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História Elementar - Eternos - Capítulo 3


Escrita por: Piikenaanonima

Capítulo 3 - Capitulo Dois


Sem mais nem menos


- Ei.

    Ouvir uma voz distante a chamá-la era uma coisa bastante estranha, talvez fosse algo de sua cabeça e ela não estava nem um pouco afim de abrir os olhos naquele momento.

- Acorda...

   A voz era um pouco estranha e a fez juntar as sobrancelhas em confusão sem entender quem quer que estivesse a falar com ela mas manteve seus olhos fechados.

- Acorda!

   Um grito bem em seus ouvidos fez ela abrir os olhos rapidamente e pular com o susto, ela olhou para os lados aturdida até encontrar os olhos do rapaz que aparecerá durante a noite. As memórias da pequena conversa com ele apareceu em sua mente fazendo ela o olhar com raiva.

- Você!

- Eu.

- O quê você fez? Como me apagou se você estava quase debaixo da terra e... por quê estou amarrada aqui?

   Ao movimentar sua mão notará que estava toda amarrada em uma cadeira e também não estava em sua casa estava em um balcão da aldeia.

- Eu controlei a sua mente e a fiz me tirar da areia depois eu caminhei até a aldeia...

   As feições de Lyr ficaram assustadas e apreensiva.

- O quê você fez com eles? Começou a se mover na cadeira tentando se soltar. - O que você fez com a minha família?

- Ei, ei! Eu não fiz nada, apenas os controlei e a coloquei aqui, eles estão lá fora vivendo suas vidas tranquilamente. 


  Ela parou para tentar escutar o barulho lá fora; havia conversas, ouvia os aldeões rindo de alguma coisa e ouvia também as crianças rindo. Ela suspirou aliviada e olhou para o Druig que tinha em sua face um rosto bem tranquilo.


- Se eles estão bem... então porquê eu fui a única que me prendeu neste balcão?


- Porque você me atacou.


- Eu te ataquei porque você invadiu meu território e ainda estava fazendo rodeios para responder as minhas perguntas! Ela respondeu o óbvio em seguida acrescentou. - Você não parece vir em paz.


   Druig colocou a mão sobre o peito parecendo estar ofendido.


- Eu ajudei está humanidade à décadas e ainda ouço uma humana me dizer que não pareço vir em paz.


- No momento em que me controlou, não achei que veio mesmo em paz.


- Você me atacou primeiro! Tive que revidar e agora a prendi aqui para conversarmos civilizadamente.


   Ele cruzou os braços com o sorriso debochado estampando no rosto. Lyr continuo a encará-lo com raiva mas decidiu pensar que aquilo era uma grande perca de tempo em estar com raiva dele já que em algum momento ele pode controlala novamente. Lyr suspirou e com apenas um pensamento fez um galho afiado de uma árvore entrar pela clarabóia cortando as cordas, ela alisou sua mão depois cruzou os braços.


- Então... vamos conversar civilizadamente.


✦✧✧✧✧✦


- Então... Você  é um eterno que estava vivendo na terra já faz décadas?


- Isso mesmo.


- Uau, isso é mesmo impressionante.


    Saber que o homem a sua frente é um Eterno, mesmo que ela não saiba bem o que isso signifique, viveu bastante tempo na terra e ainda por cima tem poderes... sendo estes para controlar os outros. Ele tinha vindo para terra juntamente com outras pessoas que também tem poderes mas eles se separaram conforme o tempo vivendo cada um por si, o Druig parece que andou pela terra conhecendo outros países até chegar aonde ela está, Lyr tinha que confessar que sentia um incrível interesse por ele e queria o conhecer mais ainda só olhando para ele, ela tinha uma leve impressão dele ser muito debochado e imprevisível.


- E você?


  - Eu o quê? Olhou para ele confusa.


- A quanto tempo vive aqui?


- Ah... Ela olhou para o chão envergonhada por não ter entendido rápido. - Eu não sei ao certo... talvez umas duas décadas talvez ou até mesmo mais... Não tenho certeza.


    A única coisa que ela sabia era que o tempo havia passado rápido demais e quando ela percebeu as pessoas estavam morrendo outras crescendo e novamente morrendo, tinha famílias que ela havia conhecido seus tataravos... Enguanto isto ela tinha a aparência de uma garota jovem de uns dezoito à vinte e poucos anos.


- Você parece bem confusa... Os aldeões sabem mais ou menos quando você veio parar aqui?


- O que sabem exatamente quando eu vim parar aqui já estão mortos.


   Ele se calou ficando a encarar Lyr que mantia suas expressões neutras sem saber o qur falar. Ela suspirou e se levantou da cadeira.


- Vem, já tô cansada de estar aqui.


    Druig caminhou juntamente com ela pela a aldeia, Lyr mostrava a ele o que normalmente os aldeões faziam, eles já comprimentava os aldeões tranquilamente pois como ele havia dito já havia " conversado " com cada um deles.


- Eles me contaram que foi um presente para eles... por quê?


- Meus poderes... não é óbvio?


- Pelo que eu vi até agora você só controla a terra, você tem mais do quê isso?


- Eu controlo os quatro elementos; terra, água, fogo e ar. Além de controlar posso fazer eles sugir sem menor esforço mas infelizmente não os controlo tão bem quanto eu queria...


- Beleza, você vive à décadas e durante todo este tempo você não sabe os usar direito!? Como isso é possível?


- Olha, eu só sabia sobre meus poderes da água, eu pensava que tinha apenas ele mas daí eu tive um surto e descobri que não tinha apenas este...


   Lyr explicava de forma mansa e com calma e ao final de sua explicação ela segurou seu próprio braço o alisando, se sentia um pouco envergonhada por confessar a alguém que não sabia usar seus poderes como ela deveria usar, todos na aldeia tem em mente que Lyr pode fazer qualquer coisa com seus poderes mas a verdade é que ela nem sabe 50% de seus poderes.


- Eu posso te ajudar.


- O quê?


   Lyr olhou para Druig de cima à baixo sem acreditar no que ele havia dito.


- Eu posso te ajudar a controlar seus poderes e conhecê-los da maneira certa.


   Um sorriso apareceu na face de Druig mostrando imponência fazendo Lyr erguer uma de suas sobrancelhas desconfiada.


- Você chega aqui me conta sua história sem mais e nem menos, controla à todos na aldeia faz uma lavagem cerebral na cabeça deles e ainda diz que quer me ajudar... sem mais e nem menos!


   Lyr é uma pessoa totalmente desconfiada de tudo a mesma às vezes confia nem na própria sombra. Ela fingiu acreditar em cada palavra que Druig lhe falou, não tinha total certeza no que ele havia lhe dito a única coisa que acreditou naquela história toda foi sobre os poderes dele, apenas.


- Não pretendo sair daqui tão cedo e como eu não tenho mais nada para fazer... posso perder o meu tempo te ajudando.


- Sem mais nem menos?


- Sem mais nem menos.


    Lyr continuava o olhando desconfiada estava desacreditada de quê ele não queria nada em troca.


- Por quê me olha deste jeito?


- Porque ainda não acredito que você não queira nada em troca.


- Mas eu realmente não quero, aliás o que você tem pra me dar?


    Lyr começou a pensar no que poderia dar à ele mas nada lhe veio à mente.


- Não tenho nada a oferecer para você, nas circunstâncias em que estamos não temos nada de valor para lhe dar.


- Eu já sabia disto.


- Então porquê merda me fez falar?


- Só para ter certeza. 


    Ele sorriu debochado caminhando na frente de Lyr que tinha uma expressão irritada no rosto e como uma vingança fez a raiz de uma árvore levantar fazendo ele tropeçar e quase cair de cara no chão, ele olhou para ela indignado fazendo Lyr sorrir também debochada.


- Só testando se você é atento.


  Dito isto saiu andando em direção à sua casa.




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