História Elliot - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter
Visualizações 493
Palavras 14.240
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


- Peço desculpas por erros de ortografia que possam aparecer pela fic.
Ela foi revisada rapidamente, mas as vezes ocorre de aparecer um erro aqui ou ali...

- O Símbolo * é utilizado para diferenciar os diálogos secundários, dos principais...

-Enjoy! =)

Capítulo 1 - Capitulo Único


Fanfic / Fanfiction Elliot - Capítulo 1 - Capitulo Único

-Ei você dois! O que estão fazendo fora do dormitório? – pediu enquanto caminhava tranquilamente em direção dos dois sonserinos que importunavam uma terceira pessoa.

*Ah, é o Malfoy. Volta para a mamãe seu traidor! * gritou um virando em sua direção deixando que ele visse a terceira pessoa “Potter” pensou o loiro.

-Há! Que engraçado. Por que vocês não fazem uma piadinha com a professora Mcgonagall que vem vindo aí – disse com seu sorriso debochado – Estou dando uma chance para vocês fedelhos, então corram agora se não quiserem pegar uma detenção. – respondeu dando um passo forte para frente assustando os quintanistas que saíram correndo. – Potter eu... – disse se virando, mas não encontrando mais o moreno.

“Hunf, deve ter escapado com a capa de invisibilidade” pensou.

-Obrigado – disse uma voz atrás de si fazendo Draco pular no lugar.

-Você perdeu o juízo? Quer me matar do coração? – pediu se virando, mas ainda não vendo o moreno.

-Vem comigo – pediu.

-E como você pretende que eu faça isso se nem consigo te ver? – pediu.

Harry riu e fazendo sua mão aparecer pegou na mão do outro e o guiou ara uma das salas de aulas destrancadas.

-O que você estava fazendo à uma hora dessas nos corredores? – pediu curioso.

-Estava te procurando monitor chefe – sorriu tirando a capa e diminuindo-a a colocou em seu bolso da calça.

-Posso saber o por quê? – pediu.

-Eu queria lhe agradecer pela ajuda. – falou.

-Você me salvou de uma morte horrível Potter, acha mesmo que é você quem precisa agradecer? – disse sorrindo.

-Eu precisava devolver sua varinha também. Como pretende fazer seu último ano sem uma? – pediu.

-Eu... Estou com a da minha mãe – disse cabisbaixo indo até a janela ver a lua.

-E... Como eles estão? – perguntou se aproximando do menor. Havia saído uma nota no Profeta Diário onde dizia que os Malfoys estavam internados em casa, por estarem infectados com uma doença desconhecia e aparentemente altamente contagiosa, pega após a guerra.

-Não descobriram ainda que doença eles tem... – falou respirando fundo.

-E você está morando aonde? – perguntou se sentando sobre a bancada que havia em frente à janela e abrindo o vidro.

-Eu continuo na mansão, mas em outra ala, para não tem problema de me contagiar. Mesmo estando tão próximo deles eu não posso vê-los – disse se sentando ao lado do moreno curtindo o vento da noite que estrava pela janela aberta.

-Deve ser solitário – disse o admirando.

-É sim – disse sorrindo de canto – Mas deve ser uma forma de eu pagar meus pecados não é? – disse com água nos olhos – Vou perder meus pais e viver sozinho nesse mundo que me odeia. – disse respirando fundo enquanto o vento mexia seu cabelo solto e sem gel.

-Vem morar comigo? – pediu Harry num impulso.

-Oi? – respondeu.

-Err... Eu também moro sozinho, na casa de Sirius e é bem solitário. – disse escondendo seu embaraço.

-Potter você tem uma horda de Weasleys para levar com você – disse sorrindo da cara envergonhada do moreno.

-Cada um está vivendo sua vida agora, e como você eu fiquei só... - respondeu.

Draco respirou fundo – Pode ser então, mas vou lhe ajudar com as despesas e a tomar conta da casa também. Combinado? – pediu.

-Combinado – respondeu – Oh, antes que eu me esqueça – disse tirando um pacotinho de seu bolso o transformando do tamanho real. – Ela foi muito leal a mim – disse entregando a Draco – Assim como você – sorriu.

-Obrigado. – respondeu pegando o embrulho e o desamarrando para encontrar sua leal amiga.

A sensação de segurar sua própria varinha era indescritível, a que usava agora, de sua mãe, não lhe era tão leal assim, o deixando inúmeras vezes na mão durante as aulas. – É bom tê-la novamente comigo – Disse sorrindo.

-Você deveria sorrir mais. – falou pegando o loiro de surpresa.

-Por que você diz isso? – pediu envergonhado.

-Você fica tão lindo sorrindo, acho que vi isso acontecer umas duas vezes só! – falou sorrindo.

-Eu não tinha exatamente motivos para sorrir antes. – falou guardando sua varinha em seu bolso.

-Me prometa que quando você vier morar comigo você vai deixar suas máscaras aqui. Nada de Malfoy na minha casa, e sim só Draco. Promete? – pediu.

-Eu... – respirou fundo, não tinha mais por que usar suas máscaras perto do moreno que o vira inúmeras vezes de guarda baixa, lhe salvara e também podia jurar que essas faces que utilizava não fazia efeito nenhum no moreno, então por que não? – Prometo. – respondeu sorrindo.

-Ótimo! Nossas aulas estão quase acabando então assim que sairmos de Hogwarts, vamos até sua casa buscar suas coisas, ver como seus pais estão e depois partimos para minha casa, pode ser? – pediu.

-Pode ser – respondeu sorrindo. – Obrigado.

-Não precisa agradecer – disse estendendo sua mão sendo logo pega por Malfoy e assim selando o acordo feito.

Conforme haviam combinado, assim que terminaram o último semestre que faltava para finalizarem Hogwarts Draco e Harry, que haviam firmado a amizade pegando a maioria de surpresa, mas não ligando para isso e sim seguindo segundo o que seus corações mandavam, passaram a maior parte do tempo que haviam no castelo juntos, conversando e se conhecendo.

No Expresso Hogwarts Harry contava a Ron o que haviam decidido *Então era por isso que você e Malfoy estavam cada vez mais juntos?* pediu o ruivo.

-Na verdade eu e Draco ficamos amigos em um dia aleatório e decidimos morar juntos do nada também. Eu queria deixar vocês mais a vontade, afinal o que adianta namorar se tem uma vela do lado – disse sorrindo – Então um dia decidi devolver a varinha de Draco e foi aí que começamos a conversar mais e passar mais tempo juntos. – contou.

*Hermione me falou que a doença dos pais dele... Bom, a situação está crítica pelo o que ela ouviu falar * Contou pegando o moreno de surpresa * Sabe, Saint Mungus depois da guerra ofereceu uma bolsa na faculdade de Madimagia para ela * Sorriu orgulhoso * Obviamente que ela aceitou, já que cargos políticos não eram seus favoritos. Por isso não está voltando conosco, ela terminou Hogwarts antes e começou a estudar com os Medimagos. * contou.

-E tudo isso aconteceu nesse meio tempo que eu passei mais tempo com Draco do que com vocês? – pediu.

*Isso* sorriu. 

-Wow – exclamou sorrindo orgulhoso de sua amiga – Draco está arrasado... – Comentou – Por isso que fiquei mais tempo com ele também... Ele acha que os pais podem morrer a qualquer momento – contou para logo depois mudar de assunto e dissipar o clima triste.

Após mais uma hora de viagem comendo doces e rindo com seus amigos, Harry chegou à estação pegando seu malão e depois de dar tchau a todos prometendo manter contato, foi se encontrar com o loiro que saía da locomotiva sem se despedir – Vamos lá? – pediu.

-Vamos – e assim que Harry lhe deu a mão Draco os aparatou em sua mansão. Potter assim que a viu por dentro estremeceu, pois não havia muitas boas lembranças do lugar – Não demoraremos muito – disse seguindo a seu quarto com o moreno em seu encalço.

O cômodo era exatamente a cara de seu dono, muitos livros e móveis de cor escura, o papel de parede era branco com alguns detalhes em preto e a cama de casal com a colcha verde esmeralda. – Acho que é isso – falou tirando o moreno de sua analise – Você se importaria de irmos ver meus pais? – pediu.

-Claro que não. Vamos lá. – disse seguindo o loiro que havia sua mochila magicamente modificada em seu ombro. 

Assim que chegaram à ala, viram vários medimagos andando de um lado para o outro com pranchetas e poções nas mãos – Hermione? – chamou Harry assim que reconheceu sua amiga de costas.

*Harry! Malfoy! O que fazem aqui? * pediu curiosa.

-Estamos voltando de Hogwarts e passamos para pegar alguns itens para Draco que irá morar comigo. – contou.

*Oh isso é bom * disse.

-Granger, o que descobriram? – pediu Draco temeroso.

*Malfoy as coisas não vão bem. Não sabemos ainda o que seus pais tem, eles pioraram ainda mais, feitiços não ajudam e as poções até fazem algum efeito, mas depois tudo volta como estava antes. Desconfiamos de alguma maldição ou azaração, porém nenhum dos feitiços que usamos para identificar a causa acusou isso, outros até tiraram nossa hipótese. Pode ser alguma bactéria ou vírus, estamos realmente estudando o que aconteceu... Desculpe lhe dizer isso... Mas as chances não são boas – contou.

Harry ouvia tudo atentamente assim como o Draco ao seu lado e ao receber a notícia de que poderia ficar órfão junto a Malfoy o moreno apertou a mão do loiro que segurava sem notar ter pegado antes. – Tudo bem Hermione, sei que você estão fazendo o máximo. – respondeu cabisbaixo retribuindo o aperto de Potter em sua mão.

*Você irá morar com o Harry não é? Sei onde encontra-lo se algo acontecer, e também é mais seguro para você ficar longe, não sabemos se isso pode ser realmente contagioso ou não.* comentou.

-Só... Só diga para eles que eu os amo muito ok? – pediu choroso.

*Pode deixar!* disse apertando o ombro do loiro a sua frente.

-Vamos lá. Até mais Mione, ficamos no aguardo de notícias. – Disse Harry cumprimentando a sua amiga e seguindo para fora com o loiro para aparatarem até sua casa.

Potter assim que chegou fora recepcionado por Dobby que trabalhava para si e às vezes em Hogwarts também, contou ao elfo que agora Draco moraria com eles e juntamente com o menor apresentou a Malfoy seu novo quarto. Estavam jantando quando Hermione apareceu pela lareira com notícias.

*Harry? Draco? * chamou.

-Aqui na cozinha Mione – gritou o moreno.

*Oi* disse séria.

-O que aconteceu Granger? – pediu o loiro se levantando da cadeira onde estava com os olhos cheios de água.

*Draco... Eles... Eles não resistiram* contou vendo o menor ficar pálido como uma vela e então lhe agradecendo subiu as escadas até seu quarto.

-Mione o que acontece agora? – pediu.

*Os corpos serão incinerados para evitar que a doença se espalhe caso seja contagiosa, o que provou ser, a mansão será fechada e isolada do mundo, Draco poderá ir para lá quando quiser, mas não poderá ficar mais que uma hora no local, precisamos de todo cuidado com aquele estabelecimento. * contou * Diga a ele que tentamos de tudo, mas infelizmente nada deu certo...* Pediu.* Diga também que eles pediram para avisar que Draco era o maior orgulho deles e que eles o amavam. * disse chorosa.

-Obrigado Mione – Agradeceu Harry abraçando a amiga.

*Cuide dele * pediu partindo via flu.

Potter assim que viu sua amiga partir seguiu até o quarto de seu novo amigo e entrando sem bater encontrou o loiro sentado na cama de casal de costas para a porta chorando. Harry entrou e encostando a porta seguiu até Draco – Vem - pediu se deitando na cama e puxando o loiro sobre si – Chore tudo que precisar – disse acariciando os cabelos platinado enquanto o menor usava seu peito como travesseiro para derramar suas lágrimas.

Malfoy chorou toda sua dor, os soluços que ele dava aumentavam a dor que Harry sentia. Era tão complicado perder alguém, foi assim que se sentiu quando perdeu Sirius e para sua sorte havia seus amigos ao seu lado, por isso agora passaria toda a confiança e suporte para o loiro que chorava sobre si. Essa era a segunda vez que via Draco chorar, e diferente daquela vez no banheiro, Potter permitiu que suas lágrimas rolassem com as do loiro.

Pouco tempo depois Draco se acalmara e Harry pôde ver que o loiro dormira, por isso fez um feitiço de limpeza nos dois e convocando uma manta cobriu ambos para uma noite de sono. Malfoy estava tendo um sono agitado e Harry conseguira notar isso ao acordar e ver o loiro ao seu lado se debatendo – Shhh Draco, é só um pesadelo, você está bem – disse acariciando seus cabelos novamente e conforme suas palavras faziam sentido Draco ia despertando do sono ruim encarando Harry ao seu lado – Oi – disse Harry.

-Harry... – disse baixinho se deitando de lado de frente para o moreno.

-Vem cá – pediu erguendo seus braços para que Malfoy pudesse se aproximar e assim ele o fez se posicionou entre os braços do moreno que lhe acariciava os fios.

-Obrigado – disse.

-Não precisa agradecer. – respondeu sorrindo enquanto apertava mais o menor para si e Draco contornava seu corpo com seus braços.

-Eu me sinto tão sozinho Harry – disse.

-Não sinta, você pode ter perdido seus pais, mas não está sozinho, você tem a mim – disse.

Draco ergueu sua cabeça olhando nos olhos verdes para logo descer seu olhar até a boca do moreno e então lentamente tomar os lábios do grifinório para si, era apenas um selinho, mas havia um grande significado para ambos – Draco... Acho melhor não.  – disse o moreno.

-Harry, por favor, eu preciso que você me ame, eu preciso me sentir amado, eu preciso saber que suas palavras são verdadeiras – disse pousando uma de suas mãos no rosto do moreno lhe olhando nos olhos.

-Ok – respondeu sorrindo para acalmar o loiro e então lentamente se posicionar sobre Malfoy lhe tomando os lábios mais uma vez.

As ações do moreno eram todas calmas para que Draco tivesse todo o prazer do momento, o beijo passou de um selinho para algo mais profundo e significativo no momento em que Harry pedira a permissão de Draco para que sua língua pudesse explora-lo, permissão que foi concedida na hora possibilitando que Potter sentisse o gosto de Malfoy abaixo de si.

As línguas se abraçavam de forma calma, porém sensual, enquanto as bocas trabalhavam Harry subia sua mão por dentro da camisa de Draco acariciando a pele clara do loiro – Harry – gemeu assim que o moreno chegara a um de seus mamilos passando o dedo de forma suave primeiro para depois o pressionar de leve.

O beijo que fora rompido pelo gemido do loiro foi retomado no pescoço branco como a neve que Malfoy possuía Harry o beijava de forma delicada, o lambia e o mordia de leve apenas para fazê-lo arrepiar.  Retirou sua mão de dentro da camisa para poder abrir os botões que agora os incomodavam e aproveitava para descer com seus beijos para o peito de Draco conforme a pele era exposta.

Com sua boca Harry não deixou nenhum pedacinho de Draco sem atenção, seu peito havia sido explorado com calma e dedicação, de modo que seus mamilos se encontravam vermelhos e o loiro ofegante. Potter seguindo seu caminho chegou até onde queria e com destreza tirou as calças sociais que o menor usava e depois sua boxer preta revelando um membro já desperto.

Saiu da cama e retirou sua roupa também, apenas para que o loiro não ficasse desconfortável por ser apenas o despido no quarto, voltou a se posicionar sobre o corpo esbelto e então pôde dar atenção ao objeto a sua frente. Com calma o pegou na mão e o manuseou para baixo e para cima apenas arrancando alguns gemidos tímidos e de antecipação de Draco, depois com sua boca beijou da base à ponta sugando essa última parte fazendo o menor arfar.   

-Harry... Se você continuar fazendo essas maravilhas eu não vou conseguir durar mais tempo – disse depois que Potter de forma até experiente pôs seu membro na boca o chupando como se fosse um pirulito e lhe lambendo como se fosse um picolé.

-Ok – sorriu – Você tem certeza disso? – pediu.

-Tenho – respondeu sorrindo. Draco estava a visão da luxuria, a camisa que usava aberta e descendo pelo ombro, seus cabelos bagunçados, o peito arfante e a pele levemente suada dava uma imagem total do pecado que estava a sua frente e Harry não seria nem louco de não dar ao loiro o que ele estava pedindo.

Com calma pegou sua varinha e lançou o feitiço lubrificante em Malfoy que se assustou com o líquido gelado saindo de si, mas que relaxou quando Harry tomou sua boca mais uma vez. Com um dedo fez a penetração de modo lento e cuidadoso, pois não sabia o quão acostumado Draco estava com essa situação então depois de ver certa barreira vencida começou a entrar e sair com seu dedo até que um segundo pudesse se juntar ao primeiro.

Após bem preparado Harry lançou o feitiço lubrificante em si e se posicionando sobre o loiro o penetrou de forma lenta vendo todas as feições de Draco, viu como ele mordia o lábio inferior e fechava os olhos devido à intromissão, mas que depois tentava relaxar para que o ato ficasse bom. Potter estava ali totalmente para o loiro, daria a ele tudo que ele quisesse e não pensou duas vezes antes de começar a se mover conforme o mesmo lhe pedira.

O vai e vem começara lento e confortável até ambos os corpos solicitarem um movimento mais rápido e profundo fazendo com que os gemidos ficassem mais altos e sedutores, para dar mais prazer a Draco, Harry pegara seu membro mais uma vez na mão e começara a manipula-lo conforme o movimento que fazia no meio de suas pernas, o êxtase foi tanto que não demorou muito para o sonserino se desfazer em sua mão e Harry dentro do corpo perfeito abaixo de si.

-Obrigado – agradeceu de forma ofegante ao moreno que ainda estava deitado sobre e dentro de si.

Harry sorriu – Não precisa agradecer – disse ofegante também, saindo do loiro e com um feitiço limpando os dois mais uma vez – Vou confessar que há tempos queria isso.

-Sério? – pediu curioso.

-Sim, mas eu não sabia se o sentimento era reciproco e também havia todo aquele lance da guerra e sabe como é né? – disse cobrindo os dois e trazendo mais uma vez Malfoy para perto de si.

-De todas as justificativas para lhe ajudar, a que eu te amava era a mais forte... Era ela que me fazia sobreviver todos os dias com a esperança de um dia ficar assim com você – falou normalizando sua respiração.

-Você me ama ainda? – pediu.

-Amo. – falou sorrindo.

-Eu também – sorriu dando um selinho no loiro e então lhe acariciando os fios até que pegassem no sono mais uma vez.

Alguns bons dias de namoro e curtição se passaram e em uma manhã no café Harry recebera uma carta do Ministério informando que ele havia conseguido o cargo de chefe dos Aurores, por isso era esperado para uma reunião com o Ministro às dez horas do dia de hoje.

-Harry que maravilha! Um emprego logo após sair de Hogwarts! – exclamou o loiro – Parabéns! – disse beijando o moreno ao seu lado.

-Obrigado meu amor, mas não sei se vou aceitar... – disse pensativo.

-Por quê? Pensei que você gostaria de ser auror – comentou confuso.

-No começo, de repente, mas agora não quero mais essa vida de risco, acredito que prefira algum cargo que fique em um escritório são e salvo. – falou sorrindo.

-Hum... Pensando por esse lado... – Disse se levantando e se sentando no colo de Harry - Eu prefiro você são e salvo também. – sorriu para beijar novamente seu amor nos lábios, mas parando antes que pudessem aprofundar o beijo – Ouviu isso? – pediu.

-O que? – perguntou tentando ouvir.

Draco em um pulo saiu de seu colo e com destreza foi até a entrada da casa de Sirius, que por sinal agora estava mais arrumada, arejada e mais colorida, lentamente abriu a porta e encontrou no degrau da frente um cachorrinho do tamanho de seu antebraço, da cor caramelo, quase loiro e lindos olhos azuis, com uma coleirinha e um pingente – Elliot – disse sorrindo para logo pegar o cachorro nos braços e fechar a porta seguindo com o filhote até a cozinha onde Harry o esperava na porta.

-Olha amor – disse ao moreno – Acho que ele estava chorando... Ele é tão fofo – disse sorrindo.

-Aww... Realmente – disse sorrindo para logo acariciar o pequeno animal.

-O nome dele é Elliot... Podemos ficar com ele não é? – pediu mostrando a coleirinha.

Harry sempre quisera ter um cachorro, mas como morava com seus tios isso era impensável, depois veio Sirius em sua forma de cachorro grande, mas logo se foi também, e agora aquele filhotinho aparecera na vida dos dois, como um filho para eles – É claro que vamos ficar com esse pequeno – sorriu vendo o sorriso de Draco aumentar.

-Obrigado! – disse sorrindo mais e o beijando na boca – Agora vou dar banho nele e ver se tem pulgas, enquanto isso o senhor vai se arrumar para a reunião de emprego. – Disse sorrindo para beijar mais uma vez Potter na boca e seguir até um dos banheiros da casa para dar banho no pequenino. 

Alguns minutos depois Harry apareceu pronto para ver o Ministro no banheiro que Draco estava com o pequeno Elliot – Bem, eu vou indo – disse sorrindo enquanto via uma bolinha cheia de sabão dentro da banheira com um pouco de água.

-Esse garotinho estava imundo, dei uma olhada na coleira, mas ela não tem endereço... Será que ele foi abandonado de propósito? – pediu horrorizado.

-Não se preocupe meu amor, vamos ficar de olho se alguém pede por ele, enquanto isso vamos cuidando dele. Ele vai ter o pai mais incrível do mundo. – disse se abaixando e beijando os lábios do loiro.

-Claro que vai você é um amor! – disse sorrindo e beijando Harry mais uma vez.

-Eu estava falando de você – sorriu para logo se despedir mais uma vez de Draco e do pequeno e então ir ao encontro do Ministro.

Enquanto Harry iria cuidar de seu cargo Draco terminava de dar banho ao pequeno Elliot, para seca-lo e então leva-lo a cozinha – Você está com fome filhote? – pediu recebendo um latido em resposta, o que fez o loiro rir – Ok. Vamos ver o que temos aqui – Abriu a geladeira - Que tal leite? – pediu enquanto pegava o litro e fechava a porta do eletrodoméstico com o pé.

Ainda segurando Elliot com uma mão Draco pegou um pires e colocou o leite para o pequeno, com um aceno de varinha deu uma aquecida no líquido e depois pôs o menor sobre a pia para que pudesse comer.

-Vamos precisar comprar algumas coisas para você não é rapaz? – se perguntou enquanto via o pequeno se lambuzar com o leite.

Foi quase perto do almoço que Harry aparecera em casa, e como um imã, logo uma pequena bola de pelo aparecera perto de seu pé – Olha amorzinho, onde está o papai Draco? – pediu pegando o menor no colo e recebendo um latido em resposta.

Meio segundo depois aparecia um loiro de avental e uma colher na mão procurando o menor – Eu virei minhas costas por um segundo e esse mocinho já deu um jeito de escapar – sorriu fingindo estar brabo.

-Filhos são uns sapecas meu amor, teremos que nos acostumar – sorriu beijando Draco na boca – Hum cozinhando é? O cheiro está bom – sorriu seguindo para a cozinha com o loiro e o pequeno nos braços.

-Então, o que o Ministro disse? – pediu curioso enquanto voltava a suas panelas e retirava a massa depois de provar um talharim o sentindo ao dente como deveria ser.

-Vou trabalhar apenas a tarde no departamento de artefatos mágicos desconhecidos e às vezes dar algum suporte ao departamento dos aurores. Sair em campo não é mais comigo, ainda mais agora que temos uma família não é? - Pediu beijando a cabeça do filhote.

-Isso mesmo, não nasci para ser pai solteiro – sorriu colocando o molho sobre a massa – Está pronto! – disse sorrindo.

-Dobby foi a Hogwarts? – pediu não vendo o elfo.

-Sim, algo a ver com o banquete de iniciação deste ano. Nossa, passou tão rápido que eu nem havia percebido que já estava na hora de outra turma começar a aprender em Hogwarts. – sorriu servindo um prato ao moreno que largou Elliot no chão e lavou suas mãos na pia da cozinha.

Draco depois de se servir com um pouco de massa pegou o pires do cachorrinho e colocou um pouco de massa cozida sem molho para ele – Você não pode viver só de leite não é? – pediu sorrindo para logo se sentar ao lado do moreno e começarem a almoçar.

-Nossa, que massa deliciosa amor! – disse Harry.

-Obrigado. – agradeceu.

-Sou um ótimo professor. – disse triunfante.

-Bobo – disse empurrando o moreno com seu ombro – Pior que é sim – sorriu.

-Hum. – limpou a boca no guardanapo - Quase me esqueci de lhe dizer que você também tem um emprego agora.

-Mesmo? E qual seria? – pediu curioso.

-Você vai reabastecer St. Mungus com poções. – sorriu – Encontrei a Mione no Ministério e ela comentou que o fornecedor não estava dando conta então estavam procurando mais alguém, logo que me viu ela se lembrou de você, então eles mandarão a lista e os ingredientes para você preparar e não se preocupar com mais nada. Oh! E seu salário cairá direto no seu cofre em Gringots.

-Interessante... Eu gostei da ideia. Quanto menos eu sair de casa melhor! Não quero me deparar com as acusações da comunidade bruxa – Respirou fundo - Mas seria mais interessante ainda que ninguém soubesse que sou eu quem prepara as poções por que né, logo iriam encrencar com o hospital. – disse.

-Não se preocupe com isso meu amor – disse beijando o loiro – Obrigado pelo o almoço estava muito bom.

-De nada – sorriu – Você vai ter que ir ao Ministério hoje? – pediu.

-Vou para organizar minha sala e receber mais algumas informações já que amanhã é sábado e eu não trabalho nos fins de semanas. – disse.

-Adorei essa parte! Então eu vou ficar no aguardo da Hermione com a lista e os ingredientes e enquanto isso eu e seu filho vamos arrumar o antigo laboratório dos Blacks. – disse sorrindo e com um aceno de varinha lavando, secando e guardando a louça.

-Só cuidado, eu não sei exatamente o que tem ali dentro – disse preocupado.

-Não se preocupe – disse beijando o moreno.

Draco passara toda a tarde arrumando e arejando o antigo laboratório para que pudesse trabalhar de forma confortável, não havia mais do que pó e sujeira no local. Havia pela casa um feitiço feito pelo próprio loiro que auxiliava Elliot na hora de suas necessidades, quando queria fazer xixi ou cocô um tapetinho aparecia para que o filhote pudesse se aliviar e assim que terminasse, os dejetos sumiam.

Harry chegou mais avançado da noite encontrando seu filhote no meio de um monte de penas – Elliot! Seu papai Draco vai fazer você correr! – disse rindo alto enquanto pegava o pequeno cheio de penas no colo.

-Elliot? – Chamou Draco descendo as escadas – Filhote?  Amor, você viu nosso pequeno... O que aconteceu aqui? – pediu assustado com a quantidade de penas pela sala.

-Nada... – respondeu Harry segurando o cachorrinho escondido em suas costas.

-Há há há engraçadinhos vocês – disse sorrindo enquanto arrumava o objeto com um aceno de varinha – Isso não se faz Elliot! Você tem vários brinquedinhos que o papai aqui conjurou para você – falou encostando seu dedo indicador no focinho do cachorrinho que Harry trouxera para sua frente novamente e chegando mais perto do moreno, lhe beijando na boca – Bem vindo amor – disse.

Harry após beijar Draco nos lábios entregou o pequeno para o loiro e foi tomar um banho além de comer algo já que seu namorado já havia jantado. Quando voltou a sala encontrou Draco deitado no sofá com a lareira acesa e Elliot deitando em seu peito.

-Que aconchego gostoso – falou subindo no sofá e deitando entre as pernas do loiro se sustentando com os cotovelos.

-Fiquei com preguiça. E o filhote finalmente sossegou. – sorriu e o filhotinho abanou o rabo comprido.

Harry sorriu com a cena – É possível que homens engravidem aqui no mundo bruxo? – pediu.

-Não sei na verdade... Deve haver algum feitiço ou poção, mas não é tão divulgado... Por quê? – pediu curioso.

-Eu estava pensando que você ficaria tão bonito com uma barriguinha de grávido – falou erguendo a camisa do pijama do loiro e beijando sua barriga.

-Harry, faz cocegas! – sorriu fazendo o moreno sorrir também – Você quer construir uma família, mas nem nos casamos ainda – disse fazendo bico.

-Não seja por isso, casa comigo? – pediu tirando uma caixinha de dentro de seu robe e se sentando sobre o quadril de seu noivo a abriu revelando uma aliança trabalhada e com brilhantes discretos.

-Harry... Ela é linda! – disse sorrindo e se sentando com Elliot agora em seu colo – É claro que eu aceito! Eu aceitaria mesmo se você tivesse me pedido a uns bons anos atrás somente com um sapo de chocolate – beijou seu noivo.

Potter colocou a aliança no dedo anelar do loiro e Draco fez o mesmo com Harry estando agora oficialmente noivos - Eu tenho um presente para nosso primeiro filhote também - disse sorrindo para o cachorrinho e tirando de seu outro bolso um saquinho de pano entregou a Draco que abriu e retirou uma correntinha – É para substituir a coleira - contou.

-Ele vai ficar mais mimoso que antes – disse o loiro retirando a coleirinha velha e pondo o pingente na correntinha – Vou dar uma personalizada – falou e com um feitiço as letras do pingente se tornaram cursivas e elegantes – Já que agora ele é um Malfoy não é? – sorriu arrumando o conjunto no pescoço do animal que latiu e abanou o rabo logo saindo do colo de seu papai.

-Você é melhor marido do mundo – disse ao moreno enquanto o puxava para que se deitasse sobre si enquanto apoiava sua cabeça no braço do sofá espaçoso.

-Você também é – sorriu beijando os lábios que tanto gostava - Eu quero te pedir uma coisa – disse um pouco encabulado.

-Pode perguntar amor – respondeu sorrindo enquanto Harry se arrumava sobre si ficando entre suas pernas.

-Quando nós ficamos pela primeira vez lá no quarto... Eu... Bem... Era sua primeira vez? – pediu.

-Como passivo? – pediu entendendo a pergunta. – Bem, em Hogwarts lá pelo no nosso quinto ano as coisas ficaram mais fáceis para mim, as meninas se jogavam aos meus pés então quando eu estava afim sempre havia alguém – sorriu – Mas com outro homem foi minha primeira vez sim – respondeu – Por que? – perguntou assim que viu a face espantada de Harry.

-Eu poderia ter lhe machucado Draco, eu... Eu nunca havia feito algo assim e fui pelo instinto, mais um pouco do que aprendi teoricamente por aí... Merlin! – disse baixando sua cabeça a enterrando no peito de seu noivo.

-Não se preocupe Harry, você se saiu super bem e eu gostei muito. Se possível quero repetir – falou sorrindo enquanto acariciava os cabelos rebeldes sobre si o ouvindo rir também – Foi sua primeira vez então? – pediu.

-É... Foi...  – disse sorrindo enquanto levantava sua face para encarar seu noivo.

-Eu adorei – disse sorrindo – Vem, vamos repetir – falou puxando o moreno que possuía um sorriso bobo nos lábios para lhe beijar.

A transa novamente tinha uma pegada sensual, mas era lenta e gostosa. Draco sempre gostara de um sexo selvagem com as garotas que pegava em Hogwarts, mas com Harry era diferente, gostava se sentir a inexperiência dele e de aproveitar cada segundo ao lado de seu noivo, agora deitados no sofá não seria diferente.

 Novamente após o beijo Harry abriu todos os botões do pijama de seda de Draco – Você não sente frio usando seda? – pediu curioso.

-Não exatamente... Sabe por quê? – pediu.

-Hum... Não – disse sorrindo enquanto abria sua camisa do pijama.

-Por que você me esquenta – respondeu sorrindo para logo girar prendendo Harry abaixo de si no sofá espaçoso.

Sorriu passando suas mãos pelo corpo definido de Potter, com certeza o Quadribol e as caçadas o haviam deixado mais tonificado, nada comparado a um atleta de academia, mas estava mais durinho do que o normal. Acariciou as clavículas, descendo para o peito e manipulando os mamilos fazendo o moreno fechar os olhos pela sensação que o alastrava, desceu seus dedos longos pelo abdômen acariciando as costelas chegando ao baixo ventre onde massageou e puxou alguns fios fazendo Harry gemer.

Sorrindo com a reação de seu noivo desceu com sua boca beijando o pescoço moreno, passando por onde suas mãos haviam passado anteriormente se demorando nos mamilos onde sugava um enquanto manipulava o outro, Potter gemia tímido com as ações que recebia, pensava que era muito melhor na pratica do que a teoria dizia, agora conseguia sentir mais do que havia sentido naquele quarto dias atrás quando se unira a Malfoy.

Saiu de seu devaneio quando uma mão atrevida entrou em sua calça e boxer o pegando de surpresa – Acorde de seus pensamentos meu amor – disse Draco sorrindo rente sua orelha enquanto o acariciava.

-Eu estava pensando... Como é bom... Ah! – sorriu gemendo conforme seu noivo descia com a boca novamente, porém dessa vez indo até onde sua mão estava. – Draco – sussurrou.

Malfoy estava mais que feliz, se sentia pertencendo a um lugar agora com Harry ao seu lado, faria de tudo para que o moreno fosse feliz consigo, assim como estava sendo com o maior. Lentamente com sua boca o loiro distribuiu beijos por todo o membro o sentindo por completo, depois com sua língua o lambeu da base a ponta recebendo um ofego do moreno, então com a aprovação recebia passou a sugar  tirando de Potter gemidos.

Draco ia para cima e para baixo conforme conseguia se mover e se lembrar de como já fizeram em si, essa era sua primeira vez com um oral, mas pelas feições de Harry estava indo bem. Depois de torturar um pouco mais seu noivo largou o que estava fazendo para sussurrar – Que tal aquele feitiço de lubrificação agora? – pediu lhe mordendo o lóbulo.

Potter ofegante pegou sua varinha junto a sua calça que se encontrava na metade de sua coxa e assim que Malfoy retirava sua calça e boxer realizou o feitiço – Nunca vou me acostumar com isso – disse sorrindo ao sentir o liquido gelado em si.

-Deixe-me tirar o resto – disse Harry sorrindo junto com Draco que retirava sua calça e a jogava no chão com a sua.

-Pronto? – pediu Draco voltando a sua posição inicial.

-Pronto – sorriu Harry, ambos estavam duros e Potter queria muito sentir seu noivo, se sentir completo.

-Me empreste sua mão – pediu Malfoy fazendo o moreno estranhar o pedido, mas lhe estender a mão mesmo assim.

Draco se deitou novamente sobre o moreno – Me prepare – pediu rente ao ouvido guiando a mão com alguns calos de seu noivo para sua entrada.

-Eu... E seu eu machucar você? – pediu.

-Você fez isso antes amor e foi maravilhosamente bem – falou sugando o lóbulo da orelha do moreno para logo sentir um dedo entrando em si o fazendo gemer baixinho rente ao ouvido.

-Me guie, eu não consigo ver o que estou fazendo – disse sorrindo o moreno e o loiro assim fez. Harry foi com um dedo novamente para dentro de Draco e diferente da outra vez a resistência estava menor, depois de alguns vais e vem um segundo dedo foi posto junto ao anterior e o movimento ganhou a forma de abrir e fechar como uma tesoura desajeitada alargando um pouco mais a entrada do loiro.

-Acho que deu – Disse Draco mais ofegante se posicionando sobre o quadril do moreno e se apoiando sem seu peito com uma mão enquanto a outra guiava o membro de Harry para sua entrada. Respirou fundo e começou a descer de forma lenta para que seu corpo se ajustasse ao do moreno.

Assim como Draco, Harry arqueou suas costas com o movimento que era feito em si. A sensação que sentia não dava para descrever, conseguia sentir seu noivo conforme descia em si. Apoiou suas mãos nas coxas do loiro lhe passando segurança até que chegasse ao fim - Tudo bem? – pediu assim que o viu de olhos fechados.

-Tudo – sorriu e pondo uma mão em seu ombro começou com os movimentos, primeiramente calmo para depois ir aumentando conforme se acostumava.

-Ah! Draco! – gemeu alto conforme Draco começara a cavalgar em um ritmo acelerado sobre si – Isso... Hum...

-Harry... Estou quase... – disse ofegante.

-Eu também – respondeu auxiliando o loiro o segurando pelos quadris.

Não demorou muito e ambos chegaram ao ápice ofegantes e entregues, saindo de Harry Draco se deitou no peito de seu noivo ainda tentando recuperar a respiração, Potter por outro lado pegou sua varinha perto do sofá e fez um feitiço de limpeza em ambos – Eu te amo – disse acariciando os cabeços platinados sobre si.

-Eu também – respondeu o loiro lhe beijando o peito, o moreno então conjurou uma coberta e cobriu os dois os aconchegando no sofá espaçoso e confortável.

-Onde está Elliot? – pediu Draco quase pegando no sono.

Harry assoviou e dois minutos depois uma bolinha apareceu perto do sofá, assim que conseguiu alcança-lo Potter colocou o pequeno sobre si também e o cobriu com uma cobertinha conjurada. Dormiram os três na sala com a lareira acesa e as luzes apagadas pelo moreno antes que Potter finalmente pegasse no sono.  

Dias se passaram com Harry assumindo seu cargo no Ministério e Draco fornecendo as poções ao hospital, poções essas que eram muito bem elogiadas fazendo que as encomendas para o loiro crescessem. Havia um pequeno numero de pessoas que sabia quem era o fornecedor dessas poções, mas por verem a eficácia dos produtos todos assumiram que deixar a fonte em segredo era mais sensato.

Malfoy estava novamente em seu laboratório cheio de ingredientes, livros e caldeirões. Estes com poções em andamento, ou maturação ou então prontas para serem engarrafadas, coisa que o loiro fazia no momento, engarrafava, etiquetava e colocava os itens nas caixas correspondentes ao hospital. Certa hora notou o silêncio e aprendera com o tempo que isso não era boa coisa então resolveu procurar por seu filhote pela casa.

-Quem é você? – pediu mirando a varinha no garoto de cabelos cor de palha sentado na bancada de sua cozinha conversando com Dobby – Como entrou aqui? – pediu pegando-o de surpresa.

*Papai sou eu, Elliot! Seu filho! * Disse mostrando a medalhinha que o próprio loiro havia comprado para substituir sua coleira velha.

-Você está tirando com a minha cara? Meu Elliot é um cacho... Merlin... Você é um animago?! – pediu surpreso abaixando a varinha.

*Não sei o que é isso, mas um dia eu me transformei em um cachorro sem querer e... Bom, é bem mais fácil viver na rua como um cachorro do que como uma criança* respondeu *Não me mande embora, por favor!* pediu com seu olhar de cachorro perdido.

-Eu... Preciso falar com Harry... Não saia daqui mocinho – disse deixando o menor com seu elfo na cozinha enquanto se dirigia ao quarto fazendo uma ligação ao escritório do moreno no Ministério – Harry? Posso entrar? – pediu.

-Claro amor, entre! – respondeu dando acesso ao loiro a seu escritório – O que aconteceu? – pediu.

Draco foi até a porta do escritório e a fechou para logo abraçar o moreno a sua frente. – Elliot – disse.

-O que aconteceu com o nosso filhote? – pediu sorrindo – Roeu mais uma almofada?

-Acho que ele é um animago – disse de uma vez só fazendo Harry ficar estático.

-Como assim? – pediu confuso.

-Eu o estava procurando depois que saí do laboratório e quando fui a cozinha encontrei um garoto conversando com Dobby e depois de eu ameaça-lo, afinal como ele entrou na nossa casa? Ele me falou que era Elliot – disse – Ele portava nossa correntinha com a medalha.

-Merlin! Disse indo para casa através da lareira para encontrar o menor com Dobby exatamente com o Draco o havia deixado. – Elliot! – disse surpreso.

*Olá papai! * disse o menor descendo da bancada e indo abraçar Harry.

-Como? – pediu correspondendo o abraço.

*Eu não sei... Eu falei para o papai Draco, eu me transformei uma vez sozinho, sem querer... Tinha uns meninos querendo me bater no orfanato, eu me escondi, pois estava com muito medo, então do nada Puff me transformei em um cachorro e fugi de lá. Só que hoje do nada voltei ao normal.* contou ainda nos braços de Harry.

-A sua coleira... – pediu tentando juntar os fatos.

*Veio comigo quando me transformei* respondeu.

-Incrível – disse Draco surpreso com a história – Você será um grande bruxo Elliot.

*Obrigado papai Draco * Sorriu. *Vocês não vão me mandar embora não é?* pediu choroso.

-Claro que não! Você é o nosso filhote! – Disse Draco se abaixando e abraçando os dois.

*Ebaaa* disse.

-O que você estava aprontando com o Dobby – pediu Harry.

*Vamos fazer biscoitos mestre! * contou o elfo sorrindo.

-Que legal! Então é melhor você voltar para  ajuda-lo enquanto eu vou falar aqui na sala com o papai Draco rapidinho ok? – pediu piscando um olho marotamente.

*Claro! * disse se voltando a subir com certa dificuldade na bancada com o elfo.

Enquanto isso Harry puxou Draco para a sala – O que faremos? – pediu e o loiro sorriu.

-Harry, vamos adota-lo! Ele era nosso filhote mesmo, só que como agora ele é uma criança. Vamos registra-lo em nosso nome Elliot Potter Malfoy – sorriu beijando o moreno nos lábios.

-Vou ver isso no Ministério. Quantos anos você acha que ele tem? – pediu curioso.

-Nove ou dez, eu acho... Vou pedir depois para ele. Hunf... Ele é fofo... – disse sorrindo.

-Ele deve ser um órfão da guerra. Vou começar a procurar sobre ele nesses arquivos... Qualquer coisa te aviso – falou beijando Draco nos lábios e seguindo novamente para seu escritório. 

-Que cheirinho bom – disse Draco entrando na cozinha.

*Está quase pronto papai! * falou sorrindo * Cadê o papai Harry? * pediu.

-Oh, ele teve que voltar ao Ministério, mas volta para a janta – sorriu – Agora eu quero experimentar um biscoito – falou sorrindo e abraçando o menor como costumava fazer com o cachorrinho.

Harry assim que voltou ao seu escritório chamou seu amigo Ron para contar o que havia acontecido e lhe pedir ajuda com as buscas *Não acredito que seja difícil de achar um órfão chamado Elliot, esse nome não é muito comum e também acho melhor vocês marcarem uma consulta com a Mione, só para ver como o garoto está e o que pode ter acontecido para ele virar um cachorro do nada* falou vendo alguns papeis já levantados por Potter.

-Boa Ideia Ron. Será que ela está no consultório dela? – perguntou.

*Sei que ela anda bem ocupada, mas não é como se ela fosse deixar de atender vocês * disse sorrindo.

Harry se levantou e seguiu a sua lareira para chamar a morena * Olá Harry * disse assim que o viu nas chamas.

-Mione, você poderia passar lá em casa depois de seu expediente? Queríamos que você nos ajudasse com uma coisa – disse sem entrar em detalhes.

*Hum, estou curiosa, mas tudo bem* Sorriu * tem algo a ver com aquele filhotinho lindo?* pediu.

-Mais ou menos – sorriu imaginando o susto que a amiga levaria.

*Ok, dentro de algumas horas apareço por lá* disse.

-Obrigado Mione! – falou terminando a ligação e já mandando uma coruja para Draco avisando da visita.   

Depois de mais algumas horas Harry e Ron estavam liberados do trabalho, haviam encontrado algumas informações sobre o menor, porém mesmo as informações que constavam no orfanato eram poucas – Será que será possível adotarmos Elliot Ron? – pediu saindo da lareira.

*Acredito que sim amigo, ele não tem ligação com alguém aparentemente e você é o salvador do mundo bruxo, sempre podes usar essa desculpa não é?* disse piscando um olho.

-Papai? – chamou um pequeno Elliot aparecendo na sala para logo abraçar Harry – Tio Ron – abraçou o ruivo também que se assustou quando viu o que deveria ser um cachorro ser um menino.

-Olá Elliot, se divertiu hoje? – Pediu.

-Muito! Papai Draco está me ensinando a ler e a escrever, segundo ele estou indo muito bem! – falou contente enquanto puxava Harry para a cozinha.

-E onde está seu papai Draco? – pediu.

-Estou aqui meu amor – respondeu o loiro com roupas simples já que a casa era climatizada além de um avental de cozinha – Estou dando uma mão para o Dobby – falou dando um selinho em seu noivo. – Boa Tarde Ronald – disse educado.

*Olá Malfoy* respondeu.

-Recebeu minha coruja? – pediu.

-Sim e espero que vocês dois fiquem para a janta – falou olhando para o ruivo.

*Pode deixar!* sorriu se sentando a mesa assim como Harry com seu filho no colo.

Depois de mais alguns minutos conversando e comendo alguns apetitivos a lareira anunciou a chegada de mais alguém e Elliot saiu correndo feliz por ver sua tia.

-Tia Hermione! – gritou o menor assim que a morena anunciara sua chegada.

*Mas o que? Merlin! Elliot é você? * perguntou surpresa.

-Sim, tia Hermione, sou eu! – sorriu.

*Você está... Err... Diferente * sorriu em resposta sem saber ao certo o que dizer.

-Longa história Mione – disse Harry cumprimentando sua amiga – Ron está na cozinha com Draco e com Dobby – disse guiando todos até lá.

Assim que ela chegou cumprimentou Draco e deu um selinho em Ron * Então, querem me contar a novidade? * pediu vendo Harry sentar com Elliot em seu colo mais uma vez.

-Eu e Harry somos papais! – disse Draco tirando o avental e se sentando à mesa ao lado do moreno e seu filhote.

-Eu virei um cachorro no orfanato tia Mione, eu não sei como, mas estava fugindo de uns grandões que queriam me bater e me transformei por que estava com medo, então aproveitei e fugi de lá. – contou o menor dando a introdução do que Granger queria saber.

-Hoje encontrei Elliot como um menino aqui na cozinha com Dobby. – falou o loiro – Logo corri para falar com Harry, achamos que nosso filho possa ser um animago! – contou Draco.

*Hum, entendi. Elliot querido, você vem com a Tia Mione fazer alguns exames?* pediu e o garoto concordou sorridente indo em direção a um dos quartos da casa.

-Espero que esteja tudo bem com nosso menino – disse Malfoy abraçando Harry que o apertou contra si.

*Não se preocupe, crianças são saudáveis e crescem rápido! Quando você verem Elliot estará recebendo sua carta de Hogwarts!* falou Ron animado.

Depois de mais alguns minutos Hermione apareceu na cozinha com o menor ao seu lado * Está tudo certo com o nosso rapazinho, ele é saudável e crescerá muito mais não é Elliot?* pediu animada a criança.

-Sim! Serei mais alto que o papai Harry!- falou sorrindo fazendo os maiores sorrirem também.

A janta transcorreu sem nenhum problema, conversaram sobre muitas coisas, principalmente sobre como estava indo o trabalho da morena *As poções de Draco estão fazendo o maior sucesso lá no hospital* contou.

-Fico feliz em poder ajudar – disse o loiro sorrindo.

-Papai o que são poções? – pediu o menor.

*São remédios querido, nada de mais* sorriu Hermione antes que o loiro pudesse responder o deixando desconfiado.

Depois da sobremesa e de um cafezinho, Ron foi para sala com Elliot que mostrava o que estava aprendendo com Draco enquanto a morena segurou os novos papais na cozinha para uma conversa – O que houve? – pediu o moreno.

*Elliot não é um bruxo* contou de uma vez.

-O que? Mas... Como? Ele não é um animago e tal? – pediu Draco sem entender.

*Alguém o transformou em cachorro, pelo pouco que consegui ver, ele é totalmente trouxa, apareceu em nosso mundo sem querer quando estava vagando pela rua e entrou no caldeirão furado. Alguém deve tê-lo achado e o posto no orfanato dos órfãos de guerra, vendo que ele estava com problemas lá resolveu transforma-lo em cachorro e deixa-lo perto da porta de vocês.* contou.

-Merlin! – disse o loiro abraçando Harry.

-O que podemos fazer agora Mione? – pediu Harry abraçando o loiro que escondia seu rosto no pescoço do moreno.

*Eu acho melhor vocês viverem como trouxas.* falou * Acredito que seja frustrante para o pequeno Elliot ver vocês fazendo magia, e ele não poder fazê-la... Isso pode deixa-lo muito frustrado e não seria bom.* disse.

-Com certeza, iremos fazer tudo que for possível para o nosso pequeno viver bem – disse Draco.

-Isso mesmo – respondeu Harry.

*Eu sei que vão.* respondeu Hermione abraçando ambos *vou alterar a meste dele para que ele esqueça tudo que viu e ouviu sobre nosso mundo. Será melhor assim* falou e depois foi à sala com Ron e Elliot.

-Você está bem? – pediu Harry.

-Foi uma surpresa eu não nego... Estou pensando como iremos explicar minhas poções e quando formos visitar os Weasleys, até Dobby! – disse choroso.

-Relaxa meu amor, iremos contornar essa situação e Elliot será feliz conosco. – disse.

-Eu tenho tanto medo que ele nos repudie por não poder fazer magia Harry – começou a chorar – Eu não vou aguentar nosso filho nos renegando – contou.  

-Shhh, nada disso vai acontecer meu amor. – disse apertando o loiro em seus braços e beijando sua testa.

Alguns anos se passaram e Draco com Harry, seu marido agora, seguiram a vida como trouxas, mais erravam do que acertavam no começo, mas no fim acabara dando tudo certo. Mantinham contato com seus amigos e suas famílias, e estes faziam de tudo para que sua magia não chegasse a Elliot, agora com treze anos. – Papai o que é Hogwarts? – pediu Elliot um dia ajudando Harry com as papeladas do trabalho. O moreno trazia para casa, apenas assuntos que não ligassem a magia diretamente, podendo assim evitar que seu filho visse algo estranho e inexplicável.    

-Oh, de onde você tirou isso? – pediu sorrindo nervoso enquanto guardava os papeis em sua maleta.

-Tio Ron comentou um dia com o Hugo, sabe aqueles papos para distrair as crianças? – pediu e Harry confirmou – Ele disse que ele seria brilhante como a Rose quando fosse para Hogwarts ano que vem. – contou.

-Oh, entendi. Hogwarts é um colégio interno e foi onde seu tio Ron conheceu a Sua Tia Mione. – Sorriu – Sua prima Rose escolheu ir para lá ao invés de ir para um colégio normal.

-Acho que Hogwarts seria melhor do que essa escola que estou indo – disse.

-Ainda estão pegando no seu pé? – pediu preocupado, uma vez que quando os colegas de seu filho descobriram que ele havia dois pais começaram a fazer bullying com ele fazendo com que Draco e Harry fossem chamados varias vezes na escola.

-Hum não... Eu quero fazer química quando crescer que nem o papai Draco... Assim ele poderia me deixar entrar no laboratório dele. – falou mudando totalmente de assunto.

-Elliot, você tem que fazer o que realmente você gosta quando crescer e não seguir uma profissão só para matar sua curiosidade – sorriu bagunçando o cabelo cor de palha de seu filho acostumado com a mudança repentina de assunto que ele fazia.

-Mas eu queria tanto ver... – Disse fazendo manha.

-Ok, por que você não pede de novo para seu papai Draco lhe mostrar quem sabe ele deixa afinal você já está um homenzinho – falou sorrindo enquanto guiava seu filho para fora de seu escritório.

-Tá bom eu vou tentar – disse chateado seguindo até a cozinha onde Malfoy cuidava da janta já que Dobby fora trabalhar em Hogwarts depois de muito insistir “para não fazer o pequeno mestre ficar triste” ele dissera a Draco e Harry uma vez, quando os dois insistiram para que ele ficasse com eles. No fim aceitaram e prometeram visita-lo no castelo.

-O que houve meu amor? – pediu assim que o menor chegara à cozinha cabisbaixo.

-Eu queria conhecer seu laboratório – disse.

Draco respirou fundo e sorriu – Menino curioso você não é? Eu já lhe disse o que tem lá dentro, frascos, ácidos, misturas perigosas – comentou terminando de lavar a louça que usara a pouco.

-Mas eu não sou mais criança – disse.

-Por que não mostramos a ele Draco? – pediu Harry aparecendo na cozinha – Você não poderá tocar em nada combinado Elliot? – pediu ao menor.

-Combinado. - sorriu

-Harry você tem certeza? – pediu confuso.

-Claro, vamos lá – falou seguindo com seu filho para o laboratório de Malfoy.

Assim que o menor abriu a porta se deparou com aquilo que seu pai havia lhe descrito, eram muitas as vidrarias, havia uma pia para lavar os equipamentos, estantes com livros e mais vidrarias, além de muitos ingredientes guardados – Nossa... Sempre imaginei que ele fosse mais legal. – comentou.

-Decepcionado? – pediu Draco se ajoelhando ao lado de seu filho e lhe abraçando.

-Um pouco – sorriu – Acho que não quero mais ser químico papai Harry – falou fazendo o moreno rir.

-Desculpe não lhe mostrar antes amor, mas você sabe como eu sou medroso... Se alguma coisa aqui lhe fizesse mal eu morreria. – disse o loiro beijando a cabeça de seu filho.

-Tudo bem papai – disse abraçando o loiro – Obrigado – falou para logo agradecer a Harry também e então saiu deixando os dois a sós e logo Harry vendo que seu filho não estava mais por perto desfez o feitiço de desilusão.

-Estou preocupado – disse o loiro se levantando e fechando a porta e a trancando.

-Com o que? – pediu.

-Essa janta de natal com os Weasleys... Tem algo me incomodando Harry, mas não sei o que é – falou abraçando o moreno.

-Vai dar tudo certo amor. – disse beijando os lábios de Draco.

Dois dias depois a janta na Toca havia chegado estavam os três dentro do carro que Harry comprar alguns anos atrás – Animado para ver seus primos filho? – pediu Draco no banco da frente junto com Harry que dirigia atento ao caminho.

-Acho que sim, vai ser legal ver todos. Espero que o tio Fred e tio George vá – disse animado.

-Eles não perdem uma janta de natal você sabe! – disse o moreno sorrindo para seu filho.

Certo tempo depois conseguiram chegar à Toca onde já era possível ouvir o barulho de conversas, risadas e também de musica do lado de fora – A festa está bombando! – falou Draco animado abraçando Elliot pelos ombros.

A festa realmente estava bombando, quase todo mundo havia chegado, cada Weasley com sua família, mais os conhecidos da Ordem da Fênix, Armada Dumbledore e uns colegas de quem já estava indo para Hogwarts. Assim que puseram os pés dentro do ambiente Molly os recebeu com um abraço apertado pedindo para que todos ficassem a vontade e oferecendo uma taça de ponche para os maiores.

Elliot seguiu dando oi para todos e encontrando Rose com seus amigos foi até ela – Hey Rose – disse dando oi a sua prima um ano mais nova que ele, ela era a cara da mãe e possuía a mesma inteligência pelo o que ouvira falar.

*Elliot! Quanto tempo! Como você está?* pediu.

-Vou bem – sorriu – E os estudos? – perguntou.

*Hogwarts é incrível * respondeu * Não me arrependo de ter escolhido o internato ao invés de uma escola normal * sorriu * E as suas? 

-Vão bem – sorriu.

*Ainda pegam no seu pé? * perguntou sabendo da história, uma vez que era muito amiga de seu primo.

-Um pouco, mas não é como se eu me importasse sabe?  E também não quero mais incomodar meus pais, eles já foram tantas vezes lá na escola que a situação só piora – contou – Eu não consigo fazer amigos por que acham que sou uma aberração, mas é só por mais alguns anos e depois estou livre - sorriu.

*Malditos trouxas preconceituosos* disse braba.

Elliot sorriu com o xingamento – Deixe para lá Rose, uma hora eles se cansam – disse.

Continuou conversando com sua prima e conhecidos quando por um canto apareceu uma amiga de Rose de Hogwarts *Elliot essa é minha amiga Emília* apresentou.

-Olá – disse sorrindo para a menina de cabelos escuros e olhos castanhos.

*Oi tudo bom? Eu não vi você em Hogwarts* disse.

-Oh, é por que eu estudo em uma escola perto da minha casa – respondeu sorrindo.

*Rose ele é um trouxa?* pediu a menina deixando a Weasley assustada.

-Eu não sou trouxa! – respondeu o menor.

*É um aborto então? – perguntou vendo Rose pedir para que parasse.

-Eu também não sou isso!- respondeu sem entender por que aquela menina estava lhe insultando.

*Nunca imaginei que o filho do grande Harry Potter, salvador do mundo bruxo iria ser um trouxa! * disse sorrindo.

*Emília para!* pediu Rose.

-Salvador do mundo bruxo? Você está chapada? Magia não existe! – falou se irritando.

*Calhe a boca pivete, se você não sabe o problema é seu, mas seus pais lutaram em uma guerra para nos salvar! Se você não acredita pegue isso para você * disse pegando de sua bolsa rosa uma figurinha com a cara de Harry e embaixo sua descrição de salvador do mundo bruxo assim como a menina havia falado * Se bem que você não é parecido com nenhum dos dois, você foi adotado trouxinha? * perguntou rindo* Os pais da Rose também têm figurinhas nos sapos de chocolate* contou * Mas ela sabe disso por que é filha legitima, ao contrário de você não é?

*Emília, vamos tomar um suco * pediu Rose levando a menina para a mesa dos aperitivos.

Elliot não sabia o que fazer. Como assim seus pais lutaram em uma guerra? Por que não lhe contaram? Que historia de magia é essa? Sem saber ao certo o que pensar, passou por todos e foi ao quintal dos fundos pegar um ar.

Ao chegar ao local havia roupas estendidas no varal que do nada começaram a se dobrar e flutuar até a janela aberta entrando na área de serviço da casa assustando o moreno, no outro canto havia um espantalho dançarino que pulava e rodopiava para espantar os animais que viviam rondando a horta da senhora Weasley – Magia – falou baixinho e espantado para si.

-Elliot? – chamou Draco – O que está fazendo aqui meu filho? – perguntou vendo o menino parado no meio do quintal.

-Eu não sou seu filho – disse com lágrimas nos olhos sem olhar para Draco.

-O que? Mas é claro que é! De onde tirou isso? – perguntou assustado.

-EU NÃO SOU SEU FILHO! SE EU FOSSE SEU FILHO DE VERDADE, VOCÊS TERIAM ME CONTADO SOBRE ESSA PORCARIA DE MUNDO BRUXO! – gritou se virando para seu pai.

-Filho, do que você está falando? – pediu.

-EU NÃO SOU SEU FILHO! E NEM DO GRANDE HARRY POTTER SALVADOR DESSE MUNDO BESTA! EU SOU UM TROUXA, UM ABORTO, UM NINGUÉM, UMA ABERRAÇÃO! – gritou chorando.

-Elliot não, por favor, me deixe explicar. Eu te amo tanto filho – falou com lágrimas nos olhos.  

-EU ODEIO VOCÊ E SUAS MENTIRAS! – falou olhando com ódio para Draco – ODEIO VOCÊ TAMBÉM! – gritou para Harry que viera ver o que estava acontecendo assim que viu seu marido sair - QUERO IR PARA CASA, EU NÃO PERTENÇO A ESSE LUGAR! – falou jogando no chão aos pés do loiro a figurinha que Emília havia lhe dado andando para frente da casa onde o carro de seus pais estava.

Harry foi correndo até Draco antes que ele desabasse no chão de tanto chorar – Harry... Nosso filho...Eu sabia  – disse chorando abraçando o moreno a sua frente.

-Shhh se acalme meu amor, respire. Eu vou falar com ele em casa, vem – pediu guiando o loiro para o carro se despedindo de todos no caminho.

A volta foi silenciosa como um enterro, Draco com a cabeça encostada no vidro da porta ainda deixava suas lágrimas correrem pelo rosto, Harry estava preocupado e Elliot se sentia traído, quando chegaram em casa o menor saiu correndo e se trancou no quarto, Harry o seguiu para ver a porta fechada – Filho, vamos conversar – pediu.

-Não! Vocês me traíram – respondeu choroso.

-Se acalme e depois nós conversamos, eu lhe contarei tudo o que você quer saber combinado? – pediu para não ouvir resposta. Por mais que Elliot não fosse seu filho legítimo, Harry conseguia ver muito de si no garoto, principalmente a teimosia e nessas horas ele sentia como Hermione e até Ron se sentiram ao seu lado quando dava seus chiliques. 

Seguiu pela casa procurando seu marido o encontrando na sala em frente à lareira acesa. Draco estava com um braço ao redor de si e o outro estendido com uma figurinha na mão Potter chegou o abraçando por trás – Eu sabia que algo estava para acontecer – falou respirando fundo e aconchegando no abraço de seu marido.

-Desculpe – pediu beijando a cabeça do loiro e pegando a figurinha que continha sua imagem a jogando no fogo.

-Você não precisa se desculpar meu amor – sorriu se virando para o moreno e o abraçando de volta – Será que se tivéssemos contado ele estaria melhor agora? - perguntou.

-Não sei o que pensar... Mas acho que está na hora de assumirmos nossas identidades de volta. Elliot não nos fala, mas eu vejo o quanto ele está sofrendo na escola. – contou.

-Você acha que no mundo bruxo ele estará melhor? – pediu esperançoso.

-Não posso garantir, mas pelo menos lá ele será mais bem respeitado por ser nosso filho. - disse pensativo.

-Eu me sinto tão mau, um péssimo pai – falou chorando mais uma vez no pescoço de seu marido.

-Vem cá – pediu trazendo o loiro consigo e se sentando no sofá com ele no colo.

-Eu amo tanto nosso filho Harry... As palavras dele me machucaram mais que os castigos que meu pai me dava, ou os feitiços que o Lorde lançava quando eu falhava nas minhas missões. – falou deitando sua cabeça no ombro de Potter.

-Ele estava com a cabeça quente amor, ele não queria ter dito aquilo, eu sei. Elliot pode não ser nosso filho legítimo, mas na teimosia ele é uma cópia minha. – disse fazendo o loiro rir –Não chore mais Draco – disse passando seu dedo em uma das bochechas molhadas quando o loiro lhe olhou – Eu te amo tanto – disse sorrindo.

-Eu também te amo – respondeu e logo beijou os lábios de Harry, se posicionando melhor sobre ele deixando suas pernas em cada lado do moreno e aprofundando o selinho fez com que suas línguas se juntassem num beijo amoroso e calmo.

-Papai? – chamou uma terceira voz interrompendo o momento.

-Elliot! Vem cá? – pediu Draco saindo do colo de Harry e se sentando ao seu lado quando o menor veio e ficou de frente para eles.

-Eu queria pedir desculpas – falou com seus olhos inchados assim como os de Draco estavam.  

-Tudo bem filho – Disse Malfoy o puxando para que se sentasse em seu colo o abraçando.

-Eu não queria machucar você papai – falou olhando para suas mãos – Eu só fiquei triste por que aquela menina Emília ficou me chamando de trouxa e aborto, ela não é diferente dos meus colegas da escola. Ela disse que vocês são heróis de guerra, mas por que vocês não me contaram isso? É por que eu não sou filho de vocês mesmo? – pediu.

-Filho, nunca mais diga que você não é nosso filho ok? – pediu Harry pegando nas mãos pequenas – Você é nosso filho e você não conseguir fazer magia é o de menos, por que você é inteligente e bonito como seu papai Draco e eu amo muito você, isso é o que importa. Se não contamos sobre a guerra que participamos anos atrás é por que ela nos tirou muitas pessoas queridas entendeu? E ficamos tristes falando nisso. – falou o moreno.

-Você é o melhor filho do mundo Elliot, além de teimoso como o papai Harry não é? – pediu fazendo os dois rirem – Harry tem razão meu amor, nós amamos muito você e isso é o que importa. Desculpe por deixar você longe do mundo bruxo, mas achamos que você ficaria triste por não poder fazer magia como nós. Você pode não conseguir fazer magia, mas se você quiser posso te ensinar a fazer poções – disse o loiro.

-Posso fazer poções mesmo sem magia? – pediu animado.

-Você pode e além de que estamos pensando e voltar ao mundo bruxo totalmente o que você acha? – pediu.

-Acho que vai ser legal. – disse o menor.

-Combinado então. – Disse o loiro para logo ser ouvido as badaladas do relógio antigo dos Blacks – Oh, é natal! Feliz natal meus amores – disse beijando o menor na cabeça e dando um selinho em Harry.

-O que acham de pedirmos uma pizza? – pediu Harry se levantando.

-Amor é feriado, deixa que eu faço alguma coisa. – disse fazendo menção de levantar.

-Na na não. Quietinho ai. – disse Potter que saiu da sala e em dois toques apareceu com duas pizzas gigantes as colocando na mesa de centro.

-Que máximo papai! – exclamou o menor se sentando no chão para comer.

-Vou pegar os copos e guardanapos – disse Draco animado saindo da sala e indo até a cozinha pegou os copos, a jarra de suco e os guardanapos.

-Esse é o melhor natal do mundo – disse Elliot assim que Draco se sentara ao lado de Harry e então começaram a comer e a conversar.

Depois de jantarem ainda ficaram um tempo no chão da sala conversando, Harry então disse que largaria o emprego e que Elliot estudaria em casa agora, ensinaria tudo que ele e Draco aprenderam em Hogwarts, explicaram que o internato que Rose ia era a escola de bruxos que ambos também foram e onde se conheceram, contaram como foi a guerra e como seus avós não estavam mais vivos, tiraram todas as duvidas do menor e no fim ficaram abraçados sentados no chão até que o pequeno pegou no sono.

-Vou leva-lo para cama – disse Draco se levantando e pegando o menor no colo.

-Ok, eu vou arrumar isso e mandar uma carta para Dobby pedindo para ele voltar. – disse sorrindo.

Malfoy seguiu com seu filho até o quarto do menor, não muito longe de seu próprio – Papai – chamou sonolento o menor assim que Draco retirava sua roupa calmamente e colocava o pijama, assim como fazia quando era criança.

-Sim meu amor – falou puxando as cobertas para cima e acariciando os cabelos dourados.

-Eu te amo – falou quase dormindo.

-Eu também te amo meu amor – falou beijando a testa de Elliot e vendo que ele havia pegado no sono novamente saiu encostando a porta e indo para seu quarto.

Por mais que a noite tivesse começado errado havia terminado de forma fantástica, pensava o loiro enquanto tomava banho, era bom comemorar o natal com os amigos, mas esse natal em que os três ficaram juntos e a sós fora simplesmente incrível. Acordara de seus pensamentos quando ouvira a porta de vidro do box abrir e um Harry aparecer atrás de si lhe abraçando – Oi – disse sorrindo enquanto estava debaixo d’água.

-Oi. Em que posso ajuda-lo? – pediu.

-Eu adoraria dar banho em você e que você me desse banho... Como presente de natal Sabe... – falou sorrindo safadamente.

-Hum... Você chegou tarde meu amor, eu já tomei meu banho, mas posso dar banho em você – disse sorrindo.

-Então você me dá banho e depois eu retribuo – disse beijando o pescoço do loiro o fazendo ofegar.

-Eu aceito – respondeu sorrindo e pegando o sabonete começou a ensaboar o corpo de seu marido – Você vai deixar seu emprego de verdade? – pediu.

-Vou. Quero cuidar da educação de nosso filho, quero que ele saída de tudo do nosso mundo – contou sorrindo enquanto Draco massageava seus ombros cheios de espuma largando o sabonete no descanso de sabonetes.

-Eu gostei da ideia e estou bem animado para ensinar poções – sorriu passando shampoo nos fios rebelde e massageando o couro cabeludo deixando agir pegou o sabonete novamente e foi descendo sua mão novamente.

-Você será um ótimo professor Draco – falou enquanto o loiro ensaboava seus braços bem calmamente.

-Você é um ótimo professor amor – falou descendo suas mãos pelo abdômen definido do moreno – Afinal, quem te pegou dando aulas escondidas? – falou fazendo o moreno dar um pulo quando sua mão chegou a seu membro o segurando firme.

-Ah! Merlin! – disse sorrindo para seu marido – Fui um menino malvado? – Perguntou sorrindo.

-Talvez...  – sorriu empurrando levemente Harry para debaixo da ducha retirando toda a espuma do sabonete e do shampoo deixando o moreno limpo e o agarrando em seguida com um beijo avassalador.

As línguas já conhecidas sabiam como dançar e lentamente o loiro se grudava mais ao moreno querendo que ambos se fundissem, Harry agarrou a cintura de Malfoy o erguendo e fazendo com que ele o circulasse com suas pernas.  Com cuidado fechou o registro e saiu do banheiro largando Draco na cama de casal espaçosa que dividiam.

-Harry! Vamos molhar tudo assim! – falou rindo.

-Depois cuidamos disso, mas agora uns feitiços básicos que tal? – pediu pegando sua varinha da calça.

-Com certeza senhor Potter – disse erguendo seu tronco e se apoiando nos cotovelos.

-Não me chame assim amor, se não eu brocho! – falou fechando a porta lentamente para não acordar Elliot e depois sim fazendo o Abafiatto.

-Hahahaha Mas por quê? – pediu curioso.

-Eu realmente me lembro de praticamente todos os professores de Hogwarts quando me chamam de senhor Potter, principalmente seu padrinho. – falou rindo e indo de encontro a Draco.

-Hum, então que tal... – Se ajoelhou na cama chegando perto do moreno - Pegue-me se for capaz auror Potter – sussurrou e saiu correndo de cima da cama para ao redor do quarto com Harry atrás de si o pegando pela cintura e o pondo sobre seu ombro como um saco de batatas.

-Depois eu que sou o menino malvado não é? – disse pondo o loiro sobre a cama novamente.

-Talvez você seja só um pouquinho, mas eu sou o sonserino da relação, eu sou muito malvado! Você vai me prender auror Potter? – pediu fazendo uma cara de cão sem dono.

-Merlin, você me mata de tesão Draco! Eu não vou te prender.  – falou sorrindo.

-A não? – se fez de inocente.

-Não... Eu vou te comer todinho – falou mordendo o ombro do loiro abaixo de si.

-Ah! Então me fode com força – falou rente ao ouvido do moreno.

Essa foi a palavra mágica para que Harry tomasse a boca de Draco mordendo seu lábio no final do beijo e descendo com seus lábios pelo tórax branco como a neve o deixando cheio de mordidas e chupões. Malfoy estava quase explodindo, maldita hora que havia dito a seu marido que gostava de algo mais selvagem também de vez em quando para quebrar a rotina, maldita não bendita hora isso sim.

Agradecia a Merlin por utilizarem esse feitiço, se não Draco acreditava que a vizinhança toda os ouviria, afinal ele era um amante que fazia barulho e isso excitava Potter. O moreno seguia com sua exploração pelo umbigo e baixo ventre do loiro o mordendo e com sua mão travessa começou a acariciar os testículos do loiro e com sua boca começou a trabalhar no membro bem desperto de Draco o fazendo gemer alto da forma que ele sabia que gostava de ouvir.

-Harry... Por favor...  Merlin! – gemeu conforme a boca de seu marido o chupava.

-Sim meu amor? – pediu sacana rente ao ouvido.

-Me fode... Com força! – pediu sorrindo e apertando a bunda bem feita do moreno o puxando para mais perto de si roçando ambos os membros fazendo Harry gemer consigo.

Pegando a varinha do moreno, esquecida sobre o criado mudo, Draco fez o feitiço de lubrificação e Harry com todo cuidado o penetrou sem preparação o fazendo curvar suas costas e gemer alto – Ah! Harry! – disse ofegante.

-Eu te machuquei?  - perguntou enquanto aguardava Draco se acostumar consigo.

-Não... Eu estou bem – sorriu – Você pode se mexer agora.

E assim Potter fez, começou com um lento vai e vem aumentando o ritmo conforme sentia o loiro mais a vontade e relaxado, procurou pelo ponto de Draco que o presenteou com mais um gemido alto assim que o achou e foi aí que depositou todas suas manobras, balançando a cama e levando o loiro a loucura que arranhava suas costas enquanto se desmanchava entre eles sem que seu marido o tocasse, o levando junto a si.

Potter desabou sobre o loiro ambos ofegantes e moles – Eu... Te amo... Muito... – disse o moreno ao loiro que lentamente pôs uma de suas mãos sobre os fios rebeldes.  

-Eu... Também te amo – sorriu.

Logo Harry saiu de dentro do loiro retirou o Abafiatto e fez um feitiço de limpeza em ambos e na cama, para logo se deitar ao lado do loiro e o aconchegar em seu peito pegando no sono logo em seguida.  

Era quase de manhã quando Elliot apareceu no quarto de seus pais e subindo na cama deu um jeito de deitar entre eles – Bom dia filho, o que aconteceu? – perguntou Harry.

-Eu tive um pesadelo – falou se aconchegando mais a Harry que começou a lhe fazer um cafuné para ver se o acalmava. Como ele não teve amor quando pequeno fazia de tudo para que seu filho se sentisse amado, então nunca ralhava o menor quando este se sentia carente ou queria algum momento consigo, mesmo tendo treze anos, da mesma forma pensava Draco que sempre se rendia aos carinhos de seu pequeno, e de seu marido os retribuindo também.

-Quer me contar o que aconteceu? – pediu, pois aprendera na prática que contar o que sonhava o deixava melhor.

-Sonhei que vocês me abandonavam por que eu não consigo fazer magia – contou quase chorando.

-Shhh isso nunca vai acontecer Elliot, você é nosso meninão – falou sem deixar de acariciar os fios dourados de seu filho o apertando mais contra si.

-É verdade. Outch – disse Draco se espreguiçando e logo sentindo sua lombar reclamar quando fora se virar.

-O que ouve papai? – pediu o menino preocupado.

-Nada não meu amor, papai só deu mau jeito agora quando me virei – disse sorrindo para fazer carinho nos cabelos de seu filho enquanto Harry tossia para disfarçar uma risada –Não pense mais nisso querido. Combinado?  – pediu o loiro puxando uma coberta de cima da cama para cobrir o menor e então o abraçar também e dormirem até perto do meio dia.

O primeiro a acordar foi Harry que devido às caçadas se acordava com qualquer coisa, por isso assim que ouviu o barulho da lareira anunciando que alguém gostaria de lhe falar, se levantou, vestiu uma boxer, mais seu roupão, encostou a porta deixando seus dois amores dormirem mais um pouco e foi ver do que se tratava.

*Harry? Podemos passar?* pediu Hermione.

-Claro! – de espaço para Hermione e Rose aparecerem – Desculpe estávamos dormindo – falou coçando sua nuca – Fiquem a vontade, vou só até o banheiro lavar meu rosto e já volto. – falou indicando o sofá.

Depois que saiu do banheiro do quarto com sua higiene feita, pegou uma bermuda e uma camiseta as vestindo o mais silenciosamente possível e foi em direção da cozinha para preparar um café para oferecer as visitas, porem assim que chegou lá se deparou com Dobby servindo um bule para levar a sala – Dobby? Quando você chegou? – pediu.

*Agora pela manhã mestre* disse sorrindo.

-Bem, muito obrigado. É realmente bom ter você conosco, amigos não podem se distanciar. – disse pegando a bandeja e seguindo para a sala – Desculpe a demora. – disse servindo três xícaras de café.

*Tudo bem Harry, viemos por que queríamos saber como Elliot está* disse a morena.

-Ele está bem agora, mas a briga foi feia – disse tomando um gole e depois sorrindo – Pensei que minha família ia para o beleléu – comentou. 

*Desculpa tio Harry a Emília foi malvada com o primo Elliot, eu tentei para-la, mas ela não calava a boca! * contou Rose de uma forma que fazia o moreno se lembrar de Hermione em seu segundo ano.

-Tudo bem querida, não conseguiríamos esconder por mais tempo, seu primo está crescendo e ficando cada vez mais esperto, ele iria descobrir logo logo. – contou acalmando sua sobrinha.

*O que pretende fazer agora?* pediu Hermione.

-Vou largar meu emprego, tirar Elliot daquela escola horrível e iremos retomar nossa rotina no mundo bruxo, além de que irei ensinar meu filho em casa, já que Hogwarts está fora de cogitação – falou sorrindo.

*Você acha que dará certo?* pediu a mais velha.

-Acho que sim, Draco ficará responsável em ensinar poções a ele e eu a teoria das matérias que vimos em Hogwarts. – Contou.

*Eu tenho meus materiais lá em casa, posso lhe emprestar* disse * Aposto que os seus já eram não é?* pediu.

-Harry simplesmente ateou fogo em tudo quando terminou Hogwarts – disse Draco aparecendo na sala e se sentando ao lado de Harry fazendo a morena rir – Se você puder me emprestar suas anotações de poções eu agradeceria, as minhas estão na mansão – pediu.

*Empresto sim * sorriu para logo depois ficar séria * Você não voltou mais lá?* pediu.

-Se passaram quatro anos desde que tudo aconteceu... Eu ainda não me sinto bem em voltar lá. – contou para logo ser abraçado por Potter.

*Eu entendo. Mas então vamos indo filha? * pediu dissipando o assunto triste* Ainda tenho que passar no hospital e ir à Floreios comprar um livro que lançaram essa semana e essa menina não sossega até ter eles em mãos * falou sorrindo e apertando o nariz de sua filha a fazendo sorrir também.

-Ela me lembra alguém – contou Harry fazendo a menor rir.

*Viu mamãe? O papai disse a mesma coisa tio Harry!* contou a ruiva.

-Rose querida, você faz um favor para o tio Draco? – pediu sorrindo e se ajoelhando para ficar na mesma altura que a pequena.

*Claro!* disse sorrindo.

-Você pode avisar a sua amiga Emília, que se ela falar mais alguma coisa para o meu filho que fizer ele sofrer eu vou atrás dela e um crucio vai se parecer com cócegas perto do que eu farei com ela ok? – pediu sorrindo.

*Eu aviso sim tio Draco* disse sorrindo cúmplice com o sonserino.

-Corvinal esperta! – Disse sorrindo e piscando um olho.  

Depois de se despedirem Harry abraçou o loiro – Tomou a poção? – pediu.

-Tomei – sorriu – Vou lá acordar o Elliot, se não ele dorme até às duas da tarde – falou sorrindo e dando um selinho no moreno subiu para os quartos.

Potter aproveitou que estavam todos ocupados e foi até seu escritório mandar uma carta ao Ministro pedindo demissão sendo o motivo dar mais atenção a sua família, agradecia a oportunidade, mas que estava sentindo-se ausente em casa e na vida de seu filho que estava crescendo e precisava de seu apoio. Depois de mandar a carta pegou dois pacotes e foi em direção a seu quarto onde Draco estava deitado na cama com seu filho manhoso.

-Que manha é essa filho? Acho que você puxou isso de seu papai Draco – falou o moreno sorrindo.

-Bom Dia papai- disse espreguiçando e rolando para o espaço de Malfoy deixou o moreno se deitar atrás do loiro.

-Bom dia meu anjo – disse acariciando os cabelos dourados do menor aproveitando para abraçar a cintura de seu marido.  

-Elliot me disse que ele está com preguiça aguda... Acho que temos que ir ao hospital querido – falou deitando de barriga para cima e piscando um olho para o moreno.

-Pois é... Acho que ele precisa de uma injeção de animo! – disse sorrindo para ver seu filho se ajoelhar na cama.

-Já estou bem! – falou rindo, mas se deitando novamente com a cabeça no peito de Draco que lhe acariciou as costas.

-Se você está bem então acho que pode receber seu presente de natal! – disse sorrindo enquanto trazia o pacote para frente do garoto que se sentou e começou a rasgar o papel.

-Obrigado papais! É um álbum de fotos! – disse passando as folhas e vendo fotos suas pequeno tomando banho com Draco, passeando com os dois, jogando basquete com Harry na quadra do parque em frente à mansão Black, tomando sorvete e muitas outras. – Essas fotos estão tão lindas – disse emocionado.

-É para você se lembrar de que sempre será o nosso campeão e que sempre iremos amar você – falou Draco.

-Aqui eu tenho outra foto – disse o moreno alcançando para o filho. Era uma que ele havia tirado quando os dois haviam pegado no sono essa manhã, logo havia ele acordado sorrindo enquanto Elliot e Draco estavam dormindo juntinhos.

-Como eu faço para colar? – pediu.

-É só colocar sobre a folha e a foto cola sozinha – contou o loiro.

-Meu primeiro artigo mágico! – disse sorrindo enquanto colocava a sua foto sobre a página e via-a colar assim como seu papai havia dito.

-Eu tenho uma foto para o papai Draco também. – falou deixando o loiro surpreso.

-Como assim amor? – pediu curioso.

-Outro dia me encontrei com Colin e ele me deu centenas de fotos minhas, pois segundo ele próprio seu irmão estava vendendo para revistas e jornais então tem uma caixa  cheia delas. A maioria do nosso segundo ano lembra? – pediu sorrindo.

-Ô se lembro – respondeu sorrindo com seu filho deitando novamente em seu peito.

-Então eu achei uma foto muito divertida e resolvi lhe dar de presente – contou.

-Merlin! – disse recebendo o pacote e ao abrir começou a rir – Não acredito nisso! – falou.

A foto nada mais era do que mais uma das bricas Potter/Malfoy no segundo ano. Draco começava a provocar Harry que lhe dava as costas e o loiro lhe puxava pelo capuz de sua capa o fazendo quase cair de bunda no chão – Que holograma legal papai! – falou o menor vendo a foto.

-Na verdade essa foto é mágica meu amor, as pessoas se mexem e dependendo da revelação podem até conversar com você – contou Draco.

-Que incrível! Posso colocar essa foto no meu álbum? – pediu animado.

-Claro amor! Pode ser Harry? – pediu.

-Claro! – respondeu sorrindo ao ver seu filho animado com os artefatos mágicos.

Assim que o almoço estava pronto Dobby apareceu no quarto chamando a família para almoçar, mas no momento que apareceu assustou Elliot, Harry e Draco explicaram para seu filho que elfos eram amigos dos bruxos e que muitos deles gostavam, de cuidar da casa, assim como Dobby que recebia salário férias e tudo que havia direito de seus amigos.

Conforme o almoço passava mais o garoto pedia informações a seus pais e assim seguiram durante os dias, em um desses dias Rose, que ainda estava de férias, e Hermione apareceram com o material que a morena havia ficado de emprestar a seus amigos. A pequena pediu desculpas a seu primo que a desculpou dizendo que agora estava tudo bem, mas que não deixaria mais ninguém machucar seu papai Draco, coisa que fez os maiores pensar a que horas o menino havia chagado na sala aquele dia ouvindo a confissão que o loiro fizera.

Depois do primeiro do ano Draco começou a dar suas aulas a Elliot que assim que chegara ao laboratório agora sem feitiço algum simplesmente pirara ao ver tantos caldeirões – Para que tantos papai? – pediu curioso.

-É que cada poção tem seu tempo de maturação, tem algumas que ficam prontas na hora e outras que precisam de alguns dias, por isso temos vários desses caldeirões aqui, o tamanho e o material também muda conforme a poção feita. – falava vendo seu filho anotar tudo. Arriscaram a preparação de uma simples então em cada ingrediente Malfoy dizia o que era e para que servia juntando com a quantidade que era necessário na poção e a forma que deveria ser mexido a colher no liquido.

-O papai Harry também gosta de fazer poções? – perguntou sorridente enquanto misturava sua poção.

-Acho que ele gosta na maneira dele, mas pelo o que me lembro ele não era muito bom no assunto – sorriu para seu filho – Que cor ela ficou?

-Azul claro – disse.

-Então está certa! Parabéns filho!! Sua poção fortalecedora está pronta! – falou sorrindo.

-Eba!! E agora? – pediu.

-Agora é só engarrafar – disse e apontando sua varinha e o liquido caiu na garrafinha - E etiquetar – falou entregando um pedaço de papel para seu filho que escreveu o nome da poção e então grudou a etiqueta no vidro.

-Isso é muito legal! – falou batendo palmas – Vou mostrar minha poção para o papai Harry! – disse saindo do laboratório com a garrafa na mão.

Draco estava feliz por seu filhote ser tão bom em poções como ele era, por isso seguiu o menor para o escritório do moreno para falar com Harry, que assim que viu o resultado pulou de alegria – Precisamos bater uma foto disso, o que acham? - perguntou.

-Claro! – responderam os dois juntos, então se posicionaram e Potter flutuando a câmera bateu uma foto dos três com o menor segurando a garrafinha de sua poção.

-Pronto. Agora você já pode colar em seu álbum! – falou Harry pegando a foto e entregando ao menor que correu para o segundo andar guardar sua poção e sua foto. - Feliz? – pediu ao loiro sorridente.

-Muito! Nosso menino é tão inteligente. Agradeço todos os dias a Merlin por ter me dado a chance de ter uma família linda como você e Elliot. – disse abraçando Potter.

-Eu também agradeço todos os dias. - sorriu beijando o loiro nos lábios.

Assim os dias se passaram, com Elliot aprendendo cada vez mais sobre esse novo mundo, colecionando fotos, e estudando para se tornar um legítimo mestre em poções, ele seria o primeiro mestre sendo trouxa, as outras disciplinas não teria como o pequeno fazer a parte prática então ele estudava apenas a teórica, por isso acabou se destacando em poções.

Harry Pediu a Minerva se ele poderia fazer um passeio com o filho pelo castelo para lhe mostrar onde havia estudado com seu outro papai, o convite foi aceito e assim antes de começarem as aulas a família Potter Malfoy passou um dia no castelo conhecendo seus interiores e arredores, até em Hogsmead foram dar uma volta, onde o menor saiu com os bolsos cheios de doces.

Harry estava feliz em ver a felicidade de sua família, pensava que a amizade com Draco fora a melhor escolha que fizera em sua vida, após essa somente quando decidira adotar um cachorrinho que no final se tornara um menino. A vida lhe dá muitas escolhas, pensava enquanto via seu filho e seu marido procurando a Lula gigante no Lago Negro quando retornaram para o castelo para se despedirem, porém cabe a você querer abrir a porta e aceita-las. 


Notas Finais


Fim <3


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