História Eletric Body - Capítulo 19


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink
Personagens Jennie, Jeon Jungkook (Jungkook), Jisoo, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lisa, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Rosé
Tags Jin!bottom, Jinv, Taehyung!top, Taejin, Vjin
Visualizações 40
Palavras 4.244
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 19 - "Mine"


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K I M  S E O K J I N

Quando dei um impulso, colei os lábios de Taehyung nos meus, dedilhando cada parte de suas costas largas e o puxando para mim cada segundo mais.

Ao passar de cada minuto, eu ficava ainda mais viciado no seu cheiro e no seu jeito, e agora possivelmente ainda mais viciado quando suas mãos foram de encontro ao meu rosto com delicadeza. Uma separação de alguns segundos foi o suficiente para que eu e Taehyung voltassemos com tudo e com toda aquela vontade.

Seu toque central desceu para dentro de minha única vestimenta, capturando minhas nádegas em ambas mãos. Soltei um gritinho baixo e surpreso que foi abafado pela sua boca. Comprimimos cada centímetro de distância que impedia o contato semi-direto entre nós, trocando a calma pela rapidez necessária.

Taehyung passou a língua pelos meus lábios, desta vez mantendo seus toques em minha cintura, fincando seus dedos profundamente em cada parte minha.

Quando nos separamos pela segunda vez, seu toque chegou ao meus fios, enrolando seu dedo em uma pequena parte de meu cabelo, quando eu parei para perceber o quanto seus fios rosas deixavam-o ainda mais bonito, fofo, puro e tremendamente gostoso.

— Taehyung, eu quero você. — sussurro, passeando minha mão impacientemente pelo seu corpo. — por favor.

— Quer, docinho? — caminhou comigo até o vidro do box, friccionando nossos corpos devagar, de uma forma em que o prazer fosse sentido tão devagar que chegou a ser incômodo.

— Uhum... — o meu murmúrio chegou a um gemido inconsciente, levando minha mão à suas costas para apertá-lo contra mim.

— Eu posso fazer o mínimo pra você e não posso passar disso. Tá tudo bem pra você?

— Tá, com certeza. — murmuro, sentindo suas mãos descerem pela minha cintura a tocarem a barra de minha cueca, descendo-a com toda a calma do mundo.

Taehyung ia me ver nu. Não semi-nu, mas nu. Completamente nu, sem nenhuma coisa que me esconda, ou que esconda minhas ambas partes atrativas para ele.

A sua mão toca diretamente, fazendo um carinho incômodo com o polegar e o tomando em sua mão toda, descendo e subindo repetitivamente, me fazendo conter cada vontade de gemer num tom baixo, mordendo meus lábios.

Sem acelerar, Taehyung toca a base e sobe, descendo com seus dois dedos até minhas bolas, onde rodeia o indicador e o médio, novamente subindo e fazendo o mesmo movimento de sua descida, rodeiando-o apenas com dedos, sem ameaçar a encostar sua mão toda.

Rodeios, rodeios e mais rodeios. Seus lábios roçaram contra os meus num pedido para que eu ficasse louco quando se separou, não conseguia focar em nada que não fosse em seus olhos completamente focados na ação.

Quando encostou sua palma e enfim rodou-a inteiramente na glande, subindo e descendo com uma mudança na velocidade, cada vez me torturando ainda mais com sua lentidão. Em um movimento completamente surpresa, subiu-a devagar e desceu rapidamente.

— Isso... — gemi, tendo forças para fechar meus olhos ao pedir por mais. Taehyung soltou uma risada baixa e curta, irritante ao ser debochada.

Ele fez, de novo, mas, assim como na descida, a mesma velocidade fez-se presente em seu caminho para cima. Meu coração pulou uma batida sem a minha permissão e consequentemente eu arranhei um de seus braços, com o instinto de querer gozar à flor da pele.

Senti a falta de seu corpo em minha frente quando a água desceu pela minha barriga, me dando uma incentivação para sentir o que iria acontecer posteriormente, e não só ver.

Os seus lábios tocaram até onde podiam, massageando o resto com sua mão. Mesmo não querendo, desci minha mão até seu couro cabeludo e abri meus olhos, querendo manter tudo aquilo em minha memória, pedaço por pedaço.

De novo, sua mão foi ainda mais rápido quando sua boca ia devagar. Fodido pelos seus dedos, boca e língua habilidosa, gemi alto e falho, procurando algo para dedilhar para não machucar a Taehyung.

Entretanto, o próximo gemido foi descontado em seu cabelo cor-de-rosa. O segurei em minha mão e conti minha vontade de ir contra a sua boca rapidamente. Meu maior medo no momento era machucar Taehyung, que estava me agradando tanto.

Seus lábios desceram rapidamente quando suas mãos já não me masturbavam. E quando aconteceu de novo, sua boca foi ainda mais fundo, indo mais rápido e impacientemente me deixando sem controle algum.

E no único minuto que ele parou, dedilhou cada centímetro antes de continuar, e disse: — Quando eu voltar a fazer isso, quero que foda a minha boca. Se conter não vai deixar as coisas mais fáceis pra mim.

Quando ele fez de novo, ergui meu quadril para frente num movimento tímido e encorajado pelo prazer, que tomava cada gota de meu corpo e me fazia gemer alto como nunca gemi, com os olhos fechados. Meu sangue borbulhou quando Taehyung foi mais rápido que a última vez e agora acariciou-o com sua mão, tocando apenas com seu indicador e polegar.

Foi como se eu nunca tivesse sentido antes, explodindo cada pedaço em mim e deixando minhas pernas trêmulas, me fazendo procurar apoio em algum lugar que não fosse Taehyung, que passou a língua em cada parte de seus lábios sujos por minha culpa.

— Porra... — ergui minha cabeça para o alto e ri, ainda de olhos fechados. — caralho...

Taehyung riu de minha satisfação e continuou tomando seu banho como se nada tivesse acabado de acontecer.

Minha cueca no chão me dizia o quanto eu apenas foquei apenas em si e na sensação que me proporcionou o tempo todo e o quanto eu não podia estar mais satisfeito por ter acabado de receber um boquete seu. Um boquete incrível de Kim Taehyung.

— Isso foi... — abri os olhos, jogando meu olhar para si. — uau. Foi gostoso demais.

Os lábios de Tae se comprimiram após sua língua passear por eles. E, num silêncio de agradecimento pelo boquete e pelo meu elogio, continuamos tomando um banho tão descontraído quanto na primeira vez.

Cada centímetro do nosso corpo foi limpo, ou pelo menos do meu, já que eu não ligava mais de ficar sem cueca em sua frente — não depois do ocorrido.

Eu sorri brutalmente quebrado quando saímos do banho e eu não tive o prazer de vê-lo completamente nu, mesmo que tivesse a oportunidade perfeita. De roupão, e agora no quarto dele, vendo-o procurar por uma roupa para que pudéssemos dormir juntinhos dessa vez.

Mais feliz ainda, joguei-me na cama, quase soltando gritinhos porque iria dormir agarradinho com ele de novo. Sei que é irritante usar palavras no diminutivo mas, meu Deus, é impossível não querer usá-las toda vez que vamos dormir juntos.

A ereção de Taehyung não estava tão presente quanto antes, então me faz acabar pensando nas coisas que deve ter pensado pra broxar, me arrancando um riso que eu contenho quando ele joga uma roupa para mim.

Uma boxer e um moletom branco grande, tão grande quanto seu corpo, o que me faz imaginar se ele era fofo o suficiente para vestir isso enquanto dormia em outras noites que eu não estava presente.

Quando me vesti, me olhar no espelho foi a chave para me achar tão fofo quanto as outras vezes que pude me achar. As minhas mãos com os dedos magrelos escondidos pela metade e o moletom cobrindo-me até o meio de minhas coxas.

Taehyung aparece atrás de mim logo depois, mais coberto do que eu, mas ainda com uma blusa que dá para ver seu corpo de tão transparente. Sua calça moletom era cinza e não deixava nenhum detalhe de sua coxa aparecer.

Procuro sua mão com meus dedos por meio do espelho, tentando entrelaçar nossas mãos enquanto olho para nossa imagem refletida. Quando Taehyung se cansa da minha busca falha, junta ambas mãos às minhas, beijando meu pescoço.

— Deixa eu pentear seu cabelo? — cheirou a região.

Assenti, deixando ele saber que a condição seria que também teria de deixar eu escovar o seu.

Taehyung cuidou de mim como se eu fosse sua pérola mais preciosa, penteando cada parte de meu cabelo médio como se fosse a última.

— Bebê. — chamo por si num timbre leve e descontraído.

— Hm?

— Você acha que eu deveria pintar meu cabelo de rosa, também? Cortar, ou fazer os dois? — ele sorri para a minha imagem no espelho e deixou uma mão sua descer pelo meu ombro.

— Tanto faz, você é lindo de qualquer jeito. — deu de ombros. — até gemendo.

— Mas... eu não vi você olhando pra mim em nenhum segundo. — sei que minhas bochechas estão tremendamente vermelhas, porque queimam.

— Eu ouço, meu amor, e quando não estava olhando, eu dei umas espiadinhas em você. — riu. — você é tão puro e ridiculamente angelical quando geme, fode comigo.

Sua voz baixa e rouca em meu ouvido fez meu sangue borbulhar, tendo-me arranhando cada parte de mim mentalmente, implorando para tê-lo rasgando-me de dentro para fora.

Respirei abafado, deitando minha cabeça em seu ombro inconscientemente.

— Eu quero mais. — o olho. — mas você, eu quero você, agora.

— Eu quero, mas não posso. — tocou minha cintura nua depois de passar seus dedos por debaixo da blusa. — só Deus sabe o quanto eu quero fazer sexo com você.

Sexo sempre me pareceu uma palavra atrativa, eu nunca soube o porquê, mas agora, com Taehyung dizendo sem reforçar o tom e só esboçar o quanto tem essa vontade, me parece ainda mais gostoso.

— Hoje é segunda-feira. — o aviso.

— Mas está de madrugada.

— Da última vez não foi um problema. — me viro, o encarando. — faça o que quiser comigo, por favor.

Taehyung respira fundo e passa a mão entre seus fios, soltando a respiração assim que sua mão entra em contato com a gravidade de novo.

— Se é isso que você quer — lambeu os lábios. —, sem carinho, sem preparação nenhuma e sem cuidado nenhum, assim será. Só se lembre que foi você que pediu.

Suas unhas mal-cortadas arranharam minha cintura pele para depois, enquanto eu torturosamente rasgava meus lábios inferior com os dentes, ele saía do quarto, possivelmente indo pegar alguma coisa em algum outro lugar.

Assim que voltou, eu ainda não tinha tomado coragem para andar ou desobedecer a ordem que foi me ordenada no momento em que Taehyung passou os dedos por minha volta. O seu lábio inferior foi mordido brutalmente quando ele me viu de novo, com a marca de seu pau visível na calça.

Segurei no moletom, sentindo minhas mãos explodirem e formigarem para poder tocá-lo, sentir sua pele, sua boca, seu corpo, sua temperatura febril, tudo. Eu queria tudo e mais um pouco. Queria tudo que Taehyung pudesse me dar, cegamente. Queria ele em mim, colado em minha pele, fodendo cada centímetro de seu corpo. Queria ele dentro de mim, me deixando sob seu controle, gemendo "senhor" o mais alto possível.

Estava delirando ao sentir seu olhar pesar, queimar e me excitar. Estava tão louco por si que nem percebi o quanto minhas mãos estavam vermelhas quando tirei-as do moletom, percebendo que ele estava olhando aquilo o tempo todo: a mais pura amostra grátis do quanto eu o queria perdidamente.

— Tenha calma. — ele chega perto o suficiente para que eu sinta o incômodo atrás de mim e possa localizar a coleira em sua mão, ouvindo o baque da outra coisa que estava em sua mão, caindo. — eu sou todo seu. Cada parte minha é sua, Seokjin, cada parte.

Seus sussurros rondavam minha cabeça inúmeras vezes. Cada. Parte. Cada parte de Taehyung era minha. Minha. Minha, minha, minha. Todas elas, minhas.

— Seu. — sussurrou mais uma vez, querendo que eu ficasse ciente daquilo, mesmo que eu já não estivesse muito são para lembrar de suas palavras. — eu sou seu, todo. Se você quiser, sou seu dos pés à cabeça. Sou completamente seu, sem dúvidas.

Taehyung iria me fazer gozar apenas com palavras e eu tinha certeza que ele sabia daquilo, porque estava sorrindo ladino, sem nenhuma vergonha e aparentemente sabendo do estrago que fazia em mim cada vez que dizia que era meu. Seu sadismo me fode, mas não posso dizer coisa contrária sobre meu masoquismo.

— Me machuca, senhor. — pedi, quase soluçando. — me fode forte, me machuca*.

Taehyung me puxou contra seu corpo num baque doloroso e eu quase gemi. O prazer e a dor nunca estiveram numa harmonia tão intensa e tão gostosa quanto agora. Eu amo a ideia de Taehyung me arranhar, me foder forte, entrar completamente e com força em mim.

Com paciência, ele colocou a coleira em meu pescoço, me retirando dos pensamentos que me torturavam pouco a pouco. Eu nunca odiei tanto ter esperar. Eu não queria esperar, nunca vou querer se existir mais momentos como esse.

Nós nos beijamos no caminho para a cama, vorazmente. Nossos lábios não se descolaram até que Taehyung estivesse sob mim, beijando cada parte de meu ombro e amando a coleira com seu nome em meu pescoço. Mordeu meu lóbulo com delicadeza e, quando voltou a me beijar, foi completamente oposto do ato anterior. Seu beijo foi rápido, gostoso, impactante e fodidamente matador.

Cada célula em mim estava gritando "mais, senhor, mais" e ele nem tinha começado. Meu sangue borbulhava tanto que eu nem chegava a ligar mais, eu só queria saber o que eu tinha feito de errado para merecer aquela punição que era a lentidão com qual me matava pouco a pouco.

Me deitou pouco a pouco, ficando em frente a meu rosto. Seu sorriso que sufocou minha respiração surgiu em seu rosto, aquele meio-sorriso safado desgraçado que ferrava comigo. O seu lábio inferior foi prendido pelos seus dentes.

— Quer que eu arranque essa cueca de você?

Sem resposta, Taehyung desceu a mão pela vestimenta, brincando com ela, passando seu dedo indicador inúmeras vezes pelo elástico. Seu tom de voz foi totalmente sensual depois de ter beijado minhas coxas: — nada? Bem, vou ter que arrancá-la de você já que não se mostra incomodado.

Sua mão puxou o tecido e o barulho de um rasgo ecoou no quarto. Eu não me mostrei nem um pouco incomodado pelo seu ato rápido e bruto, estava amando cada segundo com seus toques.

Rasgando mais um pouco, ele a puxou para fora de minhas pernas e beijou minhas coxas mais e mais vezes, me deixando nos resmungos por sua lentidão.

— Tira a roupa do que é seu, docinho. — se pôs de joelhos, quase em cima de meu quadril.

Sentei-me e coloquei as mãos na blusa de Taehyung, vendo o quanto seu corpo ficava deliciosamente exposto nela. Mas, sem piedade ou qualquer coisa que me pedia para deixá-la em seu corpo, a vontade de sentir sua pele contra a minha era cada vez maior, então retirei-a de seu torso, calmamente.

Joguei-a para um lado qualquer, ansioso para tirar o resto da roupa em seu corpo. Os lábios de Taehyung se juntaram aos meus quando eu descia a sua calça, deixando meu polegar passear pelo seu pau através da cueca molhada, ainda realizando os movimentos com a outra mão encarregada de descer sua roupa.

Ele ergueu o quadril para frente, descontando seu gemido contra meus lábios, mordendo, puxando, sugando e maltratando até que estivessem tão vermelhos que o fez ter piedade em algum instante.

Desci sua boxer, mesmo não tendo conseguido descer a calça moletom e persisti com o movimento em volta seu pau, subindo e descendo. Ora rápido, ora devagar. Independentemente da velocidade, minha mente só me dizia uma coisa: quero ouvir seu gemido e fazê-lo gozar. Eu queria perdidamente ver a goza de Taehyung descendo pela minha boca e corpo, cada parte.

Repentinamente, estocou contra meus dedos, investindo devagar contra a minha mão. 

Não queria colocar minha boca, estava inseguro do que fazia. Mesmo sendo tão atrativo, a minha insegurança e o medo de fazer errado eram ainda maiores.

Taehyung para e eu tiro a mão de volta, sabendo que vai sair da posição. Ele apenas tira o resto de suas roupas, as jogando definitivamente em qualquer lugar do cômodo, e se vira, pegando o objeto que estava no chão, dono do baque que eu ouvi há minutos atrás, quando estava sendo deliciosamente torturado por si.

Era um lubrificante, então quase solto uma risada. Ele disse que faria sem me preparar e mesmo assim não quis ceder ao descuidado, sei que nunca seria capaz de fazer algo que me machucasse.

Mas eu queria, queria tanto que me fodesse sem a preparação. Queria sentir a dor de tê-lo dentro de mim, queria sentí-lo investindo contra mim sem ligar para a dor que seria ainda mais prazerosa do que o próprio prazer que eu poderia sentir. Eu queria tudo que viesse dele e repetiria quantas vezes me fosse preciso.

— Chega pra trás. — ele diz e eu, sem pestanejar por uma ordem de meu senhor, acabo dando um espaço à mais entre minhas pernas assim que vou para trás. — como você quer, hm?

Eu ergo a sobrancelha, e quando entendo, jogo a cabeça para trás.

Taehyung quer que eu escolha a posição, a velocidade, a intensidade, como vai ser. Eu sei que antes não estava envergonhado mas ter que dizer me mata. Solto uma risada nervosa, sabendo que teria de escolher o mais rápido possível.

— De lado. — digo, impulsivamente. — rápido.

Seus lábios se comprimem antes dele dar o sorriso ladino repleto de deboche e sarcasmo, sem me irritar dessa vez.

— Então, fique de quatro e empine-se. Vai ser devagar. — engoli a seco. Eu sou uma piada pra ele, afinal? — seja rápido antes que eu te deixe na mão, Seokjin.

Envergonhadamente, fiz o que ele me pediu, desta vez tendo o hesitamento presente, porém sem aquela vontade de correr. Eu tenho certeza que minha única vontade era sentir aquela dor que se transformaria em prazer absoluto.

— Não se apoie. Coloque o rosto em cima do travesseiro. — encostou a mão em minhas costas, passeando com seu dedo indicador e médio pela minha coluna. — hoje você vai gritar, doce.

Mordo os lábios, puxando o travesseiro para mim, ficando da forma mais confortável possível, ou ao menos tentando, porque senti o lubrificante completamente gelado encostar lá, numa massagem.

Com delicadeza, senti encostar lá, de novo, mas dessa vez não era gélido como o lubrificante. Junto com a sensação dolorosa, o calor do corpo de Taehyung também veio, forte, esquentando tudo em mim e me deixando febril imediatamente. Foi tão doloroso que chegou a ser deliciosamente torturoso, me fazendo gritar seu nome.

— Sabemos do que você tem que me chamar quando estivermos aqui, não é? — dedilhou minha coluna num caminho até minha bunda, parando assim que se instalou em meu quadril. — vamos lá, quero ouví-lo me chamar devidamente.

Uma vez, devagar, forte, fundo. Atingiu um ponto delicioso que não pude sentir por causa da dor desde o início.

— Senhor... — gemi arrastado, tentando lidar com a dor que eu forçava a sumir aos poucos, fincando as unhas curtas no travesseiro.

— Isso, bom garoto. — apertou minhas nádegas. — você gosta disso?

Sem respostas ou qualquer barulho que não fosse um "hm" vindo de minha parte, obtive sua dolorosa parada. Ele odiava quando ficava sem respostas, qualquer um odiava, mas ele tinha uma mania incessante de me torturar para que eu tivesse menos vergonha e o dissesse o que ele gostava de ouvir.

— Você gosta disso? — apertou mais uma vez, com a força devida. — gosta quando eu aperto desse jeito? Quando eu sou bruto com você?

— Sim. — apertei o travesseiro, caçando o movimento, querendo mais. — sim, senhor, como eu gosto disso, eu amo isso.

E, secretamente, eu amava quando ele me obrigava a dizer. Eu amava ficar sob seus toques e ordens, amava ser dominado pelo seu cuidado excessivo ao mesmo tempo que fingidamente bruto. Ele gostava de saber que eu gostava, e eu gostava de saber que ele gostava que eu gostava.

Taehyung, agradado com a minha resposta, continuou, gradativamente aumentando a velocidade, ainda com a mesma potência e sua vontade intensa. Voltou a ir fundo e sem apenas ir com um pouco de si, tão pouco que nem chegava a atingir minha próstata, que voltou a ser surrada por si.

Gritei abafado contra o travesseiro quando Taehyung saiu e entrou tão forte quanto das últimas vezes, ainda atingindo o mesmo ponto. A mesma sensação, mas melhor, maior, mais gostoso, me deixando ainda mais sensível.

— Sabe, doce... — pôs a mão em minha barriga. — eu posso ir rápido e forte, também. Posso ir fraco e devagar, posso fazer várias coisas. Posso parar, mas posso continuar.

E eu não gostava de como esse papo estava tomando outro caminho, e nem de como Taehyung me forçaria a dizer.

— É só você pedir. — tocou minha coxa. — é só você pedir para que eu não pare, pra gemer pra eu não parar. Só grite o jeito que você ama me chamar e eu vou entender.

— Continua. — peço, quase choramingando. — eu vou acabar morrendo se você não continuar, senhor. Faz como você quiser, só me fode até que eu morra, pelo amor de Deus.

Taehyung riu.

— Creio que pedir pra que eu te foda pelo amor que Deus tem por nós parece errado, Seokjin. — instalou-se de novo entre minhas pernas, tornando a dor gostosa que nunca sumiu em um prazer ainda mais intenso só de ser ele. — além disso, você precisa ser mais claro e objetivo. O que você realmente quer?

Assenti com a cabeça.

— Quero você, indo forte, rápido e fundo, céus, muito fundo. Eu quero que você me foda até que me machuque, eu quero morrer tendo cinquenta mil orgasmos proporcionados por você porque, caralho, seu pau é tão maravilhoso... — respirei fundo.

E saiu, de novo, como se pedisse para que eu esperasse um grande final para tudo.

— Vire-se. — eu fiz o que me foi pedido. — de lado e rápido, não é? Fundo e forte também, Meu amor?

— Uhum, por favor. — assinto perdidamente, pronto para sentí-lo em mim como nunca senti ninguém (piadas de virgens sempre me machucam, mesmo sendo eu que as faço).

Taehyung levantou uma de minhas pernas, beijando minhas costas e pescoço antes de se pôr dentro de mim de novo, fodendo cada pedaço de mim.

Eu nunca amei tanto ouvir uma respiração ofegante quanto amei ouvir a do meu dominador. Tremendamente mal realizada, seu peitoral inflava contra as minhas costas quando ele respirava.

Seus movimentos rapidamente mudaram para algo mais veloz, tendo o meu gritinho de surpresa engasgado. Quase soltei um gemido tão alto quanto os outros ao sentir sua mordiscadinha no meu pescoço, junto com um novo chupão.

Quando percebi, pedia alto para que ele me fodesse. Uma sequência semelhante a algo que não pode ser considerado um desse saiu de meus lábios. Era mais ou menos como "fode, fode, fode, fode" e mais conjuntos da palavra fode. Eu nunca me sentiria tão envergonhado ao refletir sobre algo.

Mas, no momento, eu não tinha espaço para vergonha, e piorou quando sua mão apertou minha cintura possessivamente. Era apenas "Taehyung, Taehyung, orgasmo, Taehyung, senhor, Taehyung, pelo amor de Deus que eu se foda literalmente", eu não tinha uma capacidade mental além daquilo.

Os gemidos dele apenas se soltaram quando meu orgasmo estava mais próximo que o seu. Taehyung tinha prendido por tanto tempo que, porra, seus gemidos eram tão graves quanto eu pensei que podiam ser, além de deliciosamente altos, reconfortantes para que eu soubesse que ele também sentia o prazer tomar cada célula de seu corpo.

Entrelacei nossos dedos, aproveitando sua palma próxima, apertando a sua mão como se fosse uma mulher num trabalho de parto.

E não ousei soltar quando a última estocada que Taehyung deu — pra mim, não pra ele — explodiu ainda mais que o orgasmo do boquete. Ele havia sido tão majestoso que tinha me deixado gozar duas vezes no mesmo dia.

Taehyung me mata, eu sei que um dia ele vai fazer isso.

Suas estocadas aumentam gradativamente depois que ouviu meu último gemido. Seu corpo estava suando contra o meu, que se encontrava no mesmo estado. Ouvir meu nome sair de sua boca durante seu orgasmo foi algo do paraíso, não podia me sentir mais feliz ao ouvir sua voz.

Era a segunda vez que já passava da meia-noite e eu ainda estava acordado, mas o que tinha acontecido era muito melhor que estar dormindo, eu tinha que admitir.

— Você acaba comigo... — acariciei seus dedos, ouvindo o ventinho de sua risada abafada contra minhas costas. — é sério.

— Não se você não acabar comigo antes, doce. — levou sua boca até minha mão, indo beijá-la, e quando fez, subiu até que chegasse em meu ombro, momento qual me senti disposto para virar e beijá-lo.

Calmos pela primeira vez — não dele, mas de nós dois, juntos —, o beijo nem chegou a se intensificar ou durar muito.

— Você me cansou, Seokjin. — ele se jogou ao meu lado. — eu não quero nem levantar pra ir tomar banho, meu Deus.

— Fez porque quis, porco.

O tapa que Taehyung me deu foi tão fraco que nem chegou a doer.


Notas Finais


*; masoquismo, entendam.

————|♡|

cARALHO FINALMENTE
Tudo bem meus bebêzinhos eu amo vocês demais você são tão pitiquinhos ai que saco vocês são lindos e--- ok eu tô pensando em criar um grupinho dos leitores pra gente interagir mais, posso até passar mais tempo no whatsapp, o que vocês acham?

Quem botava expectativa que seria nesse capítulo? Logo depois de acontecer o que aconteceu? Eu realmente tentei fazer algo bem do caralho mesmo que não conseguisse. Dei uma pistinha na nota final do capítulo passado e vocês nem tchum, mas mamãe ama mamãe cuida.

Enfim, eu adorei fazer esse capítulo e, finalmente, depois das trezentas provocações, dos trezentos "me come" e as coisas do caralho, aconteceu. Agora seokjin já pode sossegar o cu e ficar na dele. Um passo enorme na relação deles que eu adorei fazer com que eles pudessem dar.

Não esqueçam de falar o que acham sobre o grupo, ok? Amo vocês e até a próxima.


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