História Em Algum Lugar - Capítulo 3


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Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Personagens Originais, Reita, Ruki, Uruha
Tags Comedia, Em Algum Lugar, Mortos, Reituki
Visualizações 56
Palavras 1.747
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Fluffy, Literatura Feminina, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Capítulo 3 - O mal amado.


Em Algum Lugar.

Capítulo 3 - O mal amado.

 

Após temperar os peixes, Akira os colocou em bentôs e levou a geladeira, as levaria a noite para o Porto junto com a garrafa de Saquê. Fez um café na cafeteira e assistiu sem prestar muito atenção sobre uma série de acidentes que aconteceu naquela manhã em Tokyo deixando muitos mortos e uma pessoa influente para o mundo empresarial que estava em coma. Desligou a Tv para não ver aquelas noticias, apesar de falar com mortos normalmente, não se sentia a vontade de ver noticias como aquelas. Mesmo que soubesse que gente morria a todo tempo no mundo inteiro, não estava interessado em ficar acompanhando mortos e mais mortos.

Sabia que aquilo não lhe fazia no fim das contas.

Seu avô havia sumido, acontecia quase sempre, e por mais estranho que parecesse, o Fantasma Rookie sumiu também. Esperava que ele estivesse encontrado a luz, ou qualquer coisa que o deixasse para longe de si. Ah, como era antipático, aquela cara redonda e olhar autoritário de quem provavelmente mandava nos outros em vida.

Estralou os lábios e rumou em direção ao banheiro, tirando as roupas pelo meio do caminho, cantando alguma música qualquer que tocava no radio do quarto. Entrou no banheiro, tirou a cueca, abriu a porta do box e soltou um berro em surpresa, ao ver que Ruki estava sentado em no chão de seu banheiro, com as pernas cruzadas, olhando fixamente para as próprias mãos.

-- Meu Jesus Cristo, você não tem lugar melhor para refletir sobre sua morte? – gruniu Akira enquanto entrava no box, sem se importar que estava literalmente por cima de Takanori. Mas logo ele ressurgiu sentado no vaso.

-- Eu estou ouvindo vozes. – disse Ruki, concentrado nas próprias mãos. – Não consigo identificar de quem são e de onde vem.

-- Ah, bem vindo ao clube, ouço vozes desde que nasci. – Akira resmungou de modo antipático, antes de enfiar a cabeça embaixo do chuveiro.

-- Você não está me ajudando sabia? E pelo amor de Deus, você está pelado! Coloca uma roupa, porque eu não sou obrigado.

-- Seu idiota, eu estou tomando banho, você tomava banho de roupa por acaso? – rebateu, agora só por crueldade, abriu a porta do box, ficando de frente para Ruki que continuou sentado ali no vaso.

-- Meu Deus do céu, como você é grosso e estupido! Deve ser por isso que só fala com gente morta. – provocou Ruki.

-- Pois é, né, e adivinha só onde você veio parar! – cantarolou Reita enquanto passava shampoo pelos cabelos e esfregava pacientemente.

-- Com um tonto que não tem amigos e só fala com morto. – revirou os olhos.

-- Pelo menos eu consigo me lembrar dos meus amigos. – Akira sabia que aquele ping e pong de provocações iria longe, mas sentia algo estranho toda vez que olhava para o rosto de Ruki.

Sentia uma necessidade quase dolorosa de abraça-lo, porém, imediatamente questionava-se por qual razão faria aquilo, afinal, jamais o viu antes e aquela fita vermelha amarrada em seu mindinho ficava cada segundo mais curiosa.

-- Hey. – Akira o chamou, enquanto enrolava uma toalha na cintura e a outra usava para secar os cabelos. – Você consegue ver? – com o queixo, fez um sinal para a mão pequena do rapaz.

-- Isso, né? – ele mostrou-se o dedo mindinho com a fita cujo desaparecia antes de encontrar um fim. – Eu vejo, mas vejo até onde você ver, eu acho... é Akai Ito.

-- Akai Ito. – Akira acenou veemente enquanto caminhava para o quarto, sabendo que Ruki já estaria sentado em sua cama. – Agora não me pergunte quem segura o outro lado da fita.

-- Acha que essa pessoa, que segura o outro lado da fita, pode descobrir quem eu sou? – perguntou Ruki.

Akira vestiu uma cueca boxer, em seguida uma calça jeans preta e uma camisa flanela xadrez. Sentou-se ao lado dele na cama e viu que os pingos de agua de seus cabelos caiam gentilmente pelas pernas de Ruki.

-- Você está me molhando, imbecil! – resmungou ele, afastando-se de si.

-- Cara você é um insuportável sabia? -- piscou em seguida -- Espera... Você sentiu a agua? – arqueou o cenho, olhando-o de modo chocado.

-- Claro que senti, que pergunta! – revirou os olhos.-- Só não sinto a cama, a pia, essas coisas, mas olha... – estendeu a mão e tocou o braço de Akira, roçando seus dedos gelados na pele ainda úmida. – Eu sinto você.

Certo.

Aquilo era completamente novo para Akira. Tão novo quanto o fato de sentir um ser humano vivo lhe tocando. Claro, já havia tido experiências com outras pessoas ao longo de seus trinta e sete anos, mas porque diabos, tinha que ser justamente com um morto?

E principalmente com aquele morto pé no saco.

Muito bonito da parte do destino fazer aquilo.

-- Que estranho. – confessou o louro, fazendo Ruki o encarar por alguns minutos em silêncio, antes de rir baixinho de modo quase amargo. – O que foi?

-- Eu não sei. – continuou a rir daquela forma triste, quase dolorida. – Estou me sentindo sozinho... Sabe, sozinho? – ergueu os olhos e fitou o louro.

Akira concordou no mesmo segundo, sabia como era a sensação de estar sozinho.

-- Não consegue se lembrar de nada do seu passado? – sussurrou ele. – Nada mesmo?

-- Nada. – negou.

Akira acenou apenas e os dois continuaram ali sentados, olhando para a parede da casa que o Avô construiu. Os olhos de Ruki se voltaram para as paredes, cada detalhe, como se pudesse ate mesmo ver os tijolos postos ali.

-- Essa parede está toda torta. – apontou um dedo para um ponto e outro, para outro ponto. – Olha, segue meu dedo, eles tem que estar bem alinhados, mas se juntar os dedos. – Juntou, mostrando a Akira que possuía uma diferença de quase um palmo de distancia de um dedo para outro.-- Só um palerma pra fazer algo tão errado assim.

-- O que você pensa é? Um arquiteto? – o louro revirou os olhos, sentindo-se ofendido. – É do meu avô que você está falando!

Mas Ruki havia parado de ouvir.

Arquiteto.

Desenhos.

Viu de repente um flash de alguns desenhos de prédios sendo colocados na pasta antes de pegar o elevador.

-- Akira, liga a Tv, rápido! – levantou-se e correu para a sala, fazendo um Akira confuso o seguir.

-- Quer ver Tv agora, é serio mesmo? – resmungou, ligando a TV e zapeando os Canais. – Tá passando um filme legal, chama-se Poltergeist. – provocou rindo sacana.

-- Coloca nas noticias do jornal de Tokyo, eu me lembrei que sou arquiteto! – disse, de forma quase eufórica, fazendo Akira arquear os cenhos e obedecer com um aceno de cabeça. – Em algum lugar deve estar passando alguma noticia minha!

Foi então que Akira parou na CNN onde uma moça estrangeira dizia em inglês, com uma tradução japonesa passando no roda-pé.

-- “O arquiteto Matsumoto Takanori sofreu essa manhã um acidente grave no cruzamento próximo a Shibuya, foi acertado por um caminhão de lixo que vinha em alta velocidade.” – houve uma pausa, para mostrar o Jaguar preto de Takanori agora completamente destruído.

-- Eu morri! – ele levou as duas mãos lábios quando sua foto apareceu. Lembrou-se dela, havia tirado aquela foto em um ensaio fotográfico. – Eu lembro desse dia... Eu estava morrendo de dor de cabeça e tive que fazer uma sessão de fotos pra revista de investimentos.

Akira estava com olhos colados na TV, mal conseguia piscar. Aquele rapaz de Tokyo foi aparecer na sua casa, na região rural de Kanagawa? Porque?

--“...Ele segue em estado grave na UTI. A nossa repórter tem mais informações.” – a imagem cortou para o hospital em que Takanori estava internado e uma mocinha japonesa conduziu a mesma noticia enquanto caminhava pelos corredores.

-- “Nós não conseguimos contatar nenhum parente de Matsumoto-sama ,mas estamos agora com seu agente, Shiroyama Yuu, amigo e empregado.” – a moça informou, mostrando ao lado uma figura de um homem alto, muito branco, olhos negros penetrantes e cabelos igualmente negros e compridos. Ostentava um terno negro com gravata vermelha e um semblante profissional. – “Qual o estado de Matsumoto-sama?”

-- “Bem, o Takanori-san segue em coma desde hoje de manhã, não responde aos estimulo e está um pouco machucado, pedimos a todos que mandem suas orações para sua melhora.” – respondeu o moreno que não parecia nem feliz, nem triste com aquela noticia, seu rosto estava completamente inexpressivo, como se estivesse falando do tempo.

A mocinha fez mais algumas perguntas as quais foram respondidas profissionalmente e logo a imagem tornou a cortar para a redação.

-- Você não tem parentes? – Akira o olhou indignado.

-- Claro que tenho, eles devem estar ocupados. – riu, um pouco nervoso. – Eu não morri! Estou em coma, está! Você que é louco e fala com mortos, eu não morri!

-- Takanori-san... – Akira o chamou, seriamente. – Estar em coma é estar quase morto. Quem é esse homem ai?

-- O Yuu? – apontou para tela. – Ele é meu amigo! Tenho certeza que é, acho que nós nos damos muito bem!

-- Ele não parecia triste por você. – Analisou o barqueiro em tom zombeteiro.

-- O que você é agora? Analista de RH? Psicologo? – revirou os olhos. – Talvez esteja em estado de choque.

Akira negou, mordendo os lábios e ainda olhando para a Tv que agora passava outras noticias sobre o mundo. Não fazia sentido o agente de Takanori parecer tão inexpressivo diante de seu estado crítico de coma, e ainda mais pelo fato de não ter parentes. Não havia ninguém comido com sua situação. Será que ele era uma pessoa querida?

-- E agora? Eu tenho que ir para Tokyo, voltar para o meu corpo e vai ficar tudo bem! – Takanori informou com um largo sorriso, mas Akira permaneceu serio, com os lábios crispados e negou lentamente.

-- Pode ir. – disse apontando para a porta.

-- Você vai comigo! – anunciou, convicto.

-- Eu? – apontou para o próprio corpo e toda a incredulidade estampada no olhar. – De jeito nenhum, tenho que trabalhar hoje, nunca fui a Tokyo e não vou! Se você quiser ir, aproveita que fantasma não paga passagem.

-- Oh céus, como você é maldito! – Takanori bufou e então se levantou e caminhou até a porta. – Eu vou, não preciso de ninguém mesmo, a minha vida toda me virei sozinho, não preciso de absolutamente ninguém! – gritou antes de ir a passos decididos até a porta e passar por ela sem precisar abrir.

-- Mesquinho. – estralou os lábios e se jogou no sofá, suspirando enquanto mudava de canal.


Notas Finais


Ooooi manas novamente <3
Quero agradecer muitinho pelos comentários! Fico feliz que estejam gostando, ta sendo muito gostosinho escrever essa historia, assim que possivel vou responder aos comentários com todo amor!
Agora me digam o que acharam!

beijinhossss!


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