História Em Busca da Saída - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescentes, Amor, Casal, Drama, Espiritual, Família, Juventude, Morte, Paixão, Reflexão, Romance, Suspense, Triste
Visualizações 8
Palavras 1.998
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Postei a história inicialmente no Wattpad, mas como a conta é nova e tudo mais e estou mais familiarizada com o SocialSpirit, pensei em postar aqui também. Espero que gostem. É uma história original, pretendo postar mais capítulo, portanto quero ver como vocês irão recebê-la, se gostarem, vai ser um incentivo maior para mim continuar. Então, não deixem de dar sua opinião (ela é importante)
BOA LEITURA!! ♥ ~
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- Meu wattpad: Beatriz_NS (https://www.wattpad.com/user/Beatriz_NS)
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Capítulo 1 - Lucy


Fanfic / Fanfiction Em Busca da Saída - Capítulo 1 - Lucy

Era uma vez uma garota chamada Lucy, ela tinha seus vinte e dois anos e estava exausta por mais um dia de sufoco em seu trabalho. Lucy trabalha como secretária de Jeremy Coller, um velho amigo de infância ao qual hoje é um dos empresários mais conhecidos da região. Quando seu pai morreu, há três anos, Coller teve que herdar a empresa. Ele se tornou um ótimo empresário, surpreendendo a todos com seu foco e talento, apesar de não ter muita experiência, em pouco tempo conseguiu se adaptar e fazer a empresa se sobressair e ganhar destaque. Mas por outro lado, Jeremy Coller passou a ser um rapaz de coração frio e atitudes rudes. Ele amava muito o seu pai, e passou a mudar seu comportamento depois da morte dele. Até mesmo Lucy que era sua amiga há muito tempo se tornou alvo de seus maus tratos. Para ela era difícil, pois ele não era só um amigo para ela, era mais que isso, ela era apaixonada por ele, mas desde então ele mudara muito, se tornando quase que irreconhecível, fazendo a pobre garota se afundar em mágoas. 

Lucy se dirigiu até o escritório dele, ela pretendia pedir um aumento em seu salário. Ela estava exercendo bem mais do que seu salário pagava, e isso tem deixado ela muito sobrecarregada e cansada. O número de pessoas que foram demitidas nas últimas semanas foi grande, e enquanto não conseguiam outros empregados - pois Coller era muito seletivo para contratar alguém, o resto dos funcionários tinham que se virar para se encarregar do que os funcionários demitidos faziam. 

- "Boa tarde, Sr. Coller" - Lucy cumprimentou fazendo uma rápida reverência. Coller não a olhou, estava ocupado demais preenchendo umas papeladas. 

- "Diga, Morgan. Espero que tenha um bom motivo para interromper o meu trabalho!" - Coller finalmente deixou as papeladas de lado e a fitou. 

- "Quero um aumento" - Disse ela, clara e objetiva.

- "O quê!?" - Coller exclamou - "Se está incomodada, que cace outro emprego!"

- "Você demitiu vários funcionários nas últimas semanas e isto tem deixado os serviços aqui bem desequilibrados, não só para mim mas para os outros também, e eu acho que é muito injusto da sua parte não..." - Tentou fazê-lo entender a situação. 

- "Calada" - Coller interrompeu - "Eu já entendi"

Coller pegou um papel e assinou bruscamente, jogando a caneta de lado. 

- "Assine isto logo" 

- "O que é isto?" - Perguntou ela, olhando confusa para o papel.

- "Está obvio não acha? É sua demissão. Se não está satisfeita com seu serviço, vá embora. Garanto que encontro alguém mais competente." - Resmungou ele, sem mostrar seu rosto pois havia virado sua poltrona para trás.

Lucy demorou um pouco para digerir aquelas palavras. Ela sempre esteve ao lado dele, ajudando em seu trabalho durante anos, ela sabia que era complicado e que seria difícil encontrar alguém disposto a fazer tudo o que ela fazia. Mas mesmo assim ela não desistiu, pois sabia que Coller no fundo era bom, só estava decepcionado com a vida e que precisava de um pouco de compreensão. Pois nos últimos meses, várias pessoas foram demitidas por motivos fúteis, simplesmente por fazerem ou dizerem algo que não agradasse a Jeremy. Ele ser assim se tornou um hábito, e apesar de não ter amigos de verdade e sem muito mal falado na empresa, ele sempre exercia um ótimo trabalho e conseguia muitas vendas. Ela queria apoia-lo, era a única que podia fazer isso. Lucy esperava ao menos um pouco de reconhecimento da parte dele. Mas ouvir essas palavras soarem tão ásperas, ela não podia aceitar.

Lucy sentiu um nó na garganta, uma frustração enorme tomar conta de seu corpo. Mas se conteve.

- "Obrigado por facilitar as coisas, Jeremy" - Lucy forçou um sorriso e assinou a demissão - "Era isso que eu queria, afinal."

Jeremy finalmente a olhou nos olhos, um brilho confuso em seu olhar. Acho que fizera isto pelo fato dela tê-lo chamado pelo primeiro nome. O que ele não ouvia há um bom tempo.

Ele desviou seu olhar e sorriu com deboche, em seguida disse:

- Ótimo, nem fará diferença mesmo. Adeus, Lucy.

Lucy sorriu fracamente e se dirigiu até a saída, antes que pudesse fechar a porta, ouviu ele dizer algo:

- "Obrigado..."

Lucy não aguentou, quando fechou a porta por detrás dela, sentiu um imenso peso cair sobre seus ombros. Ela tentou se conter, mas esse mar de sentimentos em que ela se encontrava já estava a afogando.

Quando Lucy estava passando pelo corredor, ainda de cabeça baixa, esbarrou em alguém.

- "Ora, ora se não é a auxiliar do meu querido Jeremy."

Era Stella. Stella era a namorada de Jeremy. Ela é uma moça muito bonita e rica, é uma modelo bem famosa e conhecida na região. Apesar de seu rostinho bonito, ela tinha um coração sagaz e por muitas vezes cruel com quem não lhe agradasse. Sempre procurando formas de derrubar Lucy pelo fato dela gostar de Jeremy. Ninguém sabia dos sentimentos de Lucy além de Stella... ela não ficou sabendo disso porque Lucy lhe dissera - Lucy jamais admitiria, mas sim porque quando se tratava de observações, Stella não falhava. Sempre atenta aos sinais e comportamentos corporais, ela percebia facilmente o que acontecia em sua volta.

- "O que houve com você, pobre Lucy?" - Stella continuou a dizer, com aquela ironia mordaz que sempre utilizava para atingir Lucy - "Oh, não me diga que o Jeremy disse algo que te machucou! Pobrezinha! Não precisa chorar!"

Lucy cerrou os punhos com força, segurando suas lágrimas ela ergueu a cabeça e fitou Stella. A modelo se surpreendeu um pouco com a reação de Lucy, a forma que ela a fitava, tão audaciosa, Stella se sentiu oprimida. 

- "Não enche." - Lucy disse, curta e ríspida, e continuou seu caminho sem olhar para trás.

Logo que saiu para fora, estando longe daquele prédio infernal, todos aqueles sentimentos ruins que guardara durante um tempo vieram à tona. Deixando-a desestabilizada e afundando em lágrimas. Lágrimas salgadas deslizavam por suas bochechas, embaçando sua visão e dificultando seu caminho até em casa.

Quando chegou, cansada, Lucy jogou a bolsa no chão e caminhou até a escada. Pensou que finalmente poderia ter um longo descanso, o que não fazia há muito tempo, anteriormente sempre dormia entre 5 a 4 horas por dia.

Foi quando ouviu um estrondo no andar de cima e a voz de seus pais discutindo enaltece, confusa ela subiu os degraus rapidamente, mas antes que pudesse abrir a porta do quarto de seus pais - de onde o som vinha, seu pai abriu a porta bruscamente e passou por ela, parando apenas um segundo para fitá-la.

- "P-Pai, o que está acontecendo?" - Perguntava confusa.

Seu pai desceu as escadas sem nem olhar para trás. Ele parou próximo da porta e começou a vestir seus sapatos.

- "Vou embora!" - Respondeu ele.

- "O quê??!" - Lucy apressou seus passos para alcançá-lo antes que seu pai resolvesse sair para fora e quem sabe nunca mais voltar.

- "Isso mesmo, vou embora. Cansei de sua mãe, cansei de vocês. Cansei dessa família!" - Resmungava ele, evitando a todo instante olhar para Lucy.

- "M-Mas... pai... você vai mesmo nos deixar...por qu..."

- "Tenho coisas importantes para resolver!" - Antes que Lucy pudesse tentar entender a situação e convencê-lo de ficar, ele abriu a porta e saiu a batendo com força. 

Lucy não desistiu e foi correndo até ele. Ela gritou por ele. Mas era tarde demais... ele já estava dentro do carro e tudo o que fez foi acelerar e partir, deixando apenas uma onda de fumaça para trás. 

Lucy voltou para dentro e foi correndo até o quarto que antes estava indo, lá encontrou sua mãe jogada no chão, com um hematoma roxo se formando em seu braço. Ela estava cabisbaixa e algumas lágrimas rolavam em seu rosto.

- "Mãe, o que aconteceu... o papai vai mesmo embora?" - Disse Lucy, sua voz trêmula e embargada.

- "Saia já daqui! É tudo sua culpa!!" - Sua mãe se levantou e com o resto de forças que lhe restava gritou com Lucy, expulsando-a do quarto. Seus olhos vermelhos e inchados cheios de ira faziam Lucy se sentir cada vez mais baixo - "Você já tem vinte e dois anos, porque não vai viver sua vida e nos deixa em paz?!"- Continuou a dizer sua mãe.

- "Mãe, eu não estou entendendo..." 

- "Claro que não está!!" - Furiosa, sua mãe pegou uma garrafa de vidro que havia ali e jogou contra a parede com força, quase acertou Lucy, mas por sorte ela se esquivara. Saber que a intenção de sua mãe era machucar ela, magoou Lucy ainda mais - "Você já nos deu muitos problemas... e é tudo... é tudo sua culpa!!!" - Sua mãe tentava dizer entre soluços e em seguida bateu a porta, deixando Lucy para o lado de fora.

Lucy se sentiu tão mal... 

E tudo o que podia fazer era correr, correr para bem longe dali, um lugar em que encontrasse paz interior, se é que essa palavra ainda existia em sua vida. Tudo estava se tornando um caos e ela não sabia se poderia suportar tudo sozinha.

Ela fugiu e passou a noite fora. Depois de uma briga e discussão com seus pais a quem ela esperava ao menos um pouco de apoio depois de ser demitida, ela se sentiu só. Sem amigos e sem pais para dar um ombro para encostar sua cabeça e dizer que ficará tudo bem. Ela não tinha mais um lugar para chamar de "lar" e isso era triste, porque ela não queria muito, ela apenas queria alguém que a ouvisse e lhe desse um pouco de amor, mas... como sempre... ninguém a ouviu.

Quando estava caminhando na rua durante a noite, em uma vitrine de uma loja de produtos eletrônicos avistou uma televisão que passava um noticiário. Nele dizia sobre um fenômeno raríssimo que acontecia apenas uma vez no século: a lua de sangue.

No noticiário, a jornalista comentava sobre lendas que giram em torno desse fenômeno e entrevistava pessoas, de acordo com a lenda, quando avistada essa lua, aquele que fizer um desejo de todo o coração será atendido. Seja lá qual pedido for. Lucy pensou que aquilo era babaquice e passou reto, resmungando algo e colocando sua toca sobre a cabeça.

Ela ficou em um parque da cidade ao qual amava ir para esfriar a cabeça. Aquele lugar trazia boas lembranças que Lucy desejava lembrar para sempre, portanto, mesmo que doa, ela as carrega, pois para ela, isto é o único tesouro que ela tem.

Ela estava lá deitada na grama verde e avistando as estrelas do céu quando notou algo se formar diante de si, as nuvens de repente ficaram cinzentas e escuras, um vento forte soprou fazendo Lucy se pôr de pé. Depois de esfregar os olhos, ela retornou seu olhar para o céu.

E lá avistou ela.

A lua vermelha se formando. Seu brilho como sangue reluzia entre as nuvens deixando todo o ambiente com um ar misterioso e arrepiante. A esfera de sangue chamava a atenção de Lucy, como que hipnotizada, sentia-se atraída e uma dúvida enorme surgia em seu coração, fazendo o mesmo bater mais forte. E se for verdade, e se for verdade o que dizem, pensava ela. E se meu sonho se realizar. E se eu ter meu pedido atendido?

Lucy não tinha tempo a perder, mesmo que a chance dela tentar e toda essa lenda não passar de uma mentira, ela ainda assim teria que arriscar. Por que negar isto? Pensava ela. Isso só acontece uma vez no século. Rejeitando todos os pensamentos ansiosos que ecoavam em seu interior, Lucy se encontrou proferindo aquilo que tanto desejava... aquilo que realmente desejava todo esse tempo... finalmente ela pôde dizer essas palavras e jogá-las no ar. Lucy finalmente disse. Lucy desejou sumir. 


Notas Finais


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