História Em busca da Liberdade Daryl Orthega - Capítulo 27


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Categorias Histórias Originais
Tags Daryl, Furacaoortega, Isitlove, Matt
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Palavras 1.728
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Literatura Feminina, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Tá eu demorei, não me matem. Muito trabalho acumulado e BOs na vida profissional. Aos poucos eu vou tentar atualizar as demais.

Trilha sonora no fim pra o clima do capítulo

Capítulo 27 - Fim de uma história?


Francesca Martins

Tento manter a calma apesar de toda a angústia que me consome desde sexta a noite. Pode ser só impressão, e o fato de não ter notícias de Daryl não quer dizer nada.

Me pego pensando na primeira vez que o vi. Lindo como o irmão, mas um quê de esperteza que pode ser o que me roubou o coração. Rio. Não sei se de nervoso ou de saudades.

Ouço a equipe do avião anunciar que vamos começar as manobras para pouso, tomo as medidas solicitadas, e aguardo o avião descer.

Em pouco tempo estamos em terra, taxiando na pista, rumo o galpão privado da Carter Corp. Com permissão ligo meu celular e me surpreendo que em questão de horas eu tenho um monte de chamada perdida da Lisa. Meu coração acelera. Não é possível. Porque ela me ligaria tantas vezes e não deixaria recado pelo Whatsapp. Todos levantam, e eu tento seguir a saída da aeronave, mas embora eu sinta minha alma seguir em frente, meu corpo não obedece e minhas pernas falham. Estou paralisada. Sinto o suor tomar conta da minha testa, e o torpor envolver meu corpo, tudo fica preto, e eu perco os sentidos.

Recobro o meu ânimo, ouvindo Ryan e Mark chamarem firmemente meu nome.

- Fran que houve?

- Srta Martins?

- O que houve? – eu respondo.

- Pelo amor de Deus, você desmoronou na poltrona e está branca. O que houve?

- Não sei. Sinceramente não sei. – somos interrompidos por meu celular. Embora eu tenha muito medo de atender, eu preciso saber o que Lisa tem a dizer.

- Oi Lisa.

- Meu anjo está em terra?

- Sim estou. O que houve com Daryl?

- Como você sabe?

- Lisa, faz mais de 24 horas que ele não dá notícia, você lotou minha caixa de mensagens, e eu tenho uma angústia me consumindo o fígado e as forças. Então por favor, seja o que for, seja direta.

- Fran ele sofreu um acidente, está estável, mas permanece em coma induzido pelas fraturas e lesões. Os médicos disseram que está se recuperando bem. Matt ia te ligar, mas achou que seria mais alarmante se fosse ele. Eu estou com ele no hospital. Soubemos por um funcionário dele, que informou o Matt, assim que o acidente aconteceu. Fica tranquila. Ele não perdeu nenhum membro, ou corre risco de vida. Mas as lesões internas reclamam cuidados.

- Ele passou por cirurgia?

- Sim, houve uma fratura importante na perna, foi colocado pino, mas nada irreparável. A expectativa é de ande normalmente. Os sinais neurológicos parecem bons inclusive.

- Qual hospital Lisa?

- No Memorial Central.

- Eu vou pra aí o mais rápido possível.

- Até querida.

Eu desligo o telefone tremendo. Eu parecia forte. Mas perder mais uma pessoa, a única que mais quero por perto no momento é ficar sem chão. Não sei se aguento. Ryan e Mark permanecem imóveis. Tento me levantar para sair da aeronave mais uma vez, mas as lágrimas que embaçam minha visão, parecem mais fortes ainda para me consumir as forças.

- Fran, quer que te levemos ao Memorial Central?

- Não precisa, eu posso pegar um táxi.

- Mas nem pensar. Você mal coordena as tuas pernas. Mark pegue a bagagem de mão da Fran. Venha comigo Fran – Ryan me toma o braço para dar sustentação ao meu corpo em ficar ao menos de pé. Eu me amparo nele e sigo passo a passo. Com apoio do corrimão da escada do avião eu sigo os degraus ao solo. Um passo falha em terra, mas eu respiro fundo. Ryan me aperta com mais firmeza o braço e me leva até a limusine.

Até que eu me sento e ouço-me soluçando. Percebo Ryan entrar no carro minutos após.

- Estamos com tudo no carro. Jake vai nos levar ao Memorial Central. Fique tranquila Fran. Vai dar tudo certo.

Vejo a limusine correr, nunca tinha percebido Jake voar pelas ruas de Nova York. E noto que em pouco menos de 15 minutos estamos no hospital. Saio pela porta e noto o vento esfriar minhas lágrimas. Eu deveria ter mais tranquilidade nesses momentos, afinal tenho muita experiência em catástrofes, mas a verdade é que ninguém se prepara pra isso, por mais vezes que viva situações de doença ou dificuldade.

 

Ryan Carter

Nunca na vida iria imaginar que a veria tão frágil e despedaçada, mas ela é nobre demais. Até em mil pedaços é forte e bela. Embora cansada e completamente sem forças motoras, ela marcha hospital adentro.

Avisto a Srta. Parker e o Sr. Ortegha. Não imagino o que Matt está sentindo. É difícil ver a nossa família padecer. Não gostaria de estar nos sapatos de todos.

Lisa aperta contra si Fran que volta a chorar copiosamente. E nessa hora eu sinto meu coração quebrar em mil pedaços. Eu nunca vou ter chances com essa mulher. Ela o ama demais.

- Lisa, porque ele?

- Calma Fran, Daryl é forte. Estamos preocupados, mais otimistas – Matt afaga a cabeça de Fran, e a abraça junto a Lisa.

- Sr. Carter, como vai? – Ele me estende a mão, claramente surpreso por minha presença ao lado de Fran.

- Lamento pelo ocorrido sr. Orthega.

- Obrigado Sr. Carter.

- Trouxe a srta Martins porque não imaginei que chegaria aqui inteira. Algo que eu possa fazer por vocês?

- Não sr. Carter. Precisamos esperar ele responder ao tratamento. Os médicos estão nos dando relatórios diários. Tudo indica que ele pode acordar a qualquer minuto. Mas esperar traz angústia. E o tempo não é controlado pelos médicos ou pelas nossas mãos.

- Precisam confiar que está tudo dentro de um plano maior, e que vai ficar tudo bem Orthega. Tomem o tempo que precisar está bem? Fran, segunda está de folga. Por favor, me mantenha informado.

Eu queria que ela me pedisse pra ficar, mas que coerência haveria nisso?

- Obrigada pelo suporte sr. Carter.

- Não há o que agradecer Srta. Martins. Até breve.

- Até.

Há pouco que se possa fazer, quando a mulher da tua vida, é apaixonada por outro. Eu acho que nunca vou me recuperar por não ser correspondido. Vai ver nunca era pra ser. Ligo para Jake para saber se ele já retornou e sou informado de que estará na frente do hospital em 5 minutos após deixar Leivels em sua casa. É hora de dar uma volta por aí e tentar tirar a srta. Martins da minha cabeça.

 

Francesca Martins

Lisa me força comer, muito embora eu queira apenas que alguém me diga que horas ele vai acordar. Pergunto se posso ve-lo, mas Matt diz que precisamos aguardar o médico dar o boletim, e verificar se ele pode ter visitas.

Eu fico confusa. Já nem sei a ordem das coisas. Sinto meus olhos pesados. Eu queria nunca ter saído daquele sítio onde estávamos seguros. Meu coração foge pra onde tudo era mais simples. Não noto sequer se o tempo passou em 10 minutos ou 1 hora ou mais, mas ao longe escuto uma voz.

- Doutor como vai?

- Sr. Orthega, acredito estarmos progredindo.

- Mesmo doutor?

- Sim. Os maiores danos pelos novos exames parecem minimizados. As primeiras horas são vitais, e ele vem respondendo. Já não estamos mais ministrando medicamentos para manter o coma. Não vimos mais necessidade. Então cremos que irá acordar a qualquer momento.

- Podemos dormir com ele?

- Estamos mantendo ele monitorado 24 horas na UTI. O senhor poderá ve-lo quando quiser desde que obedeça as instruções da UTI contra infecção ok?

- A namorada pode ve-lo doutor?

- Claro, mas somente um por vez na UTI e só família.

- Pode deixar doutor. Eu conheço de cor e salteado as instruções de UTI. Gostaria de não saber, mas faz parte da vida.

- A senhorita já esteve em uma UTI?

- Não, mas cuidei dos meus pais nesse ambiente. Vou me comportar prometo.

- Animo srta?

- Martins doutor.

- Fique tranquila, ele está fora de risco. Foram providências para garantir a melhora e a pronta resposta. Em pouco tempo o verá rindo e conversando como se nada tivesse acontecido.

- Obrigada doutor. – O alívio chega com estas palavras. Sinal que houveram lesões mínimos, eu espero. O aperto no peito afrouxa e eu peço ajuda ao Matt pra chegar na UTI.

Em pouco tempo estou com meu amor a minha frente. Ele não parece nada mal. Há hematomas. A perna encontra-se engessada. Mas achei que estaria muito pior. Instintivamente o beijo na cabeça para evitar problemas e o abraço de leve, para senti-lo. Ouço as batidas do seu coração, e ao menos tenho certeza de que tudo ficará bem. Tem que ficar.

Por cautela opto por obedecer ao médico sobre a visita rápida. E aviso ao Matt e Lisa que ficarei com o celular ligado para caso algo ocorra e tenhamos que retornar com brevidade ao hospital antes do horário do boletim do dia seguinte.

Chego em casa jogo minhas coisas no sofá, e respiro fundo. É tanta exaustão que acabo me largando junto onde adormeço.

 

Acordo com o celular tocando.

- Alô? – digo esfregando os olhos.

- Fran como está tudo?

- Ryan?

- Te acordei?

- Ah, sim, mas não tem problema. Ele segue em coma. Talvez algo mude hoje.

- Vai dar tudo certo Fran.

- Tomara Ryan.

- Estou aqui se precisar.

- Eu sei e agradeço. Você é um bom amigo. – escuto um suspiro mais forte.

- Até breve Fran.

- Até Ryan.

Sigo ao banheiro para começar o dia. Após uma boa chuveirada e uma roupa confortável, eu recebo mensagens da Lisa dizendo que vão ao hospital para ver o Daryl e verificar se há novidades. Eu combino de ir com eles após comer algo.

Quando chegamos ao hospital Matt se informa sobre o paciente. A equipe pede que aguarde que o doutor Lean vai informa-lo sobre a mudança de quadro. Noto o médico falar cautelosamente com Matt que parece apreensivo. Matt segue o doutor enquanto aguardamos.

Ao voltar, Matt diz que vai tudo bem, que podemos entrar que ele vai nos receber. Daryl brinca animadamente com a loirinha como ele chama.

Então ele me nota no quarto, sorri pra mim com um olhar curioso. E eu agitada sem saber como agir me aproximo.

- Uau como você é bonita! – Daryl diz.


Notas Finais




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