei cedendo em respeito às decisões dela. Era estranho, mas ela parecia ser a única que me fazia baixar a guarda, a única que me fazia pensar duas vezes antes de falar o que penso. 

Sem mais delongas eu a trouxe para casa, ela tomou o seu calmante e já por agora quer enxotar-me de seu quarto. Mas eu não queria deixá-la sozinha. 

- Eu sei que tem algo mais... - Eu disse calmamente enquanto me sentava na cama ao lado do corpo de Electra. - Não quer me contar o que aconteceu? - Sugeri um pouco hesitante, enquanto meus dedos brincavam com a ponta dos cabelos castanhos da garota ao meu lado. 

O olhar de Electra permanecia unilateral, infelizmente ela olhava para o lado contrário de onde eu estava. Eu não conseguia entender o porquê de ela ser tão resguardada, mas tinha que respeitar o tempo dela. Pergunto-me sobre a história daquele tal de Adrian que ela comentou comigo dias atrás, provavelmente um troglodita escolar que a fez mal de alguma forma. Então, ela finalmente olhou para mim, os seus olhos estavam marejados e inchados de tanto chorar, o seu peito subia e descia com menos frequência quanto mais cedo, sinal de que ela estava mais calma. Aqueles olhos castanhos escondiam tantos segredos dos quais eu queria saber. 

- Ah, Castiel, não hoje. Eu... só preciso ficar sozinha. Eu não quero que me veja assim, detesto que me vejam assim. - Ela disse pausadamente enquanto levava as suas mãos aos seus olhos, no intuito de enxugar as suas lágrimas. 

- Assim? Assim como? - Eu perguntei confuso enquanto cerrava as sobrancelhas e observava Electra com ainda mais atenção.

- Detesto que me vejam tão frágil e devastada, sinto-me envergonhada por ter te dado trabalho. - Ela explicou sutilmente enquanto sua mão esquerda encontrava-se passeando lentamente pelo lençol e a sua mão direita pousada em seu estômago.

Aquele momento era tão simples, mas tão intenso, Electra me encarava como se precisasse saber o que eu pensava sobre ela naquele exato momento e talvez, para a sua surpresa, eu só pensava no quanto não queria que ela sofresse ou se sentisse humilhada por sofrer de Transtorno de Ansiedade. 

- O único trabalho que você me dá é o de me manter acordado escrevendo músicas sobre você... - Eu disse num tom de voz quase inaudível, não sei dizer se ela escutou, mas ela não havia dito nada, então resolvi contornar a situação ao confortá-la. - Você não precisa se envergonhar por ter momentos de fragilidade, todo mundo passa por algo parecido uma vez ou outra. - Comecei enquanto passava os meus dedos levemente pela bochecha quente de Electra. - Aliás, eu sei que pareço indiferente, às vezes, mas você pode contar comigo, garotinha. Quando estiver pronta para desabafar e deixar sair tudo isso que está afligindo você, só quero que saiba que eu estarei aqui para ouvir. - Terminei enquanto enxugava as suas lágrimas com o meu dedo indicador. 

Electra respirou pesadamente e me soltou um sorriso moderado que fez a minha noite valer a pena. Ela é tão bonita sorrindo, não queria a ver chorar nunca mais. 

- Obrigada, Castiel... - Ela disse sutilmente e eu assenti. 

- Bom, vou deixá-la descansar. Boa noite, garotinha... - Eu disse brevemente enquanto me levantava da cama de Electra.

Fiz meu caminho até a saída do quarto e escutei a voz de Electra responder-me em tom baixo. Sorri para mim mesma e deixei o cômodo sem mais delongas, contendo-me do desejo de estar ao lado dela por cada segundo daquela noite, limitando-me apenas a escrever sobre ela, sentindo-a a cada verso, cada nota e cada canção. 

[ . . . ] Anoitecer do dia seguinte.

O decorrer do dia não havia sido dos melhores, para falar a verdade, foi o pior dia de toda a semana. Electra convenceu a minha mãe de que estava doente, fazendo com que ela a levasse as refeições no quarto durante todo o dia. Eu sabia muito bem que nada daquele teatro era verdade, ela estava mal, de fato, mas não por doença. Electra não deu as caras em nenhum momento e por mais que eu estivesse preocupado e terrivelmente curioso, eu não me atreveria a entrar no quarto dela sem que eu fosse chamado e já que se passou um dia todo sem que ela ao menos dissesse o meu nome, eu tinha a certeza de que ela não queria me ver. Isso me fez ficar um pouco chateado de alguma forma que não sei explicar. 

Um domingo inteiro sem a minha garotinha, me limitei a permanecer no sofá da sala assistindo qualquer coisa de terror que aparecesse no catálogo da Netflix.

- Castiel, eu vou ter que trabalhar hoje de novo, volto pela manhã. Se houver qualquer coisa com a Electra, não hesite em me ligar. - Disse a minha mãe enquanto se vestia com um sobretudo marrom e olhava o seu reflexo no pequeno espelho da sala. 

- Você está tendo muitos turnos pela madrugada, não acha? - Eu levantei o questionamento num ar um pouco suspeito enquanto me ajeitava no sofá, de maneira a qual pudesse observar as ações de minha mãe com eficácia.

- Ah sim, eu sei que é péssimo, gostaria de passar mais tempo em casa. - Ela respondeu enquanto ajeitava a gola de seu sobretudo. - Mas o trabalho me chama, querido. - Terminou enquanto fazia caminho até a porta principal da casa que dava para o lado exterior. 

- Não está esquecendo de nada? - Perguntei de maneira obvia e a mulher de meia-idade e cabelos ruivos virou o seu corpo levemente para trás com as sobrancelhas cerradas numa expressão de confusão. - O uniforme de enfermeira, mãe. - Eu respondi ironicamente e minha mãe arregalou os olhos brevemente, não numa expressão surpresa, mas preocupada.

- Ah-ah sim, n-não se preocupe, está na minha bolsa. - Ela explicou um pouco embaraçada e saiu rapidamente. 

Após isso, virei-me novamente de frente para a televisão e ri um pouco, deixando que meu corpo relaxasse no sofá. Acho engraçado o fato de a minha mãe pensar que eu não sei que ela tem um namorado, no entanto fico um pouco chateado pelo fato de ela não me contar diretamente, eu ficaria feliz por ela. Minha mãe é uma mulher incrível e já chorou o suficiente pelo meu pai, ela precisava mesmo seguir em frente com alguém que a ame de verdade, pelo menos eu espero que esse sujeito a ame mesmo. 

Então eu voltei os meus pensamentos para a garota de cabelos castanhos que se encontrava no cômodo adiante, não sabia quanto tempo mais eu suportaria sem saber como ela está. Eu palpitava por conta desse sentimento que fazia com que eu me importasse tanto com ela, era um instinto perigoso e eu tinha medo de que isso pudesse evoluir. Sem mais guerras mentais que não me levariam a nada, eu suspirei pesadamente e levantei-me do sofá, indo ao encontro do quarto de Electra. Ao estar diante da porta, não hesitei, cerrei o punho e dei duas batidas compassadas, mas sutis, logo ouvindo a doce voz da menina, permitindo a minha entrada. 

O quarto estava completamente escuro e bagunçado como de costume, Electra era uma garota que não fazia questão de estética em quase todos os sentidos. Então eu finalmente encarei a sua silhueta contrastada com a luz prateada da lua, que deixava-a totalmente engolida numa penumbra. Electra estava sentada em sua cama, abraçando os seus joelhos e olhando a paisagem através da janela de seu quarto. Era estranho e bonito como a maioria dos nossos encontros noturnos em seu quarto aconteciam sob a escuridão quase pura, interferida apenas pela luz natural da lua, aquilo dava para nós o ar que precisávamos, tão misterioso. Aproximei-me da garota que parecia não se importar muito com a minha presença, apenas continuava a encarar a janela. 

- A minha avó tem câncer, Castiel, câncer de pulmão... - Ela disse de maneira dolorosa enquanto abaixava a cabeça, apoiando a sua testa entre os seus joelhos.

Permaneci em estado de choque, sem saber o que dizer para ela. Eu já tinha a mínima noção do quão próxima a Electra é de sua família e não conseguia imaginar a dor que ela estava sentindo. Isso explica tudo, a ligação, a expressão preocupada, a crise de ansiedade. Por que eu ficava tão impactado em vê-la sofrer. Continuei a me aproximar, dessa vez em passos mais largos, eu só queria estar mais perto dela, mostra-la que eu estava aqui e que ela poderia dividir a sua dor comigo. 

Sentei ao lado de Electra em sua cama, ela ainda estava cabisbaixa, então eu a abracei fortemente, fechando os meus olhos. Não sabia ao certo se era a melhor forma de reconfortar alguém, eu não sou experiente nisso, mas naquele momento apenas me foquei em passá-la o máximo de energia positiva que eu pudesse. Percebi que ela levantara a cabeça, então eu olhei para ela, podendo ver a minha garotinha em seu pior estado. O rosto dela estava mais inchado do que ontem, o rosto completamente úmido de lágrimas e as suas sobrancelhas expressavam a mais triste das feições, era como se uma flor estivesse se despetalando em meus braços, era dolorido. 

- Minha avó não quer deixar que eu volte para a França de jeito nenhum, ela quer que eu fique e aproveite, mas Castiel, como eu vou fazer isso?! - Ela desabafou entre fungos e voltou a chorar intensamente. - Como eu vou ficar aqui fingindo que está tudo bem e sabendo que não estarei ao lado dela, aproveitando os últimos anos ou até meses que eu a teria do meu lado?! Eu não vou suportar... - Ela terminou enquanto afundava o rosto em seus joelhos novamente. Senti o meu peito doer por vê-la assim e atritei a minha mão esquerda contra as suas costas insistentemente, em sinal de conforto. 

- Mas eles já confirmaram o câncer, de fato? Tratamento e tudo...? - Eu perguntei sutilmente, tentando encontrar alguma esperança em meio aquele turbilhão e Electra simplesmente assentiu.

E ela chorava, e chorava e chorava. E eu apenas agonizava ao lado dela, tentando confortá-la com o meu calor.

- Ei, garotinha, olha pra mim... - Pedi delicadamente e a garota levantou a cabeça lentamente, evitando me encarar. Eu pus o meu dedo indicador no queixo de Electra, forçando-a a olhar para mim. - Escuta, eu não posso imaginar pelo que está passando, mas tudo o que eu posso te oferecer agora é o meu sincero apoio como seu amigo. Façamos o seguinte, eu te levo a um passeio tranquilo por agora, você esfria a cabeça e conversa melhor com a sua família amanhã. Se você não aguentar nem mais um segundo, eu mesmo converso com a sua família e te levo ao aeroporto mandando um foda-se para toda a burocracia. - Sugeri, amigável e ela riu um pouco, aliviando a dor que eu sentia no peito.

Eu pus os meus dedos entre as suas madeixas castanhas, tirando-as de seu rosto e pondo-as por trás da orelha. 

- Seria incrível se pudesse rir assim por toda a eternidade, mas posso acrescentar que você continua linda quando chora. - Eu disse num tom, talvez um pouco galante demais para aquele contexto, mas Electra não se importou e apenas riu um pouco mais. Como eu amava arrancá-la risadas. - Vem, eu vou te levar ao meu refúgio do mundo, você vai gostar. 

[ . . . ]

O Country Club mais luxuoso de Londres, fazia tempo que eu não vinha aqui. Meu pai costumava me trazer aqui durante as estações mais quentes, para jogar golf e aproveitar a vasta piscina, no entanto isso fazia anos, eram hábitos típicos de quando éramos uma família de fato. Contudo, o meu pai continuou sócio fiel do clube e até me deixou comigo a chave de seu chalé. Mesmo que eu saiba que ele simplesmente esqueceu a chave comigo, eu gosto de pensar que ele me deu, de fato. Em conclusão, é um lugar bem aconchegante, onde eu reuni diversas lembranças boas e pensei que talvez Electra pudesse se distrair um pouco por aqui também, quem sabe montar as suas próprias boas lembranças comigo.

Foram poucos minutos de carro, com a figura de estatura baixa e longos cabelos castanhos ao meu lado, perguntando constantemente aonde íamos, eu apenas insistia de que era uma surpresa. Adentrando o belo estabelecimento de arquitetura requintada, Electra parecia observar cada detalhe do local com atenção. O recepcionista me deu as boas vindas e estranhou-nos à primeira vista, mas ao coletar os meus dados e descobrir que eu era filho do "grande empresário" Jean-Louis Stryder, o seu tratamento quanto a mim e Electra mudou repentinamente.

A morena ao meu lado parecia ainda não compreender o porquê de estarmos aqui. Logo que demos entrada em nossa estada, e tivemos acesso às chaves, eu rapidamente puxei Electra para nos dirigirmos à piscina coberta. O clube estava claramente hospedando muitas poucas pessoas, contando com as pouquíssimas vagas de carro que estava visivelmente ocupada e ninguém parecia interessado na área que eu planejava ir, agradeci mentalmente por isso. 

O lugar estava escuro, e o balançar da água se refletia contra o teto de vidro de forma esteticamente bonita. Eu me dirigi até os interruptores, ascendendo as luzes internas da piscina. Electra permanecia imóvel a encarar as águas cristalinas e eu comecei a me despir se fazer muito alarde. Quando eu me encontrava apenas com as minhas roupas debaixo corri pelo azulejo branco, pulando na piscina logo em seguida. E então quando me levantei do meu mergulho breve, observei Electra dar um passo para trás com uma feição apreensiva, não entendi o porquê, já que o meu intuito era relaxá-la um pouco. 

- Vem, Electra! - Eu exclamei, chamando-a para se juntar a mim e ela me encarou com um sorriso torto. 

- É.. eu... - Começou sem saber muito bem o que dizer, parecia estar procurando alguma justificativa válida para não nadar comigo, mas parecia não encontrar alguma que lhe servisse.

- O que foi? Você não gosta de nadar? Deveria tentar, eu acho bem terapêutico aliás. - Eu respondi simpático com o intuito de convencê-la, enquanto nadava até a borda para estar mais perto dela. - O que foi? - Perguntei de maneira mais séria, olhando-a diretamente.

- Eu... tenho vergonha... - Electra confessou em voz baixa enquanto olhava para o chão descaradamente. 

- Vergonha? Vergonha de que? - Perguntei sutil e ela teve a coragem de me encarar.

- Do meu corpo, tá legal?! - Ela exclamou, deixando-me descobrir, pela primeira vez, uma de suas inseguranças. 

- Do seu corpo? Por que? - Eu perguntei surpreso e ela me lançou um olhar sarcástico. 

- Ué, não é você o primeiro a me chamar de tábua? - Ela disse confiante e pela primeira vez eu parei para pensar que minhas zoações, pudessem de fato machucar alguém e na pior das hipóteses, fazer a garota perfeita ter vergonha do próprio corpo. 

- Sabe que eu só faço isso para te provocar, não é? Nunca pensei que você me dava realmente ouvidos. Mas, sinceramente, posso dizer que te acho linda, você sabe disso. Aliás tenho dito isso muitas vezes por esses dias, e diria mais um milhão de vezes se for apenas para te convencer de tal. - Não era da minha natureza demonstrar tanto afeto explícito dessa maneira a alguém, mas eu era capaz de me expor a esse nível de ridículo por ela. Electra tentou esconder o sorriso evidente em seu rosto, no entanto não conseguiu. - Vem logo, garotinha, eu vou virar pro outro lado enquanto você se despe. 

E assim eu fiz, virei-me para o outro lado enquanto nadava na direção contrária. Não demorou muito para que eu escutasse o intenso barulho da água a transbordar, então eu soube que era ela, no entanto esperei que ela se aproximasse para fazê-la uma surpresa. Quando senti o barulho da água um pouco mais alto, indicando proximidade, virei-me para trás fazendo um jato de água com as mãos, jogando-o para cima de Electra. Ela tossiu um pouco graças à quantidade de água que havia engolido sem querer, mas logo pôs-se a rir e sussurrou um "idiota", referindo-se à mim. 

- Vem, apoie-se em mim para eu te fazer flutuar. - Eu sugeri. Electra parecia um pouco hesitante, notoriamente ainda estava envergonhada com a questão do seu corpo. De fato, ela não possuía atributos físicos avantajados e considerados atraentes, mas eu achava a sua magreza tão bonita, eu não mudaria nada nela. 

Puxei-a pela cintura e olhei-a nos olhos, demonstrando a minha confiança. A minha outra mão vaga pegou a garota por debaixo de suas coxas, apoiando-a paralela à camada d'água, fazendo a flutuar. Eu ainda sentia os seus músculos tão tensos por cima das minhas mãos, e não era esse tipo de efeito que eu queria causar nela, queria-a totalmente confortável e relaxada. 

- Fecha os olhos e tente escutar o barulhinho singular de cada gotícula de água se mexendo. Esqueça do mundo por alguns segundos, se dê esse direito, porque eu digo que você o tem. - Eu disse em voz baixa e Electra aderiu à minha sugestão. 

Foi, com certeza, a situação mais bela que eu havia presenciado no dia. Electra Heart sob os meus braços em sob as águas. Eu não queria estar em nenhum outro lugar. Atrevi-me a apertar as costas e a cintura de Electra com o intuito de relaxá-la. Senti-a estremecer sob as minhas mãos, ouvindo alguns gemidos baixos saírem de seus lábios vermelhos, por causa de pequenas feridas, que provavelmente ela mesma causou. Ela não podia ser real. Então, quase que involuntariamente, as minhas mãos passeavam por entre as curvas da garota, como se eu estivesse a desvendar o mais travesso dos labirintos, procurando armadilha e encontrando preciosidades. Ela era uma preciosidade. 

Eu deixei que a minha mente se esvaziasse de tudo, menos dela. Por que ela era tudo, mas não era nada. Apenas a minha exceção. Aquela por quem eu ficaria acordado a noite toda escrevendo músicas sobre, pensando sobre, refletindo sobre e ansiando por. E quando os meus olhos pairaram do seu busto até o seu pescoço, não pude evitar beijá-lo da maneira mais desejosa que eu pude demonstrar, pois era aquilo que eu sentia naquele momento. Desejo. Não apenas desejo, mas ternura. E quando os meus lábios frios tocaram a pele quente de Electra, graças a água aquecida. Ela se surpreendeu, no entanto não quis me afastar. A garota levou a sua mão aos meus cabelos molhados e puxou-os de leve, tornando tudo aquilo mais intenso. Num ato súbito eu apertei a lateral de suas costas e ancas, ao mesmo tem que tinha medo de deixá-la submergida na água.

Electra se deu ao trabalho de afastar-me de seu pescoço, puxando-me pelos cabelos, e então eu me perguntei se ela queria que parássemos com tudo aquilo que estávamos vivendo naquele momento. Perguntei-me se ela não me queria da mesma maneira e me senti aflito por alguns segundos. Segundos que não duraram muito tempo antes que ela me puxasse para um beijo selvagem e intenso. 

Não tenho a certeza se essa era a melhor forma de distraí-la do inferno que ela estava vivendo... Mas eu queria ser o seu paraíso escondido.

 

 


Notas Finais


1°: A música do capítulo não é da Marina porque esse cap. não é do ponto de vista da Electra então eu não encontrei nenhuma música que serviria.
2°: Quando eu disse que ia atualizar, eu acabei não atualizando porque fiquei envolvida com a viagem, e com uma porrada de vestibular se aproximando as aulas voltaram e eu estou mais focada que o normal então estou fazendo tudo em muita muita muuuuita correria. Por isso não to tendo tempo de responder todos e vocês podem até perceber que ta sem edit hoje e eu até fiz esse capítulo na pressa tbm (me digam se está bom por favor). Enfim, eu não gosto de escrever correndo e sem estar bem disposta, vou continuar tentando trazer att o mais rápido que puder, mas se eu acabar sentindo que está ficando muito ruim, não terei escolha a não ser por a fanfic no hiatus, algo que só farei em última instância.
3°: Por isso, por mais que eu demore para responder vocês, estou precisando de mais opiniões e apoio pra história do que nunca, porque vai ficar muito apertado para trazer att e eu tento investir toda a energia que me sobra aqui, porque eu amo escrever, e amo as pessoas que de fato acompanham a fic.

Então, por hoje é isso. Espero que tenham gostado e que compartilhem as suas opiniões. Obrigada por tudo!


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