História Elite - Capítulo 14


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Notas do Autor


depois de mais um tempinho, voltei a postar ♡ como está o começo de 2020 pra vocês? já já estamos em no segundo mês do ano, mds, começou ontem parece!!!
enfim
espero que gostem e a partir do 15 não vou estar perdoando muito :x a coisa vai pegar fogo owo

boa leitura.♡

Capítulo 14 - Overthrown Fortress



Taehyung nem sempre foi V, o líder da Lions Cartel. Antes de tudo, ele era Kim Taehyung, o melhor aluno do colégio em que estudou em sua cidade natal, Daegu. E também, um dos únicos alunos que foi capaz de abrir mão de seus sonhos no meio do trajeto que percorria atrás destes. Porque o Kim nascera com certo instinto em sacrificar-se por quem mais amava, isso fazia parte dele, fazia parte de Kim Taehyung.

Invejado por sempre conseguir as maiores notas tanto de sua sala, quanto no rank de melhores da escola toda, o jovem sofria por ser admirado e por ser bom e obter resultados de acordo com seus empenhos. Mas era óbvio que ninguém via isso ou sequer pensava em valorizar. Ao menos seus colegas de classe eram incapazes de crer por estarem cegos à inveja, a mais pura de todas. 

Na época, Taehyung era inteligente, dedicado e acima de tudo, tinha uma beleza que encantava as garotas, tornando-o mais um alvo de garotos arrogantes e que se colocam em um lugar de insuficiência perante a presença de alguém melhor.

— No rosto. No rosto dele, porra! — Um dos garotos exclamou praticamente ordenando enquanto se atentava, junto de mais dois, a socar e espancá-lo.

Nem mais sentia dor de tanto que havia apanhado. Cada segundo, era uma nova região. Chutes e socos eram desferidos pelo seu corpo e rosto todo como se a vida daqueles agressores se resumisse àquilo. Ou se adiantaria bater em alguém inocente, que só prezava por um futuro melhor se dedicando o quanto pudesse naquele presente.

O gosto de sangue era incômodo e a dor em sua barriga devido aos chutes era intensa. Só queria que aquele sofrimento acabasse de uma vez, era a única coisa que queria.

— E agora, nerd? É o suficiente pra você parar de se achar o máximo? — O garoto exclamou se levantando da cadeira em que estava sentado apenas ordenando e agachou-se perante o corpo imóvel do adolescente.

Taehyung nem mais rolava no chão de tanta dor. Apenas ficou parado, uma das mãos pousadas sobre o abdômen que doía como o inferno e a outra cobrindo os olhos, como havia feito até então, tentando não ser atingido em cheio em pontos que com certeza latejariam de dor e inchariam, capaz de impossibilitá-lo de voltar para a escola. 

Jovens como aqueles eram, acima de tudo, covardes. Covardes porque haviam esperado o Kim voltar para casa para pegá-lo de surpresa naquele beco escuro, que com a chegada cada vez mais próxima da noite, tinha pouca iluminação e movimentação, facilitando seu serviço sujo no mais confiável silêncio. 

Quando a única coisa que o jovem queria era que aquilo tudo acabasse e ele pudesse ir logo para casa, no instante em que chegou, encontrou sua casa toda revirada.

Os vasos preferidos de sua mãe haviam virado nada mais que inúmeros estilhaços e as flores que um dia moraram naqueles cacos espalhados, estavam sobre o chão. Até mesmo na cozinha, a diversão de quem quer que fosse, era quebrar coisas frágeis. 

Foi aí que o jovem se desesperou, a coisa mais frágil de todas e a mais importante para si, não estava ali. Seu desespero e o aperto que se formou em seu peito foi enorme. 

Sufocava-se cada vez mais conforme seguia para os cômodos da casa chamando pela mãe. E nenhum sinal dela na casa.

Encontrou um envelope lacrado com um típico selo vermelho, neste desenhado um símbolo peculiar que o Kim até então desconhecia.

Com as mãos trêmulas, o corpo todo doendo e a visão turva, pegou o envelope em mãos e puxou a parte superior para desatá-la do selo e pegar qualquer que fosse o recado deixado.

Desdobrou a folha de papel e se pôs a tentar ler o que dizia. Inicialmente, reconheceu os caracteres chineses que transcreviam a mensagem. 

A segunda coisa que pensou foi que quem havia passado por ali, deveria saber muito bem que o Kim sabia chinês e era por isso que havia enviado o recado na língua. 

"Caso não queira que sua preciosa mãe seja a próxima flor frágil e delicada a perder seu lar de modo tão cruel, trabalhe pra mim. Não terei de pedir mais que isso, terei? -Jay."

Grande parte das coisas que acontecem pelo mundo possuem um estopim. Como um bom e dedicado aluno como Taehyung começou no ramo como avião em sua cidade natal - aquele que faz a intercepção do tráfico de drogas.

E três anos depois, Taehyung andava pelas ruas àquele horário, tarde da noite, de moletom preto e jeans surradas. O olhar mirava cada canto, semelhantes às orbes intensas e poderosas de uma águia, buscava pelos seus clientes.

Virou uma curva que dava para um beco escuro e coincidentemente, reconheceu-o de imediato. Havia sido naquele mesmo beco, onde apanhou daqueles mesmos garotos em um fim de tarde, os garotos que agora estavam se acabando em drogas ilícitas. 

— Quanto é? — O jovem exclamou pegando o pequeno pacotinho das mãos do Kim, que não erguia o olhar para se revelar. — Você é surdo, porra?! Quanto é? — Exaltou-se e empurrou o indivíduo de capuz.

— Quinze dólares. — Respondeu simples, ansiando tanto por ver o rosto indignado do drogado ao ouvir o preço que suas guloseimas estavam custando.

— Que merda é essa? Quinze dólares?! — Sua agressividade começava a aumentar e não somente em seu tom de voz, mas também em suas tentativas de agarrá-lo pelas vestes. — O que estão esperando? Segurem esse merdinha que eu vou dar uma lição nele! — Gritou ordenando seus colegas, os mesmos que três anos atrás, fizeram o trabalho sujo seguindo suas palavras. 

Antes que os garotos pudessem de fato segurar o Kim, este tirou as mãos do bolso e enfim pôde pôr em prática os anos que passou treinando.

Desferiu inúmeros socos nos garotos que tentaram seguir as ordens e após deixá-los rolando agonizados de dor, ergueu a destra cujo punho sangrava consideravelmente graças aos arranhões que acabara de obter, revelando-se para o seu principal agressor de três anos atrás. 

— V-você..— O garoto deu um passo para trás, tamanha a surpresa que foi ver aquele rosto em tanto tempo. — Como..?

— O que aconteceu com você? — Taehyung não conseguiu evitar o sarcasmo e a ironia que transbordava em seu tom de voz. — Sério. Para alguém que tinha inveja de mim, você já era um lixo e agora então? — Indagou com um sorriso de escárnio no rosto. — Foi muito bom te reencontrar, caro colega. — Apoiou a mão sobre o ombro do garoto e se aproximou o suficiente para sussurrar baixo contra o ouvido alheio. — Mas agora eu preciso da grana. — Alertou-o antes de desferir um intenso chute na barriga do garoto, fazendo-o cair ao chão e miseravelmente implorar, tirando notas emboladas do bolso.

A vida que o Kim levava quando era mais novo e ainda um jovem dedicado e empenhado, não mais importou quando adentrou naquele novo mundo. Não importava mais, desde que havia se tornado forte o suficiente para proteger a si mesmo.

E em um novo mundo onde poder era conseguido com facilidade, onde podia-se sonhar alto e realmente atingir tal sonho algum dia, o Kim se envolvia cada vez mais. 

Porém, havia complicações e conforme sua ambição crescia, não mais aguentava apenas trabalhar como avião. Queria mais e mais, algo que o líder daquela tríade chinesa não ousaria dar facilmente para um mero peão.

Pelo contrário, o homem que nunca havia revelado o rosto, havia feito de tudo para controlar a ganância daquele garoto que amadurecia cada vez mais, até que precisou tomar medidas drásticas.

Tae chegava em casa tarde todos os dias. Era uma hora da manhã quando pousava a cabeça no travesseiro e mesmo assim, seus olhos estavam tão abertos que era impossível dormir. Coisa essa que mais parecia sintoma de usuário - por mais que estivesse praticamente traficando, nunca havia sentido vontade de usar -, o jovem tinha por medo, quando percebia que não tinha mais volta. 

Tudo aquilo era um caminho sem volta, uma rua sem saída e aparentemente, sem retorno acessível. Estava encurralado, vivendo como uma marionete controlada por um homem desconhecido, mas que tinha ciência da quantidade de poder que este possuía.

Sentou-se na cama quando ouviu batidas leves na porta de seu quarto. Coçou a nuca desconfortável, não sabendo o que podia dizer se sua mãe viesse lhe perguntar alguma coisa referente às suas incomuns chegadas tarde da noite em casa.

— Pode entrar. — Proferiu em bom tom para que pudesse ser ouvido e se ajeitou na cama quando sua mãe entrou pela porta e se aproximava com um sorriso acolhedor no rosto. — O que foi, mãe? — Perguntou já se sentindo nervoso. 

A única pessoa no mundo que Taehyung mais amava e se sentiria o ser humano mais desprezível se a decepcionasse, era sua mãe. Ele sabia que ela poderia até mesmo adoecer de amargura caso sequer desconfiasse onde estava metido, mas não havia mais jeito. 

— Nada, meu bem. — Ela se sentou ao seu lado na cama e parecia angustiada e extremamente triste, tão triste que o coração do jovem partiu-se ao vê-la daquele jeito. 

— Mãe, o que aconteceu? — Encarou-a nos olhos e pôde ver o quanto ela estava hesitando em dizer o que estava ali para dizer. 

Sabia que a mulher havia levado uma vida difícil por conta do marido, este que ela nunca mencionava muito para o próprio filho. Taehyung tinha poucas recordações do rosto do pai e conforme cresceu, a única visão que teve dele foi de um homem imprestável capaz de abandonar a esposa com um filho e apenas enviava uma quantia assustadora de dinheiro por mês.

— Meu filho, eu.. — Começou dizendo, os olhos marejando brevemente. — Estou em estado terminal...de câncer.

Kim Taehyung não tinha ideia como era sentir seu mundo caindo e de repente, todo o sentido da vida perder-se com uma revelação daquelas. 

Saber que sua mãe, a única pessoa que teve durante todo aquele tempo, estava em estado terminal e não havia muito o que fazer devido a isso, foi doloroso. 

Não perdeu as esperanças. Solicitou por mais serviços, mais entregas perigosas, se arriscando para pagar o tratamento de sua mãe em um dos melhores hospitais de Seul. Viajava toda semana para visitá-la e afirmava que passaria em uma faculdade na capital e se mudaria para lá o quanto antes. 

Prometia isso toda vez e era amargo ouvi-la dizer que não importava e que só queria que ele entrasse em uma faculdade, que tinha bastante dinheiro guardado que seu pai enviava e pudesse seguir com seu sonho desde criança: estudar literatura e ser professor.

Depois que soube que sua mãe estava muito doente, o Kim passou a se contentar com o que lhe era dado e não mais cedeu à tentação da ganância ou da ambição. 

No entanto, sempre deve se ter os peões de um tabuleiro trocados, descartados e postos novinhos em folha no lugar. 

Infelizmente, a hora daquele jovem havia chego. Seria descartado e teria sido, caso não fosse minucioso e cuidadoso demais. Mas talvez nem tanto. 

Taehyung sabia se cuidar, aprendeu a se cuidar e ser forte para defender a si mesmo e aqueles que amava. Naquele ano, havia sofrido inúmeras tentativas de ser tirado de campo e como nenhuma delas funcionou, o chefe da tríade chinesa teve de dar um jeito no jovem insolente e rebelde que um de seus peões ousava ser. 

E em uma fatídica tarde, que pegou o último ônibus para Seul, para visitar sua mãe depois de ter pulado uma semana devido ao quão estava ocupado se matriculando online na faculdade de Seul e tratando de negócios em sua cidade natal, quando recebeu uma ligação do hospital, do médico gentil que estava tratando de sua mãe. 

E de repente, toda a euforia e a empolgação em chegar até o seu destino o quanto antes e contar à sua mãe que havia passado em literatura em uma faculdade, se foi. 

—Taehyung? — A voz do doutor Kim soou um pouco leve e cuidadosa demais na linha, o que deixou o jovem receoso. 

— Jin hyung? Aconteceu alguma coisa? — Perguntou de imediato, sentindo todo seu corpo gelar e seu coração apertar-se em um desespero que sufocava.

— Tae...eu sinto muito. — Foi a única coisa que o médico disse e o suficiente para que Taehyung caísse desolado em um choro silencioso dentro daquele ônibus que seguia para Seul. 

Arrependimento foi o que o tomou conta de si depois do falecimento de sua mãe. A dor de tê-la perdido era tanta que só não superava o arrependimento que sentia de só tê-la decepcionado e não orgulhado. 

Tae até cogitou em largar a faculdade sem nem ter começado e a única coisa que o impediu foi a amizade que tinha com Seokjin.

Fazia nem um mês que sua mãe havia falecido e o jovem se encontrava em um estado deplorável, sem rumo, desistindo da vida. 

— Tae, você não pode desistir de tudo. Você tem chances de se formar na Universidade de Seul! Consegue imaginar o quão sua mãe ficaria orgulhosa com isso? — Exclamou Jin, enquanto apertava um pouco a mão companheira sobre o ombro do mais novo. 

— Com licença. — Um homem alto aproximou da mesa que ocupavam na cafeteria, atraindo a atenção dos dois. 

O Kim notou o distintivo do homem e não evitou engolir em seco. Além de toda merda que sua vida havia virado, iria preso por todos os anos que foi aviãozinho da tríade chinesa?

— Doutor Kim Seokjin e senhor Kim Taehyung? — O homem questionou querendo se certificar de que havia encontrado as pessoas certas e os dois ali concordaram em um maneio afirmativo com a cabeça. 

— Do que se trata, detetive.. — Seokjin estreitou os olhos para ler melhor o nome. — Kim Namjoon? 

— Desculpe a intromissão, mas preciso fazer umas perguntas ao senhor Taehyung. É sobre a morte de Hwang Dahyun. — Revelou, deixando o moreno ali sem saber o que pensar. Do que exatamente aquilo podia se tratar?

Descobrir que sua mãe havia sido assassinada, morta por asfixiamento, foi ainda pior. No entanto, as imagens das câmeras do hospital não mentiam e era claro o que um indivíduo encapuzado havia feito.

— Você precisa ser sincero e falar a verdade, senhor Taehyung. — O detetive Namjoon tentou mais uma vez, vendo que o jovem hesitava em abrir a boca. 

"Regra um: nunca abra a boca, nunca mencione o nome Dragões Vermelhos, nunca mencione o caractere."

— Tae, precisamos saber quem fez isso com sua mãe. — Seokjin orientou, mas a raiva e o rancor que começou a surgir nos olhos daquele jovem, foi irreparável e verdadeiramente sem volta. 

— Eu sei exatamente quem fez isso. — Proferiu com uma frieza extrema em seu semblante. 

— Senhor Taehyung, justiça com as próprias mãos não é… — O detetive tentou dizer, mas foi cortado no instante em que o Kim lhe direcionou um olhar de pouca importância. 

— E quem vai tratar disso? Até mesmo a lei se ajoelha perante esses desgraçados de tão poderosos que são! — Exclamou cerrando o punho e socando a mesa, o líquido presente em suas xícaras de café, por pouco não vazaram com o tremor. — Não tentem me parar. — Pronunciou irredutível e o olhar que o médico e o detetive trocaram não foi de contrariedade. 

— Eu sempre vou estar ao seu lado, Tae, não importa o que você decida. — Seokjin disse, preservando por demais a amizade de longa data que tinham. 

— Se você me disser qual a tríade, eu posso ajudar. — Namjoon propôs. — Aliás, eu tenho uma dívida enorme com os Dragões Vermelhos. — Disse com uma expressão séria no rosto.

Fazer justiça pelas próprias mãos não era fácil. Ainda mais contra pessoas imensamente poderosas como as que Taehyung havia se metido. 

Estava quase tudo pronto para assumir de vez aquele plano e pôr um fim - ou tentar - na gangue chinesa, sendo somente ele, Seokjin e Namjoon. 

As coisas podiam ter dado muito errado se fossem somente eles, no entanto, uma mensagem peculiar que havia chego de Daegu os fez parar tudo.

— Aqui diz que você é filho do mestre Kim? — Seokjin indagou, olhando de cenho franzido para Tae e Namjoon, que carregavam os rifles. — Líder da Tríade dos Tigres? 

— Besteira. — Resmungou erguendo o rifle e passando a mão por toda extensão da arma de fogo. 

— "Querida Dahyun, em meus últimos suspiros,... — Seokjin começou lendo, mas somente ouvir o nome da mãe sendo proferido, o Kim jogou a arma para Namjoon e pegou o envelope das mãos do médico, se pontificando a ler aquela típica caligrafia que havia visto algumas vezes quando criança, de cartas escondidas no fundo da gaveta de sua mãe. 

"...autorizei uma transação de toda minha fortuna. Quero que me perdoe por ter desaparecido, mas era pelo seu bem e de nosso pequeno Taehyung, que eu sei que hoje, se tornou um homem muito forte. Se ele desejar seguir o meu caminho, um caminho que agora sei que não é para alguém simples que um dia anseia por amar, mande-o procurar pelo meu braço direito, Jung Hoseok. Ele o instruirá para se tornar um verdadeiro líder. Saiba que não estou querendo ser ambicioso e levar nosso filho para o mesmo caminho, mas você também deve saber que eu sempre fumei demais e tenho cicatrizes fundas. Com amor, Kim Taeyong." 

— O que mais diz aí? — Namjoon quis saber, lançando uma pequena bala para o alto e pegando de volta, não querendo demonstrar o quanto estava curioso, ainda mais depois que viu o semblante do Kim ao terminar de ler. 

— A chave para conseguirmos reforços e acabarmos logo com isso. 

A intenção inicial era somente obter aliados para vingar-se de uma vez por todas, no entanto, sua personalidade ambiciosa por liderança e poder aumentou quando ouviu o braço direito da gangue de seu pai, Jung Hoseok.

Negociações, lavagem de dinheiro, tráfico de armas e drogas. Tudo aquilo não era novo para Taehyung, muito menos uma coisa que não tinha experiência. 

Como um passe de mágica, reergueu o império criado e administrado pelo pai que praticamente nunca conheceu - já que memórias da infância perdem suas cores conforme se envelhece -, criando assim a nova tríade dos tigres, Lions Cartel.

Vingar-se da Dragões Vermelhos foi o primeiro passo de Kim Taehyung como líder da LC. Suas mãos mancharam-se com o sangue do chinês líder da tríade e colocar fim em um império tão poderoso como aquele, lhe trouxe tamanha satisfação.

Naquele dia, sentiu tanta dopamina percorrendo por seu corpo quando invadiu a propriedade particular com sua BMW, que seria impossível negar a vontade de sentir tudo de novo. 

A satisfação de derrotar e o prazer da vitória eram sensações novas para o líder, que então se dedicou a fazer seu império crescer ainda mais, não dependendo somente da herança deixada. 

Já tendo um bom médico em sua gangue, Seokjin conseguia operar membros da tríade que voltavam baleados de negociações que davam errado e assim era difícil eliminar os soldados da LC. 

Tinham uma ótima obtenção de informações graças ao homem que um dia já serviu em inúmeras investigações, Namjoon que havia dedicado toda sua carreira como detetive em acabar com gangues que abusavam de poder. 

O braço direito de Taehyung era o mesmo jovem que havia servido seu pai. Era bom ouvir Jung Hoseok tagarelar até um ponto, isto quando ele não começava a compará-lo com o velho. O típico conselheiro do chefe, o ruivo era sincero em suas opiniões e grande parte das coisas que davam certo, era por seus aconselhamentos sábios. 

Por último, um novo membro havia chamado sua atenção, Min Yoongi havia sido recrutado como sniper, responsável por eliminar inimigos realmente importantes e também, um dos melhores quando o assunto era hackear e obter informações extremamente confidenciais. 

Se tornar V, o líder da Lions Cartel, parecia um sonho que no fundo, Taehyung sempre tivera, porém, era uma coisa que ficara adormecida por tanto tempo, como uma maldição. E como o próprio nome diz, maldições possuem suas má vantagens, seus motivos de arrependimento de se deixar possuir por tal peste. Talvez não imaginara que o peso que levaria sobre os ombros era do tamanho do mundo, o peso de carregar o título e liderar uma facção. 

Kim Taehyung herdou a tríade dos tigres e depois de reerguê-la com um novo título, dedicou-se à faculdade, deixando o antigo braço direito de seu pai, no comando. Formou-se em literatura coreana e no dia que recebeu seu diploma, foi visitá-la, ainda sentindo muita dor e arrependimento lhe consumindo por ter cedido às ameaças de anos atrás. 

— Mãe, eu finalmente vou poder ser um professor. — Disse deixando um sorriso fraco apossar-se de seu rosto, enquanto apertava com certa força o papel que testemunhava seu sucesso em completar o curso. — Hoje em dia as crianças são ainda mais danadas, então acho que terei de ter muita paciência. — Continuou dizendo, encarando a sepultura e o retrato da progenitora, sentindo o canto de seus olhos marejar consideravelmente. — Também acho que vou ficar mais ocupado, me desculpe, mãe.

Nesse dia, Tae largou a rosa branca sobre o túmulo e praticamente despediu-se de sua mãe, alegando que ficaria ocupado exercendo sua profissão em alguma escola. Nunca mais voltou, porque sentia-se horrível por ter cedido a um sentimento tão traiçoeiro quanto a sede de vingança e quando a oportunidade surgiu, cedeu ao anseio por poder, se tornando um daqueles cretinos poderosos que até mesmo a lei se ajoelhava perante eles. 

Sentia-se o pior filho do mundo, mesmo tendo vingado a morte injusta de sua mãe. Se arrependia por ter se tornado alguém que não a orgulharia e foi por esse motivo que o Kim nunca mais a visitou.

Depois dessa despedida, Taehyung se esquivou da vista de seus amigos e companheiros da LC, para poder se acabar em uma boate qualquer de Itaewon, aproveitando a primeira noite do longo mês que passaria em Seul, onde encontrou um jovem com aparência de mesquinho, mas um tanto fofo e rebelde ao mesmo tempo, que concordou em segui-lo em suas loucuras bêbado, ajudou-o a esvair a dor, o arrependimento e a amargura que tomava conta de si. 

—(•·÷[]÷·•)—

— Senhor? — O homem voltou a chamá-lo quando o moreno ainda estava parado, refletindo sobre o que havia acabado de acontecer; o fato de praticamente ter perdido mais uma pessoa que lhe era importante, era um sentimento amargo e quase desconhecido.

Depois de tanto tempo, havia se esquecido como era ser Kim Taehyung, não V, líder de uma gangue. Junto daquele garoto insolente e problemático, mesmo não tendo suas memórias devidamente claras, sabia que podia ter sido quem quis ser algum dia, se não fosse tarde demais.

A realidade era que o homem não mais sabia o que fazer, não podia contar a verdade para alguém que parecia tão alheio àquele mundo, não podia revelar que o pai de Jeongguk era um cretino que jogava sujo, muito menos envolvê-lo em um universo extremamente perigoso e sem volta. Simplesmente não podia. 

— Qual o problema? — Virou-se para o indivíduo ainda ali presente, decidindo-se afastar todos pensamentos conturbados que lhe invadiam a mente, somente para, pelo menos saber o que acontecia. — Quem está pedindo para falar comigo? — Quis saber, voltando a ajeitar a gravata em seu pescoço, arrumando também o traje formal que usava.

— Kim Seokjin. — Respondeu sem rodeios e os olhos do Kim se alargaram surpresos e um tanto sem conseguir imaginar um bom motivo para a presença de Jin ter surgido repentinamente. 

— Merda. — Resmungou suspirando fundo e se pondo a caminhar desesperado por dentro do apartamento na cobertura, rumando para a saída.

Entrou no elevador e mesmo não podendo contar com exatidão quantas vezes apertou o botão do térreo até o maldito cubículo atender o comando, sabia que haviam sido algumas de extrema raiva e frustração, porque com certeza algo havia acontecido. E só esperava que não fosse um algo que podia de algum modo, comprometer todo seu plano ou então, seu império.

Por sorte, não precisou se enfiar no meio de pessoas no comércio de fachada que acontecia tarde da noite no térreo, encontrou o loiro logo ali na área cuja permissão era somente para supostos funcionários da boate.

O olhar que Jin tinha não era nada bom, refletindo que algo além de inesperado, muito ruim havia acontecido e que com certeza, acabaria atrapalhando o minucioso plano que estava sendo colocado em prática na capital, quando a sede em Daegu estava sendo administrada pelo Kim mais velho. 

— Seokjin, que merda aconteceu? — Questionou assim que estava próximo o bastante para ser ouvido sem que o barulho da música eletrônica pudesse interferir na compreensão das palavras pronunciadas.

— Taehyung… — O loiro aparentava nem saber por onde começar, então, apenas inspirou e expirou fundo brevemente e voltou a separar os lábios. — O desgraçado começou a agir. — Foi a única coisa que disse, esperando que o líder entendesse de imediato.

— Como? — Tae não conseguiu interceptar a mensagem escondida naquelas palavras do médico, que fechou os olhos e abriu-os novamente, obtendo coragem para falar aquilo de uma vez por todas. 

— O primeiro passo para derrubar seu inimigo; eliminar uma considerável parte de seu exército e sua fortaleza. — Jin confessou olhando o moreno nos olhos, vendo a preocupação tomar conta de seu semblante em questão de segundos. — Ele explodiu a porra do prédio todo. — Completou, esfregando a extensão de sua testa que exibia breves filetes de suor devido ao desespero que o Kim mais velho havia passado e ainda passava.


Notas Finais


demorei, mas tás aí meus anjos ♡ só estou a postar porque tenho mais dois capítulos já prontos e acho que não vou mais sentir bloqueio com a fic a partir destes, mas estarei postando não com tanta frequência, tentarei voltar atualizar toda semana ou a cada duas, depende de como prosseguir o estado completo dos caps. ♡
espero que estejam gostando aaa mds sihyuk joga sujo ou muito sujo??
quero comentários xerosos porque logo as coisas começarão a pegar de verdadeee hihi u.u

até mais meus amores ♡


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