História Em mil versões - Capítulo 2


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley
Tags Draco Malfoy, Drinny, Ginny Weasley, Harry Potter
Visualizações 18
Palavras 4.470
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drabble, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Literatura Feminina, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hei!!
Sumi, eu sei. Tenho andado com tanta coisa na cabeça que tem sido difícil focar numa só, mas aqui está uma one Drinny, que eu espremi meu cérebro até conseguir.

Espero que gostem!

Ps.: Safadezas à baixo, se não gosta, não leia!!

Bon apetit!!

Capítulo 2 - Emoções afloradas


O som dos gritos eufóricos, da torcida da Grifinória me ensurdeciam. Eu guiava a vassoura à toda velocidade, pelo enorme campo de quadribol e só pensava em finalmente chegar até o chão para me enfiar debaixo da água gelada do chuveiro e esquecer da partida de merda que tivemos.

Não havia palavra melhor.

Partida. De. Merda!

Eu tento ser invisível quando enfim alcanço o chão, mas claro, seria pedir pelo impossível, Draco Malfoy sendo outra vez, derrotado pelo quase, é algo que ninguém deixaria passar. A saída vergonhosa é notada pela maioria dos leõezinhos envaidecidos. Me olham como se eu fosse literalmente, a sua refeição noturna.

— Hei, Malfoy! Consegue ouvir o barulho da vitória? – Eu tento ignorar a voz inconfundível do Weasley, mas o som reverba por todo o corredor. — Oh, esqueci! Você ainda não o conhece, certo?

— Vai se foder, Weasley! – Eu respondo alto e irritado, sem notar a vice diretora bem atrás.

— Os modos, Sr. Malfoy! Não tolero essas palavras em minha escola! Não vai querer que isso chegue aos ouvidos do seu pai, vai? – Eu suspiro fundo, ao ouvir o sermão de McGonagall, e sei que está certa.

Das regras de Lucius Malfoy, as mais repetidas eram:

“Um Malfoy jamais permite que não seja dele, a última palavra.”

“Um Malfoy não entra em discussões desnecessárias.”

Se eu for levar realmente ao pé da letra, elas são muito contraditórias.

— Não, não vou. – Respondo resignado, com os dentes cerrados de irritação e frustração.

— Foi o que pensei. – Ela me encara por alguns segundos, antes de se voltar ao ruivo. — E quanto ao senhor, espero que aja como o adulto que é. Ou quase é. Não me façam repetir.

Ela conclui e se afasta, os sons dos passos nada sutis, reverbando corredor afora, até estarem longes demais para nos alcançar.

Eu aproveito a distração momentânea e caminho intrépido até o vestiário, à essa altura todos já se lavaram e estão em seus dormitórios ou Salões Comunais, apenas eu, graças ao Weasley, ainda carrego em meu corpo o cansaço do jogo.

— Ainda aqui, Ron? – Eu ouço a irmã mais nova do Weasley o perguntando com voz desconfiada, e prossigo meu caminho. Nada que surgir daquela conversa pede me interessar, e não sou curioso.

— Ginny? O que tá fazendo aqui? – O ruivo pergunta à irmã e eu entro no cubículo, deixando-os do lado de fora.

— O que, geralmente, se faz em um vestiário? Ronald? Claro que vim tomar banho! – Um sorriso se esgueira em meu rosto, ao ouvir o tom de deboche. A ruivinha é bem nervosa.

— Mas agora? O jogo terminou há tempos!

— Pelo que estou vendo, você também ainda está sujo. E fedendo! – Sorrio ainda mais.

— Eu tive um problema.

— Insultar Malfoy? Não sei qual a graça nisso. Ele é idiota, você é idiota, não precisam competir! – Minha boca se abre contra a minha vontade, pronto para dar à essa garota, uma resposta a altura. Mas me lembro que eu sequer devia estar ouvindo essa conversa e me obrigo a fechá-la.

— Não é competição! E não sou idiota, apenas não suporto aquela cara de mimadinho que ele tem!

Eu quase saio de onde estou, e vou até eles tirar satisfação. Quase. Mas a falta de roupas me impede, portanto apenas entro debaixo do chuveiro e lanço um feitiço que me permite ouvir o que estão falando.

Não por curiosidade.

Um gemido me escapa ao sentir a água fria em contato com minha pele e músculos tensos.

— Você tá parecendo uma criança fazendo birra. Vê se cresce! – Ela diz, e agradeço mentalmente por não ter ido até lá. Serviria como comprovação de sua opinião.

Não que eu me importe com opiniões alheias.

— Você não me disse porque não tomou banho ainda.

— Eu fui buscar minhas roupas.

— Não podia usar um Accio?

— Ah, claro! E correr o risco de ver minha calcinha flutuando por ai? Não, obrigada!

— Merlin, Ginevra! Que nojo!

— Ginevra é a porra! E mulheres usam calcinhas, ao menos na maioria das vezes. Agora se me der licença... – Deixa subentendido e vai, provavelmente para o vestiário feminino.

***

Horas depois, eu saio do vestiário. O cansaço ficou pra trás, mas a frustração, ainda é bem presente em cada nervo do meu corpo.

Diferente do que a maioria pensa, eu não jogo quadribol por jogar. Não é um passatempo pra mim, eu realmente gosto. Além de poções é a única coisa que realmente gosto, aqui em Hogwarts, mas claro, Potter leva a vantagem.

Parece que não há nada em que ele não seja bom.

— Droga! – É o que eu digo quando algo se esbarra em mim. Ou melhor, alguém.

Pequena Weasley. Mais conhecida como Ginny.

— Me desculpa... – Ela começa a dizer, mas, ao notar em quem esbarrou se afasta como se eu tivesse algum tipo de doença.

— Tudo bem. – Arqueio a sobrancelha, incomodado com sua repulsa a mim.

— É só isso?

— Você quer que eu peça desculpas também? Tanto faz. Desculpe. – Respondo sem realmente me importar.

— O que? – Ela parece confusa. — Não vai pegar a toalha e se limpar por ter encostado nas minhas vestes de segunda mão? Ou numa traidora do sangue, talvez?

Eu reviro os olhos.

— É serio isso? – Pergunto a encarando. Ela confirma que sim, e me encara de volta, ainda esperando a resposta.

Eu respiro fundo, tentando não me ser mal educado.

— Olha só, eu tô muito cansado. Frustrado. Estressado. Só quero me deitar e uma massagem. Não nessa ordem exatamente, mas é só o que preciso. Então...

Ela se cala e tenta encontrar a verdade em meus olhos. Eu não desvio o olhar, deixo-a ver tudo o que precisa pra se convencer, estou mentalmente cansado demais pra discutir.

— Certo então... Boa noite.

Ela acrescenta hesitante. Eu respondo e vou em direção às masmorras, ansioso pra encerrar esse dia de merda.

***

— Você vai fazer o que? – Blaize pergunta desconfiado quando passo depressa por ele. Eu reviro os olhos.

— Vou ao laboratório. Eu esqueci meu caderno de poções e preciso dele.

— Hmmm...

— O que foi, Blaize?

— Nada! Só estou curioso. Está tarde, e você está todo arrumadinho só pra ir à sala do Snape pegar um caderno de poções? Não sei se acredito.

Eu bufo impaciente com sua curiosidade desnecessária.

— Vai ficar me vigiando agora?

— Naaaaaaao... Só quero saber quem é a garota. – Ele pergunta sério, como se já tivesse certeza absoluta de que há alguém.

— Que garota, cara?

— Sei que está indo se encontrar com alguém, só me diz quem é! – Ele quase grita, realmente incomodado por não estar informado sobre minha vida e eu solto um suspiro.

— Tá acontecendo algo entre você e Pansy? Vocês brigaram ou terminaram... Ou algo assim? – Pergunto preocupado.

Sei que eles se dão tão bem que um desentendimento entre eles é altamente improvável, mas é só o que me vem à mente para justificar a tristeza como fala comigo.

— Não! Tá tudo bem entre eu e ela. – Ele é rápido em responder. — Eu só não entendo o porquê de você ter se afastado. Eu estou aqui por você, Draco. Sabe que pode contar comigo.

Compreendendo sua preocupação, forço um sorriso que possa tranquilizá-lo.

— Está tudo bem... Só estou cansado.

Ele arqueia a sobrancelha e suspira fundo, balançando a cabeça, discordando da minha resposta. Sabendo que há sim, algo. Mas me apoia como sempre, deixando para que eu desabafe quando estiver pronto.

— Agora... Eu realmente tenho que ir pegar meu caderno.

Ele assente e me deixa ir sem mais perguntas.

O caminho escuro e silencioso me permite pensar na mulher que tem dominado meus pensamentos. Blaise realmente tem razão, mas não da forma que pensa, eu apenas não consigo deixar de me preocupar com minha mãe. Desde que meu pai foi condenado, há alguns meses, eu sei que ela tem se afundado cada vez mais, em um poço de tristeza.

Eu já fiz tudo o que podia fazer.

Pedi que se mudasse pra casa de sua irmã Andrômeda, mesmo que não vivesse mais no mundo bruxo, poderia ser uma companhia. Ela não aceitou.

Insinuei que deveria se encontrar mais com a mãe de Pansy ou de Blaise, mas descobri que a amizade não era tão verdadeira quanto pensava. Não pra quem é parente de um condenado à Azcaban.

Então eu realmente não sei mais como ajudar, mas também não consigo pensar em outra coisa.

Eu abro a porta da sala de Snape e me surpreendo por encontrar alguém. Não esperava ter companhia, principalmente por ser tão tarde.

— O que você está fazendo aqui? – Pergunto e ela se assusta, colocando a mão direita no coração. Ao menos é o que parece, já que está de costas.

Eu ainda não vi seu rosto, mas não seria necessário. Não há na escola, vermelho que se compare ao vermelho que há no cabelo da Weasley.

— Caralho, Malfoy! Você me assustou! – Ela vira pra mim, ainda com a mão no peito e os olhos arregalados. Assim como eu, mas por um motivo completamente diferente.

— Não sabia que tinha a boca tão suja. – Resmungo realmente impressionado.

Não que ela não possa ser assim, eu apenas não imaginava que por baixo da feição de inocência, havia tanta... Não inocência?

— Eu não tenho... Nem sempre. – Ela acrescenta incerta. — Apenas quando as emoções afloram. Raiva, medo, alegria, tristeza, desejo... Essas coisas.

Desejo.

Eu não sei porquê, mas de todas, essa foi a que mais me prendeu a atenção. Eu já fui pra cama com um número considerável de garotas. Tenho 17 anos, pode não ser muito, mas sei que é um momento em que os hormônios não nos deixam em paz, então me considero razoavelmente experiente, mas poucas vezes eu encontrei alguém que se permitia entregar às sensações. Que morda ou arranhe quando o tesão estiver quase insuportável, que grite ou xingue quando aquele ponto em especial é atingido. E que gema desesperadamente quando sente o orgasmo se aproximando e...

— Malfoy? – Minha visão turva demora a voltar ao normal, enquanto tento focar na figura ruiva que me encara com o cenho franzido.

Eu engulo em seco, quase engasgando, com a imagem que se formou em minha mente ao pensar naquelas reações tão específicas.

— Você está bem? – Ela parece realmente preocupada.

— Eu... – Pigarreio pra disfarçar a rouquidão que se apoderou de minha voz, e ao encará-la para responder, percebo o quão difícil é desviar o olhar dos seus olhos, ou dos lábios que ela morde enquanto espera pela minha resposta.

Eu quero lamber essa boca!

Constato então, que estou tremendamente excitado pela ruiva.

E tê-la tão perto, não faz nada bem pra minha sanidade.

— Eu tô legal. É só que... Me lembrei de algo e... Eu preciso pegar meu caderno de poções. – Respiro fundo tentando fazer o sangue se desacumular de uma área particular da minha anatomia, e voltar a circular feliz e livremente pelo resto do meu corpo. Quem sabe assim eu não obtenha um maior controle dos meus pensamentos? Porque no momento, mais pareço uma abóbora falante.

— Ah! É seu? – Ela estende a mão com o caderno, e o reconheço como meu. — Tem muitas porções difíceis aqui. Coisa bem profissional mesmo.

— É... – Dou de ombros. — Eu gosto de poções.

Ela sorri parecendo impressionada.

— Devia se tornar um professor então. Não acho que seja sua praia, mas...

— Realmente não é, prefiro abrir um Boticário. Meu nome não vai ajudar muito mas... O que faz aqui?

Desconverso tentando sair do assunto que mais tem me incomodado ultimamente, ela entente e responde minha pergunta enquanto junta suas coisas.

— Ah! Acontece que eu sou uma porcaria em poções, e o Professor Slugurn não é exatamente o que eu preciso pra aprender.

— Sério? Mas ele parece ser bom.

— E é!

— Ok. Estou meio confuso. Ele é bom mas não é bom?

Ela respira fundo, depois ri da própria explicação, antes de me encarar para, provavelmente, tentar me fazer entender seu ponto de vista.

— Ele é muito bom professor, mas parece que ficou um pouco... “Impressionado demais" com minhas habilidades na varinha. – Ela abre um sorriso tímido, e levanta levemente o ombro, num pedido silencioso de desculpas por tê-lo impressionado usando a varinha em mim. Eu faço um gesto com a mão, a desculpando, e pedindo que prossiga. Ela o faz sem hesitar. — Agora ao invés de me ensinar, fica todo calmo dizendo: “Tente mais um pouco, minha querida.” “Está quase bom, na próxima...” Só que isso não me ajuda! Aí resolvi descer mais tarde e tentar algo que preste, e olha só! Ficou perfeita!

Eu me aproximo e observo a consistência, e o cheiro horrível da poção. Quando termino ela me olha com expectativa.

—Perfeita mesmo. – Ela suspira aliviada. — Parece que o problema não é você.

— Pois é! – Ela grita entusiasmada. — Eu fiquei com medo de que fosse, mas que bom que não.

Ela coloca a mochila em um dos ombros e caminha até a porta.

— De qualquer forma... – Hesito antes de prosseguir. — Se tiver problema com alguma poção, pode falar comigo. Eu te ajudo se quiser.

Sou de ombros como se não fizesse a menor diferença ela dizer sim ou não, mas por dentro me pego ansioso. Mesmo que com o fim da guerra eu tenha mudado em algumas de minhas mais desprezíveis características, uma eu provavelmente jamais abandonarei. Não gosto de ser rejeitado.

Ela se vira outra vez, e responde meio hesitante.

— Não é estranho? A gente conversar como se fôssemos amigos...

— Eu não vou forçar a barra Weasley. Se quiser ajuda, tudo bem. Se não se sentir segura, tudo bem também.

— Não! – Ela responde rapidamente. — Tudo bem, eu... De qualquer forma – abre um sorriso malicioso — você sabe que eu sei muito bem te manter longe.

Eu sorrio com sua fala. Um sorriso genuíno apenas.

— Eu posso ter aprendido a me defender, Weasley.

Ela me olha com a sobrancelha arqueada, empinando o nariz.

— Eu não contaria com isso, Malfoy.

Sorrio antes de ir de volta ao Salão Comunal as Sonserina.

***

— Eu juro que odeio essa poção? Como você pode gostar disso?

Ginny bufa e me faz revirar os olhos. É a centésima vez que ela diz isso.

— Você sabe que ficar apenas repetindo não vai fazer com que eu magicamente odeie poções, não sabe? No máximo vou odiar você.

Ela ri alto, desacreditando de minha afirmação.

— Ata! E quem mais vai fazer os sanduíches que você tanto gosta?

— Eu não vou vir duas vezes por semana, pra te ajudar com poções que faço até de olhos fechados, logo, não vou precisar dos seus lanches. Simples!

Ela fecha a cara e cruza os braços. Eu apenas sorrio e começo a mexer o caldeirão, dessa vez no sentido anti-horário.

Quando ofereci pra ajudá-la, eu não imaginava que ela diria sim. No entanto, aqui estamos nós, um mês depois, finalizando a poção Polissuco que professor Slugurn ensinou. E eu estava certo em me oferecer, antes de aceitar minha ajuda, ela estragou três caldeirões.

— E sua mãe? Aceitou a visita da minha mãe? Eu nem imaginava que elas se conheciam mais... Amigavelmente, sabe?

— Aceitou! – Faço um esforço para não perder a conta das voltas que preciso dar com a colher, e tento me concentrar em conversar e mexer o caldeirão ao mesmo tempo. — Eu até sabia que eram amigas, só não sabia que voltariam a se dar bem. Razoavelmente bem. – Acrescento, pensando melhor.

— Acho que de certa forma, essa lacuna que o tempo formou vai estar sempre lá. Elas estão mais velhas, são pessoas diferentes, mas a vantagem é que agora estão mais maturas. Saberão deixar o passado de lado.

Eu termino o trabalho com a poção, por hoje, e a encaro dom falso espanto.

— Cacete Weasley! – Ela me olha sem entender. — Como você é sabia!

A ruiva revira os olhos e se controla pra não me dar uns tapas. Essa tem sido a reação dela ultimamente, sempre que a irrito.

— Que bom que terminamos, estou exausta. Quero muito um banho bem gostoso e uma cama.

Ela geme se espreguiçando.

Eu quase choro.

Esse tem sido o único problema em “trabalhar" com ela, todas as vezes que minha mente registra as palavras “banho” e “cama”, só o que penso é em compartilhar esses mesmos espaços com ela. Ver sua pele ensaboada, a água escorrendo por cada curva do seu corpo, ou o meu corpo pairando sobre o seu, em cima de uma cama. Ela gemendo meu nome...

— Draco... – Exatamente assim.

— Acorda, cara! – Com um tapa na mesa ela me faz voltar ao lugar onde estou, e agradeço aos céus por estar meio escuro, impossibilitando assim que ela veja a reação que causou em meu corpo.

— O que foi? Você quer me matar? – Pergunto como coração acelerado. De susto e de tesão.

— Estou te perguntando se você me leva até o Salão da Grifinória! Mas você parece estar em outro mundo. – Acrescenta desconfiada.

— Não... Tudo bem. – Desconverso rapidamente. – Claro que eu te levo.

— Obrigada!! – Ela cantarola enquanto saímos da sala.

O caminho todo eu apenas a ouço, sem realmente ouvir. Não consigo me concentrar em nada, além do fato de estar querendo tanto essa garota. Ninguém da escola sabe que nos tornamos amigos, uma escolha minha, não quero que tenham preconceito por ela andar com o filho de um comensal, ela tenta me fazer mudar de ideia, mas eu realmente me importo com o que dizem ao respeito dela.

Mesmo que saiba que ela com toda certeza, consegue cuidar de si mesma.

— Droga, Malfoy. Você ouviu? É o Filch!

Eu franzo o cenho, e quando vou dizer que não, ouço sua voz ao longe.

— Merda! E agora? – Eu sussurro a resposta, enquanto procuro por uma saída.

— Eu não sei! – Ela sussurra de volta. – Pensa em algo rápido!

Eu olho em volta rapidamente, e encontro uma porta pequena, seguro sua mão e entro no lugar, que descubro ser um Armário de Vassouras. Ela fecha a porta rapidamente.

— Nossa! Que lugar mais aconchegante! – Seu sussurro sarcástico me faz revirar os olhos.

— Não reclame! Melhor do que ser pega pelo Filch.

— Tá, foi mal. – Ela resmunga e eu percebo o quão próximos estamos. — É só que, aqui é muito apertado.

O armário não é grande, obviamente, mas não esperava que nos fizesse ficar praticamente colados um no outro. Ela está de costas pra mim, e os cabelos soltos soltam um perfume que faz cada molécula do meu corpo despertar.

— Será que ele já passou? – Ela se inclina pra frente, tentando enxergar algo através do buraco da fechadura, e isso apenas faz sua bunda se empinar na minha direção, roçando em mim. Meu pau acorda furiosamente, e preciso de todo meu auto controle pra não forçá-lo de encontro a ela.

— Eu acho que não. – Tento evitar que o tesão transpareça em minha voz, mesmo que ele esteja pulsando em minhas veias, nesse momento.

Ela apenas bufa e volta a se aplumar.

— Caralho, que calor esse lugar faz! – o palavrão me faz lembrar do que ela disse, sobre as emoções, e a pergunta sai dos meus lábios antes que eu me controle.

— O que você está sentindo, no momento?

— O que?

— Você diz que só fala palavrões, quando as emoções afloram. O que está sentindo nesse momento?

Ela não responde de imediato.

— Eu não sei... Indignação por estar trancada, talvez. – Desconfio que ela não tenha sido sincera, mas ignoro e respiro fundo, uma, duas, três vezes, tentando manter o controle, que se esvai quando ela se inclina outra vez. — Mas que droga, cadê ele?

Eu realmente não consigo me conter.

— Pelo amor de Merlin, Weasley, para com isso! – Eu praticamente rosno, louco de tesão, enquanto espalmo minhas mãos de cada lado do seu quadril e ela congela, voltando a se aprumar. Eu levo meus lábios até sua orelha e sussurro com a voz rouca. — Se você empinar essa bunda gostosa só mais uma vez, eu não vou conseguir te impedir de sentir meu pau, duro feito pedra, por sua causa.

Ela puxa o ar com força, e instintivamente dá meio passo pra trás, encostando onde eu mais quero a proximidade.

— Deus, Malfoy! – Ela se afasta e geme, enquanto eu aperto sua pele com força.

— Eu jamais te forçaria a algo, mas por favor, não faz isso outra vez se não estiver com intenção de continuar... – Respiro fundo outra vez. – Estou me esforçando pra caralho pra não te foder com força nesse exato momento.

— Porra, para de falar essas coisas, você está me matando aqui. – Ela praticamente grita, e reconheço um “que” de desejo em sua voz. Me inclino pra sussurrar outra vez.

— Não grita! Ele pode nos ouvir. – Eu sinto sua respiração pesada e mordo sua orelha, testando o território. Se ela se afastar eu paro, mas ela não o faz, e o pouco de sanidade que eu tinha se esvai por completo, quando ela novamente se esfrega em mim.

Eu lambo e chupo seu pescoço com fome, e esfrego meu pau em sua bunda enquanto minhas mãos a acariciam, ela vira o rosto com dificuldade em minha direção, e iniciamos um beijo meio torto. Gemo alto quando sua língua entra em contato com a minha.

Nós continuamos o beijo por alguns minutos, mas percebo que não é tão facil assim pra ela, seu pescoço provavelmente dói por forçar essa posição, então mesmo lamentando muito, afasto de sua boca e volto a chupar seu pescoço.

— Eu tô louco pra beijar sua boca, Ginny, mas prefiro evitar um torcicolo. – Ela ri de leve. — Então se não se importar em deixar pra depois, eu posso te excitar de outra forma.

Eu passo minha mão por baixo de sua camisa, e a ouço arfar quando sente minha mão que é naturalmente gelada, em contato com sua pele quente, eu acaricio de leve sua cintura, passando poe suas costelas e sinto-a arrepiar, quando enfim alcanço seu seio.

— Caralho, Malfoy! – Ela geme baixo enquanto enfio a mão por baixo do sutiã apertado e acaricio seu mamilo, puxando-o levemente com os dedos. Eu tento não apertar muito forte, mas percebo que quanto mais forte eu vou mais alto ele geme.

— Porra! O que eu não daria para chupar seus peitos agora.

Ela choraminga meu nome.

Enquanto ainda acaricio seus seios, minha outra mão vagueia desesperadamente por dentro de sua saia, até encontrar seu ponto pulsante, a calcinha completamente encharcada.

Enfio dois dedos sem aviso.

— Tão molhada, porra! Preciso entrar em você. Preciso... Me deixa te comer, Ginny.

Eu peço outra vez.

Por mais imbecil que meu pai tenha sido em vários momentos, ele sempre me ensinou a nunca forçar uma mulher. Eu tento seguir ao pé da letra.

— Me come logo, Draco.

É só o que eu preciso.

Em uma fração de segundos eu tiro minhas mãos de seu corpo e desço o zíper da minha calça e a cueca, quando toco meu pau por alguns segundos apenas, não contenho um gemido. Qualquer contato me traz uma sensação indescritível.

Eu olho pra frente novamente e toco a pele de Ginny.

Porra!

Ela tirou a saia e a calcinha.

Caralho!

— Como eu queria poder te ver agora. – Falo, acariciando sua bunda.

— Deixa pra próxima, mas agora, me fode logo.

Eu não espero por mais nada. Sem precisar de instruções ela apoia as mãos na porta e se empina pra mim, guio meu pau até sua entrada que me molha com sua excitação, e a penetro com força, de uma vez. Ela geme meu nome deliciosamente.

Muito melhor que nos meus pensamentos.

— Deus, Ginny. Que boceta gostosa, porra! – Eu não consigo me manter calado. Entro e saio com ferocidade enquanto ela se movimenta ritmadamente.

Como se tivéssemos nascidos pra fazer isso. Uma sincronia perfeita.

— Isso, rebola pra mim gostosa! – Ela me enlouquece com o que parece uma dança e eu levo minha mão até seu clitóris, iniciando movimentos circulares.

— Meu Deus! Assim Malfoy! Porra que delícia!

Eu não posso continuar por muito tempo, não com essa rouquidão em sua voz.

Eu meto com força por mais algumas vezes e sinto suas paredes me apertarem, como se quisessem engolir meu pau. Quase gozo.

— Você sente sua boceta enforcando meu pau? Eu sei que você quer gozar. – Ela inspira com força. — Goza pra mim, Ginny. Goza!

Como se fosse uma ordem ela espasma mais uma vez, e juntos nos rendemos. Jorro com força dentro dela, esvaindo toda a adrenalina do meu corpo. Minhas pernas bambeiam e eu encosto nas vassouras atrás de mim, torcendo para que não desabem. Eu saio de dentro dela.

Sinto sua falta instantaneamente.

— Meu Deus! Isso... Isso foi... Incrível. – Ela pausa pra respirar a cada palavra. Eu mal consigo respirar.

— Incrível não chega nem perto. – Mesmo ofegante eu consigo responder.

Um silêncio pesado predomina por longos segundos, mas eu sinceramente mal consigo me importar, meus olhos simplesmente não conseguem se manter abertos.

— Acho que já podemos sair. – Eu me forco a encará-la e vejo que já está devidamente vestida, ainda de costas pra mim pois o cubículo não permite que sequer se vire. Eu me visto rapidamente e aviso que pode abrir a porta.

Ela abre hesitante e suspira aliviada quando não vê ninguém.

— Eu acho que você vai ter que me levar até a Sonserina. Sinto que vou acabar pegando no sono no meio do caminho.

Ela ri e me olha. Um sorriso convencido se abrindo.

— Eu acabei com você, foi?

Eu reviro os olhos e sorrio, antes de empurrá-la até a parede.

— Eu prometo recompensar da próxima vez. – É um teste, uma forma de ver se ao menos cogita a possibilidade de que isso aconteça outra vez.

— Acho que não Malfoy. – Ela fala baixo, o olhar fixo em meus lábios, eu faço o possível pra não demonstrar o quanto senti a rejeição. — Da próxima eu vou cavalgar você. Vamos ver se você aguenta.

O alívio me consome, mas me mantenho inexpressivo.

Ela não me rejeitou.

Eu a beijo.

Seguro sua nuca com força e sugo sua língua, meu pau desperta outra vez e me esfrego nela, com força. Louco pra entrar outra vez.

Eu me perco naqueles momentos como se fossem horas. E mal posso esperar pra mostrá-la o quanto eu posso aguentar.


Notas Finais


Nossa! Às vezes tenho vergonha das coisas que escrevo!!🙈🙈🙈

Hihihihihihi!!!

Espero que gostem, meus lindos.
Comentem, comentem e comentem!!

Beijooooos 😘😘😘


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