História Elite - Capítulo 12


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags @astaenautic, @avalonmors, Bangtan Boys (BTS), Bottom!jk, Bttm!jk, Gang!au, Gangsterau, Jeon Jungkook, Jungkook, Professor!au, Taehyung, Taekook, Top!tae, Vkook, Yaoi
Visualizações 282
Palavras 3.910
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


voltei com +1 cap
perdão pela demora!! xc
devo dizer q vem treta por aí~
boa leituraa <3

Capítulo 12 - Owl, Symbol of Wisdom


— SEOUL, HONGDAE,

 22:45, 1 de agosto de 2017. 

— Onde estamos indo?! — O garoto exclamou enquanto era puxado pelo homem animadamente, ambos caminhando apressados pelos becos vazios do bairro de Hongdae.

— Eu só tive uma ideia, Kook-ah. — Justificou, não sendo o suficiente para que o outro compreendesse ao certo do que podia se tratar a tal ideia.

Continuou puxando-o até chegarem em frente a um estúdio de tatuagem, situado em um beco escuro, mas que era iluminado somente pelas luzes da fachada do estabelecimento. Os olhos do mais jovem miraram a plaquinha que brilhava e dizia claramente que estava “fechado”. O homem ao seu lado tinha uma expressão animada enquanto também olhava para o local.

O mais novo ficou alguns segundos perdido, deixando de mirar a frente do estúdio, para olhar para o moreno ao seu lado. Podia ouvir claramente seu coração bater forte e acelerado, assim como podia sentir também o calor das mãos dadas. O brilho nos olhos do homem era fascinante. 

— Mas está fechado. — Disse, por fim, desviando sua atenção do homem, querendo evitar sentir-se tão afeiçoado por ele. Acabou recebendo uma expressão ainda mais sapeca por parte do mais velho, que abriu a porta do estúdio e adentrou-o. 

Ao entrarem no local, perceberam que haviam dois rapazes conversando e bebendo. Ambos ficaram surpresos e assustados com a chegada dos dois. 

— Ei, não sabe ler?! — Um deles exclamou irritado, levantando-se para confrontar o moreno, mas recuou por notar a grande diferença de altura. 

— Estamos fechados fechados. — O outro tentou dizer, mas Taehyung já retirava a carteira do bolso e tirava algumas notas de dinheiro.

— Isso serve? — Indagou jogando-as sobre a mesinha bagunçada com algumas garrafas de Soju ali.

Os dois jovens, que certamente eram os tatuadores do estúdio, se entreolharam confusos e espantados. Observaram a quantia jogada sobre a mesa e simplesmente não podiam negar serviço, mesmo o estabelecimento estando fechado.

— Oh, isso é só uma gorjeta por abrirem para nós agora. — O homem completou, vendo um deles dar de ombros e pegar o dinheiro, se levantando.

— Toma. — Disse entregando o catálogo de exemplares de desenhos. 

— Obrigado. — O Kim agradeceu sorrindo, pegando em mãos a pasta e curvando-se para pegar também uma garrafa de Soju, sorrindo gentilmente para os dois tatuadores que o observaram andar até a cadeira e se sentar, colocando o catálogo sobre o colo e folheando-o.

Jeongguk se colocou ao lado do homem, enquanto este folheava as opções sem parar, não encontrando nada que lhe fosse do agrado. Ele tinha diversos desenhos magníficos pela pele, então, encontrar algo que fosse de seu gosto agora, depois de ter várias exigências já tatuadas, era complicado. 

— Vai fazer mais uma tatuagem? — O mais novo indagou pendendo a cabeça para o lado em confusão, mantendo o olhar fixo ao outro, atento e determinado em folhear os exemplares de desenhos. Ao que parecia, o homem já tinha alguns diversos desenhos definitivos na pele.

Nós vamos. — Respondeu sorrindo, abrindo a garrafa de Soju e tomando um gole, segurando-a em uma de suas mãos. 

Os olhos do Kim se encheram de pura empolgação assim que miraram algo que lhe clamou a atenção naquele par de páginas em específico. O Jeon tentou descobrir o que poderia ser, mas não encontrou nada especial.

— Ei, ei, garoto, vamos fazer algo assim. — A voz rouca indagou risonha, provavelmente alterada levando em conta que estava ingerindo naquela noite, naquele exato momento, sua terceira garrafa de soju. Mesmo a melhor pessoa para suportar o álcool acabava chegando ao limite se beber demais o destilado.

— Por que está me chamando de garoto? — O menor estalou a língua irritado, cruzando os braços logo em seguida. 

— Kook-ah. — O moreno ergueu o olhar e chamou-o, amolecendo seu coração no mesmo instante em que pronunciou tal apelido com tamanha sinceridade e pureza. 

— O que quer fazer? — Perguntou, curvando-se para mirar melhor os exemplares daquelas duas páginas. 

— Vamos tatuar as iniciais de nossos nomes e o ano em que nascemos, no estilo dessas letras. — Sorriu retangular, enquanto dava a ideia para o mais novo.

Por alguns instantes, Jeongguk se perdeu naquele sorriso retangular e único. O modo como Taehyung sorria naquele momento era tão verdadeiro que o mais novo não ligava nem um pouco se ele estava um pouco alterado por conta do álcool. De fato, não se importava. 

— Qual o significado disso? — Arqueou uma das sobrancelhas, sorrindo também por ver a ingenuidade e a simplicidade do outro. 

— Assim não vai se esquecer tão fácil de mim, Kook-ah. — Justificou ainda mantendo o sorriso retangular e verdadeiro nos lábios; já chamando por um dos tatuadores, estendendo-lhe o catálogo e apontando para a referência escolhida.

— Sinceramente. — O Jeon resmungou suspirando fundo. — Quando vai me dizer seu nome? — Questionou mirando o moreno, que àquele ponto, havia explicado os detalhes do pedido do desenho. 

— Hum? Por enquanto, pode me chamar de Hyung. — Sugeriu, nem fazendo ideia do quão teimoso aquele garoto era e que era tão orgulhoso que nem tinha a audácia de chamar alguém de hyung. 

— Eu já disse que nem em sonho vou te chamar de hyung. — O mais novo voltou a insistir, recebendo um olhar apreciador do homem. 

— E eu já disse que o Hyung vem do meu nome. — Defendeu e o Jeon se conformou com aquilo. Não entendia muito bem por que o homem não se apresentava devidamente, mas sabia que ao menos teria algumas pistas sobre ele se fizesse tal tatuagem. 

Naquela noite, depois de praticamente subornar os dois tatuadores com uma grana a mais pagando uma entrada especial no estúdio, Taehyung e Jungkook tatuaram as iniciais de seus nomes e o devido ano em que nasceram. 

O Kim sorriu e riu tanto que nunca havia se sentido tão em paz, mesmo estando em uma viagem a negócios na cidade. Aquele garoto era especial e a única coisa da qual se arrependia era de apenas tê-lo encontrado durante a noite em todos dias em que ficou em Seoul, se arrependia de não ter aproveitado o bastante. Isso até o momento em que o Kim ainda se lembrava daquele que chamava de Kook. 

—(•·÷[]÷·•)—

 Taehyung se encontrava um tanto surpreso, além de indignado. 

O que o jovem de cabelos rosados fazia ali? Que assunto ele podia ter a tratar com os Jeon? Se as intuições do Kim não lhe falhassem, talvez, ele fosse algum dos capangas de Sihyuk? Impossível. 

— Por que não estava atendendo minhas ligações? — O velho indagou para o jovem, que já entrava na casa e se aproximava dos dois, exalando uma áurea de pouca preocupação. Seu olhar de relance pairava sobre o moreno, analisando-o por completo. 

Estava em outros trajes, além de estar claramente usando óculos como um homem intelectual e um tanto geek demais. Não pôde evitar sorrir perante a diferença com que havia se deparado. 

— Estava ocupado, Sihyuk-ssi. — Respondeu simples. — Me divertindo nas noitadas maravilhosas de Seoul. — Provocou, mirando Taehyung. Era óbvio que também não podia evitar tirar uma onda com aquela situação, até porque pôde perceber o quão o homem parecia importante, do modo que estava trajado e sendo guiado por Sihyuk tão próximo. 

— Desculpe-me, esse é o renomado professor de meu filho que te falei, Kim Taehyung. — Sihyuk apresentou o Kim, que se curvou para o jovem de madeixas rosadas. — Kim, esse é..

— Eu sei. — O Park sorriu, atropelando as palavras do velho Jeon. 

— Sabe? — Sihyuk estranhou indagando de imediato. — Vocês se conhecem? — Questionou arqueando uma das sobrancelhas surpreso, entreolhando tanto para o Park quanto para o professor.

— É claro! Taehyung foi meu professor na faculdade. — Abriu um sorriso inocente olhando para o Kim, tal olhar carregado de segundas intenções, que não passou despercebido pelo mesmo. 

— Que coincidência! O mundo é realmente pequeno! — O homem disse gargalhando e se virando, voltando a caminhar. — Taehyung, irei resolver uma coisa rápida com o Park e lhe espero em meu escritório. — Disse, começando a subir os degraus. 

O de cabelos rosas deu um passo para a frente, aproximando-se do Kim. 

— É muito bom nos encontrarmos de novo, Tae-ah. — Sussurrou no pé do ouvido do homem, que sorriu gentilmente como se estivesse a concordar. — Ou melhor, seonsaeng Taehyung? — Provocou, se colocando a seguir Sihyuk, subindo as escadas. 

O Kim suspirou pesado e se virou, olhando para os dois subindo a escada. Desviou seu olhar para outra pessoa que também estava aproveitando da cena de um campo de visão um tanto superior e alto; Jeon Jungkook estava ali, debruçado no corrimão da escada. Percebeu o quão o mais novo, de longe, tinha um semblante desagradável. 

Seus olhares se encontraram em uma fração de segundo e logo o mais novo desviou, virando-se de costa e apoiando-se no corrimão por perceber que seu pai e o jovem de cabelo rosa já haviam subido a escada e estavam prestes a passar por ele.

— Jeongguk, não deveria estar estudando? — Sihyuk perguntou assim que chegou perto do filho, notando-o totalmente desocupado vagando pela casa. 

— Ah, sim, abuji. Estou tomando um ar. 

— Acho bom que esteja, Jeon Jungkook. — O homem já deu um sermão no garoto, passando por ele acompanhado do jovem. 

Hum, Jeon Jungkook?, Jimin indagou-se mentalmente, enquanto passava também pelo de cabelos negros ali, analisando-o por completo. Oh, Kook? Jung..kook? Não poderia ser, poderia?, sugeriu desviando o olhar para o professor no andar debaixo, um sorriso um tanto irônico brotando em seus lábios por tal sugestão.

Heh, interessante.. — Resmungou virando seu rosto para trás e olhando de relance outra vez para o Jeon debruçado no corrimão. 

Taehyung suspirou pesado antes de também subir a série de degraus, seguindo para seu quarto. Sua mente sendo esfolada por um turbilhão de pensamentos; não sabia mais o que deveria se atentar em decifrar, se Jeon Jungkook era realmente e com total certeza, o garoto de dois anos atrás ou então, quem era o jovem de cabelos rosas? Park?

Esperava encontrar o Jeon ainda por ali, quando subisse a escada e chegasse ao segundo andar, mas ele não estava mais. O Kim ponderou o que podia estar acontecendo. Tinha a leve sensação de que Jungkook estava evitando-o.

O Kim pôs-se a esperar que o de cabelos rosados saísse do escritório do velho, para assim poder ir até lá tratar os assuntos pendentes que segundo o mesmo, eles haviam pendentes. Não sabia o certo do que podia se tratar, mas provavelmente, Sihyuk queria saber sobre o empenho do filho.

E mais uma vez, Tae estava certo. Talvez o Jeon fosse tão previsível quanto ele podia imaginar. Talvez, estar naquela casa e próximo de seu maior rival, Taehyung podia estudá-lo minuciosamente. Estudando-o para derrotá-lo sem hesitar ou falhar; derrotá-lo de uma vez por todas.

— Não pude estar aqui nessa primeira semana, Kim. Peço desculpas por isso, não sei como meu filho se portou. — O Jeon começou seu discurso, atraindo um olhar um tanto minucioso do professor.

Não pôde estar, porque estava jogando sujo, maldito., pensou enquanto analisava o homem, que marcava alguma coisa nas papeladas, nem atentando-se a encarar o Kim nos olhos. 

— Não se preocupe com isso, senhor. — O Kim sorriu. — Seu filho é um jovem muito talentoso. — Comentou mantendo o sorriso apreciador e gentil nos lábios.

Especialmente talentoso..., refletiu, por pouco não deixando seu sorriso tornear para o lado malicioso. Sentia-se satisfeito, não dava a mínima pelo homem não ter estado presente, estava mais do que agradecido. A primeira semana havia sido ótima, apesar das coisas estarem correndo um tanto rápido demais, além de diversos contratempos importunos terem surgido. 

— Jeon Jungkook é talentoso. — Sihyuk concordou, desviando a atenção da papelada e mirando um ponto qualquer pensativo. — Ele aprende muito rápido. — Sorriu, exalando o orgulho que sentia pelo garoto. 

Taehyung duvidou um pouco do que aquele orgulho podia significar, de verdade. Jeongguk aprendia rápido? Pelo menos, nos estudos, ele só sabia não prestar atenção e nem se dar ao trabalho de fazer os exercícios. Isso seria aprender rápido? De alguma forma, o Kim ficou um tanto intrigado.

— Bom, eu diria que, Jeon Jungkook tem muitos talentos e é realmente um menino de ouro. — O velho sorriu, voltando a fazer as anotações. — Apesar de ter desenvolvido um temperamento desagradável, ele ainda continua um bom garoto. Fico feliz em saber que ele não lhe deu tanto trabalho! — Comentou aliviado. 

— De modo algum, senhor. — Taehyung sorriu também. Odiava agir com tanta falsidade, mas naquele instante, ele não era ninguém menos que o mero professor do filho de Jeon Sihyuk. Não podia se entregar ao ódio, ao rancor ou a raiva, por mais que os sentisse em excesso fluindo pelas suas veias. 

— Isso é um bom começo. — Sihyuk disse. — Faz um tempo que Jeongguk não aceita um professor decentemente, o que quer dizer que você também é especial, Kim. — Olhou para o moreno, abrindo um sorriso peculiar. 

Taehyung agradeceu pelo elogio, mas permaneceu a conversa toda com um pé atrás. Sihyuk parecia convencido demais para o gosto do líder da Lions Cartel. Algo parecia ter sido bom demais para o maldito Jeon, o que deixou o Kim irritadiço, além de ponderar o que o desgraçado havia ido fazer em Daegu. Sem dúvidas, algo bom não seria. Jamais.

Foi dispensado após discutirem sobre seu salário e outras questões que giravam em torno de seu cargo na casa. No entanto, nada que fosse realmente relevante ou de verdadeiro interesse do Kim.

Suspirou fundo e iniciou trajeto em direção ao seu devido quarto na residência. Sentia estar sendo observado e quando buscou, discretamente, por alguém que o observava, encontrou o de cabelos rosados outra vez, vagando pelos corredores como quem não queria nada. Mas Taehyung sabia que ele estava seguindo-o desde que saiu do escritório do Jeon.

— Você é muito mais ligeiro do que eu poderia imaginar, Tae-ah. — O Park comentou, encostando-se na parede, encarando o outro da cabeça aos pés, como se quisesse arrancar dele seus maiores segredos somente com o olhar.

Taehyung abriu um sorriso gentil e devolveu o olhar, só que o seu era de puro fingimento de falta de compreensão. Aquele jovem não era nada ingênuo. Sem dúvidas havia matado a charada logo que se colocou ao par da situação. E se tudo que aquele Park lhe disse fosse verdade? O Kim estava em apuros, até porque ficara óbvio que Kook era Jeon Jungkook, filho de Jeon Sihyuk. 

— Desculpe, não sei do que está falando, Park… — Olhou para o de cabelos rosas. Não sabia seu nome ainda, apenas seu sobrenome.

— Jimin. — Respondeu, sorrindo de um modo peculiar. — Park Jimin. — Se apresentou devidamente, deixando Taehyung sem palavras.

Tudo fez sentido no exato momento em que o jovem ali pronunciou o próprio nome completo. Park Jimin, o novo líder da gangue Third Eye Owls. Aquele que enviou-lhe cabeças de seus capangas e ameaçou-o. Um dos aliados mais fortes de Jeon Sihyuk.

O homem ergueu um olhar cuidadoso, mirando o Park de modo intenso e fixo durante alguns segundos Ele não sabia quem Taehyung era, sabia? 

A tatuagem..?, ponderou Tae reflexivo. Se fosse verdade que haviam passado noites juntos 2 anos atrás, segundo o Park, com certeza sua tatuagem símbolo da Lions Cartel, havia ficado exposta. 

Tal pensamento fez o Kim irritar-se ainda mais. O que estava acontecendo? Nada realmente chegava a fazer sentido ou sequer parecer real para si, porque não se lembrava. Não se lembrava de nada que ele mesmo podia acreditar. Tudo que estava se baseando era em fatos contados pelos outros. Como saberia o que era verdade e o que não era? 

De qualquer forma, o melhor era continuar no papel de jovem professor contratado pela família Jeon. Um jovem professor que, 2 anos atrás, esteve em Seoul e como qualquer ser humano, viveu sua própria vida pessoal como bem quis, estando naquela boate, não se importando quem era, um suposto professor renomado ou simplesmente o homem Kim Taehyung, líder de uma gangue.

— Prazer. — Manteve seus modos e estendeu sua mão em direção ao outro, levando em conta que estavam se conhecendo de verdade naquele instante. Mas também, porque queria despistá-lo o quanto antes, não podia deixar uma brecha para que houvesse suspeitas sobre quem era de verdade.

Jimin sorriu um tanto malicioso e apertou a mão do Kim com certa força, aproximando-se o bastante em uma questão de segundos.

— Eu aposto que o prazer é todo seu, senhor Kim. — Sussurrou ao pé do ouvido de Taehyung antes de se afastar e se retirar com um sorriso de segundas intenções nos lábios. — Espero que trate bem seu querido aluno. — Debochou enquanto se afastava, acenando para o moreno.

Sem saber mais o que pensar, Tae permaneceu ali parado durante alguns eternos segundos. Quase tudo não fazia nenhum sentido e por alguma razão, o Kim se sentiu metido em uma cilada. Era como se estivesse tentando destruir um rival bancando o pobre desconhecido que precisa de ajuda e o inimigo soubesse exatamente de seu plano.

Se pôs a seguir para seu devido cômodo, adentrando o mesmo sem mais delongas. Olhou em volta enquanto afrouxava o nó de sua gravata, livrando-se um pouco do sufoco daquele traje. Notou algo que não estava ali anteriormente; uma das apostilas que estava usando com seu aluno. 

Caminhou em direção ao livro aberto em uma página específica e seus olhos percorreram desde o assunto que se tratava naquele par de folhas até o bilhete ali disposto, anotado em um pequeno pedaço de papel rasgado.

“Eu não entendi esse exercício.”

Simples assim. O recado de Jeon Jungkook se resumia a uma pequena frase, que Taehyung imediatamente entendeu o que significava.

Em momento algum seria aquele garoto estudando em pleno sábado e tendo dúvidas. Muito pelo contrário. Essa era sua desculpa para que o professor fosse até si. A questão era: por que Jungkook iria querer isso? Talvez tivesse a ver com o acontecido do dia anterior, o modo como agiu estranhamente e se trancou em seu quarto?

O Kim pegou a apostila em mãos, fechando-a e deixando o bilhete marcando a página cuja continha o tal exercício que o Jeon supostamente não havia entendido. Pegou também seus óculos sobre a cômoda, colocando-os e saindo do quarto outra vez.

Dessa vez seguiu para a sala de estudos, até porque não seria nada conveniente ser visto entrando no quarto de seu aluno. Pelo menos não com Jeon Sihyuk sob o mesmo teto que eles. 

Como esperado, assim que abriu a porta levemente encostada, se deparou com o garoto ali dentro, sentado sobre a mesa com uma expressão de poucos amigos. O olhar do mais novo mirou o homem de imediato. 

— Fecha a porta. — Seu tom de voz soou mais como uma ordem do que um pedido e mesmo assim, o Kim acatou-a.

Enquanto caminhava em direção ao jovem rebelde que parecia estar fazendo pirraça, começando pelo fato de estar sentado na mesa e não na cadeira, o professor abriu a apostila na página, ajeitando seus óculos sobre o nariz.

— Sente-se, Jungkook. Vou lhe explicar essa questão que tem dúvidas. — Disse simples, percebendo o olhar incrédulo do Jeon, que no mesmo instante, saltou da mesa para agarrá-lo pelo colarinho.

Um olhar extremamente ameaçador, mas que havia exposto também certo teor de angústia e fragilidade. O que Jeongguk tinha, exatamente?

A verdade era que Taehyung era cuidadoso e mais do que precavido. Com todas aquelas coisas acontecendo, ele não sabia ao certo em quem deveria confiar mais. Não tinha mais tanta certeza se Jeon Jungkook era mesmo um jovem inocente que acreditava ser de uma mera família de elite ou se no fundo, o garoto sabia que tanto luxo ostentado vinha de ações que rendiam muito dinheiro sujo. 

— Qual é o seu problema?! — Exclamou arrogante, sua expressão demonstrando o quanto o Jeon parecia decepcionado. — Desde o começo eu te achei familiar. Por que você está aqui?! — Seu aluno praticamente gritava e tal fato incomodou o Kim. Se alguém acabasse ouvindo, causaria problema e agora com o dono da casa presente, era a última coisa que o homem iria querer. 

— Jungkook.. — Chamou-o, devolvendo o olhar sério. — Podemos conversar em outro lugar mais tarde, talvez? — Sugeriu, vendo o outro parecer ainda mais irritado.

Tal irritação transposta nos olhos do Jeon durou poucos segundos. Até mesmo alguém impulsivo e problemático como ele, conhecia a palavra limite. E bem, quando se tem uma relação delicada como a de um aluno e professor domiciliar, uma relação como a deles era ainda mais complicada se as coisas saíssem do controle.

Não chegaria a dizer que tinham alguma relação a mais de verdade, mas somente o fato de terem passado uma noite juntos mudava tudo completamente. Somente esse fato de compartilhar um segredo considerado proibido, acabava requerendo um tratamento com certo limite esclarecido. 

Jungkook não podia nem imaginar seu pai descobrindo que ele havia dormido com seu professor, muito menos poderia sequer descobrir das noites que passou fora na primavera 2 anos atrás, quando ainda era inocente demais e pensava que ser um adolescente rebelde mudaria seu futuro, porque afinal de contas, Jeongguk estava fadado a uma causa maior.

Sem dizer nada, o mais novo soltou a gola da camisa social do Kim e o encarou daquele jeito nada agradável. Aquele jeito esclarecedor de que estava furioso e muito angustiado com o que quer que fosse.

— 193, Itaewon às 00:30. Seja cuidadoso. — Foi a única coisa que o Jeon proferiu antes de se retirar, batendo os coturnos firmemente sobre o carpete da sala.

193, Itaewon…? Esse endereço..

Antes que pudesse questionar o por que de Jungkook ter escolhido aquele endereço, as coisas logo fizeram sentido. Aquele era o número da boate Holic, situada no bairro de Itaewon. Taehyung tentou de todas maneiras, fingir que era uma simples coincidência, mas ele tinha a sensação de que descobriria toda a verdade mais tarde quando se encontrasse com seu aluno fora da residência dos Jeon. 

—(•·÷[]÷·•)—

A entrada de um dos homens ao escritório atraiu a atenção do loiro, que afastou o olhar da leitura em seu monitor e observou-o se curvar antes de deixar sobre sua mesa um envelope. 

— Acabou de ser deixado no portão do prédio. — Proferiu.

— Quem deixou isso? — Perguntou Seokjin, confuso enquanto pegava o envelope em mãos. Se fosse uma ameaça, era só aquilo? Somente uma mensagem, nada mais?

— Não sabemos, chefe. — O homem respondeu.

— Que seja. — Deu de ombros o Kim, dispensando o subordinado. 

Atentou-se a olhar o envelope. Observou o remetente, que estava oculto. Conseguiu ler o destinatário, sendo este devidamente intitulado como era naquela vida perigosa. V. Lions Cartel. 

Seokjin suspirou fundo e abriu o envelope, apanhando a folha de papel ali dentro dobrada ao meio. Não hesitou em desdobrá-la para ler a mensagem. 

“Atena: deusa grega da guerra e da sabedoria. Seu fiel mascote era uma coruja.

Símbolo de sabedoria nos dias atuais: coruja. 

Coruja: ave soberana da noite; consegue enxergar através da escuridão. Uma coruja é um ser sábio pois um dia já serviu a mais pura deusa da sabedoria. Ela vê o que os outros não veem.

Por causa desse dom, a coruja sabe muito bem que agora nesse exato momento que a mensagem está sendo lida, passados 5 minutos que ela fora entregue, o hábitat dos leões irá ruir. Pedaço por pedaço. Assim como o das corujas ruiu..”

— Merda. — Foi a única coisa que Seokjin exclamou antes de largar aquela mensagem esquecida sobre a mesa e correr escritório afora, totalmente desesperado com a intuição que teve ao ler aquelas palavras minuciosamente construídas, mas que continham uma peça chave no final. Era como se, de algum modo, Park Jimin, o líder da Third Eye Owls tivesse emitido aquele alerta.


Notas Finais


desculpa a quem tá ficando cada cap + ??? wtff
eu juro q tudo vai chegar a um acordo e no final de tudo, vai ter só uma versão real, ok? n se desesperem! no final, td faz sentido. os meios justificam os fins e assim vai
e agora?? sihyuk joga mto sujo? jimin alertando? q raios?


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