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História Em busca da tal perfeição - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Depois de tanto tempo sem escrever, voltei com uma fanfic bem leve e divertida para a gente dar umas risadas durante a quarentena. Estou escrevendo um livro (história com personagens originais) e essa fic no momento, a meta é um capítulo por semana. Quero o feedback de vocês que é muito importante para mim, tenho uma ideia do que irá acontecer por aqui, mas preciso da ajuda de vocês através dos comentários para saber o que vocês estão achando, gostando, não gostando…
Enfim, espero que gostem <3
Nos vemos nas notas finais…

Revisão Final: não

Guia de palavras:

voilá: aqui está/aqui estão/ali estão… deu pra ter uma ideia né?
mon chéri: frânces. significa minha querida;
mamacita: uma das maneiras de dizer mamãe em espanhol; pode ser utilizado para gata, gostosa (maioria os casos, mas no enredo eu usei como mãe mesmo);
loft: refere-se a água furtada, mezanino, mansarda...espaço sem repartições, situado logo abaixo do teto de uma casa, fábrica, galpão, celeiro, armazém (se jogar no google e ir em imagens, vai entender melhor).

Capítulo 1 - Shrek Rosa


Fanfic / Fanfiction Em busca da tal perfeição - Capítulo 1 - Shrek Rosa

Capítulo 1 - Shrek Rosa

  A mala estava pronta perto da porta enquanto colocava a minha calcinha. A pressa era tanta que eu acabei enfiando duas pernas em uma abertura da roupa e cai quando tentei andar. Quero ficar livre dos meus pais o mais rápido possível e me empanturrar de Nutella.

- Puta que pariu! - praguejei durante a procura o meu celular.

 O combo perfeito, modo avião, no silencioso e a bateria com 4%. Perfeito.

- Sakura, querida! - minha mãe gritou do primeiro piso - Vem almoçar!

- Tô indo!

 Abri todas as gavetas e voilá, lá estava o meu companheiro, dentro da gaveta de sutiãs. Desci as escadas devidamente vestida e com o telefone em mãos. Pulando de degrau em degrau, cheguei na cozinha e me deparei com a mais velha lutando contra a frigideira tentando tirar o hambúrguer grudado na panela.

- Isso só sai com reza braba - falei rindo.

- Cala a boca e vem me ajudar garota - bufou irritada, finalmente desprendendo a carne. - Dona Carolina precisa voltar logo, eu sou péssima na cozinha - lembrou da cozinheira que estava de folga.

 Aproveitei para analisar a roupa da minha mãe. Ora, quem não julga a roupa alheia? De forma positiva ou negativa, tanto faz, julgamos até sem perceber. Não me surpreendi ao vê-la em roupas de academia, afinal, ela era professora de hidroginástica de uma das academias que o meu pai tinha no estado, uma rede gigantesca. A legging roxa com transparência em algumas regiões era apertada e combinava com a blusa, onde era possível enxergar as alças do maiô. 

- Qual o motivo de você estar descalça, Dona Mebuki? - perguntei para puxar conversa.

- Minha filha, o tênis novo que eu comprei. Uma decepção. - falou massageando o tornozelo - Essa internet e suas mentiras - revirou os olhos.

- Mon chéri, a internet tá cheia de marmelada. Eu te avisei no momento que você pediu a minha opinião sobre, que tênis muda de cor em temperaturas diferentes? Ainda mais com palmilha ortopédica que adapta aos seus pés. Tá igual o papai, comprando aquele colchão que passa na televisão, mais de dez mil reais aquele troço.

- Você está certa, querida. O colchão então nem se fala, fica tremendo enquanto a gente dorme. Tenho certeza que foi isso que piorou a minha artrose - suspirou levando as mãos até as costas enquanto me entregava os pratos para colocar na mesa - Treme até na Hora H - falou baixinho

- Mãe, não preciso imaginar coisas - resmunguei.

- Eu não pedi pra imaginar absolutamente nada, só falei que fica tremendo até nos momentos mais inconvenientes. A gente tá usando a cadeira por causa disso e o meu problema na coluna só piora, somos velhos demais para essas aventuras.

 Preferi ignorar para não aprofundar o assunto e foquei no cheiro da cozinha, uma mistura de fresco e algo queimado. Minha mãe tinha feito hambúrguer, aqueles comprados no supermercado e arroz com espinafre. Refeição saudável na medida certa, uma balança perfeita, explosão de sabores. Olhar para o meu prato cheio trazia felicidade, ainda mais com os sachês de ketchup me encarando, pedir pizza de pepperoni na noite passada rendeu bons frutos. Os pacotinhos me olhavam e pareciam que falavam: 

“Me usa”

“Me abre”

 E outro personagem entrou em cena, o pão de forma. Esse tipo de pão nem combina muito, mas na necessidade...

A cada garfada os sachês e o pacote me seduziam, até que o meu limite chegou e com ele, a vontade de dar um final feliz para a comida tão sem graça também bateu na minha porta. Me estiquei um pouco para alcançar o ketchup e o pão e comecei a montar, na parte de dentro, coloquei o hambúrguer e um pouco do arroz, para o topo, peguei um pedacinhos do espinafre e posicionei como se fosse o gergelim. A combinação não ficou ruim, o molho vermelho conectou os sabores, consegui montar duas unidades.

  Enquanto isso, Mebuki me olhava incrédula.

- Sakura, pelo amor de Deus!! Para de comer - minha mãe implorava.

- Fica de boa, mamacita - falei de boca cheia - Passa o ketchup.

- Tem que deixar pro seu pai! - lembrou quando percebeu que eu procurava a travessa com a proteína.

Me dei por vencida quando chequei as horas, atrasada como sempre. Corri pra colocar os utensílios sujos na lava louças e subi para pegar as minhas malas. Meu quarto estava uma bagunça, mas fiz uma nota mental de arrumá-lo quando voltasse já que a minha residência oficial não era ali e sim em um loft próximo ao centro.

Antes de ir, abracei e beijei a minha mãe como de costume.

- Tchau mãe! Te amo - falei apertando-a mais - Qualquer coisa não hesite em me ligar, se cuida.

- Também te amo meu amor, digo o mesmo - afagou meus cabelos loiros recém pintados.

 Quando atravessei a porta, o motorista estava em frente ao carro com uma cara nada satisfeita. Afinal, eu estava atrasada e ele devia estar com fome pois foi possível escutar um barulho característico vindo da barriguinha de chop dele. 

- Oi Mauricio, desculpa a demora. Me enrolei - justifiquei-me.

- Tá tranquilo, Haruno - sorriu fraco.

 Maurício é um homem de 49 anos que trabalha para a gente há mais de duas décadas, chegou a acompanhar a minha mãe quando ela estava grávida de mim e a levou para o hospital quando sentiu as primeiras contrações. Depois desse evento, doloroso diga-se de passagem, nasceu um ser humano lindíssimo, eu.

 Depois de colocar as minhas malas no carro, sentei ao lado dele e implorei para ele passar em uma lanchonete, até que desistiu de discutir.

- Ok, ‘vambora. 

 Como eu sabia os gostos dele, pedi o que mais gostava: pizza. Sei que não é nada saudável, mas como estávamos com pressa e com fome, foi o que nos salvou. As ruas de Tóquio estavam movimentadas, o fluxo de pessoas era intenso, principalmente por conta do horário, uma da tarde. O tráfego de pessoas no sinal chegava a ultrapassar o absurdo, mas normal para a cidade. Durante a viagem, a arquitetura moderna da cidade foi sendo substituída para prédios mais clássicos e áreas verdes e depois por casas simples. 

 A transição entre os tipos de construção era tão sutil e a conversa com o Maurício fluía tão bem que não reparei quando chegamos em Konoha, uma cidade conhecida pelo rápido desenvolvimento e boa gestão.

- Sakura, quando quiser voltar é só me avisar que eu venho te buscar - falou enquanto tirava as malas do carro.

- Valeu, MauMau - pisquei e arrastei as malas pra dentro do apartamento - A gente se vê - acenei.

 O apê estava limpo e intacto, do mesmo jeito que eu tinha deixado. Konoha é o meu lar de coração, fui criada em uma casa duas quadras daqui e tenho muitos amigos, por conta disso todo final de semana disponível venho para cá. Sai e Ino, meus melhores amigos, sempre visitam Tóquio e me acompanham nas minhas aventuras. 

 Fui até o meu quarto pensando em qual fronha e o lençol do Shrek eu iria colocar na minha cama. Tem a da família completa, a do “bromance Burro + Shrek” , uma só do personagem principal… Enfim, eu amo os filmes demais e decorei todas as falas e músicas, que são incríveis por sinal. 

 Abri a porta pronta para me jogar na cama quando dou de cara com um homem conhecido sentado na minha cama enquanto olhava assustado para a pelúcia do Burro e segurava um molho de chaves.

- O que você tá fazendo aqui? - gritei.

 Os olhos pretos me fitaram com descrença e mau humor, típico dele. Admito que mesmo sem vê-lo por todo esse tempo ele ainda era bonito, ou até mais. Como se fosse vinho, melhorando a cada ano. Os músculos eram visíveis na blusa de mangas ¾ e eram bem definidos, ganhando a minha atenção e admiração. A bermuda preta era folgada e a panturrilha era grossa. 

- Estou aqui para reeducar você - falou debochado enquanto me mostrava um pedaço de papel - Seus exames estão péssimos. Tá tudo no alto, colesterol, glicose, sódio… - suspirou fundo enquanto olhava nos meus olhos, me dando bronca.

- E desde quando você é o meu pai?

- Desde quando seu pai foi no meu escritório pedindo atenção máxima e dedicação exclusiva para cuidar de você. Vamos treinar todos os dias, das sete até às dez da manhã - se levantou e ficou na minha frente.

 Sasuke é aquele tipo de cara alto, que marca presença por onde passa e tem um cheiro exclusivo, que fica cravado na nariz das pessoas. Não era um cheiro ruim, longe disso, era dele. Encará-lo depois de tanto tempo era esquisito. Nunca fui próxima do Uchiha, mas não éramos desconhecidos, então o clima ficava estranho e a sensação era de estar pisando em ovos.

- Sakura, se você continuar assim, vai ficar igual ao Shrek, só que rosa - olhou debochado. - Uma Shrek rosa.

- Isso foi um comentário gordofóbico? 

- Jamais. Shrek é sedentário e só come porcaria, por isso comparei ele a você. Os quilos são de graça. De brinde - cruzou os braços na minha frente.

- Sendo assim, serei a Shrek rosa mais linda da face da terra - falei encarando a face do moreno, determinada ao tirá-lo do sério.

- Até amanhã  - disse saindo do quarto, me ignorando por completo.

Acho que tirá-lo do sério será mais difícil do que eu imaginei.

 


Notas Finais


Eai gente? Gostaram? Deixa um comentário para a gente interagir <3
Será que a Sakura vai aprontar no próximo capítulo ou vai ceder?
Faço alguns capítulos com o ponto de vista o Sasuke também ou deixo a história toda ser narrada pela a Sakura?
Se você notar a ausência da letra d em algumas partes o texto, me avisa! Meu notebook tá com essa tecla ruim :/
Até a próxima semana <3


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