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História Electrifying Cold - Imagine Todoroki Shoto - Capítulo 29


Escrita por:


Notas do Autor


hello everybody 🤡
demorei, eu sei
mas aqui estou eu né k, depois de mt tempo
aah, e eu queria saber, se eu fizesse um grupo do wpp pra vocês interagirem, vocês entrariam? k

Capítulo 29 - Metrônomo da reflexão


Fanfic / Fanfiction Electrifying Cold - Imagine Todoroki Shoto - Capítulo 29 - Metrônomo da reflexão

– Goro-sensei! – as duas garotas exclamaram em alto e bom som, e o homem sorriu, aprumando o corpo diante à dupla.

Goro era um adulto alto – que tinha por volta de 1,77 - 1,86 –, que tinha entre vinte e seis e trinta e dois anos. Sua pele era pálida, e sua característica mais notável eram seus cabelos, os quais eram lisos e prateados, quase brancos, e batiam nas costas.

 Os olhos do homem eram brancos com raios azuis, e isso aumentava ainda mais a expectativa de quem via, já que parecia até um descendente de europeus.

– Muito tempo sem ver vocês. – ele segurou uma risada, e a C/C suspirou, colocando a mão na cabeça, se aproximando do mais velho.

– Sensei... Já falei sobre fazer piadas assim. – ela repreendeu-o seriamente e ele sorriu terno.

– A Sayuri estava tendo mais um momento psicótico lésbico? – indagou, e o Yamabuki e a Hirano abaixaram as cabeças.

– Não é só lésbico! – a rosada rebateu, se levantando do chão, colocando as mãos na cintura e fazendo uma expressão engraçada. – Aliás, o que está fazendo aqui, sensei? – franziu o cenho e Goro pareceu um pouco surpreso.

– Troquem de roupa. Nós vamos sair.


(...)


– A KANON-SENPAI FOI ATACADA?! – S/n gritou em alto e bom som, socando a mesa do restaurante, fazendo um pouco das pedras de gelo saltarem do copo.

– Vamos, vamos! Acalme-se, Onee-sama. – Sayuri balançou as mãos.

– Que covardia homens atacarem uma pobre garota em bando! – ela exclamou irritada.

– S/n, você está nervosa até demais com isso. – Goro tocou o ombro da aluna e ela bufou, colocando a mão no rosto e apoiando o cotovelo na mesa.

– Não, sensei. É que eu não suporto quem não se esforça e vive tentando fugir da realidade.

– Ah, você parece estar falando de mim. – o homem riu, enquanto bebia um pouco de milkshake.

– Hã? Você não é assim. – a C/C franziu as sobrancelhas.

– Sim. – concordou Mitsuki, fechando os olhos e cruzando os braços. – O estilo da Big Spider parece ser como atravessar a rua em bando quando os carros estiverem passando. Mas o senhor, sensei, atravessa a rua sozinho! É muito mais corajoso que eles!

– Mitsuki, isso realmente não soa como defesa! – Sayuri repreendeu-o.

– Ah, mas foi assim que nos conhecemos. – S/n rebateu. – E afinal, quem são os Big Spider?

– Esse é o nome da organização responsável pela caça aos usuários de habilidades. É uma organização famosa entre os membros da Skill-Out. – respondeu o homem. – Eles tem orgulho e sabem distinguir entre o certo e errado, mas ultimamente tornaram-se meros vadios.

– O orgulho de um membro da Skill-Out? – S/n fechou os olhos e arqueou a sobrancelha, em um sinal de completo desdém e arrogância. – Eles me parecem ser um bando com complexo de inferioridade. Apenas meros invejosos e irados que não possuem quirk. O que planejam conseguir caçando outras pessoas?

– Derrotar gente assim em bandos chega a ser difícil até para quem é de níveis superiores. – Mitsuki remexeu no suco com o canudo, enquanto Sayuri tomava alegremente sorvete.

– Além disso, há relatos que a Big Spider adquiriu armas ilegais no mercado negro. – a rosada comentou.

– Eeh?! – a expressão de S/n ficou animada. – Será que enfrentá-los me proveria um pouco de ação?

– Nada disso! – Mitsuki rugiu. – Se quiser ação, um exercício físico pode te prover  isto a qualquer hora!

– Como é?! Não foi isso que eu estava falando! – o rosto dela ficou vermelho de raiva e eles começaram a brigar.

– Então o grupo que atacou a Kanon-chan acabou preso, certo? – Sayuri continuou conversando normalmente com Goro.

– Parece que sim. Mesmo ela sendo mais velha que vocês, foi difícil para ela nocautear tantos homens, já que não tinha como ela usar a individualidade lá. – respondeu.

– Que desprezível... – a garota murmurou.

– É mesmo. – Wamaru concordou. – Mas dentre eles, há insatisfação, ressentimento e uma inapagável admiração por quem tem habilidades.

– Você sabe muito sobre eles, sensei! – Sayuri exclamou e ele riu.

– Como esperado do nosso sensei. – a C/C elogiou. – Mas é por isso que voltou, sensei? Apenas para dar aula?

– É sim. – o homem respondeu, dando um gole no suco em seguida. – Estavam precisando de um professor para ensinar História do Heroísmo. Me ofereci para a transferência.

– Como sempre o bom moço, sensei. – Mitsuki elogiou.

– Ah, Mitsuki. – o sensei chamou-o, os olhos sem piscar. – Preciso conversar com você depois.

– E a gente? – Sayuri questionou, enquanto tomava mais uma colherada do sorvete.

– Vocês não. Só o Mitsuki.

– Por que a gente não? – foi a vez da C/C questionar.

– S/n, esqueceu do que eu sempre digo? – o mais velho sorriu com os olhos fechados e a garota bufou.

– O senhor não responde muitas perguntas... – ela suspirou e bufou.

Então, ela e Sayuri se olharam, e franziram os cenhos na mesma hora. Naquele exato momento, o comprimento de onda mental delas alarmou e ambas raciocinaram a mesma ideia. É claro; iriam espiar, obviamente.


(...)


– O que quer falar comigo? – Mitsuki perguntou baixo, olhando para o céu.

– Como está seu machucado? – o homem questionou pacificamente, mas o garoto ao seu lado arregalou os olhos, e as garotas perceberam que ele estava suando.

– Do que ele está falando? – Sayuri questionou em um murmúrio para a Hirano, que fez "shh", logo dando de ombros, como se dissesse que também não sabia.

– Ah... Ah... Aah... – Mitsuki mexeu as mãos. – Está melhor agora.

– Hoje eu estava em uma operação e vi você entrar no hospital.

– Só fui checar se estava bem. – Mitsuki retrucou.

– Me fale a verdade. – Goro pediu, mas apenas silêncio reinou no local.

As duas garotas se olharam, totalmente confusas. Não entendiam nada do que eles estavam falando, de que machucado e que hospital o Goro-sensei se referia. Mitsuki estava escondendo algo.

– Cirurgia ortopédica é uma coisa, mas neurocirurgia... – o homem prosseguiu. – Fiquei preocupado. – ele virou o rosto para Mitsuki, que desta vez encarava o chão.

– Parece que eu bati a cabeça naquele acidente no ano passado. – ele murmurou em um tom estranho, mas logo soltou uma risada nasal e comprimida. – As vezes não sinto minhas mãos. Mas estou bem.

– Você deveria tirar um tempo para se cuidar.

– Não vou! – ele franziu o cenho. – Não vou! Não agora que estou conseguindo restabelecer a minha amizade com as meninas e com o Luke, e tenho minha licença provisória.

– E se algo acontecer-

– O médico disse que não há problemas.

– Mitsuki! – o homem se levantou, olhando-o feio, e o garoto também se levantou, encarando os dormitórios acesos.

– Finalmente estou conseguindo. Não posso vacilar novamente. – suspirou. – No começo, eu só queria treinar e treinar. Porque eu queria ser o defensor da paz. Ainda quero... – murmurou. – Entrar para a classe cinco e acabar gostando. Ridículo, com imprestáveis arrogantes. Era o que eu pensava. – ele ficou em silêncio por um tempo. – Mas quando eu percebi, era eu quem mais amava a classe 5. Querendo ver o mesmo sonho que todos eles. – ponderou. – Eu ia sair quando acabasse o fundamental, mas... – ele se virou para olhar o sensei. – Eu comecei a gostar de cada um deles. S/n e Sayuri. Hort e Luke. Kiyara e Mei. Kokoro e Hiroki. Kanon e Ryota. Todo o resto também. – os olhos dele estavam lacrimejando. Ele limpou os olhos e começou a andar para frente do dormitório. – Por favor, não conte para as meninas.

– Entendi. – ele murmurou. – Em troca, me prometa. Se piorar, você irá me avisar.

– Quando esse momento chegar, apenas irei me descartar. – ele falou quase inaudível e voltou a andar.

– Eu nunca deixaria que fizesse isso. Você vai ficar bem. – o homem murmurou, enquanto observava o Yamabuki entrar nos dormitórios.

Nenhuma das duas ousaram falar nada, porque elas já sabiam muito bem o que a outra estava pensando. Ambas não entendiam nada. Mas definitivamente, algo muito sério havia acontecido com Mitsuki e ele estava escondendo. Elas descobririam o que era. Com certeza descobririam.


(...)


– Pessoal, escutem! Em fila e prontamente para o local! – Iida tentava conduzir a turma até ao auditório que ficava no lado de fora do colégio, mas eles não pareciam cooperar muito.

– Poxa vida, você não está na fila. – Sero retrucou rindo, enquanto passava com Jiro e Yamabuki. Iida se conheceu em uma careta, se tremendo.

– O dilema do representante da sala... – ele murmurou baixo.

– Fiquei sabendo, turma A... – Monoma iniciou, encostado em uma parede. – DUAS PESSOAS! Tiveram DOIS alunos reprovados na licença provisória! – as olheiras dele se tornaram mais visíveis que o normal e os olhos se arregalaram, enquanto fazia "2" com os dedos.

– O Monoma da turma B! – Sero fez uma careta, mas a de Kaminari era mil vezes pior.

– Um doido, como sempre! – completou Kaminari.

– E aí? Você também foi o único a reprovar de novo? – Kirishima questionou em deboche, com a mão no queixo. – Como na final?

Monoma começou a rir, colocando as mãos na barriga e fazendo o corpo tremer de um jeito estranho; aquela risada provavelmente era bem forçada. Ele se virou de costas, perdendo a expressão de um Kirishima furioso.

– QUAL FOI, HEIN?!

– Nós... – a turma B - exceto por TetsuTetsu - encarou-o com tédio. – Todos passamos! Passamos na frente de vocês, turma A.

– Foi mal, gente... – Todoroki murmurou com o cenho franzido em uma expressão desapontada, logo sendo consolado rapidamente por Kirishima e Hirano.

– Isso virou uma competição deles mesmo, não se preocupe! – Kirishima falou a primeira coisa que lhe veio a cabeça.

– Com o Mental Out na turma deles é fácil passar. – a garota murmurou para o meio a meio, com a mão em seu ombro, enquanto este olhava para ela em silêncio. – Digo isto porque conheço as pessoas da camarilha Tsurugi.

– Mas... – Shoto se virou para encará-la, ainda com o cenho franzido. – Esse cara é tão... sujo assim? – antes que S/n pudesse respondê-lo, a atenção do garoto foi desviada para trás da C/C, que por início, não entendeu o que ele estava olhando.

– Ara?! – Luke se aproximou dos dois lentamente, e a garota se virou com uma careta no rosto.

– Argh. – ela exclamou em um som audível.

– S/n-chan, toda despreocupada minutos antes de uma reunião com os nossos supervisores? – com o mesmo tom de sempre, ele questionou, colocando uma mão no pescoço.

– "Despreocupada"? – ela repetiu, entediada. Mas, logo lembrou-se do que estava conversando com o Todoroki, que ainda parecia estar chateado por não ter passado na prova. – Ei, Luke. Não é verdade que você usou seu Mental Out?

– Claro que sim. – ele afirmou em um tom um tanto quanto arrogante. Shoto franziu o cenho, vendo que o Tsurugi ainda não havia notado-o ali ao lado de Hirano. – Usei minha habilidade para cancelar todas as competições da classe B na segunda fase.

– Hã? – S/n colocou a mão na cintura.

– Já estava cansado após a primeira parte. – ele revelou com descaso. – Então usei meu Mental Out e eles estão achando que todos passaram.

– Você é mesmo... – ela sussurrou com desdém.

Porém, naquele mesmo momento, assim que o garoto de cabelos brancos percebeu o Todoroki ao lado, a expressão dele mudou drasticamente. Ele semicerrou os olhos em uma fisionomia sombria, mas logo disfarçou, tossindo e colocando uma mão no bolso.

– Por acaso, quem é o cavalheiro, S/n-chan? – Luke interpelou, encarando a garota.

– Todoroki Shoto. – o próprio se apresentou. – Somos amigos e estamos na mesma turma.

– Muito prazer, Todoroki-san. – o outro rapaz exprimiu bem baixinho, mas S/n arregalou os olhos ao ver ele andando em sua direção. Luke entrelaçou o próprio braço ao de S/n, apontando para si próprio com o polegar. – Eu sou amigo da S/n-chan, me chamo Tsurugi Luke! – logo, ele fez joinha com a mão. – Muito prazer, viu?

– Q-Quem está chamando de amiga?! – S/n se afastou rapidamente, tirando uma gargalhada de Luke.

– Oh, poxa vida! Você não gosta mesmo de mim, não é mesmo, S/n-chan?! – ele satirizou, enquanto ria. – Sempre tão biribiri! Não concorda, Todoroki-san? – ele encarou o meio a meio, deixando-o sem saída.

– Ah... É. – respondeu, com uma expressão meio desconfortável. – Ela também está sempre... biribiri comigo.

– Viu, S/n-chan? – Luke encarou a garota, que a esta altura, já tinha alguns raios de eletricidade saindo do corpo. – Você é biribiri sendo biribiri, entendeu?! Que engraçado! – ele começou a rir.

– Pare de me chamar assim e fazê-lo concordar com isso tão facilmente! – a garota ponderou, com mais faíscas saindo do corpo. Luke riu e deu as costas, acenando para a menina.

– Tchauzinho, S/n-chan! – ele voltou para perto da turma.

– S/N!! – a voz de Kiyara foi ouvida; a menina estava agachada atrás de S/n, logo levantando a saia da menina, deixando seu short à mostra. Kiyara fez uma careta, suspirando desapontada. – Que brega, hein?

– Brega?! – S/n olhou-a irritada, enquanto se afastava rapidamente da menina, que estava se levantando.

– Kiyara, que maldade! Não faça isso na frente de um menino! – Mei se aproximou rapidamente da amiga, segurando-a pelos ombros em desespero e puxando-a para trás.

– Acho que deveria ser "não faça isso na frente de ninguém", embora ela continue fazendo não importa o que digamos. – a C/C passou a mão pelos cabelos.

– Nada disso! – disparou Kiyara, em um tom de indignação, enquanto colocava as mãos na cintura. – Faço isso como uma ótima amiga! Verifico todos os dias se estão de calcinha!

"Por que eu ainda estou aqui?" Todoroki questionou para si mesmo, com uma expressão estranha, enquanto observava as meninas discutirem sobre shorts e roupas íntimas.

– Short não é algo que uma "oujou-sama" deveria usar, S/n. – a Poire resmungou. – Apenas a-

– Eu uso embaixo disso! – antes que Kiyara pudesse falar mais algo e Mei pudesse repreendê-la, uma voz conhecida soltando um resmungo choroso atraiu a atenção das três.

– Poxa vida... – Kanon estava murmurando, enquanto o corpo dela estava todo molhado, graças a sua individualidade que ativou enquanto ela estava nervosa. – Me perdi de novo...

A senpai de cabelos azuis estava com as mãos na frente do rosto, como se estivesse prestes a chorar ali mesmo.

– Uma água-viva... Duas águas-vivas... Três águas-vivas... – ela começou a contar, como se fosse uma forma de se acalmar.

– Kanon-senpai. – S/n chamou-a, acenando e a garota olhou rapidamente para ela, começando a correr em sua direção, prestes a chorar.

– S/n-chan! – ela exclamou, correndo na direção da amiga mais nova e abraçando, enquanto começava a chorar, como sempre.

– Kanon-chan-senpai! – Sayuri se aproximou, com Mitsuki. – Se perdeu novamente?

– Sim. – ela respondeu envergonhada, olhando o chão. – Preciso achar logo o Ryota-chan e a Kaoru-chan! Vou me esforçar! – ela fechou os punhos em determinação.

– Aliás, quero falar com você depois, senpai. – S/n chamou-a e a garota olhou para ti curiosa, mas logo concordou com a cabeça, correndo para a fila do 2° ano.

– Oe, estamos tentando passar por aqui. – um garoto de cabelos roxos com tufos ao redor da cabeça, com muitas olheiras visíveis abaixo dos olhos começou a passar por eles.

– Sinto muito! – Iida exclamou. – Vamos, pessoal! Deixem de conversa fiada. Estamos causando transtornos!

– Não quero ver como são cafonas. – o mesmo garoto murmurou e um estalinho surgiu na cabeça de S/n.

– Bem... Hoje já me chamaram de brega e de cafona. – ela ponderou com uma certa raiva na voz.

– Shinso... – murmurou Tokoyami.

– Ele que lutou contra aquele garoto de cabelos verdes no festival desportivo. – Mei comentou para as amigas.

– Nossa, ele parece que cresceu bastante... – Sero afirmou.

– Ele me enoja. – Luke comentou enquanto encarava o garoto com escárnio.

– L-LUKE! – Mei comentou com os olhos girando em círculos, como se estivesse zonza de tanto desespero.

S/n concluiu que o tal Shinso o "enojava" porque ele provavelmente teria uma individualidade parecida com o Mental Out, mesmo que não fosse tão prática e forte quanto.


(...)


– YA! Aqui é o mamífero que todos amam, o diretor! – Nezu cumprimentou os alunos animadamente. – Recentemente, o pelo que tanto me orgulho perdeu a qualidade. É difícil para eu cuidar dele. – ele comentou. – Isto é algo que só se pode dizer de humanos. Mesmo que tenham uma dieta balanceada com zinco e vitaminas, a coisa mais importante deve ser dormir. – admitiu o ratinho. – Pertubar o estilo de vida é a pior coisa para o pelo. Assim, para melhorar a qualidade do cabelo. – ele continuou explicando sobre pelos e cabelos.

Os garotos o encaravam entediados, até chocados com tantas informações, e algumas garotas anotavam todas as dicas que o diretor estava dando. S/n encarou Todoroki, confusamente perplexa.

– Eu... Isso vai cair na prova?

– Não, Hirano, não. – ele suspirou em derrota, virando a garota para frente novamente para ela ouvir o diretor.

– A causa da perturbação no seu estilo de vida são os incidentes das férias de verão. Todos já devem saber. – voltou ao assunto. – A perda de um pilar. Os efeitos daquele incidente refletiram mais rapidamente do que eu pensava. Haverá caos na sociedade em um futuro próximo. Isso será mais aparente naqueles nos cursos de super-heróis. – ele falava simples e gentilmente. – Participem de atividades fora da escola. Participem de estudos de heróis nos quais o 2° e 3° ano participam com um grande senso de precaução e crise, mas ainda que antes... – ele deu uma pequena pausa. – O ar parece pesar mais quando falamos de coisas tristes assim, não? Os adultos trabalham duro para cuidar desse peso. Espero que aprendam com eles e se tornem pesssoas capazes. – os alunos pareciam mais surpresos. – Todos no curso de negócios, estudos gerais, de apoio e de super-herói. Não quero que esqueçam que são todos herdeiros desta sociedade.

S/n olhou para o chão, pensando um pouco sobre os anos em Maine. Quando decidiu se tornar uma heroína literalmente. Quando perguntada, sempre afirmava que era para manter pessoas gentis longe de se machucarem.

"Eu sou diferente de alguém que pode sorrir e se cercar de pessoas boas", era essa sua frase de efeito.

Então, ela mesma se afundava cada vez mais e cavava a sua própria cova, enquanto se distanciava das pessoas por quem era querida e amada, se tornando cada vez mais indiferente e arrogante, desprezando os fracos.

Mais forte... Mais forte... Mais forte que qualquer outro. O treino que tinha com Nemuri era rigoroso. Precisava superar o seu próprio limite todos os dias. Vomitava e desmaiava o tempo todo, mas continuava sempre. Não importava quanto doía ou sofresse, as memórias de seu passado faziam-na aguentar.

Uma certa vez, ela teve o mesmo sonho por várias vezes seguidas. Era em um caminho cheio de belas flores. Seu avô a esperava com as costas viradas. Embora mesmo que pudesse correr, nunca o alcançava. Ele parecia triste, esperando sozinho. Era tão doloroso.

Ela desejava a força que teria salvado-a do ódio e violência daquele dia para que ninguém fizesse pouco de si. A força para evitar ser alvo novamente. Força para manter Lori, Dan e Nemuri longe de qualquer preocupação. A força para proteger Sayuri, a sua amada melhor amiga que foi a única que esteve contigo em todos os momentos. A força para manter pessoas gentis longe de se machucarem.

Mas agora ela entendia. Ela não precisava se forçar a ser algo que não era, se afastar de todos e tratar as pessoas friamente para ganhar a força que tanto desejava. Ela poderia ganhar a força cada vez mais, junto de seus amigos e aprendendo com todos eles.

Como reprimiu seus sentimentos por anos, era óbvio que seria difícil para si demonstrar que se importava com todos ali. Mas se já estava rodeada de pessoas boas, então qual seria a dificuldade em sorrir?

Seus pensamentos foram tomados pelos rosnados do professor Hound Dog, que parecia irritado e tentava falar no microfone, na frente de todos.

– Grrr... Ontem... Grrrrr... Nos dormitórios! Grrrrr!... GRRRR!!! – ele conseguia rosnar mesmo com a fucinheira.– DESACOSTUMADOS COM A VIDA! – após isso, ele soltou um uivo.

– Coitado. – S/n murmurou encarando-o, vendo que o professor não havia conseguido falar, enquanto todos tremiam de medo.

– Bem, tivemos alunos brigando noite passada. – Vlad King se pronunciou. – Podem estar inseguros nos dormitórios, mas vivamos com moderação. Essa é a mensagem dele.

– Ele se esquece da fonética humana quando se irrita! – Sayuri exclamou em desespero.

– O Midoriya-san e o Bakugo-san serão tratados como crianças problemáticas, não vão? – Momo suspirou com a mão na cabeça, conversando com S/n.

– Acho é pouco. – a C/C respondeu, com os braços cruzados, olhos fechados e sobrancelhas arqueadas.

– Não acho que você e a Sayuri possam dizer algo sobre isso. – Mitsuki comentou com ironia.

– Cala a boca! – a Hirano disparou, com vergonha. – Nós éramos duas crianças tolas, entendido?! Duas tolas.

– E nem fomos nós duas que sugerimos aquilo. – Sayuri penteou os cabelos para trás.

– Mas vocês foram uma para cima da outra com tudo.

– Ah, cuida da sua vida! – a outra menina se irritou e ele começou a rir.

– Eu cuido da minha vida. – com a frase, os olhos verdes de Sayuri se arregalaram levemente ao lembrar da conversa que ouviram ontem.

Ele podia até cuidar da própria vida, mas pelo visto, não cuidava de si mesmo.

– Agora, voltem às salas, começando com as turmas do 3° ano. – ele ordenou.

– Droga, estou cansada. – uma garota conversava com um menino e uma menina da mesma turma. – Não quero me mover. Talvez eu esteja ficando velha. Eu não tenho nenhuma energia. Eu quero comer pão.

– De toda forma, parece que os primeiranistas que brigaram foram da turma da Hira-chin. – a outra garota comentou, enquanto andavam.

– Mas a Hira-chin continua sendo melhor que todos eles. – o garoto finalmente se pronunciou, enquanto um sorriso se esboçava em seus lábios e ele colocava os braços atrás da cabeça. – Afinal, ela é a garota pela qual eu me apaixonei.


(...)


Enquanto S/n conversava com Sayuri e Kiyara, passando pelas entradas do colégio, as três se depararam com um tumulto de alunos que eram Midchilda Academy.

– Saiam, saiam! Dá para parar?! – uma voz de criança gritava irritada.

– Então você é mesmo uma gênio?

– NÃO SE AMONTOEM!

– Também veio transferida?!

Cute!

– Espaço pessoal, please! Dêem o fora! – S/n tremeu ao reconhecer aquela voz.

– Você está em qual time?

– É verdade que conhece o Donovam Hort-san?!

– Você é amiga da Hirano?!

– É a louca da Ashley. – S/n sussurrou para si mesma.

– Midchilda?! – as outras duas exclamaram chocadas.

– Já chega! Para trás! ARGHH! – Ashley ordenou. – Me dêem um espaço! – a expressão dela mudou assim que viu S/nm – AÍ ESTÁ! – exclamou em alto e bom som, chacoalhando os braços. Empurrou os alunos que a cercavam e foi na direção de S/n.

– Cunnigham. – a C/C pronunciou-se.

– O que você quer com a minha Onee-sama? – Sayuri se colocou na frente da garota, fazendo Ashley se surpreender.

– Eu sou uma gênio, class five da Midchilda Academy, Ashley Cunnigham. – apresentou-se.

– Que negócios você quer com a nossa S/n? – indagou Kiyara.

– Gerentes? – Ashley fez expressão confusa, mas logo abriu um sorriso determinado. – Então vou direto ao assunto: Vim aqui recrutar a S/n Hirano para ser uma cliente.

– Gerentes? – as três garotas que estavam ali questionaram em uníssono.

– Eu já dei a minha resposta. – a Hirano saiu correndo para longe delas, voltando para dentro da U.A.

– ESPERE AÍÍ!! – exclamou, na porta do colégio, balançando os braços, mas logo parou antes de entrar. – Ops... Sem um compromisso, it can become a problem. – murmurou, discando um número no celular, enquanto Sayuri e Kiyara observavam. – Olá, eu me chamo Cunnigham Ashley. Gostaria de pedir permissão para uma visita ao seu campus. – as pessoas olhavam-na confusas. – Hai. A filosofia educacional da U.A High School ressoa profundamente comigo. – inquiria. – Claro.


(...)


– Certo, continuaremos as aulas comuns, a partir de hoje. – Aizawa iniciou. – Um monte de coisas sem precedentes aconteceu, mas precisamos seguir em frente e nos concentrar em seus estudos. Vamos ficar aqui dentro da sala hoje, mas neste semestre, terão treinamentos ainda mais duros.

– Ele não tocou no assunto... – Ashido exprimiu para Tsuyu, logo recebendo o olhar amedrontador do sensei.

– O que foi, Ashido?

– Não sentia isso fazia tempo! – a rosada exclamou desesperada.

– Gomennasai. – Asui levantou a mão. – Posso fazer uma pergunta? Pode nos dizer o que é estudos de heróis de que falaram na cerimônia de abertura?

– Ele disse que era alguma coisa que muitos dos senpais já participam. – Momo proferiu com a mão levantada.

– Eu pretendia falar disso outra hora, mas... Pois é, acho que contar para vocês agora faz mais sentido. – ele colocou a mão nos cabelos. – Bem simples, são atividades de heróis externas. Como estágios que fizeram sob supervisão de super-heróis, só que mais para valer. – explicou, e Uraraka e Hirano pareceram meio pensativas.

– ENTÃO POR QUE ME ESFORCEI TANTO NO FESTIVAL DESPORTIVO?! – Uraraka gritou do nada, assustando Iida que sentava em sua frente.

– É verdade! – a cabeça da C/C pareceu explodir e ela logo se levantou também, batendo as mãos na mesa, assustando Momo que estava atrás de si e Mineta logo estava em frente, Sayuri que sentava ao seu lado e Shoto que sentava atrás da rosada. – ENTÃO POR QUE SE JÁ EXISTIA UM SISTEMA DESSE VOCÊS RECLAMAM COMIGO TODA HORA SOBRE AÇÕES HERÓICAS FORA DO COLÉGIO?!

– NADA DISSO! – Mitsuki disparou rapidamente. – Se alguém usa de violência e não é um herói, da Anti-Skill ou da Judgment, é considerado um criminoso como qualquer outro!

– Vamos, acalmem-se! Isso não é típico de vocês! – Sato encarou as colegas com uma gota na cabeça.

– É QUE!... – as duas responderam a mesma coisa; Uraraka apertava os punhos de nervosismo e a S/n puxava levemente os cabelos C/C.

– Os estudos de heróis usam as informações do festival desportivo como conexões. – Aizawa iniciou. – Isso não faz parte de uma aula, mas uma atividade escolhida pelo aluno. Aqueles que não foram escolhidos no festival teriam uma dificuldade de encontrar um para começar. – explicou. – Originalmente, agências contratavam sozinhas, mas havia muitas complicações, como deixar estudantes da U.A entrar, aí acabou desta forma. Se entenderam, podem se sentar.

– Desculpe. – as duas abaixaram as cabeças e se sentaram.

– Agora que têm licenças provisórias, podem ajudar de formas mais reais por períodos mais longos de tempo, como um membro da Judgment. Só nunca houve um caso no Japão de tantos estudantes receberem licenças provisórias. Com o drástico aumento das atividades dos vilões, estamos pensando seriamente em sua participação. – deu uma pausa para bocejar. – Bem, queríamos que soubessem mais como é e vamos explicar mais detalhes em um futuro próximo. Temos as nossas circunstâncias a considerar. Bem, desculpe a demora, Clairvoyant. – ele olhou para a porta e o homem estava ali. Aizawa saiu sem mais e nem menos, e Goro logo entrou.

– Como vocês estão sabendo, eu dou o primeiro horário tanto aqui quanto na turma B, e infelizmente, não posso estar em dois lugares ao mesmo tempo. Sendo assim, vou alternar as semanas entre as turmas. – enunciou, ajustando o apoio para os livros. – Nas semanas em que eu não estiver aqui vocês terão ex-alunos que virão relatar suas dificuldades e aventuras no mundo de super-heróis. Eles serão responsáveis por seus desafios semanais, portanto, por favor, confiram o mesmo respeito a eles que conferem a mim. – ele pediu. – Finalmente, pelo fato de que sou responsável por um número vasto de alunos e uma quantidade vasta de histórias, eu não tenho horário fixo, e não responderei muitas de suas perguntas aqui dentro da sala de aula e possivelmente nem fora.

Os alunos ficaram pálidos, encarando-o incrédulos. Como poderiam obter respostas se ele não permitia perguntas?

Se vocês tiverem perguntas –, retornou Wamaru, com os olhos azuis fixos, sem piscar. – certamente encontrarão as respostas nos meus livros, que estão disponíveis na biblioteca. Agora, hora da chamada. Aoyama Yuga?

– Merci.

– Mais uma vez, Aoyama.

– Bem aqui! – o loiro respondeu.

– Obrigado, Aoyama. Ashido Mina?

– Presente!

– Novamente, Ashido Mina.

– Estou aqui, Clairvoyant-sensei! – a rosada respondeu.

– Excelente. Asui Tsuyu!

– Aqui, sensei.

– Novamente?

Todoroki se segurou para não fazer uma careta. Nesse ritmo, eles ficariam ali até a hora do intervalo. Porém, quando encarou Hirano, a garota parecia estar acostumada com aquilo, enquanto remexia nas páginas do livro.

– Iida Tenya!

– Aqui, sensei! – ele estendeu o braço.

– Mais alto, Iida.

– Minha nossa, ele é surdo? – Shoto resmungou.

– Não, seu bobo. – Sayuri inclinou um pouco a cadeira para trás. – Você não sabe? Ele é cego. – o meio a meio bufou.

– Não seja ridí...

Os olhos vidrados. A associação dos nomes com as vozes. A forma como ele segurava o apoio dos livros. O jeito que Hirano, Shirai e Yamabuki se preocupavam por onde ele andava.

– Mas...

Foi quando a Hirano se virou e cruzou seu olhar com o dele; seu C/O na sua heterocromia. E então, ela sorriu. Como se para lembrar que o que realmente movia um herói era apenas sua vontade de ajudar. Por algum, motivo, o garoto sentiu vontade de retribuir o sorriso que a menina estava dando para ele. E assim, ele o fez.


(...)


– Aquela coisa de couro... Que motoqueiros geralmente usam... – no intervalo, Kanon conversava com os colegas de banda e os kohais, relembrando o momento em que havia sido atacada. – Aquela coisa...

– Jaqueta de couro? – Mei sugeriu e a azulada arregalou os olhos, concordando com a cabeça.

– Sim! Isso mesmo! Todos usavam jaquetas de couro pretas.

– Já foram três vítimas só essa semana. – Mitsuki declamou. – A frequência deles parece estar aumentando.

– Realmente preciso acabar com eles! – a C/C fechou os punhos, batendo ele à palma da mão direita.

– S/n sempre empolgada, não é? – Hiroki olhou para S/n com uma gota na cabeça, mas seus olhos pálidos logo se arregalaram ao ouvir sons de adolescentes gritando no refeitório.

– Happy! – Kokoro deu um pulo de cabeça para baixo. – Lucky! – ela deu mais uma estrelinha. – SMILE! – ela abriu os braços animadamente, enquanto caía em pé.

– YAAAY! – os outros alunos completaram.

– Kokoro! – Hiroki exclamou desesperado, se levantando e começando a correr atrás da garota que pulava animadamente pelo refeitório.

– S/n-chan, foi verdade que te recrutaram?! – Asuka questionou.

Hikawa Asuka era a tecladista do Hello, Happy World! e estava fora do país quando os acontecimentos ocorreram. Seus olhos são verdes e seus cabelos são na altura do ombro, sendo da cor verde-água, ondulados.

Duas seções de seus cabelos são usadas em ambos os lados em uma pequena trança presa por pequeninos laços amarelos na ponta.

– Recrutada coisa nenhuma! – a C/C bufou, cruzando os braços. – A doida da Cunnigham Ashley veio atrás de mim.

– Jura? – Ryota olhou-a surpreso. – Ouvi que ela era um gênio! A família dela é uma das mais ricas da região.

– Dinheiro não compensa loucura. – S/n balançou a cabeça negativamente.

Porém, antes que qualquer um pudesse articular ou falar mais alguma coisa, um som calmo ecoou nos alto-falantes do refeitório, fazendo a maioria dos alunos fazerem silêncio.

– Hirano S/n da turma 1°- A. Por favor, se apresente na diretoria imediatamente. – o aviso continuou ecoando nos alto-falantes.

S/n suspirou e se levantou, andando para fora do refeitório e seguindo lentamente até a diretoria, enquanto encarava o chão. Nem ela mesma se lembrava se havia feito algo de errado desta vez.

– Com licença. Hirano S/n do 1°- A aqui. – a garota entrou na sala do diretor, cumprimentando-o em um tom bastante sério. – Por que me chamou?

Hello! – a cadeira giratória deu um giro para a direção da menina, revelando Ashley ali. S/n fez uma careta.

– Você de novo!

Impolite! Você age como se eu fosse uma assombração! – exclamou parecendo chateada, se aproximando e colocando as mãos na cintura.

– Não-estudantes não podem entrar sem permissão. – a C/C tentou contrariar, de forma fria.

– Eu tenho permissão para visitar o campus! – colocou a mão sobre o peito, enquanto explicava.

– Isso mesmo, ela é uma visitante. – comentou Nezu educadamente. – Aqui está o seu chá. – ele sorriu, colocando na mesa uma xícara de chá.

– Thank you!

– Mas a Midc-

– Eu já terminei todos os meus créditos acadêmicos. – Ashley interrompeu o ratinho. S/n espremeu os olhos, sabendo que aquilo tinha 7% de chance de ser verdade, já que as aulas tinham acabado de começar nos EUA. – Presença não significa nada para mim. – logo se aproximou animadamente da garota. – Mas chega disso... Insisto que se torne minha cliente agora mesmo!

– Pare de insistir.

– Ei, como exatamente se conhecem? – questionou o diretor.

My client! – abriu os braços animadamente, em um sinal de grandeza.

– Não sou não! – retrucou.

– Que divertido! – o ratinho sorriu.

– Isso não é divertido.

– Essa é a sua chance de ser cliente da maior gênio do mundo, sabia? – declamou.

– "Maior"? – encarou-a com tédio.

Yes! Com minha ajuda, você vai se tornar uma grande heroína e vamos esmagar essa atual geração de heróis! – apontei para si mesma com o polegar.

– Esmagar? Você é louca. – inquiriu, fazendo Ashley arregalar os olhos e segurá-la pelos braços.

– Não tem nada que temer! – exclamou parecendo desesperada. – Create a new world! Uma geração que ninguém jamais viu!

– Acabou o tempo! – Nezu interrompeu e Ashley o olhou-o confusa, ouvindo o sinal soar nos alto-falantes. – As aulas da tarde vão começar...

– Devo conceder por agora. – murmurou baixo e soltou S/n. – Boa sorte. See you later. – se despediu, saindo da sala.


(...)


– Então a Cunnigham-san veio mesmo atrás de você novamente? – Mei indagou para S/n, enquanto as duas se preparavam para ir à Yamabuki Bakery.

Como vários alunos da U.A eram agentes de várias filiais e distritos da Judgment, e alguns tinham até trabalhos de meio período, eles podiam sair, mas claro que tinha o horário do toque de recolher.

– Aquela louca. – a C/C suspirou. – Você vai querer cornete de chocolate, não é? – apenas as duas estavam ali porque Kiyara estava no trabalho de meio período em uma loja de conveniência, e Sayuri e Mitsuki haviam ido para uma missão da Judgment.

– Claro que sim! – ela parou de andar, entrelaçando as mãos enquanto suas pupilas se transformavam em coração.

– Sempre. – a C/C respondeu com uma gota na cabeça.

– Eu vim te buscar! – aquela voz fez S/n gelar, mas logo se virar rapidamente.

Ashley estava com as mãos na cintura, encarando a garota, com uma garota de cabelos curtos da cor larania e olhos um tanto quanto amarelados.

– Com a Yumina! – exclamou a alaranjada animadamente.

– F-Fuja! – Mei exclamou, enquanto começava a correr junto com a Hirano.

Go, Yumina! – Ashley ordenou e a garota assentiu animadamente, começando a correr atrás de Mei e S/n, enquanto Ashley corria sedentariamente atrás delas também.

– Não consigo continuar mais!... – Mei exclamou, cansando.

– Você não faz esporte, Mei?! – a C/C rugiu irritada.

– Eu controlo a água! Eu estou no time de natação! Não nasci para correr! – explicou, e enquanto passavam como loucas pelas pessoas, acabaram passando por Clairvoyant e Midnight que conversavam, e acabaram notando-as.

– S/n-chan, lembre do treinamento! – exclamou a mulher. – Pare, deite e role para longe dos estranhos!

– Argh, argh, argh! – Ashley passou arfando por eles.

Elas continuaram nesse pega-pega por pelo menos mais de quinze minutos. Todas estavam suadas, sem ar, com as pernas doendo, porém continuavam correndo e fugindo uma das outras.

– Encontrei! S/n-chin! – Yumina exclamou, correndo atrás da C/C.

Mei parou de correr e se sentou, com a respiração ofegante e os cabelos molhados de tanto suor. Ela colocou a mão no coração, tentando se acalmar daquela corrida.

– Vamos, senhorita gerente! – Ashley exclamou, parando na frente da acastanhada, olhando para os lados. – Onde está S/n?!

S/n estava escondida embaixo do banco, esperando que elas fossem embora. Porém, assim que viu os tênis de Ashley por baixo do banco, ela se arrastou lentamente para o lado esquerdo, se levantando.

– Antes de tudo, ela não tem geren-

– Ashley-chin, ali! – Yumina exclamou e S/n deu um pulo por causa do susto, começando a correr para longe dali.

Ashley bufou, extremamente irritada, se abaixando e começando a olhar de baixo do banco, com as costas começando a doer.

– Para onde ela foi?! – questionou indignada, procurando debaixo do banco. – Por que estou fazendo isso, para começo de conversa?! – acabou se esquecendo que estava de baixo de um banco e bateu a própria cabeça com tudo no teto. – AAAIII!!!

– Ali, para direita! – Kirishima, que estava no terraço, junto ao "BakuSquad", começou a guiar e a torcer por S/n.

– Boa sorte, Hirano-chan! – exclamou Mina.

– Corra, corra! – Sero incentivou.

– Vai, Hirano! – o ruivo exclamou novamente.

– Hirano, corra! – Sero torceu.

– DÁ PARA CALAREM A BOCA?! – Ashley se irritou e se virou, fechando os punhos e estendendo o braço. Foi tempo o suficiente para a C/C passar por trás de si novamente e ela não perceber.

– ASHLEY-CHIN, ATRÁS DE VOCÊ! – exclamou Yumina e Ashley olhou para os lados, logo se lembrando do que estava fazendo e voltando a correr.

– A baixinha é meio estranha. – Bakugo murmurou com descaso, enquanto encarava a cena entediado.

– Despista ela! – o ruivo exclamou novamente.

– De fato, há tempo sobrando até o sol se pôr. Um querido amigo colocou sua vida em minhas mãos sem protestar. – Seta Kaoru, fazia mais uma encenação no castelo improvisado, de onde todas as suas fãs assistiam. – Devo me provar digna de sua confiança. Corra, Melos!

– Saiam de perto! – S/n rugiu, correndo rapidamente por ali naquela hora.

– Por favor espere! – Yumina exclamou.

– ARGH, ARGH, ARGH! – Ashley continuou arfando.

Elas continuaram nessa perseguição como loucas até chegarem fora do colégio, em uma parte com mais alojamentos, lanchonetes e lojas de conveniência.

A C/C entrou na Yamabuki Bakery arfando e suando, com uma mochila nas costas. Ela se ajoelhou rapidamente, ainda tentando respirar direito.

– AH, S/N?! – ela olhou para cima, se surpreendendo ao ver o irmão mais velho de Mitsuki ali. Shu olhou para ela, preocupado. – Espere... Mais uma pessoa da U.A?

– Hirano, você está bem? – os olhos dela se arregalaram mais ainda ao ver o Todoroki na Yamabuki Bakery. – Preci-

A garota se levantou rapidamente, desesperada, tampando a boca do garoto e fazendo "shh", enquanto, do lado de fora da padaria, eles podiam ouvir uma conversa de Ashley e Yumina.

– Vai tentar achar outro cliente novamente? – Yumina questionou para a rosada.

No! Minha busca finalmente acabou! – proferiu alto. – Viu os vídeos que eu te mostrei das lutas dela, não?! Eu sabia desde o primeiro passo que ela é exatamente o que essa geração precisa! – S/n arregalou os olhos. Após essa frase, a voz dela começou a ficar mais estranha, como se ela estivesse segurando o choro. – Suas intenções como heroína são para valer! Arghh.

– Ashley-chin... Vamos procurar em outro lugar. – sugeriu Yumina e ela não recebeu resposta.

Após isso, ela pode ouvir os passos de ambas garotas se afastando dali, e logo em seguida, nenhuma outra voz. S/n continuou olhando para porta, com pena da garota. Porém, retornou à realidade ao sentir o garoto afastar a mão da sua própria boca.

– Estava fugindo daquela criança? – Shu questionou, meio incrédulo.

– Não, ela estava correndo atrás de mim. – S/n tentou articular em uma contradição.

– E tem diferença? – dessa vez quem perguntou foi o Shoto. Ela lançou um olhar feio para ele, e o garoto riu nasal.

– Você também veio comprar, certo? – a garota encarou Shu, logo descendo os olhos para a vitrine. Um sorriso se abriu em seus lábios.


(...)


– Não pensei que garotas pudessem comer tanto. – Todoroki comentou com S/n, olhando todos os sacos na mão da garota, enquanto ambos voltavam da padaria.

– Vou te contar algo, mas é extremamente confidencial. – a garota parou de andar e o encarou, com os olhos semicerrados. – Não pode contar isto para NINGUÉM, entendeu?

– É tão... confidencial assim? – ele enunciou e ela concordou com a cabeça, fechando os olhos.

– Por isso você não pode contar para nenhum garoto. – os olhos C/O se abriram. – Todas as garotas têm um segundo estômago quando se trata de comer comidas gostosas! – ele olhou-a feio, mas antes que pudesse dizer algo, eles ouviram uma conversa de duas mulheres em uma barraca de ramén.

Eram as agentes da Anti-Skill que haviam ajudado Hirano naquele dia, mas elas ainda não haviam percebido-os. A agente de óculos estava jogada na parede, com as mãos na barriga e o rosto vermelho, enquanto a outra a encarava entediada.

– Que... dor!...

– É porque você comeu demais.

– Mas é de graça... – a outra respondeu, com a boca toda suja.

– Droga, não devemos agir assim em lugares públicos. – a outra se levantou e pegou-a pelo colete. – Vamos! Levante-se! – ela começou a arrastá-la e a outra quase arregalou os olhos.

– Vou vomitar se me puxar assimmm!!! – e elas saíram da vista dos adolescentes.

– Viu? – ela arqueou uma sobrancelha com um sorriso convencido no rosto, e ele bufou.

– Você está com tipo... Uns seis sacos a mais que eu. – ele comentou e ela concordou com a cabeça.

– É claro que sim. Seis para mim, um para a Mei. – os olhos heterocromáticos a encararam, incrédulos e logo, ela começou a rir. – Claro que é brincadeira.

– Não duvidaria muito se isso fosse verdade. – ele riu, mas logo a expressão dele se tornou mais pensativa, e ele começou a caminhar um pouco mais lentamente. – Sabe, Hirano, eu estive pensando.

– Hã? – ela diminuiu o ritmo dos passos, voltando para o lado do menino.

– Tem vezes que eu sintia como se quisesse enterrar tudo. E então, veio a prova da licença provisória. – ele pigarreou um pouco. – Aquele cara do Shiketsu me fez pensar bastante sobre isso. Eu não posso simplismente ignorar todas as ações ruins que tomei, palavras rudes que disse e enterrar tudo e tentar viver como uma nova pessoa. – ele deu uma pausa, encarando o chão. – Eu queria poder fazer que nem você. Poder conviver pacificamente com pessoas do passado com quem não teve uma boa relação. Mas eu não sou você. – os olhos C/O estavam exageradamente arregalados.

– Voc-

– Mas quero agir com base nas suas atitudes. Hirano, você não deixa seu passado de lado, mas sim se inspira nele para modelar o seu presente. – ele tocou o rosto, na parte esquerda, onde havia a queimadura. – Eu achava que essa cicatriz me marcava. Minha parte esquerda era uma maldição para mim, por me dar lembranças do meu pai. Mas ultimamente, desde que te conheci, percebi que sou eu quem determino o meu próprio destino com base no que quero mudar no passado. – o rosto da adolescente estava extremamente ruborizado. – Mesmo que eu nunca fique livre da marca, quero ficar livre do peso de ter sido uma pessoa ruim no passado.

– Meio a meio...

– Por isso, não se preocupe. – ele se aproximou dela e segurou a mão dela, com as duas mãos. – Eu não vou mais desistir de tudo.

– S/n-chin. – a voz de Yumina fez os dois olharem para o lado, e ela estava parada bem no lado dos dois, com uma expressão normal no rosto.

– Vocês de novo!...

– A Ashley-chin decidiu parar um pouco. – ela explicou e a expressão de S/n se tranquilizou.

– Ah, ainda bem...

– Hirano, espere um segundo. – o garoto se afastou dela ao ouvir o celular tocar, e ela o observou ir em silêncio.

– S/n-chin, isso significa que não vai mesmo querer a ajuda da Ashley-chin? – S/n olhou-a, supresa.

– Hã?


(...)


– Arghh! Nhnh... Argh!! – Ashley fazia um esforço terrível para tentar alcançar o botão de uma máquina de bebidas, mas não estava conseguindo apertá-lo. – Argh! – resmungou, fechando os punhos. – YUMINA! Cadê você, Yumina?! – olhou a máquina com raiva. – Mundo idiota feito para gente alta! – deu um chute na máquina, mas se arrependeu mortalmente em seguida.

Segurou o pé e tentou se equilibrar com apenas o outro, a dor estava insuportável. Ela provavelmente cairia se aquela ardência não parasse, então, começou a soltar alguns palavrões. A rosada não percebeu quando S/n se aproximou.

– Quer um chá de leite real?

– Eh?! Hirano S/n! – exclamou desesperada.

– Esqueceu sua carteira em casa?

– Eu nunca carrego dinheiro! – cruzou os braços, com o rosto esquentando. Logo suspirou e abaixou a cabeça. – Café preto...

– Entendido. – confirmou com a cabeça. – CHASER! – Ashley arregalou os olhos ao vê-la girar e chutar a máquina, mas logo após cair o café preto.

S/n entregou o café para Ashley e as duas ficaram em silêncio, sentadas em um banco, enquanto a C/C esperava o Todoroki voltar. Bebeu um gole do café, logo encarando o chão.

– É forte... – murmurou. – Que vergonhoso, minha cliente roubando um café.

– Cliente?

– Ainda não me respondeu. – S/n demonstrou um pouco de surpresa. – Eu já te disse. Vai aceitar minha oferta, não? – se levantou, encarando-a. – Você é a escolhida para esmagar a atual geração de heróis! – ela ficou em silêncio, encarando-a seriamente, enquanto a garota falava com as sobrancelhas franzidas e um sorriso determinado no rosto. – E nosso plano inclui a destruição do Endeavor.

– Se quer saber porque rejeitei a sua oferta como produtora... – arregalou os olhos surpresa, encarando a menina. – É porque eu não sou um manequim para que mostre suas invenções.

– O que tem de errado querer usar o meu talento?! – ela gritou alto, se exaltando. – Eu não devia ter que sacrificar minha visão e o meu tempo para procurar clientes que tenham ideais perfeitos! – resmungou, mas a atenção de ambas foi tomada por Todoroki, que se aproximou novamente de S/n.

– Desculpe a demora. – assim que ele viu Ashley, ele demonstrou surpresa.

– Agora faz tudo sentido. – Ashley colocou a mão na testa e soltou uma risada, fazendo S/n semicerrar os olhos e o garoto olhar para ela com dúvida nos olhos. – Agora entendi porque não queria esmagar a atual geração de heróis. Era o pai do seu namorado. O seu sogro. Nossa, como eu não pensei nisso? – soltou mais uma risada, com a mão na nuca. – No proble-

– Pare de falar besteiras. – o olhar da menina de headphones foi direcionado à S/n, que estava com os punhos e olhos fechados, rosto vermelho, e saíam alguns raios de eletricidade do seu corpo.

– Como é? What? – fez uma careta confusa.

– Você entendeu. – lançou-me um olhar frio e eu abri um sorriso.

 Glory! – expressou tranquilidade. – Vai ser mais fácil para nós! – dei uma piscadinha para ela. – E você, seu meio a meio. Não ouse tentar convencê-la a negar minha proposta. Eu vou transformá-la em alguém que vai acabar com Endeavor. – nenhum dos dois responderam. – Obrigada pelo café. E você, aproveite que seu pai está no topo de todos, enquanto pode. Bye! – deu de costas e tentou arremessar a latinha no lixo, porém ela bateu bem na beirada e começou a rolar no chão sem parar, fazendo Ashley se desesperar. – Não, espera! E-Espera aí! Fica! Não, não role para a rua!

– Ela de novo, é? – ele riu baixinho. – Hirano, você... – ele mesmo se interrompeu, surpreso ao ver que S/n ainda observava a rosada correr atrás da latinha.


(...)


– Todoroki-kun? – Midoriya estalava os dedos na frente dos olhos heterocromáticos, enquanto ele parecia estar completamente fora de si naquele fim de tarde.

– Oh, eu sinto muito. – ele encarou o amigo, que estava sentado na cadeira giratória do próprio quarto. Ele estava dividindo os doces que havia comprado na padaria com Midoriya, já que este era seu melhor amigo. – Estava pensando em outras coisas.

– O que houve?

– Foi porque hoje eu encontrei com a Hirano enquanto estava na Yamabuki Bakery. Nós voltamos para os dormitórios juntos e eu aproveitei para contar tudo o que eu decidi após a prova da licença provisória. – ele continuou explicando e revelou tudo o que havia contado para a Hirano.

Midoriya o encarou em silêncio e suas expressões e articulações mudavam a cada palavra dita pelo heterocromático. Após o meio a meio enfim terminar de falar, Midoriya soltou uma risada.

– Noto que a Hirano-san desperta um lado mais pensativo e cuidadoso seu. Não entendo como ela consegue fazer isso. – Izuku comentou, enquanto comia um cornete de chocolate.

– Não é nada demais. – Todoroki respondeu. – Mas não vejo necessidade em tratar de forma indiferente alguém como a Hirano. Ela é a garota que mais me entende e é gentil comigo. – ele mordeu um pedaço de um donut com a geada vitrificada rosa.

Você gosta dela... – a frase que saiu dos lábios de Midoriya, pareciam mais uma constatação.

– Acredito que não. – Todoroki respondeu. – Mas se fosse o caso, eu estaria ferrado.

– Por que diz isso?

Ele ergueu os olhos heterocromáticos para encarar Midoriya, tentando não acreditar que havia escutado um questionamento como aquele que ele havia acabado de fazer.

– Bem, para começar, ela tem inúmeros fãs, tanto aqui quanto fora da escola e do país. Sayuri é uma boa pessoa e eu me sentiria culpado sentindo coisas assim por Hirano. E outra, onde no universo que uma garota fantástica como Hirano se apaixonaria por alguém como eu? É ilógico. – Midoriya permanecia fitando-o, como se aquelas palavras fossem absurdas. – Hirano é como uma estrela inalcançável para mim, e bem... Você sabe. Eu não tenho experiências com o amor. Não faço ideia de como tratar alguém quando estiver apaixonado e sequer tenho ou tive exemplos disso em toda minha vida.

– Não julgue um livro pela capa, Todoroki-kun. Ela ter fãs apaixonados não a impedem de nada, visto que em todos esses anos ela nunca deu bola pra nenhum deles. E em relação as suas palavras, muito pelo contrário, essa deveria ser a chance de juntarem suas inexperiências e aprenderem juntos sobre os sentimentos um do outro. – ele tirou do saquinho um donut simples, logo o mordendo.

A sabedoria que Midoriya Izuku continha, mas escondia e exibia em momentos raros como aquele era capaz de deixar o Todoroki encabulado.

– O que está querendo dizer com isso, Midoriya? – o meio a meio arqueou uma sobrancelha, e o esverdeado sorriu, enquanto limpava um pouco do glacê que estava no canto do lábio inferior.

– Estou dizendo que acho que vocês formariam um casal muito bonito. 


Notas Finais


vishkk
comentem, eu amo comentarios
até logo, se cuidem! 🤡💗


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