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História Elementos - Capítulo 20


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Notas do Autor


Eai leitor! Tudo bom?
espero que sim.
Resolvi postar um capítulo extra, ent talvez amanhâ não haja capitulo novo.
Boa leitura e até lá embaixo.

Capítulo 20 - O Olho Estratégico.


Muriel correu para fora do Heads. A camisa azul com a gola suja de sangue, o uma das calças com a perna pela metade, o suor frio resultado da tensão que sofrera, o coração acelerado e em seu encalço Pruína.

Ela estava alucinada. Em nenhum aspecto lembrara a mulher dócil e compreensiva que fora a uns 45 minutos atrás. Atirava inúmeros raios de gelo contra ele, os quais eram defendidos pelo escudo.

O estacionamento estava vazio, ele não conseguia entender o porquê. Uns trinta metros à frente, num pátio de outra fábrica estavam Munik e Chaiane, encaravam Nia. Muriel não pôde se ater as lutas alheias, teriam de lutar com pruína.

Sabia que não conseguiria ganhar dela. Seu arsenal de poderes ia até “Bola de Neve”, ataques básicos e quase inofensivos. Pruína por outro lado estava num nível alto, ela conseguia congelar até mesmo o ar. Muriel não queria lutar, não apenas pela tremenda desvantagem, mas também porque simpatizara com Pruína, ela foi compreensiva e simpática com ele.

- Droga de empatia! – ele exclamou consigo mesmo, entendia o lado de Pruína. – Ouça Pruína, por favor!

Pruína o encarou com desgosto:

- Por que eu ouviria um garoto que me traiu a cinco minutos atrás? E ainda por cima usa minha própria arma contra mim?

Muriel ergueu os braços e derrubou o escudo, longe para dar segurança para Pruína, mas não demais para prejudicar a sua própria segurança.

- Você pode sair do glacies não pode? – ele deu um passo para perto dela. – Você é uma pessoa boa, não deve nada pra eles, eles estão usando você!

Pruína baixou a cabeça.

- Não fale besteiras moleque! – ela apontou para si mesma, os olhos azuis celestes, a pele branca com gelo por cima, os cabelos loiros estavam azul-escuro, o vestido estava coberto de gelo. – Eles fizeram isso comigo! Posso ter tudo que eu quero! Você não entende! Eu tenho 19 anos e já matei mais de sete pessoas! Não tem mais nada que você possa fazer! Eu só sairei da Glacies morta!

Muriel engoliu em seco.

- Eu gosto de você, não quero te machucar... – ele encarou o escudo. – Eles machucaram você! Nós podemos dizer isso à polícia... eles vão entender!

Pruína soltou um riso triste.

- Sabe por que estamos nessa gangue? – Ela apontou para si mesma. – Eu havia sido presa, não queria que meu padrasto tocasse na minha mãe de novo. Body quebrou uma vidraça de uma loja por que negaram atendimento a ele por causa da aparência. Nia foi expulsa da família junto da mãe quando era apenas uma criança por causa da cor dela! Julius não tinha dinheiro pra pagar o Agiota, perdeu a esposa e as filhas, matou o agiota, cadeia sem direito a julgamento. Sabe o que nós temos em comum?

Muriel baixou a cabeça.

- O socorro nos foi negado Muriel! – Ela abriu os braços lançando seu poder pelo ambiente esfriando o clima mais e mais. - Nos foi negado por que éramos diferentes! Nenhum lugar receberia eu ou o Dom, nós levamos o frio conosco! Ninguém gosta do frio, mas o mundo VAI ACABAR EM GELO!!!

As arvores ao redor deles começaram a murchar e morrer de frio. Estava geando e nevando ao mesmo tempo. Era uma catástrofe climática. Muriel lembrou do que Maria Luiza dissera. As colheitas dependiam de pessoas como eles, as coisas eram engrenagens de uma máquina só.

- Já chega! – Muriel gritou chamando a atenção de Pruína. – Você está ficando louca!

Ele agarrou o escudo e atirou contra ela. Pruína desviou com facilidade, os braços levantados para o alto despejando seu poder.

Muriel avançou, se jogou sobre Pruína a derrubando, parando assim por alguns momentos a catástrofe.

- Me larga! Ela exclamou pondo a mão no rosto de Muriel.

Ele sentiu todo seu sangue frio congelar, ele ficou cego, não via mais nada. Usando suas últimas forças Muriel acertou um soco no rosto de Pruína.

Ela o empurrou para trás e o garoto conseguiu respirar e ver novamente.

Muriel a encarou assustado, nos olhos da garota ele não conseguia ver ressentimento, arrependimento ou empatia, apenas frieza. Pruína voltou a fazer o seu estrago. Muriel continuou deitado no chão, estava arrasado.

- Saraiva de espinhos! – Muriel ouviu a voz de Samo gritar ao longe.

Por sorte Muriel conseguiu encontrar o escudo e se protegeu da saraiva de espinhos, pois a pontaria do amigo não foi uma das melhores. Ele encarou pruína e um dos espinhos passou raspando na jugular dela. Muriel aproveitou a folga dos espinhos e acertou com o escudo na cabeça da Pruína.

Ela caiu e atacou:

- Apatia térmica!

Muriel foi jogado pela onda gelada, caiu para trás e bateu a cabeça. Não ficou por muito tempo no chão, mesmo desnorteado ele viu o amigo lutar.

Samo tinha dois cipós nas mãos, ele acertava a mulher de longe. Samo não podia se aproximar, logicamente as plantas perderiam para o gelo era só olhar ao redor. Biologicamente as células seriam dilaceradas pelo gelo. Samo estava arriscando-se demais. Muriel ficou espantado, o amigo nunca fora de se arriscar em vão. Ele sempre fora cauteloso, Muriel sabia disso, Samo temia ser um covarde. Agora ele estava arriscando a própria vida.

Muriel se levantou encarando Pruína. Ele se lembrou de algo que seu pai dissera em um momento qualquer:

“Haverá um momento que só sua força e o seu trabalho de equipe não serão suficientes. Nesse momento você terá o seu trunfo, a sua herança sanguínea.”

Muriel concentrou seu poder e sussurrou:

- Olho Estratégico! – Seus olhos foram tomados por desenhos, eram estratégias sendo formadas. Haviam várias, mas eram descartadas muito rapidamente. – Samo me dá a ponta desse cipó!

Samo o encarou confuso, mas atirou a ponta para o amigo.

- Vamos amarrá-la! Muriel exclamou para o amigo. – Apenas segure firme!

Muriel enrolou o cipó na garota a deixando imobilizada, ela urrou e tentou pega-lo com as mãos, ele pegou o escudo e bateu no rosto dela com o escudo a nocauteando.

- Desculpa... – Muriel disse para ela e hesitante.

Samo se aproximou dele.

- Vou ver se as meninas precisam de ajuda...

- Não, - Muriel tocou no ombro do amigo – Vá ajudar a Maria Luiza, ela está lutando com o Dom. ele é o líder.

Samo assentiu e saiu em disparada.

Muriel encarou Pruína, ela estava amarrada. Ele certificou-se que ela ficasse imobilizada, amarrando suas mãos com mais eficiência. Ele estava torcendo pelos amigos.

=

Munik e Chaiane estavam lutando bravamente. Desferiam socos e chutes simultâneos e sincronizados. Eram muito boas como dupla. Porém Nia era ágil, ela desviava dos golpes de Chaiane e defendia os de Munik. Estava apenas esperando uma abertura.

- Achei. – Nia afirmou acertando com a palma da mão no peito de Chaiane. A garota foi atirada longe.

Munik esquivou se de um chute que Nia desferiu contra ela e exclamou:

- Fôlego de Tornado! Ela soprou bem no rosto de Nia, a mulher foi jogada para trás.

Munik aproveitou a folga para correr até Chaiane.

- Você está bem? – ela ajudou a amiga a levantar.

- Acho que eu desloquei o ombro. – Chaiane diz com dificuldade.

Olhando o ombro esquerdo de Chaiane, Munik pôde perceber que a amiga estava certa.

- Droga! – ela praguejou, Nia vinha lentamente na sua direção.

Chaiane apertou o ombro de Munik e sussurrou em seu ouvido:

- Não se segure, acabe com a raça dessa vadia!

Munik assentiu. Nunca fora mais forte que seus primos. Eles sempre treinavam juntos quando crianças. Ela era mais distante, seus poderes também. Mas nesse momento Chaiane precisava dela. Defenderia a amiga com todas as suas forças.

Nia correu, apontou a mão para Munik gritando:

- Espinhos de Gelo! Vários espinhos se jogaram contra Munik, afiadíssimos.

- Vento de Bronze! Ela disse erguendo os braços de despedaçando os espinhos de gelo. – Penas lutadoras!

De seus cabelos algumas penas, saltaram contra Nia, a preta sacou sua espada e as fatiou em várias partes. Munik não esperou, avançou contra Nia os olhos brancos ativados. Acertou um soco no estomago dela, antes que pudesse revidar Munik exclamou:

- Dispersão de ar! O ar entre as duas explodiu, Munik pairou no ar em quanto Nia se estatelou no chão.

Isso foi um gatilho para a raiva dela. Juntou a espada e avançou contra Munik, a garota desviava dos golpes com maestria e delicadeza. Os olhos previam alguns dos movimentos de Nia. Até que a bandida acertou a ponta dos cabelos de Munik.

Como qualquer garota ela ficou possessa. Tanto dinheiro em Salões de beleza, shampoos especiais, cremes, tanto tempo escovando e cuidando...

- Ventos Uivantes! – Munik treinara esse ataque por semanas, não havia ficado perfeito, mas ela não pensara nisso naquele momento.

Ao longe os sons de uivos e assovios foram ouvidos, cada vez mais perto, até chegarem ali, então os sons ficaram ensurdecedores.

Os ventos arrancaram a arvore em que Chaiane estava apoiada, Nia levitou no ar, os ventos eram afiados como facas, causavam cortes superficiais na mulher, em seus braços, rosto. Por fim ela despencou sem reação de uma altura de três metros direto no chão.

- Nocaute! Exclamou Chaiane parabenizando Munik.

- Meu cabelo! A loira exclamou chorosa se aproximando de uma das janelas da fábrica, olhando o estrago.

- Você não vai amarra-la Munik?

- Ai meu Deus eu tinha esquecido! – ela exclamou correndo amarrar tanto Nia quanto Body.

=

Samo chegou a tempo de ver Maria Luiza acertar um murro no rosto de Dom. Ele estava todo cortado, haviam hematomas por todo seu corpo. Pelo que Samo via ele estava apanhando e Maria Luiza não havia nem usado seus poderes. Diziam por aí que a diretora causava terremotos por toda a cidade quando lutava a sério.

- Se entregue Dom! Maria Luiza exclamou ao bandido. – Não há escapatória e eu não quero te machucar.

Dom deu um riso falso:

- Ainda estou consciente por conta do seu medo de destruir este lugar! – ele abriu os braços. – Você não consegue me deter neste lugar!

Samo apontou os braços para ele:

- VAI VENDO PANACA! – Ele concentrou seus esforços na mira. – Saraiva de Espinhos!

Os espinhos foram disparados com precisão. Não fosse ele sair do lugar, Samo o teria acertado.

- Não brinco com criança! – Dom saltou e congelou uma espécie de rampa por onde ele tentou fugir.

Passou por Samo num instante, estava dobrando no estacionamento onde Muriel e Pruína estavam quando Maria Luiza disse:

- Fissura! O chão a frente de Dom rachou e se elevou alguns centímetros. Ele bateu nesse degrau e caiu de cara.

Samo e Maria Luiza correram até o estacionamento.

Muriel estava entre Dom e Pruína, ela estava consciente, encarava Dom de forma assustada.

- Saia da frente pirralho ante que eu te mate! – Ele apontou a mão para ele.

- Ela não quer ir com você! Muriel gritou jogando o escudo contra Dom.

O Escudo passou raspando pelo sobretudo dele abrindo um rasgo no ombro. Samo pôde então ver uma tatuagem em forma de peão de xadrez em seu ombro.

Maria Luiza avançou em passos pesados na direção de Dom.

Pruína gritou:

- Eu não quero essa vida!

Dom pegou Muriel pelo braço e o atirou para o lado:

- Então você não quer vida alguma! – ele apontou o dedo para ela dizendo – Espinho de Gelo!

Um espinho muito fino atravessou a cabeça de Pruína. Ela caiu num baque surdo para trás. Maria Luiza parou de andar, estava chocada. Samo arregalou os olhos, impotente viu Dom correr para dentro da Heads. Muriel gritava algo incompreensível.

Maria Luiza correu para dentro da fabrica enquanto falava em seu comunicador de pulso:

- Se agrupem no estacionamento do Heads.

Samo correu até Muriel. Ele estava chorando como criança.

- Eu havia mudado a cabeça dela! – ele levantou e agarrou os braços de Samo. – é culpa minha?

Samo o abraçou.

- Não cara. – Ele deu um tapa nas costas do amigo. – Ela estava nisso até o pescoço.

Samo estava traumatizado.

=

Muriel sentara em frente a Cicero pela segunda vez naquela semana. Três dias haviam se passado desde a morte de Pruína, o nome verdadeiro dela era Jéssica, sua mãe fora ao velório e chorara muito no enterro.

Ele não conseguia dormir direito com aquela ideia de que se ele não tivesse feito ela mudar de ideia, ela ainda estaria viva. Sua mãe, Samo, Maria Luiza e até mesmo Munik tinham dito que aquilo não era culpa dele. Cícero era o único que lhe dizia a verdade. Sim, a culpa era dele, mas era melhor assim.

Segundo Cícero, ela estando morta não traria mais sofrimento a ninguém, isso incluía ela mesma e sua mãe.

- Você disse que queria falar comigo? – Cícero indagou curioso.

- Sim. – Muriel afirmou. – Eu queria saber se posso voltar a treinar, você suspendeu por questões obvias, mas eu preferia sair de casa. Eu fico pensando coisas sabe.

Cicero deu-lhe um sorriso:

- Pode ser. – Ele assinou um papel. – Ela seria a Próxima Senhora do Gelo.

- Seria o que? – Muriel perguntou confuso.

- Pruína seria a próxima sortuda a deter todo o poder de gelo para si, vocês ainda não aprenderam isso? – Cicero pareceu surpreso. – Mas enfim, Dom a matou para ninguém ter todo aquele poder.

Muriel fez que sim com a cabeça.

- Eu entendo. – Pegou a liberação e saiu do consultório.


Notas Finais


eaí o que acharam?
Eu tenho alguns desenhos feitos a mão desses personagens, gostaria de sabe se vocês gostariam que eu os postasse no meu perfil pra ter uma noção sabe. E eu postarei amanha uma arte do próximo arco.
mas fica a dúvida, o que nos aguarda no próximo capítulo?


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