História Eletonicky: A revolução começa com um símbolo - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Steampunk, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Foto de Ponte-Rubra ^^
(A foto não é de minha autoria, apenas representa uma proximidade com a minha imaginação)

Capítulo 2 - Demi e Nicky


Fanfic / Fanfiction Eletonicky: A revolução começa com um símbolo - Capítulo 2 - Demi e Nicky

Depois de uma ponte avermelhada se encontrava uma metrópole desenvolvida, um centro de tecnologia que ocupava o primeiro lugar do avanço governamental.

As ruas eram estreitas, tão comprimidas que apenas uma fileira de carros era permitida, desta forma o trânsito funcionava quase completamente em uma mobilidade flutuante, com mais faixas de carros e motos futurísticas que juntos formavam um engarrafamento monstruoso que resultava em barulhos de buzinas e xingamentos; e por uma vez ou outra alguma briga ou acidente.

Se as estradas eram finas as calçadas eram por sua vez largas e compridas, eram como as estradas: tinham alguns andares conectados por passarelas. Nestas calçadas estavam bancos e comércios variados, com suas luzes brilhantes e as fábricas exalando fumaças acinzentadas; isto gerava uma diferença nas leis de trânsito, os robôs-guardas eram obrigatoriamente postos no andar aéreo para guiar os motoristas no meio de todo aquele breu.

E no centro principal da cidade estavam os prédios do estado. Tão enormes que da rua não se conseguia enxergar o fim do prédio, os raios do sol machucavam a vista.

Prédios pontudos e brilhantes, com janelas de vidro , televisores que noticiavam as mais variadas informações e propagandas.

A cidade era Ponte-Rubra, próxima de Além Desfiladeiro.

Como um bom destino desenvolvido, os estudantes eram quase todos moradores da grande Ponte-Rubra, tal como os mercadores, políticos e demais trabalhadores interessados em uma vida mais digna e assalariada.

E dentro desse universo grandioso está Nicole, ou Nicky como preferirem. A garota com seus dezessete anos tinha um cabelo curto pra cima dos ombros, usava sempre um capacete verde militar com óculos amarelados de mecânico; justamente o que ela era.

Sim, uma estudante de mecânica da academia de Ponte-Rubra, uma das melhores devemos admitir e a única mulher entre uma classe de vinte e um alunos; muito curiosa, corajosa e fiel a garota também tinha seus defeitos: um deles era a sua facilidade em se atrasar.

Não existia uma desculpa propriamente dita, Ponte-Rubra possui um relógio enorme que é produz um sonoro “Bõõm” nasal que é escutado por todos desde a Ponte vermelha.

O que acontecia nesta manhã era típico de Nicky, a garota corria o mais rápido possível pelas calçadas compridas, quase que em uma maratona em linha reta Nicky só parava para beber água ou cumprimentar alguns conhecidos que riam de sua situação corriqueira e acenavam para ela e para seu Demi.

Demi é um robô construído por Nicky, seu primeiro e único desde os treze anos quando ainda estava no Colégio convencional.

Quem não conhecia Demi tinha medo, mas Nicky era bastante popular na cidade por sua determinação e inteligência, isso demonstrava que seu amigo não era nenhum monstro que iria matar todos em algum ato de terrorismo.

Demi fora equipado para ter metralhadoras implanta nos braços, juntamente com um pente de balas que uma vez por mês (no máximo) eram trocadas, seu “rosto” era plano e suas costas continham dois mini-canhões. Andava sob duas pernas e continha dois braços, mas naquela manhã andava meio desajeitado.

Demi andava quase que dois metros atrás da dona, este que costumava andar ao seu lado mostrava um atraso significativo para quem estudava a arte dos robôs.

Correu mais e mais até chegar próxima à uma loja quadrada, uma residência sem um telhado alto, tinha apenas um nivelamento; suas paredes eram verdes-azulada, com suas portas de vidro que se complementavam. Vários pôsteres estavam colados, indicando promoções e ofertas “imperdíveis”.

Nicky entortou os lábios, a loja era chamada “Aquele com a letra B” e não era muito frequentada, mas era popular. O dono era um velho amigo, por isso depois de encostar o rosto na porta e tentar abri-la a garota correu para o lado esquerdo do quadrado, e abriu uma porta preta chamada “Lixo”.

Ao abrir entrou em um cômodo verde musgo que se dividia em sala, cozinha e virando em um corredor estreito estava um banheiro.

E na sala estava um colchão bagunçado em frente a uma televisão plana.

Nicky chutou o colchão.

- Ei! – Chutou de novo. Que imbecil. – Baby, acorda. Preciso de você.

O homem murmurou um gemido de sono, e rodopios os braço para virar o tronco de frente a sua visita.

- Bom dia crianças. – Ele deu um sorriso relaxado, como se um bêbado. – Que horas são?

- Devem ser umas onze horas.

- Já devia ter aberto a loja então?

- Sim senhor!

Baby levantou-se e sentou no colchão, estava com uma calça de moletom verde escura e não estava usando camiseta.

O homem tinha seus trinta e três anos, possuía cabelos pretos azulados e olhos castanhos esverdeados; fora um antigo guerreiro, em uma luta contra uma rival que compartilhava com a irmã Baby perdeu o braço direito, e em seu lugar se encontrava um braço mecânico construído parcialmente por um amigo.

Apesar dos pesares sempre disseram que foi o melhor que podia ter acontecido com sua pessoa.

- Preciso de ajuda. – Nicky se sentou no colchão. – Demi está com problemas no GPS, está sempre se atrasando e se movimentando como uma lesma anciã sem metabolismo.

- Arhsgybzzz dering katium - Demi se pôs na conversa com uma palavra que Nicky entendeu como “Estou ouvindo o que você diz”

Desculpe amigo, foi o que a menina pensou.

- Quer peças novas? É isso?

A essa altura Baby já havia se levantado e pego uma camiseta velha da estante da sala, estava preparando um café.

- Não. – Estava irônica. – Quero conselhos de amor.

- Para ambos vai ter que esperar então. – Ele bebericou o café preto. – Minha romântica está péssima, e Dom se atrasou.

- Como assim Dom se atrasou? – Nicky levantou-se furiosa. – Paguei a ele adiantado, preciso das minhas peças agora.

“Desde quando ele pode se dar ao luxo de atrasar as encomendas? Sei que não sou a única que compra dele; a cidade toda está a espera”

- Não tenho resposta para às suas perguntas, mas estou preocupado com ele. Não entende as minhas chamadas, muito menos Bruce. Desapareceu depois das Montanhas Perfumadas e não deu notícias desde semana passada. – Baby voltou a sala. – Estou tão furioso quanto você, tenho coisas para acertar. – Ele continuou. – Tenho a impressão que algo maior está acontecendo, problemas com o fornecedor maior ou qualquer coisa, mas tenho certeza que ao fim ele vai no recompensar pela espera; não se controla um pirata.

- Daqui dois dias tenho o torneio, então... – Soltou um longo suspiro. – O que tem para mim?

Baby pediu para que ela o seguisse até dentro da loja, andou por entre as prateleiras e retirou uma caixa branca e laranja com um selo que dizia “GPS: Irmão maior”, este sela indicava a fabricação legal de peças, feitas com suas limitações de poder. O cyborg apontou a caixa como que para Nicky a segurar.

- É tudo que tem? – Ela disse segurando o caixote decepcionada.

- Sim, como eu disse. – Ele andou até o caixa. – Dom não apareceu, sem Dom, sem peças.

O “bico” no rosto da jovem era inegável.

- Trinta e oito Nixes. – Baby sorriu e levantou a palma da mão esquerda.

(Trinta e oito Nixes equivalem á mais ou menos mil reais, pouco menos)

A adolescente retirou da caixa a peça, uma pequena esfera cinza com linhas amareladas e apertou a bolinha na mão e levitou-se uma imagem alaranjada e suave de uma rosa dos ventos, semelhante a faíscas.

- Está brincando? Sequer é brilhante. – Nicky contestou. – Fala sério Baby, me dê um desconto.

- Não posso. Se Dom demorar ainda mais perco dinheiro e preciso pagar minhas contas esses mês.

Mais um suspiro nervoso saiu da boca de Nicole.

- Pode pelo menos passar em casa essa noite para pegar o dinheiro? –Baby a encarou franzido o cenho. – O que é? Não ando com dinheiro na rua.

- Tudo bem mocinha. – Ele sorriu e apontou para o relógio que marcava 12:30 AM – Ei! Melhor se apressar.

Ela olhou para o relógio e voltou as pressas para a corrida da calçada, com Demi bem atrás mas tentando acompanhá-la, por vezes parou e o esperou chegar mais perto até que pegou em sua mão e correu com ele em seu ritmo até chegar na academia. O medo de perder seu melhor amigo era maior que o de receber uma bronca dos professores.

O prédio da academia de robôs era feito com janelas e portas em vidros azulados, continha três andares dividido em: Andar dos guerreiros, o térreo que continha uma arena pequena em um espaço aberto atrás do edifico; o segundo andar, o andar dos mecânicos com todos os seus mecanismos em laboratório; e o terceiro andar, o andar da supervisão com representantes do estado para vigiar os alunos e professores para que estes não fujam do protocolo. Mesmo com tal andar Nicky nunca tinha visto grandes interrupções nas aulas, apenas algumas vezes alguém era revisitado e levado para a prisão por usar peças ilegais ou coisas do tipo. Mas era muito raro encontrarem algo, e isso a acalmava.

Não é difícil imaginar que Demi era quase por completo feito com peças piratas, ser um consumidor de tais peças não era algo fácil de se esconder. As pessoas sabiam que Nicky usava tais coisas, assim como sabiam que outros jovens e adultos também usavam, mas ainda não era o suficiente para que eles fossem presos. A proximidade da garota com alguns adultos suspeitos também ajudavam a complementar as suspeitas da população.

Nicky subiu os degraus e chegou até seu posto, era uma mesa larga e média e ao seu lado existia uma cabine para um o caso de uma recarga em seu robô, em cima da mesa estava a mochila cheia de ferramentas que Nicky deixara ali no dia anterior.

Cumprimentou três colegas que tinham sua base próxima a sua: Dalila, uma mulher de dezessete anos com longos cabelos trançados e negros, tinha olhos castanhos e uma pele negra e brilhante; ao seu lado estava Jon, um rapaz de vinte anos com cabelos bagunçados e uma pele bronzeada; e sentado no chão consertando um robô estava Fillip, o mais novo, com dezessete anos e três meses mais novo que Dalila.

Os três formavam um time chamado por eles mesmos de “time DJF”, Dalila era uma guerreira que passava grande parte do tempo com seus amigos mecânicos.

Ao mesmo tempo que desconectava Demi, Nicky conversava com os amigos.

- Daqui dois dias teremos mais uma medalha no nosso histórico rapazes. – Apoiou o cotovelo em Jon. – Não vejo a hora.

- Tem treinado muito? Não lembro de ter visto você na arena semana passada. – Nicky respondeu tirando o GPS da caixinha.

- Estávamos em Além Desfiladeiro, a arena de lá é sempre melhor. – Filip respondeu, tirou o suor da testa com o punho. – Alguém me passa a minha blusa?

Dalila jogou a blusa para o companheiro, este limpou o suor da testa.

Filip era o que chamavam de “nerd”, não parava nunca de construir e aperfeiçoar, usava óculos quadrados de grau e seu cabelo era espetado em um moicano vermelho, era chamado de “cão sujo” pois estava sempre sujo de graxa, ou em algum bar zoando com seus dois melhores amigos de infância.

- Akira tem perguntado de você. – Dalila disse. – Perguntou se você foi corrompida pela cidade grande pois não aparece por lá á semanas.

- Geralmente ela não lembra de você quando nos encontra. – Jon sorriu provocando. – Estão preocupados por lá, dizem que algo ruim está por vir.

- Sabem que, ouvi a mesma coisa agora a pouco? – Nicky estava com uma chave de fenda na mão. – Baby está um pouco...

- Confuso, como sempre. – Fillip disse interrompendo levantando os olhos para Nicky. Um antigo conflito com Baby deixava o rapaz punk um pouco nervoso. – Ainda acredita que ele sabe das coisas?

- Estou duvidando também... Sabem... – Nicky diminuiu o tom. – Dom não está...

- Na cidade, já sabemos. – Dalila sorriu. – Fomos ontem a noite para a loja B.

- Que estranho não é? Ele sempre teve ética com isso, afinal é muito dinheiro envolvido e...

“Bum”, se ouviu um barulho monstruoso vindo da porta. Três homens do estado, com seus ternos pretos estavam acompanhados de meia dúzia de policiais.

Os policiais de Ponte-Rubra eram robôs, mas robôs com aspectos duvidosos, tinham dentes afiadíssimos mas sem sua matéria prima revelada, tinham lâminas flexíveis no lugar dos pés e o rosto em uma espécie de capacete; além de unhas afiadas.


Notas Finais


Obrigada por ler ^^


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