História Em Dois Segundos - Capítulo 2


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Categorias Felipe Z. "Felps"
Personagens Felps
Tags Febriel, Perda, Quarto De Hospital, Relogio
Visualizações 26
Palavras 572
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, pessoas! Eh, como estão? Espero que bem!
"Em Dois Segundos" foi apenas uma ideia que me surgiu no meio da madrugada, eu não queria fazer nada muito longo ou coisas do tipo, tanto que eu nem coloquei notas do autor ou notas finais... Comuns, eu estava sem inspiração para isso. Só que depois de escrever me veio uma vontade enorme de fazer pelo menos algo mais... Completo, nem que fosse de 500 palavras ou menos, afinal, as únicas informações que eu dei foram em frases que expressavam o tempo que passara entre uma cena e outra.
Nesse pequeno "capítulo" (sempre entre aspas kjk) eu trago uma pequena lembrança que o Felps teve enquanto estava no hospital, então... Espero que gostem!

Capítulo 2 - Relógio


“tic-tac, tic-tac”


O som do relógio de parede estava corroendo cada um dos meus sentidos lentamente, levando os mesmos para longe junto com a pouca saliva que ainda restava em minha boca, apenas sentia que esse fluido que antes saía pelas minhas glândulas era, na verdade, a essência de minha vida.


“tic-tac, tic-tac”


Meus olhos perdiam o foco, já não conseguia distinguir onde estava ou o que estava acontecendo, apenas ficara comigo a sensação áspera em meus lábios e o som dos ponteiros que pareciam aumentar de acordo com o desfoque. “Mesmo que o relógio continue andando, eu nunca saberei que horas são ou há quanto tempo estou aqui, alguém tem um copo d'água?”


“Tic… Tac… Tic… Tac…”


Meu corpo já não respondia como antes, meus pés e mãos não obedeciam mais meus comandos e eu definitivamente não estava ligando para isso, apenas queria que a audição fosse embora junto, e talvez que ela me levasse também. Estou me sentindo evaporar, junto a essa sensação vêm as lembranças, todos os momentos que nunca quis lembrar, mas que insistiam em retornar, eu só queria que parasse.


Não foi mais possível ouvir o som do relógio. 


“Sons altos, altos e angustiantes. Não via nada, nem ao menos sentia, apenas sabia que estavam o empurrando e batendo nos ombros, mas tudo não passava de um borrão escuro e sem brilho. “Um… Dois… Um… Dois…” Conseguiu ouvir alguém dizer, não conhecia o dono da voz, mas trouxe seus sentidos de volta, e junto a eles o peso de milhares de rochas em suas costas, estava desabando.

“Gabe…”, sua voz saiu num sussurro, não sabia de onde vinha a força que tirara para o pronunciar, mas seu corpo pareceu ter força o suficiente para andar até o corpo em meio a rua sem se importar com as pessoas no meio do caminho, logo se ajoelhando ao lado de seu amado. Não sabia o que tinha acontecido, mas sabia que presenciara tudo e não havia conseguido ajudar; “Por que?” a única pergunta que realmente interessava passava por sua cabeça a cada tentativa de manter o garoto vivo que o possível médico fazia, contando sempre um e dois, mas ele sabia que não teria sucesso, ele havia falecido há dois segundos.

“tic-tac”, ele ouviu o relógio quase destruído de Gabriel fazer seus sons rotineiros, não entendia porque ou como ele ainda funcionava.

Logo a ambulância chegou, levando o corpo para o hospital, enquanto Felipe era guiado pelo médico, este que via-se no olhar uma sombra de decepção, talvez fosse assim em ambos, mas os do mais novo estavam cobertos de lágrimas quentes que rolavam sem controle.”


“Tic… Tac…”


Senti mãos em meu corpo, os últimos fragmentos de lembrança daquela noite iam embora, mas trazendo para mim um último resquício de força. Ainda podia ouvir o relógio, mas não o via, assim como não via nenhum dos enfermeiros ao meu redor, meu foco estava no possível médico ao meu lado e em quem estava atrás dele: Gabriel, estava mais lindo do que nunca naquelas vestes brancas, por mais que a luz que chegava me cegasse rapidamente, quis acenar para ele, mas como meu último pedido para sossego, sussurrei para o doutor, segurando seu braço: “por favor… desligue o relógio”, e a luz me consumiu.



A única coisa que Felipe nunca soube, e que também confundiu todos os presentes no quarto, é que não havia relógio algum naquelas quatro paredes, apenas lembranças de Gabriel e seu relógio quebrado.


Notas Finais


E foi isso!
Sinto muito qualquer coisa que deixei passar, ou se não expliquei direito
Enfim, até algum outro dia, se possível!


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