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História Elite Black (Interativa) - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


(Editado)
ههههه✩ DALE GENTE GATA, CAP AQUI ESPECIAL DE 100 FAV

ههههه✩ Antes de tudo quero agradecer a todos que favoritaram a fic, vocês fizeram eu bater metas que eu nem imaginava que um dia iria bater, amo vocês <3

ههههه✩ Esse cap especial é sobre a nossa linda e favorita criança: A Angel!.

ههههه✩ Foi até que dificil eu me colocar na mente de uma criança de sete anos em busca de vingança. Se vocês notarem a Angel mais "adulta" é porque eu não sei escrever crianças ta? Eu sou péssima nisso, mas eu acho que ficou até que bom.

ههههه✩ Também vou lembrar vocês que... FALTAM APENAS TRÊS DIAS! IRRAAAA, o prazo já está chegando ao fim! Então... comecem suas fichas, ou as finalizem, temos apenas três dias, aaaaaaaaa

ههههه✩ Nesse cap temos o passado da Angel, a história de como ela entrou na escola de assassinos mais renomada do mundo!;

ههههه✩ Bom, espero que vocês gostem como eu gostei, e será que vão achar todas as referencias?

Capítulo 6 - Secret- Especial 100 fav!


Fanfic / Fanfiction Elite Black (Interativa) - Capítulo 6 - Secret- Especial 100 fav!

A Ambição o alimentará

a competição o conduzirá

mas o poder tem seu preço

(A cantiga dos pássaros e 

das serpentes)





 

Pov 's Angel.

2 anos atrás. 

04/03/1976


 

Acordei com passos fortes no corredor do meu quarto, o que era estranho, afinal era de madrugada, ninguém- Inclusive eu- Deveria estar acordado a essa hora. Levanto-me, com o intuito de descobrir de quem era que estava acordado naquela hora.

Sai da minha cama, e coloquei as minhas pantufas, para não fazer nenhum tipo de barulho, e então sai do meu quarto. Assim que eu passei pela porta, ouço os passos se distanciando, e me viro para de onde eles estavam vindo. Dou mais uma olhada no meu quarto, para garantir que Bola de Neve está dormindo, e vejo que ela está, então começo a seguir o som dos passos, que cada vez estavam mais acelerados, e distantes. 

Logo entendo o ritmo dos passos, e começo a andar em um ritmo que consiga acompanhá-los. Percebo que a pessoa dona dos passos sabe exatamente para onde estava indo, e conhecia muito bem a casa. Começo a desconfiar de quem seria a minha mãe? Meu pai? Kyle? Algum dos meus padrinhos? Algum empregado?

Então ouço a pessoa parar de andar, logo acelero o meu passo, então fico exatamente atrás de um corredor, preparada para olhar quem seria a tal pessoa dos passos. Quando finalmente me viro, vejo que é o meu pai, e abro um sorriso, é só o meu pai. Mas percebo que o sorriso que ele estava não era um sorriso comum, era algo… não sei, malvado talvez? Então dou meia volta, indo para o meu quarto, já que era apenas o meu pai, porém escuto a porta sendo aberta, e uma voz feminina falando algo, mais passos, e a porta sendo fechada.

“Deve ser algum empregado conversando com ele, ele geralmente fala dessas coisas de noite para eu não ouvir” Pensei na hora, mas o que poderia fazer? Eu tenho apenas sete anos, a curiosidade faz parte de mim, então volto ao corredor, e fico em frente a porta na qual o meu pai e a possível empregada haviam entrado. Respiro fundo, e abro a porta devagar, e vejo uma das piores cenas da minha vida, o meu pai prensando uma empregada na parede e a beijando. Logo percebi sua mão adentrando o vestido da mesma enquanto ela acariciava seu rosto durante o beijo.

Olho um pouco para o rosto dela, e percebo que não era uma empregada qualquer, era a minha babá, a pessoa que havia cuidado de mim durante minha vida, e ela estava beijando o meu pai. 

Esse tempo todo ela esteve empregada aqui apenas para o adultério de meu pai? Esse tempo todo ela só cuidou de mim para isso? Para ser uma amante de meu pai? E… Se ela não for a única? O...

-Papai tem um segredo?- Sussurro baixo sentindo lágrimas em meus olhos, e percebo que ela percebeu que eu estava ali, riu baixo, e voltou a olhar para o meu pai- Como você pode me ignorar?- Falo baixo, e percebo que nenhum deles tinha ouvido- COMO CARALHOS VOCÊS PODEM ME IGNORAR?- Grito, e o meu pai vira bruscamente, e percebe que havia sido pego, ambos arregalaram os olhos- Você tem um segredo?- Aponto para o meu pai que estava pasmo, então lembro de uma coisa- Como a mamãe vai te amar agora?

-Angel, eu posso explicar!- Ele vem para perto de mim, então eu me afasto, e limpo os meus olhos. -Papai tem um segredo… Todo final de semana, eu creio...

Então me viro, para a porta, e saio do quarto correndo, sentindo mais lágrimas em meus olhos.

A minha família não é como eu imaginava… Corro para o quarto de minha mãe, na esperança que ela acredite em mim, tento lembrar o caminho, mas desabo no chão chorando, só pensando na cena que eu vi, no sorriso de meu pai antes de entrar no quarto, no risinho que ela deu ao me ver. Mas me levanto com um único objetivo: Contar a minha mãe. Ela merece saber, ela precisa saber. Limpo os meus olhos, e começo a correr.

Esbarro em vários empregados, porém continuo sem pedir desculpas, eu sou a principal daqui, ninguém merece desculpas. Enquanto corro começo a pensar, será que os outros sabiam? Será? Não aguento pensar nisso, e afasto o pensamento da minha cabeça.

Então finalmente chego na porta do quarto dos meus pais, limpo novamente as lágrimas dos meus olhos, respiro fundo, e então entro no quarto batendo a porta.

-PAPAI TEM UM… - Paro de falar perante a cena que eu vi ali, era com certeza a pior cena da minha vida, vejo a minha mãe beijando o nosso jardineiro.

Coloco a mão na boca, e sinto todas as lágrimas voltando novamente.

-MAS QUE MERDA QUE ESTÁ ACONTECENDO HOJE?!

Minha mãe vira abruptamente, e percebo todas as garrafas de vodca em sua volta, ótimo, então ela também é alcoólatra?.

-Eu espero que você saiba de uma coisa, mamãe… Ninguém confia em uma vadia bêbada. - Então me virei e comecei a caminhar em direção ao meu quarto.

Eles tem um segredo? Mamãe tem um segredo? Papai tem um segredo? Se traíam no final de semana? Como eles vão se amar agora? Eles tem um segredo, agora sei que estão traindo, como eu vou amá-los agora?

Ao chegar no meu quarto, bati a porta fortemente, e desabei novamente, dessa vez em posição fetal. O que a família é para eles? Algo que jogam no chão e não ligam caso se quebre? Só tem uma maneira de conviver aqui agora… Mas eu vou conseguir ficar fingindo que não sei de nada? Não sei nem se vou conseguir olhar na cara deles amanhã.

Escuto alguém batendo em minha porta, e grito para pessoa ir embora, não ligo quem for, eu não mereço mais decepções hoje. Então escuto um chute na porta, e logo ela abre, revelando Kyle.

-Angel, está tudo bem? Seu pai me mandou vir aqui te ver.

-Por que você ligaria Kyle? Você nem é nada de ninguém aqui, e mora conosco, você é só afilhado do meu pai.

-Ei! Eu me importo com você, tá legal?

-Claro que se importa, ninguém se importa com a família Kyle, ninguém se importa se algo vai se quebrar, ou afetar a mim- Coloco a cabeça entre os joelhos, e soluço.

Então ele se sentou na cama.

-Seja lá o que tenha acontecido… - Pôs sua mão por cima da minha. - Eu estou aqui, por você. - Deu um sorriso mínimo.

Sorri, então ele se coloca em uma posição que eu fico com a cabeça escorada em seu ombro, então começo a chorar novamente- Eu odeio eles…- Sussurro.

-Eles quem?

-Seu padrinho e sua madrinha, vulgo meu pai e minha mãe

-Seus pais? Por que os odeia?

-Não interessa. Eles não são mais nada para mim…

-Ou seus hormônios se manifestaram cedo, ou eles fizeram uma merda gigantesca. Qual das duas opções?

-A segunda…- Suspiro.

Vejo que Kyle começa a rir, então olho para ele com uma cara triste.

-Por que você está rindo? Você não percebe o quanto a sua risada é imprópria nesse momento?- Digo com raiva.

-A solução para isso é simples, use o que você sabe sobre eles ao seu favor, ué. Seja a Angel Scott, a garota mais forte e manipuladora que eu conheço. Use a sua raiva ao seu favor, os chantageie e consiga tudo o que quer.

Olho para ele, e vejo sinceridade no seu olhar, então paro para pensar, eu que estou em vantagem aqui… Eu que sei dos segredos, não era para eu estar aqui chorando no ombro de Kyle, era para eles estarem chorando no ombro de seus amantes.

-Vai fazer isso ou vai deixá-los saírem impunes? Você quem decide, Angel.

Olho para os meus pés, então olho para ele, e percebo que o mesmo me olhava com carinho, o que era aquilo? Eu estava de fato me abrindo para Kyle? O menino que eu sempre odiei a minha vida inteira? O menino que mesmo não sendo da minha família mora na minha casa? O menino que eu sempre troco farpas? Afasto esse pensamento, e olho seriamente para ele.

-Não irei deixar eles saírem impunes, eu sou Angel Scott, sou muito mais poderosa que qualquer um dessa casa- Dou um sorriso malvado e levanto. 

-Era isso o que eu queria ouvir. - Disse se levantando também.

-Faça assim, mande o meu pai para casa do caralho, também diga que é melhor ele não me desafiar- Cruzo os braços- E chame alguma faxineira por favor, o quarto deles está uma bagunça- 

-Sim, senhorita. - Kyle sorriu e então se retirou de meus aposentos.

Aqueles dois vão se arrepender de terem feito isso com a nossa família. 

Eles que se preparem para o pior.

Que comece o matriarcado!.


 

Quebra de tempo.

Na manhã seguinte.

 

Acordei com o som da chuva, apesar de eu odiar a chuva, e chuva para mim é sinônimo de ficar o dia todo na cama, porém hoje não é dia de ficar na cama, é dia de fazer jus ao nome: Angel Scott. Não existe ninguém mais poderosa que eu. Penso ao levantar-me com uma capacidade que eu mesma nem conhecia.

Percebo o meu travesseiro molhado, eu havia chorado enquanto dormia? Então viro-me, e dou-me de cara com o meu grande espelho, até tinha esquecido dele percebi outra coisa, os meus olhos estavam extremamente vermelhos e inchados, o quanto eu chorei? Afasto esse pensamento como eu sempre faço com as coisas desnecessárias.

Hoje é dia de mudar, dane-se eu ser praticamente uma princesa, agora eu serei um rei! Viro-me e aperto uma campainha que nunca havia tocado, mas agora toquei, e em questão de minutos, ouvi uma batida na porta, e três empregadas entraram em meu aposento. Sorrio. Peço para que uma delas arrume o meu quarto, outra para que prepare o meu banho, e peço para a última que pegue o meu vestido florido favorito, hoje iria ser uma ocasião especial, uma ocasião onde eu irei deixar de ser uma princesa, e me tornarei um rei.

Quando o meu quarto já estava em um estado menos pior, o meu banho pronto, e o meu vestido passado, e colocado delicadamente em cima de minha cama, as dispenso, pouco importa que eu tenha sete anos, agora eles irão ver a íra de uma criança enganada.

Me livro de minhas roupas, e entro na minha banheira, que tinha pétalas cuidadosamente colocadas, repassando o meu plano para dominar essa casa. Ele me parece perfeito, mas eu sei, eu fui ensinada que: Nada nunca é perfeito ao ponto que não tenha uma possibilidade de dar errado. Repasso ele mais vezes, e então percebo o que estava me incomodando: Eu sou apenas uma criança, não tenho a maturidade suficiente para executá-lo com tanta precisão e frieza.

Tento como sempre afastar isso da minha mente, mas dessa vez não consigo. Eu sou madura, certo? Todos os acontecimentos da minha vida me fizeram ser madura com míseros sete anos de idade, correto? Eu tenho experiência o suficiente para falar “acontecimentos da minha vida"?

Tento, mas não consigo tirar isso da minha cabeça. Ok, eu tenho sete anos de idade, mas eu sou esperta como alguém de trinta anos, tecnicamente eu sou apta para fazer uma cirurgia em alguém, eles não pegaram leve em relação a minha educação. Mas maturidade é ser esperto?

-Não!- Respondo em voz alta.

Maturidade é o que afinal? Creio que só saberei o que é isso quando eu conseguir atingi-la, e eu farei o possível para atingi-la o mais cedo possível.

Saio do banho, tentando focar somente em meu plano, mesmo detectando a minha falha, paro de tentar afastar essa falha da minha cabeça, eu sei que ele vai dar certo, eu que o planejei, eu sei como burlar essa falha.

Seco-me, e coloco uma toalha no cabelo para vestir-me, coloco o meu lindo vestido florido, toco a campainha de novo, então as três empregadas de antes voltam, e peço para que elas arrumem o meu cabelo, vejo que elas ficaram surpresas com esse pedido, afinal eu nunca tocava a campainha, e raramente dava ordens, e agora era a segunda vez que eu tocava a campainha, e agora estava pedindo para que as mesmas arrumassem o meu cabelo, mas fizeram o trabalho perfeitamente, o arrumando em uma espécie de trança, que ficou bastante bonita.

Vou para a cozinha, passando por vários corredores, e vejo que vários empregados olhavam para mim surpresos, afinal eu nunca me arrumava para um simples café da manhã, é estranho que vários dessas pessoas trabalhavam aqui antes mesmo de eu nascer, mas provavelmente faziam coisas bem piores do que a babá. 

E enfim entro na sala de jantar, percebo que os olhar de meu pai cai sobre mim, que se levanta, deixando o seu jornal em cima da mesa, então ele começa a correr até mim.

-Fi..filha- Diz ele em tom de súplica- Eu… Eu posso explicar!- Percebo seus olhos ficando marejados, então eu dou um sorriso.

-Sorria- Falo entre os dentes, e coloco meu braço entrelaçado ao dele, e começo a o guiar até a mesa- Engula seu choro, não queremos que os empregados vejam você chorando, e comecem a desconfiar de tudo- Percebo sua cara de surpresa pela minha reação, logo nos sentamos a mesa.

-Filhinha, deixe-me explicar tudo, por favor, foi um…

-Mal entendido- Completo com um sorriso nos lábios- Sendo um mal entendido ou não, nem eu, muito menos você vai tocar nesse assunto, verstanden?- Ele confirma com a cabeça, então a porta se abre, revelando Eadlyn minha madrinha, sendo acompanhada de seu filho Kyle, o mesmo Kyle que ontem tinha me pedido para usar o que eu sei sobre eles, a meu favor.

-Eu acabo de contar uma piada extremamente engraçada, que quase fez você cuspir o seu café- Digo, e logo começo a rir, e vejo que ele fez exatamente o que eu havia pedido. Perfeito.

-Qual a piada?- Diz Eadlyn quando chega perto da mesa, então ela se senta pulando uma cadeira ao lado de meu pai.

-Não iria eu adiantar explicar Ead- Ele dá um beijinho em sua bochecha, e quando Kyle passa por trás, dá um aperto no ombro dele.

-Bom dia padrinho.

-Bom dia Kyle, dormiu bem?- Pergunta sorrindo, mas consigo perceber a insegurança na sua fala.

-Esplendidamente bem. Bom dia Angel- Fala se sentando ao meu lado.

-De bom não tem nada. Ah, bom dia madrinha- Falo com um sorriso.

-Bom dia minha flor, você está excepcionalmente linda hoje, esse é o vestido que eu lhe dei no seu aniversário?- Ela diz com um sorriso doce.

-Sim, estava com vontade de usá-lo hoje. Agora voltando aos assuntos- Volto a olhar para o meu pai- Vamos falar sobre a demissão da minha babá- Ouço um suspiro de surpresa dos três, e o suor frio de meu pai- Qual o nome dela mesmo? Bia? Beatriz? Bianca? Beatrix?.

-Belatrix- Meu pai fala em um fio de voz.

-Essa mesma.

-Por que quer demiti-la minha flor?.

-Papai sabe o motivo, é melhor ele contar, correto?- Olho para ele com o meu melhor olhar maligno, e ele concorda com a cabeça.

-Er...É… Ela desrespeitou…. Ela…- Ele começa a gaguejar procurando as palavras certas.

-Diga, você sabe tanto quanto eu!- Percebo o olhar de Kyle, ele estava sorrindo, sabia o que eu estava fazendo.

-O que ela fez?- Pergunta minha madrinha curiosa.

-Ela… Ela tentou me beijar!- Ele fala por fim- Estávamos discutindo coisas sobre o salário dela, então ela tentou me agarrar, eu a empurrei, e voltei para o meu quarto, por isso vamos demitir ela.- Fala em tom autoritário, e eu dou um sorriso de vitória.

Ele olha para mim em busca em aprovação, e eu balanço a cabeça para cima e para baixo, qualquer um que olhasse acharia que eu estava estalando meu pescoço, como sempre faço, mas naquela situação, meu pai entendeu perfeitamente o que eu estava querendo dizer,

Pego uma fatia de torta de morango, e a como enquanto conversava com minha madrinha sobre música, algo que ambas gostamos, e podemos conversar por horas, e horas.

Kyle conversava com o meu pai sobre… arquitetura talvez? Não faço a menor ideia, Kyle era um nerd encapuzado, já tentara o vi em um debate com alguém importante que eu não lembro o nome, ela havia ganhado.

Vejo a minha mãe entrando na sala, com uma cara deplorável, assim que ela me vê, corre em minha direção.

-Sim?- pergunto quando ela toca em meu ombro.

-Podemos conversar- Perguntou com receio, eu sorrio, e me levanto.

-Com licença- Ela me puxa para um canto qualquer, fora da vista de qualquer um.

-Filha… Me.. me desculpe- Ela diz começando a chorar, faço uma cara séria- Deixe-me explicar… Não é o que parece- Ela coloca as mãos no rosto- Eu… Por favor- Pede em tom de súplica- Eu amo você minha patinha…- Então ela coloca uma mão no meu ombro, pedindo um abraço.

-Não me toque, por favor- Tiro sua mão de meu ombro- E não me chame assim- Engula o choro, e sorria- Digo abrindo o meu melhor sorriso.

-Mas..

-Sem “mas”, vamos.- Puxo-a para a mesa- Agora siga o fluxo- Vejo sua cara de interrogação, então quando chegamos perto da mesa, falei em alto e bom som- Ele fez o que?!- Ela fez uma cara de interrogação, e eu olhei firmemente para ela- Isso é inadmissível!.

-Isso o que?

-Conte para eles o que o jardineiro fez com você mãe- Coloco a mão no peito.

-Ele..- Olha para mim, e eu faço um sinal para que ela prossiga- Tentou me assediar…- Faço que sim com a cabeça.

-ELE O QUE?- Meu pai fala gritando se levantando- ISSO É INADMISSÍVEL!.

-Oh Agus- Eadlyn se levanta e a envolve com um abraço.

-Vamos resolver isso, minha querida- Meu pai segura suas mãos, e a beija. Reviro os olhos eles são falsos, como não percebi antes?

Olho para Kyle e vejo que o mesmo estava confuso, cruzo os braços, e ele parece entender o meu sinal. Então ele se levanta e a abraça.

-Tudo bem madrinha…- Ele sorri, e minha mãe o envolve em seus braços

-Irei demiti-lo imediatamente! Ele não pode sair impune!.

Continue com o meu plano.

-Que tal você pedir para o Nate dar uma lição nele?- Dou minha sugestão com um sorriso, e vejo o olhar incrédulo de todos- Aproveita e pede para ele fazer o mesmo com a minha antiga babá.

-O que ela fez Amor?- Minha mãe pergunta fazendo cafuné em Kyle.

-Diga para ela pai.

-Ela tentou me beijar- Fala em um fio de voz. Vejo minha mãe fazer uma cara espantada, e o abraça-lo.

-Então? Que tal ambos sofrerem suas punições? Afinal, quem tenta destruir a nossa família não sai ileso, certo?- Digo com um sorriso maldoso, quase consigo escutar o calafrio que havia sido percorrido na espinha de meus pais, olhei para Kyle, e ele entende o que tinha que fazer.

-A não ser que vocês não ligam para eles tentarem destruir nossa família- Ele diz se sentando à mesa.

-O que é isso?- Minha madrinha fala então ela vai até nós dois- Vocês estão sugerindo que dois sujeitos recebam uma “lição”? O que vocês são? Psicopatas?

-Filha de um diretor de uma escola de assassinos- Digo voltando a me sentar.

-Morador de uma casa de um diretor de uma escola de assassinos.

-Você não pode pedir muito da gente madrinha- Pego um pedaço de maçã, e vejo a cara de espanto dela.

-Viu? Viu o que essa sua ideia maluca te deu uma escola de assassinos fez com a sua filha?! E o meu filho?!

-Primeiramente Ead, eu herdei essa escola antes mesmo de pensar em ter a Angel, não me culpe!.

Antes deles começarem a discutir, interveio:

-Vamos voltar ao assunto principal! Papai, eu tenho uma proposta para você- Digo pegando um morango do prato de Kyle, que deu um tapa em minha mão.

-Diga- Fala e logo em seguida engole seco, ele sabia, era óbvio que sabia, independente do que eu ia falar, ele tinha que aceitar.

-Mas eu digo logo, que terei que ter a aprovação da mamãe também, sentem-se- Falo colocando meus antebraços sobre a mesa. Todos se sentam, vejo a cara de curiosidade de minha madrinha. Minha mãe logo pega um comprimido discretamente, e o toma com água. Como eu não havia percebido antes? Ela sempre toma remédios de dor de cabeça pela manhã.

-Bom, vocês dois- Apontou para meus pais- Estão com problemas com certas pessoas, e todos nós sabemos que somente demiti-los não vai adiantar, pois os outros empregados podem fazer isso. Então eu proponho que eu mesma vá atrás deles, e de uma pequena lição neles, para que não somente eles, mas todos daqui, entendam o recado, que não se deve mexer com nossa família. E caso eu fizer um bom trabalho… Entrou para a Elite Black- Jogo no ar, e vejo o olhar de surpresa de todos presentes na sala, até mesmo dos empregados que estavam perto.

-Você… O QUE?- Grita minha madrinha- VOCÊS DOIS NÃO OUSAM ACEITAR ISSO NÃO É?- Aponta para eles- SE VOCÊS OUSAREM FAZER ISSO, EU JURO, QUE EU VOU ENFIAR UM CANO NA BUNDA DE VOCÊS E SÓ VOU PARAR QUANDO EU COMEÇAR A VER ELE PELO OUTRO LADO!.

-Calma mãe- Kyle fala ainda surpreso e incrédulo.

-CALMA O CARALHO!

Meus pais se olham, e vejo ambos engolir em seco, eles sabiam, eles sabiam que teriam que aceitar, a partir de hoje eu iria não ser somente a rainha dessa casa, mas do Elite Black também.

Meu pai suspira olhando para a minha madrinha.

-Não é uma ideia ruim Ead…- Antes que ele completasse, vejo minha madrinha dar um tapa em sua cara.

-Não use Miguel, não ouse fazer a sua filha entrar em uma escola de sanguinários! Ainda mais ela é uma criança! Ela tem apenas sete anos!.

-Tecnicamente eu tenho sete anos e onze meses, semana que vem é o meu aniversário madrinha.

Ela me ignora e prossegue.

-Agustina Green Scott, Miguel White Scott, não ousem submeter a sua filha a isso, não a tornem uma assassina!.

-Ead…- Começa minha mãe- Ela é treinada desde que começou a andar, e se ela conseguir o que propôs, será fichinha para ela aquela escola… Ainda mais ela é filha do diretor, e da vice diretora, ela também iria ser da realeza, não iria ser como se ela fosse apanhar…

-Vocês realmente estão pensando em deixar sua filha entrar nessa escola, em que todos lá tem pelo menos o dobro da idade dela!.

Olho para meu pai que afirmou a cabeça para mim, igual minha mãe, o trato estava feito, perfeito. Me retiro da mesa para parar de ouvir aquela discussão.

Estava feito, tudo o que eu tinha que fazer era dar uma lição aos alguns dos culpados que tentaram destruir minha família, que por sinal, ela estava sendo destruída a quanto tempo?.

Vou para a grande sala de armas e treinamento, apelidado gentilmente por mim de: Sala de vidro. Que recebeu esse apelido devido a grande porta de vidro que tinha ao entrar na sala. 

Começo a pensar em o que fazer com eles? Destruí-los seria pouco, mas eu também não posso exagerar, eles não são totalmente os culpados da destruição de minha família, não é?.

Pego um de meus conjuntos de adagas preferidas, e algo que eu era obrigada a fazer toda vez que vinha para essa sala, apelidado gentilmente por mim, como: Soro do pesadelo.

Esse soro estimulava alguma parte do cérebro, que fazia a pessoa ver todos os seus medos, já fui obrigada a fazer tantas sessões dele, que o meu número de medos foi reduzido a sete.

Ele ainda iria ser mais aprimorado para começar a ser usado como um teste na Elite Black, e quando eu entrar para ela, irei ser a melhor no soro do pesadelo.

Pego duas unidades dele, o suficiente para fazê-los se assustarem, mas não o bastante para fazê-los terem um ataque cardíaco.

Então vou em direção da porta para sair, mas sou abordada por Kyle.

-Você não vai fazer isso né Angel?.

-Isso o que?.

-Dar uma lição no jardineiro, e na sua babá.

-Kyle, ambos sabemos que eu não iria fazer isso se não fosse necessário, e ainda mais, eu quero entrar naquela escola.

-É isso o que você quer Angel? Se tornar uma assassina? Ter sua vida prejudicada para sempre? Você tem apenas sete anos Angel, e eu entendo que está com raiva, e está sendo motivada pela vingança

-Ótimo, então entende que eu vou fazer isso de qualquer jeito. Até mais- Desvio dele, e começo a correr, era óbvio que ele iria tentar correr atrás de mim, mas naquela casa, eu era a mais rápida, ele não iria me alcançar.

Vou diretamente para os andares subsolos da casa, onde eu sabia onde ela estava, ela iria ser a primeira.

Desço o elevador, e então chego no subsolo, um andar bem organizado, onde os empregados ou dormiam, ou esperavam pelos seus turnos, vejo que assim que comecei a andar, todos me observavam, sorri.

-Com licença- Falo com minha voz mais inocente possível.

-Sim madame?.

-Você poderia me dizer onde está a Belatrix? Tenho que falar com ela sobre a sua promoção- Digo tocando em seu ombro de leve.

-Oh, eu irei avisá-la que a madame a está procurando por isso, mas creio que ela está em um dos quartos de descanso- Ela diz com receio.

-Muito obrigada- Então continuo andando, quarto de descanso lá vamos nós.

Eu conhecia aquela casa de cor e salteado, sabia exatamente onde ficava qualquer quarto, e qualquer coisa, viro a esquerda, e me dou de cara um dos quartos de descanso, verifico que estou com uma seringa com o soro do pesadelo, e minhas adagas. Tudo estava em ordem, entro no quarto e vejo Belatrix batendo em um saco de pancadas, era óbvio, eu até tinha me esquecido disso, todos os empregados ligados diretamente a mim, ou a o Kyle eram obrigados a lutar, atirar, e a sobreviver em caso de qualquer incidente, ela havia sido escolhida a mão por suas habilidades, vai ser um pouco mais complicado. 

Assim que ela percebe que eu estava lá, abre um sorriso.

-Eu sabia que você iria vir até mim- Enxuga sua testa- E aqui você está, mas é melhor saber o que vai querer fazer- Diz sorrindo.

-Você sabe, que eu sou capaz de fazer tudo e de qualquer coisa. Me trate como uma rainha, uma princesa, tanto faz, mas não me trate como sua inimiga.

-Então você quer vingança?- Ela dá uma risada estúpida e sarcástica- Garota, você deveria saber com quem está mexendo- Ela então fica em posição de luta.

-Você se atreve a isso?- Estalo meu pescoço- Por que eu vou matar você como um cavalo negro- Dou meu pior sorriso maldoso, e vejo ela estremecer- Está pronto para…

-Pronta para?- Fala sarcástica.

-Uma tempestade perfeita!- Ficou em posição de luta.

-Uma tempestade perfeita?- Pergunta confusa.

-Uma vez que você fez mal a minha família… Não terá volta atrás!.

Então eu avanço nela, quando eu percebo que ela estava com medo, dou um chute na parte de trás de seu joelho, a fazendo cair, dou uma risada de sua fraqueza, mas ela pega o meu pé, o puxa me fazendo cair, logo ela fica por cima de mim, e me prende no chão.

-Você deveria saber com o que estava se metendo- Sorri.

-Eu vou atrás de você como um cavalo negro- Ela fica confusa, então eu cuspo em sua cara, quando ela percebe estava por baixo de mim, com eu a imobilizando, e transfeirndo socos em sua cara, antes que ela pudesse fazer qualquer coisa para se defender, pego uma de minhas adagas, e enfio em seu olho esquerdo, a fazendo emitir um som de animal com dor- Doi né?- Falo enquanto ela ainda gritava- Você quis brincar comigo, você sabia no que estava se metendo, e mesmo assim se atreve a isso. Uma tempestade perfeita- Falo relembrando a minha fala antes, então enfio a faca ainda mais, a fazendo gritar ainda mais, ela me empurra, e com o seu olho saudável, ela olha para mim, e retira minha adaga de seu olho, logo ela a joga em mim, ela erra a adaga miseravelmente.

Antes que ela pudesse fazer qualquer coisa, tiro a seringa de meu cinto, e aplico em seu pescoço, logo ela cai no chão, e começa a gritar.

O soro tem um efeito de aproximadamente cinco minutos, me dá tempo de pegar minha faca e limpá-la. Pego outra adaga, e a enfio em suas costas, assim que ela acordar teremos uma briga bem menos emocionante.

 

Quebra de tempo.

 

Saio daquele quarto depois de exatos quinze minutos, foi até que interessante? Por assim dizer, não sei se fico feliz por ela ter o que mereceu, ou triste por estar me sentindo culpada, ela tinha uma família não é? Afasto isso da minha cabeça, eu também tinha uma família, e ela sabia, então foi olho por olho, dente por dente.

Já foi um!

Passo por todos os funcionários que me olhavam com medo, com certeza haviam ouvido os gritos, com certeza eles tinham percebido que minha roupa está suja de sangue, bom, agora eles estão avisados também.

Vou até o jardim dos fundos, um jardim onde ninguém ia, que mal batia o sol, mas sempre estava lindo, meu local preferido, e lá estava ele, eu não sabia seu nome, mas ele sabia o meu.

Sorrio, e ao invés de enrolar vou direto para a ação.

 

Quebra de tempo.

Pov narrador.

 

O que foi dito ou feito naquele jardim, é muito cruel para que eu possa descrever, mas Angel saiu dali com apenas algumas certezas. A primeira: Ninguém mais ia ousar mexer com ela. A segunda- Se aquele homem voltasse a ter uma vida relativamente normal, ele já teria uma vitória. E a última e terceira- Apesar de seu nome significa “Anjo”, de anjo ela só tinha o nome, e a cara.

Angel saiu de lá com um misto de emoções, se sentia orgulhosa de seu feito, mas culpada pelo seu feito, ela não era uma criança, afinal? Tentou afastar esse pensamento de sua cabeça, como sempre fazia quando pensava algo que não gostava, mas daquela vez ela não havia conseguido.

Agora ela tinha outra frase que iria repetir a si mesma, ela trocou:”Sou Angel Scott Green, não existe ninguém mais poderosa do que eu!” Para outra que uma vez tinha ouvido seu pai falar, que agora ela usaria pela sua vida inteira: “Confiar somente em uma pessoa, a única pessoa confiável no mundo, eu mesma”. E aquele era o preço que ela iria ter que pagar para se tornar a mais poderosa, tirar vidas de pessoas relativamente inocentes, mas ela já não ligava para aquilo.

E essa foi o começo de uma pequena garota em busca de poder, e vingança- Que por sinal, ela ainda procura, acredito que ela não vai achar tão cedo- de uma garota que com apenas sete anos já tinha capacidade para entrar em uma escola particularmente diferente, de uma garota que mesmo tendo sete anos virou o terror de várias pessoas, de uma garota que entrou no Elite Black. De uma garota, que a vingança e a sede de poder tomou conta dela.







































 


Notas Finais


ههههه✩ Gostaram? Vocês acham ou não acham que ela e o Kyle vão ficar juntos? Façam suas apostas!

ههههه✩ Se pegaram todas as referencias coloquem aqui! Eu quero ver o quanto os meus leitores tem cultura!


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