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História Electric Love - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Toques e marcas


Fanfic / Fanfiction Electric Love - Capítulo 7 - Toques e marcas

“I wanna touch you

You wanna touch me too

Every way and when they set me free

Just put your hands on me”

(I Wanna - The All-American Rejects)

 

– Yujii... mais... forte...

 

Os garotos estavam em um dos quartos, encostados em uma das paredes. O mais forte deles segurava o outro pelas pernas o segurando firme enquanto se mantinha em um movimento prazeroso, que produzia gemidos baixos arranhando suas gargantas. Suas roupas se encontravam espalhadas pelo chão, jogadas dos corpos daqueles dois apressados que mal haviam passado pela porta e já foram tirando aquela quantidade incômoda de tecido rapidamente, se agarrando por ali mesmo apenas pegando o que precisavam para que tal ato fosse possível. O moreno apertava as unhas curtas nos ombros e costas do outro, deixando marquinhas, enquanto as suas costas eram empurradas lentamente contra a parede gelada.

Ao mesmo tempo, uma voz que transbordava agressividade, ecoava na cabeça de Yuji de forma que só ele escutasse, exigindo que fizesse como o outro garoto queria.

 

– Mais... forte! – Megumi pedia, mais uma vez.

 

– Eu... vou... te machucaar...

 

“Vai, garoto, faz o que ele pede!”, a voz um tanto desesperada quase gritava mais uma vez em sua cabeça.

 

– Não vai... eu quero...

 

– Mas...

 

“Para de ser fraco, moleque, mostra a força que ele quer!”

 

Itadori pensava que iria enlouquecer nesse ritmo, com sua mente dividida entre o prazer que sentia e as duas vozes, uma perto de seu ouvido soando entre manhosa e mandona, e a outra soando como se quisesse socar o garoto.

 

– Yuji... Yujii... mais forte!

 

“Anda, garoto-“

 

– Aaaaaaaah, já chega! – Explodiu, parando de se mover.

 

Fez-se um breve momento de silêncio até mesmo dentro de sua cabeça, enquanto Megumi o encarava com olhos enevoados, mas ficando emburrado.

 

– O que???

 

– Não, nada... desculpa.

 

Yuji juntou novamente seus lábios de forma lenta, sentindo seus cabelos serem puxados com força em um pedido silencioso (“pedido” que estava mais para uma exigência). Logo o beijo foi interrompido novamente por gemidos menos contidos quando voltou a se mover com um pouco mais de intensidade enquanto aumentava o aperto nas pernas que segurava. Mordia seu lábio sentindo toda a loucura daquela sensação de se afundar no outro corpo daquela forma, se perdendo lentamente na expressão totalmente entregue no rosto do seu bravinho, que...

 

– Ai!!

 

Yuji despertou de seus devaneios com um soco doído na cabeça. Estava na sala de aula apoiado em um de seus braços sendo observado por seus dois únicos colegas de sala: sua amiga e seu namorado. Era mais um daqueles dias de estudo teórico e estavam os três debruçados em seus livros quando Yuji começou a se lembrar dos acontecimentos da noite anterior em detalhes, praticamente sonhando acordado.

 

– Tava quase babando, eca! Tem certeza que seu cérebro não derreteu, não? – Dizia Nobara com uma expressão exagerada de nojinho.

 

Fushiguro apenas observava calado o tumulto ao seu lado, segurando seu lápis enquanto deixava um de seus dedos indicando o parágrafo em que havia parado.

 

– Por que você gosta tanto de me espancar? – Reclamou Itadori, massageando sua cabeça.

 

– Por que você é um molenga! Presta atenção aí, tá me atrapalhando. – Completou, emburrada, voltando sua atenção para o próprio livro e virando para a frente.

 

O garoto suspirou, tentando se focar nas letrinhas chatas enquanto os outros dois faziam o mesmo. Nobara agora estava praticamente de costas, como se a visão irritantemente preguiçosa do amigo a distraísse, enquanto Megumi havia voltado sua atenção para o livro, totalmente concentrado.

Yuji tentou, por um longo tempo, focar no que era importante, mas hoje especialmente estava muito chato. Ou então, talvez ele não conseguisse se concentrar justamente por estar ao lado do outro garoto, ainda mais quando tinha lembranças recentes muito vivas e mais interessantes.

Pelo canto do olho, direcionou sua atenção para o namorado ao seu lado. Passou a observar o movimento de seus dedos delicados percorrendo as letras impressas, se lembrando da sensação de tê-los em seu corpo, ora dedilhando com suavidade, ora se afundando em sua pele nos momentos mais delirantes. Suspirou novamente, balançando sua cabeça. Precisava se focar no que tinha que fazer. “Desde quando você é tão distraído assim, Yuji??”, pensou. Mas antes que o fizesse, aqueles dedos longos se voltaram para os lábios macios do moreno, que fazia isso com frequência quando estava concentrado em algo. É claro que os olhinhos atentos acompanharam esse percurso, agora sem conseguir evitar olhar para aquele rosto lindo enquanto se lembrava da expressão de prazer que somente ele (além de sua maldição portátil irritante), conseguia ver. Esse rosto tão concentrado, que estava quase inexpressivo, nesses momentos mais íntimos era tão diferente... as sobrancelhas escuras franzidas, os cílios espessos estremecendo enquanto os olhos se fixavam nos seus e logo se reviravam enquanto a boca se abria um pouco mais...

A expressão séria de Megumi se modificou enquanto seus olhos azuis se desviavam do livro e encontravam os do namorado. Provavelmente Yuji não havia sido tão discreto quanto imaginava. “E quando você consegue ser discreto, garoto?”, escutou em sua cabeça a voz irritantemente fria, que ultimamente parecia se misturar aos seus próprios pensamentos com uma certa frequência. Sentiu seu rosto corar de leve quando viu uma das sobrancelhas grossas do rosto do outro se erguer com uma bronca silenciosa por ter atrapalhado sua concentração.

Voltou novamente sua atenção para o livro, mas se distraiu mais uma vez. As mãos bonitas e muito brancas chamaram sua atenção, balançando o lápis na altura dos joelhos. Quando o garoto olhou para aquela direção, os dedos começaram a deslizar pelo objeto lentamente, um por um, se movimentando de forma quase sensual. Itadori engoliu em seco e acompanhou com o olhar o lápis ser levado até os lábios do namorado, que passou sua língua na ponta do objeto. Os olhos castanhos se arregalaram com esse ato, encontrando os do outro, que estavam voltados para ele provavelmente desde o começo dessa provocação. Sim, dessa vez ele fazia de propósito, certamente se lembrando do outro dia, com aquele lápis. “Desde quando ele faz esse tipo de coisa??”, pensava enquanto sentia seu rosto ficar ainda mais corado. Megumi deixou escapar um sorriso mínimo antes de falar:

– Yuji, está derrubando seu livro. Se não focar no que precisa, vai ficar atrasado de novo. – Deu uma piscadinha divertida e voltou a atenção para o que fazia anteriormente.

 

“Filho da... se acalma Yuji”, pensava, voltando a olhar para o seu livro. Uma risada irônica ecoou em sua mente. “Ah, cala a boca, Sukuna. Me deixa, cara!”, respondeu em seus pensamentos. Desde quando seu namorado tinha ficado tão ousado dessa forma? Mas ele tinha razão, precisava se focar. Porém, antes que conseguisse, perceberam que havia acabado o horário reservado para esse tipo de estudo e teriam tempo livre agora. Decidiu então terminar da próxima vez. Levantaram-se, guardaram suas coisas no local devido e seguiram em direção a saída da sala.

Os garotos não poderiam ficar juntos naquela tarde, já que o moreno iria sair em uma missão com outra pessoa e não sabiam quanto tempo iria demorar, então Itadori teve uma ideia para dar o troco por aquela provocação. Alcançou o moreno, que já estava indo se encontrar com os outros colegas e o puxou pelo braço, deixando um beijo em sua bochecha. Na frente dos outros. Megumi ficou vermelho, olhando de volta com um biquinho em sua boca, bravo por ter sido pego desprevenido naquele local. Ele tinha muita vergonha de demonstração de carinho em público.

 

– Até mais tarde, Gumi. – Yuji disse baixinho e com o rosto também levemente corado (mas satisfeito), mostrando a língua e seguindo em direção ao seu quarto.

 

---

 

O garoto de cabelos rosados saía do banheiro após um banho fresco, se enxugando na toalha macia, se agachando em seguida diante de suas gavetas escolhendo roupas frescas para vestir. Como seu namorado tinha saído para uma missão sem ele e sua amiga estava perambulando pela cidade fazendo compras enquanto arrastava a outra garota consigo, Yuji passou parte de sua tarde livre fazendo exercícios físicos. Nada melhor do que se ocupar fazendo algo útil enquanto esperava o tempo passar. Além do mais, precisava gastar um pouco de energia e se sentia muito vivo quando contraía seus músculos enquanto escutava música.

Por fim, vestiu uma bermuda leve, indo até a frente do espelho ainda sem vestir a camiseta. Olhou-se no reflexo, observando algumas marquinhas feitas pelo moreno na noite anterior. Corou de leve, se lembrando novamente dos detalhes, de como quase se perdeu naquele contato, por pouco não perdendo noção da força exagerada que tinha. Não se perdoaria se machucasse seu bravinho. Mas aquele tantinho a mais tinha sido tão bom...

Isso foi só uma pequena amostra de como é uma delícia foder com força. Mas poderia ter sido ainda melhor, escute a voz da experiência, garoto... – A maldição irritante apareceu no rosto do garoto, com um sorrisinho malicioso.

– Nem ferrando que vou te escutar, Sukuna. – “Droga, esse maldito escuta todos os meus pensamentos agora?”, pensou irritado em meio a outros pensamentos involuntários.

Nem todos, mas principalmente quando seus pensamentos são muito “altos”. É como se você quase gritasse dentro de sua cabeça e eu estou nela, garoto. Por isso eu sei que está curioso sobre o que eu disse. – O sorriso se tornou ainda mais acentuado.

– Não tô curioso. – Corou ainda mais, porque Sukuna tinha razão. Ele estava mesmo curioso sobre como seria ainda melhor do que havia sido antes. Seria possível mesmo?

É claro que é possível. Tem tanta coisa interessante que vocês ainda não conhecem...

 

Yuji mal podia conter sua curiosidade sobre o que aquele ser irritante dizia. Mas não iria admitir isso, por mais que a maldição soubesse o que ele pensava. “Que inferno, não tenho privacidade nem dentro da minha cabeça”, pensou irritado. Vestiu a camiseta, cobrindo as marquinhas e mudou o tópico da conversa.

 

– Sukuna, se você consegue se comunicar comigo dentro da minha cabeça, por que não faz isso sempre? Teria evitado todas aquelas vezes em que os outros ouviam o que você dizia.

 

Isso nem sempre foi possível, garoto. Mas eu também poderia responder “porque é muito divertido te ver passando vergonha”, porque de fato é divertido... – E, dizendo isso, desapareceu do rosto de Yuji, a risada ecoando na cabeça do garoto, que já estava muito vermelho, agora levemente irritado.

---

Já era quase final de tarde e agora Yuji estava de frente para uma das máquinas de bebidas, se apoiado em um dos pilares, enquanto se deliciava com um refrigerante de limão que havia acabado de abrir. Apesar de uma brisa leve que chegava até ele vez ou outra, o clima estava quente, em contraste com o líquido gelado que fazia cócegas na garganta do garoto. Era muito bom se refrescar dessa forma logo após tomar um banho relaxante. Ignorava, teimoso, a pequena conversa que teve com sua maldição de bolso. Só porque ele talvez se sentisse minimamente curioso, não quer dizer que seu namorado também sentia o mesmo. Varreu esse assunto para debaixo de um tapete imaginário, decidindo pensar nisso depois.

Tomando mais um gole gelado, os pensamentos do nosso raiozinho de sol foram vagando preguiçosamente sem rumo, até que escutou passos se aproximando. Virou seu rosto e sorriu enquanto se aproximava o seu motivo de ainda ter um conjunto inteiro de borboletas agitadas em seu estômago. Megumi, com um sorriso discreto, se encostou na mesma coluna que se apoiava o namorado e cruzou alguns dedos de ambos, enquanto seus ombros se encostavam. Não eram o tipo de casal que andava por aí de mãos dadas, mas gostavam de se tocar minimamente.

 

– E aí, como foi hoje? – Perguntou Itadori, tomando mais um gole de sua bebida.

 

– Nada demais dessa vez. Como foi sua tarde? – Os dedos que mantinham contato, se moviam carinhosamente uns sobre os outros enquanto falavam.

 

– Foi boa. Já que hoje tá calor, aproveitei pra fazer uns exercícios.

 

Fushiguro sorriu, sem responder. Na verdade, sabia que não importava muito o clima, seu namorado sempre tinha energia sobrando para qualquer atividade que precisasse de esforço físico. Não entendia muito bem a lógica em se sentir calmo depois de correr por quilômetros, mas sabia que era assim que funcionava para aquele garoto agitado.

Ficaram algum tempo em silêncio, sentindo a brisa fraquinha que amenizava o clima quente e bagunçava seus cabelos minimamente e sentindo também o calor de seus corpos próximos. Havia momentos em que os garotos só queriam apreciar um pouco o ambiente agradável e o fato de estarem juntos e vivos, não precisando de palavras nessas ocasiões. Esse era um desses momentos.

Enquanto curtiam o silêncio, com todos os seus significados trazidos pelo segurar de dedos que se mantinham conectados, Yuji tomava mais goles de sua bebida, enquanto o moreno, pelo canto do olho, percorria os olhos azuis por seus traços bonitos, como um hábito. O olhar ingênuo que sabia que se tornava ardente em algumas situações (e também sarcástico e malicioso quando possuídos pelo ser que habitava em seu lado mais obscuro e profundo), o contorno do maxilar, que terminava naquele pescoço extremamente “beijável”. Os lábios de Megumi adoravam passear por aquele pedaço de pele, tendo que manter um controle enorme para não deixar marcas visíveis pois era um local que quase sempre ficava exposto, e sua língua amava percorrer aquelas curvas, que levavam para as partes do corpo que ficavam mais escondidas. Engoliu em seco enquanto seu namorado tomava mais goles, levantando levemente a cabeça quando sua bebida chegava no fim, esticando e expondo - de forma não intencional - um pouco mais o pescoço sob os olhos atentos. E, mais uma vez, gestos simples e inocentes levavam os pensamentos de um deles (quando não era de ambos), para caminhos mais sensuais.

Fushiguro suspirou baixinho, sentindo mais calor que antes, percebendo que não era apenas por culpa do clima. Se afastou do namorado e foi até uma das máquinas, escolhendo um refrigerante e de agachando para pegar a bebida. Antes de se levantar, abriu os botões da gola de seu uniforme e encostou a lata em seu pescoço, a levando até a nuca. A sensação daquele objeto gelado contra seu corpo quente era agradável e muito refrescante. Soltou mais um suspiro enquanto se refrescava.

Enquanto isso, Itadori observava aquela cena de queixo caído. Quando seu namorado havia saído de seu lado, e se agachado mais a frente, não pôde evitar reparar como a calça do uniforme marcava muito bem o corpo do moreno, principalmente aquela parte que suas mãos adoravam apertar. “Dá um tapa nessa bunda, garoto.” a voz irritante colocou em palavras o impulso que o acometeu, enquanto observava. “Sai da minha cabeça, Sukuna!”, pensou irritado. Quase prendeu sua respiração enquanto observava o moreno passando aquela maldita latinha de refrigerante pelo pescoço e nuca. Sentia seus dentes mordendo de leve a borda de sua própria latinha e provavelmente tinha em seu rosto uma expressão muito safada (“droga, será que um dia vou conseguir ser mais discreto?”, pensou enquanto escutava uma risada em sua cabeça), pois quando o outro se levantou e se encostou com as costas na parede ao lado das máquinas e de frente para si, aquelas bochechas brancas ficaram levemente coradas no rosto emburrado. Mas, ao invés de falar alguma coisa, o moreno começou a tomar seu refrigerante gelado calmamente, mantendo seus olhos fixos nos do namorado, que ainda estava com os dentes na própria latinha.

Os olhares não se desviavam, se provocando silenciosamente enquanto diversos pensamentos passavam pela mente de ambos. Era sempre assim, seus olhos tinham aquela sintonia, quase uma comunicação silenciosa, que permitia que se entendessem e, por vezes, incendiassem um ao outro com desejo antes mesmo de se tocarem. Em um certo momento Megumi, com o olhar mais afiado, deslizou sua língua pela borda da latinha lentamente. Depois disso, Yuji não aguentou mais. Jogou longe sua lata vazia, acertando em cheio o lixo, e rapidamente chegou até o namorado, que agora tinha uma expressão de surpresa em seu rosto. Tirou a bebida de sua mão, a deixando em um banquinho de madeira ao lado e juntou, feroz, seus lábios gelados. Suas línguas se enroscavam e suas respirações se misturavam enquanto mãos não muito delicadas percorriam o corpo do moreno, que mantinha as suas no peito do outro.

 

– Yuji... aqui não... – Ofegava baixinho quando os lábios deixaram os seus e percorriam seu pescoço agora quase gelado.

 

– Por que? Tá com vergonha agora?

 

– Você sabe porquê... – Respondeu, emburrado.

 

Yuji sorriu, divertido. Sim, ele sabia que Megumi não gostava de demonstrar carinho em público ou onde poderiam ser vistos e que gostava menos ainda de se agarrar pelos corredores da escola ou mesmo em ambientes abertos, como estavam agora. Riu baixinho, agora perto do ouvido, enquanto sentiu as mãos se fechando, amassando sua camiseta, mas não o empurrando. Sentiu vontade de o provocar mais. “Você que começou, agora aguenta mais um pouquinho, meu bravinho”, pensou enquanto mordia de leve e devagar o lóbulo da orelha.

 

– Eu sei? – Respondeu, cínico, falando baixinho.

 

– Yuji... – Agora ele estava ainda mais bravo.

 

Levou uma de suas mãos para o quadril do outro e depois para a frente do corpo, deslizando seus dedos por cima do uniforme enquanto escutou um gemido baixinho.

 

– O que? Nem parece que é a mesma pessoa que gemia no meu ouvido ontem, enquanto pedia por mais...

 

Sentiu seus cabelos curtos sendo puxados com força por uma das mãos que antes estava em seu peito e foi obrigado a encarar o rosto do moreno, que mordeu seu lábio, afastou os rostos, soltou as mãos do aperto e o segurou pelo pulso, o levando em direção aos dormitórios.

Mal passaram pela porta do quarto bem organizado e as costas de Yuji já colidiam, firmes, contra a madeira, seus lábios sendo atacados enquanto os dedos longos arranhavam sua barriga por baixo da camiseta. Agora, entre quatro paredes, os dois se tocavam livremente, deixando escapar gemidos baixos ente os beijos frenéticos. A blusa preta do uniforme, que já estava aberta, foi jogada longe, restando a camisa branca, cujos botões foram desabotoados um por um. As peles ardiam quando tocadas (mesmo que por cima de tecidos) e pediam por mais, as mãos não queriam se afastar do calor do outro, escutavam os sons que saíam de suas bocas e queriam que saísse mais. Esses jovens estavam viciados no prazer que experimentavam juntos e buscavam com frequência descobrir novas formas de sentir um ao outro.

Afastaram os lábios e o moreno levou seus dedos até o queixo do namorado, erguendo o rosto e enchendo o pescoço de beijos molhados. Pouco tempo depois, as costas de Itadori deixaram o encontro com a madeira, sendo virado de frente para a porta, de forma não muito delicada, enquanto Megumi mordia de leve sua nuca e descia sua língua pelo ombro enquanto os dedos afastavam o tecido dali. A outra mão se agarrava na cintura e seu corpo apertava o outro especialmente na região dos quadris, o empurrando um pouco mais para frente em movimentos lentos.

Yuji gemeu baixinho, ansioso, quando sentiu a respiração quente em sua nuca e seu corpo era prensado contra a porta, enquanto sentia também o volume do namorado atrás de si, por cima de todo aquele tecido. A mão que estava em seu ombro deslizava pelo corpo, descendo até chegar também no outro lado da cintura.

 

– Yuji... você me deixa maluco... – Falou Megumi, com voz rouca perto do ouvido, sorrindo quando viu a pele do outro se arrepiar.

 

– Você é que me deixa maluco desse hmmm... jeito. – Enquanto falava, sentiu um aperto ainda maior no encaixe atrás de si enquanto as duas mãos seguravam forte agora o seu quadril. – Gumi... anda logo com isso.

 

O moreno riu baixinho, arrepiando mais a pele. Deixou mais um beijo na nuca e se afastou, se livrando de suas roupas enquanto seu namorado virava de frente para ele e começava a fazer o mesmo. Por mais apressados que estivessem, a visão do outro se despindo era sempre sensual. Fushiguro chegou até a gaveta, buscando um dos potinhos que usavam sempre, e se aproximou mais uma vez, virando o outro corpo novamente de costas para si, mas se apertando menos contra o outro.

 

– Eu quero assim hoje. – Disse, mais uma vez perto do ouvido.

 

Yuji apenas segurou mais um gemido, mordendo o lábio e fechando seus olhos, pensando em como a situação agora havia mudado, com suas provocações se voltando para si mesmo. Era como se o seu bravinho lhe dissesse de volta “me provocou, agora aguenta” e não iria reclamar por isso, não mesmo. Adorava esses momentos intensos de seu namorado mandão e sabia que no fim sempre iriam se tocar com carinho. Mas ainda estavam longe do fim.

Megumi apertou com suas mãos a pele quente de Itadori, que tinha uma bundinha definida graças ao hábito de se exercitar, enquanto deixava beijos e mordidas leves em seu ombro. Introduziu seus dedos aos poucos, se demorando de propósito com esses movimentos enquanto escutava os gemidos contidos se formando.

 

– Megumi... eu já tô relaxado, coloca logo...

 

– Tem certeza? Posso te relaxar um pouco mais. – Respondeu calmamente, perto do ouvido, sem parar os movimentos lentos de seus dedos.

 

– Se relaxar mais eu vou... aaah... – Deixou escapar um gemido um pouco mais alto, levando suas mãos para trás, segurando o pulso do namorado antes que enlouquecesse com os estímulos.

 

– Você sabe que estamos perto da porta e que se alguém passar por aqui pode te ouvir né? – Respondeu, baixinho.

 

– Megumiii...

 

O moreno riu mais uma vez, tirando seus dedos e se introduzindo devagar enquanto passava sua língua pela lateral do pescoço, sentindo um aperto em seu cabelo. Começaram movimentos lentos e delirantes, tentando segurar os sons que pudessem sair de suas gargantas, porém falhando com cada vez mais frequência. A lentidão prazerosa foi se tornando mais fervorosa e os apertos, mais acentuados enquanto as vozes roucas escapavam. Yuji sentia que iria ficar maluco com os gemidos muito perto de seu ouvido enquanto dentes atacavam de leve sua orelha.

Antes que se perdessem ali, Fushiguro se afastou e puxou o outro para a cama, o empurrando para que se deitasse e debruçando seu corpo sobre o dele, se colocando entre suas pernas definidas enquanto beijava seu pescoço e depois seus lábios. Se movimentaram agora de forma mais firme, permitindo que os gemidos saíssem livremente e se misturassem pelos lábios conectados fracamente. Se derramaram quase juntos, enquanto se olhavam com paixão e desejo, ficando nessa posição por mais um tempo, em seguida se deitando de lado, trocando carícias em meio a sorrisos e beijos doces.

Mas, como esse casal parecia ter um fogo interminável, logo os beijos calmos se intensificaram mais uma vez e as mãos substituíram o carinho por estímulos lentos, até se apertarem com mais força. Se mantiveram dessa forma, com apertos e novas provocações gostosas por mais um longo tempo, antes de se perderem um no outro pela segunda vez. Yuji agora se colocava acima do namorado, apertando seu corpo enquanto sentia os dedos leves de Megumi percorrendo seus ombros, peito, barriga... mas algo nesse gesto chamou sua atenção, aguçando seus sentidos e sua memória sensorial. Percebeu que havia um padrão que vinha se repetindo de vez em quando. Não em todas as vezes que o moreno o tocava quando se pegavam, apenas em algumas. Mas era um padrão que ele mesmo conhecia. Os dedos deslizavam por seu corpo nos exatos locais em que, em algumas ocasiões, marcas fortes como tatuagem haviam se manifestado. “Ele está tocando onde ficam as marcas do Sukuna??”


Notas Finais


Oi bolinhos!! Tia Ichigo voltou com tudo 😎

Estão gostando das pegaçõezinhas? kkkkkkkkkkkk pra quem não sabia escrever, parece que me empolguei, não é mesmo? hihihi (mas elas tem um propósito, estou desenvolvendo algo a mais ali 👀)

Ah! Quem tiver twitter, me sigam por lá @ichigocake5


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