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História Elenlindale - Capítulo 25


Escrita por: e Enessa


Notas do Autor


Ôulá! Tudo bom com vocês?

Elen síla lúmenn' omentielvo! / Uma estrela brilha na hora de nosso encontro! 🌌⭐🌌⭐

Que chegou já sábado! (Foi bem agitado para mim essa semana kk😅, me deu a impressão de ser longa)

Mas aqui estou eu novamente lhes trazendo mais um cap novinho em folha!
Espero que gostem.☺️

Let's Go peoples!

Divirtam-se my littles!😘

Capítulo 25 - Amizade em Ressaca


Fanfic / Fanfiction Elenlindale - Capítulo 25 - Amizade em Ressaca

Pov Ivna

Nossa...

Onde... Estou...? Ai... minha cabeça...

Se eu soubesse que algumas canecas de cerveja faziam isso, eu não teria nem começado a beber!

Meus olhos foram se abrindo aos poucos, pois a luz do sol batia bem em cima dos meus por uma fresta, um buraco na verdade, daquela janela de troncos envelhecida.

Será que até nisso minha sorte está contra mim?

Por pés de troll...

Sempre ouvi dizer e já até vi, que quando pessoas bebem, seu estômago fica enjoado e você acaba fazendo um vexame vomitando aonde quer que seja, mas eu... Não sinto nada disso agora, a não ser uma tremenda fome acompanhada dessa dor terrível de cabeça.

Me levantei e me sentei naquela cama e...

Espera? Como vim parar aqui?

- A minha última lembrança era que eu estava com Gimli e Légolas lá embaixo dessa estalagem, bebendo juntos até que eu comecei a apostar com Légolas de quem bebia mais... - sussurrei tudo isso enquanto ia anotando minhas ações nos dedos. Peguei nas minhas temporas, forçando mais a minha mente para lembrar do que mais eu fiz ontem.

Nada. Nada mais vinha na cabeça. E quanto mais eu me forçava a lembrar, mais parecia que meus miolos iriam explodir.

- Nossa... Isso é horrível... - minha barriga roncou de tão faminta que estava.

O quarto estava um pouco escuro, mas a frestas que também vinham do teto faziam do local mais acolhedor e íntimo.

- Imagina quando chove? Não quero nem imaginar o tanto de goteiras pode haver... - de repente meus olhos foram numa pequena movimentação ali no chão ao lado de minha cama - Mas o que... - me arrastei para ver o que era.

Pelos céus!! É-é o... o Légolas?! O que ele está fazendo ali?!

Eu não tinha percebido antes por estar ainda muito sonolenta e focada em minhas dores e fome, mas vê-lo ali no chão e de uma maneira largada e desleixada...

Me aproximei com cuidado e muito sorrateiramente desci para o lençol onde ele estava deitado, e me sentei do seu lado. Aproximei minha mão de seu rosto e balancei na frente de seus olhos. Nenhuma reação.

Ele realmente estava apagado.

E mesmo que estivesse daquele jeito, sua feição dormindo era leve, assim como sua respiração. Légolas dormia como um filhote de urso, se seu cabelo não estivesse tão desalinhados seria mais fofo de se ver.

E foi isso que resolvi fazer.

Aproximei mais a minha mão, e com bastante cuidado comecei a tirar todos aqueles fios soltos de seu rosto. Até suas tranças laterais estavam desfeitas, e isso me causou um certo estranhamento pela sua aparência, pois nunca o vi sem isso, na verdade, nunca o vi de cabelos soltos, quer dizer, não totalmente soltos com agora.

Porque ele está dessa maneira? O que aconteceu ontem? Aliás...

Olhei para toda a veste de Légolas, que estava diferente. E depois olhei para mim...

Quem trocou minhas roupas?!

Percebi que eu estava só com uma camisola, de pano fino e rosado bem clarinho. O tecido era tão fico que deixava o bico dos meus seios evidentes. E quando olhei para dentro... Ah, meus deuses!! Estou sem nada por baixo!!!

Meu corpo todo estremeceu ao pensar que alguma coisa possa ter acontecido.

Bem, só estamos eu e Légolas aqui nesse quarto... Estou somente com uma camisola, ele aqui no chão largado e...

Meu corpo congelou.

O elfo se mexeu um pouco e logo vi uma coisa de baixo de sua cabeça que me deixou mais paralisada:

O-o meu... O meu vestido!

Por Eru Llúavatar... O que nós dois fizemos?!!

- Légolas!! - gritei, e logo o elfo que dormia tranquilamente acordou assustado se sentando em seguida de maneira veloz.

- Ivna?! O que está acontecendo... - seus olhos logo se fecharam e uma mão sua foi para as têmporas - Minha cabeça... - reclamou de dor.

- Légolas, o que significa isso?! - questionei, apontando para meu vestido ali em seu lençol, que parecia servir de travesseiro, pois estava embolado em um montinho desajeitado.

- Espera... Fale mais baixo... - reclamou, fazendo careta de dor - O que está acontecendo...? - ele abriu seus olhos lentamente, e mirou sua visão em mim, arregalando os olhos assim que fez uma vistoria completa em minha aparência.

E fechando seus olhos novamente, ele se virou de costas e passou suas mãos no rosto.

- O que significa isso?! Você está... Quase nua! - disse ele num tom irritado - E como fui parar aqui, ou melhor, porque você está em meu quarto? E porque estamos aqui neste chão? O que está acontecendo?! - me encheu de perguntas.

- Eu é que tenho que lhe perguntar isso tudo! Eu acabei de acordar e... Légolas, você estava deitado em cima de meu vestido!! Estou com essa camisola de não sei onde que surgiu! Estou sem nada por baixo!

- Eu percebi! - disse ele ainda virado de costas pra mim - O que está acontecendo?!

- O certo é perguntar o que aconteceu! - falei, pegando meu vestido do chão e me levantando rapidamente, indo para um canto do quarto e começando a tirar aquela camisola para por logo minhas vestes.

- O que está fazendo?

- N-não se atreva a se virar! Estou botando meu vestido de volta! - falei, minha voz muito nervosa, pensando em mil coisas que podem ter acontecido - Eu... Preciso de uma curandeira.

- O que? Porque? Está ferida?

- Não... Estou bem. É para uma outra coisa. Para ver se fizemos uma besteira... - por incrível que pareça, pensar que eu e ele pudéssemos ter feito algo fez meu corpo se aquecer e não o contrário.

- Eu... Não fiz nada! Nunca faria nada que pudesse lhe machucar Ivna!

- Não estou preocupada se me machucou... Sei que, se isso aconteceu, pode ter sido gentil, carinhoso, e cuidadoso...

Pelos céus... O que estou falando?! Foco!

- Estou preocupada com outra coisa, porque... Isso é mais fácil para vocês, de espécie masculina. Mas para nós mulheres... Algumas coisas são complicadas... - falei, sentindo minhas bochechas queimarem irritávelmente.

- Ivna... - ele respirou fundo e balançou a cabeça em negativa - Eu não me lembro de nada...! - pegou em suas têmporas - Mas se fiz algo imperdoável... - ele se levantou, ficou por alguns segundos ali de costas para mim, cerrou os punhos e respirou fundo mais uma vez - Com sua licença Ivna. - disse, em tom sério e culpado, e catou sua túnica verde do chão, que só agora eu tinha visto que estava no pé cama, e então ele saiu a passos duros e apressados, fechando fortemente a porta em seguida.

Fiquei ali sozinha naquele quarto, ainda forçando minha mente a me lembrar de qualquer coisa, qualquer detalhe que fosse.

Minha nossa... Por pés de orc... Porque agi daquela forma?! Não era isso o que eu queria? Que Légolas e eu...

Não... Mesmo se tudo isso tiver acontecido, ainda sim é errado, pois eu não podia me entregar dessa maneira tão vulgar, e tão... Não queria que fosse dessa forma! E claro, se eu e ele fizemos isso mesmo, é claro que ele deve ter pensado nela, naquela elfa ruiva. E eu posso ter sido somente um objeto que foi usado para isso...

Meu peito se apertou e um nó na minha garganta surgiu, e consequêntemente, uma lágrima desceu pelo meu rosto.

- Nunca mais eu vou beber... Nunca! - falei, enquanto colocava agora meu corpete e apertava suas cordas.

Depois de uns longos minutos, alguém bateu na porta.

- Srta.Vulcanova, sou eu, Ganfalf. - sua voz parecia carregada e cansada.

- Sim, entre. - falei, finalizando um laço no busto e depois rapidamente ajeitando meu cabelo em uma trança mal feita.

- Com licença senhorita, trouxe a curandeira... Légolas a chamou. O que, aconteceu? O vi saindo da estalagem correndo. - perguntou ele preocupado.

- N-não é nada. É só... Que estou um pouco mareada por causa da bebida... Então, ele foi buscar ajuda...

- Eu posso lhe ajudar com isso, tenho uma erva que cura qualquer ressaca...

- Não! - falei, e logo me contive - Que dizer... Não precisa senhor Gandalf... O-obrigada. - ele cerrou os olhos de modo indagador - Me desculpe, mas não posso dizer nada agora... Eu...

- Entendo. - ele acenou amigávelmente sério e saiu, dando lugar para uma senhora bem velhinha, que logo entrou em seguida.

O que está acontecendo comigo? Eu não podia tê-lo tratado daquela forma! Logo Gandalf! Que é tão bom para mim também...

Mais uma pessoa a quem estou lastimando...

Sou um ser humano horrível!

Não, nem isso sou direito. Sou uma coisa, uma aberração desconhecida e que possívelmente todos odeiam, pois por onde passo sou uma ameaça!

- Podemos começar? - perguntou a senhorinha, fechando a porta atrás de si.

- S-sim, claro... - minha voz saía embargada e muito tensa, guiei ela para que colocasse suas coisas ali na cômoda.

❀•⚔•❀

Senti como se uma tonelada tivesse saído de minhas costas após a consulta.

Tudo estava certo comigo. Tudo normal. Nada aconteceu!

Só me restou a dúvida em decidir se isso era felizmente ou não.

Ao descer do meu quarto, a primeira pessoa que vi foi Légolas, que agora estava em pé ali na porta da estalagem, já todo arrumado, com direito a aljava cheia de flechas e seu arco nas costas. Gandalf e Gimli não estavam por ali.

- Légolas. - o chamei, e ele não se virou. Só após eu chamá-lo de novo é que ele abaixou seus ombros e se virou para mim.

Seu olhar era sério, não havia expressão em seu rosto na verdade.

- Está tudo ok. - falei, ele logo assentiu e fechou os olhos respirando fundo aliviado. E se aproximou de mim.

- Ivna, eu sinto muito. Eu não sei como fui parar ali, ou como você ficou daquela maneira. Estou tentando me lembrar a todo custo de tudo que fizemos ontem, mas não estou tendo sucesso. Mas de uma coisa eu sei... É que nunca encostaria em você por somente diversão ou o quer que seja que esteja pensando.

- Não Légolas, eu não pensei nisso... Na verdade... Fiquei também preocupada por você. - falei, ele franziu a testa confuso - O-olha... Vamos esquecer de tudo. Foi só um grande mal entendido. Só isso. - falei.

- Sim. Um grande mal entendid... - de repente seu olhar se fixou em algum lugar abaixo de minha cabeça.

- Légolas? O que houve?

- Há uma... Há uma... marca. - seu semblante que antes era uma de preocupação, se tornou agora aborrecida. E muito.

- Aonde?

- Aqui. - indicou ele em seu pescoço como referência para me localizar no meu.

Rapidamente corri para um espelho ou qualquer coisa que refletisse minha imagem, e por sorte, o atendente da estalagem tinha um espelho de mão embaixo de seu balcão e me emprestou.

Assim que botei os olhos na minha imagem, e principalmente na tal marca que Légolas havia me falado, fiquei assustada, perplexa.

Era um... baita roxo! Entre a clavícula e o pescoço! E sabia muito bem o que era isso!

Lá no Estaleiro, havia um bordel, onde havia aquelas mulheres que vendiam amor, e às vezes, quando eu passava escondido no comércio, era impossível não passar na frente daquele local. Então eu via algumas delas, se oferecendo a qualquer um passasse, todas se vestindo de maneira vulgar e... Algumas com essas marcas no pescoço. Marcas de mordidas, roxos parecendo hematomas naquela área. Eu me perguntava como aquilo era feito, e porque elas não tratavam disso. Até que um dia, por curiosidade, perguntei a uma delas.

E bem... Quando descobri, fiquei por dias pensando muito seriamente nessa informação. E fui pesquisar se isso tinha nos livros de romance. Pois duvidei que o que a meretriz disse à mim tinha sido alguma travessura para espantar uma jovem inexperiente e ignorante nesse assunto como eu era naquela época.

E lá estava! Alguns mocinhos faziam isso em suas donzelas, esse tipo de ação e afeição apaixonada que indicava posse, como se tivesse marcando a pessoa de uma maneira... Bem íntima, como sua.

Bem, eu sabia agora que isso em mim não teve origem do elfo, pois sei que ele nunca faria isso em mim. E tudo foi provado agora depois de minha consulta. O que quer dizer que isso foi feito por uma outra pessoa.

Pelos deuses... O que estou me tornando!

Se minha mãe estivesse aqui ela teria um ataque ao me ver desta forma.

- Woow...! Alguém se divertiu por aqui. - disse Gimli, chegando ali do meu lado de repente, quando me virei, vi que Gandalf também estava ali do seu lado e logo cutucou a barriga do anão com seu cajado - Ei! Isso machucou! - reclamou Gimli.

Ao me virar para Légolas, vi que o mesmo estava com uma expressão escura, me olhando fixamente, de maneira brava, com postura tensa.

- Temos que seguir viagem, vamos. - disse ele, saindo do Pônei Saltitante a passos duros.

- Vocês dois brigaram? - perguntou o anão.

- Não. Estou confusa tanto quanto o senhor, Gimli. - devolvi aquele espelho ao atendente e também saí da estalagem, atrás do elfo para saber o que se passava com ele.

Como não tínhamos conseguido nada naquela cidade, resolvemos então partir para o nosso próximo destino: o Condado.

Gandalf disse que o amigo do Sr. Gamgee poderia ter informações mais detalhadas do que a gente estava precisando. O tal hobbit se chama Frodo Bolseiro, sobrinho de Bilbo, também da família Bolseiro, mas também dos Túk.

Eu tinha que admitir que estava muito animada para ver hobbits novamente. Só pelo Samwise pude notar que são fascinantes!

Mas, por outro lado dessa animação, estava a parte em que eu estava triste por não ter um certo elfo ao meu lado me acompanhando nessa ida até o Condado.

Já faziam horas que estávamos cavalgando tranquilamente pela estrada, e em nenhuma vez sequer o elfo parou para me dirigir a palavra ou me dar algum olhar dizendo que estava tudo bem. E olha que eu tentei falar com o mesmo, mas ele sempre dava uma desculpa de que tinha que fazer uma vistoria na área e saía de perto de mim, se embrenhado entre as árvores ao lado da estrada.

Meu peito se apertou, várias vezes quis chorar por ele não tomar nenhuma atitude de querer falar comigo. Eu estava ficando muito triste.

Mas eu não podia me deixar abater! Mas não mesmo!

Aonde é que está o elfo que me prometeu ficar ao meu lado em toda e qualquer situação? Ein? Se ele está bravo comigo, que me explique o motivo!

Tomando coragem, acelerei o meu cavalo e me pus ao lado do seu, que cavalgava lá na frente sem olhar para trás por horas.

- Légolas, temos que conversar. - falei, ele nem sequer se mexeu para me olhar, isso me enfureceu. E logo um monte de pensamentos me vieram.

Uma delas era a pior: de que ele não me achava digna mais de ter sua amizade por eu ter... Por eu e outro alguém termos...

- Acho que sei porque é que não quer falar comigo... - falei, mesmo que ele não fizesse movimento algum de querer falar - Porque deve estar me considerando agora uma perdida, não é? E bem, se você acha isso, então isso significa que tudo que passamos até aqui foi uma mentira, e também quer dizer que seu "orgulho" em manter uma imagem intocada não pode ser machanda por uma mulher como eu ao seu lado, não é? Me fala, é isso não?

Percebi suas mão se apertarem no arreio de seu corcel, assim como sua mandíbula se tencionou, para finalmente ele olhar para mim de maneira seca.

- Uma vez um amigo disse que pessoas se revelam quando estão alteradas pelo álcool. E pude comprovar agora que isso é verdade. Pois a senhorita pode até não se lembrar, mas as consequências estão aí. - olhou ele com desprezo para aquela marca arroxeada em meu pescoço. Senti também que havia decepção em sua voz, que bem ao fundo, era afetada.

- Então é isso mesmo... Você está pensando mal de mim... E muito mal pelo jeito. - respirei fundo para controlar minha raiva - Certo. Muito bem. Que seja! Eu não me lembro mesmo do que fiz ontem... Mas, pelo menos, como o seu amigo, agora também meu amigo, o Gimli, como me disse mais cedo: alguém se divertiu. Pelo menos isso serve de consolo para mim, pois prefiro me divertir, ser livre, do que ser um alguém cuja a maior importância é não perder a pose autoritária de ser supremo da verdade ou melhor que os outros.

- Está passando do limite mais uma vez Ivna, está me acusando de coisas que jamais pensaria de você.

- Ah não? Então o que é essa atitude idiota toda? Ou o que acabou de falar para mim ainda pouco? E porque então está me tratando friamente desde que saímos daquela estalagem? Ein? Me diz!

- Não vou conversar com você nesse estado. - disse ele voltando a olhar para frente - E mesmo se eu continuasse... Nenhum fruto bom saíria desse nosso diálogo.

- Seu... Seu... - apertei meus arreios tão forte que meu cavalo parou bruscamente e se assustou quando eu quis que ele voltasse a andar novamente.

Um maldito erro meu...

Acabei caindo do cavalo.

- Ivna! - disse Légolas parando seu corcel branco e pulando dele, vindo rápidamente até mim.

Senti meu braço doer muito, principalmente na região de meu pulso...

Gimli e Gandalf também desceram de seus animais e vieram até ali correndo.

- Ivna...

- Me deixe Légolas! - me levantei na força de minha raiva e me afastei dele, que estava vindo até mim verificar meu estado.

- Pare de ser tão teimosa! Veja seu pulso, está machucado!

- Porque se importa?! - esbravejei, sentindo um nó enorme surgir em minha garganta.

- Porque... - ele hesitou, mas depois voltou a se por de maneira altiva - Não preciso de motivos para ajudar a quem está precisando.

- Se é assim, então não precisa me ajudar! Estou bem! - falei.

Ouvindo que minha própria voz estava começando a falhar, caminhei para a direção contrária da estrada, deixando todos ali.

- Srta.Vulcanova! Espere! - disse Gandalf me chamando, mas ignorei.

Não queria que ninguém me visse chorar, pois era isso que eu estava fazendo agora ao me virar de costas para eles. Não queria que ninguém deles visse minhas lágrimas, muito menos aquele elfo!

Caminhei apressadamente até a floresta ao lado da estrada, até me deparar com um pier perto do lago.

Ah, que legal... mais um lago! Que maravilha...

Muito irritada, e deixando de lado qualquer medo que eu estava tendo desses lugares que Gandalf tinha me indicado a ficar longe por enquanto, fui para a beira do pier e me sentei ali. E então, deixei toda minha frustração sair em um aguaceiro de meus olhos.

- Seu elfo ufano! Irascível! - gritei para a água, descontando minha raiva e batendo na mesma ao ver meu reflexo nela.

- Aqui. - uma mão anciã se pôs ao lado de minha cabeça, e dentro dela estava um pote bem pequeno e marron - É uma pomada para contusões, sua eficácia é de noventa por cento, vai tirar a dor rápidamente. - era Ganfalf.

Peguei o pote sem olhar para ele, pois me sentia envergonhada demais de ele me ver naquele estado.

- Obrigada... - falei, abrindo a tampinha e logo passando aquela pomada esverdeada em meu pulso, o mesmo que ainda mantinha aquele bracelete com uma pedra esmeraldina.

- Srta. Vulcanova, me desculpe, mas ouvi tudo, toda a discussão.

- Sinto muito que teve que escutar. Mas eu não mais aguentava as atitudes daquele elfo.

- Bem, ele também está muito chateado com a senhorita. Mas muito mais triste. Ele... Tem seus motivos...

- Por favor, não me fale dele neste momento. Estou muito brava! E não quero me enraivecer ao ponto de que essa coisa dentro de mim queira sair. - falei, muito irritada por isso também, porque até nisso eu não tinha mais direito de fazer sem ser uma ameaça explosiva.

- Certo. Não falarei por hora, mas nós temos que continuar a viagem, não sabe?

- Sim, mas por favor senhor Gandalf, me deixe ficar aqui por um momento até que me acalme... - pedi. O mago assentiu em positivo - E obrigada outra vez, pelo medicamento. - apontei para meu pulso e a pomada, enquanto que com a minha mão boa eu tentava enxugar minhas lágrimas.

- Disponha... - e antes que ele fosse, me deu mais alguma coisa - Pegue. - eram as minhas fitas! - A senhorita se esqueceu ontem em cima da mesa quando foi dançar, ensopada pela chuva, no meio da estalagem. - peguei, meio envergonhada.

- Ensopada?

- Sim. Ontem a noite choveu bastante na cidade.

- Então era por isso que eu estava com uma roupa diferente quando acordei? - perguntei.

- Sim. Você e o senhor Greenleaf saíram da estalagem, e quando os encontrei... - ele franziu o cenho ao mesmo tempo em que arqueou uma sobrancelha - Estavam ensopados da cabeça aos pés. Pedi para que a irmã do atendente lhe ajudasse com suas vestes molhadas. E então ela lhe emprestou uma de suas camisolas. - disse.

Hmm... Agora tudo faz sentido...

Por isso eu e Légolas estávamos daquele jeito.

Mas mesmo assim não tira o peso dessa marca deplorável que ainda tenho no pescoço. E muito menos o porque ele estava ali no chão quando acordei.

Mas também não quero saber agora.

- E mais uma vez agradeço o senhor. - dei um meio sorriso, sem graça, em meio as minhas lágrimas. O mago então acenou com a cabeça e se foi, me deixando sozinha ali no pier com meus pensamentos.

❀•⚔•❀

Após três horas me recuperando, e agora com a cabeça mais fria, voltei para meu grupo de viagem, que estavam sentados debaixo de uma árvore na beira da estrada.

- Podemos continuar senhores? - perguntei, fazendo todos se levantarem.

Senti o olhar de Légolas sobre mim, mas assim como ele tinha feito comigo durante o dia todo, também fiz com ele: ignorei-o.

Mas quando eu já ia passando direto para subir em meu cavalo, o elfo parou ao meu lado.

- Ivna. - chamou ele, e me manti firme em não respondê-lo - Se não falar comigo agora, ficarei te chamando até que resolva me dar atenção.

Oh céus... E pior que ele vai mesmo. Légolas é muito determinado, e o que menos quero agora é novamente ter outra discussão com ele.

Ok, vamos nos livrar dessa tenacidade élfica...

- Senhores, se me permitem. - pedi licença ao Gilmi e o mago, e fiz um sinal de cabeça para que o elfo me seguisse, ele me olhou confuso, e olhou para nossos dois amigos, que o incentivaram a ir.

Caminhamos em silêncio até uma área mais afastada, e só então eu parei e me virei para ele.

- Légolas, vou ser direta. - engoli em seco - Pensei muito e... Nós dois erramos. Mas, claro, sua atitude ainda sim é muito mais errada, pois... Se eu estive com alguém ontem, isso não seria um problema só meu?

- Ivna, me escute... - o interrompi.

- Você tem sua vida. E eu tenho essa minha. E mesmo que sejamos amigos, ou sei lá se ainda somos depois dessa balbúrdia toda, mas pensei muito e decidi que não posso e nem vou me deixar afetar pelo o que você pensa por causa de minhas escolhas. - ele franziu o cenho - Eu me diverti. Tive a oportunidade de esquecer meus problemas. E se isso não te deixa feliz, eu sinto muito. Pois se fosse de minha parte, eu ficaria muito contente por ver meu amigo ser feliz à sua maneira, bem, claro, se isso não machucasse ninguém fisicamente... - falei.

- Obrigado por ainda dizer que somos amigos. Pois em nenhum momento desejei que desfizessemos isso. - ele se aproximou - Tudo bem que fui um idiota horas atrás, e que fiz você sofrer de alguma forma. Está certa em dizer todas essas palavras para mim. Mas está errada em me acusar que pensei más coisas a seu respeito, quer dizer... Pensei alto demais, não quis falar aquilo também, pois... - ele engoliu em seco - Você estava alcoolizada, e quem quer que tenha feito isso em você se aproveitou da situação. O que me deixa inteiramente irritado. Pois, como antes, me deixei levar e não te proteji como devia. Mas... - ele pegou minhas mãos nas suas de repente, me surpreendendo. E como se meu corpo não me obedecesse, elas não resistiram para querer sair das suas - Eu lhe prometo, Ivna, que jamais farei você chorar novamente por coisas como essas. - disse olhando bem nos meus olhos.

E lá se foi toda minha mágoa pro espaço...

O que há de errado comigo?

Ah, sim, sei... Porque sou uma bobona apaixonada por este elfo teimoso! Simples!

- És um elfo de muita sorte, ou tem muita criatividade e boas palavras para me fazer abaixar a guarda novamente. - falei, tirando as minhas mãos das dele, que logo ficou com um olhar triste, mas depois arregalou os olhos quando eu lhe abracei - Uma nova regra, sem exageros mais, principalmente na bebida e proteção mútua. Não sou de cristal. E muito menos uma donzela indefesa. Já sei um pouco me defender. Tenho até uma espada amaldiçoada.

- Aceito esses termos. Sem mais exageros. - disse, agora também envolvendo seus braços ao redor de minha cintura.

Muito estranhamente senti que esse movimento foi "extremamente", novamente, muito famíliar, pois, quando suas mãos pararam em minhas costas, senti um arrepio muito bom, bom até demais pra ser exata, atravessar toda minha espinha até subir para minha nuca, que se arrepiou inteira ao mesmo tempo em que se aqueceu.

- Bem... - me denvincilhei dele lentamente, como se algo dentro de mim não quisesse se afastar ainda dele - Já que está tudo resolvido, temos que voltar.

- Sim, vamos continuar a nossa viagem... - e assim como eu lhe surpreendi com um abraço, ele também me surpreendeu com um beijo curto e rápido em minha bochecha - Uma nova regra, eu também a partir de agora lhe surpreenderei quando me fizer algo desse tipo. - disse, e se afastou, me deixando sem fala.

- Isso não vale! - falei, correndo para alcançá-lo.

- Está sendo injusta.

- Isso não é do seu feitio, sou eu aqui quem o faz corar.

- Então está me dizendo que gosta de me fazer isso? E de propósito?

- Hmm... É você quem está dizendo. - rebati, me permitindo dar um pequeno sorriso de canto, que teve um efeito bom nele, pois o mesmo também me devolveu um do mesmo jeito. Seu semblante parecia aliviado.

Quando voltamos, vimos dois senhores em pé e olhando para nós dois em alguma expectativa desconhecida. 

- Ué. Cadê o dramalhão todo? - questionou Gimli, ao nos ver chegar daquela forma mais amigável, eu e o elfo nos entre olhamos e demos de ombros, passando por ele - Por isso que sempre sigo o que minha amada mãezinha dizia "Em briga de pombinhos, não meta seu traseiro inútil!"... Ei! Dá pra parar com isso?! - reclamou ele quando Gandalf lhe bateu de leve com o cajado no topo de sua cabeça.


Notas Finais


E então mis guapos, goxxtaram?

Mais ein. Agora temos um elfo full pistolito pensando que sua amada esteve "brincando" com outra pessoa...🤭 (Coitado, se soubesse que essa outra pessoa é ele mesmo.😅😂)

Espero que tenham gostado do cap de hoje. Desculpem-me pelos erritos se houver.
Nosso próximo encontro com Elenlindäle é agora só próximo sábado, e até lá lhes desejo uma semana cheia de alegria, prosperidade e positividade!

Um grande abraço apertado em cada um e beijitos à todos!😘😘😘
Inté my little friends!👋😇 #peaceandlovealways❤️✌️❤️✌️❤️✌️❤️✌️❤️✌️


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