História Elis Está em Casa? - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun
Tags Amor Não Correspondido, Baekhyun, Drama, Hetero, Ilusão, Irmãs
Visualizações 75
Palavras 1.599
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OE GENTEEEEE

Fazia um tempo que eu não escrevia uma fanfic com mais de um capítulo, já que depois de terminar a minha outra, 15 Anos, acabei resolvendo tirar um tempo de "folga" para me recompor.
Mas agora estou de volta com essa fanfic maravilhosa, que possivelmente representa uma boa parque das garotas que já tiveram aquele "amor a primeira vista" por algum carinha dentro do ônibus hahahahaha.
Espero que gostem, pois, eu escrevi essa fic com todo o meu coração <3

Capítulo 1 - A Aparição de Alguém Inesperado


Tinha em mente algo que eu precisava lhe dizer. Mas por pensar mil coisas ao mesmo tempo, por agora, não lembro o que era. Eu não sou muito boa em apresentações, então irei dar para você a função de imaginar quem eu sou. Use sua mente e imagine o que quer que eu seja.

Você leitor, deve estar imaginando que sou apenas mais uma garota de 20 anos inconformada por ter um amor não correspondido, e claro, você não está errado. Porém, existe algo, além disso, caso contrário eu não estaria escrevendo a estória triste e clichê da minha vida. Sem mais delongas, irei começar contando tudo do início, pois só assim você irá compreender o que se passa dentro do meu abismo.

Se eu tivesse aceitado que aquilo era apenas uma paixão passageira, provavelmente eu não estaria escrevendo isso. Se eu não tivesse regado à semente, provavelmente eu estaria bem.  

    Era oito horas da manhã de uma sexta feira gelada. O frio, que fazia alguns negativos, me impedia de levantar da cama para sobreviver a mais uma das aulas chatas da faculdade, porém, Elis, minha irmã mais velha, fazia questão de me gritar a cada dois minutos.

    — Nós iremos perder o ônibus — gritava ela — Se levanta agora.

    Olhei para o meu relógio e vi que Elis estava certa, ela sempre estava. Nós iríamos nos atrasar. Arrumei-me o mais rápido que podia, e sem tomar café da manhã nós duas saímos de casa às pressas para não perder o ônibus.  

    Elis não estava nos seus melhores dias. Havia terminado um relacionamento de três anos e o seu mundo não estava rodando da forma que ela achava que deveria rodar. Sempre foi muito quieta, demonstrava poucas expressões, e isso me frustrava, já que nunca me permitia uma visita rápida em seu mundo para lhe ajudar. Éramos apenas duas irmãs que às vezes não se aturavam.

    Responsável, estudiosa e bêbada. Essas três palavras são as que descrevem minha irmã. Desde a nossa adolescência, Elis nunca ligou muito para a sua aparência, vestia qualquer roupa que encontrava pela frente, arrumava o seu cabelo de qualquer jeito e saia sem se importar com as opiniões alheias ao seu respeito. Somos o oposto uma da outra, já que ficava horas apenas escolhendo uma roupa para ir ao supermercado. Eu não entendia o porquê ela era assim, já que a meu ver ela tinha um lindo rosto.

    Poucos segundos após chegarmos ao nosso ponto, o ônibus que tanto esperávamos havia chegado. Nós duas sentamos num dos bancos perto da porta, Elis na janela e eu no corredor. Aquela manhã tinha tudo para ser como as outras passadas, exceto por eu ter me apaixonado à primeira vista por uma cara que havia acabado de entrar no mesmo ônibus que eu. Apaixonar-me à primeira vista não estava nas minhas metas para aquele ano, e muito menos para os anos seguintes. Mas vê-lo entrar com um lindo sorriso no rosto acabou me fazendo pensar duas vezes nessa possibilidade.

    Algo naquele cara me fez pensar que ele era diferente, já que um sorriso em plena manhã de uma sexta feira estava estampado em seu rosto. Quem ficaria feliz sendo obrigado a acordar cedo no frio sabendo que existe inúmeros motivos que o levaria a ficar em casa dormindo? Bochechas rosadas por causa do frio, olhos puxados e cabelos claros e brilhosos como petróleo. Foi por um cara assim que me apaixonei.

Em algum momento da sua vida, você provavelmente já teve uma paixão de ônibus, de trem ou até mesmo de fila de supermercado. É provável que já tivesse tantos que nem ao menos se lembra de seus rostos. Se você não se lembra, sorte a sua, pois no meu caso não me esqueci.

    Elis não o notou, já que sua atenção estava voltada para o que estava através da janela do transporte público e, principalmente, para a música Crazy do Aerosmith que tocava alto em seu fone de ouvido.  

    Por um momento eu achei que os meus olhos tivessem se cruzado com os dele, mas eu estava enganada. Pois assim que ele se aproximou do lugar vago que havia próximo ao meu, a atenção dele também se concentrou para a mesma janela que Elis olhava profundamente. Afinal, o que uma janela de ônibus poderia ter de tão interessante para os dois naquela manhã? Naquela época eu não havia entendido.

    Quando chegamos ao nosso destino, Elis me puxou com uma rapidez inquestionável ao descer do ônibus, assim me impedindo que dar uma última olhada no meu amor trem-bala. Fui embora sem ao menos saber o destino dele.

 

“Poderia isso ser amor à primeira vista, ou eu devo passar aqui de novo?”.

 

    — Você viu aquele cara? — Perguntei com entusiasmo para Elis. — Ele é tão bonito!

    — Não, não o vi. — Respondeu ela com um tom seco — Além disso, minha prioridade nesse exato momento é terminar minha faculdade e não ficar analisando quem é bonito e quem não é dentro do ônibus.

    — Pode ao menos esquecer um dia suas obrigações da faculdade e tentar se divertir e experimentar coisas novas na sua vida? Você é tão entediante.

    — Experimento coisas novas todos os dias quando saio com os meus amigos ou até mesmo sozinha. Você é a única aqui que acha que sai da rotina, acha que ir a lojas de cosméticos comprar um batom novo a cada dia é fazer algo diferente. A verdade é que você está presa no seu mundinho feito de contos de fadas, onde está vivendo apenas pelas aparências com medo do que as outras pessoas possam achar de você. Acorda irmã, você está vivendo uma farsa.

    Elis sabia exatamente onde machucava. Ela era assim, e não poupava esforços para fazer isso. Falava o que queria na hora que bem entendesse, se machucava a pessoa ela não ligava.  

    — Se quer viver algo verdadeiro, me espere hoje para sairmos juntas com alguns amigos meus. — Complementou.

    Eu até já poderia imaginar as conversas filosóficas e entediantes que ela e seus amigos poderiam ter. Mas eu considerei o convite dela, já que meus amigos estavam ocupados com seus trabalhos e alguém teria de pagar pela minha cerveja naquela sexta.  

 

-x-

 

    Meu horário de aula havia acabado, e acabei indo para o bloco onde ficava a sala da minha irmã. Elis era 5 anos mais velha do que eu, e já estava na sua segunda faculdade, cursou primeiro Filosofia e logo depois começou Psicologia. De certa forma eu a admirava, já que buscava sempre ser independente e nunca deixar nossos pais pagarem por nada seu. Todo o seu futuro já estava planejado em sua mente, eu a invejava, já que mesmo estando numa faculdade eu me sentia insegura. Ela tinha a confiança que eu ansiava em ter.

    Após algumas horas esperando Elis, ela e seus amigos finalmente haviam aparecido. Todos os seus amigos se pareciam com ela, alguns mais velhos do que outros, uma mistura de poetas, bêbados e filósofos. Era confuso distinguir a personalidade de cada um deles, pois eram tão iguais e ao mesmo tempo diferentes um dos outros.

    — Pessoal, minha irmã irá sair com a gente hoje. — Disse Elis.

    — Isso é um pouco estranho, ela nunca sai com a gente. Mas por ora, é um prazer te conhecer – disse uma de suas amigas que tinha o cabelo pintado de azul.

    — É um prazer também. — respondi tentando não demonstrar muito o meu nervosismo.

    Fomos para uma lanchonete que ficava perto da nossa universidade, todos nós nos sentamos em forma de um círculo e passamos a conversar assuntos diversos, alguns até mesmo sem nexo. Algumas coisas eu não entendia, coisas como a Maiêutica e Platão e o mundo das ideias, Elis era a encarregada sobre me explicar essas coisas. Assuntos que eu nunca havia conversado antes, eu experimentei pela primeira vez.

    Aquilo era viver de verdade segundo Elis? Pois para mim era algo totalmente entediante, já que conversar sobre filosofia e astros não era uma das minhas coisas favoritas. O que Elis não sabia, era que o viver dela é diferente do meu.

    E no meio aos assuntos aleatórios, um dos colegas da minha irmã se levanta da mesa.

    — Aonde você vai? — perguntou Elis.

    — Um colega meu acabou de me mandar mensagem. — respondeu o garoto — Parece que ele está aqui por perto, irei me encontrar com ele e trazê-lo aqui.

    — Ok, traga-o. Mas volte rápido, a próxima rodada é por sua conta. — Elis deu uma gargalhada.

    Alguns minutos tinham se passado, e num momento o colega da minha irmã havia voltando com um sorriso sarcástico no rosto, um sorriso de quem iria acabar saindo escondido quando chegasse a hora de pagar a conta. Atrás dele, aparentando estar envergonhado, estava o seu amigo vestido uma camiseta branca com uma jaqueta de couro preta por cima com as mangas arregaçadas. Notava-se de longe o seu coturno preto sujo de lama. Eu me perguntava há quanto tempo ele estava sem lavar aquele sapato.

    De início eu imaginava que poderia estar vendo coisa, já que eu estava no meu quarto copo de cerveja. Mas após piscar algumas vezes e olhar atentamente eu percebi que quem eu menos esperava estava ali. O rapaz do ônibus, sua aparência era a mesma da qual eu me lembrava. Qual a chance de encontrar duas vezes seguidas em apenas um dia a pessoa mesma pessoa que fiquei interessada?

    — Pessoal esse é o meu colega. Ele se transferiu hoje para a nossa universidade.

    — Olá, eu me chamo Byun Baekhyun. — disse o rapaz com um sorriso constrangedor no rosto.

    Antes eu não sabia o seu destino, mas agora sei o seu nome.


Notas Finais


O QUE ACHARAM? TORÇO PARA Q TENHAM AMADO HAHAHAHAHA Deixe o seu comentário expressando a sua opinião, pois ele ajuda a incentivar o escritor.

Então gente, eu acabei resolvendo escrever essa fanfic pq resentimente eu acabei gostando de um carinha que entrou no mesmo ônibus que eu voltando da faculdade. Como algumas amigas minhas daqui já sabem, eu criei uma amizade com ele e no final nada aconteceu como eu queria ( AS COLEGUINHAS VIRAM OS MEUS CHOROS NA TL NÉ? HAHAHAHAHAHAHAH).
E com isso q acabei passando, eu tive a brilhante ideia de criar essa fanfic, que terá apenas 4 capítulos. Claro que o que está nela não aconteceu realmente comigo. Porém, a ideia central da personagem ter se apaixonado por um cara que pegou o mesmo ônibus que ela foi baseada na minha experiência.
Acredito também q quase todas as pessoas do mundo já tiveram um "amor a primeira vista" por uma pessoa que vimos no ônibus, no supermercado, ou até mesmo na fila do banco. Então acredito que essa fanfic irá representar muito bem essas pessoas além de mim mesma.



ESPERO QUE TENHAM GOSTADO DESSE PRIMEIRO CAPÍTULO <3
CONTO COM O COMENTÁRIO DE VOCÊS PARA SABER A REAL OPINIÃO DE VOCÊS <3

Beijos de luz para todos que leram até o final <3

Tenho que agradecer imensamente à duas pessoas: @Narylee por ter betado essa capítulo e a @shinobidesu por ter feito essa capa maravilhosa <3


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