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História Eles - Capítulo 25


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Notas do Autor


Olá, aproveitando esse tempo para atualizar aqui, e é um capítulo que algumas pessoas já estavam pedindo, então porque não uma prévia? Espero que gostem.

Capítulo 25 - Saudade


Tod respirou fundo ao ler aquela mensagem. O seu corpo estava quente, ele não sabia se responderia. A sua mente se tornou confusa e ele decidiu que não faria nada sem pensar, porque se ele resolvesse responde-lo agora no calor do momento poderia acabar dizendo coisas que provavelmente se arrependeria depois.

Ele continuou então o caminho até sua casa com todo aquele peso em sua mente. Ele não se conteve em deixar algumas lágrimas percorrerem seu rosto. Não era fácil para ele, e ele saberia que seria assim por um bom tempo.

O clima estava todo preparado para uma chuva intensa. Ele apenas parou e ficou encarando aquelas nuvens em uma tonalidade cinza muito escuro, as quais percorriam lentamente pelo céu. Era exatamente daquele jeito que a sua cabeça estava, com os pensamentos a um ponto de percorrerem pelos seus olhos. Ele continuou a observar aquela imagem até que como se fosse acordado de um sonho sentiu algo gelado cair sobre o rosto. Era um pingo de chuva que estava apenas avisando que da onde ele veio teria muito mais.

Tod se assustou e percebeu que ainda faltavam algumas ruas para chegar em casa. Ele então apertou o passo e em poucos minutos ele já estava há alguns metros da porta de casa, e por sorte, a chuva forte não havia começado, ainda estava nos pingos sorrateiros.

Ao chegar em casa, Tod percebeu que sua mãe não estava lá, mas havia um pequeno bilhete pregado no corrimão da escada dizendo que ela tinha ido ao mercado e voltava logo. Tod nem tentou subir para o seu quarto ele apenas foi até a cozinha, pegou um copo de água e se jogou no sofá cobrindo sua cabeça com o travesseiro na tentativa de abafar todos aqueles malditos pensamentos.

Ele não conseguia tirar Henrie da cabeça, era praticamente impossível e ele permaneceu assim por um bom tempo até perceber um barulho vindo da cozinha. Ele rapidamente tirou o travesseiro do seu rosto e sua visão ficou por alguns milésimos de segundos meio desfocada, mas ele pode ver o formato de uma pessoa, mas não parecia com a sua mãe.

Ele se assustou quando seus olhos voltaram aos poucos e focaram. Ele não podia acreditar no que ele estava vendo, era claro e nítido, era ele. Henrie estava ali diante dos seus olhos. Ele não conseguia acreditar naquilo, o seu batimento estava cada vez mais acelerado. Ele se levantou com uma pequena dificuldade, mas logo percebeu que os olhos de Henrie encontraram os deles e rapidamente ele disse:

- Olá dorminhoco, deve estar com fome, não? – disse ele pegando um prato e trazendo para a sala. – Eu preparei um sanduiche para você. – continuou ele se aproximando e sentando no sofá ao lado de Tod.

 - Espera! – exclamou Tod. – Como você entrou aqui?

- Essa pergunta seria muto complicada de responder se você tivesse fechado a porta de casa ao entrar nela... – retrucou ele.

Tod corou, ele não sabia o que fazer, mas sabia que seu corpo não conseguia esconder a euforia por Henrie estar ali.

- Coma, por favor! – disse ele entregando o prato com o sanduíche para Tod. – Você precisa se alimentar mais.

Tod apenas pegou o prato sem nenhuma restrição, mas não conseguia acreditar como aquilo estava acontecendo. A sua mente parecia pesada demais para processar qualquer informação. Ele apenas pegou o sanduíche e começou a comê-lo.

Henrie ficava como sempre encantado olhando para Tod, tanto que seus olhos brilhavam todas as vezes que olhava para ele. Ele então não se conteve e colocou a mão sobre a cabeça de Tod a acariciando.

- Eu estava com saudades de ficar assim com você... – sussurrou ele.

Tod corou ainda mais com aquele comentário, tanto que automaticamente seu corpo se curvou ficando cabisbaixo. Ele não podia negar que ele se sentia todo especial com o carinho de Henrie. O seu corpo estava quente e ele se sentia protegido como se nada pudesse o afetar, ele estava muito bem.

Não demorou muito e ele já tinha terminado seu sanduíche e com um pequeno sorriso no rosto, ele agradeceu Henrie olhando nos olhos dele.

Henrie ao perceber aquilo ficou ali admirando, tanto que de início levou um susto com a reação de Tod, mas foi tão rápido que passou despercebido por ele. Ele então notou que o lábio de Tod estava sujo com um pouco de requeijão do sanduíche, e com um movimento rápido ele levou a sua mão até o rosto de Tod e limpou o lábio dele, e logo depois limpando seu dedo com a sua boca.

Tod ficou paralisado com aquela reação, o seu coração estava muito acelerado, a sua mão estava fria quase começando a suar. Ele não conseguia processar nenhuma informação, só conseguia ver aqueles olhos o fitando que poderiam o devorar a qualquer momento.

Henrie, estava ciente de tudo aquilo, já que Tod sempre foi muito transparente com seus sentimentos pelo olhar. Ele sabia que Tod estava nervoso, transparecia pelos poros dele. Ele percebeu que Tod estava paralisado e não se conteve em se aproximar lentamente do rosto dele. O seu corpo também estava quente com tudo aquilo, ele sabia exatamente o que queria, e não mediria esforços para conseguir isso.

Os seus olhos estavam fixos no de Tod, que ainda permanecia imóvel. Em poucos segundos os lábios deles se encontraram. Tod soltou um suspiro fazendo seu copo inteiro amolecer, foi uma sensação completamente automática, conseguiu sentir seu corpo relaxar em um nível quase espiritual. Ele sabia que Henrie podia ter controle dele por inteiro com apenas um gesto. Ele sabia do poder que Henrie tinha sobre ele, e não se preocupava muito com isso, pelo menos não por agora.

Tod sentiu os lábios se tocarem e apenas deixou Henrie guiar o beijo sem nenhuma ressalva. Henrie percebeu aquilo e começou a explorar a boca de Tod com sua língua. Ele sentia a tensão de Tod pelo beijo, sabia que ele estava lutando contra aquilo, mas ao mesmo tempo se deixava levar. Ele continuou em um movimento rápido colocando as mãos por trás do pescoço de Tod o massageando de leve deixando Tod cada vez mais entregue.

Ele continuou a intensificar o beijo, e sempre aproveitava para dar umas mordidas de leve no lábio dele. A respiração dos dois parecia quase que sincronizadas. Henrie foi aumentando o ritmo e praticamente começou a subir em cima de Tod. Em segundos Tod estava deitado no sofá com Henrie por cima dele entre beijos. Tod em um movimento rápido envolveu suas pernas ao redor do corpo de Henrie, que ao perceber isso soltou uma leve risada entre o beijo e mordeu o lábio inferior de Tod o puxando de leve, o provocando.

Tod em um segundo de consciência ficou todo vermelho com aquela reação de Henrie, soltando uma risada fofa logo em seguida, mas não podia deixar de notar que ele gostou muito. Rapidamente ele puxou a cabeça de Henrie de voltar o envolvendo novamente no beijo enquanto roçava as pernas ao redor dele. Henrie percebeu e continuou o beijo terminando com alguns beijinhos e percorrendo até o pescoço de Tod, o demarcando com beijos fazendo Tod inclinar a cabeça cada vez mais como se quisesse mostrar mais o seu pescoço para Henrie. Ele continuou explorando cada vez mais o pescoço dele percorrendo algumas partes com a língua e subindo até a orelha dele o fazendo soltar alguns pequenos urros de prazer, o que deixava Henrie cada vez com mais vontade de continuar aquela sensação de prazer a ele.

Ao encontrar a orelha de Tod começou a beijá-la e mordendo de leve, o que deixou Tod em um estágio completamente entregue, o seu corpo era cem por cento de Henrie. A sua respiração era ofegante entre gemidos, e Henrie não se conteve e começou a sussurrar o quanto ele o queria em seu ouvido.

Tod sentiu seu corpo inteiro estremecer com aquela voz quase rouca, suas pernas prendiam cada vez mais Henrie.

Não demorou muito e ele naquela sensação, começou a escutar um barulho no fundo, ele tentava focar nele, mas Henrie parecia mais forte que o barulho. Ele começou a focar a sua mente nesse barulho que tornava cada vez maior e num susto e percebeu e consegui escutar o que dizia em alto e bom som:

- TOD!... TOD!...  ACORDA!

Era a sua mãe que tinha acabado de chegar do mercado, e num susto ele abriu os olhos e percebeu que tudo aquilo não passava de um sonho.  



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