História Em Busca da Origem - As Portas de Hades - Capítulo 12


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Deuses, Fantasia, Ficção, Histórias Originais, Magia, Mistério, Mitologia, Mitologia Grega, Saga, Semideuses
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Palavras 786
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 12 - CAPÍTULO ONZE


Cassie

Lupa era uma loba legal. Depois de esclarecer as coisas, todos chegamos a um acordo: não tínhamos porque lutar. O garoto de preto, Dylan, havia passado por quase o mesmo que eu e Clarisse. Lupa havia caído perto da casa dele, e ele a havia ajudado. Agora Lycaon o estava perseguindo. O garotinho, Noah, não era realmente seu irmão. Era outro dos alvos daquele homem-lobo maldito. O porquê ninguém sabia. Dylan não ficou chocado, nem correu quando explicamos que Alyon era um Imortal. Ele só fez um aceno com a cabeça e concordou. De certa forma, Lupa também era uma Imortal.

 Em pouco tempo, todos estavam sentados debaixo da mesma árvore, conversando sobre maneiras de afastar Lycaon, e comendo barras de cereal – da mochila que estava debaixo das folhas, veja só.

 - Por que vocês estão aqui? – Noah perguntou à Alyon. – Digo, vocês, deuses, aqui na Terra.

 - Hã... – Alyon pensou um pouco. Notei que, o que quer que fosse que ele falasse a seguir, seria mentira. – Só estamos visitando.

 Lupa fez um som de rosnado, mas logo voltou a dormir.

 Noah ainda encarava Alyon, e, depois de alguns segundos, ele assentiu.

 - Júpiter ficou mesmo bravo com você – ele falou.

 Alyon empalideceu.

 - Como?

 - Ele faz isso às vezes – Dylan explicou. Ele tinha um pouco de sotaque francês. Achei bonitinho. – Ele lê os pensamentos das pessoas. Embora não seja uma ameaça.

 - É divertido! – Noah falou aquilo como se fosse uma brincadeira. – Algumas pessoas pensam coisas esquisitas.

- O.k – Clarisse falou lentamente. – Tem, hum, algum modo de evitar isso? Não quero um garoto de sete anos espalhando meus pensamentos por aí.

 - Acredite, ele pode ser jovem, mas entende as coisas - Dylan assegurou.

 - É, ele não vai sair falando por aí – Alyon murmurou.

 - Por que Júpiter está zangado com você? – perguntei.

 Ele me encarou, como se falasse Você também?

 - É que... – ele encarou os pés. – Primeiro porque eu meio que desobedeci às ordens de Júpiter... de não lutar.

 - Lutar? – Clarisse repetiu.

 - A guerra. O Olimpo vem sendo atacado. Já faz um tempo. Não sabemos quem é o líder, ou coisa assim. A única coisa que comprova que alguém quer danificar os deuses, ou o próprio Olimpo são os ataques. Eu meio que queria ajudar.

 - E Júpiter não deixou porque... – fiz gestou com as mãos, incentivando-o a falar.

 - Eu... É complicado – ele deu de ombros. – Todos os deuses que lutam são aptos para isso. Como Atena ou Ares. Outros deuses, como Asclépio, ficam com outras funções, porque não são deuses da batalha.

 - E você é um desses deuses – Dylan arriscou.

 - Essa é a questão: eu não sei. Não sei de quê sou o deus. Não conheço a minha identidade. Então... nada de guerra.

 - Júpiter mandou ele para a Terra para ver se ele descobre – Noah completou, como se estivesse falando de qualquer coisa. – Se ele não descobrir até voltar para o Olimpo... – o garotinho encolheu os ombros. – Só Deus sabe.

 - Mais ou menos isso – Alyon concordou. – Só que agora nós temos outros problemas.

 - Lycaon – Dylan falou. – É, ele andou ocupado avec nous – (“com a gente”, em francês) - também.

 Lupa rosnou baixinho. Ela não gostava, aparentemente, dos lobos daquele homem.

 Devagar, acariciei a cabeça dela.

Se nuvens fossem sólidas, pensei, seria essa a sensação de tocar nelas.

 - E por que ela veio junto? – Clarisse indagou, apontando com a cabeça para a loba.

 - É a minha ajuda – Lupa encarou Alyon, os olhos fuzilando ele, como se desse um aviso. – Quer dizer, minha supervisora. Ela está aqui para garantir que eu não estrague tudo. Muito obrigada, Júpiter.

 A loba pareceu satisfeita. Ela chegou mais perto de mim, como se quisesse mais carinho. Alyon sorriu.

 Sabe, olhando ele naquele momento, notei que ele só tagarelava quando estava nervoso, ou algo era novidade. Ele era bem na dele quando queria. O que era um alívio, eu não agüentaria mais explicar coisas para ele.

 - Precisamos sair daqui – Dylan informou. Uma expressão de quem já ouvira muito aquela frase passou pelo rosto de Noah. – Eles estão perto. Vão nos encontrar se não nos mexermos.

 - Eles? – repeti.

 - Monstros. Vocês sabem.

 - Monstros? – Clarisse se levantou rápido. – Tem mais? Mais como Lycaon? Tipo o Minotauro?

 - Bem, esse nós ainda não tivemos o desprazer de encontrar.

 - Mas você não vai querer ver a dracaena – Noah assegurou, com sua vozinha de criança. – Não é divertido.

 Me virei para encarar Alyon, que tinha uma expressão estranha no rosto. Alguma mistura de medo e entendimento.

 - O que foi? – Clarisse perguntou.

 - Acho que entendi uma coisa – Alyon murmurou. – E precisamos encontrar as Portas de Hades.



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