História Eles se amaram de qualquer maneira - Capítulo 8


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Categorias Malhação
Tags Benê, Brunogadiol, Daphnebozaski, Gadizaski, Gune, Guto
Visualizações 312
Palavras 2.268
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá. Não demorei dessa vez. 💕

PS; Obg pelos comentários no capítulo anterior. Não respondi, pois minha Internet está super hiper lenta. Mas li todos. E estou mt agradecida. Dedico esse capítulo para vocês que comentam sempre. Beijinhos no core e vamos ao capítulo.

Capítulo 8 - Capítulo 8


Benê acordou as 05:30 da manhã. Jogou o edredom para o lado e pulou para fora da cama. Vestindo tão rápido suas roupas de corrida que nem se dera conta. O dia parecia frio, por isso colocou uma calça de moletom leve e cinza, uma regata de mesma cor, enquanto vestia as meias e calçava os tênis de corrida.  

Amarrava os cabelos com um elástico em um coque alto observando Guto dormir serenamente. O peitoral descoberto dele subia e descia lentamente, e ressonava baixinho. Riu -  tomando cuidado para não acorda-lo -, do biquinho fofo que formou - se em seus lábios e despedindo - se com um beijo no ar, mesmo que ele não pudesse ver, cuidou para não bater a porta com estrépito e então saiu.

O silêncio reinava na casa recém reformada dos Romano's. Por isso Benê supôs ser a única alma viva acordada aquela hora. Pegou uma maçã na fruteira e logo após pisar na calçada e sentir o vento aprazível e fresco bater contra os fios rebeldes de seu cabelo que haviam ficado soltos, alongou - se e começou a correr.
   

Nos fones de ouvido tocavam Chopin e logo depois passou para um arranjo de piano e violoncelo. Abriu os olhos,  supresa assim que sua mente raciocinou o que acontecia.  Era ela quem tocava o piano, e o violoncelo, obviamente, Rafael. O arranjo era o que eles passaram  todo o dia de quinta fazendo. Sorriu. Estava incrível. O resultado saira melhor do que o imaginado. Provavelmente ele deveria ter - lhe enviado, porém com todo o acontecimento não teve tempo de ouvir. Sacou o celular do bolso da calça e digitou uma mensagem rapidamente para ele. Elogiando e dizendo o quanto achara incrível a construção do arranjo e a harmonia existente entre os instrumentos.
    

 Voltou a correr segundos depois enquanto pensava. Consequentemente lembrar do dia de quinta, fazia - a voltar ao que aconteceu mais tarde. Quando voltava para sua casa. Pensou que tudo que havia passado na macrometrópole Paulista iria ficar para trás, e que coisas do tipo não voltariam a acontecer. Sabia que aconteceria, permitiu - se ser sincera consigo mesma, mas também permitiu - se ser enganada pela nova perspectiva, mascarando toda a sua insegurança com a ansiedade de fazer a faculdade que tanto almejava. Lutou contra o ímpeto de deixar as lágrimas caírem. Se sentia como um navio perdido no mar. A imensidão azul representando todos os sentimentos aglomerados em seu peito. Enquanto ela parecia uma embarcação pequenininha comparada ao tanto de água ao seu entorno. Mas dentro de toda essa confusão, tinha um colete salva - vidas; pendurado em um lugar especial dentro da embarcação. 


         Tinha Guto. Ela o tinha ao seu lado, e ele sempre estava ali para lhe dar força. Era seu alicerce. Porto - seguro. Não a deixaria afundar. Independente do tanto de água que houvesse a sua volta ou qual era o tamanho de sua embarcação. Estaria lá para erguê - la quando ela fosse derrubada ou quando pensasse em desistir.  Quando a onda mais forte quisesse afunda - lá em rios de tristeza. 
   

Podia ouvir a voz dele cantando novamente perto de seu ouvido, e sentia a água morna voltar a cair sobre ambos. Conseguindo fazer - se mais alta do que a dos dez elementos que a  abordaram bruscamente na esquina de sua casa. Ela ainda podia ouvir suas vozes ecoando as mesmas palavras sujas em seu ouvido, juntamente com o barulho dos carros, que já começavam a preencher as pistas antes vazias,  a voz de Guto, e a música que saia dos fones de ouvido. Tornando tudo uma confusão. Um nó de sentimentos enrolados em seu peito que parecia se estender até todo o resto do corpo. Parou de correr. Agarrando as mãos nas grades de ferro  da sua antiga escola. Repassando em sua cabeça como respirar. Para dentro, para fora.
  

 1...     2...     3... 


      Antes de chegar no quatro não pode deixar de evitar que as lágrimas caíssem. Parecia que tudo estava saindo de seus planos. Era como se o planeta estivesse saindo de seu eixo. Planejava levar uma vida tranquila ao lado de Guto, estudar. Só. Não era algo tão difícil, nem absurdo.
 

  Respirou fundo mais algumas vezes. Não iria chorar por algo tão idiota. Secou as lágrimas e voltou a correr, mais devagar, porém.

       O celular apitou no bolso e ela o tirou para vê de quem seria a mensagem. 

Se arrependeu assim que deu - se conta de que era uma das pessoas que haviam a abordado na quinta. Zombavam dela na mensagem e depois de ler, selecionou o campo e o número, deletando - o em seguida.

       Era perto das sete quando ela decidiu parar de correr. Continuou o percurso até a lanchonete, já aberta.  Vendo Roney e Valdemar colocar o restante das cadeiras no chão ao redor das mesas.

          - Bom dia! - cumprimentou.  

- Bom dia, Benê! - Roney saudou animado. - Saiu cedo para correr! - observou.

 - Senti falta de correr por essas áreas. - ela deu de ombros. - Vou subir e já,já volto. - ela começou a subir os degraus da escada rapidamente, e logo em seguida subiria o segundo lance de escada que levaria ao seu quarto no puxadinho.
       Passou pelo quarto de Keyla que arrumava Tonico para ir à escola. Ela lutava para por no pequeno uma jardineira jeans, enquanto o mesmo insistia em balançar os bracinhos e brincar com o ursinho dado por Benê. Se escorou no batente da porta e observou. Tonico e Keyla era parecidos demais. Espoletas. Inquietos. Alegres. O menino gostava de conversar como a mãe. E era uma criaturinha fofa por demais. 

-  Dinda! - exclamou balançando os bracinhos pequenos em direção a ela e viu Keyla virar o rosto para vê - la.

- Que susto, Benedita!  - disse e conseguiu, finalmente, passar os braços do filho pela jardineira. - Fica igual uma alma mal assombrada atrás da gente. -  Benê não se ofendeu com a comparação, apenas deu de ombros, observando Tonico. 

- Eu tô bonito? - o menino perguntou e ela sorriu.

- Está lindo. - respondeu, agachando - se em sua frente e jogando os cachinhos que caia por sua testa, para o lado. 

Keyla se levantou e se pôs a observar a interação da irmã com Tonico. Sensível como era, não pode conter deixar os olhos se encherem de água. 

   Era lindo vê os dois juntos. A aura genuína que preenchia o local. Ambos corações tão puros, quanto água. Límpidos. Sinceros. Chegavam a não parecer reais. E sim dois lindos bonecos que tinham a capacidade de se parecem perfeitamente com humanos. -

- Vou leva - lo para a escola. Quer ir conosco? - perguntou Keyla. 

- Tudo bem. Deixa só eu tomar uma banho rápido e trocar de roupa. 

 Benê se levantou e subiu as escadas para seu quarto, apressadamente. Encontrou a cama toda bagunçada, e o quarto vazio, tentou não se importar muito. Porém toda aquela bagunça de lençóis sob a cama a deixava fora de eixo, tomou um banho rápido, deixando a água gelada cair em seu corpo. E assim que saiu do banheiro, pegou uma saia de shiffon azul clara e uma blusa rosa goibada, dentro da cômoda, estampada com vários desenhos de pequenos flamingos. Calçou uma sandália de pequenas pedrarias em azul e olhou novamente para a cama em que se sentara para afivelar o sapato. Respirou fundo e não aguentando, arrumou - a, metodicamente, enquanto passava as mãos pelo lençol branco para que não houvesse dobra nenhuma. 


   Assim que desceu as escadas, encontrou Keyla a esperando no sofá com Tonico a seu lado. Ele balançava as perninhas e Keyla conferia algo em sua bolsa. 

- Vamos? - perguntou. E a resposta foi ver Tonico passar em sua frente, carregando uma pequena girafa de pelúcia em mãos, saltitante.

 ***

Keyla segurava a mão de Tonico que observava toda a movimentação na rua e Benê fazia o mesmo, sem prestar atenção em nada que Keyla falava. Ela podia ouvir o som de alguns pássaros enquanto via algumas pessoas apressadas caminharem nas calçadas. Pararam em frente a escolinha que Tonico estudava e Keyla abaixou para ajeitar a alça da jardineira em seu ombro, dando um beijo de esquimó no garoto. Benê moveu a cabeça com um sorriso no rosto. E o menino acenou para ela, freneticamente, jogando - lhe um beijo logo em seguida. Ela retribuiu o ato e logo ela e Keyla caminhavam de volta para casa. 

- Benê está tudo bem? - perguntou preocupada. A amiga não prestava atenção em nada que ela falava e já havia percebido isso a tempos. 

- Sim. - limitou-se a responder. - Estou bem. 

- Não parece. Está aflita. - afirmou a mais alta. - Quer conversar? 

- Só estava pensando, Key. 

Suspirou profundamente e começou a chutar uma pedrinha que havia em seu caminho. 

- O Guto disse que quer ter filhos... - ela deixou escapar em um fio de voz. 

Não era só isso que a preocupava. Era o conjunto de toda obra. Alias, essa era a menor das preocupações. Sabia que Guto não a apressaria para nada. Pois ambos eram jovens demais para preocupar - se com tais assuntos. Porém, fora uma ótima justificativa que arranjou para que Keyla não insistisse na tecla. 

- Bem, isso é bom, não? - perguntou, confusa. 

- Não sei. - confessou Benê. - Não sei se eu quero ter filhos. Sem contar que ainda somos muito novos. Temos dezenove anos. - completou. 

- Sim, Benê. É verdade. - concordou Keyla. - Mas aposto que o Guto não estava se referindo a agora. E sim, mais para frente. Quando já tiverem terminado a faculdade, tiverem uma casa, por exemplo... Em fim... - Keyla suspirou e colocou as mãos no bolso. 

- Mas como ele sabe que não vai se cansar de mim até lá? - ela perguntou num suspiro longo e cansado, cheio de dor, que Keyla soube que não era apenas isso que a afligia. Abriu a boca, várias vezes sem saber o que responder a ela.

 - O Guto te ama, Benê. - disse e parou no meio da calçada, subitamente, fazendo a pianista parar também e se virar para olhá-la. - Ele nunca se cansaria de você, Benê. Nunca te deixaria, acho que nem se você pedisse... - completou convicta. - Então pode parar com essas idéias sem fundamentos. - imprimiu ordem em sua voz e endireitou o corpo para que as palavras tivessem mais efeito e fossem levadas a sério. 

- Eu sei... - respondeu em tom baixo, sentindo as bochechas esquentarem. - No fundo eu sei, mas eu...  

- Você não gosta dele, é isso? - perguntou Keyla. 

- Gosto!  - respondeu imediatamente, antes mesmo de Keyla terminar sua frase. - Gosto muito. Muito mesmo, as vezes parece que gosto tanto que não vai caber dentro de mim. - sorriu pequeno e foi acompanhada por Keyla. - Eu só acho que ele merecia alguém que o faz feliz, de fato. E não que só traga problemas... - Disse tão baixo que Keyla teve de se inclinar em sua direção para escutar o que a mesma falava.

 -  Você o faz feliz, Benê. Da pra ver nos olhos dele. - Mesmo que Benê  estivesse de cabeça baixa, Keyla conseguiu vê a mesma franzir o cenho.

 - Eles brilham quando estão com você. Quando te vêem. O sorriso dele é largo quando você aparece. Você fala um "a" e ele já está correndo para buscar a Lua para você. - Keyla deixou um riso escapar diante de sua observação. - Ele te ama. Você mesma disse que ele deixou isso claro para você. Não sei o porquê das dúvidas.

 - Eu não estou duvidando. - retorquiu em tom alto para que Keyla a escutasse.

 - Não?! - Benê pode reconhecer o tom irônico na voz de Keyla. Já conseguia distinguir ironias simples em algumas frases. 

- Não!  - confirmou deixando que toda a convicção que tinha dentro dela tomasse conta de sua fala. - Não duvido que o Guto me ama. Ele me disse isso. E me mostrou isso. Me mostra todo o dia. - se corrigiu. - Mas... Você nunca sentiu nenhuma insegurança com o Tato?

 - Sim. Já. - Keyla respondeu. - Mas eu vi que era besteira. E que ele me ama. 

- As vezes eu não me sinto o suficiente. 

- Suficiente?

 - É. Sinto que o Guto merece mais. Alguém mais fácil. Normal. - ela chutou a pedrinha mais forte e viu ela saltitar para longe do alcance de seus pés. Enquanto observava a pedeinha se distanciar perdeu o olhar atônito de Keyla. 

- Ei, ei. Já tivemos essa conversa antes, não tivemos? Lá atrás... - recordou Keyla. - Você é tão normal quanto eu, Guto e as meninas. Achei que tivesse entendido isso... e o Guto é um garoto especial. Não é qualquer um. E se ele está com você é porque quer estar.  

 As duas perceberam que já chegavam perto da lanchonete, estavam a poucos passos de distância e então pararam. Benê colocou as mãos dentro do bolso da saia e fechou os olhos sentindo o vento passar por seus cabelos, balançando - os. 

A leveza que percorreu todo o seu corpo causada pelo sentimento de frescor originado do vento, foi o que ela desejou em meio ao caos que parecia fazer morada em seu coração. 

- Aconteceu alguma coisa lá em Campinas que você não nos contou? - Perguntou Keyla direta e Benê abriu os olhos, encarando as íris castanhas e inquisitoras da amiga.


  

    


Notas Finais


Não me matem.

A Benê está fazendo esses questionamentos pq está tudo confuso na cabecinha dela. Mas já irá se resolver nos próximos capítulos.💕
Próximo capítulo iremos ter Gunê, prometo.

Agr, será que ela vai dizer a verdade para Keyla? O que vocês acham? Comentem.


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