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História Elementais - Nos domínios de Flora - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Oie pessoal...
eu sei que demorei, mas esse livro está sendo bem complicado...
ainda estava tendo problemas com a trama, mas agora sinto que ajeitei ao seu ponto certo.
enfim o cap eh longo... boa leitura

Capítulo 12 - Acolhemos visitas explosivas


Tinha que ser rápido. A ave de Garton estava cansada. Provavelmente também estava em pânico e com medo, sem contar o nosso peso em suas costas. Ela não aguentaria.

Mas eu percebi o que Tainã estava pensando. Se chegássemos ao Pilar Elemental teríamos o apoio da resistência e do Gorgon, Dialgo e os demais pandoros não seriam burros de nos atacar ali, ou ao menos o alvo mudaria. O importante é que o Rouxinol da Guerra estaria seguro.

- Continuem! - Disse pulando da ave e aterrisando nas costas de Daniel. - Vamos nessa!

Daniel ganhou mais velocidade e ficou logo atrás da ave ou Sulka, pelo menos foi como a moça a tinha chamado. Isso era estranho, eu nos meus quase dezessete anos mandando em pessoas que deviam ter quase o dobro da minha idade, talvez menos, mas eram bem mais velhos do que eu.

Continuamos sendo seguidos conforme o plano e não demorou muito, para chegarmos ao pilar elemental. Assim que notou a possível ameaça, o gorgon se pôs prontamente em defesa. E em um urro os pandoros pararam frente ao gigante protetor. Os mais velhos desceram da ave e nós das costas do Daniel. Não demorou muito e os pandoros param à nossa frente.

O Gorgon urrou.

- Acha que por estar perto dessa criatura não atacaremos? - Dialgo disse se aproximando de nós.

- Não. - Respondi brandindo minha espada. - Mas você devia recuar.

- Veremos... - Dialgo brandiu sua espada de energia.

- Por favor, parem! - Uma voz disse soando de trás deles. - Parecem trogloditas quando agem assim. - Eles deixaram o dono da voz passar. Era um moço, jovem, de pele cara com um terno rosa e um chapéu de mesma cor, que passou acenando para os demais.

- E quem seria você agora? - Perguntei.

- Fique fora dessa, Boto. - Dialgo o advertiu.

- Não entendo o porquê desta briga, achei que eles tinham chamado ou pelo menos a mim.

- Pera, como assim, Boto? Tipo o Boto Cor-de-Rosa?

- Em carne e osso. - Ele retrucou. “Lendas são reais? ” Registrei em minha mente.

- Não importa quem são, deixem minha Sulka em paz. - A moça que guiava a ave exigiu.

- Perdoe o comportamento dos meus conhecidos. - O Boto foi se aproximando e caminhando até ela. - Eles são um pouco ortodoxos. - Ele disse puxando a mão dela e puxando-a para um beijo.

- O que você quer? - Ela retrucou, retirando a mão, ao mesmo tempo que seu rosto estava totalmente corado.

- A Sulka está fora de cogitação! - O elemental elétrico alertou com os punhos faiscando.

- O que você quer, Otto? - Tainã perguntou a ele. “Otto???”

- O que eu quero? Vocês no chamaram… 

Da mata ressoaram trotes como de um exército se aproximando, urros e ruídos foram surgindo de forma gradativa, e por fim revelaram um número surreal de criaturas sobrenaturais. Seres pequenos e grandes, antropomórficos e zoomórficos, alados, quadrúpedes, bípedes. Alguns que eu nunca ouvira falar na vida. 

- O que é isso?! - Exclamei admirado.

- Todos ouvimos um chamado a menos de uma hora e estamos aqui o respondendo. - Otto disse, mas minha atenção estava voltada para os demais.

- Então… - Dialgo pronunciou. - Como vai ser?

- Acho que eu posso responder essa pergunta. - João Mago anunciou passando pelo Pilar Elemental acompanhado de Teiju e de Mei Agrai em seu tamanho “metes”.

- Sejam bem-vindos! - O líder bradou com um sorriso no rosto.


 

Era meio confuso, provavelmente Igor devia ter sentido o mesmo quando teve uma visão Cronnica a meu respeito. Foi totalmente confuso e assustador, com uma pitada de mistério mortal. Não fora uma experiência gratificante.

Elisandra passava seu dedo indicador frente ao meu rosto e eu tentava seguir, e uma parte de mim se divertia com aquilo. DIVERSÃO. Não sabia o quão novo Boo era, mas aquilo o divertia. ALÍVIO. Ariel já estava mais calmo o que fazia as coisas não voarem tanto com o seu movimento. PRONTIDÃO. Já Mulan estava paralisado e alerta, como quem estivesse esperando para revidar caso Elisandra decidisse me atacar. Era estranho ter esse tipo de pensamento em minha mente, a Trindade dos Ventos não era difícil de se lidar, ao menos longe de uma batalha como agora.

A porta do alojamento se abriu, Eduarda e Filipe entraram alvoroçados.

- Ela está bem, Elisandra? - Eduarda perguntou.

- Está sim. - Ela retrucou. - Não posso certificar com cem por cento de certeza, mas ela está bem. Nenhum dado neurológico aparente e nem fraturas, foi uma grande explosão que trouxe um grande susto.

ALÍVIO. Senti um consenso.

- E depois falaremos da sua visão, descanse um pouco. - Elisandra disse se levantando e indo até a porta, parando rente à ela. - Apesar de que eu acho que vai querer ver isso.

- É, ela vai… - Eduarda disse me puxando pelo braço para me levar até a porta, mas um vento a assoprou para trás. - Júlia?!

- Mulan! - Repreendi o vento grosseiro. - Eles são os meus irmãos, não precisa atacá-los.

DECEPÇÃO. VERGONHA. ENTRETENIMENTO.

- Com quem está falando? - Eduarda me perguntou assustada olhando em volta, tentando descobrir com qual ser/fantasma/vento eu estava falando.

- Desculpa, Duda… eu ainda não os controlo muito bem. Pois bem, esses são meus novos… amigos…? 

AFIRMAÇÃO.

- ...meus novos amigos! - Disse apontando para cama ao lado, Eduarda e Filipe olharam onde apontei. Lá estavam Ariel, Mulan e Boo revirando a roupa de cama, erguiam alguns papéis do chão. Acho que isso era eles querendo serem simpáticos.

- Elisandra, tem certeza absoluta de que ela não fraturou a cabeça? - Eduarda me ignorou olhando direto para a líder.

- Não consegue vê-los, maninha? - Filipe perguntou.

- Pera, você consegue vê-los? - Perguntei impressionada.

- Seus ventos? Sim. - Ele respondeu entendendo o braço como se quisesse e pudesse acariciá-los. - Quando eu fiquei no meu refúgio a guardião dos ventos, a nume Elena, me concedeu uma benção para me ajudar no quesito proteção, chamada “Comando”. O que me permite vê-los e até utilizá-los ao meu favor. - Filipe parecia estar dando um cafuné em um deles. - Eles são simpáticos tenho que admitir… tirando o ranzinza aqui.

- Esse é Mulan, depois tenho Ariel e Boo. - Os apresentei.

- Okay… - Eduarda exclamou confusa. Não a culpo, eu também fiquei assim. - Mas enfim, você vai querer ver a zona que está lá fora.


 

Pra mim, aquilo estava uma loucura ainda maior que os últimos dias. Henrique tentava parecer ameaçador diante de todos aqueles seres perigosos, com sua carranca de "bad boy crescido" no nível máximo, o que o deixava mais engraçado do que qualquer outra coisa. Elise parecia conversar sozinha, como sempre, e seus cabelos se reviravam e sacudiam como se ela estivesse num comercial de tinta de cabelo - “nova coloração castanho-ruivo ideal para elementais metidos em competições malucas envolvendo aves mágicas, seus cabelos sempre lindos e suaves; ave mágica não inclusa.”. Se bem q eles estavam sempre se revirando e sacudindo, devia ser difícil desembaraçar depois. Já Sulka estava mais tranquila. Para evitar problemas, pedi para que ela diminuísse e a colocamos para descansar dentro da mochila do Henrique - sim, Sulka podia fazer isso.

Mas minha atenção estava voltada para o lugar onde estávamos e tudo à nossa volta. Estávamos no que parecia ser uma base ou centro de agrupamento. Presumi que era algum acampamento militar, pois todos ou a maioria das pessoas ali estavam com uma espada presa ao cinto. O local era um conjunto de construções em forma de “U” invertido. A que chamou mais a minha atenção dentre elas foi uma casa grande que ficava bem no meio da curva, bem florida e parecia ser de alguém importante, as outras me pareciam um pouco mais genéricas, eram seis - três de cada lado separadas por um vão. Eu só consegui reconhecer uma funcionalidade de um dos lugares, uma espécie de  refeitório, julguei assim pelas mesas e bancos de pátio escolar e o cheiro muito bom de comida que vinha dali.

Ainda tentava entender como aquilo estava escondido no centro da floresta amazônica, mas isso não vinha ao caso agora. O elemental da guerra loirinho que havia nos ajudado parecia atordoado com aquele monte de criaturas que praticamente surgiram de repente sem aviso prévio, dizendo que tinham sido convocados a estarem ali. Ele conversava com um cara um tanto mais velho, de pele branca e com uma barba protuberante de tom avermelhado, assim como seus cabelos. Acima dos olhos castanhos havia uma marca de corte pouco acima da sobrancelha esquerda. Ele tinha um porte atlético, devia ter um metro e setenta de altura ou algo assim. Que pão! Além de ser um gato, ele me parecia uma figura de autoridade ali, o loirinho e o anão verde com chapéu de mago não pareciam à vontade ao lado dele. O garoto tentava explicar o que estava acontecendo, desde a nossa queda não tão majestosa até o ponto que eles chegaram convidando todos a entrarem. Sem muito sucesso, já que ele parecia saber tanto quanto eu. Ou seja, nada.

O ruivo gato apenas observava com a mão no queixo, pensativo, olhando para os demais seres que haviam preenchido o meio do “U”. Alguns eram antropomórficos com aspectos animais,  acho que vi gigantes de quatro braços com as costas repletas de espinhos, com arcos em mãos. Alguma espécie sinistra de tatus gigantes cuja a carapaça pareciam mais armaduras de guerras. Uma arara azul de três cabeças, um onça preta de manchas azul-fluorescente espalhadas por seu corpo, uma dúzia de seres-árvores bizarros, um ciclope gigante bem maior que o grandão que guardava o local ou da cobra de fogo - eles eram anões perto dele - que vestia uma camiseta do traje clássico do Ciclope dos X-men e, por algum motivo, nas suas costas havia um bilhete escrito “me chute”. Uns cachorros de olhos esbugalhados bem estranhos com um sorriso assustador no rosto, hienas coloridas que ficavam rindo de todo mundo, dentre alguns outros. Para alguém que havia descoberto esse mundo a pouco tempo era uma imagem deslumbrante e emocionante, de cair o queixo, claro que não literalmente falando. Tava mais pra cair a sanidade.

O ruivo lindo ficou apenas observando, quando o loirinho terminou de falar.

- Pois bem… - Ele disse. - Obrigado por virem até a resistência, vocês são um sinal de benção!

- Como assim? - O loirinho perguntou em um tom mais baixo.

- Eles foram enviados pelo etéreos, acho que mais precisamente pelo meu avô. - O velho retrucou, além de gato e ele me parecia um detetive bastante atraente… Caramba, desde quando virei uma pervertida? Henrique está me contagiando. - Os etéreos os chamaram para nos ajudar, todos saúdem o Éden!

- Isso é sério? - O loirinho rebateu.

- Mas é óbvio que sim. - O pequeno homenzinho verde fantasiado de mago disse. - Os etéreos nos abençoaram! Não seria uma obra do destino! - Ele disse com um sorriso meio que nervoso, ele parecia esconder alguma coisa, a meu ver. O loirinho o fuzilou com os olhos. - O que foi? Você pensa diferente? Como se alguém tivesse feito um feitiço errado e inconscientemente ter convidado um monte de seres sobrenaturais para vir até a resistência, que na verdade era só pra ter chamado o seu próprio povo?

- Isso não foi muito específico? Mesmo ouvindo você na minha língua, pelo tradutor mágico que Maicon te deu, é difícil confiar nessas suas palavras.

- Então somos bem-vindos? - O boto… ainda eu não acredito nessa parte, mas… ele disse isso. - Porque uma loira belíssima me chamou a atenção.

- Só fiquem de olho nele. - O ruivo disse num tom mais baixo.

- Teiju,.. - Uma garota apareceu o chamando. Ela devia ter dezessete ou dezesseis anos, cabelos negros e de pele morena, também estava acompanhada de uma garota mais nova e de um garoto mais velho. - O que houve? Qual motivo dessa zona?

- Isso é resultado do que você e o goblin fizeram. - O ruivo, Teiju, retrucou pra ela. - E não. Não irei puni-los. - A garota fez uma cara de aliviada, e o serzinho verde também. Aquilo me encucou um pouco, era como se o ruivo tivesse lido a mente deles, mas não seria possível, seria? Creio que não seria impossível ele ter essa habilidade, afinal Henrique soltava raios das mãos, logo em questão de possibilidade elemental, as chances eram grandes. - Por favor recepcionem todos os novos hóspedes, e achem um lugar acomodável para os seres maiores. - O ciclope urrou do auto, emitindo um som assustador, em seguida esticou o braço fazendo um “joinha” com seus dedos gigantes. - E Tainã, poderia dar as boas vindas a este grupo, tenho que avaliar o progresso do alfa.  - Ela se dirigiu a moça, que havia guiado a quimera leão-escorpião, e estava de mãos dadas ao loirinho. Tainã deveria ter alguns bons anos de diferença dele, poderia chutar que ela tinha uns dezenove anos. Ele era um bebê comparado a ela.

Teiju encarou a Elise, Henrique e eu por um curto período, e depois se retirou indo em direção à casa mais bonita do lugar. 

-  Olha, sejam bem-vindos! - Tainã disse sorrindo. - Eu devo seguir até o Maicon agora, aquele armadillo está quase entrando no refeitório, em alguns minutos isso aqui vai virar um caos. Eduarda poderia me acompanhar?

- Claro! - Uma das garotas que chegaram junto do trio assentiu.

- Você também João Mago. - Ela acrescentou. - Fizeste a bagunça, agora ajuda limpar. - O serzinho verde assentiu. - Amor, apresente a resistência a eles, tá?  - Ela disse se retirando dando um selinho no loirinho, e seguiu para uma das construções.

- Okay… - Ele disse sem ter tempo de retrucar. - ...por onde eu começo? Meu nome é Eddie, e sejam bem-vindos! Esses são Julia e Filipe. - Julia sorriu, mas Filipe apenas acenou olhando pro nada. - E vocês, são?

- Eu sou Camillie. - Respondi sorrindo, tentando não parecer tão assustada quanto realmente estava, e esperei Elise se apresentar, mas ela parecia mais ocupada em encarar o jovem que encarava o nada. Espera, ele realmente estava encarando o nada ou… Cutuquei ela da forma mais discreta que consegui, e a distraída acordou

- Ãh? Ah, sim. Meu nome é Elise. - Ela disse com os olhos cravados no rapaz, sempre com a sua indiferença básica de cada dia. Já meu outro amigo…

- David…

- Cara, ainda estamos nisso? - Dei um tapa no seu ombro. - O nome dele é Henrique.

- David Henrique…

- Só Henrique. - Elise retrucou revirando os olhos.

- Okay, Henrique.  - Ele se deu por vencido.

- Então, Camillie, Elise e Henrique,.. Certo, todos apresentados. Vamos para o nosso tour-recepção? - Eddie disse sorridente.

- E o cara preocupado aí? - Filipe perguntou apontando para o nada. - Ele é de qual de vocês?

- Como assim, Filipe? - Julia o questionou.

- O vento. - Ele respondeu e eu entendi. Filipe não estava simplesmente no meio de um devaneio, ele estava vendo o vento que nos acompanhava!

- Então você consegue mesmo ver ele. - Elise observou intrigada, até mais do que de costume. - Sem nem ativar um modo celeste?

- Sim, tenho esse costume. - Ele respondeu ainda olhando para o ar - Então ele é seu? Como se chama?

- Airan. - Ela respondeu cruzando os braços e estreitando os olhos. - E não, ele não é meu. Não sou dona de ninguém aqui, garoto.

- Mas ele é seu vento, não? - Filipe a questionou, ainda não olhando pra ela.

- ...Não… - Elise desviou o olhar para o chão, com aquela cara emburrada. Ela não era do tipo que colaborava com a conversa. E sim, isso era irritante.

- É uma loooonga história, moço. - Revirei os olhos.

- Não precisa explicar, ele parece se sentir bem ao seu lado, e isso é difícil. Elena que me corrija se eu estiver errado. - Ele disse sorridente, acho que tentando quebrar a marra da Elise. Sem muito êxito.

A marra da Elise é algo que pouca gente conseguiria quebrar. E pouca gente também conseguiria notar se ela estivesse desconfortável. E naquele momento, ela com certeza estava. E Airan também, deu pra sentir na mudança da temperatura ao nosso redor.

- Ele te faz ter sentimentos incomuns em horas incomuns? - A garota Julia perguntou, parecendo interessada. - Tipo, algo que você geralmente não sente em tal hora?

- Quer dizer, como ter claustrofobia repentina quando você nunca se sentiu desconfortável em lugares fechados? - Elise franziu o cenho, agora mais intrigada do que emburrada.

- Quis dizer reparar no mau hálito da quimera que está tentando te devorar. - Julia retrucou. Percebi que um sorri de canto apareceu no rosto de Elise, um sorriso contido, mas ainda assim um sorriso.

- Ou talvez sentir que há um perigo por perto quando você nem sequer viu o ataque chegando. - Ela confirmou - É. É assim que eles falam. 

- Pois é, descobri isso na pior hora. - Julia afirmou. - Só que foram três ventos distintos querendo que eu fizesse três coisas diferentes ao mesmo tempo. Isso confunde a mente.

- Três?! - Elise se espantou. Num instante, ela fechou os olhos, e os abriu novamente, mostrando o brilho branco do seu modo celeste, aquele que permitia que não apenas sentisse os ventos, mas que pudesse vê-los também. - Caramba… - Murmurou surpresa, encarando o que quer que estivesse ao redor da garota. - Você realmente tem três deles… Seus sentimentos devem ser um furacão!

- Julia, do que estão falando? - Eddie questionou, mas foi ignorados por ambas.

- Ainda estou tentando educá-los. - Julia retrucou coçando a nuca. - É meio que novidade pra mim.

- Eles são bem jovens, devem ser difíceis de acalmar. Há quanto tempo estão com você? 

- Bem, pode ter sido a mais tempo, mas os senti de verdade pela manhã.

- HOJE de manhã?! Está com TRÊS ventos na sua cabeça ao mesmo tempo só desde HOJE DE MANHÃ?

- Creio que sim. - Ela deu de ombros. - Minha vida tem mudado bastante nos últimos dias.

- Não sente dor de cabeça? - Perguntei curiosa. Elise vivia reclamando de dor de cabeça, na maior parte do tempo quando Airan sentia algo muito “alto”, como ela dizia, embora eu não saiba como se pode sentir algo “alto”

- Seus ouvidos estão OK? - Henrique também quis saber.

- Meus ouvidos? Não, ainda não chegaram esses “sintomas”. - Ela exibiu um sorriso sincero. - Vou desejar não ter isso?

- Talvez sim, talvez não. - Elise balançou a cabeça. - Se seus ouvidos não causam problemas desde sempre, é improvável que comecem agora. Mas os meus… - Ela torceu o nariz, e massageou as orelhas, mostrando o quanto já tinha aguentado de um milhão de sons de criaturas mágicas diferente ao seu redor

- TRIBO!!! - Alguém gritou como um demônio desafinado tentando fazer um contra alto, e Elise pulou de susto com as mão nas orelhas. - REUNIÃO NAS CASA DOS LIDERES!!! TRAGAM OS TRÊS RECÉM-CHEGADOS!!!

- Acho que vou precisar dos meus protetores, Cacá… - Ela estendeu a mão, e me pus a procurar os protetores de ouvido dentro da mochila de Henrique. Sulka ainda estava ali, encolhida em seu cantinho aconchegante, me oferecendo os protetores com o bico

- Valeu. - Sussurrei baixo

- Agradeceu a quem? - Julia me perguntou. - Pera, como ouvi seu sussurro?! 

- Tá começando... - Henrique, cantarolou se virando para o local onde a voz estridente havia nos convocado - Boa sorte, garota.

- Vamos, Elisandra nos chama. Poderiam nos acompanhar? - Eddie pediu educadamente.

- Algo me diz que não vou gostar dessa Elisandra. - Elise torceu o nariz enquanto colocava os protetores

- E ela está grávida, imagine o drama… - Filipe adicionou começando a caminhar.

Poderia até ser prematuro, mas eu estava começando a gostar deles.

 


Notas Finais


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até breve


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