História Em minhas lembranças - Capítulo 1


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Categorias Turma da Mônica, Turma da Mônica Jovem
Personagens Cascão, Cascuda, Cebola, Denise, Magali, Mônica, Xaveco
Tags Casgali, Em Minhas Lembranças, Tmj, Turma Da Mônica Jovem
Visualizações 29
Palavras 972
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Lírica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá tmjlovers 💛
Advinha quem voltou? 😂
Venho com uma nova história, dessa vez um shipp com o qual eu tenho um carinho especial, casgali, como recomendação do nosso @jefanfic 💙
Será uma shortfic e alternará entre flashbacks e o presente dos personagens... Espero que venham a gostar ❤

Capítulo 1 - Primeira vez


Limoeiro, tarde de um domingo. Novembro de 2007. Crianças brincavam e divertiam-se com o pega-pega sobre o asfalto. Entre elas havia aquela que regressava da casa de Mônica, com o gatinho Mingau em seus braços, enquanto cantarolava inocentemente na calçada. Pretendia descansar após um longo dia no lar de sua amiga até um grupo de garotos interromperem-na, disparando ofensas.

— Magricela!

— Raquítica!

— Magali, não é seu nome? Além de horrorosa é muda! Não irá falar, idiota?

Inocente, a mesma permanecia inerte ao passo que os trogloditas, de mesma idade, não importavam-se em caçoá-la. Seus olhos trêmulos, a ponto de marejar, continham-se frente a eles. Não queria demonstrar medo. Não distante, um desconhecido dialogava com seus colegas e notara os insultos.

 — Cebola, Xaveco, poderiam me esperar na praça? Lhes acompanharei em outro instante.

Após ser solicito com ambos, o mesmo desfizera seu sorriso, cerrara os punhos e percorrera os escassos metros enfurecido, rumo aos valentões.

Ainda que não soubesse a identidade da garota, se pôs frente a ela, levantara seus braços e encarou o líder, apontando em seguida o dedo indicador próximo ao nariz do agressor.

— Toni, refaça suas palavras!

— Acha mesmo que vou te obedecer, porco imundo? não nos atrapalhe!

Cascão ignorou o bully, atentando-se para a vítima. — Vá para casa.

Magali, ao ver a mão dele sobre seu ombro, concordara  e correra abrigando-se sob a sombra de uma árvore,  observando-os de longe.

Cercando-o, os bullys não se intimidaram e prosseguiram as ofensas. O líder, para manter sua posição, puxou-o pelo colarinho. — Não faça pouco de mim novamente, imbecil!

As lágrimas de Cascão timidamente escorreram pelo rosto. Não poderia se afirmar que eram de pavor.

— Vai chorar, é? Corre para sua mãe!

Seus dentes rangiram de raiva e um curto intervalo de tempo foi necessário para que se desprendesse, golpeando-os, e consequentemente terminou por machucar-se também.

A gangue ficara desacordada no gramado, assim como ele. Receosa, Magali aproximou-se, segurou-o pelos braços e esforçou-se para arrastá-lo até o cercado do campinho.

— Pe-perdão. — Cabisbaixa, limpava o sangue nos lábios dele com seu vestido amarelo ao passo que Mingau lambia seu braço para acordá-lo.

Cássio, despertara e deparara-se com a preocupação e remorso dela, também acariciando o felino ao seu lado.

— Não tem porque se desculpar. Esses infelizes sempre tem o hábito desconfortável de importunar qualquer um e quando escutei como a referiam daquela forma, senti que precisava tomar uma atitude. Ai! Co-como se chama?

— Magali...

— Meu nome é Cássio, prazer. Confesso que se fosse para lhe conhecer, não queria que fosse nessas circunstâncias — suspirara ao olhar para o céu e rira constrangido enquanto ela assentira ao seu falar em silêncio.

— Posso te chamar de Ângelo? — Enfim ela compora uma sentença com mais de uma palavra, o surpreendendo.

— Ângelo? Sim... Por quê escolheu-o?

— Qua-quando você se colocou na frente deles e ergueu seus braços, eu senti como se um anjo abrisse suas asas para me proteger. Me desculpe, eu acabo falando sem pensar.

Ao escutá-la, Cássio se avermelhara de vergonha e inclinara o rosto. — Sabe, agora que a observo, não vejo sentido nas agressões deles. Como posso lhe dizer... Você é linda.

Ela também se corara enquanto tratava o machucado no joelho.

— A-gradeço pelo elogio. Sobre os valentões, eles me incomodam desde que cheguei ao Limoeiro com minha família, há cerca de um mês. Por eu não aceitar namorá-los,  abordam-me onde me encontram, falando aquelas idiotices. Papai me disse também que sou jovem demais para relacionamentos.

— Se depender de mim, eles não farão mais isso! — Cas se erguera bruscamente, apontando a mão para o peito, o que assustara o gato. — Ai!

— Não se mova, bobo. Seu cotovelo ficou ferido com a queda.

Os garotos com os quais Cássio brigara levantaram-se. — Cadê aquele porco? Procurem-o! Não vou deixar barato essa surra!

— Você os viu?

Cascão pôs a vista acima do limite da cerca. — Sim!

— Ve-venha para minha casa, Ângelo. É próxima daqui e não o encontrarão facilmente.

— Magali, certo? Iremos depistá-los.

Ela o levantara com o suave toque de suas mãos e o trouxera para seu lar até que os bullys desaparecessem e retornassem às suas residência.

 -Ângelo, não vou negar ... Adorei esse novo nome, assim como sua gentileza - Ele a observava, aflita que os valentões os avistassem.

[...]

— Passaram-se realmente doze anos desde que conheci aquela garota ingênua? — pensara Cássio consigo mesmo, apoiado sobre a cama.

— Cascão, seus olhos estão marejados. — Xaveco abrira a porta do quarto e deparara-se com aquela cena. — Vem cá, amigo. Que essas lágrimas sejam de alegria, afinal conseguimos nosso primeiro emprego no escritório da cidade!

Cascão saltara do mobiliário. — Meu Deus! É hoje! Vou preparar o omelete e...

— O desjejum para esse grande dia já está na mesa, agora vá lavar esse rosto, senhor Cássio, afinal não quer espantar a clientela em sua estreia, não é? — Xavier rira

— Tem toda razão — Cas abraçou-lo.

Naquele gesto, enquanto aspirava o perfume de seu parceiro, seu olhar esvaziou-se e o próprio se deu conta de que despertara em uma outra cidade, as angústias da vida de pré-adolescente se foram, quem o acompanhava na nova rotina era aquele mesmo Xavier, colega de ensino médio e parceiro no decorrer da faculdade, que tratava-o como o irmão que não teve.

Xaveco desfez o abraço e o direcionou para o banheiro. — Primeiro as damas e lembre-se: a condução para o Limoeiro passará em uma hora.

O Limoeiro... Por fim, não tratava-se de coincidência. Desde que Xavier tocara nesse nome, ele se mantivera receoso, mas no fim, os anseios de Cássio eram frutos das lembranças marcantes com ela, Magali. O destino decidira que a nostálgica cidade seria o palco para o (des) encontro de ambos, mas só eles não possuíam conhecimento disso.



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