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História Elementos - Capítulo 18


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Notas do Autor


olá leitor! tudo bão?
espero que sim.
Capítulo recém saído do forno. até lá embaixo.

Capítulo 18 - O Escudo de Gelo.


Muriel tinha certeza que haviam passado horas. Não era nem um pouco impossível terem passado dias.

- Você está aqui por um único motivo. – Muriel deu um grito, seu sequestrador estava bem a frente, era uma mulher muito estranha, tinha a pele muito pálida os olhos azuis eram frios, e os cabelos eram loiros tão claros que refletiam a luz azul do lugar onde estavam. – Você deve se juntar a nós.

- Quem são vocês? – os olhos de Muriel se ajustaram a luz, a mulher usava um vestido azul muito pomposo de mangas longas, atrás dela estava um homem, ele usava um sobretudo azul-marinho e estava de costas olhando pela janela.

- Somos o grupo Glacies. – Ela passou a mão no rosto dele. – É como você disse Dom, ele é quente.

Muriel estava estranhando aquele papo.

- Pruína, não podemos leva-lo por bem, você sabe disso. – Dom virou-se para Muriel o encarando. – Por que você não está influenciando o clima?

O garoto ficou surpreso.

- Diga, garoto, por que você não está influenciando o clima assim como nós dois. – Ela parecia mais agradável agora que não tentava nocautear Muriel. – Nós não podemos deixa-lo sair daqui sem essa resposta.

- Não dê esperanças ao menino. – Dom demonstrou indignação, talvez. – Há duas formas, ou vem conosco e diz o que está acontecendo, ou matamos você e ficaremos sem resposta.

- Eu... – Muriel estava muito confuso. – Não estou entendendo nada! Me expliquem o que são vocês, o que vocês querem e a quanto tempo eu estou desmaiado.

Os sequestradores ficaram em silencio por alguns segundos. Pruína remexeu os dedos num claro tique nervoso.

- Como disse antes, somos o grupo Glacies, haviam cinco de nós, até encontrarmos com a... – Dom tossiu propositalmente interrompendo a fala de Pruína, ela crispou os lábios e continuou. – Essa “organização” nos ofereceu uma oferta irrecusável, apenas Dom e eu aceitamos, os outros três foram mortos pela organização. Dom e eu estamos atrás de novos membros, mas não podemos aceitar um não. Fazem 18 horas que você está aqui.

Muriel engoliu em seco, era uma situação muito complicada. Ele sempre fora sangue-frio e aquela situação era muito delicada.

- Mas e o que realmente vocês fazem... – Muriel encarou Pruína – Quero dizer, qual missão vocês têm?

Pruína deu um sorrisinho simpático.

- Matamos.

Muriel suspirou, não havia o que pensar:

- Quando partimos?

Dom o encarou sorrindo indecifrável:

- Em duas horas. – Ele abriu a porta e abandonou o lugar.

- Em que lugar estamos?

- No distrito industrial. – Pruína afirmou ajudando Muriel a se levantar. – Vamos trocar sua roupa e reunir um kit para você.

Muriel sorriu e se levantou com cuidado, o celular em seu bolso não podia ser notado. Ele torcia que Samo visse sua mensagem antes de eles irem embora.

=

Samo mostrou o áudio que Muriel lhe enviara à Maria Luiza. Após ouvir pela terceira vez, Maria Luiza começou a ficar agitada. Ordenou que Márcia e Cícero estivessem presentes para ouvirem o áudio.

- Que bom que você nos chamou imediatamente. – Cicero afirmou num tom diferente. – Temos mais ou menos 110 minutos para nos organizarmos.

Márcia coçou a cabeça.

- Acho que os times um e cinco estariam mais preparados para esta missão. – Marcia disse com segurança. – Porém como necessitamos de uma maior furtividade...

Maria Luiza pegou o celular e mandou algumas mensagens.

- Chamei o time 2. – A diretora encarou Cícero e Márcia. – Vocês concordam?

Cícero assentiu com a cabeça. Marcia coçou a cabeça.

- É muito perigoso!

- Não temos tempo, além disso evitaremos o conflito.

Samo engoliu em seco.

- Eu vou também. – Ele não poderia deixar o amigo em apuros, apesar do receio, ele queria ajudar.

- Sinto muito – Maria Luiza o cortou – enquanto você tiver medo não será escalado conosco. Agora, muito obrigado e pode voltar para casa.

Samo se sentiu totalmente ofendido e descartado, ele ia protestar e dizer umas verdades para a diretora, mas Cicero o empurrou para fora da sala.

- Se ao menos você tivesse mais coragem e ousadia... – Cicero comentou.

Samo saiu a passos pesados até sua casa. Porém no meio do caminho lhe ocorreu uma ideia. Ele irá contrariar a diretora. Estava agora com mais raiva do que medo. Correu até em casa e pegou sua bicicleta. E saiu em disparada, não disse nem a Biju, muito menos a Matias para onde iria.

Eram dois quilômetros até o distrito industrial de Sarandi, ele fez essa distância em 10 minutos. Por algum milagre ele se deparou com Munik. Ela estava sobrevoando uma das empresas, Samo apenas a notou por conta das nuvens suspeitas que a envolviam. Ele deixou sua bicicleta escondida em uma moita perto da estátua que havia lá.

Eram mais ou menos 10 horas quando outra mensagem de Muriel chegou ao celular de Samo. Ele a ouviu:

“- Eles estão vindo, disse que haviam pessoas especializadas em furtividade.

- Quer dizer que alguém está vindo aqui?

- Sim, quatro garotos e a própria Maria Luiza. Você deve ser importante garoto.”

Samo estremeceu por um segundo.

- Alguém está passando informações para os bandidos...- ele disse a si mesmo. – Tenho que acha-los o quanto antes.

Samo adentrou por um beco, haviam muitos no distrito industrial, eles eram usados para o escoamento de lixo, portanto haviam várias caçambas e lugares para se esconder. Samo lembrava de ter ouvido um barulho de cortador de grama no fundo dos áudios, era uma pista pequena e incerta, até porque um desses podia ser ouvido de muito longe.

Dobrou numa esquina e deu de cara com uma rua onde estavam o time dois, ou parte dele, Chaiane e Daniel. Eles falavam algo sobre terem visto a ala mais ao sul e estarem procurando na parte oeste.

Samo decidiu ir ao leste. Andou alguns minutos, o tempo apertado, apenas 30 minutos, foi quando ele ouviu o cortador de grama e viu aquilo.

Não era uma pessoa, pelo menos não parecia com uma. Tinha chifres enrolados nas orelhas, o rosto era fino e a maçã esquerda do rosto era salpicada de cicatrizes, tinha cascos de bode e usava um jaleco do Heads, uma empresa de moveis planejados. Estava olhando para as nuvens no céu com certo interesse. Samo ficou muito encucado com aquilo, no áudio que Muriel lhe enviara os sequestradores não mencionaram cúmplices.

- Cuidado Nia, não queremos que eles nos peguem de surpresa! - Samo ouviu um homem dizer atrás dele.

O instinto falou mais alto e Samo se atirou na caçamba de lixo.

A dupla passou conversando baixo, Samo pôde vê-los.

Nia era alta, negra e muito musculosa. Seu paletó ficava marcado em seus braços e de sua cintura pendia uma espada comprida.

O homem tinha metade da altura dela, as mãos que pendiam ao lado do corpo não paravam de se mover pelos bolsos. Ele estava de toca, assim Samo não pôde ver seus cabelos ou demais características físicas, mas não lhe restara dúvidas, eles eram membros da Glacies.

Samo pôs a mão no bolso. Tirou um canivete e segurou a lâmina apontada para frente, Nia e o homem não olharam para trás, apenas entraram no Heads. O homem bode olhou na direção de Samo, mas pareceu não o ver, pois entrou na fábrica atrás do casal.

O garoto odiou cada partícula de receio que sentiu. Ele deveria ser corajoso, seu amigo estava lá. Não podia vacilar com Muriel.

Antes de seguir os bandidos Samo enviou uma mensagem à Maria Luiza:

- Heads.

Seguiu com cautela até a porta da fábrica. Deu uma espiada lá dentro e viu um corredor estreito cercado de guarda-roupas e pias.

- Não tenha medo Samuel. Não tenha medo. – Disse a si mesmo antes de entrar na fábrica.

=

Muriel estava com um pé bem atrás. Alguém estava atrás deles, dos bandidos. Eram apenas dois e pelo que podia ver, estavam com certo receio de ficar e enfrentar Maria Luiza.

- Teremos de enfrentar Maria Luiza? – Perguntou Muriel aos bandidos.

- Dom cuidará dela. – Pruína virou-se e pegou Muriel pelos ombros. – Temos pessoas que nos ajudam, a Nia, o Brody e o Julius vão nos dar cobertura para fugir.

- Espere aí! – Muriel exclamou um tanto quanto surpreso. – Não eram apenas você e Dom?

Pruína deu um sorriso amarelo:

- Eles repuseram nossa equipe. – Ela ergueu a manga do vestido, haviam muitos hematomas. – Eles pegaram nosso sangue e replicaram nosso código genético dando nossos poderes aos outros três. Criaram armas para nós a partir de nosso sangue.

Pruína alcançou um disco de gelo muito espesso a Muriel.

- Esse é meu escudo, talvez eu lhe presenteie com ele. – Ela o soltou e eles voltaram a andar. -  Assim você não precisará passar por esse processo biológico, dói muito.

Muriel se sentiu mal por estar traindo Pruína, parando para olhar o jeito com que ela falava com ele... não! Ela é uma bandida. Muriel não poderia facilitar para ela. Pruína matara pessoas.

Ele encarou as costas de dom. O homem era muito mais rígido que Pruína, ele era inexpressível.

Eles chegaram a um pavilhão, Muriel reconheceu na hora onde estavam. Heads, ele vira a empresa em um comercial de tv seus depósitos costumavam ter um “H” Estampado no chão. O lugar era um labirinto, móveis variados formavam corredores estreitos e mal iluminados. Estavam descendo por uma escada de metal quando ele viu a luz de uma porta muito ao fundo, duas pessoas adentraram a fábrica.

- São Nia e Julius. – Afirmou Pruína séria. – Eles já chegaram aqui dom?

- Sim.

A frieza de dom assustou Muriel, mas quando ele viu Samo adentrar a Fabrica sozinho ele começou a se desesperar.

- Pruína! – Muriel exclamou se jogando sobre ela.

Ambos rolaram a escada e caíram aos pés de Dom.

- Vocês estão de a palhaçada? – Dom perguntou com um tom de irritação na voz.

- Eu tropecei! – Exclamou Muriel ajudando Pruína a se levantar. – Peço desculpas!

Pelo menos eles não viram Samo entrar na fábrica. Era muito importante o elemento surpresa.

- Não faça isso de novo. – Pruína disse em um tom mais duro, seus olhos tinham um tom azul celeste e sua pele esfumaçava de frio.

- Acalme-se Pruína! – Dom a pego pelos ombros e encarou seus frios olhos. – Foi um acidente.

Nia e Julius chegaram perto, ela era muito alta, musculosa e estava segurando uma espada. Ele era muito baixo e usava touca e sobretudo.

- Tem alguém nos seguindo. – Nia disse com uma voz muito fria.

- É só um garoto, eles estão nos subestimando. – Sussurrou Julius, seu hálito era de menta, Muriel consegui senti-lo de longe.

- Apenas matem, não podemos descartar a possibilidade de ele ser apenas uma distração, Maria Luiza pode apenas estar a estreita. – Dom disse inquieto, encarou Pruína e depois Julius. – Não podemos deixar com que eles ficaram com o escudo ou com o garoto.

- O escudo? – Muriel perguntou confuso.

- Sim, o escudo. – Pruína o olhou com seus olhos assustadores. – é uma encomenda especial do Vermelho, fabricado a partir do meu sangue num dos laboratórios da sua escola.

Muriel sofreu uma pane de tantas informações, mas não pôde processa-las naquele momento, pois Dom ordenou a Nia:

- O garoto deve ser morto, assim teremos a atenção de Maria Luiza. – Ele encarou Muriel de uma forma estranha. – Chame o Body, vamos ficar juntos.

Nia afirmou e correu pelos corredores de móveis.

- Julius, você cuida do garoto.

Julius afirmou, porém quando foi correr, sua própria sombra saiu do chão e se debruçou sobre ele o fazendo desaparecer.

- Mas que droga é essa! – Dom exclamou logo antes de ser puxado por sua sombra.

- Toque Gelado! Exclamou Pruína congelando todo o chão ao seu redor e fazendo nevar dentro da fábrica. Muriel ficou preso pelos pés ao chão. – Eles chegaram, mas a geada também!

 


Notas Finais


E aí gostaram?
espero que sim!
Até a próxima.


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