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História Elite: o sequestro da deusa - Capítulo 23


Escrita por: Amelia_Benoit

Capítulo 23 - Chantagem


Fanfic / Fanfiction Elite: o sequestro da deusa - Capítulo 23 - Chantagem

Já era relativamente tarde quando Damon despertou, sua cabeça latejava violentamente. Levando em consideração o horário, decidiu pular o café da manhã, afinal o almoço não tardaria a chegar.

O rapaz se levantou e saiu discretamente para colher lavandas a fim de fazer um chá para sua cabeça, havia notado várias dessas flores roxas do lado de fora da janela de seus aposentos. Aproveitou para caminhar e respirar um pouco, a sensação gostosa do sol acariciando sua pele cor de avelã. Estar em contato com a natureza sempre lhe trouxe uma paz imensa. Se deitou na grama, fechando os olhos para não ser cegado pelo sol, e respirou fundo sorrindo. Ficou assim por alguns minutos.

Logo resolveu se apressar e colheu as flores. Dirigiu-se à cozinha e preparou o chá, bebendo-o brevemente em seguida. Inúmeros pensamentos atormentavam sua mente, sobre seu tempo estar se esgotando, que agora havia mais uma vida em suas mãos, que estava pisando em ovos constantemente com Circe, mas principalmente sobre como faria para ceifar a vida de Ares. Rumava para a biblioteca enquanto isso, quando ouviu uma voz conhecida que o trouxe de volta à realidade.

- Aonde vai, garoto? - indagou aquela voz feminina que lhe causava arrepios.

- Para a biblioteca. - respondeu secamente sem parar para conversar.

- Espere, vamos papear um pouco. - a feiticeira proferiu num tom peculiarmente doce e pidão.

Damon bufou sem paciência e se virou revirando os olhos.

- O que você quer?

- Que grosseiria! Não é assim que uma dama deve ser tratada.

- Ah, não tinha hora pior para me encher o saco? Dá um tempo! Vamos, desembucha de uma vez.

- Tome cuidado com o jeito que fala comigo! Se dependesse de mim, você nem tinha acordado hoje. - Circe vociferou.

- Nossa, estou tão surpreso! - o jovem disse com escárnio. - Conta outra.

- Pois deveria, eu já sei de tudo. - ela sorriu perversamente.

- Como assim? O que quer dizer com tudo?

- Quero dizer que sei o que está planejando, sei que está infiltrado e Apolo está atuando, que enganou Ares e quer matá-lo. Ele pode ser idiota de cair nos seus truques, mas a mim você não engana.

O rapaz a encarava assustado e engoliu em seco.

- Então, tenho uma proposta que pode te interessar. Você vai fazer tudo o que mandarmos, vai nos levar ao Submundo e dar seus poderes de bom grado quando chegar a hora, em troca eu guardo seu segredinho de um certo alguém.

- E por que eu faria isso?

- Estava esperando que perguntasse, siga-me.

Sem mais delongas, ambos caminharam até o calabouço. Damon não entendeu de início, mas logo se chocou com o que viu. Dentro de uma cela, Ágatha jazia desacordada e acorrentada. Apesar das circunstâncias, ela parecia bem, serena como se dormisse, ao menos por enquanto.

- Aqui está seu incentivo.

- O que você fez com ela?

Circe contou que naquela manhã, enquanto o outro dormia, havia saído para coletar folhas de raízes para seus feitiços e poções quando avistou aquela bela jovem, sua pele negra como a noite reluzindo sob a luz do sol, adquirindo um brilho dourado. Aparentava procurar mantimentos para seu grupo. Como a feiticeira sempre carregava várias poções para sua própria proteção e tendo em vista a situação favorável, resolveu capturá-la para garantir a contribuição daquele garotinho insolente. E assim o fez. Mas não foi tão fácil como pensou, a moça era forte e resistiu, entretanto conseguiu dominá-la. Colheu tudo o que precisava e levou de volta ao palácio junto com a garota.

-É simples, aceite a minha proposta e ela vive, negue e ela morre. Negócio fechado?

Após muito pensar, ele finalmente respondeu com o ar pesaroso:

- Tudo bem, negócio fechado. - apertou a mão da outra.

Logo os dois subiram para almoçar. Damon estava apático, comendo apenas para não passar mal, pois seu apetite se foi momentos antes no calabouço. Sua cabeça estava a mil mais do que nunca, seu pensamento principal era manter sua amada sã e salva, custe o que custar. Estava decidido a adiantar seus planos e matar seu inimigo o quanto antes.

- Garoto? Está tudo bem? Você está com uma cara péssima.

- Eu estou com dor de cabeça, mas vou ficar bom logo.

- Trate de se alimentar direito, preciso de você novo em folha hoje a tarde.

- Obrigado pela preocupação... Ares, posso te fazer uma pergunta?

- Diga.

- De onde tirou a ideia do plano? Por que resolveu fazer tudo isso?

- Bom, desde a queda de Cronos, Zeus tem sido um tirano, ninguém pode opinar, as coisas tem que ser do jeito dele sempre. Éramos e ainda somos obrigados a aceitar tudo de cabeça baixa. Porém aparentemente só eu vejo isso, os outros deuses parecem não se incomodar, acho que é cômodo para eles. Eu juro que fiz de tudo para acertar isso no diálogo, mas era visto como o mal, o errado. Zeus os colocava contra mim constantemente. Tentei e tentei, mas aquilo estava acabando com a minha sanidade. Até a mulher por quem eu estava apaixonado me achava uma aberração! Não adianta ter beleza se a pessoa que você ama não te apoia nas suas decisões, entende o que quero dizer? Então, fui obrigado a tomar uma medida drástica. - o deus parecia mais irado a cada palavra que proferia. - Eles queriam um vilão? EU ME TORNEI UM VILÃO! Comigo no controle, esse tipo de coisa nunca mais vai tornar a se repetir.

O jovem ficara sem palavras, impressionado com o que acabara de ouvir. No fundo, sentia pena de Ares, pois tudo o que queria era ser ouvido, apoiado e infelizmente conseguiu isso de uma mulher perversa após tomar a pior decisão de sua existência.



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