1. Spirit Fanfics >
  2. Electrifying Cold - Imagine Todoroki Shoto >
  3. Chapter Fifteen - A viagem.

História Electrifying Cold - Imagine Todoroki Shoto - Capítulo 16


Escrita por:


Notas do Autor


oi gente
não demorei, juro
eu tô escrevendo isso desde que eu postei o outro capítulo, e cara, eu tô chocada que eu escrevi tanto, sérião
e crl, como assim a fanfic já tem 16 capítulos?? é como se fosse ontem que eu estava postando o quarto capítulo, cara
mas enfim jdksjsks, gente, eu tentei fazer a descrição de uma chácara comum, mas se vocês não conseguirem imaginar, é só ir pesquisar sobre chácara (caso nn saibam oq é) no google msm

lembrando:
→S/n; seu nome.
→S/a; seu apelido.
→C/O; cor dos olhos.
→C/C; cor dos cabelos.

Capítulo 16 - Chapter Fifteen - A viagem.


Segunda finalmente havia chegado. Todos estavam muito ansiosos.

Nemuri iria levar S/n até à escola, com as gêmeas, depois, voltaria para casa.

–Por que a gente não pode ir? - Lis perguntou pela vigésima vez, no banco de trás do carro, com o pirulito na boca.

–Eu já disse, é porque é para pessoas grandinhas, poxa. - Nemuri respondeu, enquanto dirigia. S/n estava no assento do passageiro, olhando a janela.

–Mas nós já somos beem grandinhas. - Phoebe disse, brincando com o gekota de dedo cor-de-rosa.

–Você ainda brinca com esse sapo de dedo, Phoebe-chan. - Nemuri disse, e S/n olhou para ela, com indignação. –Sem contar que, se a S/n-kun não te der comida na boca, você nem come.

–Vai ter piscininha?

–Terá. - Nemuri respondeu, e S/n bufou, revirando os olhos.

–Almôndegas?

–Provavelmente não.

–Ainda bem que a gente não vai, se não vai ter almôndega! - Lis disse, olhando Phoebe, que concordou de imediato. Nemuri parou o carro, e desceu, junto à S/n, indo pegar a mala dela que estava no fundo do carro.

–Ah, S/n-chan... É como se fosse ontem que eu te levava para um parque de diversões pela sua primeira vez. - ela disse, enquanto abria o porta malas do carro.

–Isso foi a sete anos atrás. - S/n murmurou, olhando para o chão.

–AH! Minha sobrinha já é uma mocinha, caramba. - ela disse, largando o porta malas e abraçando a garota.

–Você não vai chorar não, 'né? Uma semana não é nada, calma. - ela disse, dando 'uns tapinhas nas costas da tia, um pouco envergonhada.

–Mas todo dia nós conversávamos, eu me acostumei, nem sabemos se vai ter internet lá! Olhe para você, vai passar uma semana viajando, sem um pingo de ansiedade... Quando eu piscar os meus olhos, já vai estar namor... - S/n interrompeu-a bruscamente, colocando o dedo sobre os lábios da mulher, fechando os olhos.

–Não termine a frase, isso vai estragar a minha manhã.

–Tudo bem, tudo bem. - pegou a mala da garota, entregando a ela. –Tem certeza que não está precisando de mais nada??

–Absoluta.

–Está trazendo lanches? A viagem vai demorar.

–Sim, estou.

–Mas e se você não gostar do lanche dê la?! Está trazendo roupas de frio? Pode chover.

–Eu vou comer mesmo assim. - suspirou. –Muito pequena essa possibilidade, mas eu não ando sem pelo menos um moletom na mala.

–Bússula? Mapa? Guia do acampamento?? - perguntou.

–Sim, sim, sim. - disse, revirando os olhos.

–E Scuderia? Onde está? - perguntou. S/n mexeu um pouco na farda, e tirou de dentro de lá, um medalhão no pescoço, que estava "escondido".

–Certo, certo. Te deixarei ir, então. Não faça besteiras, se alimente direito, lembre-se do juramento e NÃO se envolva em incidentes, se alimente direito, qualquer coisa, me ligue, não se meta em brigas e...

–Entendido. - S/n interrompeu.

–E olha, seus pais estarão aqui no Japão esta semana. - disse, surpreendo a C/C. Ela trocava mensagens com os pais todos os dias, e quando voltava do colégio, fazia chamada de vídeo, mas ficou surpresa quando Nemuri disse.

–Certo. - disse, assentindo. Nemuri deu um sorrisinho, e abraçou-a novamente.

S/n retribuiu o abraço, sem jeito. Se despediu, e saiu, indo procurar alguns de seus colegas.

BIRIBIRI! - ouviu a voz do melhor amigo há muitos passos atrás dela, e se virou para olhar, com a expressão desinteressada. Em um piscar de olhos, Mitsuki apareceu no ar, pulando em cima de S/n e abraçando-a. A garota suspirou.

–Que bom humor. O que foi dessa vez?

–É que eu estava pensando, eu passei quase um ano fora praticamente, e quando voltei, vocês me perdoaram mais cedo do que esperei, tipo, no mesmo dia, e você nem me bateu tanto. Mas mesmo assim, eu queria poder me recompensar de alguma forma, sei que você ainda está bravinha comigo. - ele disse com um sorrisinho sacana no rosto, enquanto andavam em direção aos colegas, o loiro passou o braço pelo pescoço da menina, mas logo tirou-o, quando recebeu um soco na cintura, que quase o fez cair.

–Tarado. - murmurou.

–Nossa, como você é chata às vezes. - ele resmungou, mas desapareceu quando viu S/n fechar os punhos.

–Hirano-san? Está tudo bem? - uma voz serena veio de trás da menina, ela olhou com o canto do olho.

–Ohayo, Todoroki-kun. Está sim, nada com que precise se preocupar. Ansioso para a viajem? - perguntou, enquanto via o bicolor chegar ao seu lado, e começar a andar consigo.

–Na verdade, um pouco. Fiquei um pouco surpreso quando eles disseram que nós iríamos aproveitar mais do que treinar.

–Devem ter enjoado de ter que nos ver todos os dias, só o Aizawa-sensei que foi paciente o bastante para ir conosco. - ela respondeu em um tom irônico, e o menino deu uma leve risada. –Eu também vou acabar enjoando. - ela disse.

–Como você é má, Hirano-kun. - Todoroki disse no mesmo tom de ironia da menina, fazendo a menina arquear uma sobrancelha.

–Me chame pelo nome, é mais fácil e eu me acostumei lá por Maine. É estranho agora me chamarem pelo sobrenome. - ela explicou.

–S/n-san?

–Sim, isso. - ela disse, em um tom de desinteresse. –Os seus amigos estão te esperando, eu acho. - ela disse, dando um mínimo sorriso.

–Nos vemos depois? - ele perguntou e a menina assentiu.

–Eu sento no seu lado do ônibus, você é o mais tolerante. - disse, franzindo o cenho. Quando a menina se virou, e saiu andando, Todoroki deixou um pequeno sorriso escapar.

–Onee-sama! - Sayuri sorriu animada, e foi correndo até a C/C, abraçando-a pelo pescoço. –Estamos falando sobre estarmos animadas com essa viagem!

–Vamos contar lendas urbanas no ônibus! - Mina disse, mostrando uma revista de lendas urbanas na mão dela.

–Vamos cantar músicas! - Hagakure exclamou.

–Acontecimentos engraçados! - Uraraka disse.

–Kero!

–Vai ter piscina! - Mina exclamou pulando, com os olhos brilhando.

–Onee-sama de biquíni! - Sayuri falou, mas logo foi arremessada para a parede por causa de um chute de S/n.

Tarada. - falou entre dentes, fazendo as meninas começarem a rir escandalosamente, enquanto Sayuri estava com uma cara de paisagem, com as bochechas levemente coradas.

–Bem, acho melhor nós irmos entrado para o ônibus, daqui há quinze minutos ele vai estar saindo. - Momo disse, e elas começaram a pegar as malas, se preparando para irem ao ônibus.

–Ela usa shorts por baixo da saia. - Denki sussurrou.

–Você não sabia? - Sero perguntou, com uma cara de tédio.

–Até eu sabia disso, Kaminari-kun. - Mineta falou, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. –Eu tentei olhar debaixo da saia dela uma vez, mas aí, na verdade tinha uma merda de um short. Ela olhou para mim, e fez tipo "perdeu alguma coisa, palhaço?". - ele explicou. –Mas eu ainda não desisti. - ele disse, com uma expressão maliciosa e uma aura assustadora, enquanto esfregava as próprias mãos uma na outra.

–Escroto. - Bakugo rosnou, virando a cara, fazendo os rapazes rirem.

–Mineta-kun, já disse que é falta de respeito fazer coisas assim com meninas. - Iida disse, dando uma bronca no cabeça de uva.

–Do que vocês estavam falando? - Mitsuki apareceu atrás de Sero, Kirishima e Denki, fazendo os garotos darem um pulo para trás e soltarem um grito.

–Há quanto tempo você está aí?!

–Por que apareceu do nada?!

–Eu acabei de chegar. - ele disse, simplista.

–Ohayo. Sobre o que falam? - Todoroki apareceu, fazendo o trio pular para trás novamente, e gritarem assustados.

–Dá para pararem de aparecer assim?! - Kirishima perguntou, meio irritado.

–Bem, que seja. Agora faltam dez minutos para o ônibus sair, eu estou entrando. Até logo. - ele disse, saindo dali e entrando no ônibus. Os meninos deram de ombros e fizeram o mesmo.

–Eles entraram primeiro que a gente, que merda. - Sayuri resmungou, enquanto subia para o ônibus e viu os meninos já sentados, fazendo barulhos. A menina se sentou ao lado de Kirishima.

–Konnichiwa, Sayuri-chan! - ele deu um sorriso à menina, mostrando seus dentes de tubarão. A menina não conseguiu se conter, e devolveu o sorriso.

–Isso vai ser cansativo. - S/n murmurou, enquanto se sentava ao lado de Todoroki.

–Realmente, você se sentou ao meu lado. - ele disse.

–Estava desconfiando de mim? - S/n perguntou, estreitando os olhos, fitando-o.

–Não tenho motivos para isso, mas achei que estivesse blefando. Provavelmente a... Shirai-san ou Hajime-san sentariam ao seu lado. - respondeu.

–Eu não fico "blefando".

–Fica sim! - Mitsuki disse, se levantando do assento onde estava, atrás dos de S/n e Todoroki.

–Lá vem o intrometido. - a C/C disse sarcasticamente, revirando os olhos.

–Ignora ela, Todoroki-kun, ela sempre se refere a mim desse jeito. - Mitsuki disse simplista.

–Mas é porque você é intrometido mesmo. Você vive se metendo nos problemas dos outros, como quando nos conhecemos. - ela disse, fulminando-o com o olhar.

–Eu fui te ajudar! E no fim, você tentou me dar um choque! - ele rebateu.

–Você me chamou me chamou de criança, disse que eu era rude e não respeitava "os mais velhos", também me chamou de patricinha e disse que eu ficava agindo como adolescente rebelde. - ela falou pausadamente, com um tom de escárnio.

–Mas foi para te ajudar! E você era uma criança mesmo. - ele rebateu, com o rosto um pouco corado.

–Você era um ano mais velho que eu.

–Como vocês se conheceram? - o bicolor indagou.

–Bem... - Mitsuki suspirou, e começou a explicar, *contando detalhe por detalhe sobre o dia.

No final, a maioria das meninas gargalhavam de rir.

–E pensar que a garota que nos massacrou completamente ontem já foi confundida com uma criança... Aiai. - Mina falava, limpando as lágrimas de tanto que riu.

–Massacrou? Como assim? - Kaminari perguntou, arqueando a sobrancelha.

–Nada não. - S/n rosnou, olhando a rosada.

–Ohayo. - Aizawa entrou no ônibus. –Prestem atenção. - ele falou, e todos olharam para eles, ansiando. –Daqui há cinco minutos, estaremos indo para uma enorme chácara, onde ficaremos lá por uma semana. De sete dias, em dois desses, vocês usarão a manhã para poderem treinar, e a partir do meio dia, poderão aproveitar normalmente. - concluiu, em seguida, os alunos começaram a conversar alto e animadamente, totalmente ansiosos.

O ônibus começou a andar, e a turma toda conversava entre si. Até Bakugo não estava ignorando totalmente os colegas.

–Galera! - Uraraka chamou-os, fazendo todos olharem para si. –Agora, a Mina-chan vai contar uma história assustadora! Fiquem em silêncio e vamos prestar atenção! - ela disse, e os colegas assentiram.

–Isso aconteceu durante o encontro de uma amiga da minha senpai com o namorado. - Mina começou. –Era um dia quente e úmido de verão quando ambos foram a um parque quase deserto. Uma mulher que estava lá veio perguntar como chegar a estação. - disse, enquanto olhava todas as meninas nos olhos. –O namorado dela explicou gentilmente como fazê-lo, quando a mulher pálida começou a levantar a mão... E de repente...! - deu uma pausa dramática.

De repente?... - Uraraka sussurrou.

–Tirou a própria blusa! - deu um baixo grito, fechando os punhos. S/n cerrou os dentes.

–ISSO NÃO FOI ASSUSTADOR! - rugiu, enquanto abria os braços. Sem perceber, a mão dela havia ido com tudo no rosto do bicolor que estava ao lado da menina, concentrado em um livro.

–Isso doeu um pouco. - ele disse, massageando o rosto.

–Ah, não foi por querer. - ela disse, fitando-o.

–Tudo bem, não se preocupe. - ele respondeu, olhando a garota.

–Espera. Você está lendo Bruxas do Vale? - S/n perguntou, pegando o livro da mão do menino, de imediato. –Eu terminei de ler esta edição na sexta-feira.

–Jura? - Todoroki perguntou, olhando S/n, porém continuava inexpressivo como sempre. –Nunca encontrei alguém que havia lido este livro.

–Agora encontrou. - rebateu, fazendo o menino abrir um pequeno sorriso. –Você vai descobrir na página 134, que na verdade, a Evangeline...

–Mesmo criando um ambiente assustador, não dará certo tendo histórias assim. - Momo interrompeu, chamando a atenção das garotas.

–Mas vocês não teriam medo se a encontrassem?! A lenda urbana da mulher que de repente tira a roupa... A "Mulher Que Tira A Roupa"!

–Isso não é assustador. Não é uma mera pervertida ao invés de lenda urbana? - Denki disse.

–Haha, não viaja, Denki-kun! - Sayuri disse.

–Nós até já vimos ela! Eu, Sayuri-chan e S/n-chan! Ela começou a tirar a rou... - Kirishima parou de falar aos poucos, raciocinando o que estava falando. Os olhos do ruivo se arregalaram, e na sua face o terror se instalou.

–Kami-sama. - Sayuri sussurrou, com a respiração ficando pesada.

A rosada e o ruivo se viraram lentamente, se encarando. Quando perceberam que o que estavam pensando era a mesma coisa, gritaram na mesma hora, um grito cheio de medo.

–Ei, parem com isso, qual o problema de vocês?! - S/n perguntou, irritada.

–Como assim "qual é o nosso problema?", S/N-CHAN?! COMO ASSIM?! - Kirishima perguntou. –Nós vimos muito muito bem como a "Mulher Que Tira A Roupa" é louca! - ele disse, balançando os braços.

–Não, parem de surtos. Ela não é uma pessoa ruim ou muito menos louca, apenas não tem muita noção da realidade. E aliás, o nome dela é Kiyara Mizore. - ela disse, balançando a a cabeça de forma negativa.

–Essa não! - Mina disse, com a revista na mão. –Algo mais assustador pode estar acontecendo e vocês não estão percebendo. - ela disse, com uma aura assustadora.

–Como assim? - Sayuri perguntou, começando a ficar nervosa.

–"Tirar a roupa" é uma doença contagiosa! - ela exclamou, levantando a revista.

–Contagiosa?! - Sayuri, Kirishima, Mitsuki e Hagakure perguntaram ao mesmo tempo, enquanto os outros colegas observavam, atentos.

–Aqui diz, que por exemplo, se vocês forem duas meninas, e encontrarem-na, a garota que falar por mais tempo com a "Mulher Que Tira A Roupa"... Torna-se uma "Mulher Que Tira A Roupa"! - ela exclamou.

–Então não vai funcionar comigo, já que eu sou um garoto. - Kirishima disse, suspirando aliviado.

–Quem passou mais tempo com ela? - Mitsuki perguntou.

–Fui eu. - S/n respondeu, com um tom de desinteresse.

–ESSA NÃO! - Uraraka exclamou horrorizada, colocando as mãos nas bochechas. –Então isso quer dizer que a S/n-chan também ficará se exibindo por aí! - exclamou. 

Nesse momento Sayuri ficou olhando para o nada, com uma expressão assustada, com algumas olheiras sob os olhos, estes que estavam arregalados.

Não pode ser... - sussurrou. Na sua mente, estava imaginando S/n se despindo no acampamento, assim como Mizore. –Onee-sama, você não.. - sussurrou. –NÃÃÃÃÃOOOO!!! NÃOOO!! - urrava, enquanto batia a cabeça no assento à sua frente, com todas as forças que tinha, deixando seu rosto vermelho. –ONEE-SAMA, PARE COM ISSO!!! NÃO!!!!! NÃÃO!!!!!!!!! - gritava estrondosamente, fazendo a maioria dos colegas se assustarem ou se irritarem, exceto por S/n e Mitsuki que estavam acostumados, e Todoroki que não demonstrava alguma reação.

–Sayuri-chan? - Kirishima chamou-a para a realidade. Sayuri ficou de joelhos no assento, e se virou para trás, segurando Mina pelos ombros, começando a chacoalha-la fortemente. Seus olhos estavam MUITO MAIS arregalados, as olheiras estavam BEM MAIS fortes, seus olhos também estavam vermelhos e a pele pálida.

ASHIDO MINA! ENCONTRE UM MEIO DE DESFAZER A MALDIÇÃO! AGORAAAAAAAA!!!!! - balançava-a com força. S/n suspirou, revirou os olhos, e tocou na perna da amiga, dando um choque elétrico na garota, fazendo ela cair deitada em Kirishima, por causa do susto.

–Não leve isso tão a sério. - a C/C resmungou, irritada.

–Ai... - murmurou, tocando a perna.

–Como você pode usar isso assim em alguém?? Um choque desses certamente me mataria. - Kirishima disse, olhando a garota, que havia se sentado no lugar de antes, com a expressão mais calma agora.

–Não, não, não. Ela é a pessoa que eu mais dou choque. Ela não tem os efeitos colaterais. - explicou.

–Já que essa era a melhor história que tinha ali, então melhor contarmos histórias engraçadas que aconteceram conosco, kero.

–Então eu começo. - S/n disse, surpreendendo os colegas.

–Conte alguma coisa que preste, pelo menos. - Bakugo falou entre dentes, S/n arqueou uma sobrancelha.

–Certo... Isso foi no início do ano passado... Tudo começou, em uma tarde ensolarada, quando no jornal do colégio, foi anunciado que em apenas uma tarde após às aulas, seis alunas de Midchilda Academy foram atacadas, todas quando estavam voltando de compras ou algo do tipo, e quando estavam sozinhas em lugares desertos. A sequência dos ataques continuava. Ninguém entendia o que estava acontecendo, pois o colégio tinha uma qualidade ótima de ensino, e os alunos não perdiam facilmente, então, inicialmente, pensaram ser uma pessoa com uma individualidade poderosa. Mas ninguém sabia qual era essa individualidade, então qualquer um poderia ser o culpado. Os ataques eram sempre do mesmo jeito. Foi descoberto que a pessoa desmaiava a vítima com uma arma de choque, e quando a desmaiva...

–Matava-a?!

–Estuprava-a?!

–Não. - S/n respondeu de imediato. –Algo muito pior. - ela respondeu, fazendo os colegas ficarem tensos. –Eu tenho as fotos, mas são cruéis. Eu mostro depois. - disse, fazendo todos ficarem com uma gota na cabeça, querendo saber o que era "tamanha maldade". –Até que um dia, no início de uma tarde, aproximadamente duas horas, eu, Sayuri e Mitsuki resolvemos ir em uma doceria que havia acabado de ser inaugurada perto do colégio. Ela estava "naqueles dias", então, precisou ir no banheiro. Após um tempo, nós estranhamos ela não ter voltado, então resolvi ir no banheiro ver o que havia acontecido. Sayuri estava desmaiada, e a pele do seu rosto estava assim... - pegou o celular, procurando por algo, e assim que achou, mostrou aos colegas uma imagem de Sayuri. A pele de seu rosto estava azul, seus olhos estavam cobertos por uma tinta preta, como sombra, contornando-os. Sua boca estava com uma tinta vermelha, que realçava seus lábios assustadoramente, e para piorar a situação, a pessoa havia contornado os lábios que estavam vermelhos com um lápis preto. Haviam colado uma verruga falsa no queixo da garota, suas sobrancelhas estavam grossas e juntas, enquanto duas riscas pequenas vermelhas estavam sob seus olhos. Os meninos começaram a rir, enquanto as meninas estavam quase chorando com tamanha maldade.

–Ficou engraçado. - Deku disse, parando de rir aos poucos. 

–Pelo menos eu fiquei com os traços do Ero-Sennin... - ela disse, engolindo em seco.

–Continuando a história. - S/n disse, guardando o celular. –Após isso, nós a levamos para a sala do conselho estudantil, onde alunos do ensino médio que tinham carteiras provisórias agiam como... "policiais", quando se tratava de incidentes do colégio. Nós acabamos nos envolvendo no mesmo dia sobre o assunto, e analisamos uma das vítimas falando sobre o ataque, e enquanto isso, Sayuri ainda estava desmaiada. Ela insistia em dizer que não havia visto a pessoa que a atacou, porém, na câmera de segurança, ela estava sendo acompanhada por uma menina. Foi descoberto que o nome da individualidade era Dummy Check, uma individualidade que impede os outros de perceberem que há alguém com eles. Havia apenas uma pessoa com o registro de uma individualidade assim nos dados de individualidades de Maine. Nós analisamos a suspeita, e no mesmo instante, a Sayuri acordou, começando a alegar que era ela, mesmo que nos dados, fosse dito que ela não era capaz de ficar invisível. Mas, como vocês sabem, a Sayuri não é afetada pela individualidade dos outros, ela treinou três anos para adquirir essa resistência, como na mão direita, e ela desmaiou pelo choque da arma. Não havia dúvidas de que era aquela garota. - S/n disse, então Sayuri continuou.

–Eu estava revoltada, com muita raiva. Quando eu acordei, eles haviam dado MUITA risada de mim, assim como vocês fizeram aí agora. Eu estava repugnante. Como a Onee-sama é uma electromaster, ela obviamente possui as mesmas habilidades de um hacker, ela hackeou a partir dos computadores do colégio, as câmeras do jardim acadêmico de Maine, que eram mais dois mil, decodificando o fluxo de informações, e deixando claro tudo que acontecia no momento.

–Mas nós temos a mesma individualidade e eu não consigo fazer isso. - Kaminari disse, estreitando os olhos.

Não é a mesma individualidade, dãã. Eu consigo controlar o eletromagnetismo, consigo gerar e manipular a eletricidade onde eu estiver, e bla bla bla. A sua eletrificação vem de  dentro de você, tanto que se você usa sua individualidade demais, o seu cérebro dá um curto-circuito. 

–Me ensine, então. - o loiro pediu, e S/n se impressionou.

–Sério?!

–É, ué.

–Sério, sério mesmo?

–Sim!

CONTINUANDO! - Sayuri interrompeu, indignada. –A garota usava a individualidade dela continuamente para ocultar-se, mas não podia usa-la para sempre. Naquela mesma tarde, euzinha, e os dois ali, fomos atrás da garota, que estava prestes a atacar uma outra estudante do colégio, com aquele negócio que se coloca no ouvido e dá para ouvir a outra pessoa falando, eu esqueci o nome, NÃO ME INTERROMPAM. - disse, quando viu que S/n, Iida e Momo iam falar. –Obviamente, eu coloquei uma máscara antes de sair, mas, 'né, voltando. Eu chamei-a quando ela estava prestes a atacar uma colega nossa, e ela ficou "invisível", todavia isso não funcionou comigo, mas mesmo assim, ela saiu correndo e eu tive que perseguir ela. Eu a perdi de vista por causa da movimentação, então ficou para o Mitsuki.

–Agora é minha vez de contar, porque eu me lembro como se fosse ontem. - o loiro disse, sorrindo. –Ela tropeçou no meu pé, o Dummy Check parou por alguns minutos. Me lembro que eu disse as seguintes palavras a ela: "Eu sou o Teleportador de Midchilda. Siga-me pacificamente ou...", mas ela ficou invisível e saiu correndo de novo. Óbvio que ela não ia me seguir. Então o conselho estudantil começou a me direcionar, mas onde ela ia, a gente tava. - ele disse com um tom de ironia, fazendo os colegas rirem. –Até que o Dummy Check não estava mais aguentando, e ela acabou parando em um parquinho. Mas a Biribiri estava lá, haha. Continua você, agora fiquei com preguiça. - ele disse, fazendo S/n suspirar e voltar a falar.

–Ela estava cercada e não tinha como fugir. Ela começou a questionar o porquê da individualidade não funcionar com a gente, mas ela ficou "no ar". Então começou a nos xingar, dizendo que odiava nós de Midchilda, e bla bla. Aí ela pegou a arma de choque e veio com tudo para cima de mim, só que não funcionou, obviamente. Eu dei um leve choque elétrico nela e ela desmaiou. Mas a Sayuri ainda queria saber o porquê de ela ter feito aquilo no rosto dela, e como ela poderia tirar. Ela não demorou muito para acordar, aí encurralamos ela. Eu me lembro que assim que ela acordou, ela havia percebido que nós tínhamos visto o rosto dela todo, ela tinha uns risquinhos por baixo dos olhos.

–Como o Ero-Sennin! - Sayuri disse, com os olhos brilhando.

–"Vamos, comecem a rir! Como aquela pessoa!" ela disse. Não entendemos, então ela começou a explicar.

–Deixa eu imitar, deixa eu imitar, Onee-sama! - Sayuri implorou, e S/n assentiu. A rosada colocou uma música clássica romântica qualquer no celular, então começou a falar. –Foi na primeavera... Eu aproveitava o calor do sol, ainda inocentemente com o meu namorado. Acreditei que aquela época feliz nunca acabaria... - agora, a música havia parado de tocar. –Mas... a primavera acabou. E subitamente, fui trocada por uma aluna da Midchilda Academy... Me questionei por muito tempo. "O que aquelas donzelas tem que eu não tenho?" "Por que elas são melhores que eu?" Mas... Foi como um tiro. Ele foi direto, e disse que os riscos abaixo dos meus olhos eram estranhos. Eu odiei aquele homem por me abandonar! E também as garotas de Midchilda, por roubá-lo de mim! E mais que tudo, odeio todos os rostos bonitos! Então decidi deixar todas essas malditas donzelas bonitas piores que eu! - exclamou, colocando a mão sobre a testa dramaticamente, enquanto deixava algumas lágrimas caírem.

–Ela é uma boa atriz mesmo. - Kirishima sussurrou para si mesmo, rindo fraco, enquanto olhava Sayuri.

–Por que ela decorou isso?! - S/n murmurou para si mesma. –Obrigada pela atuação, Sayuri. - S/n disse em um tom de escárnio. –Após ela explicar, ela começou a nos mandar rir sobre o rosto dela, mas nós só conseguimos ter pena por tamanha estupidez. Ela ficou perplexa por não estarmos rindo. Eu tentei ajudá-la, e disse que ela não era estranha, muito menos feia.

–"Elas são o seu charme. Hm, eu gosto delas. Me lembram as da Rin e a do Jiraiya, mas acho que você não assistiu Naruto." - Mitsuki imitou S/n com uma voz estúpida, fazendo a garota revirar os olhos e os colegas rirem. –Aquela garota era devassa. Ela foi levada pelo conselho tutelar, mas não aconteceu nada com ela. Ela sempre escreve para a S/n-chan.

–Sem contar que a Sayuri faltou a aula por uma semana, porque a tinta que foi usada para fazer aquilo, era uma especial feita por uma universidade de um distrito de lá. - S/n disse com os olhos no celular, fazendo os colegas rirem.

 (...)

A viagem durou por cerca de seis horas, e agora, eles finalmente haviam chegado. Todos estavam TOTALMENTE ANIMADOS, enquanto desciam do ônibus em fila.

–Isso sim, isso aqui é ar de verdade! - Uraraka disse, respirando fundo, enquanto olhava o gramado ao redor deles.

–Realmente! - Momo concordou.

–Que lugar bonito. - Todoroki murmurou para S/n, que assentiu.

Eles pararam, em frente ao ônibus, e lá tinha um grupo de outros... Adolescentes? Todos ali eram muito jovens.

–Olá, pessoal. - um garoto com estrutura alta, com cabelos lisos e verdes, na altura das orelhas, com olhos cinzas, bem bonito por sinal, se pronunciou. –Eu me chamo Totsuka Kazuma, sou o monitor, e líder da equipe que vai ser responsável por vocês. - ele sorriu gentilmente.

–Que bonito. - Hagakure sussurrou para Mina, que concordou.

–S/N-CHAAAAAANNNNNNNN!!!!!!!!! - uma garota com cabelos marrons, olhos verdes e com duas riscas vermelhas bem pequenininhas sob os olhos saiu de trás do grupo, correndo até S/n, abraçando-a com força, rodopiando a garota que estava ficando sem ar, pela área livre.

SENDO RUIKO?! - Sayuri e Mitsuki gritaram ao mesmo tempo, chocados.

–Quem é essa menina? - Todoroki perguntou, olhando-as.

–A menina da história que a gente contou no ônibus! - Sayuri exclamou, incrédula.

–Também é bom te ver, Ruiko-san... Mas poderia me soltar, onegai? - S/n perguntou, com um pouco de dificuldade. Assim que Ruiko percebeu o que estava fazendo, soltou a C/C imediatamente.

–Gomennasai, eu me empolguei. - disse, coçando a nuca. –Como assim você veio para U.A?! Onde estão Mitsuki-chan e Sayuri-chan? - perguntou, com um enorme sorriso no rosto.

–Estamos aqui. - Sayuri disse, acenando lentamente. A menina foi correndo cumprimentá-los. S/n suspirou.

Mas, como se não bastasse, uma menina com um leque na mão se aproximou da C/C, analisando o rosto dela cuidadosamente, para não cometer enganos. Ela tinha cabelos castanho claro, com olhos da mesma cor.

–Você é... S/n Hirano? - perguntou, um pouco receosa, corando um pouco. S/n arqueou uma sobrancelha.

–Perdão, te conheço?

Brianna Cartter. - disse com uma voz baixa, e se ajoelhou perante a S/n, o que fez a C/C arregalar os olhos.

Brianna Cartter estava ajoelhada à sua frente. Brianna. Brianna mesmo, e não era brincadeira nem nada.

–*I... I'm sorry... I'm really sorry. - começou, chorando. Ninguém que estava ali entendeu o porquê dela estar chorando, com excessões de Sayuri e Mitsuki. S/n ficou perplexa. Sua expressão antes horrorizada, se tornou leve.

–*Hm? I dont understand, why are you crying? - perguntando, segurando o queixo da menina, e fazendo ela se levantar. –*Get up, don't humble yourself like that for me. We got it right in the past, right? - deu um leve sorrisinho quando viu a menina limpar os olhos, chocada.

–*So that means we can be friends? - questionou.

–*Yes of course. - assentiu. –*But they have to finish the presentation, i we be annoyed. This conversation is between us, ok? - S/n perguntou, enquanto pegava o leque da menina no chão, entregando a ela.

–Yes of course. - sorriu animada, indo para o grupo onde estava novamente.

–Continuando... - Kazuma pigarreou. –Vamos às apresentações.

–Taiga Ayato. - disse um menino com um pequeno sorriso no rosto. Ele tinha cabelos pretos, e olhos azul-celeste.

–Tsukimiya Akashi! - um garoto bem animado, com olhos cor-de-rosa e cabelos loiros se pronunciou.

–Sendo Ruiko! - ela disse, passando o braço pelo pescoço de Akashi, e fazendo um dois com a mão.

–Cartter Brianna. - a menina de cabelos castanhos disse sorrindo, abrindo o leque, e jogando o cabelo para o lado. Kazuma ficou com uma gota na cabeça.

–Bem, vou apresentar a chácara para vocês. - o esverdeado disse, sorrindo. Ele se virou, e começou a entrar no local, que tinha uma trilha de ladrilhos paralelos de pedras, parando em frente à uma casa ENORME, com um estilo rústico, porém linda.

–Aqui é a entrada para a casa que vocês vão ficar, é essa primeira. No fundo tem uma outra casa, toda via, por essa semana, essa daqui é de vocês, porque é onde ficam os dormitórios. - ele começou, e Akashi começou a entregar uns papéis para eles. –Vocês vão dividir os quartos em duplas, portanto, dentro dos dormitórios, os quartos são numerados, como por exemplo, "Fulano e Sicrano quarto número 27", entendem? - perguntou, e todos assentiram positivamente. Sayuri e S/n se olharam aliviadas, por terem ficado no mesmo quarto. –Caso queiram trocar de companheiro de quarto, falem comigo depois. - sorriu, e voltou a guia-los, indo até um outro lugar da casa, seguido pelos alunos. Era a área da piscina. Tinha um pequeno morrinho de grama, onde haviam duas escadas de caminhos opostos, porém que desciam na mesma direção para o chão, que tinha ladrilhos paralelos ao redor de uma piscina enorme, alguns arbustos com algumas flores amarelas e vermelhas, sombreiros e cadeiras, e uma parte naquele mesmo lugar, coberta, e dentro dela tinha puffs e mesas, era um lugar onde serviam alguns petiscos. Um quiosque.

–Aqui é área externa da piscina. - Ayato começou, e apontou para o lugar coberto. –Ali é o quisque. Vão ser servidos alguns petiscos para quando vocês estiverem na piscina. - ele explicou.

–Sugoi... - a turma falou em uníssono, olhando ao redor. Era realmente muito lindo. Era como se estivessem no interior, ou no campo. O gramado tinha uma coloração verde vivo, era um local arborizado e o gramado encantava qualquer pessoa que olhasse, porém o sol ainda era bem visível e fazia bastante calor. A "equipe" levou-os para uma área verde vazia, onde só tinham algumas árvores.

–Aqui é a parte onde vocês vão treinar na quarta e na quinta. - Ruiko disse, vendo os alunos olharem ao redor. –Não tem nada que possa machucar vocês, ou que vocês possam destruir, então não há riscos se treinarem aqui. - concluiu, levando-os para uma outra parte da chácara, um salão enorme e vazio.

–Aqui é o salão de festas, caso vocês queiram fazer algo aqui, precisam informar a um de nós, para podermos ajeitar a organização. - Brianna disse, sorrindo gentilmente, enquanto o leque estava fechado em sua mão. 

Após terminarem de apresentar o local todo, S/n e Sayuri estavam arrumando o dormitório de ambas.

–Cara, eu ainda não consigo acreditar no que aconteceu hoje. - a rosada disse, organizando os quadros de fotografia em uma cômoda, enquanto S/n arrumava os livros nas estantes.

–Realmente, mas agora ela me parece uma boa pessoa.

–Também 'né, quem é que não vai aprender uma lição depois de ter o crânio quebrado? - Sayuri debochou rindo, e S/n revirou os olhos.

–Que idiota você. - resmungou.

–Aiai, essa semana vai ser icônica. - Sayuri concluiu.

–É, espero. - S/n disse, assentindo. –Vamos almoçar? Estou morta de fome. - resmungou, e Sayuri concordou.

–Vou apenas tirar a farda e colocar uma roupa normal. - disse, pegando um vestido nas malas, e entrando no banheiro.

S/n se jogou na cama, olhando para o teto.

–É, vovô... Você tinha razão. - sorriu.


Notas Finais


*tal lembrança foi citada no quarto capítulo (quinto, se não contarmos com o prólogo), onde S/n olha para Midoriya e se lembra de Mitsuki
*Im sorry... Im really sorry = eu sinto muito. eu realmente sinto muito.
*Hm? I dont understand, why are you crying? = hm? eu não 'tô entendendo, por que você está chorando?
*Get up, don't humble yourself like that for me. We got it right in the past, right? = se levante, não se humilhe assim para mim. nós acertamos no passado, certo?
*So that means we can be friends? = então isso significa que podemos ser amigas?
*But they have to finish the presentation, i we be annoyed. This conversation is between us, ok? = mas é melhor deixar eles terminarem a apresentação, se eu estivesse lá, isso seria chato. está conversa fica entre nós, ok?

espero que tenham gostado, caso sim, comentem o que acharam (não sejam leitores fantasmas ok) favoritem a história hehe
bjs e amo vocês


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...