História Eles deveriam saber - Capítulo 9


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.035
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - A sensação


Pelo final da tarde, enquanto eu ainda estudava, Kailane me ligou.

- O que foi? - ela me perguntou.

- O que? 

- Você me ligou.

- A horas atrás!

- Eu estava no curso, não podia atender. Mas enfim, o que você queria me dizer?

- Me ajuda a encontrar uma empregada?

Ela riu pelo telefone e ao mesmo tempo eu revirei os olhos.

- Qual a graça? - perguntei a ela.

- Por que você tá tentando encontrar uma empregada? E cadê aquela sua?

- Se demitiu - suspirei -, e preciso contratar outra, não vou perder tempo arrumando casa.

- Concordo. Eu tenho uns números aqui, eu te mando por mensagem e você liga.

- Ah fala sério, liga pra mim, não gosto de ter que ficar ligando pra outras pessoas!

- E por que eu faria isso?

- Por que você me ama. Mas enfim, tem notícias de Rayssa?

- Rum... Eu fui na casa dela agora pouco, ela só tá com um pouco de febre e dor de cabeça. Amanhã ela já vai pra escola. - ela me respondeu.

- Hum... Estudou pra prova de Matemática amanhã?

- Eu? Estudar? - ela soltou uma gargalhada tão, mas tão alta que eu quase deixo meu celular cair no chão. - Acho que você não me conhece mesmo.

- Pois é - dei um risinho -, falou, até amanhã.

- Até.

Encerrou a ligação. "Já estudei demais hoje...'' pensei. "To com fome... acho que vou pedir alguma coisa. Não tem nada em casa pra comer". Liguei pra um número que tinha no meu celular, pedi um x-frango e um refrigerante de 2 litros. Depois que eu pedi, percebi que meu celular estava só 15%, então o coloquei pra carregar do lado da minha cama. Sai do meu quarto, desci as escadas até o 1º andar e fui andando até a cozinha pra beber água. Depois fui pra sala, liguei meu ps2 (play station pra quem não sabe), liguei a televisão, me sentei de pernas cruzadas no sofá e fiquei jogando. Uns quinze minutos depois a comida chegou, eu paguei o entregador, peguei e comi enquanto jogava. "Melhor x-frango que esse definitivamente não existe".

Como era bom morar sozinha... Tenho paz, sossego, tranquilidade... Não tinha ninguém pra ficar me enchendo o saco, me mandando o que fazer na hora que quer, o que quer e quando quer. Eu posso fazer o que eu quiser, sem ninguém que fique me julgando. Sabe aquela história de "ah minha mãe vai me mandar lavar o banheiro, lavar a louça e etc", não tenho que ficar me preocupando com isso. E se eu quiser sair pra algum lugar, não preciso pedir a ninguém e muito menos dizer que horas eu vou voltar. Eu faço o que eu quiser com minha própria vida. Felizmente não preciso trabalhar, por que minha mãe tipo que me dá um salário pra eu não ter que ficar perturbando ela pedindo as coisas. Mas é bom que eu não trabalho, eu não me dou bem com as pessoas e provavelmente seria demitida se eu de primeira mandasse algum cliente tomar no cu. Pois, apesar de eu não me dar bem com outras pessoas, eu iria me aborrecer com qualquer coisa, e bem provável de eu xingar várias coisas, tipo um "foda-se". 

Depois que terminei de comer, dei pause no GTA e fiquei uns segundos olhando para o nada. Não conseguia desviar o olhar, eu estava olhando fixamente para o chão. Comecei a sentir uma forte dor no coração, e comecei a chorar. Corri lá pra cima, fui até o banheiro, lavei meu rosto e comecei a respirar em disparada. "Essa sensação de novo não, por favor, de novo não!". Comecei a sentir sensações ruins em meu corpo, além de também começar a vir lembranças ruins em minha cabeça. Corri para meu quarto, e me joguei na cama com a cara por entre os travesseiros e comecei a gritar desesperadamente. Dei socos na cama, e me sentei na mesma. Me olhei pro espelho que cobria uma parte do guarda-roupa e vi meu rosto, que estava avermelhado. Eu não parava de chorar, algo muito ruim havia me invadido. Algo que, quase sempre acontecia comigo, algo que era impossível de prevenir. Coloquei as mãos na minha cabeça, e finquei as unhas na mesma. "Só tem um jeito de acabar com isso! Pode ser a pior forma, mas é o único jeito de acabar com esse sentimento infernal!".

Voltei ao banheiro, abri o armário que ficava em cima da pia, e peguei um "recipiente". Apertei meus olhos, de tanta raiva e mágoa que me atara naquele instante. E então, fiz o que eu tinha de fazer.

Terça, 06:10 da manhã.

Coloquei meu uniforme da escola, coloquei um casaco por cima e desci pra tomar café. Meus olhos ainda estavam inchados por causa da noite passada. Peguei minha mochila e fui pegar o ônibus, e cheguei na escola. Andei rápido até a sala, peguei meu livro e dei uma última lida antes da prova. Eu estava tremendo, e lia rapidamente as páginas. E ouvi uma voz me chamando. Me virei pra cima.

- Oi Hannah! - um lindo sorriso estava estampado em seu rosto, com seus olhos brilhando, como se estivesse olhando o Sol, era Victor.

- O-oi Vict-tor. - como eu estava tremendo, também tremia ao falar.

Ele me olhou, e percebeu que eu estava estranha. Ele olhou para as minhas mãos e viu que estava tremendo, tentei as esconder colocando-as dentro do bolso do meu casaco, mas ele puxou meu braço, e tocou em uma das minhas mãos. Ele olhou espantado pra mim.

- O que houve Hannah? Por que você tá assim?

- N-não é nada, só estou nervosa por causa da prova.

Eu sabia que ele não estava acreditando no que eu estava dizendo. E aí ele colocou a mão dele em minha testa.

- Você tá soando frio! O que tá acontecendo? Me fala, precisa ir ao hospital? - enquanto ele me disse isso, ele pegou em meu braço e com isso acabou levantando a manga do casaco.

- Ai! - soltei um gemido de dor. - Droga.

- Hannah? Mas o que...


Notas Finais


Aí fica um suspense, hehe... Até o próximo !!


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