História Elelindale - Capítulo 5


Escrita por: e Enessa

Visualizações 17
Palavras 4.349
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi! Hi! ¡Olá! Konnichiwa!🙋💚🌿🍂🍁

Elen síla lúmenn' omentielvo! / Uma estrela brilha na hora de nosso encontro!👍🌠❤

Tudo bom com vocês?😃
Vôôutêi!🙂🙃🙂🙃🙂

(Sempre quis colocar essa saudação élfica aqui nas notas, e agora que tenho oportunidade, podem esperar que terá em todas as atualizações dos novos caps 😊😉😆🖖)

Bem, como eu tinha avisado antes, as postagens serão feitas oficialmente nos sábados, mas, como terei compromissos familiares amanhã, não terei tempo para postar, entonces...

Aqui estou!😘
Para vossas alegrias!😉 (E claro, para a minha sempre também😜)

Então simbóra mi gente buena!
Let's go peoples.🏃🏃🏃🏃🏃🏃

Divirtam-se my children!💃💃💃💃💃

Capítulo 5 - Embolsados


Fanfic / Fanfiction Elelindale - Capítulo 5 - Embolsados

Pov Ivna

Duas semanas depois

Rever aquilo tudo de novo, e ter enterrado minha mãe foi como reviver de novo aquela dor de quando acordei do meio daqueles escombros. Eu ainda tinha esperanças de encontrar minha mãe viva, mas, o destino a levou de mim, e levou também um pedaço de minha alma.

Sinto uma dor que chega a ser sufocante. Pensar que não tenho mais um lar... Que estou sozinha nesse mundo... Que eu não tenho mais nada.

Meus sonhos, minha vida, tudo e todos destruídos num piscar de olhos.

Pelos deuses... Porque esse terrível castigo caiu sobre mim? O que eu fiz de tão grave para merecer uma punição tão severa como essa? Sempre fui uma boa filha para minha mãe, sempre procurei fazer o que era justo, nunca machuquei ninguém. Porque mereci tamanha dor? E o pior, porque sobrevivi? Porque fui a única a sair desse desatre tão avassalador? Eu queria ter morrido para não ter que sentir mais nada.

Tudo só dói. Eu não sei se suportarei por muito tempo.

- Ivna, você precisa comer. - disse o elfo, me oferecendo um perdiz diminuto.

- Me desculpe. Não tenho fome. - me encolhi na manta que ele tinha me dado. O mesmo deixou aquele assado em cima de uma folha e o embrulhou.

- Você precisa recuperar as forças. Ou senão, não sobreviverá para poder se vingar. - disse enquanto atiçava aquela fogueira para que continuasse a queimar os galhos e outros materiais que eu e ele buscamos por essa floresta, onde estamos agora acampando.

O elfo ficou me olhando por alguns segundos, até que se levantou de sua manta de pele e foi até seu cavalo. Observei ele abrir um pequeno bolso da sela e pegar um pacote pequeno, também elvolto por uma folha.

- Aqui, coma isso. - disse, estendendo seu braço com a coisa em sua mão. Sua determinação em me fazer comer algo era impressionante. E um pouco irritante também.

- O que é isso? - peguei ou senão poderia jurar que ele ficaria naquela mesma posição teimosa e insistente a noite toda.

- Algo que vai te nutrir e acatar seu desejo de não comer por dias. - disse, voltando a se sentar do outro lado daquela fogueira.

Com cuidado, abri o pacote verde e vi logo um objeto um pouco duro, de cor parda na parte externa. Quando toquei vi que tinha uma textura de bolo, ou pão. Parti um pedaço e descobri que a cor no seu interior era creme.

Olhei para ele um tanto receosa, o mesmo me deu sinal para ir em frente e comer aquele pedaço que eu havia pego.

Mordi uma porção.

Não havia gosto, quer dizer parecia que eu estava comendo um pedaço de pano molhado e lavado. Insoso seria um elogio para aquilo.

Olhei de relance e vi que o elfo ficou me observando comer, seu olhar parecia de alguém que estava esperando por algo.

- Que tipo de bolo sem açucar é esse? Quem o fez está precisando de uma boa aula de culinária. - esse meu comentário o fez arquear uma sobrancelha. E quando eu ia comer mais um pedaço ele me impediu - O que foi?

- A quantidade já foi o suficiente. Pelas suas observações, nunca tinha visto ou experimentado Lemba?

- Lemba? Isso aqui se chama assim? - senti uma pequena vontade de sorrir, pela primeira vez em dias - Parece nome de alguma espécie de lesma. Ou alguma parte bovina. - ele franziu o cenho diante meu comentário.

- Isso é um alimento muito importante. Sinta-se honrada. Não é qualquer um que tem a oportunidade de experimentar um desses. - disse.

- E acho que já sei porque... Um bolo desses, quem seria corajoso o suficiente e de estômago muito forte para suportar um gosto tão ruim assim? Tem sorte que tenho um aqui bem forte. - percebi sua expressão ficar um tanto irritada - Mas, mesmo assim, agradeço muito. Seu conto sobre este bolo de tirar a fome é muito mais do que verídico. - embrulhei de volta e estendi para devolver.

- Não, fique. Eu lhe dei. - disse, pegando o galho para cutucar o fogo novamente.

- Muito obrigada. - e guardei em minha sacola. Uma provisão de coisas, as poucas, que vi que ainda valeriam e estavam em boas condições para levar comigo, como o diário de minha mãe.

- Sra.Vulcanova, posso lhe perguntar algo?

- Primeiro de tudo, não precisa me chamar pelo sobrenome o tempo todo. Não sou nem uma pricesa ou dona de alguma terra para ter este tratamento. Sou somente uma camponesa, e era uma... Mercadora. Ou tentei ser... - fechei os olhos e respirei fundo, por pensar no dia em que minha felicilidade por ter ido com Leif e vendido aquelas minhas invenções, estava com horas contadas - Pnossa!te, Légolas. Vá em frente.

- Quando eu te achei na floresta, você parecia estar fugindo de algo. Além daqueles orcs e wargs, você viu mais alguma coisa?

Minha mente começou a trabalhar nesse instante.

- Eu me lembro de um homem. Um muito elegante. Vestes escuras. Falava algo que não me lembro nesse momento... E depois, apareceu aquelas coisas. E depois, você.

- Um homem de vestes escuras... Havia algum emblema, sinal ou marca nele ou em algo como, espada, escudos...

- Eu não sei... Me desculpe... Minha mente estava tão focada em fugir... Não ia ficar atenta a detalhes. Minha vida estava por um fio. Como eu ia perceber? - respondi, me sentindo um pouco inutil, porque essa poderia ser uma resposta que levaria a uma solução final.

- Tudo bem. Temos tempo para descobrir. E enquanto isso, fortifique-se. A uma longa viagem pela frente até a outra cidade aqui perto.

- E pode haver pistas desse Gandalf por esta cidade?

- Talvez. Nunca se sabe. Gandalf é um mago que anda por toda parte. O que dificulta sabermos o seu paradeiro real.

- Ouvi falar que elfos tem magia. Você pode usar isso para achá-lo.

- Eu não sei onde você ouviu isso. Não somo bruxos para ter "magia". Mas somos muito capazes e detemos de muitos talentos. Muito acima de algumas espécies. Como a dos anões por exemplo.

- Posso ver?

- Ver o que? - pergutou ele meio confuso com minha pergunta repentina.

- Eu cresci ouvindo histórias de vários seres, mas sempre tive uma curiosidade sobre uma certa parte do corpo dos elfos. - percebi um leve corar de suas bochechas. O elfo franziu de novo o cenho, ficando meio inquieto.

- Do que... a senhorita está falando? - perguntou meio sem jeito. Me levantei e me sentei ao seu lado.

- Ah, nossa! Elas são realmente de verdade pontudas... - sorri - Ouvi dizer que usavam apetrechos em suas orelhas por vaidade, somente para se diferenciarem dos humanos. Mas... - toquei a ponta de sua orelha com delicadeza - Incrivel, são reais...!

- Sra. Vulcanova... - disse ele se afastando para trás. Seu rosto estava vermelho. Vê-lo desse jeito me fez querer rir.

- Me desculpa pela falta de modos. Mas é que hoje estou vendo tanta coisa diferente... Coisas que eu duvidava serem reais. Pensava que eram somente contos de livros envelhecidos que minha mãe... Comprava para eu ler... - pensar nela fez um nó em minha garganta se formar.

- Sua cidade é realmente intrigante. Vocês vivem em uma região muito perto de onde vivem os hobbits...

- Hobitts? Então eles também realmente existem?

- Está fazendo alguma piada? - ele me olhou curioso e sério, e eu voltei ao meu lugar - Que povo estranho é o seu...

- Estranho? Então sou estranha? Não sou eu que tenho orelhas de um vira-lata! - sua expressão constrangida, passou para uma de muito incomodo.

- Com linceça. - disse ele de modo rude e se levantou, andando a passos duros em direção leste daquela floresta.

Após perceber que o que eu disse o ofendeu, me senti horrível. Afinal, ele está sendo tão atencioso comigo para eu tratá-lo dessa maneira.

- Ei! Légolas! - o chamei, mas o mesmo seguiu firme, sem olhar para trás, me levantei logo - Ei! Me desculpe! - assim que eu disse, ele parou. Eu fui até ele - Me desculpe. Não foi minha intenção ofendê-lo. - ele ainda se manteve de costas para mim - Veja, em Álvara, consideramos os cães como nossos melhores amigos. Não havia um único sequer abandonado. Eram parte de nossas famílias. Em casamentos, os noivos recebem um filhote sorteado de três caixas. E aquele que eles receberem, ficaram com ele até o fim de sua vida. - ele se mantia calado - E eu gosto de cães. Portanto, o que falei, não foi ofensivo. Mas, se lhe ofenfeu, me desculpe.

Após minha explicação, ele se virou.

- Aceito suas desculpas, Sra. Vulcanova. - disse e passou por mim, voltando a se sentar em seu manto de pele.

Eu tenho que parar de falar tudo o que penso…

-----****-----

A noite foi bem tranquila. Sem sustos ou quaiquer incidentes.

Fora aquela minha... Impropriedade na escolha de palavras, tudo voltou ao normal. Pelo menos por minha parte.

Partimos quando o sol mal se levantara. O ar puro era revigorante, o frescor do cheiro dos orvalhos era maravilhoso.

Me lembrei das vezes a professora nos levava para fazer excursões na floresta de Álvara, eu não deixava nenhum detalhe passar abatido. Estar no meio de tanta coisa selvagem e silvestre sempre despertava meu fascínio.

- Então Álvara fica Harlindon... - disse Légolas de repente - Me lembro das minhas aulas sobre a geografia de nossos ancestrais que, era a parte sul de Lindon, uma região que caiu nas terras élficas de Lindon. O refúgio dos elfos... Isso significa que seus ancestrais conheceram minha meu povo também... E como que agora duvida de nossa existência?

- Éramos um povo muito pacato. Sem ambições ou planos de conquistar outras terras. Nós só nos importávamos em manter a paz, e isso requereria ficar longe do contato de outros povos. Acho que, pelo que estou a perceber, éramos um povo esquecido até pelos deuses... - respondi, enquanto tentava me manter equilibrada em cima daquele cavalo.

Légolas insistiu que eu fosse cavalgando, por causa de meus ferimentos. Enquanto isso, ele ia caminhando ao lado, sempre segurando a rédea para que o corcel não avançasse ou estranhasse minha presença em cima dele.

- Sarn Ford, já estamos chegando.

- Sarn Ford... Já li isso em um livro. Era o vau de pedra no rio Brandywine, nas fronteiras mais ao sul do Condado. Certo?

- Exato. - ele deu um leve sorriso - Para uma camponesa mercadora, é bem instruída.

- Nossas escolas não tinham um ensinamento tão rígido, mas, em compensação, em casa eu era ensinada por minha mãe o dobro do que eu aprendia na classe. Ela me dizia para eu estar preparada. Que um dia, se precisasse de todo esse conhecimento, poderia ganhar o mundo. Mas, o mundo a que ela se referia era à família a qual eu iria pertencer depois que alguém me desposasse.

- Já estava prometida a alguém?

- Não. Não queria. Não ainda. Mas, acho que tinha alguém que gostava de mim. - seu olhar ficou curioso - Leif. Meu sócio mercador.

- Devia gostar muito dele, não?

- Sim, gostava muito. - estranhei a reação inquieta do elfo, mas continuei - Mas eu o amava como um amigo. Um irmão que nunca tive. Era meu parceiro para qualquer empreitada que me desse na telha de fazer. - sorri ao lembrar de nossa ultima, lá no estaleiro, quando ele me emprestara suas vestes para que eu me passasse por um rapaz.

- Já tive um alguém assim também... - disse ele meio triste.

- Se foi?

- Não. Ela foi embora para seu lar. Tauriel seu nome. Uma elfa muito linda, habilidosa, corajosa... Éramos muito amigos. - percebi seu olhar brilhar ao falar dela.

- Vejo que gostava muito mais do que uma simples amiga. Ou estou errada? - ele abaixou sua cabeça levemente.

- Aqui. Vamos parar por aqui esta noite. Está tudo bem para você? - disse, mudando de assunto. E como supus que não poderia insistir por possivemente ser um fato delicado de sua vida, compreendi e concordei com sua sugestão.

Montamos acampamento em um local cheio de pedras ao redor. Subindo por elas, dava para ver ao longe, atrás de nós, toda Eriador. Uma vasta região situada no noroeste da Terra Média. E era lindo se ver de longe... As vegetações mudavam de cor em cada parte, como se cada um deles tivesse seu próprio domínio e escolhesse seu tom. Fica entre as Montanhas Azuis, a oeste, e as Montanhas Nebulosas, a leste de onde estamos eu e Légolas.

- Não vai fazer uma fogueira hoje? - perguntei enquanto nos instalávamos ali naquela pequena caverna entre as rochas.

- Não é seguro. Essa parte é muito deserta, um lugar calmo sempre esconde perigos. - disse.

- Anotarei isso. - falei, enquanto me ajeitava ali no chão.

De repente Légolas parou o que estava fazendo e olhou para uma direção. Me levantei logo e peguei uma pedra, a única coisa que dava para se usar daquele lugar para se defender.

- O que há? - perguntei, por não ouvir e ver nada.

- Estou ouvindo... Sons aquosos... Deve haver um riacho dentro dessa caverna ou...

- Ou pode ser mais daquelas coisas.

- Não. Se fosse eles, eu já teria sentindo seu cheiro.

- Elfos podem sentir tão longe assim?

- Nossas audições e visão são melhores, olfato é uma coisa que nós treinanos com o tempo.

- Entendo... - eu tentava ouvir o que ele ouvia, mas não me vinha nada.

- Acho que para vocês humanos, funciona se fechar os olhos, sua concentração pode intensificar isso. - e assim como ele aconcelhou eu fiz.

No inicio, eu não percebi nenhuma mudança. Passou-se um tempo, e nada.

- Você está muito agitada. Tente respirar mais devagar. - disse. Assenti e pus em pratica.

Primeiro comecei a sentir as batidas de meu coração. Isso de alguma forma me acalmava.

De repente, comecei a ouvir um chiado.

- Acho que estou conseguindo... - assim que falei isso, ouvi sussurros desordenados.

O chão aos meus pés pareciam se mexer. Aqueles sussurros aumentaram. Pareciam querer dizer algo, mas era uma bagunça.

E quando dei um passo a frente para poder ouvir melhor, ouvi uma voz, não, várias. Pareciam estar vindo do chão.

- Ivna? - me assustei ao ouvir a voz de Légolas. Abri os olhos, e pude ver que eu estava a centímetros dele - Está bem?

- O que... Porque estou aqui?

- Você começou a andar em minha direção. - ele apontou para o chão ali atrás de mim.

Nossas coisas estavam lá, e mesmo assim, eu não tropecei nelas.

Como isso aconteceu?

Légolas me olhava como curiosidade.

- Eu... Ouvi sussurros. Vários deles... Eu, não sei o que diziam. Era isso que estava ouvindo?

- Não. Na verdade, eu ouvia sons aquosos, as correntezas de um rio. Não havia nenhum sussurro.- ele se aproximou de mim e me olhou sériamente - O que você é?

- De novo com essa pergunta? Eu sou humana! Uma bem azarada por sinal. Acho que isso que escutei deve ter sido coisa da minha mente... Estou muito cansada. Ou ficando perturbada com tudo que vem me acontendo. - me afastei dele e fui para meu canto ali no chão, me deitando e logo fechando meus olhos - Boa noite Légolas.

- Boa noite. - disse ele com um tom nada agradável.

O que foi isso que acabou de acontecer? Como fiz aquilo?

Eu me senti tão... Áerea e ao mesmo tempo... Sólida. Confiante. Como se a terra tivesse virado minha melhor amiga. Um sentimento de familiaridade muito forte. E muito estranho.

Peguei no sono com este pensamento.

-----****-----

Não sei por quantas horas, mas pode ter sido minutos. Mas acabei acordando no susto quando ouvi Légolas gritar meu nome.

- AAAAHH! - gritei por sentir a gravidade indo para a cabeça.

Eu estava pendurada só por um pé, sentia um frio horrível em meu tornozelo.

Mas isso não era o ruim.

Porque quem fazia isso era um monstro! Um monstro gigante!

- M-me soltem! - eram aquelas coisas só que numas versões bem maiores.

- Ih, o humano acordou. - disse a voz grave daquele monstro.

- Culpa desse elfo barulhento. Vamos assá-lo primeiro! - disse o segundo, que era igual ao que estava me segurando.

- Socorro! Légolas! - implorava desesperadamente, enquanto eu era carregada por aquela coisa.

- Bota logo esse humano de vez nessa bolsa, não aguento mais ouvir a voz dele, é irritante. - disse o segundo, que estava carregando uma bolsa grande de couro em suas costas.

- Porque não carrega você? Eu já estou levando esse caldeirão! E suas coisas inuteis! - reclamou o que estava me carregando.

- Me dá logo aqui esse humano. Não aguento mais suas reclamações! - disse o segundo se aproximando e me pegando como se eu fosse uma boneca de pano.

- Me soltem!!! - eu me debatia sem parar, as vezes chutando a mão daquele orc gigante. Se é isso o que eles são.

- Cale a boca! - sua voz foi como um trovão bem na minha cara, meu estômago embrulhou, quis vomitar por sentir o cheiro podre que vinha de sua boca.

O que ele comeu? Um gato morto?

De repente, ele fixou seu olhar em mim, me cheirando depois como se eu fosse um pedaço de carne.

- Você tem um cheiro muito estranho para um humano. Será que está estragado?

- Você é burro Tarak? Se está se mexendo, ainda dá pra comer. - disse o grande orc que carregava o caldeirão nas suas costas.

- Não sei Krusk. Esse humano tem um cheiro estranho. Veja. - disse esse segundo, me pondo perto do nariz do outro para que ele pudesse me cheirar.

- Verdade. É diferente. Mas está vivo. É o que importa. Comida fresca sempre é bom. - disse.

Minha voz a essa hora não saía por estar apavorada demais para falar.

Quem em sã consciencia iria ter coragem para falar com um ser que estava falando que iria cozinhá-lo e te tratando como um pedaço de carne?! Literalmente!

- Olha, começou a sair água dos olhos dele. - disse o tal Tarak, o que me segurava.

- Se você estragar a comida, eu te mato! Guarda logo esse humano! - ordenou o Krusk, já muito mal humorado.

E sem ter o menor pingo de cuidado, fui parar dentro da bolsa daquele orc gigante.

- Ai...! Meu, pé... - senti um forte baque, acho que caí em cima de algo metálico.

- Ivna! - disse Légolas, em baixo de mim.

- Légolas! Porque? Como isso aconteceu? O que são essas coisas?! Eles vão nos comer! - perguntei enquanto me virava de frente para ele, ficando deitada em cima de seu corpo. Uma posição que me era mais confortável dentro daquele lugar apertado. Acabei descobrindo que o objeto metálico que eu tinha sentindo antes era sua espada.

- São trolls! E eu ralmente não sei quando chegaram! Quando vi, eu já estava aqui dentro! - disse me mostrando suas mãos, estavam amarradas, assim como seus pés - Eu teria os sentido a quilômetros, mas dessa vez... Foi como se eles tivessem aparecido do nada!

- Você consegue detê-los?

- É claro que sim, só preciso de ajuda para me livrar dessa corda... Pegue minha espada.

- Eu não sei mexer nisso, eu posso te machucar!

- Não vai, confie em mim. - disse, olhando diretamente em meus olhos, me passando uma confiança inalterável.

- Tudo bem... Lá vai. - com as duas mãos, peguei no punho e puxei com tudo da bainha.

Légolas rápidamente foi para o lado esquerdo, mas mesmo assim, aquela afiadissima espada cortou uma pquena mecha de seu cabelo.

- Me desculpe... - estava muito dificil de segurar, seu peso era grande, e minhas mãos trêmulas não ajudavam nenhum pouco.

- Tudo bem. Agora tente levantar, use toda suas forças, você consegue Ivna. - disse, com um tom de voz muito motivador.

Arrastei com cuidado em direção as suas mãos.

- No três. - avisei ele assentiu - Um, dois... - empunhei com o máximo de força que eu tinha.

Mas acabei deixando a espada perfurar o fundo da bolsa.

- Tudo bem, não se preocupe por ter errado, vamos tentar outra vez... - o interrompi.

- Não, eu não errei... - apontei para o fundo, ele sorriu de leve por entender o que eu quis dizer.

E com muito cuidado, arrastei aquela afiada espada para trás, tendo cuidado para não cortar alguma parte da lateral do corpo dele.

O buraco nem chegou na metade do caminho, e logo caímos daquela bolsa, parando num gramado alto.

- Eles... Não perceberam... - falei, tentando me levantar daquela queda.

- Rápido, pegue a espada novamente! - disse Légolas, apontando para sua direita. A dois metros dali estava sua espada.

- Ei! Olha Krusk! Nossa comida está fugindo! - disse o troll do caldeirão. E logo seu amigo correu até nós.

Quando peguei a espada, senti uma mão gigante me erguer do chão.

- Humano estragou minha bolsa! - olhou ele para suas outras coisas que haviam caído comigo e o elfo - Estragou minha bolsa! - gritou na minha cara.

Aquele bafo... Eu nunca tinha sentindo um cheiro tão terrivel em minha vida. Parecia um fosso de um abatedouro de restos de bovinos. Um cheiro pútrido e sufocante.

- Ivna! Jogue a espada! - gritou Légolas ali do chão.

E joguei, mas a espada não tomou a distância que eu queria.

- AHHH! - gritou o troll que me segurava, me deixando cair no chão - Meu pé!!! - a espada tinha caído em cima do peito do seu pé direito.

Agora entendo a expressão "Pés de troll" quando se referia a uma coisa ruim. Pés de troll são realmente horriveis! E nojentos!

Sentia uma dor na coxa, pelo impacto da segunda queda, mas isso não me impediu de ir até aqueles monte de objetos e procurar por alguma coisa que fosse cortante.

- Légolas! - lhe joguei uma adaga, muito enfujada. Minha pontaria foi perigosa novamante, se o elfo não tivesse desviado para esquerda, eu teria o acertado bem no peito - Ah de novo não!!! - fui erguida do chão pelo troll Tarak.

- Você machucou meu irmão! Vou quebrar suas pernas! - disse ele pegando ambas, eu parecia agora um graveto em suas duas mãos, senti a pressãos delas me sufocar.

Mas isso não era o pior.

A saia de meu vestido tinha caído contra mim, minhas pernas tinham ficado expostas por ficar de cabeça pra baixo, e trágica mente eu estava com todas minhas peças de baixo a amostra.

- Nãão...!!! - implorei, meio sem ar, já sentindo a pressão nas minhas pernas prestes a se esmigalhar por aquele troll.

Mas subitamente, a dor passou, voltei a respirar, mais ou menos aliviada.

E pela terceira vez, caí, mas não no chão dessa vez.

- Você com certeza tem ossos fortes, não me resta a menor dúvida. - disse Légolas, me carregando em seus braços, e me pondo em pé com cuidado - Corra! Deixe eles comigo!

Olhei para o troll que quase tinha me quebrado no meio, ele estava atordoado, tentando tirar uma adaga de seu olho, a mesma que eu tinha jogado para Légolas antes.

Eu corri, mas não para fugir.

Fui a aquele monte de coisas e juntei algumas. A maioria eram pratos de ouro, bules enferrujados, panos velhos e algumas pedras peciosas. Coisas muito aleatórias.

Olhei para trás.

- Nossa... - a cena que via era impressionante.

Légolas era muito ágil. Ele tinha pego sua espada e corria ao redor dos trolls, os cortando com mastria em suas pernas. Eles gritavam, tentavam pegá-lo, mas eram lentos demais para aquele elfo de talentos extraordinários.

Quando o troll se abaixou para pegar Légolas, o mesmo deu um pulo em seu braço, subiu pelo seu ombro e, com sua espada, cravou bem fundo na lateral da cabeça do monstrengo, que caiu com tudo no chão.

- Tarak!!! - rugiu o Krusk, enraivecido agora, tentando matar Légolas com suas próprias mãos, mas o elfo deu uma pirueta, seguido de um mortal de costas e fez o mesmo com o segundo troll, cravando sua espada na cabeça dele, no meio de sua testa.

E já sem consciência, o troll Krusk caiu em cima de seu irmão.

Larguei todas aquelas quinquilharias e corri em direção a Légolas.

- Você... Você conseguiu! E foi... Incrivel! - falei, totalmente deslumbrada.

- Você também foi incrivel... Apesar de um tanto perdida em suas ações.

- Eu nunca vi uma coisas como essas! O que você queria que eu fizesse? - o questionei um pouco indignada e cansada, ele olhou para trás, para aqueles trolls mortos.

- Vamos, temos que voltar ao nosso local de acampamento pegar nossas coisas. Vamos para uma área mais segura. - disse ele meio pensativo.

- Légolas, o que foi?

- Esses trolls aparecendo do nada... Primeiro aqueles orcs, depois isso? Eu deveria sentir o perigo, o cheiro deles se aproximando. - ele olhou para mim - Você pode negar, mas há algo de muito errado com você Ivna.

- Como assim? Você... Está me acusando que tudo que tem acontecido até agora é por minha culpa?

- Não vejo outra explicação. Os fatos coincidem.

- Está me dizendo que... Tudo, tudo mesmo... É minha culpa? - o questionei, já sentindo uma tristeza enorme me invadir.

- Então... significa que todas aquelas pessoas de minha cidade, meu amigo, minha mãe... Que todos morreram por mimha causa?

- Inva, não estou generalizando tudo.

- Não? Mas foi o que acabei de ouvir! - me virei de costas e comecei a andar para longe dele.

- Nosso acampamento é para aquele lado! - gritou ele ao longe.

- Não me importa! Não me siga! Me deixe! - falei e continuei seguindo meu curso para não sei onde.


Notas Finais


Então mais guapos? Gostaram?🙂✌

Ivna precisa urgentemente de férias. A guria não tem um segundo de paz!😵

Espero que tenham gostado do cap de hoje. Se houver algum erro, mil sorrys a todos. (Não tenham vergonha, pode me dizer "ó tem um erro no parágrafo tal", e lá vou eu concertar. Tudo bem?😊🖖

Bem, agora só semana que vem nos muchachos e muchachas.😉

Um grande abraço e beijitos à todos!😘😘😘😘😘😘
Inté my little friends!🙋💚🌿🍂🍁 #peaceandlovealways✌❤✌❤✌❤✌❤✌


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