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História Ellie the awakening (the Last of us II) - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Superar o passado


Ellie

Um ano depois...

(..)

A um bom tempo venho participando constantemente das patrulhas, ando focada demais nisso, poucas vezes eu vi a Dina, eu não queria conversa, só queria um momento em que minha mente ficasse vazia, as patrulhas fazia muito bem isso.

- Ellie você não acha que deveria descansar um pouco - Tommy disse assim que chegamos novamente a cidade.
- Porque? Eu vou com a patrulha que vai sair daqui duas horas.
- É que tem pessoas querendo ver você, a Lina toda vez que a vejo ela sempre me pergunta de você.
- Verdade não me lembro ao certo qual foi a última vez que vi ela, tudo bem hoje eu vou ficar na cidade, mas só hoje.
- Está bem.

Evitei muito ficar na minha antiga casa me sentia sozinha ali mesmo estando rodeada de pessoas em Jackson. Ao entrar decidi apenas trocar de roupa, me sentei alguns segundos na ponta da minha cama, meu corpo estava exausto só agora percebi que minhas costas doíam faz tempo que não durmo em um lugar confortável como aqui. Ao sair da casa caminhei até a casa de Eugenia, nesse decorrer de tempo arrumam um local para as duas morar, assim que me aproximei bati na porta, quem me atendeu foi Lina toda animada me surpreendi ao ver o bebê JJ brincando com ela, ele já conseguia falar estava enorme.
- Oi Ellie - Lina me abraçou empolgada.
- Oi meu anjo.
- Senti saudade de você, você sumiu.
- Eu também senti sua falta.
Quando entrei na sala eles estavam brincando no tapete, pois nele tinha alguns brinquedos o JJ apenas me olhava o mesmo já tinha perdido o foco de seus brinquedos.
- Ei garotão como você está ? - perguntei me agachando na sua altura.
Eu não esperava pela reação que JJ teve o mesmo me abraçou forte aquele abraço sincero que só uma criança pode te dar, eu não sei ao certo quanto tempo eu fiquei ali simplesmente abraçada com os olhos fechados, foi quando uma voz familiar soou na sala.
- Que bom que está aqui querida - Eugenia me encarou, apenas me levantei e me surpreendi ao ver quem estava ao seu lado.
Exatamente a Dina ela estava seria, não se dirigiu a palavra, é tão estanho a pessoa que faz seu coração acelerar estar tão distante. Sei que boa parte dessa distância sou eu a culpada, afastei ela de mim.
- Espero que você jante conosco hoje.
- Sim, claro jamais recusaria sua comida.
Fiquei apenas observando Dina estava ajudando Eugenia a preparar a comida as duas conversavam entre si elas riam, pareciam bem amigas, quando isso aconteceu? Eu não faço ideia, mas parecia ser algo bom para elas duas. Não demorou muito o jantar já estava pronto, todos nós no sentamos a mesa. Fiquei a noite toda rindo das brincadeiras que Lina nós contava no jantar, me sinto orgulhosa por ter dado a Lina uma chance de uma vida melhor, criança tem que brincar e ser feliz, fazer bagunça.
Assim que o jantar foi finalizado, lavei a louça. Pelo jeito Dina iria passar a noite ali com eles, pois Lina e JJ se davam tão bem que após o jantar os dois dormiram no sofá, peguei a Lina em meus braços enquanto Dina pegou o JJ nos duas subismo até o quarto e deixamos os dois deitados nas duas camas que tinham lá encima. Eu senti uma frieza em Dina, isso fez eu sentir uma sensação ruim, ela não conversava comigo, isso é estranho, ela costumava ser tão falante.

(...)

Assim que descemos as escadas encontramos Eugenia, ela estava sentada no sofá, pediu que nos duas se aproximassem, foi o que fizemos sentamos ao lado de Eugenia.
- Eu quero contar uma coisa para vocês duas.
- O que ? Aconteceu alguma coisa - perguntei a Eugenia, preocupada.
- Não Ellie não aconteceu, só acho que passou da hora de vocês duas conversarem, acho que já passou muito tempo, a vida é imprevisível, vocês duas tem que fazer hoje, pois amanhã pode ser tarde, agora me dão licença eu tenho mais o que fazer.

(...)

Não sei ao certo quanto tempo permanecemos em silêncio, mas estava começando a incomodar e ficar ruim. Foi quando decidi tomar iniciativa em puxar assunto com Dina.
- Então Dina, esse seu silêncio está me matando, será que poderia falar alguma coisa?
- Olha Ellie eu já me cansei de conversar com você, eu achei que após a morte da Gabi tudo se resolveria, mas você como sempre egoísta sempre quando algo te incomoda você se afasta, nunca pensou que eu poderia te ajudar a ficar bem? Ou que eu me importo, você não faz ideia só agi como te convém é egoísta demais.
- Não foi essa minha intenção, mas entendo o porquê me considerou egoísta, eu sou assim sempre fui assim, quando ponho algo na cabeça dificilmente sai, eu não entendo como você que namorou aquela mulher não de importou com a morte dela.
- Quem disse que eu não me importei? Eu tinha um carinho pela Gabi, mas entre você e ela, mil vezes você Ellie, sempre vou preferir você.
- Ela merecia ir para o povo dela, ter uma nova chance, eu não acho que ela iria fazer algo comigo.
- Você não a conheceu como eu conheci então não sabe o que está dizendo, acredito que Tommy fez o certo, ela era obsessiva, extremamente ciumenta.
- Com motivo nós duas a provocando a forma que você dançou para mim, precisava fazer aquilo com ela?
- Quer dizer que você acha que nos duas somos culpadas pela morte de Gabi?
- Sim nós somos Dina, teremos que líder com isso querendo ou não, mas um sangue em minhas mãos.
- Ela te tratava tão mal te ameaçou várias vezes e mesmo assim você de importa com a morte dela.
- Eu mudei Dina, não sou mais aquela insencivel inracional que só agi como achar que deve.
- Não te conheço mais isso me assusta.
- Então tente me conhecer melhor agora, se permita ver quem eu me tornei Dina.
- Você me ama ainda Ellie?
- Como você pode duvidar disso?
- Não sei, nesse um ano você vem me evitando.
- Precisava de um tempo para mim, mas a única certeza que eu tenho nessa terra é que eu amo você.
- Se me ame então prove, porque eu não acredito mais nas suas palavras, agora me dá licença estou com sono. - antes que eu pudesse responder ela já saiu da minha frente.

(...)

"Se me ama prove"  demorei para pegar no sono, pois o que Dina havia me dito ficou ecoando na minha cabeça. Como eu pude deixar minha vida virar de cabeça para baixo dessa forma? As coisas estão difíceis, meu pior inimigo é meu próprio orgulho, tenho que evitar que ele me domine mais como? Tenho que me livrar de coisas amargas que venho carregando em mim, no dia seguinte acabei conversando com Tommy e dele disse que tem uma mulher aqui que ajuda as pessoas a superar as coisas como se fosse uma curandeira sei lá, por ter ficado curiosa eu decidi ir até a casa dela.
Assim que me aproximei tinha algumas pessoas em fila esperando para ser atendida por ela e não eram poucos , tinham jovens , adultos e crianças pessoas de todas idades, chamavam ela de Lisandra a curandeira, conforme a fila andava eu sentia um frio na barriga, pensando o que eu fazia ali? Eu não sei porque decidi ir nas ideia do Tommy, mas ok, não tenho nada a perder mesmo. Não demorou muito chegou minha vez assim que entrei a Lisandra me olhou surpresa, sua casa cheirava ervas, tinha uma sensação de ambiente calmo sereno e agradável ela tinha uma mesa com cartas e pedras, parece mais uma cigana para mim.
- Estava ansiosa para sua chegada, você demorou para vir mais do que eu pensei que demoraria Ellie.
- Não sabia que esperava pela minha presença Lisandra.
- Senta aqui no sofá minha querida.

Diferente das outras pessoas ela me levou até o seu sofá, me sentei nele sentindo um leve aperto no peito.
- Só um momento - a moça pegou um incenso e acendeu próximo a mim a fumaça dele tinha na minha direção no mesmo instante a sensação do meu peito foi embora e eu pude relaxar naquele sofá.
- Me falaram que você cura as pessoas isso é verdade?
- Não curo eu auxílio elas a conseguir seguir em frente, deixar as amarras do passado no seu devido lugar.
- Então você é feiticeira? - arregalei meus olhos.
- Pode me chamar do que quiser, curandeira, terapeuta, médica, cigana, psicóloga ou feiticeira para mim todos eles tem o mesmo objetivo fazer as pessoas se sentir bem.
- Entendi curandeira.
A moça se sentou frente a mim no outro sofá estava me olhando, permaneci em silêncio.
- Vamos começar assim, feche os olhos Ellie respire fundo, me conte Ellie desde início, o que aconteceu contigo.

(...)

Comecei a ter uma leve sensação em meus olhos como se eu estivesse vivenciando outro momento em minha memória uma época a qual me senti viva, o dia em que conheci Joel. Comecei contando para ela quanto ele me via como mercadoria para ser entrega no começo e as coisas foram mudando aquele dia com Joel no hotel destruído o dia em que eu salvei a vida de Joel, aquele mal agradecido, tudo começou a mudar para mim quando eu salvei ele, partir daí Joel confio em mim, lembrei do dia em que conhecemos duas pessoas. Também me recordei de um dia muito especial em que Joel e eu passamos o meu aniversário. Ele me levou no museu tinha dinossauros, mas a melhor parte disso tudo foi a parte de cima me senti na galáxia, tinha os planetas, capacete roupa de astronauta, foi mágico, esse foi sem dúvida um dos melhores dias da minha vida. Mas daí tudo mudou eu descobri coisas eu prefiro não lembrar, acabei me afastando de Joel.
- Não Joel - comecei a chorar, quando a cena da morte de Joel veio em minha mente a forma tão cruel em que mataram ele.
Comecei a sentir minha respiração ficar ofegante e eu começar a soar frio, desesperada, foi quando a Lisandra encostou sua mão na minha e eu abri os olhos arregalados olhei para ela.
- Calma Ellie, Joel está aqui do meu lado.
- Como assim? - limpei meu rosto , achando essa mulher meio maluca.
- Ele morreu, não tem como ele estar aqui.
- Faça uma pergunta Ellie, que só você e ele saberia responder, que eu te direi.
- Qual o meu maior segredo? - estava olhando para aquela mulher sem acreditar no que estava acontecendo.
- Você é imune aos poros e aos infectados - a mulher respondeu olhando para o seu lado direito, sem ela mesma acreditar no que ouvi.
- Como isso é possível? - perguntei.
- É a espiritualidade Ellie, eu sou medium, mas as pessoas costumam me chamar de outras formas, não se preocupe tudo que eu converso com os pacientes não sai daqui, não exponho a vida das pessoas.
- Eu posso falar com ele ?
- Sim claro Ellie, ele vai ouvir você.
- Eu não queria que aquilo tivesse acontecido com você, sinto tanta sua falta Joel.
A senhora respondeu olhando para o seu lado direito.
- O Joel disse Ellie que você não tem culpa do que aconteceu com ele, mas para ele ir embora para o plano de luz ele precisa que você supere isso, ele está prezo aqui, pois sempre esteve ao seu lado desdo seu último suspiro.
- Então quando eu entrei na sua casa ele estava comigo?
- Sim Ellie, quando você foi matar Abby ele estava lá, quem você acha que impediu que você fizesse isso? Ele encostou suas mãos sobre seu ombro, enquanto você tentava afogar Abby, sua memória foi para memórias com ele, foi Joel Ellie que fez você lembrar ele não queria aquilo.
- Eu não contei nada disso para ninguém, ele realmente está aqui, você não está mentindo, o que eu posso fazer para que ele tenha paz e siga o caminho dele ?
- Você deve se despedir Ellie e deixar ele ir embora, fazendo isso será um novo começo na sua vida.
- Joel eu amo você cara, não sei explicar o quanto me dói te dizer isso mais, eu permito que você vá embora, você sempre foi como um pai para mim, gostaria de ter falado isso antes para você.
- Ellie ele disse que está tudo bem, ele também sentia que você era filha dele, Joel também ama você agora ele vai partir.

Foi quando próximo a janela eu pude ver uma luz tão forte que chegava a arder meus olhos um pouco, me fez lembrar do sol, no mesmo instante eu percebi que a agonia que eu sentia não fazia mais parte de mim. Me levantei agradecendo a Lisandra, quando sai dali e o próximo da fila entrou para ser atendido por ela.



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