1. Spirit Fanfics >
  2. ÉLITE 4; Martina Gómez - Ander Muñoz >
  3. 09 - Cayetanna

História ÉLITE 4; Martina Gómez - Ander Muñoz - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


é isso, espero que gostem, favoritem e comentem, isso me deixa feliz. ☺☺
JÁ ESTAMOS NA RETA FINAL U.U

Capítulo 10 - 09 - Cayetanna


Fanfic / Fanfiction ÉLITE 4; Martina Gómez - Ander Muñoz - Capítulo 10 - 09 - Cayetanna

— Cayetanna, você foi a sala de música não é? No dia em que a Martina morreu?

— Sim. Mas estava procurando a Rebeka.

— Engraçado que todos vocês estavam procurando alguém nesse dia não é?

Cayetanna ficou calada. Não sabia o que dizer.

Mas me diga, você viu alguém saindo de lá.

— Não exatamente. Eu estava conversando com o Omar quando vi a... Carla. Ela parecia assustada. Mas é só isso que eu sei.

[...]

Já haviam se passado 3 meses desde a pequena conversa de Martina e Nádia. Três dias depois Nádia e Lu, junto com Carla, voltaram pra faculdade.

— Vocês voltam pra nossa formatura né? — perguntou Gúzman.

— Talvez. Se tivermos algum recesso demorado ou algo assim. Se não tiver, lamentamos. — disse Lucrécia.

— Bom, mas vamos fazer o possível pra vir. — disse Nádia.

— Espero mesmo. Vocês são mais legais do que eu esperava. — disse Martina.

Martina abraçou as duas, quando foi tentar da um abraço em Carla, esta ofereceu -lhe a mão, para um aperto, fazendo Martina praticamente morrer de vergonha.

A verdade era que Carla não tinha ido muito com a cara de Martina, principalmente quando percebeu que Samuel estava meio que gostando dela. E isso fazia Carla se sentir ameaçada.

****

— A formatura tá chegando, já sabe que roupa vai usar? — perguntou Paola à Martina enquanto andavam sem rumo pela escola.

— Ah, ainda não. Vejo isso depois, ando ocupada com umas coisas. 

— Hm, tão ocupada que nem teve mais tempo pra mim né. Estou com saudades de ir na sua casa pra assistir série a noite toda.

— É. Temos que fazer isso de novo. Aliás, não sou só eu que ando distante. Eu te vejo na sala mexendo no celular e sorrindo bobo toda hora.

— Ah, é. É que... eu tô falando muito com o Valério sabe. Acho que eu gosto dele, sei lá.

— Você? Gosta dele? Achei que você era bandida e não namorava.

Paola gargalhou alto com o comentário da amiga.

— É. E pelo visto ele também. Sabe, não quero pe apegar a ninguém. Mas o Valério.... Puta que pariu, não dá. Ele é gostoso de mais.

— Eu não te contei mas... Não vai ficar chateada.

— O quê? ¡Dímelo! — Paola disse.

— Eu... transei com o Valério. Por favor não fica chateada.

— É... tá bom. Mas quando foi isso?

— Não tá chateada?

— Um pouco. Mas é porque eu gosto dele. Mas quando foi?

— Naquela festa, sabe? Há uns dois meses atrás. Acho que ele já deve ter esquecido. Estávamos muito bêbados.

— Hum. Sei... Mas tá, relaxa.

****

Martina estava procurando Ander, ele sumira depois da terceira aula. Ela estava rondando a escola igual louca atrás dele. Decidiu ir ver atrás da quadre. O pessoal gostava de fumar maconha por lá.

Encontrou ele sentado no banco, com um baseado entre os dedos, imediatamnete fechou a cara ao vê -lo nesse estado.

— Fumando isso de novo Ander?

Ele não respondeu, apenas olhou pra ela e deu um sorrisinho.

— Você tá bem? — perguntou ele.

— Eu estou. Mas quem tá deve ser você. Por quê tá fumando isso Ander. Isso faz mal. Pode até fazer você ter câncer.

— Eu já tive câncer, Tina. Se tiver de novo, tanto faz.

— Você tá chapado. O que aconteceu?

— Eu estava aqui pensando. Sabe, eu te amo. — ele disse.

— Como? — ela perguntou assustada.

— É. Eu te amo. Mas nunca disse isso porque eu sou um idiota tímido, mas tá aí. Tô falando. Só a nossa amizade colorida não tá dando efeito. Te quero por completa. Não só de corpo. — ele disse.

Aquilo aqueceu o coração de Martina. Fez a chama da esperança ascender nela. Ela também o amava, por mais que negasse.

— Não pode ser verdade. Você tá chapado. Não tá pensando antes de falar.

— Tô sim. É sério. Mas se você não me ama. Tudo bem. — ele disse.

Ela ficou pensativa, se levantou e saiu do local. Precisava pensar. ''Será possível que ele me ama?'' -pensou ele.

Enquanto andava pelo corredor vazio, notou uma menina sentada no chão, toda encolhida, chorando. Foi até ela e perguntou:

— Ei, o que aconteceu?

A menina se assustou, parecia ser só um ano mais nova que Martina, talvez da idade de Valentina.

— Eu... F-foi horrível! — gaguejou a garota.

 — O quê foi horrível? Pode me dizer.

— O... o garoto. Ele... me estuprou.

— COMO?!

O sangue de Martina ferveu. Pouca gente sabia, mas ela era feminista assumida. Nunca poderia deixar algo assim passar batido.

— Me diz quem foi?

— Foi... o Rámon, do time de futebol.

Rámon. Esse Martina conhecia. Era totalmente insuportável, machista, racista e arrogante. Se achava o maioral entre todos. Já havia jogado várias cantadas machistas pra Martina, e ela sempre ignorava, o que o deixava furioso.

Martina conseguiu acalmar a garota e dar -lhe um copo de água.

— Qual o seu nome? — Martina perguntou.

— É Cláudia. Muito obrigada por ter me acalmado. 

— Me diz... você era virgem? — Martina perguntou novamente.

— Sim. Estou com medo de ficar grávida Martina, ele só... colocou de uma vez. Nem usou preservativo.

Martina sabia que a garota ia chorar novamente, então puxou ela para um abraço e consolou -a. Não era possível que esse tipo de coisa acontecesse. Não é possível que um monstro como aquele, que tirou o bem mais precioso de uma jovem menina saia impune.

****

No intervalo, Martina conversou com o vice - diretor, já que a mãe de Ander estava de folga. Martina disse tudo o que tinha acontecido e exigiu que fizessem algo. Um monstro como aqueles deveris ser punido. Preso na verdade. Até coisa pior.

— Desculpe senhorita Gómez. Mas não posso fazer nada.

— COMO ASSIM NÃO PODE?! Você não ouviu o que eu disse. Uma garota foi estuprada Senhor Pablo. ESTUPRADA! Nas dependências da Escola. E o senhor diz que pode fazer nada.

— Provavelmente teve um motivo pra isso. Talvez ela ficasse flertando com ele igual a uma vadia. Querendo isso. Aí quando aconteceu, ela se fez de vítima.  Ou talvez ela estivesse usando uma roupa chamativa de mais. Mulher tem que se preservar se não quiser que isso aconteça.

O rosto de Martina esquentou, ela sentia vontade de dar um soco nele, ou pior, jogar aquele café fervente na cara dele, pra queimar. 

— COMO O SENHOR PODE DIZER UMA COISA DESSAS! E daí se ela usasse uma roupa provocante? O corpo é dela, ela faz o que quiser com ele. E mostra o quanto quiser também! O Rámon não tinha direito e nem motivo nenhum pra fazer isso. Ele é um babaca machista. Igual ao senhor!

— Olha a boca senhorita Gómez. — ele disse, ainda muito tranquilo. — Odeio mulheres feministas assim, igual você. Elas são tão ridículas. Acham que tem total controle da vida. Mas a verdade é que não tem. Sempre vão precisar de um homem. Somos a cabeça e o cérebro. Guiamos o mundo.

— Eu tenho nojo de você. Não acredito que um homem como você esteja na vice - diretoria dessa escola. Sabe de uma coisa? VAI SE FODER!

Martina deixou a sala, batendo a porta com força, fazendo os alunos ao redor se assustarem com a raiva da garota.

****

À noite, Rebeka e Cayetanna estavam na casa de Martina, foram fazer uma visitinha. Estavam no quarto dela, conversando. 

Martina estava totalmente decidida a escrever um artigo sobre feminismo e direitos da mulher, pro jornal e instagram da escola.

— Você sabe que o Santos vai ficar uma fera né? —perguntou Rebeka, referindo -se ao vice - diretor.

— Eu quero mais é que ele se foda. Não poso deixar que mais atrocidades acontecam. Tenho que expressar minha opinião. Vou lá para o escritório do meu pai, escrever. Podem ficar aí, depois volto e comemos alguma coisa. 

Martina deixou o quarto. Rebeka e Cayetanna se deitaram na cama. Olhando uma para a outra.

— Quero te beijar. — Rebeka disse à Cayetanna.

— Aqui não Rebe! Alguém pode ver a gente. disse Cayetanna

— E daí. É só trancar a porta. Ninguém vai ver. E a Martina tá escrevendo, ela não vai aparecer tão cedo.

— Tá bom. Só um beijo.

Cayetanna e Rebeka estavam ficando há umas semanas. Depois de term transado numa festa, souberam que se gostavam. Mas era um segredo entre elas. Ninguém sabia.

Rebeka beijou Cayetanna. Logo depois já estavam nuas na cama de Martina. Se controlando para gemer baixo. 

****

Martina acabou de escrever. Ficou orgulhosa das coisas escritas. Logo publicou:

''Ninguém deveria ter medo de caminhar pelas ruas simplesmente por ser mulher. Mas infelizmente isso é algo que acontece todos os dias. E é um problema invisível. Pouco se discute e quase nada se sabe sobre o tamanho e a natureza do problema. 

O assédio, na rua, nos espaços públicos, no trabalho, na Internet — é simultaneamente um sintoma e um pilar estrutural das sociedades machistas, racistas, transfóbicas e androcêntricas em que vivemos. É uma ; não é algo característico ou exclusivo de determinados contextos mediáticos e mediatizados como Hollywood. Para minorar e erradicar o assédio e o abuso sexual é preciso intercruzadas que os sustentam e perpetuam. “O assédio tem raízes muito densas. Se pensares de onde é que ele vem, as entidades que são submetidas a isso, como é feito, em que moldes, quais são as consequências. É muito complexo. Em qualquer situação de assédio, o corpo da mulher é visto como algo que não lhe pertence. Como algo que está ao serviço de outrem, sem desejo sexual e agência sexual próprios. Mas mesmo aqui há vários níveis de objectificação e ativação de estigmas. 

Culpa-se a mulher pela forma como se veste, como se não ocorressem situações de assédio independentemente da roupa que se usa. Culpa-se a mulher por não ter vergonha do seu corpo. Todo este processo de culpabilização e medição da dignidade espelha uma série de construções sociais e estereótipos de gênero que vão ganhando outros estigmas consoante as especificidades identitárias da pessoa assediada (etnia, orientações sexuais, etc.). Várias construções ligadas à mulher e à feminilidade. Interiorizadas e reproduzidas tanto por homens como por mulheres.

 É preciso acelerar uma mudança que não acontecerá de um momento para o outro. Continuemos então a tentar recuperar os anos, as décadas, em que não olhamos de frente para o assédio e abuso sexual — porque isso  também significa construir sociedades mais justas.''

**********************************************************************************************


Notas Finais


Comentem! ☺☺☺


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...