História Em busca do coração perdido dos reis - Capítulo 20


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Categorias Histórias Originais
Tags Aventura, Magia, Mistério, Romance
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Palavras 1.366
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


MOTIVADA
TUTS TUTS TUTS
nos vemos nas notas finais

Capítulo 20 - Eu realmente não precisava de torcicolo



Encarava boquiaberta o papel, as cartas pareciam ter me dado um outro olhar sobre a menina que eu havia visto apenas uma vez, sobre aquela primeira manhã na floresta; a Madame sabia de tudo, por intermédio do dom de Astrid e de muita crueldade ela mandou Alana ao meu encontro, eu queria acreditar que ela era tremendamente inocente, eu me sentia um tanto fraternal a respeito daquela adorável menininha e ela fazer parte de um grande complô tiraria de mim uma das únicas sensações familiares que eu tive desde que cheguei.
Pensei na expressão no rosto da princesa quando me viu com o livro e a pressa em que ela se encontrava no corredor, ela já devia saber que eu tinha pego as cartas, talvez ela quisesse conferir e por isso correu para a biblioteca, eu não preciso ser nenhum gênio para saber que ela já somou um mais um.  E agora?
Decidi devolver as cartas e o livro ao lugar onde os encontrei e logo após engolir minha vergonha e ir na cara de pau falar com Charlie a respeito das cartas, desde que cheguei nunca desejei tanto ter uma câmera quanto para tirar fotos das cartas, mas decidi que já havia violado a privacidade dessas meninas por um período de tempo muito grande, afinal eu já tinha o que queria.
Corri em direção a biblioteca e deixei o livro por lá, logo após decidi que precisava encontrar  Charlie, ao olhar pela janela vi que já era mais de quatro horas. Perguntei para um guarda onde eu poderia encontrar meu amigo e ele me deu umas instruções bastante complicadas que eu decidi aceitar por vergonha de perguntar de novo.
De um jeito ou de outro após meia hora eu me vi em frente a porta de seu quarto, bati com força na mesma apenas para ver o rosto confuso de Charlie aparecer alguns segundos depois.
-Ah oi, que foi? Por que você está fazendo sua cara de "AAAAH"?
-Primeiramente porque minhas descobertas exigem essa cara, e eu não tenho uma cara de "AAAAH". Tenho?- ele deu um sorrisinho como quem diz  "Acredite no que dizer".
-Desembucha, o que você descobriu?- ele disse se virando para o quarto e sentando numa das almofadas.
-Lembra que você disse que a Madame havia premeditado tudo?- ele assentiu, sabichão-Mais do que isso, estão todos daquela pensão envolvidos nisso. Cada um com seu próprio segredo sombrio, não sei como demorei tanto pra perceber.
Contei a ele a respeito das cartas que havia achado na biblioteca, omiti a parte do romance, afinal eu devia isso após ter enfiado meu nariz bisbilhoteiro nas cartas delas, ele pareceu especialmente surpreso com as últimas cartas.
-Como ela sabia? Como ela foi capaz? Sempre soube que feiticeiras não são confiáveis mas não achei que chegasse ao ponto de torturar uma menina para saber do futuro.
-Eu sei, até mesmo desconfio de Melanie, pois...
-Sua criada? Por quê?
-Ela me entregou um pergaminho, disse que me ajudaria, mas que só o abrisse em último caso, foi quando toquei nele que a menininha apareceu.-  mesmo com o calor,senti um calafrio ao lembrar da cena .
- De novo, você tem que me contar as coisas, não que nesse caso ajude, o tal pergaminho é tão misterioso pra mim quanto para você. Você disse que colocou entre os suprimentos?
-Sim, junto com as minhas roupas e... espera, cadê os suprimentos?
-O que seria de você sem mim, Hout?- disse ele com as sobrancelhas arqueadas e um sorrisinho convencido- Logo que as moças barulhentas chegaram no quarto, eu as perguntei onde estavam, estão no Chefe, elas buscaram para mim...Espera, onde você achou que eu carregava aquela jóia?
-Eu não cheguei a pensar a respeito...- a resposta certa era dentro da cueca, mas eu posso mentir muito bem pra mim mesma.
Ele riu revirando os olhos, e descemos as escadas em direção aos estábulos, chegando lá ouso dizer que o Chefe deu um relincho feliz em nos ver, passamos um tempo escovando ele e falando com ele com aquela voz condescendente que se usa com animais, mas sabíamos que adiávamos o inevitável. Pegamos a bolsa de suprimentos e subimos de novo ao quarto dele. Chegando lá, eu abri a bolsa e tirei umas roupas com um cheiro de vala aberta na chuva e lá ele estava. Me encarava desafiador, como se me desafiasse a encontar nele.Demos as mãos e o peguei apenas para sentir um frio mortal e um arrepio na espinha. Desta vez sem menina dilacerada, mas soltei com urgência o pergaminho como se fosse uma cobra, tinha algo errado ali.
-Isso é coisa de alma aprisionada- disse Charlie trêmulo- Nós não podemos usar isso, sua criada não brincou quando disse "em último caso", o preço a se pagar pela ajuda de um fantasma desses... Eu não saberia dizer.
- Que bom , pelo menos agora eu posso não saber com alguém. Yupi!
Ele me olhou com cara de "calada!", pelo menos não estava mais com aquela expressão apavorada no rosto. Saímos do quarto e discutimos se eu deveria ou não falar com a princesa sobre as cartas. Chegamos em um impasse, por um lado era a coisa certa a se fazer, por outro aquela menina me dava medo, convenci-me de que deveria falar com ela no jantar, afinal eu poderia puxá-la de canto e me desculpar sem ninguém olhando.
                                   *                     *                   *
O som das tambores e das liras estava à toda, meu plano tinha ido por água a baixo, a rainha veio nos avisar de que teríamos um grande banquete para comemorar que a jóia havia sido recuperada com sucesso, partiríamos na manhã seguinte, "Ao primeiro raio de sol", como ela havia dito, então me perdoem por não estar bem no clima. Mas como diria não? A resposta é não dizendo, então aqui estávamos nós lado a lado em um canto da festa com enormes pratos de guloseimas a nossa frente e com a princesa testando sua possível habilidade de me fazer queimar apenas me olhando feio. Nos entreolhávamos nervosos, eu decidi manter Charlie distante dos enormes cálices de vinho, não precisávamos de uma ressaca logo de manhã.
-Vamos falar com ela- suspirei.
-Mas ela não parece estar no humor- ele falou claramente nervoso- Precisamos? Foi tudo em nome da missão e...
-Charlie! O que é aquilo indo embora?- apontei gritando para um ponto atrás de sua cabeça- Ah espera, é só sua coragem mesmo.
Fui até ela, ela pareceu bem surpresa, como se não esperasse de fato que eu fosse confrontá-la, fiz uma reverência.
-Com licença, Vossa Alteza, podemos conversar?
Ela me agarrou muito forte pelo braço até uma saletinha silenciosa e...Déjà vu...trancou a porta, ao passo que eu fui falando "Ai ai ai ai ai ai" até ela me soltar.
-Minhas cartas, sua maldita, onde estão?!
-Calma, eu as deixei de novo na biblioteca.
-Como você ousa? Como ousa invadir minha privacidade? Roubar de mim a única ligação com..com...?- ela pareceu perder o fio da meada, mesmo vociferando vi em seus olhos uma pontinha de tristeza.
-Vossa alteza, eu apenas as peguei porque sua...amiga- me demorei a falar a última palavra- Parece estar sofrendo dos mesmos males que eu, eu apenas as peguei para entender melhor o que está havendo comigo, não queria ter ferido ninguém de maneira alguma...-ela ainda me olhava implacável- Está tudo relacionado...Eu...Eu sou a coisa grande.
Ela arregalou os olhos e encontrei uma falha em sua armadura de confiança.
-É tudo isso por você?!-ela disse empurrando o antebraço em minha traqueia, minhas costas bateram na parede, meus pés mal tocavam o chão-Isso é culpa sua?!
Meus olhos estavam marejados e meu rosto quente, empurrei seu corpo com as pernas e me apoiei na parede.Recuperei o fôlego e gritei com a voz trêmula.
-Escuta aqui, eu estou realmente arrependida de ter magoado alguém! Mas eu precisava ler aquelas cartas! Eu preciso voltar para casa! 
Ela me olhou sob o cabelo, seus olhos cheios de lágrimas.
-Por favor, não conte a ninguém. - ela chiou, sua voz cheia de vergonha. Toquei em seu ombro, ela me olhou surpresa, como se não esperasse o gesto, dei um abraço nela.
-Eu prometo.
Ela respirou aliviada.


Notas Finais


Hey espero que tenham gostado, no próximo vai ter mais plot, até mais o/


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