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História Em busca da paz. (Stlaus-Mpreg) - Capítulo 4


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Capítulo 4 - O caminho para a nossa paz.


Quatro anos depois de sair de Beacon Hills. 

Eu estava mais do que feliz, meu filho agora tinha dois anos, colocamos seu nome de Dylan, Dylan Stilinski-Mikaelson. Não queríamos abrir mão dos nossos sobrenomes. Mas o que mais me intrigava era o meu próprio filho, era que ele era igualzinho ao garotinho dos meus sonhos, a única coisa que por incrível que pareça eram diferentes, eram os olhos dele, os dele eram como os de Nik. 

Azuis acinzentados. 

Mas ele só tinha isso de parecido com Nik, o resto de sua aparência era bem parecida com a minha, pele pálida cheia de pintinhas e sardinhas leves pelo rosto, as bochechas gordinhas, o cabelo que crescia rápido da cor castanha bem clarinho, quase semelhante ao loiro, porém, sabia que ficariam escuros assim como os meus. 

Assim como era quando eu era pequeno.

Eu e Niklaus nos casamos antes do pequeno Dylan nascer e terminei a faculdade antes do esperado, agora sou um policial, um dos melhores agente do FBI. Fizemos como o planejado no dia do nosso casamento, meus pais quase tiveram um treco quando eu pedi para eles ficarem ao meu lado na hora do matrimônio e descobriram que ambos estavam se casando junto de mim e Nik. 

Nik estava lindo aquele dia, usava um terno elegante e fino, seus belos cabelos loiros avermelhados perfeitamente alinhado, já eu, usava um terno vermelho que Rebekah me obrigou a usar falando que eu estava me casando com o grande lobo mau, então, eu tinha que estar pronto para o abate.

Eu nunca ri tanto na minha vida como aquele dia, hoje vai fazer quatro anos que nos conhecemos, três anos que ele me pediu em casamento, dois que nos casamos, que me formei na faculdade e que tivemos um filho lindo. 

Mas...

Não acabou ainda, eu tenho mais uma surpresa para Nik. 


Nesses dois últimos anos depois que Dylan nasceu, nunca mais falamos em ter filhos pois o parto do meu menino foi muito arriscado, Deaton que fez o meu parto, como eu era humano eu não suportei a dor e acabei meio que morrendo durante o parto, mas Nik conseguiu me trazer de volta pois ele havia me dado sangue sem eu saber.

Então, acabei me tornando um vampiro, porém, tinha algo a mais em mim e eu preferia não saber, e Nik respeitou minha decisão, não queria outro Nogitsune em minha vida. 

Nik esperou tudo de mim depois que eu voltei a vida, mas eu não briguei com ele, não o xinguei, não o desprezei, eu apenas o amei mais, ele ficou se culpando pela minha morte, mas do meu jeitinho consegui fazer ele parar de se culpar, não era culpa de ninguém, era uma gravidez de risco, não sabíamos disso. 

Descobrimos que era de risco no último momento quando Deaton ficou sabendo e veio correndo fazer o meu parto, eu pedi para o Deaton salvar meu filho, naquele momento o que mais me importava era ele, não suportaria perder meu bebê, não de novo.

Quando eu acordei a primeira coisa que eu fiz foi procurar o Nik, eu sabia que tinha que o encontrar, por algum motivo sentia que ele estava sofrendo, o encontrei naquele dia junto de nosso filho, Nik dormia serenamente, ele tinha uma expressão cansada, e tinha os olhos levemente vermelhos indicando que ele estava chorando, no início eu não entendi, eu caminhei até o berço e vi meu filho pela primeira vez aquele dia, eu o peguei em meus braços quando percebi que ele estava acordado, comecei a andar de um lado para o outro conversando baixinho com ele, quando percebi que ele havia dormido e o coloquei no berço, só tive tempo de o colocar ali, pois eu fui parar no chão com Nik em cima de mim completamente em prantos.

Ele me explicou o que aconteceu e eu apenas o abracei repetindo que não era culpa dele, não era culpa de ninguém, fiquei o resto do mês dividindo minha atenção com Dylan e Nik pois meu marido precisava saber que ele não era culpado de nada, que ele era a minha paz, minha vida, a força que eu tinha para respirar, ele me motivava a seguir em frente apenas por sorrir. Ele precisava saber disso, que ele era minha esperança. Mas parando agora para pensar, não sei por que estou pensando tanto no Nik, quer dizer, isso já faz dois anos, não faz o menor sentido. 

Abri meus olhos sentindo um espaço vazio na cama e me levanto ainda sonolento, saio do quarto e sigo o cheiro maravilhoso do meu marido até onde eu sabia que ele estaria.

— Nik? — O chamei entrando em seu ateliê o vendo pintar um quadro lindo de Dylan e eu juntos. 

Estávamos sentados embaixo de uma árvore e eu sorria para alguém, como se fosse uma fotografia, ao redor era apenas árvores e Dylan estava distraído com algo que estava no chão. 

Era fofo, lindo e detalhista. Nik sempre foi detalhista e eu amava isso nele. 

— Hey, como está? — Nik me perguntou sorrindo e eu caminhei em sua direção deixando um beijo em seus lábios. 

— Estou bem, apenas senti sua falta na cama. — Respondi quando nos separamos do beijo.

— Não estava conseguindo dormir, não queria te acordar. — Nik responde e eu sorrio ainda de olhos fechados e o abro para poder ver seu belo rosto.

— Não precisa se preocupar em me acordar amor, vou acordar de qualquer jeito sem você na cama. — Apontei e ele riu.

— Certo, prometo que vou te acordar na próxima. — Respondeu voltando a me beijar e desceu suas mãos para minhas coxas e me pegou em seu colo.

— Nik, eu sei que não falamos mais sobre isso. — Digo meio nervoso e ele me olha ao me colocar em cima do piano sem se afastar de mim. — Mas, o que você acha de termos mais um filho? — Pergunto e Nik fica um pouco atordoado.

—Eu não sei, eu.. eu.. — Nik diz querendo se afastar mas eu o puxo para mim o abraçando.

— Hey, calma, eu só quero sua opinião. — Eu afirmei, mesmo não sendo uma total verdade.

— Eu adoraria ter mais filhos com você, mas da última vez eu quase te perdi, eu não posso perder você. — Nik diz me apertando em seus braços, eu assinto o beijando com paixão enquanto secava suas lágrimas, logo sequei as minhas.

— Você não vai me perder, amor, olha pra mim. — Pedir-lhe segurando em seu rosto, e ao encontrar seu olhar, eu acabei me perdendo completamente. — Eu, eu... Deus, eu não posso fazer isso com você. — Digo respirando fundo e acabo chorando e dessa vez Nik me abraça. — Se você não quiser.. eu.. eu.. — Nik me interrompe grudando seus lábios no meu em um beijo necessitado, nossos lábios dançavam em uma perfeita sincronia, senti sua língua pedir passagem durante o beijo e só nos afastamos devido a falta de ar.

— Eu quero ter mais filhos com você, nunca pensei ao contrário disso, só não quero te perder meu amor. — Nik diz quando nos separamos olhando nos olhos um do outro.  — Eu sei sobre ele, eu descobri quando ouvi mais um batimento cardíaco no nosso quarto e ele vinha daqui. — Disse colocando sua mão sobre minha barriga. — Eu só estou com medo. Não quero passar por aquilo de novo, foi horrível. — Nik diz fechando os olhos com força encostando sua testa na minha.

— Você não vai, a gente não vai. — Eu sentia que seria diferente a partir de agora, sentia que estávamos quase alcançando a nossa paz. — Vai ser diferente dessa vez, eu prometo. — Garanti à ele e Nik abriu os olhos para me encarar.

— Como pode ter certeza? — Nik me pergunta desviando o olhar mas eu o faço voltar a me olhar não olhos. — Não pode prometer algo assim. 

— Porquê a nossa família é a nossa esperança, temos que ter fé de que vai ser diferente, não precisamos acreditar em algo divino para ter fé de que tudo ocorrerá bem meu amor. — Respondi acariciando sua barba por fazer. — Precisamos ter esperança e sinto que estamos quase alcançando a nossa paz. — Digo dando um selinho nele e ele sorri. — Então sim, eu posso prometer algo assim. 

— Eu já encontrei a minha paz quando eu invadi a sua casa aquele dia e você bateu na minha cara com um taco. — Nik diz me fazendo rir com a lembrança.

— Não vou pedir desculpa por isso se é o que está pensando que eu vou fazer. — Digo e Nik ri.

— Nunca, nunca se desculpe por isso. — Nik diz me deixando confuso.

— Por que? Estava quase ponderando em te pedir desculpa. — Pergunto rindo.

— Esse foi o motivo de eu ter me apaixonado por você, essa ousadia sua me deixa louco. — Nik responde fazendo sorrir de lado.

— Virou masoquista? Posso virar o Christian Gray rapidinho. — Digo sarcástico o fazendo franzir o cenho. 

— Quem é Christian Gray? — Pergunta com o seu ciúmes visível. 

— Mentira que você não sabe! — Digo rindo incrédulo. — Eu vou te fazer ler cinquenta tons de cinza é agora. — Digo rindo e saindo de cima do piano e o levo para nosso quarto, acendo a luz e procuro nas minhas coisas o primeiro livro que ganhei de Lydia e o entrego. — Leia isso amanhã e me diga o que você acha de tentar fazer algumas dessas coisas durante essa semana. — Digo sorrindo malicioso deixando o livro na cômoda e me sentando em seu colo.

— Está querendo entrar no mundo BDSM, querido? — Nik pergunta ao pegar o livro para ler a sinopse e eu nego o deitando na cama ao seu lado.

— Não exatamente, podemos nos divertir usando algumas dessas coisas, sei que você vai adorar tanto quanto eu. — Respondo o beijando. 

— Eu tenho certeza que vou. — Responde nos virando na cama sem cortar o beijo e ouvimos o choro de Dylan me fazendo rir quando ele bufa.

— É sua vez. — Digo rindo refazendo as contas nos dedos e Nik nega com a cabeça.

— É a sua vez. — Nik diz me fazendo rir e me levantar.

— Volto logo, não dorme. — Aponto e Nik ri se ajeitando na cama.

— Vou tentar. — Nik diz me fazendo semicerrar os olhos em sua direção.

— Se você dormir eu te acordo. — Ameaço o escutando rir.

Entro no quarto de Dylan e sorrio para meu filho o pegando no colo, verifico sua fralda e está limpa, então deve ser fome.

Dou mama para ele e Dylan dorme rapidamente enquanto eu o alimentava, o coloquei no berço e voltei para o meu quarto vendo Nik dormindo, vou até ele me deitando ao seu lado sorrindo e viro para o lado na direção oposta intenção de dormir, mas assim que me viro Nik me surpreende me virando para ele e me beija ficando entre minhas pernas. 

— Pensei que estava dormindo. — Falei soltando um gemido baixo quando Nik começou a distribuir beijos pelo meu pescoço.

— Eu te amo tanto. — Nik diz voltando a beijar meus lábios. — Tanto, tanto.

— Eu também te amo. — Respondi sorrindo bobo. — O que foi? — Pergunto confuso quando ele começa a rir que nem doido. — O que foi? — Pergunto sendo contagiado com a sua risada gostosa. Eu amo quando ele ri assim, ele fica tão relaxado, suas linhas de expressão tensas sempre somem quando ele sorri assim. Ele até parece mais jovem.

— Eu estou tão feliz, eu nunca amei ninguém como eu amo você, já lhe disse isso? — Nik pergunta sorrio. 

— Amo você também, e já, você já me disse, mas não custa nada repetir né? — Respondo-lhe sincero, mas sem deixar meu tom divertido  e Nik ri voltando a me beijar.



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