História Eles não pedem colo - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Kai
Tags Cotard, Kai, Suícidio, Zyklon
Visualizações 11
Palavras 454
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drabs, Poesias, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Tão mortos como eu


— Eu não respiro mais. — O suspiro cortante em meio ao choro alto, o tique-taque do relógio passando lentamente enquanto o tempo devorava tudo ao seu redor. A mancha escura no canto da sala lhe encarava, mesmo que as janelas estivesses escancaradas e o sol batesse na sua pele melaninosa, pálida pelo tempo sem se expor ao mundo. — Você consegue ver a água saindo de mim? Eu não sinto ela. Eu não vejo sangue, não sinto o coração bater. Eu estou morto.

A cada passo nervoso na sala, a mancha parecia aumentar. Algo dizia que ela estava ali para tomar conta dele, lhe mostrar o caminho certo. Sete e vinte e nove, tique-taque e o miados altos pela fome. Ignorar era certo; ele não estava ouvindo sons que ouvia quando estava vivo. Os tremeliques, as pilhas de objetos e os móveis empoeirados estavam ali, lhe aprisionando na fortaleza que ele demorou tanto para construir. Por que o que homem cria sempre se volta contra ele?  Ele ainda ouviria aquilo, mesmo quando morto?

O som ensurdecedor da goteira não lhe incomodava mais, nem os joelhos roxos que latejariam quando ele andasse. Latejariam, certo, ele está morto. Sete e trinta e quatro, a cadeira não saiu do lugar, mesmo que ele tenha quase esbarrado nela sete vezes. Oito agora, o suéter marrom que ele sempre usa foi pego pelas mãos trêmulas, de unhas roídas e carne ensanguentada. Ele não vê o sangue, de qualquer forma. Ele está morto.

A porta abriu no rangido, esse não o incomoda tanto quanto antes. A mancha no fim do corredor, perto da porta da cozinha o encara, olhos amarelos de apenas um formato animalesco miando. A casa fedia à carniça, as moscas rodeavam o gato morto de fome na porta do banheiro. O outro também não estava muito longe disso. A tigela suja de sangue seco posicionada no lugar certo da mesa. Todos mortos, assim como ele.

O leite estava azedo, podre; as entranhas dele também. Não havia mais cereal na caixa, a barata andava despreocupada pela pia cheia de louça. O gato tombou, quase inconsciente, miando por ajuda e atenção. Os olhos de Jongin se encheram de água; os gatos subiam no seu colo por um golinho de leite com cereal açucarado toda manhã. Mortos. 

Sete e trinta e seis. O tique-taque da sala de estar é ouvido da cozinha. A barata andava pelo corpo inconsciente do felino. A colher pega o leite, entrando na boca de Jongin, se forçando a passar o líquido pela garganta fechada e seca. Vomitando no chão, em cima de outra poça seca quase incolor. Se estivesse vivo, sentiria o suco gástrico queimando o esôfago enquanto saia do corpo. Mas ele não sente.

Afinal, Jongin está morto.


Notas Finais


repetições propositais. espero que gostem. comentem qualquer coisa e digam o que acharam, por favor.


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