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História Elementares (Adormecido) - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Ahren


Ahren

  Eu observo a disponibilidade do refeitório enquanto seleciono meu café da manhã e observo a novata mais uma vez sozinha em um canto isolado dos demais e por isso eu considero como minha missão dar fim a solidão da pobre elementar, pois não há nada pior que estar nesse colégio sem amigos, então eu termino minha bandeja e sigo em direção a ela me sentando a sua frente, observando que ela tem um livro nas mãos que lê no lugar de comer.

  Está explicado porque ela foi direto no Hader ontem e por que ele concordou com a companhia dela, claramente são dois nerds.

- Oi! – Me anúncio ganhando um olhar assustado dela antes de ela rir relaxando a postura.

- Oi. – Ela responde pondo o livro de lado.

Talvez não seja tão parecida com Hader.

- Sou Ahren. – Me apresento.

- Terra? – Ela questiona apontando meu uniforme branco com tons marrons e eu confirmo com a cabeça a vendo sorrir.

- É realmente prático isso. – Ela diz relaxando a mão. – Eu sou Arabella, de água. – Ela aponta para o seu uniforme branco com tons azuis mantendo o sorriso.

- Tô sabendo. – Digo me lembrando do professor a chamar pelo nome. – É irmã da chata da Edda, né? – Questiono e Arabella me olha confusa e nesse momento eu sei que errei, mas eu jurava que...

- Por que minha irmã é chata? – Ela questiona e eu fico aliviado, não errei.

- Sério? Não acha sua irmã chata? – Questiono incrédulo. – Metida a rainha toda poderosa da água? – Questiono e ela nega com a cabeça.

- Minha irmã só é forte e autoconfiante. – Arabella justifica e eu rio, porque só pode ter sido uma piada.

- Qual a graça? – Ela questiona confusa e talvez ela não tenha feito uma piada.

Será que são duas Eddas? Duvido.

- Estamos falando daquela ali, certo? – Questiono apontando a mesa no centro do refeitório, os queridos alunos de elite, Hader, Khione, Thaus, meu querido irmão Alester e a metida a poderosa da água Edda.

- Ela. – Arabella confirma e eu nego com a cabeça.

- Sua irmã é a metida a poderosa da água. – Me reafirmo ganhando o olhar de Arabella. – É sério, ela é toda prepotente, cheia do não me dirija a palavra se for inferior e mais merdinhas e blábláblá de poderosos. – Arabella cerra o olhar e eu engulo em seco pronto pra levar uma bronca por ter falado demais, mas ela suaviza a expressão dando de ombros.

- Temos visões diferentes sobre ela. – Ela diz começando a comer e eu sorrio satisfeito por não levar bronca, ainda mais em defesa da metida a poderosa.

 

Φ

- Se dividam em duplas. – A treinadora de domínio de elementos manda. – Vamos trabalhar em potenciação.

  Eu penso em ir até meu irmão, mas antes que possa dar o primeiro passo uma garota familiar surge a minha frente, eu me atendo aos traços, pele negra, olhos castanhos avermelhados, sorriso animado, rosto redondo, cabelo curto preto, mas não me lembro, talvez seja dos corredores daqui, mas acho que me lembraria de uma aluna.

- É meu primeiro ano aqui. – Ela fala animada. – Lembra de mim?

Merda, eu digo que sim ou não? Eu devia lembrar?

- Da praça? – Ela parece dar um detalhe. – Eu caí no fosso e você me tirou. – Ela dá mais um detalhe e eu lembro.

  Eu estava caminhando na praça e a vi cair no fosso que estava sendo construído, eu usei o domínio para erguê-la, ela ainda não tinha despertado o seu domínio.

- Dinna! – Falo seu nome animado por lembrar e seu sorriso aumenta.

- Posso ficar com você? – Ela pergunta meio tímida. – É o único aqui que já conheço.

- Todo bem. – Falo vendo ao fundo que meu irmão já foi selecionado. – Sabe alguma coisa? – Pergunto seguindo até a plataforma de treino com a base de rocha.

- Só as leituras. – Ela responde me seguindo.

- Bom, é mais ou menos o que tá lá só que diferente. – Digo a vendo parar sobre a base a minha frente e me olhar confusa. – Vai entender.

- Pra potenciação, vamos medir o nível de controle sobre a potência do elemento. – A professora começa a explicar.

- Você tem que manter sobre controle o máximo de rocha possível. – Explico a Dinna e ela concorda.

- Usem a rocha disponível. – A professora fala e eu olho ao redor da sala toda de rocha. – Quero que dobre o peso da rocha alternando o controle entre si recomecem com o dobro do peso inicial quando falharem.

- Damas primeiro. – Falo dando oportunidade a Dinna, sabendo que por estar começando agora ela vai aguentar bem menos que eu. – Não precisa pesar logo de início. – Completo ela concorda erguendo a mãos e extraindo uma bola rochosa do teto.

  Eu extraio pouco mais de rocha cobrindo a sua e tomando o controle do domínio, o peso é leve, ela repete meu gesto e assim vamos fazendo, intercalando o controle com o peso aumentando gradativamente, até que ela deixa a rocha cair entre nós, num peso ainda de nível mediano pra mim.

  Ela olha para os lados vendo ter sido a primeira e parece se chatear por isso.

- Tudo bem, eles estão aqui a mais tempo que você. – Tento animá-la e ela me olha concordando antes de retomar a atividade.

 

Φ

- E se erguermos um castelo? – Questiono a meu irmão empolgado com a ideia e ele ri de mim. – Podemos não é? Um castelo todo de rocha e pedras.

- Podemos, mas é grandioso demais. – Meu irmão diz ainda rindo. – Acho que seria preciso bem mais de dois pra isso.

- Você é muito pé no chão, precisa pensar grande. – Adverto vendo meu irmão negar com a cabeça.

- E você precisa lembrar que não tem asas. – Ele devolve eu dou de ombros.

- Construo minhas asas. – Contraponho orgulhoso.

- Com rochas? – Ele questiona e eu desfaço meu sorriso o vendo rir. – Pelo menos você tenta, irmão.

  Eu penso em dizer algo, mas minha visão é iluminada pela elementar mais bela que Gaya já criou.

  Melion, elementar do ar, ela é simplesmente perfeita, com cabelo branco liso que se movem ao vento, sua pele pálida que realça seus olhos violeta e a postura empoderada da melhor dominadora de ar do colégio que se recusa a se misturar com qualquer outro de seu nível e infelizmente para mim, de níveis inferiores também.

- Seus olhos chegam a ganhar um brilho radiante. – A voz do meu irmão me trás a nós, enquanto Melion entra na biblioteca.

- Ela nunca vai me dar uma chance. – Eu lamento abaixando o olhar triste com a derrota de uma batalha que nem tenho chance de começar.

- Você ao menos já falou com ela? – Meu irmão pergunta e eu confirmo com a cabeça.

- Sempre que posso, mas ela se recusa a dar abertura, ela me odeia. – Digo o fato.

- A todos nós. – Meu irmão completa e eu o olho confuso. - Bom... ela claramente gosta da solidão, então ela odeia todos nós. – Ele explica e eu concordo com a teoria.



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