História ELLORA - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Tags Badboy, Drama, Romace
Visualizações 11
Palavras 1.254
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, espero que gostem <3

Capítulo 7 - Sonho


 

POV ELLORA

Em meio á minha fúria, sou pega de surpresa por Jamie. Estávamos brigando e no minuto seguinte, estamos nos beijando. Seu toque é quente e provocativo em minha pele, arrepiando todo o meu corpo. Sinto seus braços ao redor de minha cintura me puxando pra perto de si, enquanto sinto sua boca macia na minha. Coloco meus braços em sua nuca e entrelaço meus dedos em seu cabelo ainda molhado do banho. Uma necessidade repentina de continuar a beijá-lo enche o meu peito, acho que ele sente o mesmo pois me puxa cada vez mais forte e, o beijo, antes doce, agora vira necessitado de mais e mais e... Ele se separa de mim.

Seus braços ainda estão ao redor de mim e eu ainda tenho minhas mãos em seu cabelo. Ele olha no fundo dos meus olhos, um olhar enigmático. Tento conter um sorriso, não sei o motivo certo para eu sorrir. Eu mal sei o que está acontecendo. O sorriso some gradativamente do meu rosto. O rosto de Jamie, antes sereno e calmo, se torna confuso. Eu tiro minhas mãos de vagar de sua nuca e me afasto um pouco, ainda olhando em seus olhos.

- Jamie, o que foi isso? – Eu pergunto um pouco assustada.

- Eu... Eu também não sei. – Ele responde sério.

- Então... Eu não sei muito bem o que te dizer agora.

- É, eu também não. – Ele desvia o olhar, e nesse segundo, eu sinto que estou prestes a cair. – Eu vou cuidar dos carros, falo com você mais tarde.

- Ok. Eu vou ir na loja... Até mais tarde. – Ele se vira e sai, me deixando sozinha.

Eu pego a minha bolsa e saio andando para nenhum lugar em específico, não planejo abrir a loja hoje, não tem motivo para isso. Eu ando na rua sem direção, vendo todas as lojas abertas e pessoas novas na cidade, pessoas que só chegam durante o verão. Os moradores vão e os viajantes chegam. Enquanto eu caminho, tento entender o que aconteceu... Estou farta de ficar procurando razão nas coisas que acontecem. Apenas aconteceu, não preciso ficar pensando e remoendo as memórias.

Quando dou por mim, percebo que estou a poucos metros do lago. Eu continuo andando e sento e uma das pedras. Estico minhas pernas, me inclino para trás e me apoio em meus braços, sentindo o sol no meu rosto. E, tentando não pensar no beijo, falho miseravelmente. Apenas a lembrança de seu toque arrepia meu corpo, seus lábios tão suaves como a luz do sol tocando a minha pele... Eu afasto o pensamento e me deito completamente na pedra. Ao mesmo tempo que estar com ele parece ser tão certo, parece ser extremamente errado.

Eu fecho meus olhos, respiro fundo e começo a sentir meu corpo relaxar...

Sentada na varanda de minha casa tomando uma xícara de chá, eu o vejo chegando montado em seu cavalo preto, com uma camisa branca, com seu paletó marrom gasto e suas calças sujas de lama. Eu me sinto eufórica, me levanto rapidamente, derrubando o chá.

- ELISA! – Ele grita ainda longe.

Eu saio da varanda e, segurando minha saia para não tropeçar, eu corro o mais depressa que consigo até ele.

- ARTHUR – Eu grito e minha mãe surge atrás de mim.

O desespero toma conta de mim, tenho que correr mais rápido, tenho que chegar até ele. Ele corre mais com o cavalo, tentando me alcançar. O meu coração parece que irá sair pela minha boca, porém não deixo de correr. Olho para trás e vejo que minha mãe caiu, isso só me motiva mais a continuar. Quando estamos a poucos metros um do outro, eu vejo como o sol do verão faz o mel de seus olhos se destacarem e o dourado de seu cabelo brilhar como ouro. Minha alma grita pela sua, com uma voz que não se cala, uma vontade insaciável que chega a doer. Eu sinto uma lágrima escorrer pelo meu rosto quando ele me toca. Eu sinto minha alma deixar meu corpo quando ele me toca. Ele abre a boca e, em um suspiro, ele diz:

- Ellora – mas esse não é meu nome.

 

Eu abro meus olhos assustada e encontro Jamie me encarando.

- O que você está fazendo aqui? – Eu pergunto confusa.

- Está tarde, te procurei na loja mas você não estava lá. E então, foi só perguntar para alguém para onde você tinha ido. É muito fácil notar você. - Ele diz com um leve sorriso no rosto.

Ele estica a mão para mim e eu a seguro, sinto um leve choque quando nossos dedos se encontram. Ele me puxa e eu acabo por ficar perto demais dele, eu consigo sentir seu coração batendo rápido. Me afasto rapidamente e percebo que o sol já está se pondo.

- Vamos para casa. – Eu digo e saio andando.

 

POV JAMIE

 

Eu vejo ela se afastar de mim. Vejo ela se afastar com seu vestido azul. Quando perguntei para as pessoas onde ela estava, todos me disseram para não ficar ao lado dela. Não entendo como as pessoas pensam assim. Aposto que essas pessoas iriam me queimar se soubessem da minha fama.

Eu começo a andar atrás dela, é como se ela fugisse de mim: Quanto mais perto eu chego, mais rápido ela anda.

Quando chegamos na casa, ela sobe as escadas correndo e eu resolvo fazer algo para comermos. Nada muito especial, apenas um macarrão. Quando fica pronto, eu a chamo e nós comemos em silêncio.  Queria contar para ela do sonho que eu tive, onde eu queria chegar até ela mas... ela não era exatamente ela. O sonho pareceu muito mais uma memória do que realmente um sonho.

- Eu... – Eu digo cortando o silêncio – Eu sonhei com você.

- Quando você dormiu? – Ela responde indiferente.

- Eu terminei rápido com os carros e peguei no sono, lá no escritório do seu tio.

- Não deveria...- Sinto que ela vai começar uma briga então eu digo.

- Eu sonhei com você, foi mais como uma memória. Eu estava em um cavalo e você se chamava...

- Elisa. – Ela diz assustada, com os olhos arregalados. Ela se levanta e coloca o prato na pia.

- Como você sabe? – Eu pergunto andando até ela.

- Você se chamava Jamie. Eu sonhei.

Eu estou confuso demais. Quais são as chances de isso acontecer? Eu pego um cigarro e começo a fumar, abro a porta da cozinha e começo a olhar o jardim, a estrelas já estão brilhando no céu. Eu não entendo mais o que está acontecendo. Eu sempre fui de namorar bastante mas nunca senti algo parecido, ainda mais em um período tão curto de tempo. Eu preciso parar com isso, parece ser tão errado. Mas, toda vez que eu olho para ela, é como se ela fosse a chave para tudo. Eu desvio o olhar do céu e olho em seus olhos, ainda arregalados. Ela me olha e sinto suavidade e sinceridade em seu olhar.

- Sonhamos exatamente a mesma coisa. – Ela me diz.

- Eu sei. – Eu respondo baixo.

- Quais são as chances de isso acontecer?

- Isso eu já não sei.

- Por que você me beijou? – ela responde e parece corar assim que percebe o que perguntou.

Eu dou um trago no cigarro e respondo com honestidade.

- Porque eu precisava. Eu olhei você e precisei te beijar.- Eu dou outro trago no cigarro, procurando mais coragem – Na verdade, eu preciso fazer isso agora. 


Notas Finais


UM BEIJO E UM QUEIJO.


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