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História Em busca do tesouro de Shenlong. - Capítulo 14


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Notas do Autor


Bom dia meus anjos,se cuidem e cuidem do seu proximo.

Capítulo 14 - O que você esconde mulher!?


Ela acordou assustada com o barulho de coisas se quebrando, tentou levantar, mas os braços dele se apertaram em volta da cintura dela.

— Shii! Disse ele tentando acalmá-la.

— Mas é a voz da Bulma - disse ela com a voz fraca.

—  Humrum e a do Vegeta. Respondeu Raditz sonolento.

— Por Deus Rad! Eles vão quebrar o hotel ou pior se matarem. Disse Tights.

— Vão nada, eles precisam disso para se entenderem; sempre foi assim: briga, briga ai briga de novo e depois beijinho, beijinho. Raditz queria muito voltar a dormir aconchegado no calor do corpo de Tights, mas de fato a gritaria e quebradeira no quarto ao lado não estava ajudando muito, pensou em se levantar e ir até lá bater na porta para eles se mancarem, mas ser empata foda não fazia seu estilo, porém, já que estava acordado iria aproveitar. Rolou na cama deixando Tig embaixo dele. O sorriso dela, o corpo nu, um beijo e pronto! Seu pau já estava em posição de combate.

— Podemos aproveitar já que não vamos conseguir voltar a dormir com toda essa barulheira. Raditz sussurrou no ouvido de Tights que como resposta abriu ainda mais as pernas para ele se encaixar e assim retomaram o beijo.

(...)

Chichi chorava baixinho para evitar acordar Goku - que mais parecia um morto do que alguém dormindo - durante seu desabafo lacrimoso. Chichi ouvia a briga que ocorria entre Bulma e Vegeta no quarto da frente e se perguntava se seu amor por Goku se reduziria apenas a brigas se ela não tivesse tido a coragem de vim atrás dele quando se viu grávida, claro que errou, e errou muito mentindo e negando sua gravidez, e com isso de certa forma negando a ele o filho. E como agora se arrependia de tal coisa, talvez teria sido muito mais fácil simplesmente contar a ele a verdade e os motivos dela, se tivesse agido com a razão ao invés de ter deixado seus medos gritarem mais alto em sua mente, seu bebê sem dúvidas ainda estaria ali em seu ventre.

Goku se mexeu ao seu lado dando sinal de que de fato dormia, mas que parecia um morto isso parecia! Riu Chichi sozinha com seu pensamento enquanto limpava as lágrimas. Já se aproximava de uma e meia da manhã quando por fim a briga acabou e após dois estrondos que mais parecia uma demolição o silêncio reinou e ela finalmente começava a ceder ao sono.

(...)

Em sua fúria, terminou de quebrar o que ainda estava de pé quando ela saiu, e por todos os santos como ele se odiava por permitir que ela o abalasse daquela forma, e sua raiva era maior por que no fundo de sua alma ele sabia exatamente a extensão do que ele ainda sentia por ela. Ela o rejeitou, ela o negou o filho, ela mentiu e ainda assim o cheiro dela, o perfume dela, ainda o tirava de sua razão e entorpecia seus sentidos, mas ele daria um jeito de esquecê-la, de matá-la dentro de si. Seu foco agora era somente salvar seu filho para poder finalmente ter ele em seus braços como deveria ter sido desde o início. Olhou no relógio e depois para a destruição, seu acesso de raiva iria sair caro ao seu bolso. Limpou os estilhaços de madeira sobre a cama e só se deixou cair ali no colchão, a mente adormeceu enquanto ele imaginava como seria o rosto de seu filho.

(...)

Ela já não tinha mais forças para se manter de pé, não conseguia mais chorar, e nem tão pouco adormecer. O pânico que se formou dentro de si a impedia de ver com clareza; ela buscou por uma trégua e tudo que conseguiu foi mais desavença, mais guerra entre eles. Será que ele não via o sofrimento dela? Será que em nenhum momento ele viu sua dor? Era o filho deles caramba! Custava ser solidário? E como ele se atreveu a insinuar que ela seria capaz de se unir aquele ser asqueroso e feio que doía os olhos colocando a vida das pessoas que ela mais amava em perigo, apenas para obter algum benefício? Como se ele não a conhecesse; talvez de fato ele não a conhecesse, pois, se realmente ele a conhecesse de verdade jamais pensaria em tamanho absurdo, e definitivamente ela o odiava! Odiava a arrogância dele, odiava a mania que ele tinha de sempre querer dá a última palavra, talvez foi errado esconder dele  Trunks, mas agora relembrando cada defeito dele, ela tinha certeza de que fez o certo. Estava evitando que seu filho fosse o próximo ogro da idade moderna, mas não se perdoaria se algo pior acontece.

Bulma se jogou na cama e percebeu ali que Tights não estava, e duvidou muito que a irmã estivesse com a prima,''tomara Tig que você seja feliz, uma de nós tem que ser'' pensou Bulma se dando conta que sua companhia naquela noite seriam  apenas o medo, incerteza, e solidão.

(...)

A noite tinha sido muito agitada para todos, para uns de forma boa e produtiva, para outros apenas motivo de mais dúvidas, mágoas e raiva.

Era quatro da manhã e Vegeta ja estava de pé com os braços cruzados frente ao corpo com sua postura altiva e o porte arrogante de sempre; dava as ordens dizendo o que deveria ser colocado nos caminhões, já que fez um pacto com o diabo então faria uso das vantagens que este proporcionava. Picollo estava ao seu lado com o terno de risca bem alinhado.

— Realmente são necessárias todas essas quantidades de toneis de água e combustível? Perguntou Picollo que parecia desconfiar de algo.

— Você já esteve em um deserto? Ou sabe para onde vamos? Ou o que tem dentro dessa suposta caverna? Respondeu Vegeta o questionando.

— Não! Mas só para te lembrar eu tenho sobre minha posse seu bem mais precioso e tenho certeza de que você sabe que blefar não faz meu estilo.

— Humpf! É eu sei, mas sei também que você é um cara de negócios, e que sabe exatamente com quem está negociando.

Picollo o olhou uma última vez antes de sair seguido por Tamborim e Pillaf seus homens de confiança.

— Vou volta para Orange City, fique atento e de olhos bem abertos; ele é esperto, esperto até demais e os outros dois não são tão tolos como parecem, se algo sair do controle mate a loira e a morena e amarre a azulzinha, ela tem sua serventia, mas não deixe ele desconfiar de nada, deixe ele achando que está no comando, faz bem pro ego dele e é assim pelo ego que nós o pegamos. Disse Picollo entrando no jipe que o levaria ao *BEECHCRAFT MODEL 18 que o aguardava fora dos limites da pequena cidade de Namíbia.

(...)

No pequeno restaurante daquele lugar eles tomavam café, o silêncio era desanimador, exceto pelo fato de Goku que suspirava toda vez que colocava um pedaço de panqueca com calda de morango na boca o que irritou muito alguém.

— Aí, que parar com isso?! Que coisa irritante de se fazer a mesa do café. Reclamou Bulma com suas olheiras mal disfarçadas pela maquilagem.

— Bulma, se você está de mal humor porque mais uma vez brigou com o Vegeta o problema é seu, o Goku e nem ninguém tem nada a ver com isso. Defendeu Chichi um Goku que olhava espantado.

Bulma nada retrucou, apenas se levantou e saiu da mesa com um pedaço de brioche que ao se virar colocou na boca o mastigando.

— Sério que eles brigaram? Perguntou Goku animado com a possibilidade de uma boa fofoca.

— Sério que você não ouviu? Digo o lugar todo ouviu. Tights estava incrédula com aquilo.

— Eu tava dormindo. Porque essas coisas só acontecem com o Vegeta quando eu estou dormindo ou longe dele hein? Reclamou Goku.

— Agora está explicado porque você não ouviu. Eu até hoje não sei como não te expulsaram do exército. Disse Raditz, e antes este tivesse ficado calado. Porque naquele instante foi ele que virou alvo da curiosidade de Goku.

— Nossa Rad, que corte feio é esse no seu lábio preoculpo-se Goku.

— Não foi nada Kakarotto. Respondeu Raditz sabendo que aquilo não serviria para aplacar a curiosidade de seu Irmão.

— Me parece bem feio para não ser nada. Disse Goku que dava sinais de que ia insistir no assunto.

Tights estava vermelha e temia o tamanho da vergonha que sentiria se Raditz falasse que foi ela que o mordeu em um momento de dor tão íntima, e resolveu mudar o foco da conversa.

— Então eu estou meia confusa desde que eu cheguei, seu nome é Goku ou Kakarotto? Perguntou Tights aliviada, quando percebeu que tinha ganhado a atenção do cunhado.

— É Goku! Só o imbecil do Rad e o príncipe me chamam de Kakaroto.

Respondeu Goku,com um semblante que atiçou a curiosidade de Tights e Chichi.

— Outra que nunca entendi e a Bulma nunca quis me falar, porque Príncipe? Quero dizer, eu sei que o nome dele é Vegeta Sayajin, por que vocês três chamam ele assim. Aprofundou-se Tights no assunto.

— Porque eu sou um príncipe não reconhecido, mas sou! Minha mãe era uma princesa árabe que teve a infeliz ideia de se apaixonar por meu pai, um estrangeiro e meu avô a deserdou. E o Kakarotto desse idiota aí foi porque eles tinham um cachorro com esse nome escondido da tia Gine, porque ela era alérgica. E o idiota ali - apontou Vegeta - cismou de arrumar uma indentidade falsa para ir em uma boate de mulher pelada e foi preso e quando o policial perguntou o nome dele ele disse que era Kakarotto e mandou chamar eu e o cabeludo, satisfeita? Disse Vegeta com um sorriso no rosto depois de dias por se lembrar da ocasião contada.

Chichi tinha uma cara de quem dizia depois conversamos sobre o assunto, menino levado. Já Tights estava incrédula com um Vegeta que parecia muito leve e em paz consigo mesmo, muito diferente de sua irmã que parecia um remendo da mulher que sempre foi.

Vegeta se sentou e tomou café, e esse foi acompanhado dos detalhes da prisão do pequeno bandido Goku, e assim que não havia mais nada comestível a mesa eles levantaram cada um com seu afazer, pegariam as malas e se encontrariam frente a hospedaria, era o tempo que Goku e Raditz teriam para esconder as armas entre as roupas de suas amadas. Tarefa essa que foi concluída com muito alto controle dos dois. As motos de Vegeta e Goku estavam em cima do caminhão assim como três quadriciclos, de fato dinheiro era muito bom nessas horas.

—O deserto é um local muito perigoso e podemos andar dias até encontrar o que estamos procurando, e não sabemos exatamente o que esperar então é fundamental atenção e economizar ao máximo os recursos como água. Vamos dividir o pessoal entre os quatro caminhões - falava Vegeta, Bulma estava ao lado dele em silêncio encostada na parede e quando Pillaf desceu do caminhão que estavam à frente deles, ela em uma ação rápida se escondeu atrás de Vegeta como se buscasse proteção, e por mais zangado e com raiva que Vegeta estava dela, isso não passou despercebido aos olhos dele. Ele a conhecia ou achava que sim e era uma postura defensiva dela, e ele ficaria de olho naquele sujeito.

— Kakarotto vai com a caipira no caminho do meio, o careca dirige. Cabeludo você e a pata choca vão no caminhão da frente com a mentirosa aqui atrás, eu vou no outro com o instrumento carnavalesco aqui — disse Vegeta apontando para Tamborim — e o outro ali que me parece bem animado, disse Vegeta olhando para Pillaf. —O resto no último caminhão mantenham o contato e o curso.

A ação demorou pouco mais de dez minutos e todos acomodados, Raditz foi o primeiro a da a partida e sair com o caminhão, seguindo as orientações de Tights o mapa foi feito a muito tempo e aquela região tinha sofrido muito com os efeitos naturais então seguiriam reserva adentro até o limite e de lá seguiriam para o norte. Vegeta sentou-se entre Pillaf que dirigia, e Tamborim a sua direita próximo da porta. Se eles tentassem algo ele atirava em um e jogava o outro pela porta. Acomodou-se com os pés no painel e o chapéu no rosto, estava cansado, mas não ia dormir. Pelo menos não de livre consciência.

No caminhão ocupado por Goku e Chichi, onde ele tratou de deixar ela o mais longe possível do careca. Ele era ele mesmo, e como sempre tinha que ter algum barulho mesmo que fosse dele mesmo falando.

— Então você tem nome? Perguntou Goku ao motorista que parecia muito sério.

— Nappa, respondeu ele de forma seca.

— Nappa é original,e você trabalha para o assassino já tem muito tempo?

— Tem sim, uns nove anos, mas não eu não estava com ele quando ele deu a ordem de executar seus pais, só quando ele deu a ordem de sequestrá-los, se é isso que ia perguntar. Disse Nappa firme sem tirar os olhos do caminhão a frente.

— Humm, para ter as mãos sujas de sangue de inocentes ele deve pagar muito bem a você, completou Goku.

— Nunca sujei minhas mãos com sangue, principalmente de inocentes. Tudo que faço é exatamente isso que estou a fazer agora, mas sim, ele paga muito bem, e se sua intenção é a de me irritar com conversas tolas te adianto que vai perder seu tempo, e se é falta de ouvir vozes pode ligar o rádio tem umas fitas muito boas ai no porta-luvas. Disse Nappa encerrando a conversa.

(...)

A noite já se fazia presente quando Tights começou a cochilar, e Raditz por também estar cansado comunicou pelo rádio que iam parar para dormirem e logo estavam todos montando suas barracas. Com a ordem de Tamborim, dois deles acenderam uma fogueira controlada e colocaram em um espeto alguns frangos o que agradou muito a Chichi e Tights que mesmo reclamando que estavam suadas e queriam um pouco de água para se refrescarem, esqueceram do calor e se sentaram para comer. 

Vegeta observa as ações de todos, um freezer ligado a uma bateria era muita frescura, mas bem útil, mas muito estranho. Ele reclamava dos tonéis de água e gasolina, mas fez qüestão do freezer com carne para os seus homens; aí tinha coisa, e muita coisa. Sem falar na reação de Bulma ao ver aquele homem e só piorava. 

Goku foi o primeiro a se levantar com Chichi iam dormir.

— Ei, amanhã você dirige. Disse Nappa se levantando.

— E deixar você perto da minha Chichi? Nem ferrando. Respondeu Goku.

— Com coisa que vou agarrá-la! Devolveu Nappa.

— Eu mato você antes mesmo de você conseguir chegar perto dela, disse Goku com um olhar homicida e saiu com Chichi, que ao ver o instinto protetor de Goku sentiu uma excitação que a fez esquecer de seu sono e condição.

Bulma estava morta de cansada, o corpo doía por ter ficado dezesseis horas sentada, sem falar que teve que aturar durante três horas o Goku e o Raditz cantando pelo radio comunicador do caminhão o que parou com a intervenção mal-humorada de Vegeta, mas seu medo era maior: o pavor de ir dormir em uma barraca sozinha, a consumia muito mais do que o cansaço, e sua raiva e orgulho eram bem pequenos diante de seu pavor. Restava apenas ela ali sentada diante da fogueira e ela sabia onde ele estava, ele nunca gostou de dividir barraca mesmo no tempo em que eram apenas dois estudantes estúpidos, quer dizer estúpido ele ainda era, mas se tinha que escolher entre seus anéis e seus dedos, sem dúvida ficaria com os dedos.

— Vegeta...Vegeta Veg….

— Arg mulher, o que você quer?

— Eu sei que é estranho, mas posso dormir aqui no caminhão com você? Digo não com você, sabe? Mas... Bulma queria morrer diante das palavras que saiam de sua boca.

— Não tem uma barraca pra você dormir nela, mentirosa? Disse Vegeta.

— Tem sim, mas eu não quero dormir sozinha. Pode ter leões por perto.

— Tenho pena do coitado do leão que mastigar você. Provocou Vegeta.

— Por favor Vegeta, eu sei que….eu só não quero….

— Tá, inferno! Sobe, e não relé em mim. Ordenou Vegeta com o mesmo tom de raiva de antes, mas no fundo estava muito preocupado. Sabia de como ela era arrogante e para ela está ali engolindo ele sem manteiga para ajudar a descer, era porque ela estava mais do que com medo, estava apavorada com algo, e ele descobriria, afinal ela é a mãe de seu filho, "pelo meu filho, garota, espero que você faça tudo direito" pensou Vegeta orando para Deus para que tudo desse certo.

(...)

Vegeta dormiu pouco, talvez pela presença dela ali ,ou pelo fato de ter passado metade da noite sentindo o perfume dela o fez ter sonhos. Sonhos que em sua maioria eram com Bardock, mas era estranho, dormiu na carroceria do caminhão onde estava o freezer, vez ou outra ele abria a porta para refrescar o ambiente, mas ficou intrigado com o espaço interno do freezer já que por fora dava a aparência de ser maior, porém a escuridão não o deixava ver direito. Saiu do caminhão antes de qualquer um acordar e primeiro foi direto para a barraca de Raditz.

O assobio que mais parecia o canto de um sabiá logo chamou a atenção de Raditz que já estava acordado, e esse não demorou muito a sair da barraca.

— Você não tem sono não Vegeta? Reclamou Rad mais por força do hábito do que outra coisa.

— Eu durmo quando eu morrer, verme. Vem vamos procurar um brejo, ouvi barulhos durante a noite de animais bebendo, disse Vegeta alto o bastante para se tivesse alguém os escutando na surdina ouvisse. Raditz entendo o recado nas entrelinhas e saiu junto de Vegeta.

— Hoje quero que você vá no caminhão que eu vim, tem alguma coisa errada com aquele freezer, quero que peça a pata choca para procurar algo fora de padrão. Deveria ser você, mas eles podem desconfiar e não quero que a mentirosa tome conhecimento de nada, então já sabe, manda a pata ficar de boca fechada. Disse Vegeta.

De fato, eles acharam água e por sorte era muito melhor do que imaginavam, era uma nascente que serpenteava a reserva rumo a Namíbia.

Raditz saiu, ia chamar Tights para se refrescar ela estava um saco com essa história de banho, mas antes que esse se afaste três passos, avistou Tights vindo de encontro a eles com cara de assustada.

— Rad….Rad…gritava Tights.

— O que foi mulher? Alguém tentou te agarrar, perguntou Raditz nervoso com expressão que Tights tinha naquele momento.

— A Bul…..Bul...ela...sua.

— Arg esse escândalo todo só porque você não viu a mentira em forma de gente? Ela ta no caminhão dormindo disse Vegeta com a carranca da indiferença.

O que fez Raditz sorrir.

— Tira o sorriso da cara, palhaço. Não é o que você tá imaginando, aliás eu nem sei porque estou me explicando.  - disse Vegeta se preparando para tirar as roupas e se jogar na lagoa que se formava em torno da nascente.

Chichi, Bulma e Tights tomavam banho na nascente sob a vigilância de Raditz e Goku que conversavam.

— Rad, você reparou que a Bulma tá estranha desde ontem, será que o Vegeta andou dando um sacode nela? Sabe, não no sentido do sapeca iaiá, mas de bolacha na cara dela perguntou Goku.

— Sabe que ele não é desse tipo, mesmo ela irritando-o e mentindo ele é incapaz de machucá-la, mas acho que ela está escondendo algo, e algo muito ruim.

Elas estavam subindo no caminhão que Raditz indicou quando Pillaf veio correndo.

— Ei, suas Vagabundas. Gritou ele empurrando Tights que caiu por cima do braço o que fez ela gritar de dor.

— VEGETA! Gritou Bulma em total desespero se encolhendo, enquanto Pillaf se aproximava dela a esbofeteando e a segurou pelo pescoço no chão.

Bulma já estava sufocando quando Raditz com um mata leão tirou Pillaf de cima de Bulma que tossia e se tremia, na raiva Raditz acabou apagando Pillaf e quando Tamborim chegou com Vegeta atraído pelo grito de Bulma, essa chorava muito e no impulso abraçou Vegeta.

— Ele bateu na Tig e tentou… tentou….me matar - disse Bulma agarrada a Vegeta que se esforçava muito para se manter indiferente aquele abraço, aquele choro.

— E o que aconteceu com ele? Tamborim perguntou vendo o comparsa jogado no chão.

—Eu tive que apagar ele para tirá-lo de cima da Bulma, ele estava descontrolado só porque mandei as meninas subirem nesse caminhão, não achei que ele daria chilique até parece que tem algo escondido que não querem que outros vejam?! Falou Raditz encarando Tamborim.

— Hum! Ponham ele atrás de um dos caminhões, disse Tamborim para um de seus homens dando as costas a Raditz.

A viagem seguiu tranquila e mesmo Tights estando com o pulso inchado, ela fez o que Vegeta pediu e de fato ele tinha razão; metade do freezer era um compartimento embutido onde Tights achou cinco armas como a que Rad tinha preso na perna dela,e mais umas três pequenas, ela pegou uma e colocou no bolso escondido do vestido para mostrar a Rad, e fechou novamente o compartimento do mesmo jeito para que ninguém desconfia-se que eles tinham mexido.

Vegeta passou às dezesseis horas de viagem em completo silêncio, a mente tentava achar a conexão entre Bulma e o tal Pillaf, mas só uma explicação do medo dela por ele, mas não a raiva dele por ela ao ponto de querer matá-la, mas iria tirar tudo isso a limpo e seria aquela noite.

(...)

O acampamento estava armado, Tights esclarecia alguns pontos com Vegeta e Tamborim, sempre com Raditz ao lado dela. E seguindo as marcações do mapa no dia seguinte chegariam à coordenada certa, o que tirou um sorriso presunçoso de Vegeta seguido por Tamborim, claro que por motivos muito diferentes. Pillaf olhava para Raditz com Tights como se olhar fosse capaz de pulverizar alguém, mas Raditz fingia não ver, com tudo, sua mente registrava cada movimento do patife e Raditz já sabia exatamente como o matariam quando chegasse a hora, e não seria um cadáver bonito de se ver ou apreciado pelas hienas. 

Goku e Chichi, como sempre se retiram cedo. Ela reclamou um pouco pelo desconforto que estava sentindo mesmo com os analgésicos que tomou, aconchegada no peito dele ela chorava em silêncio mais uma vez na certeza de que ele dormia, e se assustou quando ele a abraçou e beijou a testa dela.

— Está doendo muito, Chi?

— Não, só um pouco disse Chichi limpando as lágrimas.

— Então, se não está doendo tanto porque você vem chorando tanto, Chi? Chorou ontem também e sem falar nas outras vezes lá na hospedaria, vai fala pra mim o que você tem? Pediu Goku acariciando o rosto dela enquanto limpava as lágrimas dela.

— Goku eu...eu...eu me sinto tão culpada por ter perdido nosso filho, eu me sinto muito mal por ter mentido e escondido de você que eu estava grávida, eu não fiz de propósito eu...eu só não queria ficar sozinha nessa; eu tive medo de que você quando voltasse não acreditasse que o filho era seu porque a gente nunca...snif snif. A gente nunca se amou de verdade, você nunca chegou a tirar minha virgindade, e quando o médico ficou rindo de mim sem acreditar no que eu estava contando eu pensei: se ele que é médico não está acreditando, quem dirá sabe você. Eu tive medo de você me rejeitar por achar que eu... Deus me livre! Que eu tinha traído você. Eu fiquei confusa, com medo com ...snif, snif,eu... Eu não queria perder nosso bebê. Me... Me perdoa. Chichi chorava com tanta dor que Goku acabou chorando, mas tinha que acalmar sua pequena.

— Ei, Chi. Não fica assim! Eu sei que você não tem culpa, claro que não tem. E se alguém tem que pedir perdão esse sou eu, eu fui o otário que te deixou sozinha, mas já estamos perto e quando isso tudo acabar, sabe, nós vamos voltar e nos casar. Eu estou até pensando em vender minha moto e comprar um carro, e estive conversando com o prefeito Dendê e ele me ofereceu as terras da colina, o que você acha da gente vender a minha casa e juntar com o dinheiro que eu tenho guardado no banco e construirmos uma casa lá? Sabe, com um quarto, com um banheiro bem grande e um quarto para cada filho e uma cozinha enorme com muitas janelas, e quando nossos filhos vierem podemos fazer um balanço, o que você acha da ideia? Perguntou Goku beijando os lábios salgados de lágrimas de Chichi.

— Eu vou adorar tudo,Goku!

Ele a beijou de forma delicada e da mesma forma a abraçou e sussurrou no ouvido dela.

—Eu te amo, Chichi Cutelo.

(...)

Diante da fogueira ela olhava uma foto a única que tinha trago consigo, e as lágrimas desciam enquanto ela tinha dificuldade para engolir a água que estava em seu copo, a mente vagava entre o primeiro choro dele e o último que ela escutou dele, “Porque Deus? Pra que? Eu estava tão bem em casa, eu devia estar lá cuidando dele. Pra que me envolver com tudo isso de novo? Porque não fiquei no meu lugar?" Bulma já estava a mais de uma hora se fazendo a mesma pergunta silenciosa.

— O vinho está tão ruim assim? Ele perguntou a assustando.

— Não é vinho é água. Respondeu com dificuldades Bulma mostrando o fundo do copo.

— Posso ver? Vegeta apontou para foto na mão dela e ela o entregou.

— Ele é muito bonito e parece ser forte também, já tá com dentinho? Disse Vegeta tentando disfarçar a empolgação e o orgulho.

— Ele... Ele hum - pigarreou Bulma tentando melhorar a voz, - ele é bem forte sim, mas nem sempre foi, ele nasceu miudinho sabe? – ela chorou um pouco mais não aguentando as lembranças – muita coisa acontecendo e... Ele tinha pouco mais de dois quilos quando nasceu, e era todo pequeninho e quando colocaram ele em meus braços com aquele chorinho fraquinho, todo pequeno e molinho eu pensei: ele não vai sobreviver. Foi um parto difícil, eu quase não tive força para colocá-lo para fora. 

Vegeta sentiu um tanto o peso da dor no tom da voz de Bulma, sentiu que deveria ter estado ao lado dela, e pela primeira vez pensou no que talvez ela tivesse passado naquele momento tendo o filho deles sozinha, droga, ele deveria estar lá, ao lado dela, com ela e por ela, mas ao mesmo tempo que ele sentia aquele peso, ele também a recriminava e a culpava, afinal estar sozinha foi escolha dela. O que poderia ele fazer se nem sabia da existência do moleque?

E foi nessa de tentar manter-se forte que ele mudou completamente o foco triste.

— Ele tem meu sangue, é guerreiro desde cedo! Agora é um garotão! Ele se parece comigo...

Bulma sorriu timidamente e murmurou:

—Parece sim, é um bebê zangadinho.

Eles se olharam alguns instantes, quando Vegeta de repente lembrou-se do motivo que o levou até ali na noite.

— Eu não tenho nada com isso, mas o que rola entre você e o palhaço de hoje cedo?

— Eu não quero falar sobre isso, eu não me sinto à vontade. Disse Bulma.

— Por mim – ele deu de ombros insatisfeito com a resposta dela - só não grita mais meu nome quando ele estiver em cima de você de novo. Disse Vegeta entregando a foto a ela e saiu. Por mais que quisesse falar, ela não se sentiria à vontade contando para ele, ainda mais depois que ele jogou na cara dela que, para ele, tudo vindo dela soava mentira.

 Ela foi para a barraca naquela noite dormiria com sua irmã e Raditz de companhia.



Notas Finais


BEECHCRAFT MODEL 18

Avião norte-americano bimotor monoplano de asa baixa, o Model 18 de construção metálica, pode transportar seis passageiros e dois pilotos. O projeto da aeronave era convencional, exceto pela deriva dupla. Foi fabricado por mais de 30 anos, entre 1937 e 1970, atingindo mais de 9.000 unidades. Os dois motores radiais foram sendo modificados, sempre buscando o aumento da carga útil e uma maior velocidade.


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